Sábado, Dezembro 30, 2006
671) Profissão Internacionalista
Entrevista concedida a jornalista da Facamp (Campinas, SP), em abril de 2005, para inserç]ção no site da Faculdade, seção vinculada ao curso de relações internacionais, voltada para orientação profissional dos alunos candidatos ao curso.
A negociação como rotina de trabalho
A carreira diplomática exige um conhecimento amplo, e não apenas teórico, das Relações Internacionais
Os diplomatas são responsáveis por formular técnicamente, representar e defender as posições do Brasil no plano das relações internacionais. Têm como rotina negociar acordos comerciais, de meio ambiente ou relacionados aos direitos humanos, entre outros, e identificar o interesse nacional no problema, levando em conta desde a relação do Itamaraty com outros ministérios até as negociações políticas no âmbito da ONU ou da OMC, por exemplo.
Também têm a tarefa de promover diálogo entre os agentes dos mercados e os governos, bem como antecipar e avaliar o impacto para o país de problemas internacionais, entre outros. O interesse nacional depende do governo e sua definição pode caber, setorialmente, à área econômica, à saúde ou ao trabalho.
A carreira diplomática exige um conhecimento amplo, e não apenas teórico, das relações internacionais. O papel dos subsídios numa economia, por exemplo, não se explica pelas teorias de Ricardo, mas pelo lobby agrícola. Portanto, é preciso conhecer, na prática, a instituição do subsidio, seu funcionamento.
Os especialistas em relações internacionais e os diplomatas têm que ter habilidade para negociar. Não basta ser um intelectual brilhante, é preciso saber conversar com aliados e adversários.
As oportunidades de trabalho no governo são restritas. O Itamaraty seleciona cerca de 30 diplomatas por ano. Eles ingressam como terceiro secretário e percorrem um longo caminho até chegar a ministro de 1ª classe.
No concurso de 2005, fizeram as provas iniciais mais de 6 mil candidatos. Alguns órgãos de governo já contam com assessores internacionais como o MDIC ou o Banco Central. Na área de ensino, a maior parte das vagas está nas faculdades privadas. As empresas são as que mais contratam; porém, são mais seletivas. O mercado exige formação consistente e bom conhecimento de inglês; francês e espanhol são dois acréscimos úteis.
Paulo Roberto de Almeida
(pralmeida@mac.com; www.pralmeida.org)
A negociação como rotina de trabalho
A carreira diplomática exige um conhecimento amplo, e não apenas teórico, das Relações Internacionais
Os diplomatas são responsáveis por formular técnicamente, representar e defender as posições do Brasil no plano das relações internacionais. Têm como rotina negociar acordos comerciais, de meio ambiente ou relacionados aos direitos humanos, entre outros, e identificar o interesse nacional no problema, levando em conta desde a relação do Itamaraty com outros ministérios até as negociações políticas no âmbito da ONU ou da OMC, por exemplo.
Também têm a tarefa de promover diálogo entre os agentes dos mercados e os governos, bem como antecipar e avaliar o impacto para o país de problemas internacionais, entre outros. O interesse nacional depende do governo e sua definição pode caber, setorialmente, à área econômica, à saúde ou ao trabalho.
A carreira diplomática exige um conhecimento amplo, e não apenas teórico, das relações internacionais. O papel dos subsídios numa economia, por exemplo, não se explica pelas teorias de Ricardo, mas pelo lobby agrícola. Portanto, é preciso conhecer, na prática, a instituição do subsidio, seu funcionamento.
Os especialistas em relações internacionais e os diplomatas têm que ter habilidade para negociar. Não basta ser um intelectual brilhante, é preciso saber conversar com aliados e adversários.
As oportunidades de trabalho no governo são restritas. O Itamaraty seleciona cerca de 30 diplomatas por ano. Eles ingressam como terceiro secretário e percorrem um longo caminho até chegar a ministro de 1ª classe.
No concurso de 2005, fizeram as provas iniciais mais de 6 mil candidatos. Alguns órgãos de governo já contam com assessores internacionais como o MDIC ou o Banco Central. Na área de ensino, a maior parte das vagas está nas faculdades privadas. As empresas são as que mais contratam; porém, são mais seletivas. O mercado exige formação consistente e bom conhecimento de inglês; francês e espanhol são dois acréscimos úteis.
