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Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org.

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domingo, 16 de dezembro de 2018

Alexandre Schwartsman e a Lei de Irresponsabilidade Fiscal do Congresso

Mundo velho sem porteira

Por Alexandre Schwartsman

…revela-se o que já sabíamos: boa parte, senão a maioria dos municípios do país, é financeiramente inviável sem as transferências federais, o que deveria nos levar a questionar sua existência autônoma, não o perdão ao comportamento irresponsável.

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Já não tinha qualquer dúvida acerca do completo divórcio entre a classe política e a realidade das contas públicas no país, mas, se tivesse, bastaria a alteração da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) perpetrada recentemente pela Câmara para ter certeza absoluta a este respeito.

A LRF estabeleceu que estados e municípios não podem gastar mais do 60% de sua receita corrente líquida com pessoal, condição infringida mais vezes do que seria saudável, levando ao uso de critérios nebulosos de contabilidade para disfarçar a real extensão do problema. Já a mudança da LRF permite a municípios a violação deste limite, caso sua receita tenha caído mais do que 10% por força da redução das transferências federais (devido a isenções tributárias concedidas pela União), ou queda nos royalties.

À primeira vista parece uma mudança bastante razoável. Afinal de contas, o governante não poderia ser punido por fatores fora de seu controle como os acima descritos. Um olhar mais aprofundado, porém, revela consequências potencialmente destrutivas da decisão.

A começar porque, como sabe qualquer família, não é prudente fixar suas despesas em níveis elevados quando suas receitas podem variar. As receitas relativas a royalties flutuam, por exemplo, com os preços de commodities, como ilustrado pela crise do Rio de Janeiro. Caso as despesas, com pessoal inclusive, sejam definidas com bases em receitas originadas em um momento favorável do ciclo econômico, torna-se bastante provável seu “estouro” quando vier a reversão cíclica.

Neste sentido, a Câmara deu permissão a este tipo de comportamento, ao sinalizar que administradores não sofrerão sanções por conta de um evento que, num período razoavelmente longo, é praticamente uma certeza.

Afora isto, revela-se o que já sabíamos: boa parte, senão a maioria dos municípios do país, é financeiramente inviável sem as transferências federais, o que deveria nos levar a questionar sua existência autônoma, não o perdão ao comportamento irresponsável.

Abre-se, por fim, um precedente perigoso. Nada impede, mais à frente, que novas alterações ampliem o leque de alternativas para aumento de gastos, em particular relativos a pessoal.

Tudo isto ocorre num contexto em que, sob a LRF, municípios vêm gastando como nunca. As despesas municipais, medidas a preços constantes, atingiram R$ 606 bilhões (8,9% do PIB) nos 12 meses terminados em junho de 2018 contra R$ 490 bilhões (7,6% do PIB) em 2010. No mesmo período, as despesas com pessoal saltaram de R$ 223 bilhões (3,5% do PIB) para R$ 298 bilhões (4,4% do PIB), ou seja, de 46% para 49% da despesa corrente.

A contrapartida foi a queda da participação da provisão de serviços à população (de 35% para 30% da despesa). É bastante claro que o aumento do gasto beneficiou mais aos servidores municipais do que os munícipes, replicando um padrão infelizmente comum no setor público brasileiro.

Este episódio apenas reforça a percepção muito clara sobre a apropriação do orçamento público por grupos corporativos, alegremente sustentados por políticos cuja conexão com o interesse da população é mínima.

Num país em que estados importantes se encontram à beira da falência e mesmo o governo federal enfrenta sérias dificuldades, a última coisa que precisamos é abrir as porteiras para o gasto desenfreado. No entanto, é exatamente isto com que o Congresso nos brindou.

_______________________________________

* ALEXANDRE SCHWARTSMAN – DOUTOR EM ECONOMIA PELA UNIVERSIDADE DA CALIFÓRNIA, BERKELEY, E EX-DIRETOR DE ASSUNTOS INTERNACIONAIS DO BANCO CENTRAL DO BRASIL É PROFESSOR DO INSPER E SÓCIO-DIRETOR DA SCHWARTSMAN & ASSOCIADOS

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

O novo-velho Congresso: vamos seguir para saber se houve realmente avanços - Opinião e Noticia

ELEIÇÕES 2018 

Confira a configuração do Congresso após as eleições

PT e PSL elegeram as maiores bancadas na Câmara. 

