O que é este blog?

Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org.

Mostrando postagens com marcador academia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador academia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de março de 2016

The Transformation of Economics - Richard K. Vedder

De fato, como disse meu amigo Sean Burges, quem me enviou este artigo, existem algumas coisas boas aqui expostas, mas também muito achismo ou impressionismo.
A lei dos retornos decrescentes provavelmente se aplica a todos os campos de conhecimento, ou melhor, de pesquisa acadêmica, terreno no qual nós -- inclusive eu próprio -- começamos a nos repetir, a fazer muito Lavoisier, a repassar e reutilizar pesquisas antigas com novos argumentos que não acrescentam muito ao já elaborado.
Quanto à ideologização, ela é muito mais disseminada nas ciências sociais, ou nas humanidades em geral, do que propriamente na economia, onde a seriedade precisa ser maior. Os puramente ideológicos, em economia, acabam ficando isolados, e são considerados bichos estranhos, embora ocorra muita matematização da "economics", o que acaba se afastando da "political economy", mas é o padrão das faculdades americanas atualmente.
Não creio que tenha havido uma desconexão entre a pesquisa acadêmica e as políticas públicas, em quaisquer setores que se possa pensar. A academia continua produzindo bons trabalhos, mas são os governos que desprezam as boas pesquisas para decisões catastróficas.
Concordo, no entanto, que pesquisas puramente universitárias podem estar cedendo terreno para pesquisas fora das universidades, nos famosos think tanks, mas este é um fenômeno americano, não brasileiro.
Não sei se o governo está penalizando o trabalho nos EUA. No Brasil certamente, pois diferentes políticas são totalmente anti-empregos, não apenas uma legislação laboral fascista, uma justiça do trabalho anacrônica e coisas absurdas como o salários mínimo, em geral e nacionalmente unifirme.
Paulo Roberto de Almeida

Opinion Commentary
The Transformation of Economics
Five big changes I’ve seen over the past half-century. One is economics as ideology in camouflage.
By Richard K. Vedder
The Wall Street Journal, March 1, 2016 6:30 p.m. ET

Like most economics professors, I have spent my academic lifetime examining the economic and public-policy effects of issues involving the production, distribution and consumption of goods and services—what is known as political economy. There is, however, a “political economy” to the very act of producing and disseminating economic knowledge and examining public policies. And that political economy and my assessment of it has changed over a career spanning more than half a century. Here are five developments I would emphasize:

• Diminishing returns to research. A core economic principle is the Law of Diminishing Returns. If you add more resources, such as labor, to fixed quantities of another resource, such as land, output eventually rises by smaller and smaller amounts. That applies—with a vengeance—to academic research. Teaching loads have fallen dramatically (although the Education Department, which probably can tell you how many Hispanic female anthropologists there are teaching in Arkansas, does not publish regular teaching-load statistics), ostensibly to allow more research. But the 50th paper on a topic seldom adds as much understanding as the first or second. Emory University’s Mark Bauerlein once showed that scholarly papers on Shakespeare averaged about 1,000 a year—three a day. Who reads them? How much does a typical paper add at the margin to the insights that Shakespeare gave us 400 years ago?

• Economics as ideology in camouflage. Economists who achieve fame for genuine intellectual insights, like Paul Krugman, sometimes then morph into ideologues—predominantly although not exclusively on the left. The leftish domination of American academia is partly explained by economics. Federal student-loan programs, state appropriations, special tax preferences and federal research-overhead funds have underwritten academic prosperity, even at so-called private schools. The leftish agenda today is one of big government; academics are rent-seekers who generally don’t bite the hand that feeds them. The problem is even worse in other “social sciences.”

• A disconnect between economic reality and public policy. Three examples come to mind. First, the Keynesian orthodoxy of fiscal stimulus of the 1950s and 1960s, with its Phillips curves and the like, was shown to be spectacularly wrongheaded. The U.S. experience of the 1970s and the Japanese “lost decade” of the 1990s are two demonstrations. Second, centrally planned authoritarian states with no private property or free markets (e.g., the former Soviet Union or North Korea) have been shown to be monumentally inefficient and not permanently sustainable. Third, nations with some free-enterprise capitalism but with growing redistributionist welfare states start stagnating economically—Europe beginning after 1970, the U.S. after 2000. Yet many economists (including at the Federal Reserve) still champion Keynesian policies and welfare-state expansions such as ObamaCare.

