O que é este blog?

Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org.

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A Integracao Brasil-Argentina: livro de Alessandro Candeas (livremente disponivel)

FUNAG lança segunda edição da obra
A Integração Brasil-Argentina - História de uma ideia na “visão do outro”


A Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG) publicou a segunda edição revista da obra A Integração Brasil-Argentina – História de uma ideia na “visão do outro”, do diplomata Alessandro Candeas.

O livro apresenta um panorama das relações bilaterais e da aliança estratégica Brasil-Argentina, a fim de ampliar o conhecimento na área da política externa. O objeto da obra é apontar, nos planos das ideias e da história, a transição do relacionamento bilateral de um padrão de rivalidade para o de cooperação e, gradualmente, integração. A primeira edição foi publicada em 2010.

O livro está disponível para download gratuito na biblioteca digital da FUNAG.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Post-Western World: um livro e um debate com Oliver Stuenkel (IPRI, 13/12/2016)

Com a presença do autor, e uma audiência composta de diplomatas, professores e estudantes, o IPRI e a Funag realizaram nesta terça--feira 13/12/2016, no auditório do Anexo II do Itamaraty, um debate-apresentação em torno deste livro: 

Oliver Stuenkel
Post-Western World: How Emerging Powers Are Remaking Global Order
(Malden, MA: Polity Press, 2016, 252 p.; ISBN: 978-1-5095-0457-2)

Oliver Stuenkel é Professor de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV) em São Paulo, onde coordena a Escola de Ciências Sociais e o MBA em Relações Internacionais. Tem graduação pela Universidade de Valência, na Espanha, Mestrado em Políticas Públicas pela Kennedy School of Government de Harvard University, e Doutorado em Ciência Política pela Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha. É colunista da revista Americas Quarterly e autor de outros livros, entre eles este anterior:


O índice do livro Post-Western World é o seguinte: 

Introduction, 1
1. The Birth of Western-Centrism, 29
2. Power Shifts and the Rise of the Rest, 63
3. The Future of Soft Power, 97
4. Toward a Parallel Order: Finance, Trade, and Investment, 120
5. Toward a Parallel  Order: Security, Diplomacy, and Infrastructure, 154
6. Post-Western World, 181
Conclusion, 195
Notes, 206

Sua apresentação, intitulada "Rumo ao mundo sinocêntrico?: as transformações globais e suas implicações para o Brasil", consistiu num resumo geral das principais teses do livro, entre elas a visão ainda enviesada, construída pelo mundo ocidental, da ordem global, que vem sendo transformada significativamente ao longo dos séculos, e especialmente nas últimas décadas de retomada do processo de globalização e de ascensão de novas potências emergentes, entre elas, com destaque, a China, que já foi a maior economia do planeta até o final do século 18. 

A ascensão da China não se faz apenas com soft power, mas também  com base em fatores reais de poder, ou seja, crescimento econômico, expansão comercial, domínio de finanças e construção de novos vetores de poder real, que conformam o que ele chamou de "ordem paralela" expressa em novas instituições nas financas (Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura, e Novo Banco de Desenvolvimento, dos Brics), comércio (explosão de acordos de liberalização e de livre comércio e de preferências em diversos esquemas regionais e mais além), investimentos (grandes obras e cooperação com um grande número de países, não só em desenvolvimento, mas também em países desenvolvidos), segurança (esquemas negociados com vizinhos e países selecionados, medidas de construção de confiança), diplomacia (ofensiva de charme e de realpolitik em formatos diversos, entre eles o Brics) e infraestrutura (nova rota da seda, grandes obras em outos continentes, como um canal na Nicarágua).
Essa "ordem paralela" não pretende substituir as instituições existentes, mas complementar os arranjos que resultaram da ordem anterior, com uma abordagem adaptada aos requerimentos dos emergenes, e com isso a ordem global se aproximaria do cenário do mundo pós-ocidental.  