Já o Senado registrou a maior renovação de sua história nestas eleições

Confira a configuração do Congresso após as eleições
Dois terços dos 81 assentos do Senado serão ocupados por novatos (Foto: Agência Brasil) 

As eleições do último domingo, 7, alteraram a configuração política das bancadas da Câmara e do Senado para 2019.
Na Câmara, o PT e o PSL elegeram as maiores bancadas. O PT conseguiu uma forte representação na Casa, elegendo 56 deputados, apenas sete a menos do que nas eleições de 2014. Com o número, o partido alcançou maioria na Casa. Já o PSL, que em 2014 elegeu somente um deputado, saltou para 52 eleitos este ano.
Em contraponto, dois partidos tradicionais amargaram uma forte derrota no pleito deste ano. O MDB, partido do presidente Michel Temer, que sempre teve uma ampla bancada na Câmara, elegeu 34 deputados este ano, número muito aquém dos 65 eleitos em 2014. O PSDB também perdeu bastante espaço na Casa. O partido, que em 2014 elegeu 54 parlamentares, elegeu apenas 29 deputados este ano.
A configuração por partido na Câmara ficou da seguinte maneira: 

PT (56); PSL (52); PP (37); MDB (34); PSD (34); PR (33); PSB (32); PRB (30); PSDB (29); DEM (29); PDT (28); SD (13); PODE (11); PTB (10); PSOL (10); PCdoB (9); PSC (8); PROS (8); PPS (8); Novo (8); Avante (7); PHS (6); PATRI (5); PV (4); PRP (4); PMN (3); PTC (2); DC (1); Rede (1); PPL (1).

Já o Senado registrou a maior renovação de sua história. Dois terços dos 81 assentos da Casa serão ocupados, em 2019, por novatos eleitos no último domingo. Apenas oito dos 32 parlamentares que tentaram a reeleição obtiveram êxito. Com isso, o índice de renovação no Senado ficou em 87,03%.
O MDB segue com a maior bancada na Casa, embora tenha perdido assentos nestas eleições. O partido elegeu 12 senadores, seis a menos que em 2014. Outras legendas tradicionais que perderam espaço foram o PSDB, que caiu de 12 eleitos em 2014, para nove este ano; e o PT, que caiu de 9 para 6.
A configuração por partido no Senado ficou da seguinte maneira: 
MDB (12); PSDB (9); PSD (7); DEM (6); PT (6); PP (5); PODE (5); REDE (5); PSL (4); PDT (4); PTB (3); PPS (2); PHS (2); PSB (2); PR (2); PSC (1); PRB (1); PTC (1); PROS (1); PRP (1); SD (1); Sem Partido (1).

Candidatos “celebridades da internet” ganham espaço em São Paulo
Segundo dados da Agência Câmara, personalidades da televisão e da internet tiveram votação expressiva em São Paulo nestas eleições.
O estado registrou recordes de deputados mais votados tanto na esfera federal quanto na estadual.  Eduardo Bolsonaro (PSL) foi reeleito com 1,84 milhão de votos, superando o recorde de Enéas Carneiro, que em 2002 conquistou 1,57 milhão de votos.
Também do partido de Bolsonaro, a advogada Janaína Paschoal (PSL) foi a mais votada no estado para deputada federal, com 2.031.829 de votos. Em seguida, ficou Arthur Mamãe Falei (DEM), celebridade do YouTube, eleito deputado estadual com 470.606 votos.
Outras personalidades que se elegeram deputados este ano pelo estado foram o cientista político Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL), tataraneto do imperador Dom Pedro II, que obteve 118.457 votos para deputado federal; e o ator Alexandre Frota (PSL) – aliado de Bolsonaro (PSL), que antes de se filiar ao PSL ganhou fama atuando em diversas novelas da Rede Globo, filmes pornográficos e reality shows – que se elegeu deputado federal pelo estado, com 155.522 votos.
Entre os deputados federais mais votados no estado, também estão outras duas celebridades: Kim Kataguiri (DEM), líder do MBL que ganhou fama em 2014, durante as manifestações pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, eleito com 305.248 de votos; e o palhaço Tiririca, eleito com 288.255 votos.