• The rise of the nonuniversity research centers. A reaction to the liberal ideological orientation and inefficiencies of colleges has spawned this phenomenon. When I was attending college around 1960, the Brookings Institution, National Bureau of Economic Research and the Hoover Institution were among relatively few major independent think tanks. Today there are many, especially ones funded on the right to provide intellectual diversity, including nationally or regionally oriented centers such as the American Enterprise Institute, Cato Institute, Heritage Foundation, Heartland Institute and the Independent Institute, as well as dozens of state-policy think tanks. Universities have lost market share in social-science research.

• A major cause of America’s economic malaise: the government’s war on work. My own research with Lowell Gallaway has stressed the importance of labor costs in explaining output and employment fluctuations. If the price of something rises, people buy less of it—including labor. Thus governmental interferences such as minimum-wage laws lower the quantity of labor demanded, while high taxes on labor reduces labor supply, as do public payments to people for not working.

One reason living standards in the U.S. have stagnated: There were 12.7 million fewer Americans working in January than there would have been with the 2000 employment-population ratio. Disability insurance claims have roughly tripled in the past generation (despite greater inherent workplace safety because of the declining relative importance of manufacturing and mining); government-subsidized student loans and grants have lured younger Americans away from work; extended unemployment benefits prolonged unemployment; and food stamps now go to nearly 30 million more Americans than 15 years ago. The government has provided much more income that is only available if people do not work. So fewer do. As Charles Murray has noted, this phenomenon has contributed to declining social cohesion and arguably even largely explains Donald Trump’s electoral success.

Modern computer technology and increased econometric sophistication sometimes yield useful information about the way the world works economically. But those gains are at least partially offset by the sharp decline in historical consciousness—today’s scholars sometimes think they know it all, having an arrogance arising from historical ignorance, often wasting time and energy relearning lessons that those with a good sense of economic history already know. It is still satisfying, after half a century, to try to counter that ignorance, and to teach young people the logic of the price system, the importance of private property and other institutions for freedom and prosperity.

Mr. Vedder teaches economics at Ohio University and is an adjunct scholar at the American Enterprise Institute. This op-ed is adapted from an article in the Winter 2016 issue of the Cato Journal [http://object.cato.org/sites/cato.org/files/serials/files/cato-journal/2016/2/cato-journal-v36n1-1.pdf]

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Rompendo Fronteiras: a academia pensa a diplomacia - ebook Paulo Roberto de Almeida



