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Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org.

sábado, 31 de maio de 2014

Francis Fukuyama’s “The End of History?” 25 Years Later - Cato conference, Friday June 6

Aos interessados, é possível assistir pela internet, como já fiz em diversas ocasiões. Permito-me registrar que, quando o famoso ensaio de Fukuyama completou 20 anos, fiz um artigo a respeito, disponível da seguinte forma:

2101. “O Fim da História, de Fukuyama, vinte anos depois: o que ficou?”, Brasília, 13 janeiro 2010, 15 p. Considerações sobre a tese de Francis Fukuyama e o fim de alternativas às economias liberais de mercado. Publicado em Meridiano 47 (n. 114, janeiro 2010, p. 8-17; ISSN: 1518-1219; link: http://seer.bce.unb.br/index.php/MED/article/view/476/291); disponível em Academia.edu (link: https://www.academia.edu/5949002/2101_O_Fim_da_Historia_de_Fukuyama_vinte_anos_depois_o_que_ficou_2010_). Relação de Publicados n. 949. 

Paulo Roberto de Almeida

Francis Fukuyama’s “The End of History?” 25 Years Later

Featuring Francis Fukuyama, author of “The End of History?”; Michael Mandelbaum, School of Advanced International Studies, Johns Hopkins University; Marian Tupy, Cato Institute; Adam Garfinkle, editor,American InterestPaul Pillar, Nonresident Senior Fellow, Foreign Policy, Center for 21st Century Security and Intelligence, Brookings Institution; and John Mueller, Ohio State University and Cato Institute.

1:00 to 2:30 PM (Washington time, one hour less than Brazil) 
Panel 1

Moderator: John Mueller
Ohio State University and Cato Institute

Francis Fukuyama
Stanford University

Adam Garfinkle
American Interest

Michael Mandelbaum
School of Advanced International Studies, Johns Hopkins University

2:30 to 2:45 PM - Break

2:45 to 4:15 PM  
Panel 2

Moderator: Christopher Preble
Cato Institute

Marian Tupy
Cato Institute

John Mueller
Ohio State University and Cato Institute

Paul Pillar
Center for 21st Century Security and Intelligence, Brookings Institution

Discussant: Francis Fukuyama
Stanford University

4:14 to 4:30 PM
Concluding Remarks

Christopher Preble
Cato Institute

4:30 to 5:30 PM - Reception

In an article that went viral in 1989, Francis Fukuyama advanced the notion that with the death of communism history had come to an end in the sense that liberalism — democracy and market capitalism — had triumphed as an ideology. Fukuyama will be joined by other scholars to examine this proposition in the light of experience during the subsequent quarter century.
If you can’t make it to the Cato Institute, watch this event live online at www.cato.org/live and follow @CatoEvents on Twitter to get future event updates, live streams, and videos from the Cato Institute.

A frase da semana (de sempre): Thomas Jefferson sobre os livros


Itamaraty: wikileaks do Anonymous deve criar embaracos na politica externa

Segurança

Invasão ao Itamaraty permitiu que hackers tivessem acesso a documentos da Copa

Palácio do Itamaraty, BrasíliaGrupo Anonymous divulgou mais de 300 documentos que teriam sido acessados na invasão ao sistema do Ministério de Relações Exteriores