domingo, 12 de agosto de 2018

A tragedia do “mais do mesmo” - Ricardo Amorim



Sobre o autor
Economista, apresentador do "Manhattan Connection" (Globo News) e presidente da Ricam Consultoria (www.ricamconsultoria.com.br
10/ago/18 - 09h30
Que renovação política?
Nos últimos tempos, a aversão à classe política é um fenômeno mundial. Em todo o mundo, eleições têm sido ganhas por candidatos que até recentemente não eram políticos e partidos recém-criados, como Donald Trump, nos EUA, Macron e seu Em Marcha!, na França, e o Movimento Cinco Estrelas, na Itália.
No Brasil, com a maior crise econômica da História e infindáveis escândalos de corrupção, a confiança nos políticos é a mais baixa entre todos os 137 países pesquisados pelo Fórum Econômico Mundial.
Tudo isso sugeriria que a renovação nas próximas eleições a presidente, governadores, senadores e deputados deveria ser grande. Aparentemente, deve acontecer exatamente o contrário. Estudo do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) feito em dezembro do ano passado projeta um baixo índice de renovação do Congresso, provavelmente menor que a média de 49% das últimas cinco eleições. Razões não faltam.
Para começar, o número de deputados federais tentando se reeleger deve ser recorde. Nove em cada dez deputados federais devem concorrer à reeleição por um simples motivo: manter o foro privilegiado para reduzir a probabilidade de que venham a ser presos por denúncias de corrupção. Além disso, o tempo de campanha será menor — só 45 dias —, tornando mais difícil para novos candidatos ficarem conhecidos, o que aumenta a importância da base eleitoral consolidada daqueles que já têm mandato. Por fim, congressistas concorrendo a novas eleições sempre tiveram muito mais poder de barganha nas negociações com os partidos por tempo de tevê, mas agora também têm acesso a mais recursos do fundo eleitoral criado por eles mesmos para financiar suas candidaturas.
Nas disputas nos estados, o quadro não é diferente. Dezesseis governadores concorrerão à reeleição, o maior número desde 2006. Ainda assim, talvez o mais impressionante seja a falta de renovação nos candidatos a presidente. Das 13 candidaturas registradas, apenas uma — a de João Amôedo, do também recém-criado Partido NOVO — não é de um politico de carteirinha, que já participa há décadas da política brasileira. A falta de renovação é tão grande que muitos veem como renovação um deputado federal em seu sétimo mandato com três filhos na politica.

A conclusão óbvia é que o esforço da classe política em se perpetuar no poder tem tudo para ser bem sucedido. Se você não quer que isso aconteça, pesquise, busque novas alternativas e use o poder do voto. Se não fizer isso agora, outra chance só daqui a quatro anos.

sábado, 28 de outubro de 2017

Historia economica: 7 encontro internacional, julho 2018, Ribeirao Preto



7a Conferência Internacional de História
Econômica e IX Encontro de Pós Graduação em História Econômica
A 7a Conferência Internacional de História Econômica & IX Encontro de Pós Graduação em História Econômica objetiva dar continuidade aos Encontros de Pós-Graduação promovidos pela Associação Brasileira de História Econômica ABPHE desde 2002. Os eventos serão realizados na Universidade de São Paulo, campus Ribeirão Preto, entre os dias 10 e 11 de Julho de 2018, na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEARP/USP). Este evento faz parte dos encontros destinados para a apresentação das pesquisas dos alunos de Graduação e Pós-Graduação, contando também com conferência internacional e mesa redonda de professores e pesquisadores reconhecidos na área.
Os trabalhos serão divididos nas seguintes em área:
Brasil e América Coloniais
Brasil e América no século XIX
Brasil e América nos séculos XX e XXI História Econômica Geral
História do Pensamento Econômico História de Empresas