Paulo Roberto de Almeida 

..............................................................
Apresentação

Rompendo fronteiras me pareceu um título apropriado para este terceiro volume da série de resenhas de livros, também “recuperadas” a partir do “livro-mãe”, Prata da Casa, também um e-book e ao qual agreguei outras resenhas dispersas em meus arquivos de computador, que tinham a ver com a mesma temática: as relações internacionais, num sentido amplo, e as relações exteriores do Brasil, no sentido largo, ou seja, sua política externa e sua diplomacia profissional. Diplomatas e acadêmicos estão sempre “rompendo” fronteiras virtuais, intercambiando experiências e mantendo atividades reciprocamente proveitosas, mas também aquelas fronteiras institucionais que separam os serviços diplomáticos das salas de aula e dos auditórios acadêmicos. Este resenhista, por sinal, poderia até ser citado como um dos exemplos conspícuos nesse tipo de interação, embora existam muitos outros que também a praticam (talvez em menor número do que seria desejável, ou até recomendável).
Esse “rompimento de fronteiras” se exerce em ambas as direções. Não apenas a academia pensa a diplomacia – e as relações exteriores do país, cela va de soi – mas ela também gostaria de influenciar as orientações e as iniciativas da política externa, quando não interferir no seu curso, e não só para oferecer conselhos desinteressados. Da mesma forma, diplomatas começam por exibir uma sólida formação acadêmica, embora nos últimos tempos se tenha registrado uma “curiosa” tendência à seleção de candidatos treinados (alguns até pavlovianamente) por cursinhos preparatórios para responder exatamente dentro dos cânones selecionados nesses concursos elaborados por entidades especializadas, com alguma assistência dos diplomatas. A despeito dessas expressões mais “empreguistas” do que propriamente vocacionais, é evidente que diplomatas e acadêmicos mantêm, desde tempos imemoriais, uma benéfica osmose intelectual que começa nos bancos universitários, se prolonga nos trabalhos de pesquisa e de qualificação graduada e se estende a projetos cooperativos no terreno operacional.
Alguns diplomatas podem até ter efetuado sua preparação para o concurso de ingresso na carreira de forma essencialmente autodidata, mas os requerimentos de ingresso exigem um certificado qualquer de terceiro ciclo, o que em muitos casos vem complementado por um mestrado e mesmo por um doutorado. A quase totalidade dos vocacionados para a carreira buscaram uma formação universitária vinculada de perto ao universo disciplinar exibindo ampla interface para a diplomacia, e muitos dos bem sucedidos, também possuem o vírus da carreira acadêmica e complementam o trabalho ou a especialização intelectual em cursos de pós-graduação, no Brasil e no exterior. Enfim, são múltiplas as pontes e as interações entre as duas comunidades, e uma famosa tese do Curso de Altos Estudos – de Gelson Fonseca Júnior, chamada justamente Diplomacia e Academia (fiz uma mini-resenha no primeiro volume desta série) – já explorou os diversos aspectos e as implicações dessa colaboração tradicional.
Este terceiro volume da série de resenhas de livros sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil cobre, precisamente, os muitos exemplos dessa interface relativamente feliz, mas não destituída de alguns percalços, de várias ambiguidades, se não de incompreensões metodológicas e substantivas.  Não é minha intenção explorar neste momento as diversas facetas desses “tropeços”, não porque eu também marco presença nas duas instituições, mas porque não é o contexto adequado e a oportunidade para realizar um exame objetivo das mencionadas dificuldades.
Interessa-me bem mais agora destacar os bons exemplos dessa produção livresca interessando tanto os diplomatas, quanto os acadêmicos, seja pelo conteúdo próprio das obras, seja pelas possibilidades de aprofundamento adequado das questões abordadas. Compro ou recebo muitos livros, dos quais alguns são selecionados para leitura atenta e se tornam objeto de uma resenha corriqueira ou de um artigo-resenha mais alentado do que o habitualmente encontrado nos periódicos acadêmicos. O que distingue as minhas resenhas das que habitualmente se leem nesses veículos? Basicamente isto: ninguém me encomendou nada, eu mesmo decido o que ler, o que resenhar, e como analisar as obras que me chegam às mãos; não sou um resenhista profissional, apenas um leitor compulsivo, que sente vontade de dizer o que pensa sobre alguma obra em destaque.
À diferença dos dois volumes anteriores desta série, que incidiram seletivamente sobre obras de diplomatas brasileiros, este terceiro e último volume recupera unicamente os livros de “paisanos”, inclusive estrangeiros, ou seja, não diplomatas, quase todos acadêmicos, mas um outro profissional de mercado também, consultores ou profissionais liberais. Quando a oportunidade se apresentar, pretenderia preparar um artigo sobre os “brasilianistas” da diplomacia brasileira, ou seja, aqueles especialistas estrangeiros que se dedicaram ao estudo e à análise de nossa política externa.
Reuni, portanto, neste volume mais de cinco dezenas de resenhas de livros de não diplomatas profissionais obre temas que devem interessar diplomatas e candidatos à carreira. Na verdade, as obras resenhadas são em número superior a meia centena, algo em torno de setenta livros, tendo em vista duas resenhas múltiplas de sete livros cada uma das vezes, e uma ou outra resenha combinando edições estrangeiras originais e aquelas publicadas no Brasil. Os brasileiros nativos são mais numerosos, et pour cause: aproximadamente dois terços do total de autores examinados criticamente pertencem a universidades brasileiras, dois tendo inclusive exercido funções diplomáticas, brasileira ou multilateral, embora vários outros possam ter integrado ocasionalmente missões ou conferências diplomáticas.
