O que é este blog?

Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org.

Mostrando postagens com marcador América Latina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador América Latina. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de dezembro de 2018

America Latina: por que alguns países vão demorar para se desenvolver?

Pouco tempo atrás, tendo recebido um convite do Clube Farroupilha de Santa Maria (RS), para participar do Simpósio Interdisciplinar Farroupilha 2018, nos dias 9 e 10 de novembro deste ano, perguntado sobre qual seria o meu tema, e sabedor que estaria no mesmo evento a famosa economista historiadora Deirdre McCloskey, eu escolhi um título para o meu ensaio de caráter histórico que aparentemente se encaixa nas preocupações dela com o desenvolvimento, ou o não desenvolvimento, de alguns países, aqui explícito: 

Por que o Brasil ainda não é um país desenvolvido?

Aos interessados, informo que esse trabalho foi anunciado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2018/11/por-que-o-brasil-ainda-nao-e-um-pais.html) e se encontra disponível na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/s/28ed0af501/por-que-o-brasil-ainda-nao-e-um-pais-desenvolvido). 

Agora, percorrendo, como sempre faço, as redes de intercâmbio acadêmico, deparei-me com um título que combina com um antigo trabalho que eu já fiz sobre os regimes econômicos do Brasil, em perspectiva histórica, mas desta vez sobre o conjunto da América Latina. O trabalho tinha este título pomposo: 

Regímenes de crecimiento económico en América Latina 1950-2012
(Regímenes de crecimiento económico en América Latina 1950-2012)

Trata-se de um capítulo de um livro editado no Equador chamado: Estudios de economía heterodoxa para América Latina
Marcelo Varela (ed.). Quito: Editorial IAEN, 2017.

Mas, por que eu digo que alguns países latino-americanos vão demorar para se desenvolver?
Bem, basicamente pelo tipo de pensamento, aparentemente difundido em muitas faculdades 
de economia da região. Leiam esta introdução: 



Quando não se tem uma noção precisa do que seja o capitalismo e se acredita nesse tipo de bobagem, então os "economistas" que saem com esse tipo de formação estão condenados a repetir as mesmas magias econômicas do passado, e que justamente condenaram a América Latina, e o Brasil, ao atraso e ao subdesenvolvimento.
O que eu posso recomendar a esses estudantes de economia?
Permito-me fazer referência a três obras da economista Deirdre McCloskey que muito me ajudaram a revisar profundamente minha própria concepção sobre a natureza da grande revolução capitalista na trajetória histórica de algumas sociedades (primeiro ocidentais, agora se espalhando pela Ásia, e na AL, talvez só no Chile, por enquanto): 

1) Bourgeois Equality: how ideas, not capital or institutions, enriched the world (2016)
2) Bourgeois Dignity: Why Economics Can't Explain the Modern World (2010) 
3)  The Bourgeois Virtues: ethics for an age of commerce (2006)

Seu mais recente livro, ainda está sob impressão, devendo ser publicado no início de 2019: How to be a Humane Libertarian: Essays for a New Liberalism (New Haven: Yale University Press, 2019).

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 2 de dezembro de 2018

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

A Economist se assusta com Bolsonaro, e o compara a outros ditadores da AL

O Estadão resume o editorial (com direito a capa) da Economist, que pretende combater a ameaça de Bolsonaro, mas que pode acabar promovendo-o um pouco mais.
Primeiro transcrevo a matéria do Estadão, depois o editorial da Economist.

Estadão (20/09/2018): 

'The Economist' chama Bolsonaro de 'a mais recente ameaça da América Latina'

Revista britânica defensora do liberalismo traz candidato do PSL na capa, diz que governo de deputado seria 'desastroso' para o País e a região e cita experiência autoritária na Venezuela e na Nicarágua

O candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018Jair Bolsonaro, é o destaque da capa da edição desta semana da revista britânica The Economist. No seu artigo principal, a publicação destaca o deputado como "a mais recente ameaça da América Latina" e considera que um eventual governo Bolsonaro seria "desastroso" para o País e a região. Leia a íntegra do artigo.  
O texto compara o avanço de Bolsonaro e de suas propostas ao avanço do populismo nos Estados Unidos, com Donald Trump; na Itália, com Matteo Salvini; e nas Filipinas de Rodrigo Duterte. Para a Economist, Bolsonaro soube explorar a combinação de recessão econômica, descrédito com a classe política e aumento da violência urbana com a apresentação de visões conservadoras e uma proposta de economia pró-mercado.  
"Os brasileiros não devem se enganar. Bolsonaro tem uma admiração preocupante por ditaduras", diz o texto, que o compara ao ditador chileno Augusto Pinochet. 
A revista lembra também que o principal assessor econômico de Bolsonaro é Paulo Guedes, que, assim como a equipe do ditador chileno, foi educado na Universidade de Chicago, um bastião da ideologia do livre mercado. "Guedes é a favor da privatização de todas as estatais e uma simplificação brutal dos impostos", lembra a revista.  
"A América Latina conheceu homens fortes de todo tipo e a maioria dessas experiências foi horrorosa. Provas recentes disso são a Venezuela e a Nicarágua." 
A revista lembra também que o próximo governo precisará do apoio do Congresso e dificilmente Bolsonaro terá maioria parlamentar. "Para governar, Bolsonaro poderia degradar o processo político ainda mais, potencialmente abrindo caminho para algo ainda pior", diz o texto.  
A Economist ainda diz que a chegada do petista Fernando Haddad ao segundo turno pode jogar muitos eleitores da elite e da classe média que culpam o ex-presidente Lula e o PT pelos problemas do País no colo de Bolsonaro.   
"Em vez de acreditar nas promessas vãs de um político perigoso na esperança de que ele resolva todos os problemas, os brasileiros precisam perceber que a tarefa de consertar sua democracia e reformar sua economia não será rápida nem fácil."