www.abphe.org.br
As propostas de comunicação (textos completos) nas sessões temáticas deverão ser enviadas até o dia 20 de março de 2018 para o endereço eletrônico abphe2018@gmail.com. Favor indicar no título do e-mail a área temática para a qual o trabalho se direciona. A partir dessa etapa, os textos serão enviados para os membros da Comissão Científica, que procederão à avaliação das propostas a partir dos critérios já estabelecidos pela comissão organizadora, a saber:
Pertinência do tema à sessão temática considerada e ao evento em geral;
Relevância do tema em relação ao estado atual da historiografia de cada módulo;
Fundamentação teórica adequada e atualizada;
Identificação de referências bibliográficas essenciais sobre o tema;
Qualidade da pesquisa empírica (quando for o caso);
Rigor lógico da argumentação;
Relevância dos resultados e das conclusões para a área específica em que se insere o trabalho; Redação clara e correta.
Os textos devem ser encaminhados seguindo-se as normas indicadas pela Revista História Econômica & História de Empresas, publicação da ABPHE, a saber:
Os trabalhos devem ter no máximo 30 páginas e estar escrito em português, inglês ou espanhol; Os trabalhos devem ser gravados em formato Microsoft Word, OpenOffice ou RTF (não serão aceitos arquivos em PDF) e conter título, resumo e cinco (05) palavras-chave em português e inglês. Trabalhos submetidos em outros idiomas que não em português devem conter título, resumo e 05 (cinco) palavras-chave no idioma da submissão e em português;
O resumo não deve ultrapassar 10 linhas;
TEXTOS: devem seguir as seguintes especificações: fonte Times New Roman, corpo 12, entrelinhas 1,5;
MARGENS: “normal”, superior e inferior 2,5 cm, esquerda e direita 3,0 cm; TABELAS: devem vir em arquivos Word, inseridas no texto;
GRÁFICOS e PLANILHAS: devem vir inseridos no texto;

FIGURAS, GRAVURAS, ILUSTRAÇÕES e DESENHOS EM GERAL: devem vir inseridos no texto. As imagens digitalizadas devem ter resolução mínima de 600 dpi reais (não interpolados), em tamanho natural. Cromos ou slides devem ter resolução mínima de 2.500 dpi reais (não interpolados). Materiais provenientes de câmeras digitais devem ter resolução mínima de três megapixels sem compressão (módulo high definition).
Todas as TABELAS, GRÁFICOS, FIGURAS, GRAVURAS, ILUSTRAÇÕES e DESENHOS EM GERAL devem ser numerados, acompanhados de legendas e indicação de fonte (de acordo com as normas para citação).
Maiores informações em:
http://www.revistaabphe.uff.br/index.php?journal=rabphe&page=about&op=submissions#authorG uidelines
A divulgação da lista de trabalhos aceitos para apresentação nas sessões temáticas ocorrerá no dia 07 de abril de 2018.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Trump vs Congress: o debate constitucional mais importante, desde os Founding Fathers - Daily 202

Exagero meu, eu sei, pois já tivemos outros debates muito importantes do mesmo teor, ou seja, a capacidade executiva do presidente americano, como no caso dos poderes de guerra (suscitados pela intervenção no Vietnã, e o desastre que se seguiu), com a consequente limitação dos poderes do presidente. Mas a situação atual não deixa de ser interessante.
Diferentemente dos sistemas parlamentaristas, os sistemas presidencialistas tendem a aumentar indevidamente o poder dos prresidentes, sobretudo em conexão com conflitos militares ou crises econômicas, o que significa, no caso americano, a Guerra Civil, ou de Secessão, a Grande Guerra, a depressão dos anos 1930 (FDR executiva measures), a Segunda Guerra, e todas as guerras do período da Guerra Fria. Eventually, ou oportunamente, o Congresso ou a Suprema Corte restabelecem o equilíbrio dos poderes entre si.
O próprio presidente Wilson, que prometeu manter os EUA fora da Grande Guerra e acabou tendo de mandar tropas para a Europa, escreveu, quando era presidente da Universidade Princeton (ou antes) um livro chamado Congressional Government, destacando justamente essa característica do presidencialismo americano, que atribui o essencial dos poderes aos representantes do povo, e não o presidente. Fez muito bem e Trump vai aprender agora a se comportar (ou não, pos ele é um Grande Idiota).
Paulo Roberto de Almeida





Trump signs Russia sanctions bill, calls it 'seriously flawed'