No passado, a osmose entre um e outro setor era mais frequente, inclusive em nível de chefes de missão, o que se tornou extremamente raro nas últimas duas ou três décadas; trata-se, provavelmente, de um efeito residual do fato que a antiga capital do país era também o seu centro cultural. O insulamento operacional criado a partir da instalação da chancelaria no cerrado central, quase meio século atrás, não deveria, em princípio, impedir a cooperação intelectual, e até a troca de “produtos” entre as duas comunidades: relatórios, estudos, dissertações, teses, e o exercício docente, em ambas instituições, mas é um fato que a corporação diplomática tendeu a se fechar às incursões de “paisanos” no desempenho de missões permanentes no exterior. Seria isso bom para a carreira? Difícil responder, uma vez que, assim como ocorre para o cargo de ministro da defesa, existem poucas capacidades, de notória qualidade, detectáveis na vida civil e capazes de exercer com proficiência a chefia da instituição diplomática e a de defesa.
Os livros aqui selecionados tratam dos temas tradicionais da diplomacia, seja ela brasileira, regional ou multilateral, seja a de outros Estados, tanto quanto das diversas questões atinentes à política mundial e à economia internacional. Muitos outros temas correntes na agenda diplomática brasileira – como meio ambiente, por exemplo, ou a sua diplomacia cultural – bem como questões da política mundial – temas estratégicos ou de segurança, equilíbrio de poderes, com algumas raras exceções – estão ausentes, porém, o que tem a ver com as minhas afinidades eletivas ou vantagens comparativas no terreno analítico. Alguns dos mais longos artigos de resenha traduzem a empatia deste resenhista por determinadas obras consideradas relevantes num ou noutro campo de minhas preferências de leitura ou de especialidade docente. Considero esta amostra relativamente representativa da literatura obrigatória no universo diplomático brasileiro, com alguns clássicos evidente, e várias outras surpresas bibliográficas também.
Combinadas às resenhas e mini-resenhas compiladas nos dois primeiros volumes desta série, todas elas “filhotes” do enorme Prata da Casa, esta seleção de “leituras diplomáticas” – que não constituem, cabe relembrar, todas as resenhas registradas desde que comecei a praticar esse saudável hábito, que depois virou uma mania – oferece, aos aventureiros que adentrarem em suas quase mil páginas, conjuntamente, um panorama bastante amplo das obras mais relevantes produzidas por diplomatas e não diplomatas, sobre o Brasil e o sobre mundo. O volume é uma espécie de “gabinete de curiosidades” do que foi impresso e publicado nas últimas décadas nesta área de minha especialidade.
Mas alguém poderia perguntar: por que tantos livros, por que tantas resenhas? Se me permitem escapar de alguma condenação por esse vício incurável, eu diria que o culpado de tudo é Monteiro Lobato, o autor mais frequente de minhas leituras infantis e juvenis, junto com algumas dezenas de outros, geralmente autores estrangeiros também traduzidos por sua iniciativa, e muitos deles publicados justamente pela Companhia Editora Nacional, que Lobato havia fundado na convicção de que “um país se faz com homens e livros”. Escusando o viés de gênero, sempre fui, não apenas partidário ativo dessa afirmação, como eu a pratiquei intensamente ao longo de toda a minha vida alfabetizada (que por sinal começou apenas na tardia idade de sete anos, por força de um ambiente familiar não especialmente inclinado para as leituras nem preparado para vocações puramente intelectuais). Os que já leram atentamente Monteiro Lobato sabem que várias de suas obras infantis representavam adaptações de obras estrangeiras, de história ou outras disciplinas, voltadas para o público infanto-juvenil. Eu também fui uma “vítima” desse complô de Lobato em prol da cultura e da inteligência do país, e tenho procurado retribuir em adulto o que aprendi desde as minhas primeiras letras.
De fato, estas minhas resenhas, livremente produzidas, muitas delas inéditas, constituem uma espécie de retribuição que faço ao Brasil e aos mais jovens, por ter tido a chance de conviver com livros em bibliotecas públicas e de instituições de ensino, de ter buscado livros em outras bibliotecas, em livrarias, na companhia dos amigos e na leitura constante das folhas literárias dos periódicos mais importantes do Brasil e do exterior. Os livros sempre me “pesaram”, estrito e lato senso, nas muitas mudanças que empreendi em minha carreira acadêmica e na vida profissional, mas é um peso do qual jamais reclamei ou me arrependi, ainda que o volume excessivo me tenha obrigado, uma vez ou outra, a descartes setoriais ocasionais. Essa incurável compulsão pelo papel impresso, e agora pelos livros eletrônicos – dos quais este aqui é um perfeito exemplo – me serve perfeitamente, tanto quanto pode servir a um círculo bem mais amplo de eventuais interessados, justamente por meio deste tipo de produção, que apresenta em algumas poucas páginas livros mais densos do que as recomendações habitualmente oferecidas atualmente em nossas academias.
De minha parte, espero ter cumprido meu “dever” professoral, que é antes de tudo uma enorme satisfação intelectual, no sentido de partilhar com colegas e alunos minhas leituras registradas ao longo de toda uma vida na companhia dos livros. Esta série está provisoriamente encerrada, em face da ausência relativa de unidade conceitual nas resenhas remanescentes, mas espero voltar neste mesmo formato com outros materiais quase tão interessantes, e cativantes, quanto o mundo dos livros e da cultura.
Divirtam-se, e até a próxima...