Paulo Roberto de Almeida
(pralmeida@mac.com; www.pralmeida.org)
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10 comentários:
Quem se forma em negócios internacionais é cahamado de que?
E qual o símbolo dessa profissão?
Negocistas internacionais?
Estou brincando! Não tenho a menor idéia. Talvez internacionalistas, como os demais formados em cursos de RI, mas isso é uma designação ainda em aberto, não "conveniada" entre os interessados.
A experiência dirá que nome poderão adotar tanto "internacionalistas" generalistas, como os especializados em negócios internacionais.
Tampouco ouso sugerir algum símbolo para essa categoria de administradores internacionais. Talvez um super celular, estilo iPhone turbinado, o que apenas revela meu desejo de ter um...
Quais Característica um Bo m Internacionalista deve Possuir???
Quantos Idiomas o Sr. Domina???
Um bom internacionalista será, em primeiro lugar, alguém que conhece profundamente o sistema internacional, sua história e desenvolvimentos, seu modo de funcionamento, nos planos politico, economico, estratégico. Deve tambem falar pelos menos duas ou tres linguas, sendo o ingles uma delas.
Eu falo 4 ou 5 linguas, com dominio de ingles, frances e espanhol, bom conhecimento de italiano, e conhecimento precario de alemao.
Olá Paulo!
que sorte que dei de encontrar este blog! :D estou me preparando para o vestibular e pretendo prestar para Relações internacionais! Pelo o que eu reparei, o senhor é um, diplomata... e gostaria de saber como que se faz pra chegar até este título (se é que pode ser chamado assim). Eu imagino que seja outro curso depois da faculdade de RI (tipo uma pós- graduação..), mas será que o senhor poderia me falar mais a respeito? Ficaria muito grata! vou deixar o meu e-mail: lih_rodrig@hotmail.com
Obrigada, Lílian.
Oi Paulo, muito bom todos os esclarecimentos q vc tem dado aqui.Eu estou me formando em jornalismo e gostaria de saber como eu poderia enveredar minha praparacao universitaria para o ramo de relaçoes internacionais. Falo ingles fluente e estou me preparando para o frances. De q forma o Sr. acha que seria melhor e mais pratico para mim me preparar para algo relacionada o RI, existe algum tipo de pos graduaçao ou mestardo q vc sugira?
AGuardo resposta e ja agradeço.
Priscila Costa,
Eu só posso recomendar um mestrado em RI, se voce pretende se tornar diplomata, obviamente. Mas um outro, em direito ou economia internacionais também pode servir, já que voce estará necessariamente aprofundando matérias que possuem intima conexao com os exames de entrada no Itamaraty.
Mas, veja bem, se você não pretende seguir carreira acadêmica, eu diria que não deve "perder tempo" com um mestrado e se concentrar diretamente nos exames de entrada, fazendo algum cursinho preparatório ou estudando por conta própria. Assim, voce usa todo o seu tempo na preparacao especifica, sem ter de ficar estudando outras materias que possuem escassa relação com os exames de ingresso.
Prezado Paulo Roberto de Almeida,
Estou cursando o 3º ano do Ensino Médio e estou indecisa entre a graduação em Relações Internacionais e Comércio Exterior. Gostaria que o senhor me informa-se se um Diplomata poderia conciliar sua profissão com outra atividade como: Dança.
Olá,Paulo, estou cursando o 1º semestre do curso de RI e estamos fazendo um trabalho sobre as mercocidades e as cidades irmãs, gostaria de saber se sabes algo a respeito do papel do internacionalista em alguma dessas duas áreas,ou se conheces algum material, ou site que fale a respeito??
Aguardo resposta, muito obrigada
Bizarros, esses perguntadores. Dizem que esperam resposta, mas sequer se preocupam em colocar o e-mail ou alguma forma de contato.
Sinto muito mas nao tenho bibliografia, e acho que está na hora de você aprender a fazer pesquisa...
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