BY JAMES HOHMANN

with Breanne Deppisch and Joanie Greve





THE BIG IDEA: The White House has accumulated vastly more power than the men who wrote the Constitution intended, and one unintended consequence of the Trump presidency may be a long-term rebalancing between the three branches of the federal government.
Congress has repeatedly rolled over for presidents of both parties. Democrats looked the other way as Barack Obama used his pen and phone in sometimes constitutionally dubious ways. Republicans trusted George W. Bush to do the right thing, especially after the Sept. 11 attacks.
If they were put on truth serum, very few lawmakers of either party would tell you that they trust Donald Trump to do the right thing if left to his own devices. Especially vis-à-vis Vladimir Putin.
That’s why they almost unanimously passed a bill that ties his hands. Congress gave itself a 30-day review period to vote down any changes Trump tries to make to Russia sanctions.
Trump reluctantly signed the measure yesterday to avoid the humiliation of a veto override. But he issued two defiant signing statements, saying the “seriously flawed” legislation includes “a number of clearly unconstitutional provisions” by “limiting the Executive’s flexibility … to strike good deals.”
“The Framers of our Constitution put foreign affairs in the hands of the President,” Trump said. “This bill will prove the wisdom of that choice.”
That comment represents a bold assertion of presidential power and reveals a breathtakingly simplistic view regarding the separation of power. The Constitution, of course, gives Congress the power to declare war and ratify treaties.
Constitutional law experts agree that Congress is well within its rights. Michael Glennon from the Fletcher School of Law and Diplomacy at Tufts said Trump's statement is based on a “gross misreading” of case law. “That’s obviously a misguided interpretation of his constitutional authority,” he told Abby Phillip. “Congress has very broad authority over foreign commerce. It’s explicitly given the power to regulate commerce with foreign nations. It could have, if it desired, imposed those sanctions without giving the president any waiver authority whatsoever.”

Senate passes Russia sanctions bill

-- The balance of power has ebbed and flowed through history. The president claims fresh powers during wartime. Congress has reasserted itself after executive overreach, from Vietnam (e.g. the War Powers Act) to Watergate. Ronald Reagan’s presidency was nearly derailed when his administration funded the contras in Nicaragua, despite the Boland Amendment that barred him from doing so.
-- “Trump is something the nation did not know it needed: a feeble president whose manner can cure the nation’s excessive fixation with the presidency,” conservative thought leader George F. Will wrote in an important column over the weekend that got overshadowed by news of the latest White House shake-up: “Fortunately, today’s president is so innocent of information that Congress cannot continue deferring to executive policymaking. And because this president has neither a history of party identification nor an understanding of reciprocal loyalty, congressional Republicans are reacquiring a constitutional — a Madisonian — ethic. It mandates a prickly defense of institutional interests, placing those interests above devotion to parties that allow themselves to be defined episodically by their presidents. … Furthermore, today’s president is doing invaluable damage to Americans’ infantilizing assumption that the presidency magically envelops its occupant with a nimbus of seriousness. … For now, worse is better. Diminution drains this office of the sacerdotal pomposities that have encrusted it.”
John McCain speaks to journalists at the Capitol last Thursday night. (Melina Mara/The Washington Post)
-- A bipartisan chorus of leaders in Congress swiftly pushed back on Trump yesterday.
John McCain, the chairman of the Senate Armed Services Committee, called the signing statement “misplaced.” Making a rhetorical allusion to the signing statement put out by the White House, he wrote: “The Framers of our Constitution made the Congress and the President coequal branches of government. This bill has already proven the wisdom of that choice.”
“On this critical issue of national security policy, it was the Congress that acted in the spirit of national unity to carry out the will of the American people,” the 2008 Republican presidential nominee wrote in a statement from Arizona, where he’s battling brain cancer. “And that is why it is critical that the President comply with the letter and spirit of this legislation and fully implement all of its provisions. Going forward, I hope the President will be as vocal about Russia’s aggressive behavior as he was about his concerns with this legislation.”
“Today, the United States sent a powerful message to our adversaries that they will be held accountable for their actions,” House Speaker Paul D. Ryan (R-Wis.) said in his own statement about Trump signing the bill. “We will continue to use every instrument of American power to defend this nation and the people we serve.”
-- Generally, Republicans are talking much more strongly about the separation of powers than they were in the months after Trump took office.
“We work for the American people. We don’t work for the president,” said Sen. Tim Scott (R-S.C.), in an interview with Sean Sullivan. “We should do what’s good for the administration as long as that does not in any way, shape or form make it harder on the American people.”
“President Trump won. I respect his victory. I want to help him with health care and do other things that I think we can do together like cut taxes,” added Sen. Lindsey Graham (R-S.C.). “I’ll push back against ideas I think are bad for the country, like changing the rules of the Senate. And that’s the way I’m going to engage the president.”
Graham has always been critical of Trump, but other once-outspoken Republican defenders of the president are sounding more critical. When he was asked to respond to The Post's report about the president's role in dictating Donald Jr.'s misleading statement about his meeting with a Russian national at Trump Tower, Sen. James Risch (R-Idaho) told CBS News: “I guarantee you there were phone calls in addition to those emails, and I want to hear all of it before I answer the question you put to me.”