Paulo Roberto de Almeida
(um incorrigível leitor e escrevinhador)
Hartford, 4 de novembro de 2014

..............................................................
Índice Geral
 
Primeira Parte, 19
Relações internacionais
Pierre Renouvin (ed.): Histoire des Relations Internationales
Francis Fukuyama: The End of History?
François Furet: Le Passé d’une Illusion: essai sur l’idée communiste
Alexandre Soljènitsyne: Lénine à Zurich
Jean-Christophe Rufin: L’Empire et les Nouveaux Barbares
Francis Fukuyama: Construção de Estados
Ricardo Seitenfus: Manual das organizações internacionais
Henrique Altemani e A. C. Lessa (orgs.): Política Internacional Contemporânea
Eduardo Felipe P. Matias: A Humanidade e suas Fronteiras
Fernando Barros: A tendência concentradora da produção de conhecimento
Guy Martinière - Luiz Claudio Cardoso (coords.): Coopération France-Brésil
Sverre Lodgaard and Karl Birnbaum (eds.), Overcoming Threats to Europe

Segunda Parte, 121
História diplomática e política externa do Brasil
João Pandiá Calógeras: A Política Exterior do Império
Carlos Delgado de Carvalho: História Diplomática do Brasil
Hélio Vianna: História Diplomática do Brasil
José Honório Rodrigues e R. Seitenfus:  Uma História Diplomática do Brasil
Amado Luiz Cervo e Clodoaldo Bueno: História da Política Exterior do Brasil
Sandra Brancato (coord.): Arquivo Diplomático do Reconhecimento da República
Ricardo Seitenfus: Para uma Nova Política Externa Brasileira
Henrique Altemani de Oliveira: Politica Externa Brasileira
Henrique Altemani e A. C. Lessa (orgs.): Relações internacionais do Brasil
A. A. C. Trindade: Repertório da Prática Brasileira do Direito Internacional
Clóvis Brigagão: Diretório de Relações Internacionais no Brasil, 1950-2004
João P. Reis Velloso e Roberto Cavalcanti (coords.): Brasil, um país do futuro? 

Terceira Parte, 209
Hemisfério americano e integração regional
Lincoln Gordon: Brazil’s Second Chance; A Segunda Chance do Brasil
Moniz Bandeira: O Expansionismo Brasileiro e a formação dos Estados no Prata
José Luis Fiori (org.): O Poder Americano
Moniz Bandeira: Estado Nacional e Política Internacional na América Latina
Boris Fausto e Fernando J. Devoto: Brasil e Argentina: história comparada
Eduardo Viola e Héctor Ricardo Leis: Desafios de Brasil e Argentina
John Williamson (org.): Latin American Adjustment: How Much Has Happened?
P.-P. Kuczynski e John Williamson (orgs.): After the Washington Consensus
Vários autores: A marcha da integração no Mercosul
Helder Gordim da Silveira: Integração latino-americana: projetos e realidades
José A. E. Faria: Princípios, Finalidade do Tratado de Assunção
Avelino de Jesus: Mercosul: Estrutura e Funcionamento
Jorge Pérez Otermin, Solución de Controversias en el Mercosur
Pedro da Motta Veiga: A Evolução do Mercosul: cenários
José Maria Aragão: Harmonização de Políticas no Mercosul
Hervé Couteau-Bégarie: Géostratégie de l’Atlantique Sud