Economist (September 20. 2018): 

A mais recente ameaça da América Latina

Caso seja eleito, Jair Bolsonaro pode colocar a própria sobrevivência da maior democracia da América Latina em risco

"Deus é Brasileiro", diz o ditado que batiza um popular filme do cinema nacional. As belezas do Brasil, suas riquezas naturais e a música fazem o País parecer abençoado de maneira única. Mas ultimamente os brasileiros precisam se perguntar se, assim como no filme, Deus saiu de férias. A economia é um desastre, as contas públicas estão sob pressão e a política está bastante apodrecida. A violência urbana também tem crescido. Entre as 20 cidades mais violentas do mundo, 7 são brasileiras. 
As eleições presidenciais do mês que vem dão ao Brasil a chance de um recomeço. Apesar disso, se a vitória for de Jair Bolsonaro, um populista de direita, os brasileiros correm o risco de tornar tudo pior. O senhor Bolsonaro, cujo nome do meio é Messias, promete a salvação; na verdade, ele é uma ameaça para o Brasil e para a América Latina. 
Bolsonaro é o mais recente de um desfile de populistas: de Donald Trump nos Estados Unidos a Rodrigo Duterte nas Filipinas, passando pela coalizão esquerda-direita de Matteo Salvini na Itália. Na América Latina, Andrés Manuel López Obrador, um agitador de esquerda, tomará posse no México em dezembro. Bolsonaro pode ser um acréscimo desprezível para o clube. Caso seja eleito, ele pode colocar a própria sobrevivência da maior democracia da América Latina em risco. 

Amargor brasileiro

Populistas tiram proveito de um conjunto comum de problemas. Um deles é uma economia em frangalhos, e no Brasil esse fracasso tem sido catastrófico. Na pior recessão de sua história, o PIB per capita encolheu 10% entre 2014 e 2016 e ainda não conseguiu se recuperar. A taxa de desemprego é de 12%. 
O cheiro de uma elite absorta em seus próprios interesses e corrupta é outra queixa - e no Brasil isso se transformou em fedor. O conjunto de investigações conhecido como Lava Jato provocou o descrédito de toda a classe política. Dezenas de políticos estão sob investigação. Michel Temer, que tornou-se presidente em 2016 depois de sua antecessora, Dilma Rousseff, ter sofrido um impeachment com base em acusações não relacionadas (à Lava Jato), escapou de ser julgado pela Suprema Corte só porque o Congresso votou para poupá-lo. 
Luiz Inácio Lula da Silva, outro ex-presidente, foi preso por corrupção e impedido de disputar a eleição. Brasileiros dizem às pesquisas de opinião que as palavras que melhor identificam o País são "corrupção", "vergonha" e "desapontamento". 
Bolsonaro explorou essa fúria brilhantemente. Até os escândalos da Lava Jato, ele era um coadjuvante deputado do Estado do Rio de Janeiro. Ele tem um longo histórico de ofensas  grosseiras. Ele disse que não estupraria uma deputada porque ela era "feia demais"; ele disse que preferia um filho morto a um filho gay"; ele sugeriu que pessoas que vivem em assentamentos fundados por escravos fugidos (quilombolas) eram gordos e preguiçosos. Repentinamente, essa disposição para romper tabus está sendo interpretada como prova de que ele é diferente dos políticos de Brasília. 
Para brasileiros desesperados para se livrar de políticos corruptos e narcotraficantes assassinos, Bolsonaro se apresenta como um xerife durão. Cristão evangélico, ele mistura valores conservadores com liberalismo econômico, ao qual se converteu recentemente. Seu principal assessor nessa área é Paulo Guedes, formado na Universidade de Chicago, bastião das ideias pró mercado livre. Ele defende a privatização de todas as empresas estatais do país e uma brutal simplificação tributária. Bolsonaro pretende também reduzir o número de ministérios de 29 para 15 e colocar generais a cargo de algumas dessas pastas. 
Sua fórmula vem ganhando apoio. As pesquisas dão a ele 28% dos votos e ele é o líder isolado de uma disputa renhida pelo segundo lugar no primeiro turno, em 7 de outubro. Neste mês, ele levou uma facada no abdômen num comício, o que o colocou em um hospital. Isso o fez mais popular e o afastou de um escrutínio mais vigoroso da imprensa e de seus rivais. 
Se ele enfrentar Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), no segundo turno, muitos eleitores de classe média e da elite, que culpam Lula e o PT acima de tudo pelos problemas do País, podem ir para os seus braços. 

A tentação pinochetista

Eles não devem se equivocar. Além de suas visões não liberais no campo do comportamento, Bolsonaro tem uma admiração preocupante por ditaduras. Ele dedicou seu voto pelo impeachment de Dilma Rousseff ao comandante de uma unidade responsável por 500 casos de tortura e 40 assassinatos durante o regime militar, que governou o Brasil entre 1964 e 1985. O vice de Bolsonaro é Hamilton Mourão, um general reformado, que no ano passado sugeriu uma intervenção militar para solucionar os problemas do país. A resposta de Bolsonaro à criminalidade é, com efeito, matar mais criminosos, apesar de, em 2016, a polícia no Brasil ter matado mais de 4 mil pessoas. 
A América Latina já experimentou a mistura entre política autoritária e economia liberal. Augusto Pinochet, o ditador brutal que comandou o Chile entre 1973 e 1990 era assessorado pelos "garotos de Chicago". Eles ajudaram a assentar as bases para a relativa prosperidade chilena de hoje, mas a um custo humano e social terrível. O fatalismo brasileiros sobre corrupção pode ser resumido na frase "rouba, mas faz". Eles não devem se inclinar por Bolsonaro - cuja versão do ditado poderia ser "eles torturaram, mas fizeram." A América Latina conheceu todo tipo de homens fortes, a maioria deles horrorosos. Para provas mais recentes é só olhar para os desastres na Venezuela e na Nicarágua. 
Bolsonaro pode não conseguir converter seu populismo em uma ditadura ao estilo pinochetista, mesmo que ele queira. Mas a democracia brasileira é muito nova. Mesmo um flerte com o autoritarismo é preocupante. Todo presidente brasileiro precisa de uma coalizão no Congresso para aprovar projetos. Bolsonaro tem poucos amigos na política. Para governar, ele poderia ser levado a degradar ainda mais a política, potencialmente abrindo caminho para algo ainda pior. 
Em vez de acreditar em promessas vãs de um político perigoso na esperança de que ele resolva todos seus problemas, os brasileiros precisam perceber que a tarefa de curar sua democracia e reformar a economia não será fácil nem rápida. Algum progresso foi feito, como o veto a doações empresariais e o congelamento de gastos públicos. Mais reformas são necessárias. Bolsonaro não é o homem para entregá-las.
/ TRADUÇÃO DE LUIZ RAATZ


domingo, 17 de junho de 2018

De la (Non) Democratie en Amerique (Latine): a Tocqueville report - Paulo Roberto de Almeida