Veja.com, 31/05/2014
Uma invasão do sistema de e-mails do Itamaraty resultou no vazamento de quase 300 documentos, entre eles relatórios e telegramas classificados pelo serviço diplomático como "secretos" e com potencial para incomodar o governo brasileiro. Mesmo sem terem acessado o sistema interno de arquivo do Ministério, os hackers conseguiram extrair de computadores do Itamaraty análises para negociações internacionais, textos de subsídios para reuniões bilaterais a serem usados pela presidente Dilma Rousseff e o próprio ministro das Relações Exteriores e até agendas com telefones de autoridades.
O Itamaraty não reconhece a veracidade dos documentos revelados pelo grupo Anonymous, que assumiu ser o autor do ataque aos servidores do Ministério. De acordo com o porta-voz, embaixador Antônio Tabajara, os documentos estão abertos e apresentados em formatos que podem ter sido editados ou alterados de alguma forma. Ainda assim, os textos têm, em sua maioria, o timbre do Itamaraty e o formato tradicional dos chamados telegramas, os textos de comunicação entre o ministério e os diversos postos diplomáticos no Brasil e no exterior.
Entre eles, está o relatório preparado para o então ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, na visita do seu colega americano, o secretário de Estado John Kerry. Em meio à crise com os Estados Unidos pela descoberta do que a National Security Agency (NSA) havia espionado cidadãos e empresas brasileiras - inclusive a própria presidente Dilma - o documento trata apenas brevemente do assunto. Aconselha ao ministro que levante o tema, mas deixe claro que a crise não vai influenciar nas negociações entre os dois países. Recomenda que o pedido de "uma clara manifestação de apoio à candidatura do Brasil a membro permanente do Conselho de Segurança, pelo menos análoga à declaração de apoio à candidatura da Índia" - algo que o Brasil ainda não conseguiu e pede, ainda que os EUA retire Cuba da lista de países que patrocinam o terrorismo.
Também aparece um resumo das conversas entre autoridades brasileiras e o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, durante uma visita ao Brasil em maio do ano passado e uma lista de ministros do Esporte que planejam vir ao país para a Copa do Mundo. Outros documentos que citavam questões de segurança durante a Copa também foram vazados, mas muitos não seguiam os padrões do Itamaraty.
Um hacker conhecido com AnonManifest usou um ataque com phishing para invadir a base de dados do Itamaraty e acessar o seu sistema de documentação, como noticiou a coluna Radar on-line. O ministério desativou o seu sistema de correio eletrônico depois do ataque e instruiu os usuários das suas três mil contas de e-mail a mudar suas senhas. A Polícia Federal está investigando a invasão.
De acordo com o Itamaraty, já foi feito o mapeamento do que teria sido vazado e não foi identificado nada altamente prejudicial aos interesses do governo. As investigações estão sendo feitas pelo Gabinete de Segurança Institucional e a Polícia Federal, mas o sistema do ministério já voltou ao ar desde a última quarta-feira.
Os hackers usaram o esquema chamado phishing, em que e-mails aparentemente de pessoas conhecidas são enviadas para colegas com inclusão de um link para um documento supostamente importante. Ao abrir o arquivo são instalados no sistema os chamados cavalos de troia, que recolhem informações sigilosas dos usuários, como senhas, e abre acesso para que os hackers possam retirar dali documentos arquivados.
Comércio — Estão na lista, também, todos os documentos para as reuniões do Mercosul de 2011, 2012 e 2013, relatando as posições brasileiras em diversos assuntos e a análise que a diplomacia brasileira faz dos vizinhos, algumas vezes em termos que não seriam usados nas negociações.
Há reclamações, como, por exemplo, dos demais membros não aceitarem reconhecer a cachaça como produto tipicamente brasileiro, ou análise de propostas consideradas irreais, a ponto de o diplomata responsável, dizer, por exemplo, que se os vizinhos - especialmente a Argentina - insistissem em algumas mudanças seria melhor desistir da implementação do código aduaneiro comum. Há, ainda, análises para negociações econômicas em curso e sigilosas, sumários para visitas de Estado - como a do vice-presidente Michel Temer à Rússia - e análises das posições brasileiras em questões como a guerra na Síria e a questão nuclear no Irã. Documentos claramente pessoais, como fotos de uma capa de revista e contratos de empregados domésticos mostram que os textos foram tirados dos HDs de computadores dos servidores do ministério, não apenas no Brasil, mas no exterior.
(com agência Reuters e Estadão Conteúdo)

Brasil: o NAO crescimento so pode ser um complo contra o governo

Só pode ser isso: uma conspiração de capitalistas nacionais de má vontade contra o governo, especuladores internacionais idem, investidores externos cegos ante as fabulosas oportunidades oferecidas pelo Brasil, consumidores fartos de consumir, e São Pedro, claro, que se esqueceu que Deus é brasileiro. Só pode ser um complô maldoso de todas essas forças que explica o mistério da nossa estagflação, a combinação antikeynesiana de inflação e baixo, ou nenhum, cresimento.
Logo contra eles, os nossos keynesianis de botequim.  
Paulo Roberto de Almeida 
Com o desastre econômico do primeiro trimestre, uma expansão miserável de 0,2% combinada com inflação alta e enorme rombo comercial, a presidente-gerente Dilma Rousseff completou três anos e três meses de fracasso econômico registrado oficialmente. O fracasso continua, como confirmam vários indicadores parciais, e continuará nos próximos meses, porque a indústria permanece emperrada e o ambiente econômico é de baixa produtividade. Mas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, parece desconhecer a história dos últimos três anos e um quarto. Em criativa entrevista, ele atribuiu o baixo crescimento brasileiro no primeiro trimestre a fatores externos e a problemas ocasionais. A lista inclui a instabilidade cambial, a recuperação ainda lenta das economias do mundo rico e a inflação elevada principalmente por causa dos alimentos. Culpa dos gringos, portanto, e isso vale igualmente para o judeu Simão, também conhecido como São Pedro, supervisor e distribuidor das chuvas e trovoadas.