Quarta Parte, 315
Economia mundial e comércio internacional
Vários autores: A economia mundial em perspectiva histórica
Jagdish Bhagwati: Em Defesa da Globalização
Paul Krugman: Rethinking International Trade
Daniel Yergin: The Prize: The Quest for Oil, Money and Power
Celso Lafer: Comércio, Desarmamento, Direitos Humanos
Mônica Cherem e R. Sena Jr. (eds.): Comércio Internacional e Desenvolvimento
Rabih Ali Nasser: A OMC e os países em desenvolvimento
Joseph Stiglitz e Bruce Greenwald: Novo Paradigma em Economia Monetária
Santiago Fernandes: A Ilegitimidade da Dívida Externa
Ha-Joon Chang: Kicking Away the Ladder; Bad Samarithans
Gary Clyde Hufbauer e Jeffrey J. Schott: North American Free Trade
Tullo Vigevani e Marcelo Passini Mariano: Alca: o gigante e os anões
Tullo Vigevani; Marcelo Dias Varella: Propriedade intelectual e política externa
Maria Helena Tacchinardi, A Guerra das Patentes: o conflito Brasil x EUA

Apêndices
A arte da resenha (para principiantes), 403
Livros publicados pelo autor, 409
Nota sobre o autor, 413

Disponibilizado na plataforma Academia.edu
link: https://www.academia.edu/9108147/25_Rompendo_Fronteiras_a_academia_pensa_a_diplomacia_2014_

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Governo nada em dinheiro, e oferece dinheiro por nada... - Capes e o turismo academico...

Como é bom ser da elite universitária pública...
PRA

Prezado (a) Professor (a),


O principal objetivo deste é convidá-lo e a sua Instituição para divulgar e participar do Programa Professor Visitante do Exterior - PVE, no âmbito do qual a CAPES publicou no dia 14/06/2013, edital para recebimento e seleção de novas propostas.
 Este lançamento marca a edição 2013 do PVE, em fluxo contínuo, e tem como principal objetivo selecionar projetos com vistas a incentivar a realização de visitas de curta, média e longa duração a Instituições de Ensino Superior e institutos ou centros de pesquisas e desenvolvimento públicos brasileiros, de professores e pesquisadores atuantes no exterior, em todas as áreas de conhecimento, cuja formação e experiência profissional representem uma contribuição inovadora para a pós-graduação brasileira.    
O Programa oferece como benefícios: bolsa de estudo e pesquisa (R$ 6.931,54 e R$ 8.905,42), passagem aérea e auxílio instalação.
Maiores informações de como participar estão no Edital CAPES Nº 36/2013, que pode ser acessado no seguinte endereço: http://www.capes.gov.br/cooperacao-internacional/multinacional/pve - onde estão também as formas de contatos disponíveis com a equipe técnica responsável pelo Programa.
Antecipadamente agradeço pela divulgação do Edital em referência e espero que as realizações a frente da gestão deste Projeto Conjunto de Pesquisa revertam em benefícios para a promoção cultural, educacional, científica e tecnológica – objetivo maior de todos os esforços desta Diretoria. 

                                                 Atenciosamente,

Luis Filipe de Miranda Grochocki
Coordenador-Geral de Programas

DRI/CAPES/MEC

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Diplomacia e academia - Funag e Unifor em Fortaleza, Ceara'


Unifor debate temas da política externa
Diário do Nordeste, 01.12.2012

Encontro foi o primeiro realizado pela Funag em uma universidade fora do eixo Brasília - Rio de Janeiro

As Perspectivas de Multipolaridade, Meio Ambiente e Caminhos da Cooperação Academia-Diplomacia foram os temas discutidos, ontem, no segundo e último dia da Conferência sobre Relações Exteriores (Core), realizada na Universidade de Fortaleza (Unifor). O evento, que reuniu diplomatas, representantes governamentais e acadêmicos teve como objetivo debater os principais temas da política externa brasileira em 2012.

Entre os assuntos em discussão estiveram os megaeventos esportivos, a situação econômica internacional, os desafios da paz e segurança internacional, reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Na ocasião, foi apresentado o painel sobre os caminhos da cooperação da academia e diplomacia.

Conforme o coordenador do Núcleo de Estudos Internacionais da Unifor, professor Walber Muniz, o evento foi realizado com a ideia de aproximar os diplomatas das universidades visando uma melhor relação para o pensamento mais dinâmico nas questões que envolvem interesse nacional no trato da política externa brasileira.