De la (Non) Démocratie en Amérique (Latine):
A Tocqueville report on the state of governance in Latin America


Paulo Roberto de Almeida,
acting as an Assistant to M. Alexis de Tocqueville,
for a Report commissioned by the World Bank.
26th Estoril Political Forum, IEP-UCP (June 25-27, 2018)

Foreword by the assistant rapporteur - Paulo Roberto de Almeida
Preliminary report to the World Bank - Monsieur Alexis de Tocqueville
1. Latin Americans compared to the Americans of the North
2. Of the social conditions in the two parts of the American hemisphere 
3. Of the sovereignty principle in Latin America, or its absence
4. What happened to Latin America, that denied its people an expected progress?
5. What went wrong in Latin American, while Asia-Pacific went forward?
6. Progresses and blockages in Latin America: as time goes by…
7. What to expect from (and for) Latin America in the near future?
In a manner of conclusion, promising a full and complete report.


Abstract:Within a conceptual framework based on Tocqueville’s classic work about Democracy in America– freedom, democracy, equality, political organization, government and administrative centralization, etc. – this essay – drafted in the form of a report from Alexis de Tocqueville to the World Bank, at the demand of its Board – deals with the relative backwardness of Latin American countries, in terms of democratic principles, political accountability, insufficient economic and social development, social inequalities, adopting an historical and comparative perspective (with Asia-Pacific countries, for instance). The region has fragmented itself recently between globalizers, reluctant governments (protectionists and nationalists), and the so-called “Bolivarians”. Finally, it tackles the current and future challenges of Latin American countries, also in a comparative perspective with the Asia-Pacific region, and concludes that most of the problems at the source of the backwardness of the continent, and its peculiar difficulties to adapt and to insert into modernity and globalization are due to especially inept and corrupt elites, of all kinds and social origins. 
Key words: Latin America; Asia-Pacific; comparative analysis; Alexis de Tocqueville; development; globalization; democracy; economic freedom; elites.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Secretario de Estado dos EUA acusa a China de ser... imperialista! Seria uma piada?

Como diriam os latinistas, De te fabula narratur.
O Secretário de Estado americano acusa a China de fazer aquilo que os EUA fizeram durante décadas...

  • ”Ataque à China marca início da viagem de chanceler dos EUA à América Latina” - A China é um ator “predatório”, que oferece à América Latina um modelo de desenvolvimento que pode levar à “dependência e ao endividamento”. Foi com essas críticas que o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, iniciou ontem seu tour de seis dias por países da região, palco de uma nova disputa geopolítica. “A América Latina não precisa de novos poderes imperiais”, disse. As declarações foram dadas horas antes do início da viagem, que não inclui o Brasil. Na agenda, uma das prioridades será a Venezuela. Poucas horas antes de embarcar, Tillerson levantou a possibilidade de um golpe militar para pôr fim à crise venezuelana e garantir uma “transição pacífica” de poder. “Na história da Venezuela e de outros países da América Latina, com frequência são os militares que cuidam disso. Quando as coisas estão tão ruins que a liderança militar conclui que não pode mais servir aos cidadãos, eles devem administrar uma transição pacífica”, declarou durante apresentação da estratégia dos EUA para a região. “Se isso será ou não o caso aqui, eu não sei.”
  • Em sua primeira visita à América Latina, o chefe da diplomacia dos EUA passará por México, Argentina, Peru, Colômbia e Jamaica. Fontes ouvidas pelo Estado disseram que o Brasil não foi incluído em razão da crise política e da ausência de uma agenda bilateral que pudesse produzir resultados concretos. “O Brasil está em uma fase de transição, com um governo fraco e impopular, cuja legitimidade é questionada”, disse Michael Camilleri, diretor do programa de Estado de Direito do Inter-American Dialogue, que trabalhou no Departamento de Estado de 2012 a 2017. “Até que as coisas se assentem, não há muito o que fazer no Brasil.” Em conferência telefônica com analistas, uma fonte da diplomacia americana também disse que os EUA deram prioridade a países que estão aprovando reformas, como a Argentina. Quando visitou a região no ano passado, o vice-presidente Mike Pence também excluiu o Brasil do roteiro.
  • As declarações de Tillerson em relação à China representam uma mudança radical da retórica dos EUA em relação à crescente influência do país na região. “A China está usando instrumentos de governo para puxar a região para a sua órbita”, afirmou, fazendo referência à ação de estatais e a empréstimos. “A questão é a que preço?”

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

9 de outubro de 1967: morte de Che Guevara na Bolivia - (NYTimes this day in History)


On This Day: October 9

Updated October 9, 2013, 2:28 pm
NYT Front Page
On Oct. 9, 1967, Latin American guerrilla leader Che Guevara was executed in Bolivia while attempting to incite revolution. 