Eis a apresentação sumária do livro "Post-Western World" e link na Amazon: 


With the United States’ superpower status rivalled by a rising China and emerging powers like India and Brazil playing a growing role in international affairs, the global balance of power is shifting. But what does this mean for the future of the international order? Will China dominate the 21st Century? Will the so–called BRICS prove to be a disruptive force in global affairs? Are we headed towards a world marked by frequent strife, or will the end of Western dominance make the world more peaceful?

In this provocative new book, Oliver Stuenkel argues that our understanding of global order and predictions about its future are limited because we seek to imagine the post–Western world from a parochial Western–centric perspective. Such a view is increasingly inadequate in a world where a billions of people regard Western rule as a temporary aberration, and the rise of Asia as a return to normalcy. In reality, China and other rising powers that elude the simplistic extremes of either confronting or joining existing order are quietly building a "parallel order" which complements today’s international institutions and increases rising powers′ autonomy. Combining accessibility with expert sensitivity to the complexities of the global shift of power, Stuenkel’s vision of a post–Western world will be core reading for students and scholars of contemporary international affairs, as well as anyone interested in the future of global politics.

Eu teria várias observações a fazer  às teses e argumentos do livro de Oliver Stuenkel, mas ainda tenho de ler o livro atentamente para comentar seus elementos mais importantes. Não que eu discorde do sentido geral da tese principal, ou seja, a de que estamos caminhando para uma ordem global, não só no terreno econômico, mas também no político, estratégico e militar, bastante diferente daquela ordem implementada na imediata sequência da Segunda Guerra Mundial, ou seja, Bretton Woods, Gatt-OMC, OCDE, e uma governança consolidada no G7 a partir dos anos 1970, mas que veio a termo nos anos 1990-2000, em especial com a ascensão da China e da Índia.
Existem vários desafios ao Brasil nesse novo cenário, e este é um debate que teremos de fazer novamente com Oliver Stuenkel, na primeira oportunidade que tivermos em 2017.

Creio que esse debate, que foi transmitido online e registrado em vídeo (que estará disponível no canal YouTube da Funag, dentro de algum tempo), constituiu uma excelente oportunidade para que Oliver Stuenkel apresentasse a um público seleto (e a todos os que assistiram, e os que ainda vão assistir, ao vídeo) suas principais teses sobre o mundo pós-ocidental. 

Na sequência, mantive um diálogo de 20 minutos aproximadamente com Oliver Stuenkel em torno dessas teses, e algumas outras questões, para a série "Relações Internacionais em Pauta", entrevistas em vídeo que vem sendo acumuladas no canal YouTube do site do IPRI, e que editaremos para fazer um próximo upload. Aguardem.
Nos agradecimentos prévios ao livro, Oliver agradece à sua esposa, Beatriz, em que reconhece trabalho extra, entre o ativismo político e a dedicação acadêmica, assim como a seus três filhos: Anna, Jan e Carlinha, que ele acredita crescerão num mundo pós-ocidental. 
Acredito que sim, mas seus filhos vão continuar bebendo Coca-Cola, mascando chiclete -- que são velhas contribuições da civilização ocidental, neste caso americana, ao mundo, assim como vão usar algum sucedâneo do iPhone e sucessores do iPad, até que os chineses ofereçam os seus equivalentes, provavelmente de performance maior, e custo menor, mais ainda assim baseados num conceito ocidental do mundo e das comunicações, que o mundo emergente ainda imita, sem verdadeiramente superar, até o momento. Vamos ver o que os pós-ocidentais oferecem de produtos e gadgets tão revolucionários quanto estes.
Vamos continuar esse debate de alto nível nos próximos meses, talvez anos, com a participação de todos os diplomatas e acadêmicos engajados em temas de política mundial e relações econômicas internacionais.