No triste cenário das contas nacionais divulgadas nesta sexta-feira, só se salva a produção agropecuária, com crescimento de 3,6% no trimestre e de 4,8% no acumulado de um ano. Os detalhes mais feios são o investimento em queda e o péssimo desempenho da indústria. Em sua pitoresca entrevista, o ministro da Fazenda atribuiu o baixo investimento à situação dos estoques e ao leve recuo - queda de 0,1% - do consumo das famílias, causado em grande parte pela alta do custo da alimentação. A explicação pode ser instigante, mas deixa em total escuridão o fiasco econômico dos últimos anos, quando o consumo, tanto das famílias quanto do governo, cresceu rapidamente.

O investimento em máquinas, equipamentos, construções civis e obras públicas - a chamada formação bruta de capital fixo - caiu, como proporção do produto interno bruto (PIB), durante toda a gestão da presidente Dilma Rousseff.

No primeiro trimestre de 2011, quando o governo estava recém-instalado, essa proporção chegou a 19,5%. Caiu seguidamente a partir daí, até 17,7% nos primeiros três meses de 2014. Durante esse período o consumo das famílias aumentou velozmente, sustentado pela expansão da renda e do crédito, mas nem por isso os empresários investiram muito mais.

Além disso, o governo foi incapaz de ir muito além da retórica e das bravatas quando se tratou de executar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Nem as obras da Copa avançaram no ritmo necessário, apesar do risco de um papelão internacional.

A estagnação da indústria reflete o baixo nível de investimentos, tanto privados quanto públicos, e a consequente perda de poder de competição. Por três trimestres consecutivos a produção industrial tem sido menor que nos três meses anteriores. Encolheu 0,1% no período julho-setembro, diminuiu 0,2% no trimestre final de 2013 e 0,8% no primeiro deste ano. Não há como culpar as potências estrangeiras ou celestiais por esse desempenho.

O conjunto da economia brasileira é cada vez menos produtivo, embora alguns segmentos, como o agronegócio, e algumas empresas importantes, como a Embraer, continuem sendo exemplos internacionais de competitividade.

O baixo crescimento do PIB, apenas 0,2% no trimestre e 2,5% em 12 meses, reflete essa perda de vigor, associada tanto à insuficiência do investimento em capital fixo quanto à escassez crescente de pessoal qualificado. Não por acaso, o País apareceu em 54.º lugar, numa lista de 60 países, na última classificação de competitividade elaborada pelo International Institute for Management Development (IMD), da Suíça.

O baixo desempenho da economia, especialmente da indústria, tem tudo a ver com a piora das contas externas. O efeito mais evidente é a erosão do saldo comercial. No primeiro trimestre, período de referência das contas nacionais atualizadas, o País acumulou um déficit de US$ 6,1 bilhões no comércio de mercadorias. O resultado melhorou um pouco desde abril, mas na penúltima semana de maio o buraco ainda era de US$ 5,9 bilhões. O Banco Central (BC) continua projetando um saldo de US$ 8 bilhões para o ano, muito pequeno para as necessidades brasileiras. No mercado, a mediana das projeções coletadas em 23 de maio na pesquisa semanal do BC indicava um superávit de apenas US$ 3 bilhões.

Estranhamente, os deuses parecem ter poupado outros países dos males atribuídos pelo ministro da Fazenda ao quadro externo. Outras economias continuaram crescendo mais que a brasileira e com inflação menor, apesar de sujeitas à instabilidade dos mercados financeiros e a outros problemas internacionais. A inflação no Brasil tem permanecido muito acima da meta oficial, 4,5%, e a maior parte das projeções ainda aponta um resultado final em torno de 6% para 2o14. Até agora, o recuo de alguns preços no atacado pouco afetou o varejo e os consumidores continuam sujeitos a taxas mensais de inflação superiores a 0,5%. O ritmo poderá diminuir nos próximos meses, mas, por enquanto, as estimativas indicam um repique nos quatro ou cinco meses finais de 2014.