Bolivia Confirms Guevara's Death; Body Displayed



Army Reports Fingerprints Prove Rebel Leader Was Killed in Sunday Clash
Confession Described
He Made Himself Known and Admitted Failure Before He Died, General Says
Bolivian Army Identifies body of Guerilla Slain in Clash
Confession Made, General Reports
Fingerprints Are Checked--Admission of Failure by Rebel Leader Described
By REUTERS
OTHER HEADLINES
Citizen Leaders of City Organize to Aid the Slums: New York Coalition, Headed by Christian Herter Jr., Seeking Private Help: 105 Members in Group: Initial Goal to Be Jobs and Training -- Mayor Praises Approach to Problem
Lindsay Helps Organize Attack on Urban Problems
Senate, Barring Cut, Votes 4.7- Billion Public Works
Smathers Urges 3% Spending Cut: Offers Plan to End Impasse Between White House and Congress on Tax Policy
President Invites Soviet to Join U.S. in Exploration of Space
Soviet Announces Arms Budget Rise: But Consumer Goods in '68 Are Scheduled to Outstrip Heavy-Industry Growth
M'Namara Doubts Rise in G.I. Losses if Bombing Is Cut: Told Senate Panel Attacks on North Barely Reduce Flow of Material South
Thieu Pledges Wider War if Search for Peace Fails
U.S. Planes Bomb Enemy Compound: Missiles Said to Be Stored in Suburb of Haiphong -- Strike Is First at Area
U.S. Temporarily Cutting Back Its Troop Commitment to NATO
Valle Grande, Bolivia, Oct. 10--The army high command officially confirmed today that Ernesto Che Guevara, the Latin revolutionary leader, was killed in a clash between guerrillas and Bolivian troops in southeastern Bolivia last Sunday.
The armed forces commander, Gen. Alfredo Ovando Candia, said Mr. Guevara had admitted his identity before dying of his wounds. General Ovando said at a news conference that the guerrilla leader had also admitted that he failed in the seven-month guerrilla campaign he organized in Bolivia.
The identification of the body was made after fingerprinting by the Eighth Army command.
[United States officials in Washington reacted cautiously to the Bolivian reports that Mr. Guevara had been killed, but there was an increasing tendency to regard them as true. Page 18.]
Arrives on Helicopter
The body was flown here yesterday, lashed to the landing runners of a helicopter that brought it from the mountain scene of the clash. The army said yesterday that it had received a report that Mr. Guevara had been killed near Higueras, but it declined to make immediate positive identification at the time.
After the body, dressed in bloody clothes, arrived here, it was fingerprinted and embalmed.
[The Guevara fingerprints are on file with the Argentine federal police. As an Argentine citizen, Mr. Guevara was required to be fingerprinted to obtain a passport when he left his homeland in 1952. These official records have provided the basis for comparison with the fingerprints taken by the Bolivians from the body said to be that of Mr. Guevara.]
The scanty beard, shoulder-length hair and shape of the head resembled the features of Mr. Guevara as shown in earlier photographs. He was 39 years old.
An Englishman in the crowd, which except for the press was kept away at bayonet point, said that he had seen Mr. Guevara in Cuba and that he was "absolutely convinced" it was the long- sought revolutionary leader.
The body appeared to bear wounds in at least three places--two in the neck and one in the throat.
It was dressed in a green jacket with a zippered front, patched and faded green denim pants, green woolen socks and a pair of homemade moccasins.
A nun assisted doctors and intelligence men in preparing the body for display. After the work was finished, the body was raised on a stretcher for the crowd, which appeared jubilant.
General Ovando arrived from la Paz and immediately went to the officers' mess to pay his respect to the four soldiers killed in the clash.
The first news of the fight was brought to Valle Grande, 80 miles southwest of Santa Cruz [CHECK] by Col. Joaquin Zenteno Anaya, commander of the Eighth Division.
Others Reported Slain
He said that six other guerrillas had been killed in the clash and that their bodies would also be brought here. He said four of them were Cubans.
Mr. Guevara was a familiar bearded figure in olive green fatigues in Havana, where he was Minister of Industries before he dropped out of sight in March, 1965.
His whereabouts since has remained a mystery, leading to rumors that he had been killed in a dispute with Premier Fidel Castro and later that he was leading guerrillas in various parts of Latin America.
His name was linked with guerrilla activity in Venezuela, Colombia, Brazil, Argentina, Peru and Bolivia.
On Sept. 10, the Bolivian President, Rene Barrientos Ortuno, described reports that Mr. Guevara was active in Bolivia as a myth. The next day he announced a $5,000 reward for his capture dead or alive.
Reports published in the press here today said that a diary believed to have belonged to Mr. Guevara was in Army hands. These reports said that the diary had been found in a knapsack owned by the guerrilla leader.
Report Ignored in Havana
A non-Cuban informant, reached by telephone in Havana last night, said that officials of the Castro regime were regarding the reports of Mr. Guevara's death as unconfirmed and were declining to comment on them. The Cuban broadcasts ignored the news, the informant said, adding: "My feeling is that the newspapers tomorrow won't publish a line."

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Integracao latino-americana: uma avaliacao em 2008 - Paulo Roberto de Almeida

Mais de oito anos atrás, eu traçava um balanço das experiências de integração na América Latina, com uma seção especificamente dedicada ao projeto frustrado da Alca, e ensaiava uma prospectiva no que acreditava devesse ser o caminho futuro desses processos. Parece que nem com boa-vontade, a realidade dobrou-se às melhores expectativas. Atualmente, a região encontra-se mais fragmentada do que nunca.
Recentemente, um leitor de meus trabalhos chamou-me a atenção para esse trabalho analítico e prospectivo. Esta é a única razão pela qual eu fui verificar o que tinha escrito na década passada.
Eis, em todo caso, o meu balanço e as minhas previsões elaborados entre 2007 e 2008, para o que possa servir como acerto da avaliação então feita e das expectativas esperadas, talvez inutilmente.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 1 de agosto de 2017

O link para o trabalho completo é este aqui: https://www.academia.edu/5794555/084_Evolu%C3%A7%C3%A3o_do_regionalismo_econ%C3%B4mico_e_pol%C3%ADtico_da_Am%C3%A9rica_do_Sul_dilemas_atuais_e_perspectivas_futuras_2009_


Evolução do regionalismo econômico e político da América do Sul: dilemas atuais e perspectivas futuras

Paulo Roberto de Almeida
In: Danilo Nolasco Cortes Marinho (org.).
Brasil e América Latina: colaboração e conflito
(São Paulo: Francis, 2009, 152 p.;
ISBN: 978-85-89362-98-6; p. 35-94).
Relação de Originais n. 1927. Publicados n. 932.