Os interessados em adquirir o livro de Oliver Stuenkel, podem encontrá-lo aqui:
https://www.amazon.com/Oliver-Stuenkel/e/B00P1ZSQP0

Paulo Roberto de Almeida 
Brasília, 13 de dezembro de 2016
(Fotos de  Carmen Lícia Palazzo, a quem agradeço a cessão)

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Palestras no IPRI-Funag: Japao, comercio e seguranca - 1/11/2016, 16:00hs (MRE)

Palestras no IPRI-Funag: comércio internacional e segurança na Ásia

O presidente da Funag, embaixador Sérgio Eduardo Moreira Lima, e o diretor do IPRI-Funag, ministro Paulo Roberto de Almeida, convidam para as palestras sobre:

International Trade and Security in Asia: Japanese Perspectives

a serem proferidas no dia 1º de novembro, às 16h, no Auditório Paulo Nogueira Batista (Anexo II do Itamaraty), respectivamente pelo:

professor de Economia Política Internacional da Keio University, 
Yorizumi Watanabe,

e pelo Diretor Geral do Japanese Institute of International Affairs, 
Shingo Yamagami.

      Ambos, enviados especiais pelo gabinete do primeiro ministro do Japão, são eminentes especialistas em suas esferas de estudo e de atividades, tendo participado de inúmeras negociações diplomáticas a serviço do Japão.


Diplomatas da Casa comentarão suas palestras, feitas em inglês (sem tradução simultânea), após o que haverá um debate aberto a todos os participantes do evento.

Mini CVs dos palestrantes: 


Mr. Yorizumi WATANABE is Professor of International Political Economy, Faculty of Policy Management of Keio University. Prof. Watanabe’s distinguished career has featured significant engagement in all the major bilateral and multilateral trade negotiations in which Japan has been involved in the past two decades. This included the role of policy advisor to relevant Ministers, and postings to Japan's foreign service such as Deputy Director-General of the Economic Affairs Bureau and Chief Negotiator for the Japan-Mexico Economic Partnership Agreement (EPA).

Ambassador Shingo Yamagami is Director General (Acting) of the Japan Institute of International Affairs which is a private, nonpartisan policy think-tank focused on foreign affairs and security issues in Japan, founded in 1959. He was Ambassador for Policy Planning and International Security Policy, and Deputy Director-General of Foreign Policy Bureau at the Ministry of Foreign Affairs, Japan (MOFA). He has great expertise in international politics and security from his experience including working as Political Minister at the Embassy in London (2009-12).

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Memorial Organico de Varnhagen (1849-50), republicado pela Funag: Introducao do Prof. Arno Wehling

Com longa introdução, revisão de texto e extensivas notas do presidente do IHGB, Prof. Arno Wehling, a Funag acaba de publicar este importante livro de um "geopolítico" esquecido do século XIX:

Francisco Adolfo de Varnagen:
Memorial Orgânico (uma proposta para o Brasil em meados do século XIX)
Com ensaios introdutórios de Arno  Wehling
Brasília: Funag, 2016, 228 p.; ISBN: 978-85-7631-631-2.


SUMÁRIO
Apresentação
        Sérgio Eduardo Moreira Lima
Introdução: Varnhagen história, diplomacia e um projeto para o Brasil
I. A Trajetória: o historiador diplomata e o diplomata historiador
II. O conservadorismo reformador de um liberal: Varnhagen, publicista e pensador político
   Arno Wehling
Memorial Orgânico
  Francisco Adolfo de Varnhagen 

Ele complementa este livro já publicado anteriormente: 
 
SUMÁRIO
Introdução
      Sérgio E. Moreira Lima
Integridade e integração nacional: duas ideias-força de Varnhagen           Arno Wehling
Varnhagen: A formação do Brasil vista de “fora” e de “dentro
   Luiz Felipe de Seixas Corrêa
A geração de Varnhagen e a definição do espaço brasileiro
   Synesio Sampaio Goes Filho
Varnhagen: O inventor de Brasília
   Carlos Henrique Cardim
O pensamento estratégico de Varnhagen: contexto e atualidade
   Paulo Roberto de Almeida
Varnhagen e a América do Sul
   Luis Cláudio Villafañe Gomes Santos
 

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

IPRI abre uma vaga para estagiario de RI: inscrevam-se no CIEE...