O aperto monetário, interrompido pelo BC na quarta-feira, pode ter produzido algum efeito, mas o desajuste das contas do governo ainda alimenta um excesso de demanda. Na quinta-feira o Tesouro anunciou um superávit primário de R$ 26,7 bilhões nos primeiros quatro meses. Quase um terço desse total, R$ 9,2 bilhões, ou 31%, correspondeu a receita de concessões e dividendos. As concessões renderam 207,4% mais que no período de janeiro a abril do ano passado. Os dividendos foram 716,4% maiores que os do primeiro quadrimestre de 2013. Chamar isso de arrecadação normal e recorrente sem ficar corado vale pelo menos um Oscar de ator coadjuvante. A economia vai mal, mas a arte cênica brasileira ainda será reconhecida. Há mais valores entre o céu e a terra do sonham os críticos da política econômica.

Itamaraty wikileaks: bullshits e hipocrisias revelados pelos hackers

30/5/2014 às 22h24 (Atualizado em 30/5/2014 às 22h26)

Hackers vazam documentos secretos do Itamaraty sobre diplomacia e cachaça

Ataque ocorreu entre os dias 19 e 27 de maio. Hackers usaram o esquema phishing
Agência Estado
Sistema do Itamaraty foi invadido por hackersBBC/Reuters
invasão do sistema de e-mails do Itamaraty resultou no vazamento de quase 500 documentos, entre eles relatórios e telegramas classificados pelos serviço diplomático como "secretos" e com potencial para incomodar o governo brasileiro.
Mesmo sem terem acessado o sistema interno de arquivo do ministério, os hackers conseguiram extrair de computadores do Itamaraty análises para negociações internacionais, textos de subsídios para reuniões bilaterais a serem usados pela presidente Dilma Rousseff e o próprio ministro das Relações Exteriores e até agendas com telefones de autoridades.
O Itamaraty não reconhece a veracidade dos documentos revelados pelo grupo Anonymous, que assumiu ser o autor do ataque aos servidores do ministério.
De acordo com o porta-voz, embaixador Antônio Tabajara, os documentos estão abertos e apresentados em formatos que podem ter sido editados ou alterados de alguma forma.
Ainda assim, os textos têm, em sua maioria, o timbre do Itamaraty e o formato tradicional dos chamados telegramas, os textos de comunicação entre o ministério e os diversos postos diplomáticos no Brasil e no exterior.
Patriota e Kerry
Entre eles, está o relatório preparado para o então ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, na visita do seu colega americano, o secretário de Estado John Kerry.
Em meio à crise com os Estados Unidos pela descoberta do que a NSA (National Security Agency) havia espionado cidadãos e empresas brasileiras - inclusive a própria presidente Dilma — o documento trata apenas brevemente do assunto. Aconselha ao ministro que levante o tema, mas deixe claro que a crise não irá influenciar nas negociações entre os dois países.
Recomenda que o pedido de "uma clara manifestação de apoio à candidatura do Brasil a membro permanente do Conselho de Segurança, pelo menos análoga à declaração de apoio à candidatura da Índia" — algo que o Brasil ainda não conseguiu e pede, ainda que os EUA retire Cuba da lista de países que patrocinam o terrorismo.
Cachaça
Estão na lista, também, todos os documentos para as reuniões do Mercosul de 2011, 2012 e 2013, relatando as posições brasileiras em diversos assuntos e a análise que a diplomacia brasileira faz dos vizinhos, algumas vezes em termos que não seriam usados nas negociações.
Há reclamações, como, por exemplo, dos demais membros não aceitarem reconhecer a cachaça como produto tipicamente brasileiro, ou análise de propostas consideradas irreais, a ponto de o diplomata responsável, dizer, por exemplo, que se os vizinhos — especialmente a Argentina — insistissem em algumas mudanças seria melhor desistir da implementação do código aduaneiro comum.
Rússia, Síria e Irã
Há, ainda, análises para negociações econômicas em curso e sigilosas, sumários para visitas de Estado — como a do vice-presidente Michel Temer à Rússia — e análises das posições brasileiras em questões como a guerra na Síria e a questão nuclear no Irã.
Documentos claramente pessoais, como fotos de uma capa de revista e contratos de empregados domésticos mostram que os textos foram tirados dos HDs de computadores dos servidores do ministério, não apenas no Brasil, mas no exterior.
Segurança Institucional
De acordo com o Itamaraty, já foi feito o mapeamento do que teria sido vazado e não foi identificado nada altamente prejudicial aos interesses do governo. As investigações estão sendo feitas pelo Gabinete de Segurança Institucional e a Polícia Federal, mas o sistema do ministério já voltou ao ar desde a última quarta-feira.
O ataque foi feito aos servidores do Itamaraty entre os dias 19 e 27 de maio. Os hackers usaram o esquema chamado phishing, em que e-mails aparentemente de pessoas conhecidas são enviadas para colegas com inclusão de um link para um documento supostamente importante.
Ao abrir o arquivo são instalados no sistema os chamados cavalos de troia, que recolhem informações sigilosas dos usuários, como senhas, e abre acesso para que os hackers possam retirar dali documentos arquivados.