Sumário:
Introdução à problemática da integração regional
1. Breve síntese histórica sobre a evolução do regionalismo político e comercial na região
2. Balanço dos experimentos de integração mais importantes realizados na América do Sul
3. Conquistas e limitações dos esquemas existentes: causas e conseqüências dos principais casos
4. Impacto de recentes mudanças globais sobre os processos de integração e nos países da região
5. Estratégias nacionais adotadas em relação à integração econômica e à inserção internacional
6. Problemas do sub-regionalismo e da liberalização hemisférica: o caso frustrado da Alca
7. Dilemas e problemas da integração: consolidação ou fuga para a frente de tipo político?
8. Fragmentação política e econômica dos processos?: os desafios dos países ‘bolivarianos’
9. Perspectivas da integração sul-americana no atual contexto internacional: para além da crise?
10. Visões e estratégias possíveis: estarão as lideranças à altura dos desafios internos e externos?
11. Caminhos da integração: menos retórica, mais engajamento nas reformas

(...)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Guerrilha e terrorismo na AL nos anos 70-80: a visao do outro lado (do Imperio)

Desde os anos 1960, com a disseminação de golpes militares na América Latina (de certa forma consequência do clima de Guerra Fria existente, e o fato de que grupos de oposição de esquerda, inclusive armados, tentaram alcançar o poder pela via revolucionária, provocando a reação das oligarquias, dos empresários e, sobretudo, das FFAA), táticas de guerrilha rural e urbana foram se disseminando, algumas tentativas feitas sob o modelo cubano (foquismo), outras ao estilo maoista (guerra camponesa, mas geralmente uma paródia disso), e também guerrilha urbana, o que foi largamente o caso no Brasil.
Diplomatas estrangeiros foram sequestrados (alguns mortos) em diversos países das região, e os arquivos abaixo se referem às experiências de diplomatas americanos com essas ameaças às suas vidas.
Paulo Roberto de Almeida

Association for Diplomatic Studies and Training
------------------------------------------------------------
U.S. Diplomacy, Warts and All

Excerpts:
** The Technology of Terror – South America in the 70s and 80s (http://adst.us5.list-manage1.com/track/click?u=53939b5d79522092bb1e15271&id=fe8b360ee0&e=7b93b79725)
------------------------------------------------------------
Terrorism the world over poses a threat to the lives of Foreign Service Officers. Throughout the 1970s and 1980s terrorist groups threatened the safety of FSOs serving in South America. In Argentina, two such groups, the People’s Revolutionary Army (ERP) and Montoneros, resorted to armed resistance 1969-1970 in response to the regime of Juan Carlos […]

The post The Technology of Terror – South America in the 70s and 80s (http://adst.us5.list-manage.com/track/click?u=53939b5d79522092bb1e15271&id=439829e5a9&e=7b93b79725) appeared first on Association for Diplomatic Studies and Training (http://adst.us5.list-manage.com/track/click?u=53939b5d79522092bb1e15271&id=22e6bc61c7&e=7b93b79725) .
Read on » (http://adst.us5.list-manage.com/track/click?u=53939b5d79522092bb1e15271&id=ca9d4a79e2&e=7b93b79725)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

America do Sul: a sombra sinistra do Plano Condor - El Pais


Italia condena a cadena perpetua a un exdictador peruano por el Plan Cóndor

Jacqueline Fowks
El País, 18/01/2017

Francisco Morales Bermúdez tiene abierto otro proceso en Lima por la misma operación
Lima - Una corte de Roma condenó este martes a cadena perpetua a ocho militares sudamericanos, entre ellos el exdictador peruano Francisco Morales Bermúdez (1975-1980) y el exdictador boliviano Luis García Meza (1980-1981), por el secuestro y asesinato de 42 jóvenes, incluidos 20 ítalo-argentinos. Los militares perpetraron los asesinatos en Argentina, Bolivia, Chile, Brasil y Uruguay, como parte del Plan Cóndor, que consistía en la coordinación de operaciones encubiertas de persecución y eliminación de opositores políticos de los Gobiernos militares en la región entre 1973 y 1978.
Morales Bermúdez, que se encuentra en Perú, fue presidente en la segunda fase de la dictadura militar y bloqueó reformas sociales de su predecesor, pero permitió el retorno a la democracia mediante una asamblea constituyente en 1978. El exdirigente y otros dos exjefes militares peruanos, Pedro Richter Prada y Germán Ruiz Figueroa, fueron hallados culpables de homicidio de dos de las víctimas.
Luis Vargas Valdivia, abogado del expresidente, declaró a EL PAÍS que “no cabría la extradición si la solicitasen las autoridades italianas”, pues la ley del país sudamericano “prohíbe la condena en ausencia”. “En el proceso en Italia se han cometido irregularidades [con respecto de los tres sentenciados peruanos] como no haber sido citados a declarar, ni haber solicitado su extradición”, aseguró Vargas Valdivia. Este defiende al expresidente en la Sala Penal Nacional de Perú, en otro proceso relacionado con el Plan Cóndor. Esta vez se trata del secuestro de 13 peruanos opositores a la dictadura en mayo de 1978 que fueron trasladados por militares de Perú a una sede del Ejército argentino en Jujuy durante el Gobierno militar de Jorge Rafael Videla. El abogado asegura que la “investigación [en Perú] fue puesta en conocimiento de los jueces y fiscales italianos, quienes la ignoraron”.
La ONG Aprodeh, que defiende a uno de los peruanos secuestrados a Argentina en 1978, indica que los ciudadanos salvaron la vida debido a una intensa campaña de organismos internacionales. Entonces, la dictadura argentina y la embajada peruana en Buenos Aires les entregaron pasaportes de emergencia y no pasaron a la lista de los desaparecidos en las dictaduras del Cono Sur.
El proceso penal en Lima empezó en septiembre de 2015, poco después de inicio del juicio en Italia. Este último fue el resultado de una denuncia de 1999 de seis mujeres, esposas y madres de algunas de las víctimas: Bernardo Arnone, Gerardo Gatti, Juan Pablo Recagno, Andrés Bellizzi, Daniel Banfi y Lorenzo Viñas.
Los otros condenados son los chilenos Hernán Jerónimo Ramírez y Rafael Ahumada Valderrama, el uruguayo Juan Carlos Blanco, y el boliviano Luis Arce Gómez. El juicio había sido abierto contra 27 exmilitares, pero terminó con la absolución de la mayoría de los imputados. La lluvia de exculpados sumió en el desánimo a los acusadores, que han sacado adelante el proceso durante dos años y un total de sesenta audiencias, encabezados por el fiscal italiano Giancarlo Capaldo, principal investigador.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Cem anos da revolucao bolchevique de 1917: impacto na AL: chamada para artigos