VAGA DE ESTÁGIO: 
Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais 
(IPRI-Funag-MRE)


Encontrar-se-á aberta, a partir do dia 01/11/2016, uma vaga de estágio no Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI), órgão da Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG).
A vaga destina-se a estudantes de graduação em Relações Internacionais. Interessados devem cadastrar seu currículo junto ao CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), por intermédio do site www.ciee.org.br.

Corram, ou melhor, acessem o site, e inscrevam-se.
Estamos esperando la crème de la crème...
Paulo Roberto de Almeida
Diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais, IPRI-Funag

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Seminario sobre o Futuro da OMC, Itamaraty, 27/09/2016


 SEMINÁRIO
O FUTURO DA OMC: RISCOS E OPORTUNIDADES
Brasília, 27 de setembro de 2016

PROGRAMA TENTATIVO

Abertura (9h00-9h15)
Embaixador Sergio Eduardo Moreira Lima (Presidente da FUNAG)
Embaixador Carlos Márcio Cozendey (SGEF/MRE)

Painel 1: Agricultura –Interesses e desafios na OMC (9h15-10h45)
Interesses brasileiros em agricultura nas negociações multilaterais; os resultados alcançados; os próximos desafios; as principais dificuldades; possíveis encaminhamentos.
Moderador: Ministro Alexandre Parola (DEC/MRE)
Palestrantes:
Alexandre Pontes (SRI/MAPA)
Alinne Betânia Oliveira (CNA)
Pedro de Camargo Neto
Intervalo (15 min)

Painel 2: Serviços e Investimentos na OMC (11h00-12h30)
Estado de situação do tratamento multilateral dos temas de serviços e investimentos; as negociações do TiSA; interesse brasileiro.
Moderador: Embaixador Carlos Márcio Cozendey (SGEF/MRE)
Palestrantes
Renato Rezende de Campos Souza (SECEX/MICS)
Embaixador Luis Antonio Balduíno Carneiro (SAIN/MFaz)
Luigi Nese (Confederação Nacional de Serviços)
Edna Cesetti (SCS/MDIC)
Debate Geral: 12h00

Painel 3: Regional x Multilateral: Implementação do parágrafo 28 da Declaração de Nairóbi (14h30-15h45)
Discussão sobre o impacto dos acordos regionais sobre a OMC; aperfeiçoamento da análise dos acordos regionais pela OMC.
Moderador: Embaixador Ronaldo Costa Filho (DNI/MRE)
Palestrantes:
Pedro da Motta Veiga (CINDES)
Renato Baumann (SEAIN/MPOG)
Carlos Abijaodi (CNI)
Carlos Henrique Fialho Mussi (CEPAL)
Debate geral:

Intervalo (15 min)

Painel 4: Atualização temática da OMC
Possíveis negociações sobre comércio eletrônico na OMC; Defesa da concorrência: histórico e perspectivas; oportunidades para as PMEs.
Moderador: Embaixador Carlos Márcio Cozendey (SGEF/MRE)
Palestrantes:
Marcelo Maia Tavares de Araújo (SCS/MDIC)
Márcio de Oliveira Junior (CADE)
Thomaz Zanotto (FIESP)
Jorge Arbache (MPOG)
Debate geral:

Encerramento (17h45)

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Cadernos de Politica Exterior - IPRI-Funag, n. 3 (2016)

Revista "Cadernos de Política Exterior"