Sanders: Trump signed Russia sanctions bill in the 'interest of national unity'

-- Signing statements aren’t unusual. Bush and Obama routinely issued them to express concerns about bills even as they reluctantly accepted them to avoid the risk of an override.
But Trump’s statement on the Russia bill, naturally, included a Trumpian flourish that is very unusual in a normally legalistic document: “I built a truly great company worth many billions of dollars. That is a big part of the reason I was elected,” he said. “As President, I can make far better deals with foreign countries than Congress.”

U.S. abandons Moscow diplomatic properties

-- Validating Congress’s decision to tie his hands, though, Trump continues naively playing footsie with Putin.
Russia retaliated against the United States for the sanctions over the weekend, ordering the U.S. embassy to reduce its staff by 755 people and seizing U.S. diplomatic properties. Even as he took the time to attack Golf Magazine on Twitter last night, though, Trump has yet to issue any kind of statement on Putin’s affront to our country. The silence has been deafening, especially against the backdrop of Trump refusing to fully accept the consensus of the intelligence community that Moscow interfered in the 2016 election.
The prime minister of Russia trolled Trump (on Twitter and in English!), and even that couldn’t get a rise out of him:

Former U.S. ambassador to Russia and Stanford professor Mike McFaul replied: 


Vice President Pence speaks in Montenegro. (Stevo Vasiljevic/Reuters)
-- Trump’s desire to appease Moscow puts him at odds with most members of his own national security team – including Mike Pence, who returned overnight from a 3 1/2-day trip through Eastern Europe. “At nearly every stop, the vice president spoke forcefully about the specter of Russian aggression, talked of ‘peace through strength,’ and reaffirmed the United States’ commitment to the North American Treaty Organization, reiterating its cornerstone pledge that an attack on one nation is an attack on all,” reports Ashley Parker, who traveled aboard Air Force Two.
Many of the interested parties, including the Baltic States and the Russians, aren’t sure to what degree Pence truly speaks for Trump, which means that his hardline policy pronouncements don’t pack the punch they otherwise might.
In an interview with Parker yesterday, Pence said Trump is taking a “we’ll see” attitude toward Russia and said the administration hopes the sanctions will lead to an improved relationship.
Tom Cotton listens to Trump speak at the White House yesterday. (Jabin Botsford/The Washington Post)
-- Republicans in Congress are now readying for round two with Trump on Russia, as hawks search for additional ways to box in the president. “Language in key defense bills in both the House and Senate would require the military to begin developing medium-range missiles banned by a 1987 treaty,” Politico’s Bryan Bender reports. “Supporters of the provisions — including Republican Sen. Tom Cotton of Arkansas — assert that Russia's recent deployment of an intermediate-range missile in violation of the treaty requires the U.S. to respond in kind. … The House’s language, included in the National Defense Authorization Act passed last month, would create a program for developing a land-based missile that is banned by the INF Treaty. The Senate will soon debate a similar provision in its version of the defense policy bill, which would set aside $65 million and also require the military to reintroduce a missile capable of traveling between 500 and 5,500 kilometers — a weapon that both Cold War rivals phased out three decades ago.”
Listen to James's quick summary of today's Big Idea and the headlines you need to know to start your day:







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