Para os que consideram que o evento em si, e suas consequências mais amplas (Comintern, etc.), teve grandes repercussões na América Latina.
Teve sim, mas não tão grande quanto supõem certos saudosistas do socialismo.
Sobraram alguns partidecos irrelevantes, aqui e ali, e um regime stalinista empenhado em um programa de regime forçado sobre seu próprio povo, além de suprimir completamente qualquer sinal de liberdade que poderia haver. Só não é pior que o stalinismo demencial da Coreia do Norte.
Paulo Roberto de Almeida

CF: Convocatoria.
1917-2017: Cien Años de la Revolución Rusa en América Latina
by Marc Becker

“Las repercusiones de la revolución de octubre fueron mucho más profundas y generales que las de la revolución francesa, pues si bien es cierto que las ideas de ésta siguen vivas cuando ya ha desaparecido el bolchevismo, las consecuencias prácticas de los sucesos de 1917 fueron mucho mayores y perdurables que las de 1789. La revolución de octubre originó el movimiento revolucionario de mayor alcance que ha conocido la historia moderna. Su expansión mundial no tiene parangón desde las conquistas del Islam en su primer siglo de existencia.” (Hobsbawm, Historia del siglo XX. Buenos Aires, Crítica, 1998).

La confluencia del auge del capitalismo tardío, la universidad neoliberal, la precariedad del trabajo intelectual, el debilitamiento del movimiento laboral, el retroceso de la izquierda latinoamericana y los populismos de ultraderecha, ha estimulado la idea de que las transformaciones provocadas en diferentes planos por la Revolución Rusa—que afectaron la vida de millones de seres humanos—, hoy forman parte del pasado, quedando anacrónico su legado. El surgimiento de dichos fenómenos ha contribuido a distorsiones y hasta falsificaciones no sólo de la propia Revolución Rusa, sino de su influencia global. Comúnmente se tacha la experiencia revolucionaria con argumentos tales como: “el poder fue tomado por unos pocos”; “el partido bolchevique sustituyó a la clase”, “se aplicó un terror rojo sobre quienes dieron sustento al proceso revolucionario”, “el bolchevismo es el pasado”, entre otros.

La consecuencia inmediata de esto ha sido la invisibilización de los enormes logros de la Revolución Rusa en materia de cuestiones sociales, culturales y política-económicas; además de la corrosión gradual de la contribución de Lenin, de Trotsky y Gramsci a la historia; sin mencionar el legado de las combatientes campesinas; y de Krupskaya, Stassova, Kollantai u otras mujeres aliadas, como Rosa Luxemburgo. Pero parafraseando a Marx, los rumores de la muerte de su influencia se han comprobado prematuros.

Sin embargo, la Revolución Rusa ha influenciado fuertemente al continente latinoamericano-caribeño con procesos como las secuelas y derivas de la Revolución Mexicana; las manifestaciones obreras anarquistas de Brasil en 1917 (ver el libro icónico 1917: El Año Rojo); la rebelión del militar socialista Marmaduke Grove (1932), las décadas que van desde el Frente Popular (1936-1941) hasta la Unidad Popular (1970-1973) en Chile; pasando por las revoluciones antiimperialistas en Bolivia (1952), Cuba (1959-), Nicaragua (1979-1990) y Granada (1983); las resistencias armadas posguerras de Nicaragua, El Salvador, Colombia, Venezuela, Uruguay, Argentina, y Brasil; hasta la revolución bolivariana de Hugo Chávez, el Movimento sim Terra en Brasil; los movimientos estudiantiles a partir de la reforma universitaria en Córdoba, Argentina (1918) hasta nuestros días; y los partidos comunistas, socialistas y revolucionarios de toda la América Latina; además de varios movimientos feministas.

La difusión de los procesos e ideas no es lineal. Los movimientos sociales suelen mezclar diferentes influencias (véase por ejemplo al MST). Podríamos aseverar que la historia de los últimos cien años responde—en una u otra medida—a la influencia de los acontecimientos que parieron a la Unión Soviética. Emergen a través de la época variantes marxistas-leninistas, trotskistas y estalinistas, desembocando en distintos feminismos; van acompañadas por un espectro de políticas desde la “revolución por etapas” hasta su rechazo por las guerrillas armadas. Típicamente dichos límites se definen por la interrogativa: ¿Reforma o Revolución? Derrotadas con cierta frecuencia por el imperialismo en conjunto con sus aliados neocoloniales, dichas experiencias han tendido a reconstituirse, pasando por procesos constantes de composición, descomposición y recomposición.

Tensiones Mundiales llama a la presentación de artículos para un número especial centrado en una reflexión crítica del legado de la Revolución Rusa en América Latina y el Caribe. El objetivo principal es abrir el debate sobre las muchas y variadas influencias de la Revolución Rusa en América Latina y el Caribe: por ejemplo, en el campo de la vida social, la cultura, el arte, la educación, las ciencias, la salud, la arquitectura, y la política. Se solicitan artículos dedicados a los temas siguientes, sin ser exclusivos:

Las revoluciones latinoamericanas y su relación con el Marxismo soviético. (Casos de Estudio: p.e., la influencia soviética en la praxis histórica de la educación, la medicina, las cooperativas, el cine, políticas internacionales, las guerrillas internacionalistas)
Revoluciones exitosas, revoluciones fracasadas: su relación con el Octubre Rojo (p.e., La Revolución Mexicana, La Revolución Cubana, La Revolución Sandinista, La Revolución Boliviana).
Los feminismos y feministas marxistas: sus proyectos sociales después de Octubre.
Las clases sociales latinoamericanas y su relación con el Octubre Rojo.
Utopías, Romanticismo y Revolución.
6.   El Marxismo de intelectuales como Mariátegui, Marta Harnecker, Che Guevara, Celia Hart Santamaría: ¿Cómo respondió al legado de Octubre?

Octubre en los proyectos de la marea rosada: socialismo y populismo.
Los partidos Marxistas en la práctica política y los caminos del centralismo democrático.

Favor preparar su artículo original de acuerdo con las normas de la revista, para enviar vía el sistema electrónico: ver http://www.tensoesmundiais.net/ Solicitamos también reseñas de libros relevantes al tema del número; sugerimos contactarse primero con el equipo respecto a la relevancia del texto.