Foi lançado o terceiro número da revista do IPRI: Cadernos de Política Exterior. A publicação tem por objetivo oferecer artigos de informação e análise sobre temas da política externa do Brasil, buscando contribuir para o aprofundamento do debate público nessa área. Leia aqui a resenha de Denise Chrispim Marin, publicada na Revista Política Externa (Vol 23 nº4, Abr/Mai/Jun de 2015), sobre a primeira edição dos Cadernos de Política Exterior.
Acesse gratuitamente a publicação completa em formato digital, ou compre o exemplar físico, na Biblioteca Digital e Loja Virtual da FUNAG. Além de documentos oficiais do MRE e resenhas dos últimos lançamentos de livros da FUNAG, este volume contém os seguintes artigos:
  • O Itamaraty e os Jogos Rio 2016, por Sergio Luiz Canaes e Vera Cíntia Álvarez (pdf)
  • As relações Brasil-Argentina no aniversário da Declaração do Iguaçu, por Eugenia Barthelmess (pdf)
  • ABACC: os primeiros 25 anos, por João Marcelo Galvão de Queiroz (pdf)
  • As relações entre o Brasil e a Palestina e o reconhecimento do Estado palestino pelo Brasil, por Gustavo Fávero e Lucas Frota Verri Pinheiro (pdf)
  • Desarmamento nuclear, por Sergio Duarte (pdf)
  • A China e sua vizinhança, por Cláudio Garon (pdf)
  • A Parceria Transpacífico e suas consequências para o Brasil: uma aproximação preliminar, por Carlos Márcio Bicalho Cozendey e Ivana Marília Gurgel (pdf)
  • Integração energética: condicionantes e perspectivas para o Brasil e a América do Sul, por Clélio Nivaldo Crippa Filho (pdf)
  • Normalização e regulamentação técnica no TBT: implementação e debates, por Luís Guilherme Parga Cintra (pdf)
  • Grand Days: noventa anos depois de o Brasil ter deixado Genebra, o que diz a historiografia sobre a participação brasileira na Liga das Nações (1920-1926)?, por Norma Breda dos Santos (pdf)

 Clique nas imagens abaixo para acessar o conteúdo completo de cada edição do Cadernos de Política Exterior.

Acesse aqui nº 3 (1º/2016) Acesse aqui nº 2 (2º/2015) Acesse aqui nº 1 (1º/2015)
cadernos3 Cadernos de Política Exterior - Ano 1 - Número 2 - Segundo Semestre 2015Cadernos de Política Exterior - Ano 1 - Número 1 - Primeiro Semestre 2015


Última atualização em Quarta, 07 de Setembro de 2016, 12h02

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Visita do Professor A. A. Cancado Trindade, juiz da CIJ, a Funag-IPRI (8/09/2016)


Visita do Professor Cançado Trindade, juiz da CIJ, à Funag-IPRI

Paulo Roberto de Almeida
 [Registro da visita de AACT à Funag, livros publicados]

No dia 8 de setembro, realizou visita de cortesia ao presidente da Funag, embaixador Sérgio Eduardo Moreira Lima, e também ao Diretor do IPRI, ministro Paulo Roberto de Almeida, o eminente juiz da Corte Internacional de Justiça (CIJ), na Haia, professor Antônio Augusto Cançado Trindade, ex-Consultor Jurídico do Itamaraty (1985-1990) e ex-juiz da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CtIADH). O prof. Cançado Trindade veio ao Brasil para proferir a aula inaugural no V Curso Brasileiro Interdisciplinar em Direitos Humanos, realizado recentemente na Universidade de Fortaleza (Ceará), sob a organização conjunta do Instituto Brasileiro de Direitos Humanos (IBDH) e do Instituto Interamericano de Direitos Humanos (IIDH).

Na ocasião, o prof. Cançado Trindade ofereceu ao presidente da Funag e ao Diretor do IPRI o seu livro mais recente, preparado especialmente para o V curso sobre direitos humanos: A visão humanista das missão dos tribunais internacionais contemporâneos (Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2016), reunindo, em oito partes, suas reflexões de uma década inteira dedicada ao estudo dos grandes temas do direito internacional, com os quais possui maiores afinidades intelectuais, resultado de conferências e aulas magnas, mas também de sua atuação jurisdicional nas duas cortes referidas. 

