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domingo, 20 de dezembro de 2009

1576) Zelaya na Embaixada do Brasil em Honduras: alguem ainda se lembra?

Transcrevo primeiro a notícia, depois agrego um comentário pessoal...

Zelaya ficará na embaixada brasileira em Honduras ao menos até janeiro
da Efe, em Tegucigalpa
da Folha Online, 19/12/2009

A Frente Nacional de Resistência Popular de Honduras, que exige a volta ao poder do presidente deposto Manuel Zelaya, disse neste sábado que o líder não sairá da Embaixada Brasileira em Tegucigalpa antes de 27 de janeiro.
"Com essa atitude dos golpistas de não querer largar o poder, não acreditamos que o presidente Zelaya saia antes de 27 de janeiro, nem que ele se preste a isso só para legalizar a cerimônia da transferência de poder", afirmou o secretário-geral da Frente Nacional de Resistência Popular contra o Golpe de Estado, Juan Barahona.
O presidente interino, Roberto Micheletti, reiterou nesta semana que entregará o poder em 27 de janeiro a Porfirio Lobo, presidente eleito em 29 de novembro passado.
"Levar o presidente Zelaya em 27 de janeiro ao Estádio Nacional (à transferência de poder) burlar o povo hondurenho", disse Barahona, que reiterou que a Frente Nacional de Resistência Popular exige "sua libertação da embaixada" do Brasil "o mais rápido possível".
Segundo ele, a Frente deve realizar neste domingo uma assembleia popular em Tegucigalpa para revisar o trabalho de organização em todo o país e seguir exigindo a restituição de Zelaya no poder.
A transferência de poder em 27 de janeiro, segundo Barahona, será ilegal, porque "o presidente Zelaya e a maioria da comunidade internacional não reconhecem as eleições".

Anistia
O Congresso hondurenho aceitou na terça-feira (16) a proposta de Lobo de estudar uma anistia a todos os envolvidos na deposição de Zelaya, em 28 de junho, e também para o presidente deposto.
O governo interino de Roberto Micheletti acusa Zelaya de ter tentado violar a Constituição ao insistir em um referendo popular que abriria o caminho para sua reeleição.
O Partido Nacional de Lobo e o próprio Partido Liberal de Zelaya e Micheletti acreditam que o presidente deposto pretendia se perpetuar no poder influenciado por seu aliado, o presidente venezuelano Hugo Chávez.
As eleições de novembro não foram reconhecidas por vários países latino-americanos liderados por Brasil, Argentina e Venezuela porque foram realizadas sob o governo interino, embora tenham sido convocadas antes da deposição de Zelaya. Mas contaram com a aprovação de EUA, Colômbia, Peru, Panamá e Costa Rica.
Zelaya tentou na semana passada ir para o México com um salvo-conduto, mas o governo interino voltou atrás e disse que ele só poderia deixar o país como exilado, algo a que o presidente deposto se negou, porque poderia significar a renúncia ao cargo.

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Meu comentário:

Curiosa frase do lider da resistencia zelayista:
"...disse Barahona, que reiterou que a Frente Nacional de Resistência Popular exige "sua libertação da embaixada" do Brasil "o mais rápido possível"."
Ops, nao sabia que Zelaya estava preso na Embaixada do Brasil.
Pensava que ele fosse apenas "hospede", o que quer que isso signifique...
Alguém vai precisar pagar a conta dessa hospedagem, ainda que seja em termos de água, eletricidade, limpeza, horas de trabalho perdidas, etc. Adivinhem quem será?
Aliás, nunca se fez a conta de quanto tempo foi perdido com uma dramaturgia digna do Casseta e Planeta...
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Paulo Roberto de Almeida
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