Parceria
De acordo com ele, o evento foi organizado com muita seriedade e competência pela Fundação Edson Queiroz e Fundação Alexandre de Gusmão (Funag), sendo a primeira conferência de relações exteriores realizada pela Funag em uma universidade de fora do eixo Brasília - Rio de Janeiro. "A Universidade de Fortaleza é pioneira nesse sentido. É uma experiência para que outras universidades sigam o exemplo e contribuam com esse novo pensamento do MRE (Ministério das Relações Exteriores) no aprofundamento de discussões sobre a política externa do Brasil nos tempos atuais", destacou.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Academicos e Diplomatas na construcao da PExtBr - Leticia Pinheiro, Paula Vedoveli


REVISTA POLÍTICA HOJE, VOL. 21, NO 1 (2012)
CAMINHOS CRUZADOS: DIPLOMATAS E ACADÊMICOS NA CONSTRUÇÃO DO CAMPO DE ESTUDOS DE POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA
Leticia Pinheiro, Paula Vedoveli

RESUMO

No cenário brasileiro, constata-se uma íntima conexão entre a produção intelectual de diplomatas e a produção de acadêmicos atuantes no campo de política externa. A partir deste cenário, as atividades de formulação e análise de política externa são dois exercícios que se confundem na figura do diplomata enquanto intelectual e acadêmico, personagem que aparece a partir da década de 1970 com a institucionalização e burocratização do serviço diplomático. Como, portanto, explicar a formação dessa dupla identidade que o diplomata brasileiro exerce no cenário nacional? Ao sublinhar sua contribuição substantiva, indagamos de onde provém esse reconhecimento do diplomata enquanto intelectual, fenômeno reconhecido como legítimo e estimulado pela sociedade brasileira. Este artigo argumenta que essa nova figura se desenvolve a partir dos intelectuais enquanto diplomatas, atores do final do século XIX e início do XX reconhecidos como porta-vozes e representantes do interesse nacional, assim como intérpretes do pensamento brasileiro e da intelectualidade do período. Tal reconhecimento se mantém apesar do processo de institucionalização das Ciências Sociais em geral e das Relações Internacionais em particular, no Brasil, angariando autorização e reconhecimento de pesquisadores e acadêmicos da área. Pretendemos investigar ainda em que bases esse diálogo é realizado e quais são as conseqüências para o conteúdo analítico produzido pela área de estudos de política externa brasileira.

Texto Completo: PDF 

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Mediocrizacao do ambiente academico: nao so no Brasil, tambem nos EUA

Quando escrevi um ensaio sobre a mediocrização da vida acadêmica brasileira não imaginei, por certo, que o fenômeno (se o termo se aplica) se restringisse ao Brasil. Estou certo que o mesmo acontece em dezenas de universidades e faculdades na América Latina, e até mesmo nos EUA.
Não me lembro, porém, de ter lido nenhum alerta, no Brasil ou na região, contra essa situação.
Talvez o "fenômeno" também seja comum aos EUA, como se depreende da matéria abaixo.
Mas, lá, temos pelo menos um exemplo de análise crítica e bisturi analítico que não é complacente com a estabilidade e (no caso deles) os altos salários e baixa produtividade das academias americanas.
Cabe refletir sobre o "fenômeno". Espero que algum acadêmico mais sensato escreva algo a respeito no Brasil e proponha reformas, mas estou duvidando seriamente de que isso tenha alguma chance de ser feito any time soon.
Paulo Roberto de Almeida

BOOKSHELF
Higher Education?
By Andrew Hacker and Claudia Dreifus
(Times Books, 271 pages, $26)

Ignorance By Degrees
By Mark Bauerlein
The Wall Street Journal, August 2, 2010

Colleges serve the people who work there more than the students who desperately need to learn something.

Higher education may be heading for a reckoning. For a long time, despite the occasional charge of liberal dogma on campus or of a watered-down curriculum, people tended to think the best of the college and university they attended. Perhaps they attributed their career success or that of their friends to a diploma. Or they felt moved by a particular professor or class. Or they received treatment at a university hospital or otherwise profited from university-based scientific research. Or they just loved March Madness.

Recently, though, a new public skepticism has surfaced, with galling facts to back it up. Over the past 30 years, the average cost of college tuition and fees has risen 250% for private schools and nearly 300% for public schools (in constant dollars). The salaries of professors have also risen much faster than those of other occupations. At Stanford, to take but one example, the salaries of full professors have leapt 58% in constant dollars since the mid-1980s. College presidents do even better. From 1992 to 2008, NYU's presidential salary climbed to $1.27 million from $443,000. By 2008, a dozen presidents had passed the million-dollar mark.