Eleicoes 2014: comecaram as mistificacoes companheiras...

Falar em neoliberalismo é o mais rastaquera dos deja-vus, nos quais se comprazem aqueles que não têm nada de mais inteligente a dizer. Os companheiros são especialistas nesse tipo de desonestidade subintelectual, que só contentam os ingênuos e os beócios. Quem diz isso não é idiota, mas mentiroso, e pensam que todos os outros são idiotas como os seus...
Paulo Roberto de Almeida 

Sem citar Aécio, Dilma diz que rival quer trazer de volta "figurino neoliberal"
A presidente Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira em Belo Horizonte, sem citar o pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, que o tucano quer trazer de volta um "figurino neoliberal" e um modelo que, segundo ela, "já fracassou".
Em encontro do diretório do PT de Minas Gerais, Estado governado por Aécio por oito anos, a presidente disse ainda que os adversários querem "trazer de volta a recessão" e afirmou que os tucanos "nunca se interessaram" por questões sociais.
"Tem candidato dizendo, por exemplo, que quer ser eleito para aplicar medidas impopulares, que não tem medo da opinião pública, que está se lixando para a reação que pode provocar essas medidas e que vai derrubar qualquer barreira para impor o seu figurino neoliberal", disse a presidente, numa referência a declarações recentes de Aécio de que estaria disposto a adotar "medidas impopulares" se eleito, caso fosse necessário.
"Eles querem trazer de volta um modelo que já fracassou. A partir daqui, de Minas Gerais, querem trazer de volta a recessão, o desemprego, o arrocho salarial, o aumento da desigualdade e o aumento da submissão que o Brasil tinha no passado ao Fundo Monetário, por exemplo", acrescentou Dilma durante o encontro, que serviu para confirmar a pré-candidatura do petista Fernando Pimentel ao governo do Estado.
A presidente também fez referência à proposta aprovada nesta semana pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS), de autoria do presidenciável tucano, que estende o benefício do Bolsa Família por até seis meses no caso do beneficiário aumentar sua renda em decorrência de atividade profissional ou econômica.
A proposta foi duramente criticada pelo governo, que entende que ela desfigura o Bolsa Família ao retirar limites de renda e de tempo de permanência no programa. [ID:nL1N0OF02A]
"Hoje eles estão tentando aparecer como grandes defensores do BolsaFamília, quando a gente lembra que chamavam o Bolsa Família de Bolsa Esmola. Nunca foram a favor das políticas, sempre acharam que fazer política social era jogar o dinheiro pela janela", disparou.
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"Nós temos de proteger o nosso projeto do assanhamento de um pessoal que, quatro em quatro anos, sempre acredita que, finalmente, eles vão ter hora e vez. Hora e vez e a oportunidade de enganar o povo de novo."
Em tom claramente eleitoral, Dilma previu sua vitória na campanha pela reeleição.
"Eles querem ganhar na marra. Vão descobrir pela quarta vez que nós e o povo brasileiro não nos deixamos enganar", disse ela se referindo às duas vitórias de Lula --em 2002 e 2006-- e ao seu próprio triunfo sobre os tucanos em 2010.
COPA DO MUNDO
No discurso, Dilma também criticou aqueles que pretendem torcer contra a seleção brasileira, lembrando que, quando foi presa pelo regime militar, era ano de Copa do Mundo e ela, "de cabeça erguida", torceu pela seleção brasileira "porque ela é do povo brasileiro".
"Hoje em plena democracia, não torcer pela seleção brasileira é de uma sem-cerimônia incrível. É simplesmente não ser capaz de ter orgulho do seu país. É ter um imenso complexo de vira-lata", disse.
(Reportagem de Eduardo Simões)

As milicias violentas do PT: gangsterismo nazista?