Fecha de límite para contribuciones: 30 de abril del 2017
Fecha de límite para correcciones:     30 de julio del 2017
Fecha de publicación del número:      septiembre del 2017


Contactos:        Camila Costa (portugués)        camila_al_costa@yahoo.com.br
                            Débora D’Antonio (español)   dantoniodebora7@gmail.com
                            Robert Austin (inglés)              r.austin@sydney.edu.au

Robert Austin, Grad. Cert. IV (Workplace Ed), BA (Hons), Grad. Dip. Ed., M.Ed, Ph.D
Honorary Associate, Dept. of Peace & Conflict Studies
School of Social & Political Sciences/Fac. of Arts & Social Sciences
University of Sydney, NSW, 2006, Australia
p 61 2 9351 3971 | f 61 2 9660 0862
w https://sydney.academia.edu/RobertAustin
w http://sydney.edu.au/arts/peace_conflict/people/visiting_scholars.shtml
e r.austin@sydney.edu.au

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

A politica da China para a America Latina - visao positivo do documento

Documento de China para América Latina servirá para fortalecer relaciones, enfatizan analistas argentinas
Observatorio da Politica China, 07/12/2016
 
BUENOS AIRES, 6 dic (Xinhua) -- El documento que China presentó en noviembre sobre sus vínculos con América Latina y el Caribe (ALC) es "un instrumento para la mejora, profundización y generación de una estrategia para las relaciones conjuntas", enfatizaron hoy, martes, las expertas argentinas Nadia Radulovich y Cecilia Peralta.
BUENOS AIRES, 6 dic (Xinhua) -- El documento que China presentó en noviembre sobre sus vínculos con América Latina y el Caribe (ALC) es "un instrumento para la mejora, profundización y generación de una estrategia para las relaciones conjuntas", enfatizaron hoy, martes, las expertas argentinas Nadia Radulovich y Cecilia Peralta.
"Este nuevo documento busca un mayor compromiso a través de la 'persistencia' y 'cooperación' en varias áreas y sectores económicos, productivos, científico-tecnológico, informático, de inversiones, de comercio exterior, para llevar a una 'nueva altura' la asociación de cooperación integral China-ALC", dijeron en entrevista con Xinhua.
A su juicio, "las posibilidades de intercambios y cooperación entre las partes son muchísimas, al igual que las oportunidades de esta asociación de cooperación integral pueden significar para la región latinoamericana y el Caribe".
Las analistas, titulares del grupo de especialistas Asia Viewers e integrantes del Grupo China del Consejo Argentino para las Relaciones Internacionales (CARI), se referían así al texto que Beijing dio a conocer el 24 de noviembre.
El texto resalta que "pese a la distancia geográfica entre China y ALC, la amistad entre sus pueblos data de tiempos remotos. A raíz de la fundación de la Nueva China en 1949, y gracias a los esfuerzos mancomunados de varias generaciones, las relaciones chino-latinoamericanas y caribeñas han venido avanzando a pasos firmes por una trayectoria extraordinaria".
"En 2008 China tuvo la incitativa de publicar su Libro Blanco hacia ALC cuyo objetivo era establecer la asociación China-ALC. Desde el año 2013 los dirigentes chinos han planteado una serie de iniciativas y medidas de importancia con miras a robustecer las relaciones y la cooperación en diversas áreas", ponderaron.
En 2015, el volumen comercial entre China y América Latina alcanzó 236.500 millones de dólares, multiplicándose por 20 en la pasada década, según estadísticas oficiales de China.
En 2016, las relaciones entre China y América Latina han avanzado con el establecimiento de las nuevas plataformas tales como el Año de Intercambio Cultural China-América Latina y el foro de cooperación China-América Latina entre los gobiernos locales.
China ha firmado tratados de libre comercio (TLC) con varios países latinoamericanos. Con Chile, en noviembre de 2005, con Perú, en abril de 2009, y con Costa Rica, en 2010.
En la actualidad, China es el segundo mayor socio comercial y la tercera fuente de inversión de América Latina, mientras que América Latina es el séptimo mayor socio comercial de China, e importante destino de su inversión extranjera.
"Las áreas de cooperación en el ámbito de gobierno, cultura y educación son vastas y dejan en relieve temas como el intercambio de conocimiento así como también temas de medidas conjuntas en un tema tan complejo como la reducción de la pobreza", sostuvieron las observadoras.
También, añadieron, "desarrolla una sección muy detallada acerca de la coordinación internacional en temas como asuntos internacionales políticos, gobernanza económica global, implementación de la Agenda 2030 para el Desarrollo Sostenible y el cambio climático".
"La cooperación financiera en el desarrollo de infraestructura, en temas energéticos y temas de comercio, sobre todo en temas agrícolas, para fomentar conjuntamente la seguridad alimentaria son y serán los ejes de las relaciones entre China y América Latina para los próximos años", consideraron.
Subrayaron "la importancia de estudiar y analizar el documento con el fin de que nuestra región pueda también unirse al muevo compromiso chino y aprovechar de las posibilidades que puedan generarse de esta nueva fase de relacionamiento".

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Rumo ao mundo sinocentrico? - palestra de Oliver Stuenkel no IPRI (Brasilia, 13/12/2016)


O presidente da Funag, embaixador Sérgio Eduardo Moreira Lima, e o Diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI), Paulo Roberto de Almeida, convidam para a palestra-debate com o professor de Relações Internacionais da FGV-SP Oliver Stuenkel, no auditório Paulo Nogueira Batista, no próximo dia 13/12, às 16:00hs
Stuenkel, colaborador regular de diversas publicações na área de relações internacionais e autor de vários livros – entre eles The Brics and the Future of Global Order (2015) e do recentemente publicado Post-Western World (2016) – falará sobre “Rumo ao mundo sinocêntrico? - As transformações globais e suas implicações para o Brasil”.


Nota curricular: 
Oliver Stuenkel é Professor de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV) em São Paulo, onde coordena a Escola de Ciências Sociais e o MBA em Relações Internacionais. Tem graduação pela Universidade de Valência, na Espanha, Mestrado em Políticas Públicas pela Kennedy School of Government de Harvard University, e Doutorado em Ciência Política pela Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha. É autor de três livros, entre eles Post-Western World: How Emerging Power Are Remaking Global Order (2016, Polity) e colunista da revista Americas Quarterly.   