Meanwhile, tenured and tenure-track professors spend ever less time with students. In 1975, 43% of college teachers were classified as "contingent"—that is, they were temporary instructors and graduate students; today that rate is 70%. Colleges boast of high faculty-to-student ratios, but in practice most courses have a part-timer at the podium.

Elite colleges justify the light teaching loads of their professors—Yale requires only three courses a year, with a semester off every third year—by claiming that the members of their faculty spend their time producing important research. A glance at scholarly journals or university-press catalogs might make one wonder how much of this "research" is advancing knowledge and how much is part of a guild's need to credentialize its members. In any case, time spent for research is time taken away from students. The remoteness of professors may help explain why about 30% of enrolling students drop out of college only a few months after arriving.

At the same time, the administrator-to-student ratio is growing. In fact, it has doubled since 1976. The administrative field has diversified into exotic specialties such as Credential Specialist, Coordinator of Learning Immersion Experiences and Dietetic Internship Director.

In "Higher Education?" Andrew Hacker and Claudia Dreifus describe such conditions in vivid detail. They offer statistics, anecdotes and first-person accounts— concerning tuition, tenure and teaching loads, among much else—to draw up a powerful, if rambling, indictment of academic careerism. The authors are not shy about making biting judgments along the way.

Of the 3,015 papers delivered at the 2007 meeting of the American Sociological Association, the authors say, few "needed to be written." As for one of the most prestigious universities in the world, "the mediocrity of Harvard undergraduate teaching is an open secret of the Ivy League." Much of the research for scholarly articles and lectures is "just compost to bulk up résumés." College presidents succeed not by showing strong, imaginative leadership but "by extending their school's terrain." Indeed, "hardly any of them have done anything memorable, apart perhaps from firing a popular athletic coach." For all the high-minded talk, Mr. Hacker and Ms. Dreifus conclude, colleges and universities serve the people who work there more than the parents and taxpayers who pay for "higher education" or the students who so desperately need it.

Take the adjunct issue. Everyone knows that colleges increasingly staff courses with part-time instructors who earn meager pay and no benefits. But who wants to eliminate the practice? Administrators like it because it saves money, professors because it saves them from teaching labor-intensive courses. And adjuncts themselves would rather continue at minimum wage than leave the profession altogether. In a "coda," Mr. Hacker and Ms. Dreifus declare that "it is immoral and unseemly to have a person teaching exactly the same class as an ensconced faculty member, but for one-sixth the pay." Perhaps so, but without a united faction mobilized against it, such "immorality" won't stop anytime soon.

But some change may still be possible. A lot of criticism of academia hasn't stuck in the past, Mr. Hacker and Ms. Dreifus imply, because people have almost unthinkingly believed in the economic power of the degree. Yes, you didn't learn a lot, and the professors blew you off—the reasoning went—but if you got a diploma the job offers would follow. But that logic may no longer be so compelling. With the economy tightening and tales of graduates stuck in low-paying jobs with $50,000 in student loans, college doesn't look like an automatic bargain.

We need some hard cost accounting and comparisons, Mr. Hacker and Ms. Dreifus argue, and so they end "Higher Education?" with capsule summaries of, as they put it, "Schools We Like"—that is, schools that offer superior undergraduate educations at relatively low cost. The list includes Ole Miss, Cooper Union, Berea College, Arizona State and Western Oregon University. "We think a low cost should be a major determinant in any college decision," the authors wisely conclude, for "a debt-free beginning is worth far more than a name-brand imprimatur."

Mr. Bauerlein, the author of "The Dumbest Generation: How the Digital Age Stupefies Young Americans and Jeopardizes Our Future," teaches at Emory University.

sábado, 3 de abril de 2010

1018) Itinerarios academicos: um retrato perfeito do Brasil de hoje...

Recebido em consulta direta, por e-mail:

On Apr 3, 2010, at 5:34 PM, Axxxxx Pxxxxx xx Sxxxx Rxxx wrote:

Gostaria de esclarecimento sobre a criação dos planos economicos, período e situações reais para trabalho acadêmico de economia sobre os planos econômicos criados desde 1986 até os dias de hoje com fontes confiáveis. Obrigado, Axxxxx.


Minha única resposta foi:

Eu tambem gostaria. Quando voce encontrar, por favor, me avise...
-----------------
Paulo Roberto Almeida
(Dubai, 3.04.2010)