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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

O novo-velho Congresso: vamos seguir para saber se houve realmente avanços - Opinião e Noticia

ELEIÇÕES 2018 

Confira a configuração do Congresso após as eleições

PT e PSL elegeram as maiores bancadas na Câmara. 

Já o Senado registrou a maior renovação de sua história nestas eleições

Confira a configuração do Congresso após as eleições
Dois terços dos 81 assentos do Senado serão ocupados por novatos (Foto: Agência Brasil) 

As eleições do último domingo, 7, alteraram a configuração política das bancadas da Câmara e do Senado para 2019.
Na Câmara, o PT e o PSL elegeram as maiores bancadas. O PT conseguiu uma forte representação na Casa, elegendo 56 deputados, apenas sete a menos do que nas eleições de 2014. Com o número, o partido alcançou maioria na Casa. Já o PSL, que em 2014 elegeu somente um deputado, saltou para 52 eleitos este ano.
Em contraponto, dois partidos tradicionais amargaram uma forte derrota no pleito deste ano. O MDB, partido do presidente Michel Temer, que sempre teve uma ampla bancada na Câmara, elegeu 34 deputados este ano, número muito aquém dos 65 eleitos em 2014. O PSDB também perdeu bastante espaço na Casa. O partido, que em 2014 elegeu 54 parlamentares, elegeu apenas 29 deputados este ano.
A configuração por partido na Câmara ficou da seguinte maneira: 

PT (56); PSL (52); PP (37); MDB (34); PSD (34); PR (33); PSB (32); PRB (30); PSDB (29); DEM (29); PDT (28); SD (13); PODE (11); PTB (10); PSOL (10); PCdoB (9); PSC (8); PROS (8); PPS (8); Novo (8); Avante (7); PHS (6); PATRI (5); PV (4); PRP (4); PMN (3); PTC (2); DC (1); Rede (1); PPL (1).

Já o Senado registrou a maior renovação de sua história. Dois terços dos 81 assentos da Casa serão ocupados, em 2019, por novatos eleitos no último domingo. Apenas oito dos 32 parlamentares que tentaram a reeleição obtiveram êxito. Com isso, o índice de renovação no Senado ficou em 87,03%.
O MDB segue com a maior bancada na Casa, embora tenha perdido assentos nestas eleições. O partido elegeu 12 senadores, seis a menos que em 2014. Outras legendas tradicionais que perderam espaço foram o PSDB, que caiu de 12 eleitos em 2014, para nove este ano; e o PT, que caiu de 9 para 6.
A configuração por partido no Senado ficou da seguinte maneira: 
MDB (12); PSDB (9); PSD (7); DEM (6); PT (6); PP (5); PODE (5); REDE (5); PSL (4); PDT (4); PTB (3); PPS (2); PHS (2); PSB (2); PR (2); PSC (1); PRB (1); PTC (1); PROS (1); PRP (1); SD (1); Sem Partido (1).

Candidatos “celebridades da internet” ganham espaço em São Paulo
Segundo dados da Agência Câmara, personalidades da televisão e da internet tiveram votação expressiva em São Paulo nestas eleições.
O estado registrou recordes de deputados mais votados tanto na esfera federal quanto na estadual.  Eduardo Bolsonaro (PSL) foi reeleito com 1,84 milhão de votos, superando o recorde de Enéas Carneiro, que em 2002 conquistou 1,57 milhão de votos.
Também do partido de Bolsonaro, a advogada Janaína Paschoal (PSL) foi a mais votada no estado para deputada federal, com 2.031.829 de votos. Em seguida, ficou Arthur Mamãe Falei (DEM), celebridade do YouTube, eleito deputado estadual com 470.606 votos.
Outras personalidades que se elegeram deputados este ano pelo estado foram o cientista político Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL), tataraneto do imperador Dom Pedro II, que obteve 118.457 votos para deputado federal; e o ator Alexandre Frota (PSL) – aliado de Bolsonaro (PSL), que antes de se filiar ao PSL ganhou fama atuando em diversas novelas da Rede Globo, filmes pornográficos e reality shows – que se elegeu deputado federal pelo estado, com 155.522 votos.
Entre os deputados federais mais votados no estado, também estão outras duas celebridades: Kim Kataguiri (DEM), líder do MBL que ganhou fama em 2014, durante as manifestações pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, eleito com 305.248 de votos; e o palhaço Tiririca, eleito com 288.255 votos.




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