O que é este blog?

Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org.

Mostrando postagens com marcador IPRI. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador IPRI. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Rubens Ricupero e a construcao do Brasil por sua diplomacia: apresentacao-debate de livro: 10/10, 14h30, UnB




iREL promove mesa redonda sobre “A diplomacia na construção do Brasil – 1750 – 2016” – novo livro de Rubens Ricupero


O Centro de Estudos sobre as Relações Internacionais do Brasil Contemporâneo, laboratório do programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais da Universidade de Brasília, convida para a Mesa Redonda “A diplomacia na construção do Brasil – 1750 – 2016”, a propósito do lançamento do livro de autoria do Embaixador Rubens Ricupero.

Programa, DIA 10 DE OUTUBRO, Terça-feira

14h 30 min – Abertura
  • Prof. José Flávio Sombra Saraiva, diretor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília
14h 40 min – Mesa Redonda
  • Embaixador Rubens Ricupero – A diplomacia na construção do Brasil (1750 – 2016)
  • Prof. Estevão Chaves de Rezende Martins, professor titular do Departamento de História da Universidade de Brasília – Debatedor
  • Ministro Paulo Roberto de Almeida, diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais da Fundação Alexandre de Gusmão (Ministério das Relações Exteriores).
Moderador
  • Prof. Antônio Carlos Lessa, professor do Instituto  de Relações Internacionais da Universidade de Brasília.
Sessão de autógrafos do livro A diplomacia na construção do Brasil (1750 – 2016)
O evento terá lugar no Auditório do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (Campus Universitário Darcy Ribeiro – Asa Norte – Brasília – DF), no dia 10/10/2017, das 14h 30 min às 16h 40 min.

domingo, 17 de setembro de 2017

Comenda da Revolucao Constitucionalista de SP (1932): relutancia em aceitar, acordo final

Recebi, em 15 de setembro de 2017, a visita do presidente e de membros do  Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba, na pessoa do Prof. Adilson Cezar e simpáticos acompanhantes, que vieram atribuir-me o Colar Evocativo do Jubileu de Brilhante da Revolução Constitucionalista”. Abaixo, uma foto minha com os integrantes da comitiva, estando o Prof. Adilson Cezar à esquerda (ou direita, na foto).

Qual a origem dessa homenagem? Explico logo. Recebi, em 26 de julho último, a seguinte comunicação do presidente do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba, Prof. Adilson Cezar:


Sorocaba/SP, 26 de julho de 2017.

Prezado amigo

Dr. PAULO ROBERTO DE ALMEIDA.

DD. Diplomata.

(...)

Venho comunicar-lhe a satisfação de poder agracia-lo com a condecoração “Colar Evocativo do Jubileu de Brilhante da Revolução Constitucionalista” em conformidade com os anexos – ofício informativo da outorga da condecoração “Colar Evocativo do Jubileu de Brilhante da Revolução Constitucionalista”, e da competente ficha de concessão. 
       (...)
Adilson Cezar


Minha primeira atitude, por não me considerar merecedor de tal comenda, foi de recusa do citado colar, cuja reprodução está acima, pela seguinte mensagem: 

"Resposta em 31 de julho de 2017:
  Caro Adilson,
  Desejo, em primeiro lugar, agradecer imensamente, e sinceramente, a honra que me é feita nesta comunicação, que respondo tardiamente, devido a uma semana extremamente carregada de trabalho.
  (...)
  Quanto à nova honraria que pensa me fazer, devo ser absolutamente sincero, como sempre sou, e dizer-lhe que não me julgo merecedor da comenda.
  A despeito de ser paulista, e de ter, como democrata, os mesmos sentimentos democráticos que impulsionaram os revoltosos de 1932, contra um governo provisório que se transformava em caudilhismo arbitrário, não creio que eu possa figurar entre os contemplados com a distinção relativa à Revolução Constitucionalista.
  Saí de SP aos 21 anos para estudar fora do país, voltei sete anos depois, ingressando logo em seguida na diplomacia, para passar quase a metade do período decorrido desde então no exterior. Sempre estou ligado a SP, por atividades acadêmicas e profissionais, e costumo frequentar regularmente vários eventos na capital.
  Entendo, contudo, que a condecoração deva contemplar precisamente aqueles bem mais vinculados às atividades paulistas, e não me considero enquadrado, mesmo sem conhecer o estatuto que regula a honraria, nessa categoria.
  Desculpando-me humildemente por esta postura, mas que encontro justificada objetivamente, agradeço uma vez mais esta distinção que me é feito, e coloco-me à disposição para o que puder ajudar no âmbito do IPRI, do qual sou agora o diretor. 
  O abraço do Paulo Roberto de Almeida"

Nova comunicação, desta vez em 2 de agosto, do concedente: 

Sorocaba/SP, 02 de agosto de 2017.

Meu prezado amigo 

Dr. PAULO ROBERTO DE ALMEIDA.

Diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (Funag-MRE).

Li com atenção sua resposta ao meu oferecimento da condecoração Colar Evocativo do Jubileu de Brilhante da Revolução Constitucionalista de 1932, e agradeço a sua posição clara e objetiva. 

Mas perdoe-me discordar de seu ponto de vista – e por isso acredita-lo como estudioso merecedor sim dessa honraria. Permita-me além do fato de ser paulista, como pesquisador dedicado a recuperação histórica de nosso país – encaixa-se perfeitamente no escopo dos propósitos desta: 

Infelizmente penso que eu errei no ato de lhe comunicar em não informar a respeito do regulamento da mesma (como deixa claro em sua estimada resposta). 
Regulamento: ".....tem por objetivo homenagear personalidades brasileiras ou estrangeiras, bem como instituições que tenham colaborado para a divulgação e estudos, relacionados com a nossa História e em particular àqueles que dizem respeito à gloriosa epopeia da Revolução Constitucionalista de 1932”. 

Poderia ainda desfilar “n” motivos para lembrar que a Revolução Constitucionalista de 32, não deve ser caracterizada como exclusividade dos paulistas, mas sim de todos nós brasileiros. Tenho certeza de que sabe disso melhor do que ninguém. 

Este meu arrazoado se faz não com a intenção de demovê-lo, o que pode realizar a qualquer momento, bastando para isso nos comunicar dessa sua decisão. Temos sim necessidade de lhe esclarecer e mais ainda de demonstrar que a mesma tem fundo meritório aos nossos olhos em seus trabalhos. 

(...)

Sugiro ao amigo, que com o tempo, reveja seu trabalho com olhar menos exigente, e perceba que pode sim ostentar com justificativa uma condecoração como essa que lhe oferecemos. Se amanhã, modificar essa opinião – por favor, nos comunique – pois poderemos aqui em Sorocaba, recebe-lo em outra ocasião e ou até em uma de nossas passagens por Brasília (...) poderemos fazer aí esse imposição (já temos anteriormente feito isso...). 
(...)
Muito obrigado pela manifestação e a cortesia demonstrada.

Forte abraço.

Adilson Cezar.
  

De fato, o regulamento do Colar (aqui acima reproduzido em sua capa),  esclarece em seu Preâmbulo que: 

A finalidade deste Colar é galardoar personalidades brasileiras e estrangeiras, assim como instituições e pessoas físicas que tenham colaborado para a realização de estudos e divulgação de fatos históricos, que enalteçam a gloriosa memória de São Paulo e do Brasil.

O "do Brasil", e mesmo o "de São Paulo", cobrem, portanto, minha condição de pesquisador, de produtor de conhecimentos didáticos, relativos à nossa história, na qual São Paulo desempenha um papel fundamental na construção do Brasil contemporâneo, sobretudo do lado da economia, onde se concentram meus esforços de pesquisa e de sistematização do itinerário de nossas relações econômicas internacionais, no qual o café desempenha um papel fundamental.
Em função dessas considerações, decidi escrever o que segue ao presidente do IHGGS: 


De: Paulo R. Almeida
Enviada em: quarta-feira, 2 de agosto de 2017 09:36
Para: Adilson Cezar
Assunto: Re: Ainda a condecoração.

            Caríssimo Adilson Cezar,
            Eu lhe sou muito grato pelas amplas especificações e explanação sobre o sentido e os propósitos da honraria vinculada à Revolução Constitucionalista de 1932, com as quais concordo plenamente, o que me permite revisar minha posição, de princípio, de estritamente aceitar unicamente as homenagens de que me julgo merecedor, e jamais compactuar com atribuições políticas ou meramente cerimoniais. 
            Sou contrário, por exemplo, a quaisquer atribuições desse tipo de honraria, em qualquer nível da federação, unicamente por desempenho de cargo, eleito ou em comissão, uma vez que entendo que os estatutos dessas ordens as prescrevem para aqueles que tenham, efetivamente, prestado relevantes serviços naquelas áreas de atividades pertinentes à comenda, o que sempre envolve algo mais, e um tempo maior de desempenho, do que simples eleição para o cargo ou escolha para desempenho de função, o que pode ter sido obtido meramente por compadrio (quando não por conivência ou cumplicidade), por nepotismo, fisiologismo e outros “isso" ainda mais nefastos. 
            No passado, pensei em devolver minha Ordem do Rio Branco quando com ela foi contemplado um conhecido e notório corrupto (...). Só não o fiz porque essa Ordem divide claramente os agraciados entre os diplomatas do quadro e todos os demais contemplados, (...).
            Neste caso, permito-me indicar-lhe que é com prazer que aceito a honraria, não por qualquer “paulistice” de minha parte — o que seria até geograficamente incorreto, uma vez que apenas nasci no estado, e na capital, mas dele me encontro afastado desde que ingressei no serviço público federal, e também porque não cultivo qualquer tipo de “patriotice” piegas — mas justamente pelo sentido que ela possui na justificativa alinhada em suas palavras, qual seja, a de "homenagear personalidades brasileiras ou estrangeiras, bem como instituições que tenham colaborado para a divulgação e estudos, relacionados com a nossa História e em particular àqueles que dizem respeito à gloriosa epopeia da Revolução Constitucionalista de 1932”.
            Mesmo sem ser um historiador paulista, ou sequer historiador tout court, creio que tenho oferecido certa agregação de valor ao conhecimento histórico vinculado à diplomacia brasileira, em diversos trabalhos de cunho historiográfico ou de interpretação sociológica sobre nossas relações internacionais do passado e do presente, o que provavelmente me permite integrar um pequeno corpo de estudiosos voluntários (ou seja, não profissionais) engajados na pesquisa e divulgação de aspectos relevantes da inserção global do Brasil. São Paulo é, desde a segunda metade do século XIX, pelo menos, uma espécie de locomotiva do desenvolvimento brasileiro, não apenas no sentido material do termo, mas igualmente na dimensão “mental", ou espiritual, e intelectual dos progressos brasileiros em quaisquer terrenos nos quais se tenham exercido seus habitantes originais, índios, portugueses, brasileiros, e mesmo os imigrantes que vieram para dar sua contribuição à produção de riqueza neste pedaço do Brasil.
            Como muitos, sou descendente de imigrantes pobres, até analfabetos, que vieram ao Brasil entre o final do século XIX e início do XX, para, de certa forma, substituir os antigos escravos nas plantações de café, e aqui puderam, italianos e portugueses, educar os seus filhos e “produzir” paulistas que deram continuidade aos esforços de criação de riqueza e de renda. 
            Não sou particularmente um estudioso da Revolução paulista, ou Constitucional, mas sempre me revoltei contra as versões “carioca” ou “gaúcha” de nossa historiografia, que classificam a revolução como sendo secessionista, ou “oligárquica”, pois ela traduziu, justamente, as aspirações dos democratas e liberais do estado, e de muitas outras partes do Brasil, que tinham perdido as esperanças, a dois anos da revolução da Aliança Liberal, na liderança castilhista e autoritária que levaria o Brasil a uma ditadura fascista poucos anos adiante.
            Tenho prazer, assim, em dar-lhe meu assentimento à concessão da comenda, e dizer-lhe que me sinto orgulhoso de fazer parte de uma pequena confraria de homenageados por serviços prestados ao estado e ao país, sem quaisquer objetivos oportunistas ou compensatórios. Terei prazer em comparecer à cidade, na primeira oportunidade possível, para transmitir um pouco do conhecimento acumulado e da experiência adquirida em algumas décadas no exercício da diplomacia ativa do país, e nos estudos empreendimentos em caráter voluntário e particular, assim como estou à disposição para algum encontro em Brasília com os mesmos objetivos. (...)
            Agradeço, uma vez mais, a distinção feita, e coloco-me à disposição para as demais disposição atinentes a este processo. Em anexo, um breve currículo acadêmico e profissional mais atualizado.
           (...)
Paulo Roberto de Almeida  

Foi assim que recebi, no último dia 15, em meu escritório de Brasil, a comenda já reproduzida acima, acompanhada do respectivo diploma, como reproduzido abaixo.

Foram feitas muitas fotos na ocasião, que remeterei aos interessados oportunamente, e reproduzirei aqui, num limite aceitável.

Paulo Roberto de Almeida 
Brasília, 17 de setembro de 2017

Cadernos de Politica Exterior, publicacao do IPRI - exemplares disponiveis

Retiro da página pertinente na Biblioteca Digital da Funag, os links para os Cadernos de Política Exterior, do qual sou um dos editores, ao lado do vice-diretor do IPRI, Marco Tulio Cabral, e que se dedica a expor, analisar e discutir os grandes temas da política internacional, da política externa brasileira e questões afins.
Paulo Roberto de Almeida

Cadernos de Política Exterior

Visualizar: Lista / Grade
Exibir até: 
Ordenar por: 
Cadernos de Política Exterior - Ano 3 • Número 5 • primeiro semestre de 2017
R$ 31,00 
Trata-se de uma publicação semestral que reúne textos sobre política externa e relações internaciona.. 

Download gratuito

Cadernos de Política Exterior - Ano 2 • Número 4 • segundo semestre de 2016
R$ 31,00 
A obra dá continuidade à política já adotada nas edições anteriores. Em sua quarta edição, este cade.. 

Download gratuito

  
Cadernos de  Política Exterior - Ano 2 • Número 3 • Primeiro Semestre 2016
R$ 31,00 
A publicação tem por objetivo oferecer artigos de informação e análise sobre temas da política exter.. 

Download gratuito

 
Cadernos de Política Exterior - Ano 1 - Número 2 - Segundo Semestre 2015
R$ 31,00 
A publicação tem por objetivo oferecer artigos de informação e análise sobre temas da política exter.. 

Download gratuito

  
Cadernos de Política Exterior - Ano 1 - Número 1 - Primeiro Semestre 2015
R$ 31,00 
A publicação tem por objetivo oferecer artigos de informação e análise sobre temas da política exter.. 

Download gratuito

  

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Relacoes Brasil-Asia: lancamento de livro, debate: IPRI, 21/08, 16hs

A Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG), e o Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais, IPRI-Funag convidam para o seminário de lançamento do livro “Desafios e Oportunidades na Relação Brasil-Ásia na Perspectiva de Jovens Diplomatas", na segunda-feira 21/08 às 16h00 no auditório Paulo Nogueira Batista, no anexo II do Ministério das Relações Exteriores.
2. O evento será aberto pelo Presidente da FUNAG e pelo Subsecretário-Geral da Ásia e do Pacífico, embaixador Georges Lamazière. O coordenador do livro, secretário Pedro Henrique Batista Barbosa, fará então palestra sobre os diversos países e temas abordados na obra. Em seguida, coautores do livro farão breves intervenções sobre os capítulos de sua autoria. Após essas apresentações, o debate será aberto ao público. Transmito, anexo, o programa do seminário.
3. O livro “Desafios e Oportunidades na Relação Brasil-Ásia na Perspectiva de Jovens Diplomatas" pode ser baixado gratuitamente em formato digital no seguinte endereço: 
http://funag.gov.br/loja/index.php?route=product/product&product_id=905
4. As vagas para participação no seminário são limitadas. As inscrições devem ser feitas no seguinte endereço: 
http://funag.gov.br/index.php/pt-br/2015-02-12-19-38-42/2066-palestra-e-lancamento-do-livro-os-desafios-e-oportunidades-na-relacao-brasil-asia-na-perspectiva-de-jovens-diplomatas


Lançamento do Livro “Desafios e Oportunidades na Relação Brasil-Ása na Perspectiva de Jovens Diplomatas"
Auditório Paulo Nogueira Batista, Anexo II, Palácio Itamaraty
Brasília, 21 de agosto de 2017
 

Programa
16:00-16:10 - Abertura

Embaixador Sérgio Eduardo Moreira Lima, Presidente da FUNAG
Embaixador Georges Lamazière, Subsecretário-Geral da Ásia e do Pacífico
 

16:10-16:50
Palestra do coordenador da obra: “Desafios e Oportunidades na Relação Brasil-Ása na Perspectiva de Jovens Diplomatas"

Secretário Pedro Henrique Batista Barbosa
 

16:50-17:20
Intervenções dos coautores:

Conselheiro Rodrigo Alexandre Oliveira de Carvalho
Secretário Igor Abdalla Medina de Souza
Secretário Fabiano Joel Wollmann
Secretário Germano Faria Corrêa
Secretário Hugo Freitas Peres
Secretário Gustavo Gerlach da Silva Ziemath
Secretário Adriano Giacomet de Aguiar
 

17:20–18:00
Debate
 

18:00
Encerramento

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Relacoes do Brasil com os paises da Asia: lancamento de livro no IPRI (21/08, 16hs)

Gostaria novamente de convidar os interessados para esta apresentação-debate de um livro devotado inteiramente às relações do Brasil com os países da imensa região asiática, com a participação do organizador do livro, Secretário Pedro Henrique Barbosa, e de alguns outros colaboradores.


Livro disponível neste link: http://funag.gov.br/loja/index.php?route=product/product&product_id=905

Miolo do livro aqui: http://funag.gov.br/loja/download/RELACAO_BRASIL_ASIA_MIOLO_FINAL.pdf

Abaixo, um convite mais elegante do vice-diretor doIPRI: 


1. Em nome do presidente da Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG), embaixador Sergio Eduardo Moreira Lima, gostaria de convidá-lo (a) para o seminário de lançamento do livro “Desafios e Oportunidades na Relação Brasil-Ásia na Perspectiva de Jovens Diplomatas", na segunda-feira 21/08 às 16h00 no auditório Paulo Nogueira Batista, no anexo II do Ministério das Relações Exteriores.
2. O evento será aberto pelo Presidente da FUNAG e pelo Subsecretário-Geral da Ásia e do Pacífico, embaixador Georges Lamazière. O coordenador do livro, secretário Pedro Henrique Batista Barbosa, fará então palestra sobre os diversos países e temas abordados na obra. Em seguida, coautores do livro farão breves intervenções sobre os capítulos de sua autoria. Após essas apresentações, o debate será aberto ao público. Transmito, anexo, o programa do seminário.
3. O livro “Desafios e Oportunidades na Relação Brasil-Ásia na Perspectiva de Jovens Diplomatas" pode ser baixado gratuitamente em formato digital no seguinte endereço: http://funag.gov.br/loja/index.php?route=product/product&product_id=905
4. As vagas para participação no seminário são limitadas. As inscrições devem ser feitas no seguinte endereço: http://funag.gov.br/index.php/pt-br/2015-02-12-19-38-42/2066-palestra-e-lancamento-do-livro-os-desafios-e-oportunidades-na-relacao-brasil-asia-na-perspectiva-de-jovens-diplomatas

Atenciosamente,
_________________
Marco Tulio S. Cabral
Coordenador-Geral de Pesquisa
Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais - IPRI Ministério das Relações Exteriores
U: http://www.funag.gov.br/ipri

terça-feira, 8 de agosto de 2017

PRA at IPRI: prestando contas

You just got 58 views on "Retomada do trabalho no Itamaraty, depois de 13 anos de regime companheiro: um..."
Academia.edu
Hi Paulo Roberto,
Congratulations! You uploaded your paper 2 days ago and it is already gaining traction.
Total views since upload:
You got 58 views from Brazil, Switzerland, Italy, Portugal, the United States, Mozambique, Argentina, France, and Chile on "Retomada do trabalho no Itamaraty, depois de 13 anos de regime companheiro: um relatorio das atividades desde a volta do exterior".
Upload Another Paper
Thanks,
The Academia.edu Team
You can disable these alerts in your Notification Settings.
Academia.edu, 251 Kearny St., Suite 520, San Francisco, CA, 94108

sábado, 5 de agosto de 2017

IPRI: atividades promovidas na gestão de Paulo Roberto de Almeida


Um ano no IPRI: relato das atividades

Paulo Roberto de Almeida
[Um ano no IPRI; relação de eventos realizados desde agosto de 2016]


1. Palestras, seminários e iniciativas desenvolvidas na direção do IPRI
Ao tomar posse como novo diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI) dei início, de imediato a atividades de cunho intelectual, que respondem, grosso modo, a dois parâmetros que estabeleci como guias para meu trabalho à frente desse think tank que, paradoxalmente, tem pouco think (por falta de pessoal especializado) e praticamente nenhum tank, por falta de recursos próprios (aliás, nem CNPJ), já que toda a parte de organização e financiamento pertencem à Funag. Por um lado, tudo o que me dá prazer intelectual, por outro atividades que não estão necessariamente na agenda do MRE.

Eventos em 2016:
22/08:
Palestra Professor James G. Hershberg, Universidade George Washington: “Secret Brazilian Diplomacy, the Cuban Revolution, and the 1962 Cuban Missile Crisis: Unearthing Hidden History” –
13/10
Palestra do Dr. Diego Solis, Diretor da Stratfor: “Tendências geopolíticas na América do Sul”
14/11
Apresentação e debate do livro “Brazil in the World” do professor Sean W Burges. 
23/11
Entrevista com embaixador Marcelo Rafaelli; no âmbito do Projeto  Relações Internacionais em Pauta.
23/11
Palestra do professor Thomas Andrew O’Keefe: “O que pode o Brasil esperar  de um governo Donald Trump nos EUA”
12/12
Embaixador  Yin Hengman , representante do governo da República Popular da China para a América Latina: “A Política da China  para a América  Latina”.
13/12
Palestra do professor Oliver Stuenkel: “Rumo  ao mundo sinocêntrico? As transformações globais  e suas  implicações  para o Brasil”.
15/12
Palestra do Embaixador  Sérgio Queiroz Duarte: “Desarmamento nuclear: uma visão brasileira”. 

Eventos em 2017:
15/03: Brasília(STD) : Apresentação-debate do livro “Desafios da Política externa Brasileira” coordenada pelos consultores do CEBRI, Matias Spektor e Oliver Stuenkel, sobre política externa brasileira;
16/03: Brasília(PNB): “Recuperação Econômica do Japão e Integração Regional na Ásia-Pacífico” palestra-debate com o Professor e economista Shujiro Urata da Universidade Waseda, Japão;
17/03: Brasília (IRBr): Encontros IRBr-IPRI: palestra no Rio Branco do Embaixador Rubens Ricupero;
21/03: Brasília(IRBr): Stefan Zweig e o Brasil: apresentação de livros e debates -- “Primeira Viagem ao Brasil” e "A Unidade Espiritual do Mundo", de Stefan Zweig --, com participação de Kristina Michahelles e Celso Lafer. O evento foi realizado por ocasião dos 75 anos do suicídio de Zweig, completados em 22 de fevereiro de 2017;
27/03: Brasília (MRE): Reunião com diplomatas e acadêmicos para debater a elaboração de livro sobre o Pensamento Diplomático Brasileiro, período de 1964 -1985.
31/03: Brasília: “O nacionalismo acadêmico brasileiro e a produção intelectual dos Brasilianistas”: palestra-debate com o historiador José Carlos Sebe Bom Meihy (USP);
17-18/04: Rio de Janeiro: Lançamento do livro "O Homem que Pensou o Brasil" e seminário Roberto Campos, no Palácio Itamaraty do Rio de Janeiro;
03/4: Brasília: Palestra-debate sobre as ideias das revoluções pernambucanas do Século XIX” com o Professor Vamireh Chacon (UnB) e os embaixadores Tarcísio Costa e Gonçalo Mourão.
11/4: Brasília(MRE): Palestra-debate com o professor de Relações Internacionais da Universidade Catholique de Louvain (Bélgica), Amine Ait-Chaalal, Sobre “A situação atual no Oriente Médio: uma equação complexa com múltiplas variáveis”.
05/05, Brasília: Fronteiras do Brasil, uma história que deu certo: palestra do embaixador Synesio Sampaio Goes, Cooperação com o Instituto Rio Branco.
10/05: Brasília: Palestra-Debate do livro “Desglobalização: Crônica de um Mundo em Mudança” a ser proferida pelo ex-diplomata e economista Marcos Prado Troyjo.
18/05: Brasília: Palestra-Debate "The United States, Peace, and World Order" com o Prof. Frank J. Gavin, diretor do Centro Henry Kissinger para Assuntos Globais da Escola de Estudos Internacionais (SAIS) da Universidade Johns Hopkins, em Washington. No Auditório do Instituto Rio Branco.
19/05: Brasília: O Brasil para refugiados: Contexto Histórico: palestra-debate com o historiador Fabio Koifman (UFRRJ) e o cientista político Charles P. Gomes.
26/05: Brasília: “Encontros IRBr-Rio Branco – Percursos Diplomáticos”, palestra com o Embaixador Marcos Castrioto de Azambuja. No Auditório do Instituto Rio Branco.
30/05: Brasília: Apresentação de “Novos olhares sobre a Política Externa Brasileira”, livro organizado pelo diplomata Gustavo Westmann.
02/06: Brasília: Palestra “A política externa brasileira no contexto internacional, 1987 - 2017” proferida pelo Embaixador Sérgio Florêncio sobrinho.
14/06: Brasília: Egmont Institute: paralelamente ao 3º. Simpósio de Segurança Regional EU-América do Sul, no Comando Militar do Planalto.
12/07: Brasília: Palestra do Sr. Dominik Stillhart - Diretor do Comitê Internacional da Cruz Vermelha - CICV no Brasil” às 15h.
21/07: Brasília (IRBr): “Encontros IRBr-Rio Branco – Percursos Diplomáticos”, palestra no Rio Branco do Embaixador Graça Lima.
1/08: Brasília: Seminário: “BRICS Co-operation: Assessment and Next Steps” em parceria com o Instituto Chongyang de Estudos Financeiros (RDCY). 


(continua...)

2. Algumas das contribuições autônomas, mas conectadas ao trabalho no IPRI
Ademais dos eventos listados acima – que parecem simples, e todavia sempre envolvem algum trabalho de preparação não apenas logística, mas também substantiva, e que requerem, por exemplo, alguma leitura prévia, dos materiais e das pesquisas vinculadas aos convidados, com vistas ao debate subsequente – eu continuei produzindo vários outros trabalhos, não estritamente incluídos na agenda de atividades programada para o IPRI ou a Funag, mas relacionados ao universo :mental” com o qual e no qual essas entidades trabalham, e que me permito relacionar abaixo, uma vez que eles integram, de pleno direito, ou legitimamente, os esforços que venho fazendo para trazer a debate, no Itamaraty e fora dele, as questões mais relevantes da política externa e das relações internacionais do Brasil, de modo amplo. Não incluo na relação, obviamente, reuniões ou trabalhos internos, não destinados a divulgação pública.
Uma das minhas grandes iniciativas – e, como apreciador de história, estou sempre atento a essas datas “redondas”, centenários e outras mais – foi a preparação de diversos materiais relativos à vida e obra de Roberto Campos, um colega infelizmente já desaparecido – não chegou aos cem anos como Meira Penna – mas que foi, apenas e simplesmente, um dos maiores estadistas de nossa história, junto com o barão do Rio Branco, Oswaldo Aranha, San Tiago Dantas e poucos (muito poucos) outros. Em 17 de abril comemoramos, dignamente, seu centenário, por meio de um seminário e de um livro, mas desde antes eu participava de outros empreendimentos na mesma linha, como listo abaixo, estes três primeiros, que representaram contribuições a uma obra coletiva:
3073. “Roberto Campos: receita para desenvolver um país”, Brasília, 1 janeiro 2017, 3 p. Colaboração a obra coletiva sobre Roberto Campos, organizada por Paulo Rabello de Castro e Ives Gandra Martins. Publicado in: Ives Gandra da Silva Martins e Paulo Rabello de Castro (orgs.), Lanterna na Proa: Roberto Campos ano 100 (São Luís, MA: Resistência Cultural Editora, 2017, 344 p; ISBN: 978-85-66418-13-2), p. 245-248; reproduzido no blog Diplomatizzando (05/01/2017; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/01/roberto-campos-receita-para-desenvolver.html). Relação de Publicados n. 1259.
3081. “Bretton Woods: o aprendizado da economia na prática”, Brasília, 7 fevereiro 2017, 4 p. Colaboração a obra coletiva sobre Roberto Campos, organizada por Paulo Rabello de Castro e Ives Gandra Martins. Publicado in: Ives Gandra da Silva Martins e Paulo Rabello de Castro (orgs.), Lanterna na Proa: Roberto Campos ano 100 (São Luís, MA: Resistência Cultural Editora, 2017, 344 p; ISBN: 978-85-66418-13-2), p. 52-56. Reproduzido no blog Diplomatizzando (05/08/2017; link: https://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/08/bretton-woods-o-nascimento-da-atual.html). Relação de Publicados n. 1257.
3082. “Fundando um banco de desenvolvimento: o BNDE”, Brasília, 8 fevereiro 2017, 3 p. Colaboração a obra coletiva sobre Roberto Campos, organizada por Paulo Rabello de Castro e Ives Gandra Martins. Publicado in: Ives Gandra da Silva Martins e Paulo Rabello de Castro (orgs.), Lanterna na Proa: Roberto Campos ano 100 (São Luís, MA: Resistência Cultural Editora, 2017, 344 p; ISBN: 978-85-66418-13-2), p. 71-74. Reproduzido no blog Diplomatizzando (05/08/2017; link: https://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/08/fundando-um-banco-de-desenvolvimento-o.html). Relação de Publicados n. 1258.

Pouco adiante, eu produzia os meus próprios textos sobre Roberto Campos, como relaciono a seguir: um enorme capítulo retraçando todo o seu itinerário intelectual e diplomático, com ênfase em seu pensamento econômico, tendo eu, para tal, percorrido toda a sua obra (dezenas de livros, centenas de artigos, milhares de páginas), passando noites e noites lendo sistematicamente tudo, ou quase tudo, que ele tinha produzido, desde sua tese de mestrado, defendida na George Washington University, em 1947 (que eu já havia lido quando trabalhei na embaixada em Washington), até seus últimos escritos. Eu tinha convidado diversos outros amigos, acadêmicos ou diplomatas, para também colaborar no exercício, que foi plenamente exitoso, tendo o livro sido publicado pela Appris, num enorme esforço de aceleração editorial. Os resultados, junto com um texto subsequente de introdução ao volume, mais um artigo de imprensa, foram estes:
3087. “Roberto Campos: uma trajetória intelectual no século XX”, Brasília, 28 fevereiro 2017, 144 p. Colaboração a livro organizado por mim em torno da vida, da obra e do pensamento do diplomata-economista que se tornou um dos maiores estadistas do Brasil. Publicado in: Paulo Roberto de Almeida (org.), O Homem que Pensou o Brasil: trajetória intelectual de Roberto Campos (Curitiba: Editora Appris, 2017, 373 p.; ISBN: 978-85-473-0485-0), p. 203-356. Relação de Publicados n. 1251.
3088. “Roberto Campos: uma vida a serviço do progresso do Brasil”, Brasília, 28 fevereiro 2017, 7 p. Introdução ao livro sobre Roberto Campos, consistindo numa reformulação ampliada do trabalho 3059/2016; Publicado, sob o título de “Roberto Campos: o homem que pensou o Brasil”, in: Paulo Roberto de Almeida (org.), O Homem que Pensou o Brasil: trajetória intelectual de Roberto Campos (Curitiba: Editora Appris, 2017, 373 p.; ISBN: 978-85-473-0485-0), p. 19-33. Índice postado no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/03/o-homem-que-pensou-o-brasil-roberto_21.html). Relação de Publicados n. 1260.
3095. “Roberto Campos: o homem que pensou o Brasil”, Brasília, 19 março 2017, 15 p. Reformulação dos textos 3088 e 3090, para servir de capítulo introdutório ao livro sobre Roberto Campos; in: Paulo Roberto de Almeida (org.), O Homem que Pensou o Brasil: trajetória intelectual de Roberto Campos; (Curitiba: Editora Appris, 2017, 373 p.; ISBN: 978-85-473-0485-0), p. 19-33.  Primeira versão já disponibilizada no blog Diplomatizzando (15/03/2017; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/03/o-homem-que-pensou-o-brasil-roberto.html).Relação de Publicados n. 1251.
3101. “Roberto Campos, 100 anos: sempre atual”, Brasília, 9 abril 2017, 3 p. Artigo para a página de Opinião do Estado de S. Paulo, falando dos dois livros sendo lançados dia 17/04: O Homem que Pensou o Brasil, e Lanterna na Proa. Publicado no jornal O Estado de S. Paulo (15/04/2016; link: http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,roberto-campos-100-anos-e-sempre-atual,70001738944). Relação de Publicados n. 1252.

O tema “centenário de Roberto Campos” continuou “rendendo” palestras e debates, assim como apresentações diversas, o que relaciono aqui para informação:
3102. “Sessão especial no Senado em homenagem a Roberto Campos”, Brasília, 10 abril 2017, 3 p. Texto lido na sessão especial do dia 17/04/2017; divulgado antecipadamente no blog Diplomatizzando (16/04/2017; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/04/roberto-campos-sessao-especial-no.html); vídeo da sessão disponível no YouTube (26/04/2017; link: https://youtu.be/4z8Dz4Ul0nI; link de minha intervenção: (YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=XobuvjMuy7k&t=189s). Notas no Jornal do Senado (ano XXIII, n. 4680, 18/04/2017, p. 1, 6-7). Divulgado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/04/roberto-campos-materia-no-jornal-do.html). Relação de Publicados n. 1255.
3103. “Roberto Campos, 100 anos: atualidade de suas ideias”, Brasília, 21 abril 2017, 5 p. Texto para servir de apoio a palestra na FAAP, no quadro de Curso “Agenda Brasil”, para jornalistas. Mundorama ( http://www.mundorama.net/?p=23501) e Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/04/roberto-campos-atualidade-de-suas.html). Relação de Publicados n. 1253.
3114. “Liberalismo e o Brasil de Hoje: Lições de Roberto Campos”, Brasília, 7 maio 2017, 7 p. Notas para palestra a convite do LIDE-Mato Grosso, em Cuiabá, em 9 maio 2017, presidido por Pedro Neves, com a participação de Marcos Troyjo, do BRICLab da Columbia University. Texto preparado usando partes do trabalho 3103 (“Roberto Campos, 100 anos: atualidade de suas ideias”), e novos desenvolvimentos. Divulgado no blog Diplomatizzando (10/05/2017, link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/05/o-homem-que-pensou-ao-brasil-de-volta.html).

Um dos eventos que mais me deram prazer intelectual em organizar foi aquele “comemorativo” dos 75 anos do suicídio de Stefan Zweig, em Petrópolis, no carnaval de 1942, desesperado com a guerra europeia e os avanços do nazi-fascismo sobre outros países. Na ocasião, organizamos um debate em colaboração com a Casa Stefan Zweig, de Petrópolis, a propósito do lançamento do livro que, organizado por Israel Beloch, trouxe a conferência que Zweig fez no Brasil, por ocasião de sua primeira visita, em 1936, “A Unidade Espiritual do Mundo”, com introdução de Celso Lafer, uma obra única no Brasil, pois que ricamente ilustrada, contendo o texto original em alemão e sua tradução em quatro outras línguas: inglês, francês, espanhol e português. Para esse evento eu tinha preparado uma apresentação em Power Point, que acabou não sendo mostrada, em vista do documentário produzido pela Casa Stefan Zweig com a figura do biógrafo de Zweig, Alberto Dines, a quem lamento não ter podido trazer a Brasília, dada sua situação delicada de saúde. Eis o que eu preparei para a ocasião:


Outra área de atividades se refere à política externa brasileira na era militar, que deverá ser objeto de um trabalho sobre a economia política do regime militar (ou seja, o processo econômico, as políticas econômicas e o pensamento econômico no período), ainda em preparação. Como “aquecimento”, produzi este pequeno trabalho (para os meus padrões), de apenas 20 páginas, para um livro coletivo:
3078. “As relações internacionais do Brasil na era militar (1964-1985)”, Buenos Aires, 25 janeiro 2017, 22 p. Ensaio historiográfico para o 4o. volume da 2a. edição do livro de Jorge Ferreira e Lucília de Almeida Neves Delgado (orgs.), Brasil Republicano (Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 2003, 4 vols.).

Paralelamente aos muitos eventos organizados por mim no IPRI, ou no âmbito da Funag, eu sempre produzi textos analíticos, ou de comentários, que não foram, necessariamente, publicados em conexão com o evento, pois geralmente assumo uma atitude discreta nessas ocasiões, para não ter de discrepar abertamente de muitas das posturas ou orientações dos acadêmicos presentes, ou até de colegas de carreira. Um dos exemplos é este aqui, objeto de um simples resumo, e depois comentado mais amplamente no segundo trabalho relacionado abaixo. Imediatamente após eu elaborei a minha própria lista de “desafios”, que não estão exatamente identificados com a política externa, ou não dependem do ambiente internacional para serem resolvidos; trata-se do terceiro texto informado aqui:
3084. Dez desafios da politica externa brasileira – CEBRI”, Brasília, 10 fevereiro 2017, 3 p. Resumo do livro: Spektor, Matias (editor executivo): 10 Desafios da Política Externa Brasileira (Rio de Janeiro: Centro Brasileiro de Relações Internacionais; Fundação Konrad Adenauer, 2016, 144p.; ISBN: 978-85-89534-11-6), conectado ao seminário-debate com os autores dos ensaios no livro do CEBRI, no Itamaraty, em 15 de março de 2017. Postado no blog Diplomatizzando (em 11/02 e em 06/032017; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/03/dez-desafios-da-politica-externa.html).
3092. “Alguns desafios ao Brasil e à sua política externa: notas de leitura”, Brasília, 11 março 2017, 19 p. Análise crítica dos capítulos conceituais da publicação resumida no trabalho n. 3084: Spektor, Matias (editor executivo): 10 Desafios da Política Externa Brasileira (Rio de Janeiro: Centro Brasileiro de Relações Internacionais; Fundação Konrad Adenauer, 2016, 144p.). Distribuído, em caráter informal, aos participantes do debate organizado pelo IPRI, no Itamaraty, em circuito fechado, no dia 15/03/2017. Disponível na plataforma Academia.edu (23/05/2017; link: https://www.academia.edu/s/fc4d6e3a75/alguns-desafios-ao-brasil-e-a-sua-politica-externa-notas-de-leitura). Postado no blog Diplomatizzando (25/05/2017; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/05/dez-ou-mais-desafios-para-politica.html).
3093. “Dez grandes desafios da política externa brasileira: uma visão alternativa dos problemas diplomáticos atuais, e constantes”, Brasília, 14 março 2017, 2 p. Apenas um divertissement, com certos desafios colocados ao país. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/03/dez-grandes-desafios-da-politica.html).

Justamente a propósito desse tipo de debate, acabei produzindo textos que eu classificaria como “semiclandestinos”, pois que não destinados a maior divulgação, como estes dois, uma reflexão sobre o papel do diplomata e uma resenha de livro:
3085. “Diplomatas que pensam: qual é a nossa função?”, Brasília, 11 fevereiro 2017, 3 p. Reflexões sobre nossa missão didática e de facilitação de interações humanas, sociais, internacionais. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/02/diplomatas-que-pensam-qual-e-nossa.html).
3116. “Crimes econômicos do lulopetismo na frente externa”, Brasília, 12 maio 2017, 7 p. Resenha do livro de Fabio Zanini, Euforia e fracasso do Brasil grande: política externa e multinacionais brasileiras na era Lula (São Paulo: Contexto, 2017, 224 p.; ISBN: 978-85-7244-988-5). Publicada em Amálgama (13/05/2017; link: https://www.revistaamalgama.com.br/05/2017/resenha-euforia-e-fracasso-do-brasil-grande-fabio-zanini/); divulgado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/05/crimes-economicos-do-lulopetismo-na.html). Relação de Publicados n. 1263.

Um outro exemplo é esta crítica a documento produzido no âmbito da SAE, que considero uma boa oportunidade para um debate aberto sobre os rumos da política externa brasileira e sobre as funções da diplomacia, mas que parece não ter sido bem recebido no Itamaraty. Pretendia organizar um debate aberto a respeito, mas nem um fechado foi possível empreender. Fica, portanto, o meu texto analítico e de comentários.
3126. “Uma visão crítica da política externa brasileira: a da SAE-SG/PR”, Brasília, 17 junho 2017, 22 p. Considerações críticas sobre o documento da SAE, sobre uma “grande estratégia” para o Brasil. Postado na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/s/28ae2de83d/uma-visao-critica-da-politica-externa-brasileira-a-da-sae-sgpr?source=link) e em Research Gate (link: https://www.researchgate.net/publication/317636574_Uma_visao_critica_da_politica_externa_brasileira_a_da_SAE-SGPR); DOI: 10.13140/RG.2.2.29591.78249.

Tampouco deixei de comparecer a seminários e encontros profissionais, sempre que minha agenda de trabalho, no IPRI e no Uniceub, o permitia, a exemplo de um debate organizado em Porto Alegre. Por outro lado, tenho mais convites do que posso, razoavelmente atender, e geralmente acabo produzindo textos, mas nem sempre comparecendo ao evento, de que são exemplos os registros seguintes:
3096. “O que esperar de 2017: economia e política internacional”, Brasília, 20 março 2017, 14 p. Notas para participação em seminário na Assembleia Legislativa do RS, a convite do Deputado Marcel Van Hatten, com Percival Puggina, em 23/03/2017. Postado no mesmo dia em Mundorama (21/03/2017; link: http://www.mundorama.net/?p=23347) e no Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/03/o-que-esperar-de-2017-economia-e.html).
3109. “A economia política das relações econômicas internacionais do Brasil: paradigmas e realidades, de Bretton Woods à atualidade”, Brasília, 30 abril 2017, 20 p. Trabalho apresentado ao GT-4: Política Externa, Inserção Internacional e Integração Regional do II Encontro de Economia Política Internacional (PEPI-UFRJ); Rio de Janeiro, 10 a 12 de maio de 2017 (IE-UFRJ, Praia Vermelha); sem comparecimento; enviado em formato Word para inclusão nos Anais em 26/07/2017. Serviu de base a apresentação no Ipea, em 2/06/2017; disponível em Academia.edu (https://www.academia.edu/s/cbb5ae9c50/the-political-economy-of-international-economic-relations-of-brazil-1944-2016).
3112. “O caso ainda não resolvido do pensamento diplomático brasileiro: hipóteses sobre o regime militar (1964-1985)”, Brasília, 3 maio 2017, 13 p. Texto preliminar sobre a existência de um pensamento diplomático na era militar, enviado à II Jornada de Pensamento Político Brasileiro (IESP-UERJ), para o GT de Pensamento Internacional Brasileiro (http://jornadapensamento.com.br/programacao-ii-jppb-2017/), no dia 10/08/2017. Texto revisto e enviado em 14 de junho de 2017. Inserido em Academia.edu (5/08/2017; link: https://www.academia.edu/s/64e2552ba9/o-caso-ainda-nao-resolvido-do-pensamento-diplomatico-brasileiro-hipoteses-sobre-o-regime-militar1964-1985?source=link), Diplomatizzando (https://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/08/o-caso-ainda-nao-resolvido-do.html).

Neste último, um encontro da ABRI em Belo Horizonte, pude comparecer a um painel de debates sobre as “perspectivas da política externa brasileira num mundo em redefinição”, sendo que eu resolver inverter os termos do debate, pois me parece que é o Brasil que está em redefinição:
3131. “Perspectivas da política externa em um Brasil em redefinição”, Brasília, Lisboa, 22-26 junho 2017, 7 p. Notas para mesa redonda no 5o. encontro da ABRI em Belo Horizonte, em 27 de julho. Postado no blog Diplomatizzando (26/07/2017; link: https://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/07/perspectivas-da-politica-externa-em-um.html).

Outros exemplos desse tipo de atividade são dados por aulas inaugurais ou palestras em cursos da área:
3098. “A política externa e a diplomacia brasileira no século XXI”, Brasília, 24 março 2017, 12 p. Notas para aula inaugural no Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Diplomacia e Relações Internacionais da UFG, em Goiânia, em 24/03/2017, a convite do Prof. Diego Trindade D’Ávila Magalhães, coordenador do curso. Publicado no Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/03/a-politica-externa-e-diplomacia.html). Refeito em 20/04 e aproveitado para palestra no Curso de Direito da USP, a convite do Prof. Wagner Menezes, em 24 de abril de 2017. Versão disponibilizada em 21/04/2017 no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/04/a-politica-externa-e-diplomacia.html).
3110. “A globalização micro e a antiglobalização macro: contentes e descontentes com um processo indomável”, Brasília, 1 maio 2017, 3 p. Notas para palestra na Semana de Relações Internacionais da UDF, no dia 3 de maio de 2017. Diplomatizzando (6/05/2017; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/05/globalizacao-micro-e-antiglobalizacao.html).