Apresentou, ao mesmo tempo, dois outros livros recentemente publicados, que cobrem aspectos diversos, e complementares, das mesmas pesquisas, apresentações e atividades práticas naquelas cortes, em muitos institutos da mesma área e em grandes universidades, várias das quais, aliás, já lhe agraciaram com onze doutorados honoris causae: The access of individuals to international Justice (Oxford University Press, 2011) e The construction of a humanized international Law: a collection of individual opinions , 1991-2013 (Brill Nijhoff, 2014), este último o sexto de uma série especial sobre eminentes juízes que contribuíram significativamente para o desenvolvimento do direito internacional. 

De partida para a Haia, onde deverá apresentar dois novos votos no âmbito de processos em curso na CIJ, o prof. Trindade prometeu visitar novamente a Funag em futuro próximo, quando poderá proferir uma palestra nos temas de sua especialização, numa intensa atividade sempre voltada para a formação de jusinternacionalistas das novas gerações e contribuindo para reforçar a visão humanista já em consolidação nos tribunais internacionais. Como escreveu ele no prefácio ao livro preparado para o curso de Fortaleza: “Todos os que nos engajamos neste caminho, sabemos que não tem fim: é certo que se têm logrado muitos avanços nos últimos anos, mas ainda resta – e continuará restando – um longo caminho a percorrer.”



[Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 8 de setembro de 2016]

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

A crise dos misseis sovieticos em Cuba (1962): palestra do Prof. James Hershberg, no Uniceub (YouTube)

O Uniceub foi extremamente rápido, e faço meus cumprimentos à sua equipe de informática e de audiovisual por esta magnífica performance.
Acho que só vou organizar encontros desse tipo no Uniceub doravante.
Parabéns a todos e meus agradecimentos pelo gentil convite.
Paulo Roberto de Almeida


UniCEUB has uploaded EUA, Brasil e a crise dos mísseis em Cuba (1962)
https://www.youtube.com/watch?v=8D5OaC-ifdg&feature=em-uploademail
EUA, Brasil e a crise dos mísseis em Cuba (1962)
         UniCEUB, 22/08/2016, 19h30-22h00
  
0:01 - Abertura com a professora doutora Renata de Mello Rosa, coordenadora do curso de Relações Internacionais do UniCEUB
4:37 - Abertura com o professor Paulo Roberto de Almeida, diplomata e diretor do IPRI
10:22 - Palestra com o professor James Hershberg, da George Washington University (em inglês)
34:48 - Tradução resumida da palestra, pelo professor Paulo Roberto (em português)
44:18 - Continuação da palestra com o professor James Hershberg (em inglês)
57:03 - Continuação da tradução resumida, pelo professor Paulo Roberto (em português)
1:05:30 - Comentário e perguntas do professor mestre Frederico Seixas, do UniCEUB (em inglês)
1:19:50 - Tradução resumida dos comentários e perguntas, pelo professor Paulo Roberto (em português)
1:25:07 - Perguntas dos participantes e respostas do professor James Hershberg (em inglês)
1:36:26 - Tradução resumida das perguntas e respostas, pelo professor Paulo Roberto (em português)

Professor James Hershberg, da George Washington University,
https://www.youtube.com/watch?v=8D5OaC-ifdg&feature=em-uploademail

Faltam carregar os seguintes vídeos:
1) Palestra do Professor Hershberg sobre o mesmo tema no Itamaraty, feita na manhã do dia 22/08/2016, no Auditório Paulo Nogueira Batista, sob coordenação do IPRI (que dirijo) e da Fundação Alexandre de Gusmão.
2) Entrevista com o Professor Hershberg, no mesmo local, feita pelo Embaixador Sérgio Eduardo Moreira Lima, presidente da Funag, para o RI em Pauta, do IPRI
3) Debate com o embaixador Rubens Ricupero e o professor Hershberg, feita no quadro de colóquio sobre o Brasil e a crise dos mísseis, na Universidade Federal de Goiás, em Goiania, sob coordenação do Prof. Carlos Patti.

Abaixo, foto do evento em Goiânia, no auditório da Biblioteca Central: