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Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org.

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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Palestra sobre General Abreu e Lima e a independencia do Peru, IRBr, 23/09, 10:45hs

A Embaixada do Peru no Brasil, o Instituto Rio Branco e a Fundação Alexandre de Gusmão convidam para o painel acadêmico "General José Inácio Abreu e Lima e sua participação nas batalhas pela independência do Peru", a realizar-se na sexta-feira 23 de setembro de 2016, no Auditório do IRBr, às 10:45hs, com palestras do Embaixador José Jesus G. Betancourt Rivera e dos professores Vamireh Chacon e José Carlos Brandi Aleixo.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

PPK: o melhor presidente que o Peru (a America Latina) poderia ter - Luis Prados (El Pais)

Presidente do Peru: “Queremos fazer uma revolução social, este país ainda é muito retrógrado”
Pedro Pablo Kuczynski, popularmente conhecido como PPK, concede ao EL PAÍS sua primeira entrevista como presidente
LUIS PRADOS, Lima
El País, 1 AGO 2016 - 11:07

Pedro Pablo Kuczynski em sua casa de Lima.Pedro Pablo Kuczynski em sua casa de Lima. JUANJO FERNANDEZ

Se o Peru se transformou, desde o início deste século, em um caso especial naAmérica Latina por seu crescimento econômico constante, não menos excepcional é a chegada ao poder de Pedro Pablo Kuczynski, de 77 anos. E nem tanto por sua vitória apertada sobre sua rival Keiko Fujimori nas eleições de 5 de junho passado, por apenas 39.000 votos, mas pela distinção intelectual do novo presidente do Peru, algo que contrasta fortemente com outros líderes passados e presentes da região.

Educado em Oxford e Princeton, economista do Banco Mundial, ex-banqueiro, ex-ministro e ex-primeiro ministro, duas vezes exilado, depois do golpe do general Velasco Alvarado (1968) e durante a década fatídica de Alberto Fujimori(1990-2000), PPK, como é conhecido popularmente, além de tudo é músico —toca piano e flauta transversal— e herdeiro de uma fascinante história familiar na qual não faltam espiões famosos a serviço da União Soviética.

MAIS INFORMAÇÕES
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Seu pai, médico judeu, fugiu em 1936 da Alemanha de Hitler para se estabelecer no Peru como especialista em doenças tropicais na Amazônia. Ali ajudou a fundar o leprosário de San Pablo, onde, anos depois, já nos anos cinquenta, um jovem estudante de medicina, Ernesto Guevara, trabalhou como voluntário. Sua mãe, nascida na Suíça e professora de música e literatura, era tia do diretor Jean-Luc Godard. Este parentesco cinematográfico se reforça com a coincidência de que sua atual esposa, Nancy Lange, seja prima da atriz Jessica Lange.

Kuczynski concedeu ao EL PAÍS sua primeira entrevista como presidente em sua residência no distrito de San Isidro, um bairro residencial de Lima. Em seu escritório, cheio de livros, PPK explica com bom humor e calculadora na mão o Peru com o qual sonha depois de outro dia de atividade estressante sob um insólito sol de inverno. Uma visão sobre o futuro de seu país que em apenas dois dias fez com que passasse de ser acusado de lobista a ser chamado de esquerdista.

Pergunta. O Peru cresce a 4%, acima da média da região, e reduziu a pobreza à metade na última década. No entanto, há um mal-estar que, inflamado pela corrupção e pela insegurança, esteve a ponto de dar a vitória ao autoritarismo populista de Keiko Fujimori. Por quê?

Resposta. Parte do problema está no próprio sucesso do país. Por mais que seja verdade que o índice de pobreza caiu 23%, isso ainda representa um monte de gente: são quase sete milhões e meio de pessoas, um número que quase coincide com o número de pessoas que não têm água em casa, que são quase dez milhões. Outra razão é que houve uma falta de seriedade dos Governos anteriores diante desse grupo de pessoas, uma falta de conexão. Além disso, há a percepção entre as pessoas mais educadas de que houve uma corrupção brutal, e a isso se acrescenta a recessão econômica dos dois últimos anos.

“Não vou indultar Alberto Fujimori”

P. O senhor terá de governar com minoria no Congresso. Seu partido, Peruanos por el Kambio, tem apenas 18 cadeiras diante das 21 da esquerda e dos 73 da Fuerza Popular, de Keiko Fujimori, em um Parlamento de 130. É possível a colaboração com o fujimorismo?

R. Nem todos os 73 congressistas da bancada fujimorista são membros do partido, há cerca de 30 que subiram no bonde acreditando que ela ganharia e que receberiam seu quinhão. De um ponto de vista completamente egoísta, é preciso atrair alguns deles. Se não o fizermos, será difícil trabalhar no Congresso depois da pequena lua-de-mel que, tomara, teremos nas próximas semanas. Mas não espero uma grande colaboração, espero que sejam tolerantes de uma forma neutra.

P. Esperava protestos dos fujimoristas quando assumiu o governo?

R. Não, e também não aplaudiram nada do que disse. Acredito que é falta de educação, mas minha pele é de couro, consigo aguentar.

P. Vai tirar Alberto Fujimori da prisão?

R. Se o Congresso propuser uma lei geral que lhe permita cumprir sua sentença em casa, assinarei, mas não vou indultá-lo.

Kuczynski com seu novo gabinete no dia da posse.Kuczynski com seu novo gabinete no dia da posse. RODRIGO ABD AP
P. Existe um território comum com o fujimorismo na política econômica?

R. Eles se opõem a reduzir o IVA, mas reduzi-lo é bom, porque é um imposto indireto que vai diretamente na veia dos mais pobres. Um IVA alto promove a informalidade, que no Peru representa 60% da força de trabalho. E a informalidade promove a falta de investimento em modernização. É a história do aspirador e da vassoura; para que vou ter uma máquina elétrica se posso ter um monte de mulheres às quais pago quatro centavos para que varram as ruas? Por isso é preciso atacar a questão social.

P. Em sua vitória eleitoral, foi chave o apoio do Frente Amplio de Verónika Mendoza. Acredita que seja possível trabalhar uma agenda com a esquerda?

“O Peru está abaixo de seu peso internacional”

R. O divisor de águas no Peru entre a esquerda e a direita é a mineração, que é o que traz mais divisas para nós e sou partidário de sua industrialização. Para entender-se com o Frente Amplio e trazê-lo a posições moderadas é preciso trabalhar com a agricultura e a educação. Como é possível que haja tanta gente sem água ou ter escolas caindo aos pedaços? Resolver isso não é de esquerda ou de direita, é questão de bom senso.

P. O senhor prometeu uma revolução social. Por onde vai começar?

R. Queremos fazer uma revolução social porque este país é ainda muito retrógrado. Os líderes dos negócios ainda falam em cholos [termo ofensivo para se referir aos mestiços de origem europeia e indígenas], estão no século XIX e é preciso mudar isso. A água e a saúde são as prioridades. O programa para dotar de água todos os peruanos deve gerar meio milhão de postos de trabalho.

P. Como reativar a economia?

R. Destravando os 10 ou 15 grandes projetos que estão emperrados. Isso significa um crescimento em um ano de um ponto e meio a mais no PIB.

P. Como vê o Peru no contexto da América Latina? Que papel quer desempenhar diante da crise da Venezuela?

R. O Peru está abaixo de seu peso internacional. Por exemplo, em relação à Venezuela temos de criar um clube de presidentes, um grupo do tipo do Contadora, que promoveu a paz na América Central em meados dos anos oitenta.

“O divisor de águas no Peru entre a esquerda e a direita é a mineração, que é o que nos traz mais divisas”

P. Como se define politicamente?

R. Temos que buscar uma política centrista: dar muita ênfase no lado do bem-estar no qual estamos muito atrasados —saúde, água, educação— e, do outro, precisamos de uma economia de mercado que financie tudo isso.

P. Parafraseando Zavalita, de Vargas Llosa [protagonista do romance Conversa na catedral], o Peru vai começar a parar de estar “ferrado”?

R. Bem, ainda tem muita gente ferrada. É preciso “desferrar” o Peru e isso custa dinheiro.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A Tale of Two Inflations: Venezuela (highest), Peru (lowest)

Não há muito espaço para Charles Dickens, aqui, ou se houver, é apenas para relatar a miséria dos cidadãos venezuelanos, que além de suportar uma crônica falta de produtos básicos ainda precisam se confrontar a uma inflação que é, provavelmente, a maior do mundo, mas uma coisa é consequência da outra não é mesmo?
Enquanto isso, um pouco mais abaixo, o Peru conhece sua mais baixa inflação do ano, coisa que os brasileiros não podem proclamar...
Paulo Roberto de Almeida

Venezuela economía
Inflación en Venezuela habría alcanzado el 180 % anual
InfoLatam, 2/10/2015

La inflación mensual de Venezuela de septiembre habría sido la más alta en un cuarto de siglo, un 16,9 por ciento, y la tasa interanual habría alcanzado a un 179,5 por ciento, dijo el jueves un periódico opositor, citando una fuente cercana al Banco Central.

Perú economía
La inflación en Perú llegó a 0,03 % en septiembre, la más baja del año
 InfoLatam, 2/10/2015

La inflación en Perú durante septiembre pasado fue de 0,03 %, la mas baja del año, con lo que se llegó a un acumulado de 3,43 % durante el año, informó el Instituto Nacional de Estadística e Informática (INEI).

terça-feira, 28 de julho de 2015

BNDES: a mao invisivel da corrupcao na America Latina - Brio Watchdog


Estarrecedor, como diria alguém...
Um trabalho de dois anos com 17 pessoas (jornalistas, advogados, cientistas politicos).
Paulo Roberto de Almeida

Por Brio Watchdog

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está na boca do povo, mesmo que pouca gente saiba muito sobre ele. Nos protestos pelas ruas do Brasil, no Congresso Nacional, na selva amazônica do Peru ou nas terras baixas da Bolívia, em Buenos Aires ou nas reuniões das maiores empresas nacionais e estrangeiras, o dinheiro que sai dos cofres de um dos mais importantes financiadores do mundo está na pauta. Todos querem saber o que acontece com as verbas do contribuinte brasileiro usadas para bancar projetos em outros países. 
Para jogar luz no assunto, BRIO convidou 17 profissionais — entre repórteres, fotógrafos, infografistas e cineastas — na Argentina, Bolívia, Equador, Panamá, Peru e Venezuela, países nos quais foi possível levantar documentos e dados de interesse público, em meio a uma cultura de sigilo. Engenheiros, advogados, diplomatas, economistas, cientistas políticos, antropólogos, entre outros, foram convidados para analisar os dados. Uma equipe de filmagens viajou mais de 9.000 quilômetros para registrar o trabalho dos jornalistas e especialistas.
Nas próximas páginas, as descobertas são relatadas em seis capítulos, um para cada país. Primeira constatação. Alguns dos projetos com financiamento do BNDES seguem primeiro critérios políticos, mas não levam em conta estudos sobre custos, impactos sociais e ambientais. Na definição de um documento do Itamaraty obtido por BRIO por meio da Lei de Acesso à Informação: "Conviria revisar cuidadosamente os parâmetros para a aprovação dos financiamentos".
Na Argentina, o BNDES financiou 85% da compra de 20 aviões da Embraer pela Austral, uma subsidiária da Aerolineas Argentinas. Foi um negócio de mais de US$ 700 milhões. Ocorre que, mesmo antes de o contrato ser assinado, funcionários do governo argentino apresentaram indícios de sobrepreços. Pilotos chegaram a se reunir com o então ministro do Planejamento para apresentar algumas planilhas de custos. Ouviram como resposta: "É um acordo entre Lula e Cristina".
Hoje, o contrato é investigado, sob suspeitas de superfaturamento, pela Justiça da Argentina, pelo FBI e pelo Departamento de Estado Norte-Americano. Segundo os investigadores, uma empresa de consultoria foi usada para receber propina. Há suspeitas de pagamentos no Brasil. Como provam documentos revelados por BRIO, também existem indícios de propina para um ex-ministro dos Transportes e um assessor informal do governo argentino. Foi esse assessor fantasma, que nunca foi oficialmente nomeado para nenhum cargo no governo, quem negociou com o BNDES.
Quando os interesses políticos desconsideram os critérios técnicos, os financiamentos do BNDES se envolvem em polêmica.
Na Venezuela, BRIO descobriu que o governo brasileiro tratou de uma mudança da lei local para garantir o aumento de endividamento e de financiamentos. Como escreveu um funcionário brasileiro em documento que agora se torna público: "As empresas reconhecem que, para a realização desses investimentos, tem sido fundamental o bom momento que se atravessa no plano político bilateral, impulsionado pela estreita relação entre os Presidentes".
Uma das obras com financiamento é considerada fundamental para resolver a crise de transportes na capital venezuelana. Trata-se da Linha 5 do metrô de Caracas, que teve seu orçamento aumentado em três vezes o valor inicial e está seis anos atrasada.
Não se trata de demonizar a política, necessária na definição de projetos e de políticas públicas. Mas regras claras e transparentes são necessárias justamente para que critérios técnicos sejam seguidos na aplicação dos recursos.
Como definem os cientistas políticos Gretchen Helmke e Steven Levitsky: instituições são regras e procedimentos que estruturam interações sociais ao restringir e incentivar comportamentos. Essas instituições podem ser formais, comunicadas por escrito ou leis, ou informais, muitas vezes criando comportamentos não oficiais. Na América Latina, não é raro que as instituições informais se sobreponham às formais.
Projetos financiados com dinheiro brasileiro também geraram crises diplomáticas e afetaram a imagem de empresas nacionais. É muito conhecida a história de como o governo do Equador expulsou a construtora Odebrecht e abriu uma disputa jurídica contra o BNDES em uma corte internacional, por conta de problemas em uma hidrelétrica financiada pelo banco. O que não se sabia foi como isso tudo se resolveu.
Após um pagamento de milhões de dólares por parte da Odebrecht, um acordo foi assinado para que todas as investigações envolvendo diretores brasileiros fossem engavetadas, assim como o caso envolvendo o BNDES em uma corte arbitral de questões comerciais. Nesse caso, dinheiro privado foi utilizado para ajudar o banco público. A construtora exigiu o fim da disputa entre o Equador e o BNDES como uma das condições para realizar o pagamento milionário. Ocorre que a Odebrecht é a maior beneficiária dos empréstimos do BNDES no exterior. Entre 2007 e 2014, a empresa ficou com 70% de todos os financiamentos desse tipo.
Por fim, são as populações mais vulneráveis justamente as mais afetadas. No Equador, milhares de famílias ficaram sem água e viram suas atividades econômicas sumirem. Na Bolívia, os índios que se opuseram ao projeto financiado pelo Brasil — que contrariava a própria Constituição Nacional — foram agredidos pela polícia, em um marco da democracia boliviana sob o presidente Evo Morales.
No Peru, uma rodovia serviu para turbinar o tráfico de drogas e contrabando de ouro, além de ser alvo de críticas por problemas ambientais. De acordo com diferentes organizações locais, parte da obra foi financiada pelo BNDES. Depois de anos de questionamentos, o banco negou ter financiado a obra. Os financiamentos no país vão para as empresas investigadas no Brasil. Documentos inéditos mostram suspeitas de pagamentos de propinas a políticos peruanos.
O fato é que os desembolsos fizeram parte de uma estratégia do governo federal, iniciada sob o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010). Entre 2001 e 2010 houve um salto nos financiamentos para empresas brasileiras atuarem no exterior. Ao mesmo tempo em que o governo apoiou a internacionalização de grandes empresas, o Brasil tinha o objetivo de fortalecer os países da América do Sul e sua relação com o mundo, o que seria feito por meio de uma infraestrutura mais eficiente. 
Um maior grau de transparência pode ajudar a melhorar a imagem das empresas brasileiras e do BNDES, afetada nos últimos anos na América Latina, o que abriu espaço para a concorrência, especialmente da China. Diz o economista Dante Sica, o mais reconhecido brasilianista da Argentina: "Nosso principal erro, em matéria de países, é que enfrentamos a erupção da China de maneiras separadas e com agendas individuais, e isso também tem que ser tema de debate".
No dia 2 de junho, o banco começou a divulgar dados sobre os financiamentos feitos no exterior. A partir de agora, haverá informações sobre os projetos, valores envolvidos, garantias e número de anos até o pagamento. A decisão coincide com esta investigação, iniciada por BRIO em 26/03/2013. Diz o pedido feito naquela data, por meio da Lei de Acesso à informação: “Solicita-se cópia ou acesso à tabela de financiamentos para exportação entre 2006 e 2013, separado por país de destino, empresa que recebeu o financiamento, valor do financiamento, ano da assinatura do contrato e projeto financiado”. As informações divulgadas agora são muito semelhantes.
Nesses dois anos, o BNDES e o governo brasileiros se esforçaram para manter as informações sob sigilo, mesmo que técnicos do próprio governo defendessem a divulgação dos dados, sob alegação de que o dinheiro é público e, portanto, o acesso a eles é garantido pela Constituição (nada muito diferente do que ocorre nos Estados Unidos, por exemplo, segundo o documento). Mesmo assim, um conselho dos principais ministros do governo Dilma Rousseff (como Casa Civil e Justiça) se reuniu para garantir o sigilo das operações. Sete assinaram o documento.
O passo dado pelo BNDES é importante e louvável. Nem todos os dados foram divulgados, mas o banco se propõe a atualizar as informações. Mesmo assim, ainda existem dúvidas. Dados publicados pelo BNDES divergiam dos financiamentos informados oficialmente pelo governo venezuelano, por exemplo. É o caso da Linha 5 do metrô de Caracas, investigada neste trabalho. A diferença entre os valores oficiais do financiamento divulgados pelo Brasil e pelo país vizinho chegava a quase US$ 150 milhões. O BNDES alterou a informação no site.
Coordenado por Fernando Mello, cofundador de BRIO, Matheus Leitão, e na parte de vídeos, pela Olé Produções, este projeto tem o apoio da fundação Open Society. As respostas completas do banco e das empresas estão no último capítulo, além de estarem nos capítulos específicos de cada país. Para conhecer todos os resultados da investigação, a história começa a seguir. Basta se cadastrar no site.







terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Alianca do Pacifico avanca agressivamente para o livre comercio; enquanto outros...

Parece que as comparações são inevitáveis, com certos "foot-draggers" (ou seja, os indecisos) do outro lado do continente.
Os desafios existem, inclusive o de aprofundar o déficit comercial, temporariamente, como preço a pagar pelo aumento geral dos fluxos comerciais. Mais adiante os desequilíbrios são corrigidos, via câmbio ou investimentos diretos, e o país fica melhor.
Só não acham os protecionistas renitentes...
Paulo Roberto de Almeida

Pacific Alliance: moving forward

Peru's Ollanta Humala, Chile's Sebastián Piñera, Colombia's Juan Manuel Santos, Mexico's Enrique Peña Nieto and Costa Rica's Laura Chinchilla in Cartagena, Colombia
Peru's Ollanta Humala, Chile's Sebastián Piñera, Colombia's Juan Manuel Santos, Mexico's Enrique Peña Nieto and Costa Rica's Laura Chinchilla in Cartagena, Colombia
It’s all about free trade. The Pacific Alliance, a growing bloc in Latin America that stands among the world’s 10 largest economies, sealed a deal on Monday to eliminate tariffs on 92 per cent of goods and services in a move that distances it further from some of its more protectionist neighbours.
“I don’t think there has been an integration process that has taken decisions so fast as the Pacific Alliance has done,” Colombia’s President, Juan Manuel Santos, told beyondbrics.
Formed in June 2012 and cemented in May last year, the tie-up links the free-trading economies of Chile, Colombia, Mexico and Peru, and is moving quickly to fulfil the goal of unrestricted movement of capital, goods and services, as well as people.
Santos, Ollanta Humala of Peru, Enrique Peña Nieto of Mexico, and outgoing Sebastián Piñera of Chile shook hands at a presidential summit in Colombia’s colonial city of Cartagena, also agreeing that the remaining tariffs for agricultural goods will be eliminated gradually over the coming years.
The total output for the four members accounts for more than a third of Latin America’s total gross domestic product. According to the latest available data, in 2o12 the bloc attracted some 41 per cent of all foreign direct investment inflows. Exports were $550bn and imports $561bn in the same year.
Even if trade between the nations has been flowing thanks to bilateral agreements that were in place before the Pacific rim union was established, the alliance also opens the door for member countries to export to markets where some of them had limited or no access, strengthening their value chains to be more competitive in the global supply chain, with a particular focus on Asia.
Santos added:
“We have a common vision on how to manage our economies, common attitudes regarding foreign investment, the role of the market in the economy, respect for private property.”
“Because we have common denominators, we would be able to play with more specific weight on the global economy.”
Other regional economies such as Brazil, Argentina and Venezuela – which are part of another regional bloc called Mercosur – are more inward-looking when it comes to trade and capital flows, and have been struggling with slippery economic growth.
Notwithstanding, late last week, Brazil’s foreign minister, Luiz Alberto Figuereido ,said Mercosur was interested in trade integration with members of the Pacific bloc.
The Pacific Alliance is set to expand in coming months with the entrance of Costa Rica as a full member. Panama and then Guatemala are likely to follow suit. Several other countries inside and outside the region act as observers – including the US, the UK and China.
In addition to removing trade barriers, member countries have opened joint trade offices and diplomatic missions around the world in places such as Ghana, Azerbaijan and Vietnam.
Sceptics say that, for the moment, the Pacific club is not much more than a very successful marketing strategy that highlights how the member countries are open for business. Eduardo Ferreyros, Peru’s former foreign trade minister, shrugs off the argument, saying “what’s been agreed today demonstrates there are concrete results, there is dynamism.”

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O paradoxo peruano: crescimento e baixa popularidade - Mac Margolis

Paradoxo peruano

MAC MARGOLIS - O Estado de S.Paulo, 22/09/2013

Em um continente conturbado e com indicadores sofríveis, o caso peruano desponta. Sua economia deve cravar crescimento de 5,6% este ano, o dobro do desempenho brasileiro, e em 2014 promete ser o melhor Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina.
Os bons números nada têm de milagre. São fruto da moeda estável, regras econômicas claras e políticas fornidas longe da fogueira populista que tanto atrai os líderes latinos. Loas para Ollanta Humala, o ex-militar e outrora golpista que, para se eleger presidente, guardou as camisas vermelhas, abriu o punho cerrado e revisou a retórica nacionalista para os tempos mais sóbrios.
Quem olhe o país de longe vê um dínamo nos Andes. De perto, a vista é outra. Humala amarga um dos piores índices de popularidade da América Latina. Os 41% de peruanos que aprovaram seu governo em junho hoje são 27%. Há dois meses, milhares de manifestantes, a maioria da classe média, tomaram as ruas contra Humala.
Como um país pode ir tão bem e seu líder, tão mal?
O paradoxo não é privilégio peruano. O Chile segue líder disparado na região, com crescimento forte, investimento robusto e a melhor cultura de administração do continente. Já seu presidente, Sebastian Piñera, um empresário equilibrado, corre o risco de terminar seu mandato com uma rejeição recorde.
Na Colômbia, não é diferente. Lá, o presidente Juan Manuel Santos preservou a política de segurança e de sobriedade fiscal que elevou o país à condição de segunda economia sul-americana. No entanto, a aprovação de Santos despencou 27 pontos desde junho (está em 21%) e sua reeleição em 2014 já é dúvida.
Enquanto os líderes moderados ardem no inferno astral político, os bolivarianos no Equador, Venezuela e Bolívia e Nicarágua, gozam de índices invejáveis mesmo quando pisoteiam seus dissidentes e tumultuam suas economia.
Venezuela sofre blecautes, uma epidemia de crime e escassez de papel higiênico? Não importa, Hugo Chávez, que governou soberano durante 14 anos, é quase beato enquanto seu inexpressivo sucessor, Nicolás Maduro, tem o dobro de aprovação de seu par colombiano. Nicarágua é um dos países mais pobres da América Central, mas o comandante Daniel Ortega conta com 70% de aprovação dos nicaraguenses.
Pão e circo. A senha para essa aprovação é distribuir pouco para muitos, uma receita garantida por petrodólares e ingressos de minérios, e controlada pelo poder estatal. Encampar empresas privadas, calar a imprensa e intimidar sindicatos, tudo pode desde que haja migalhas. O pão sustenta o circo bolivariano.
No Peru, Humala cometeu erros e deslizes. A violência subiu na zona rural e em alguns bairros de Lima, piorando a sensação de insegurança. (Mesmo que o país ostente uma das menores taxas de homicídio nas Américas: 2,4 por 100 mil habitantes.) Um quarto dos peruanos ainda vive na pobreza.
Seu pior pecado, no entanto, foi quebrar tabus. Para desgosto de muitos ex-companheiros, o mandatário defendeu as reformas de Alberto Fujimori. Não foi afinidade ideológica. Humala sabe que o ex-tirano fechou o Congresso, atropelou direitos humanos, comprou apoio político e acabou na cadeia. Também reconhece que Fujimori abriu a economia, equilibrou as contas e esmagou a guerrilha maoista.
Melhor para os investidores, sim, que apostaram alto em obras vultosas de mineração e infraestrutura. Só que seus ganhos também impulsionaram a economia e criaram empregos. Com dois anos de antecedência, o Peru acaba de alcançar os Objetivos do Milênio das Nações Unidas, reduzindo pela metade o número de pobres em 15 anos.
No Peru, como em outras sociedades em ascensão, quem sobe de vida enxerga melhor e logo, exige mais. Foi assim com os presidentes Alejandro Toledo e Alan Garcia, dois que abraçaram reformas e também saíram às vaias. Agora, a bola da vez é Humala.
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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Venezuela: "um desastre completo" segundo Vargas Llosa

América Latina Vargas LLosa

Vargas Llosa: Venezuela es un desastre, un caos

Infolatam/Efe
Madrid, 11 de septiembre de 2013
Las claves
  • (Venezuela) "Es un país en donde en lugar de avanzar se retrocede; tiene la inflación más alta de América Latina", afirmó Vargas Llosa.
  • Vargas Llosa está satisfecho con la situación actual del Perú y dice que desde que cayó la dictadura de Fujimori en 2000, su país "ha estado en muy bien pie", aunque "problemas siempre existen".
El escritor peruano Mario Vargas Llosa está “muy preocupado” por la evolución de Venezuela en los últimos años, y asegura que este país es “un verdadero desastre, un verdadero caos”, en el que abunda “la demagogia, la corrupción y la violencia”.
“Es un país en donde en lugar de avanzar se retrocede; tiene la inflación más alta de América Latina”, afirmó Vargas Llosa en la entrevista que concedió a Efe con motivo de la publicación de su nueva novela, “El héroe discreto”, que mañanaAlfaguara pone a la venta en España, América Latina y Estados Unidos.
En ese encuentro, el escritor y premio nobel de Literatura, comentó aspectos de esta novela que narra una historia de ambiciones, chantajes y venganzas, y, como hace siempre, respondió también a preguntas sobre la actualidad.
Vargas Llosa está satisfecho con la situación actual del Perú y dice que desde que cayó la dictadura de Fujimori en 2000, su país “ha estado en muy bien pie”, aunque “problemas siempre existen”.
El Perú “ha crecido económicamente, ha habido elecciones libres, las instituciones democráticas han funcionado” y hay una política económica que “cuenta con unos consensos que no había en el pasado y que ha traído mucho desarrollo económico”.
Esa situación se repite “en muchos países de América Latina”, que están “mucho mejor que en el pasado, sin ninguna duda”, asevera el autor de “El héroe discreto”.
Hay “excepciones negativas” a esa bonanza económica que se respira en buena parte de América Latina y una de ellas es Venezuela, opina.
“El caso de Venezuela es más bien trágico”, dice el escritor, a quien le preocupa que el actual presidente venezolano, Nicolás Maduro, continúe con “esa idea mesiánica” que tuvo su antecesor, Hugo Chávez, de que Venezuela se convirtiera “nuevamente en el faro, en el ejemplo” para otros países.
“Pero creo que Venezuela es más bien la excepción a la regla. Hoy en día hay muchos más países en América Latina en los que la democracia se va enraizando, con unas políticas económicas modernas que están trayendo desarrollo, progreso”, señala el autor de “La fiesta del Chivo”.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Alianca do Pacifico: progressos rapidos para o livre comercio e ampliacao

Enquanto o Mercosul patina na liberalização interna, não consegue avançar externamente e tenta incorporar a dois bolivarianos (Equador e Bolívia), ademais do próprio bolivariano-chefe (a Venezuela, que não se sabe quando irá cumprir seus compromissos de desgravação e incorporação da TEC), a Aliança do Pacífico consolida o processo interno de livre-comércio e expande seus vínculos externos, ademais da incorporação de novos membros.
Representantes do Mercosul podem sempre dizer que o comércio recíproco dos quatro países é muito reduzido, que eles já liberalizaram o que tinham de fato consolidado nos acordos comerciais com alguns grandes parceiros (UE, EUA) e que o seu modelo livre-cambista de economias exportadoras de commodities (o que não vale para o México, e vale muito mais para o Brasil, por sinal) não serve para economias industrializadas como Brasil e Argentina, mas o fato é que credibilidade é algo que se ganha com passos nessa direção, não na direção contrária, como têm feito os membros do Mercosul.
Paulo Roberto de Almeida

Alianza del Pacífico profundiza su integración por la vía del libre comercio
America.comDom, 30/06/2013 - 20:13

De los avances conseguidos, el que más repercusión económica debe tener es el acuerdo de desgravación arancelaria que, según el ministro de Comercio de Colombia, se concluirá antes de que termine julio.
La Alianza ha concluido el 92% de la desgravación arancelaria en su comercio de bienes y servicios.

La Alianza del Pacífico, formada por Chile, Colombia, México y Perú, se confirmó este domingo como modelo de integración regional al anunciar que ha concluido el 92% de la desgravación arancelaria en su comercio de bienes y servicios y que el otro 8% lo terminará en los próximos 30 días.

El anuncio lo hicieron los titulares de Relaciones Exteriores y de Comercio de los cuatro países en una rueda de prensa que dieron este domingo en Villa de Leyva, ciudad colonial del centro de Colombia, para presentar los avances de la VIII Reunión Ministerial del bloque, que examinó lo acordado en la cumbre presidencial celebrada en mayo en Cali (suroeste).

"Hemos avanzado tan rápido que los derroteros están casi todos cumplidos", dijo la canciller colombiana, María Ángela Holguín, anfitriona de la cita junto con su homólogo de Comercio, Industria y Turismo, Sergio Díaz-Granados.
Holguín dijo que la Alianza avanza hacia "una integración profunda" que incluye, además del libre comercio, la apertura de oficinas comerciales o embajadas conjuntas, la libre movilidad de personas, el fortalecimiento de la educación y de las pequeñas y medianas empresas, entre otros factores.
La canciller anunció además que el abanico de países observadores de la Alianza seguirá ampliándose porque se han recibido solicitudes de incorporación de Turquía, Corea del Sur, China y Estados Unidos, lo que en su opinión demuestra el grado de interacción que el bloque latinoamericano va a tener con resto del mundo.
Si se aprueba su incorporación como observadores, estos países se sumarán a la docena de naciones de varias partes del mundo que actualmente tienen este estatus dentro de la Alianza, mecanismo que, según dijo a Efe el canciller mexicano, José Antonio Meade, "es una buena plataforma para mirar a Asia".
De los avances conseguidos el que más repercusión económica debe tener es el acuerdo de desgravación arancelaria que, según el ministro de Comercio de Colombia, se concluirá antes de que termine julio, tal como pidieron los presidentes en la cumbre de Cali.
"Hemos alcanzado un consenso de casi el 92% de los bienes y el resto lo haremos de manera gradual, con esto cumplimos el mandato de los presidentes de que antes de terminar el mes de julio hayamos concluido la negociación comercial", dijo Díaz-Granados.
El ministro explicó que la desgravación arancelaria del 8% que falta se negociará en una reunión de viceministros de los cuatro países miembros que se celebrará la próxima semana en Santiago de Chile.
"Antes del 30 de julio deberemos cerrar esa negociación y comunicarla a los miembros de la Alianza", reiteró.
Una vez se concluya esta negociación comercial se firmará el acuerdo sobre arancel cero, que será complementario del Acuerdo Marco que dio origen a la Alianza del Pacífico, cuyos países suman 210 millones de habitantes, equivalentes al 35% de América Latina y el Caribe, y representan el 33% del comercio de la región.
"Queda poco para que el capítulo de comercio se concretice. Ya hay un 92% de bienes acordados, un 4% adicional que ya está avanzado en el tiempo y otro 4% de (bienes de) alta sensibilidad sobre el cual dimos indicaciones para llegar a su conclusión en las próximas semanas", dijo a Efe el secretario de Economía de México, Ildefonso Guajardo Villareal,
La negociación arancelaria esta formada por 20 capítulos que tienen en cuenta el comercio de bienes y servicios, inversiones, compras gubernamentales, propiedad intelectual y solución de controversias, entre otros.
Guajardo explicó que la Alianza ha tomado el cuidado de incluir en sus negociaciones de reglas de origen un contenido regional mínimo "para mejorar las capacidades productivas de la región y que no sean otros países los que se beneficien de nuestros acuerdos".
El modelo de integración plateado por la Alianza del Pacífico no se restringe sólo al ámbito comercial sino que incluye otros considerados como "fundamentales" por los ministros, entre los que se cuentan migración y libre circulación de personas, mecanismos de promoción conjunta y cooperación.
Como parte de esa estrategia, los presidentes de los cuatro países participarán en septiembre próximo en un seminario para inversores que se celebrará en Nueva York con ocasión de la Asamblea General de la ONU para presentar los avances de la Alianza como "un gran mercado integrado", según el ministro Díaz-Granados.
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Turquía, Corea del Sur, China y EE.UU. piden ser observadores en la Alianza del Pacífico
"Esto (el pedido de ingreso de nuevos observadores) demuestra lo que ha venido siendo la Alianza, demuestra cómo va a ser la interacción con América Latina, con (el bloque) Asia-Pacífico", manifestó la canciller colombiana.

Costa Rica fue admitido como miembro pleno en la cumbre presidencial celebrada en mayo y su proceso de adhesión debe estar concluido a fines de año.

Turquía, Corea del Sur, China y Estados Unidos pidieron su ingreso como observadores en la Alianza del Pacífico, el bloque formado por Chile, Colombia, México y Perú, informaron este domingo fuentes oficiales.
El anuncio lo hizo la canciller colombiana, María Ángela Holguín, al presentar en una rueda de prensa un balance de la VIII Reunión de Ministros de Relaciones Exteriores y de Comercio de la Alianza celebrada este sábado y domingo en la ciudad de Villa de Leyva, en el departamento de Boyacá, en el centro del país.

"Esto (el pedido de ingreso de nuevos observadores) demuestra lo que ha venido siendo la Alianza, demuestra cómo va a ser la interacción con América Latina, con (el bloque) Asia-Pacífico", manifestó la canciller colombiana.
La Alianza del Pacífico, mecanismo de integración constituido en junio de 2012 ha sumado ya como observadores a Australia, Canadá, España, Guatemala, Japón, Nueva Zelanda, Panamá, Uruguay, Ecuador, El Salvador, Francia, Honduras, Paraguay, Portugal y República Dominicana.
Costa Rica, que también fue país observador, fue admitido como miembro pleno en la cumbre presidencial celebrada en mayo pasado en la ciudad colombiana de Cali y su proceso de adhesión debe estar concluido a fines de año.
Según Holguín, en la Alianza del Pacífico "están representadas de una manera plural casi todas las regiones" y los cuatro países miembros tendrán que ver cómo se van a relacionar con todas ellas.
Al respecto, el canciller mexicano, José Antonio Meade, dijo a Efe que la Alianza, por su naturaleza plural, permite varios "espacios naturales de diálogo".

"Uno de ellos es entre los países miembros con los que generamos espacios de integración, con los Estados observadores, un grupo de características muy distintas con los que podemos tener un diálogo político y hablar de cooperación, y con aquellos que no son observadores que interesan a la Alianza", manifestó Meade.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Cuba e' o centro do mundo? Se nao e', parece...

Incrível capacidade que possuem os líderes latino-americanos, especialmente os hispano-americanos, de fazer de uma ilha decadente economicamente o foco de suas tratativas puramente bilaterais entre si, ou para questões que não necessariamente precisam do aval dos cubanos.
PRA

Canciller de Venezuela suspende visita a Perú por llamado desde Cuba

Elías Jaua
Elías Jaua, canciller de Venezuela, canceló su cita con el presidente del Perú, Ollanta Humala.

Según el diario El Universal de Caracas, Elías Jaua canceló cita este viernes con Ollanta Humala.

El ministro de Relaciones Exteriores de Venezuela, Elías Jaua, suspendió la visita que tenía agendada para este viernes con el presidente peruano Ollanta Humala y su homólogo peruano, Rafael Roncagliolo, en Lima, confirmó la Cancillería peruana.
Mientras que la agencia de noticias Efe habla de la suspensión de su visita “por problemas de agenda”, el periódico El Universal afirma que esta se dio por un llamado a Jaua desde La Habana, donde permanece internado y bajo estricta observación médica el presidente venezolano Hugo Chávez.
De otra parte, la agencia AFP señaló que una fuente diplomática dijo que "El presidente Hugo Chávez ha llamado al canciller Elías Jaua a La Habana, la visita (a Perú de Jaua) se ha postergado".
Horas después del anuncio de la visita hecho por un portavoz de la Cancillería se produjo la suspensión de la misma por problemas de agenda del ministro venezolano, con la posibilidad de ser reprogramada en las próximas semanas, según la agencia Efe.
La visita de Jaua a Lima fue anunciada después de que el presidente Humala estuviera en Cuba y se interesara por la evolución de la salud de su colega venezolano, Hugo Chávez, operado en ese país en diciembre último y que permanece aún en La Habana.
Humala se reunió el pasado 11 de enero con algunos familiares del mandatario venezolano y con el vicepresidente de Venezuela, Nicolás Maduro, en La Habana, tras manifestar a su llegada a Cuba que indagaría por la salud de Chávez.
La última vez que Humala visitó a Chávez en Caracas fue hace un año cuando acudió a un encuentro bilateral que concluyó con la firma de varios acuerdos de cooperación política y comercial.
LIMA
EFE y EL UNIVERSAL

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Integracao sul-americana (da droga) - tem tarifa comum para o produto? - Juan Forero (NPR)

Confesso não saber se a branquinha, a cocaina -- em pó, pasta base ou qualquer outra forma -- tem uma classificação aduaneira, ou seja, os 9 ou 10 dígitos do Sistema Harmonizado da Aladi que serve para classificar os milhares de itens que entram na pauta aduaneira de comércio exterior de um país, no caso, os nossos países, o Brasil e seus simpáticos vizinhos, que devem estar ganhando uma grana preta com a droga branca.
Em todo caso, apreciaria que alguém me dissesse qual a Nomenclatura Aduaneira do Mercosul que classifica a droga, uma vez que ela pode, teoricamente, ser exportada legalmente, para fins de pesquisa ou para uso médico, por exemplo. E qual seria a tarifa aplicada, por favor, se está em lista de exceção, se está prevista convergência em algum momento (no livre comércio total que um dia deve existir, caramba, inclusive com a legalização dessa importante commodity do comércio mundial).
Enquanto isso, ela continua a provocar destruição, morte, corrupção, tangos e tragédias neste nosso canto de planeta que alguns pretendem integrado. Também acho, mas não sempre pelas vias corretas.
Paulo Roberto de Almeida
Brazilian federal police patrol the Mamore River, which separates Brazil from Bolivia. The river is used by traffickers to ferry cocaine from Bolivia into Brazil, where cocaine consumption is rising rapidly.
Juan Forero/Getty Images
As cocaine consumption falls in the United States, South American drug traffickers have begun to pioneer a new soft target for their product: big and increasingly affluent Brazil.
And the source of the cocaine is increasingly Bolivia, a landlocked country that shares a 2,100-mile border with Brazil.
As Brazilian police officers and border agents can attest, the drug often finds its way to Brazil by crossing the Mamore River, which separates the state of Rondonia from Bolivia in the heart of South America.
It is not an easy border to patrol. Much of it is porous jungle or river. It is also a big border, bigger than the U.S.-Mexico line that has caused so much trouble for both the Obama administration and Mexico's government.
Worse still is that Bolivia, along with Peru and Colombia, are the three biggest cocaine-producing countries — and Brazil shares 5,000 miles of frontier with them.
An agent of Brazil's Forca Nacional, an agency made up of military policemen, stands guard in a largely abandoned border hamlet that is used by drug traffickers to ferry cocaine from neighboring Bolivia.
Juan Forero/NPR
A perfect route for the transport of cocaine is the Mamore River, which meanders northward from Bolivia into the heart of Brazil's Amazon. So say the Brazilian cops who use a speedboat to patrol the wide, slow-moving Mamore near the Brazilian border town of Guajara-Mirim.
"Here we patrol at dawn and at night, looking to ambush the boats that cross with drugs," says Alexandre Nascimento, a federal police agent who piloted the boat. "But it's difficult and dangerous, and you have to have patience."
The agents also say they have to have a degree of luck, to decipher which of the countless small boats that cross the river from Bolivia are carrying drugs.
Most don't stop at the major border crossings, but rather find their way along narrow channels and drop off their goods at isolated ports.
"There are many ports," says Alexandre Barbosa, another federal agent. "Every 100 meters or sometimes less, you see a port. So you can move from one port to the other very fast."
Brazilian and U.N. counternarcotics officials say those little boats making quick trips, along with small planes that make 20-minute flights, are flooding Brazil with Bolivian cocaine.
As Brazil Grows Richer, Cocaine Use Rises
The reasons are simple: Brazil, long the world's No. 2 consumer of cocaine after the United States, is seeing consumption rise fast. And Bolivia is responding to the demand, increasing its production of cocaine in recent years, according to U.N. and U.S. data.
"You've seen a shift where the drug traffickers are looking for a new market, new and emerging markets," says Bo Mathiasen, a senior U.N. drug official who tracks the cocaine trade across the continent. "And so the traffickers have been focusing on trying to ship more cocaine over towards Brazil, to Argentina and down to Chile."
It is Brazil, though, that is the big prize out of the many countries that have seen a spike in cocaine use in recent years. Brazil has lifted 30 million people into the middle class in recent years. For traffickers, that's particularly alluring, Mathiasen says.
"Brazil is in a way victim of its own success," he says. "Clearly, the economic success and the rising purchasing power and the growth of the economy turned it more attractive also for drug trafficking."
The turn toward Brazil has come as cocaine use in the United States has fallen by an estimated two-thirds over the past 30 years, according to the United Nations 2012 World Drug Report, which says the trend has been particularly notable since 2006.
Meanwhile, Colombia, which has historically supplied cocaine to the U.S., has seen the amount of land dedicated to drug crops reduced by half since 2001.
Cocaine production has also fallen steeply.
Increased Production In Peru And Bolivia
Peru and Bolivia have picked up the slack, with the cocaine from Bolivia proving to be the biggest challenge, according to Brazilian police.
"We see this as a problem of security and, at times, a problem of national defense," says Regina Miki, national secretary of public security at Brazil's Ministry of Justice.
Brazilian President Dilma Rousseff's government has since 2011 moved to shore up border security by deploying thousands of troops and assigning more and better equipped federal police agents to the border.
There are also plans for a fleet of unmanned aerial drones to patrol the most remote sectors. In a recent hearing in the capital, Brasilia, Justice Minister Jose Eduardo Cardozo said Brazil moved fast and aggressively.
"It's impossible to have a border that's invulnerable, because no country in the world has that," he said. "But our frontiers are much better controlled than in the past."
But out on Brazil's frontier with Bolivia, the Mamore River, it's clear how difficult the challenge is for a group of 35 federal agents assigned to patrol just one sector.
On a recent day, heavy rains fell and the Mamore and other rivers became swollen. Meanwhile, the small dugout canoes from Bolivia kept coming, loaded with provisions and suitcases, boxes and equipment.
In their speedboat, the federal officers dashed from one side of the Mamore to the other, trying to decide which boats to stop and search. With the river running high, they also had another problem to worry about: small creeks that had been made navigable by the constant rainfall.
"Look, even here, in front of us, you can see a canal," says Allan Oliveira, one of the agents. "You can go in with the small boats traffickers use to hide from the police."