O PT não é um partido normal, nunca foi. Parece-se com uma organização criminosa, como aquelas criadas por Mussolini e por Hitler.
O comentário preliminar, falando dos psicopatas do PT, é de Roque Callage, quem me enviou a matéria.
Paulo Roberto de Almeida 

O texto que segue é a integra da Carta ao Leitor, o editorial da revista Veja, em sua edição que está nas bancas neste sábado. Vale a pela ler, pois se trata de um retrato em alta definição sobre o modus operandi do PT. Só mesmo os fanáticos da seita - porque o PT não é partido político, mas uma seita de psicopatas - podem render alguma admiração a esse ajuntamento de doentes mentais.
Portanto, é de se esperar que a ficha tenha finalmente caído para os eleitores brasileiros que em outubro terão a oportunidade de interromper para sempre esse pesadelo diabólico que é ter um bando de comunistas malucos governando uma Nação de 200 milhões de habitantes. Leiam:

A FARSA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS 
Para entender o drama em que o PT mergulhou este País

Veja, sábado, maio 31, 2014



Stédile com Carvalho, em Brasília: bastou um dedo de prosa e o cerco do MST ao Planalto virou confraternização. 
Une os governos de Lula e Dilma Rousseff apoio ao que seus ideológos chamam de “movimentos sociais”, quenada mais são do que grupos organizados para servir de massa de manobra aos interesses políticos radicais. O encarregado de organizar e manter vivos esses grupos é Gilberto Carvalho, que, de sua sala no Palácio do Planalto, atua como umministro para o caos social.
Essa pasta, de uma forma ou de outra, existe em todos os governos populistas da América Latina e se ocupa da cínica estratégia de formar ou adotar grupos com interesses que não podem ser contemplados dentro da ordem institucional, pois implicam o desrespeito às leis e aos direitos constitucionais. Ora são movimentos de índios que reivindicam reservas em áreas de agronegócio altamente produtivas e até cidades inteiras em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, ora são pessoas brancas como a neve que se declaram descendentes de escravos africanos e querem ocupar à força propriedades alheias sob o argumento improvável de que seus antepassados viveram ali. A estratégia de incitar esses grupos à baderna e, depois, se vender à sociedade como sendo os únicos capazes de conter as revoltas é a adaptação moderna do velho truque cartorial de criar dificuldades para vender facilidades.
Brasília assistiu, na semana passada, a uma dessas operações. Alguns índios decidiram impedir que as pessoas pudessem ver a taça da Copa do Mundo, exposta no Estádio Mané Garricha. A polícia tentou reprimir o ato, e um dos silvícolas feriu um policial com uma flechada.
Atenção! Isso ocorreu no século XXI, em Brasília, a cidade criada para, como disse o presidente Juscelino Kubtschek no discurso de inauguração da capital, há 54 anos, demonstrar nossa “pujante vontade de progresso (...), o alto grau de nossa civilização (...) e nosso irresistível destino de criação e de força construtiva”. Pobre JK.
Mostra uma reportagem desta edição que progresso, civilização e força construtiva passam longe de Brasília. As ruas e avenidas da capital e de muitas grandes cidades brasileiras são territórios dos baderneiros.
Há três meses, o MST, o Movimento dos trabalhadores Sem Terra, mandou seus militantes profissionais atacar o Planalto. Gilberto Carvalho foi até a rua, onde, depois de uma rápida conversa, se combinou que Dilma receberia os manifestantes. “O MST é um movimento arcaico, com uma pauta de reforma agrária do século passado em um Brasil com quase 90% de urbanização e 80% da produção dos alimentos consumidos pelos brasileiros vinda da agricultura familiar. Por obsoleto, já deveria ter desaparecido. Mas Carvalho não permite que isso ocorra. O MST faz parte do exército de reserva e precisa estar pronto se convocado. Foi o que se deu na semana passada, quando Pedro Stédile, um dos fundadores do movimento, obediente ao chamado do momento, atirou: “Só espero que não ganhe o Aécio Neves, porque aí seria uma guerra”. 
É impossível não indagar: contra quem seria essa guerra? 
A resposta é óbvia: contra a vontade popular e contra a democracia.

Aldous Huxley: (Des)Admiravel Mundo Novo. Ja chegou?

Ainda vai demorar um pouco, mas os novos tempos e a novilíngua já chegaram.
Agora, como já temos vários gêneros misturados, os passaportes brasileiros não mais contêm a filiação tradicional: Pai, Mãe.
Não, agora passou a ser: Primeiro Genitor, Segundo Genitor, podendo acomodar todos os matizes das novas situações.
Bem, e quando for um coletivo, desses que os companheiros admiram?
Coloca-se todo mundo?
E quem seria o Primeiro Genitor? Escolhe na moedinha, par ou impar, disputa na porrada a precedência?
O tempora, o mores...
Paulo Roberto de Almeida 

Crítica: 'Admirável Mundo Novo' erra em genética e acerta em cultura
REINALDO JOSÉ LOPES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
31/05/2014  
Não é nada fácil a vida do escritor de ficção científica que se dispõe a traçar um retrato do futuro, próximo ou distante, em suas obras. A tentação de simplesmente extrapolar algumas tendências do presente que acabarão se revelando efêmeras ou desimportantes é forte demais.
É inegável que o britânico Aldous Huxley (1894-1963) caiu nessa tentação e fracassou de forma quase cômica como futurologista em seu romance "Admirável Mundo Novo" (1932), livro que agora ganha nova edição no Brasil.
OK, é possível que o fracasso cômico seja, ao menos em parte, intencional. A visão de Huxley sobre o mundo do ano 2540, uma das primeiras distopias (utopias "do mal") da literatura do século passado, é tanto advertência quanto sátira, com uma narrativa permeada de humor mesmo em alguns de seus momentos mais sombrios.


O cenário geral da história provavelmente vai soar familiar para qualquer um que conheça os inúmeros livros e filmes que se inspiraram na obra de Huxley.
Para tentar pôr fim às guerras que ameaçavam destruir a espécie humana, um governo totalitário mundial impõe o mais completo controle sobre a reprodução: pais e mães são extintos, bebês passam a ser criados emlaboratório —muitos deles por meio de uma técnica de cultivo de células que produz dezenas de gêmeos idênticos de uma vez só.
Uma vez nascidos (ou melhor, desenvasados), os bebês passam por um rigoroso processo de condicionamento, que inclui choques e doutrinação por meio de frases motivacionais durante o sono.
Tais técnicas complementam o uso de substâncias administradas durante a fase embrionária, num conjunto projetado para produzir castas de pessoas perfeitamente adaptadas às suas funções sociais, da "classe dominante" dos Alfas aos trabalhadores braçais Deltas e Ípsilons.
E se, por acaso, alguém se sentir desconfortável com o seu condicionamento, há um arsenal de remédios: o soma, droga recreativa "perfeita", sem efeitos colaterais; o sexo sem restrições (já que o casamento também foi abolido); e sistemas de entretenimento capazes de deixar no chinelo o cinema 3D e os jogos interativos de hoje.
SEM GENÉTICA
Há um ponto central das distopias mais recentes que não aparece nesse quadro de pesadelo: a genética. De fato, Huxley escreveu décadas antes da descoberta de que o DNA era a principal molécula da hereditariedade, e por isso teve de se contentar em descrever métodos mais toscos de manipulação biológica, como injeções de toxinas nos fetos.
Essa é a primeira e maior escorregada futurológica do livro: mesmo quando se leva em conta o DNA, uma manipulação tão precisa da natureza humana continua sendo, para todos os efeitos, impossível (e não, ninguém passa a ser o fiel escravo de um Estado totalitário ouvindo mensagens subliminares embaixo do travesseiro).
Escrevendo no período da ascensão do fascismo, Huxley também errou feio ao supor que uma escalada cada vez mais violenta de guerras mundiais estava por vir. O espectro da autodestruição nuclear, por enquanto, deteve com bastante sucesso essa possibilidade.
Por outro lado, o autor foi mais presciente no retrato que faz da cultura do entretenimento e do consumo irrefletido em sua distopia.
Desse ponto de vista, o "admirável mundo novo" está, em parte, entre nós. Por sorte, o antídoto prescrito por Huxley —Shakespeare, basicamente—, ainda pode ser obtido em qualquer livraria.
ADMIRÁVEL MUNDO NOVO
AUTOR Aldous Huxley
TRADUÇÃO Lino Vallandro e Vidal Serrano
EDITORA Biblioteca Azul
QUANTO R$ 39,90 (312 págs.)
AVALIAÇÃO bom