Mister Trump parece facilitar as coisas para a China na America Latina - Oliver Stuenkel

Oliver Stuenkel deve fazer uma palestra no IPRI (Funag, Brasília), que estou dirigindo, no próximo dia 13/12, quando deve falar, justamente sobre a possível "sinização" do Brasil, da América Latina, do mundo (o que vier antes...).
Vou informar mais detalhadamente.
Este artigo parece preparar o terreno para o debate.
Paulo Roberto de Almeida

Web Exclusive

How Trump Benefits China in Latin America

Growing Chinese engagement in the region will test Latin America's ability to adapt.
Xi jinping
Anderson Riedel (flickr - Michel Temer) November 7, 2013 CC by 2.0

The timing was perfect, and the symbolism could not have been stronger. A mere week after Donald Trump’s upset victory stunned the world, Xi Jinping traveled to Lima for the Asia-Pacific Economic Cooperation (APEC) summit and projected China as a bastion of stability, predictability and openness. With the U.S. increasingly skeptical of globalization, Xi promised that China would stand up for free trade. Faced with an emerging global leadership vacuum, Beijing was quick to recognize a window of opportunity. Compared with the abrasive U.S. president-elect, the Chinese president, with his avuncular charm, seemed to have a soothing effect on the gathering in the Peruvian capital.
No region in the world will remain unaffected by the unprecedented combination of the United States as a source of uncertainty and China as a potential stabilizer. The consequences for Latin America, however, are particularly important, as the recent political shift in the region has led to a growing consensus that greater openness to trade is a prerequisite to economic recovery. While trade negotiators in Brasília and Buenos Aires may have hoped for a deal with Europe or the United States, Beijing increasingly looks like the only partner offering a meaningful opportunity, building on already existing free-trade agreements with Costa Rica, Peru and Chile. Similarly, when it comes to attracting investors to modernize the region’s rotten infrastructure, no country offers as much as the Middle Kingdom. China, free to promote alternative trade deals now that Trump promised he would pull out of the Trans-Pacific Partnership (TPP), faces a world of opportunities in Latin America.
This trend may be accelerated if U.S. policy toward the region resembles that of former President George W. Bush. During his presidency, more pressing short-term priorities elsewhere (such as the “war on terror”) caused Washington to largely turn away from Latin America, allowing China to boost its influence. Much suggests a similar scenario will materialize again over the next four years. Chinese trade with Latin America has grown more than 20-fold over the past fifteen years. Xi announced that Chinese companies will invest a quarter of a trillion dollars in the region over the next decade, diversifying from traditional industries such as mining, oil and gas to areas like finance, agriculture and infrastructure (energy, airports, ports and roads).
Yet for Latin America, Beijing’s growing engagement is a mixed blessing. As China increasingly focuses on value-added goods, it now purchases fewer commodities from Latin America but sells more to the region, causing Latin America’s trade deficit with China to increase. Countries like Brazil face a risk of deindustrialization and face direct competition as they seek to export to its neighborhood. Chinese imports are affecting, among others, industrial machinery, textiles, footwear and clothing, while copper, iron, oil and soybeans account for the greatest share of the region’s exports to China. Many new projects that China may finance (such as the Trans-Amazonian Railway from the Atlantic to the Pacific Ocean) would help integrate the region, but also enhance Latin America’s dependence on China, in addition to posing threats to the environment and creating relatively few jobs.
Lack of preparedness
China’s growing influence is remarkable, but it should not come as a surprise. Brazil's former Foreign Minister Azeredo da Silveira argued as early as 1974 that China "had consolidated itself as an emerging power," urging then-President Ernesto Geisel to normalize diplomatic relations with the country. And yet, particularly in Brazil, the lack of preparedness and knowledge about China on most policy-making levels is remarkable. During debates in Brasília, comments often reveal a worrying degree of ignorance of Chinese affairs. Yet governments are not the only ones to blame. Thinkers both left and right of the ideological spectrum are often stuck in a 20th century Western-centric worldview, still regarding the United States as the source of most good and evil. The left still regards U.S. meddling in the region as the most urgent concern at a time when Chinese clout in capitals like Caracas now exceeds Washington’s influence even in countries that are seen as pro-U.S., such as Colombia. Mostly through the China Development Bank, Beijing now lends far more to the region than the World Bank.
Oblivious to these trends, it is not uncommon to witness dinner party debates among left-of-center Brazilian intellectuals about whether the Lava Jato corruption investigation and former President Dilma Rousseff’s impeachment are actually schemes by the FBI to destroy Petrobras (as a professor at USP, a leading university, recently argued in a newspaper interview).
All the while, Brazil’s Foreign Minister José Serra is said to have only a vague understanding of Asia, and was recently unable to name the members of the BRICS grouping during an interview. Add to that the absence of sinologists and Brazilian foreign correspondents based in China, the result is a disturbing unpreparedness for an increasingly Asia-centric world.
Designing a regional strategy
What is to be done? For starters, while Peru, Chile and others have already begun to adapt to new realities, foreign ministries in the region should coordinate their positions regarding China better to avoid competing for Chinese largesse, which will lead to a race to the bottom. That involves discussing and possibly aligning legislation regarding Chinese investments, transnational environmental rules for Chinese-financed projects that cross borders, and cohesive policies regarding bigger questions such as China’s role in the World Trade Organization.
This discussion should also include a broad debate, all ideological passions aside, about how the emerging global competition between Washington and Beijing can be used to the region’s advantage. That requires being as knowledgeable about domestic affairs in Beijing as in Washington, which, given the opacity of China, requires a far greater diplomatic presence than most countries possess today.
Considering the influence China already has on Latin American economics and politics (for example, the current situation in Venezuela is impossible to understand without making sense of China’s role as a lender), the lack of a regional debate over how to grapple with the implications of multipolarity is remarkable. The longer policy makers in the region wait, the smaller their capacity to learn to operate in the new environment.
--
Stuenkel is a contributing columnist for Americas Quarterly and teaches International Relations at the Getulio Vargas Foundation in São Paulo. He is the author of The BRICS and the Future of Global Order (2015) and the Post-Western World (2016).
Any opinions expressed in this piece do not necessarily reflect those of Americas Quarterly or its publishers.