Um outro é esta aula dada no Instituto Rio Branco, a primeira vez que isso ocorre em quase duas décadas, uma vez que o regime companheiro me vetou totalmente a possibilidade de “influenciar” os alunos da academia diplomática:
3100. “Da velha guerra fria geopolítica à nova guerra fria econômica: cenários prospectivos das relações internacionais”, Brasília, 7 abril 2017, 15 p. Aula no Instituto Rio Branco, a pedido do Ministro Alessandro Candeas, encarregado de nova cadeira de Defesa e Segurança no IRBr, no dia 7/04/2017. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/04/da-velha-guerra-fria-geopolitica-nova.html).

Não poderia deixar de lado, tampouco, a Revista Brasileira de Política Internacional, fazendo 60 anos de publicação contínua em 2017, para a qual fui um dos principais artífices, senão o principal, de sua transferência do Rio de Janeiro, onde estava para desaparecer depois da morte de Cleantho de Paiva Leite, para Brasília, onde foi reconstruída e melhorada. Dei uma entrevista sobre esse percurso para seu atual editor, professor Antonio Carlos Lessa:
3104. “RBPI: itinerário de uma revista essencial”, Brasília, 22 abril 2017, 3 p. Texto de comemoração dos 60 anos da RBPI, para divulgação em Mundorama (25/04/2017; link: <http://www.mundorama.net/?p=23514>). Precedido por entrevista concedida em vídeo gravado ao professor Antonio Carlos Lessa, no IRel-UnB em março de 2017; in: LESSA, A. C. “A RBPI e o pensamento brasileiro de Relações Internacionais: entrevista com Paulo Roberto de Almeida [online]”, SciELO em Perspectiva: Humanas, 2017 [viewed 29 April 2017]; YouTube; links: http://humanas.blog.scielo.org/blog/2017/04/25/a-rbpi-e-o-pensamento-brasileiro-de-relacoes-internacionais-entrevista-com-paulo-roberto-de-almeida/; http://www.mundorama.net/?p=23555; https://www.youtube.com/watch?v=JibvvjOnAgw). Publicados ns. 1254 e 1261.

Como os partidários da “diplomacia lulopetista” – um termo tão ideológico quanto o utilizado pelos companheiros, durante todos os anos de sua dominação cultural, para caracterizar um suposto “regime neoliberal” que teria existindo antes da preeminência gloriosa da “diplomacia ativa e altiva”, e que teria sido submissa ao Consenso de Washington ou outras mentiras fabricadas por eles – continuassem, mesmo depois de sua “deposição” constitucional, a fabricar mentiras sobre a alegada “rendição” da nova política externa ao imperialismo e a outros monstros metafísicos, resolvi reunir todos os meus trabalhos sobre a diplomacia brasileira escritos durante todo o período companheiro e oferecer aos curiosos e interessados um volume organizado de forma cronológica com essas análises e debates. O que é interessante de registrar, neste momento, é que ao início do regime companheiro, acompanhando justamente as grandes promessas do nouveau régime, eu fui bastante simpático às orientações proclamadas pelos dirigentes da diplomacia companheira. Isso durou mais ou menos dois ou três anos, até que o escândalo do Mensalão veio a revelar uma faceta da política companheira que não conhecíamos muito bem: um regime altamente corrupto, capaz de desviar dinheiro do Estado (ou seja, de todos nós) para instalar um monopólio de poder à base de compra de parlamentares ou de inteiras bancadas partidárias. Pouco depois revelou-se também o lado mais abjeto da diplomacia companheira, capaz de devolver à ditadura cubana dois refugiados do regime comunista, com aviões encomendados rapidamente a um outro regime caudilhesco, o populista chavista, e se aliando a várias outras ditaduras que por acaso simulassem qualquer atitude anti-hegemônica. A coleção de ensaios reflete exatamente essa evolução analítica, como refletida no volume:
3121. Quinze anos de política externa: ensaios sobre a diplomacia brasileira, 2002-2017; Brasília: Edição do Autor, 2017, 366 p. Volume de ensaios compilados na área das relações internacionais. Disponibilizado na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/33186849/QUINZE_ANOS_DE_POLITICA_EXTERNA_ENSAIOS_SOBRE_A_DIPLOMACIA_BRASILEIRA_2002-2017). Informado no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/05/quinze-anos-de-politica-externa-ensaios.html; twittado neste link: https://shar.es/1Rvapr).

Na parte dos livros editados e publicados pela Funag, tenho colaborado de forma eventual com a preparação de originais, do tipo preparar prefácios, orelhas ou textos de apresentação, como para esta reedição de um livro publicado anteriormente na Suécia:
3139. “Righteous Among the Nations: Souza Dantas and Raoul Wallenberg”, Brasília, 12 julho 2017, 2 p. Prefácio a livro de Fabio Koifman e Jill Blonsky, a ser editado pela Funag.

Desejo, finalmente, anunciar a próxima publicação da terceira edição, revista e ampliada, de minha grande obra de pesquisa historiográfica, Formação da Diplomacia Econômica no Brasil, para a qual redigi um novo prefácio:
3083. “Prefácio do autor à terceira edição”, Brasília, 9 fevereiro 2017, 6 p. Apresentação à nova edição, pela Funag, da obra Formação da Diplomacia Econômica do Brasil: as relações econômicas internacionais no Império (Brasília: Funag, 2017); em publicação.

Termino por onde comecei, uma rememoração de um ano inteiro de atividades profissionais e acadêmicas coincidindo com minha volta dos EUA, no final de 2015 e, seis meses depois, o início das atividades no IPRI, tal como refletido na postagem inicial desta dupla postagem de informação e balanço:
3145. “IPRI-Funag/MRE: como cheguei à sua direção?”, Brasília, Brasília, 4 agosto 2017, 7 p. Relato sobre os trabalhos realizados até dar início às atividades como Diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais, IPRI-Funag/MRE. Transcrição dos principais textos produzidos nos meses anteriores a agosto de 2016. Postado no blog Diplomatizzando (link: (https://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/08/apos-um-ano-no-comando-do-ipri-um.html).

Até o próximo balanço. Grato pela atenção.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5 de agosto de 2017