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Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org.

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terça-feira, 20 de junho de 2017

Uma visao critica da politica externa brasileira - Paulo Roberto de Almeida (Academia.edu)

Hi Paulo Roberto, 
Congratulations! You uploaded your paper 2 days ago and it is already gaining traction. 
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You got 35 views from Brazil, Paraguay, Ecuador, Argentina, and Canada on "Uma visao critica da politica externa brasileira: a da SAE-SG/PR". 
Thanks,
The Academia.edu Team

A ficha completa do trabalho é esta aqui:  
3126. “Uma visão crítica da política externa brasileira: a da SAE-SG/PR”, Brasília, 17 junho 2017, 22 p. Considerações críticas sobre o documento da SAE, sobre uma “grande estratégia” para o Brasil. Postado em Academia.edu (link: https://www.academia.edu/s/28ae2de83d/uma-visao-critica-da-politica-externa-brasileira-a-da-sae-sgpr?source=link) e em Research Gate (link: https://www.researchgate.net/publication/317636574_Uma_visao_critica_da_politica_externa_brasileira_a_da_SAE-SGPR).



sábado, 17 de junho de 2017

Brasil: um pais em busca de uma grande estrategia (sera'?) - documento da SAE, analise Paulo Roberto de Almeida



Tendo elaborado uma análise crítica do “relatório de conjuntura n. 1”, da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos, da Secretaria Geral da Presidência da República, intitulado “Brasil: um país em busca de uma grande estratégia”, da autoria do Secretário Especial e de seu Adjunto, respectivamente Hussein Kalout e Marcos Degaut, enviada com a mensagem transcrito in fine a determinados colegas e amigos, tenho recebido alguns comentários dos que tiveram acesso a essa minha análise, questionando qual seria, finalmente, uma estratégia adequada para o Brasil superar seus problemas atuais e projetar-se no cenário internacional com base nos recursos e ativos que legitimamente possui. Tenho respondido topicamente, mas talvez fosse útil explicar de maneira mais clara meu posicionamento em relação a esse tipo de exercício intelectual, que considero, de toda forma, uma colaboração importante à abertura de um debate bem informado sobre as grandes opções da nacionalidade.

O trabalho é este aqui: 
  Uma visão crítica da política externa brasileira: a da SAE-SG/PR”, Brasília, 17 junho 2017, 22 p. Considerações críticas sobre o documento da SAE, de autoria de Hussein Kalout e Marcos Degaut, sobre uma “grande estratégia” para o Brasil. Enviado aos autores e a certo número de interessados. Postado em Academia.edu (link: https://www.academia.edu/s/28ae2de83d/uma-visao-critica-da-politica-externa-brasileira-a-da-sae-sgpr?source=link) e em Research Gate (link: https://www.researchgate.net/publication/317636574_Uma_visao_critica_da_politica_externa_brasileira_a_da_SAE-SGPR).
 
Explico desde já o que me distancia da visão exibida nesse documento. Minha diferença fundamental, filosófica talvez, em relação aos autores do documento da SAE, é a de que eles estão interessados em construir um Estado grande e forte, capaz de projetar internacionalmente o Brasil, que nunca deixará de ser uma potência média, o que quer que façamos. O Brasil só seria um país medíocre, e decadente (como tantos outros na história), se não fizermos nada, ou melhor, deixar que elites predatórias se apossem do Estado, como estão fazendo com sanha de sanguessugas e ratazanas com redobrado vigor, desde a redemocratização. Não creio que os militares construíram um Estado impoluto, mas o patrimonialismo rentista era certamente menor no regime militar.

Na redemocratização, nos tornamos presas de uma casta de políticos rentistas e assaltantes dos recursos públicos, o que foi exacerbado no regime companheiro. Não creio que o reforço da fiscalização do Estado resolva esse problema de apropriação de bens públicos. Só a redução do Estado o fará. À diferença da visão grandiosa do documento da SAE, não creio que tal tipo de projeto estatal transforme significativamente o Brasil. Pessoalmente, estou interessado em construir uma nação próspera, e isso não passa pelo Estado, mas por uma sociedade livre.

Na verdade, eu não estou interessado em construir potência nenhuma, de qualquer tipo. Estou apenas interessado em que o Brasil seja uma sociedade integrada, desenvolvida, capaz de prover uma vida decente à maioria dos seus cidadãos, sem qualquer espírito igualitário, baseado na competição e na maior oportunidade de chances a todos. Sei que mesmo numa perspectiva smithiana, a defesa, a segurança, as relações exteriores passam inevitavelmente pelo Estado, e por isso concedo em que esses aspectos sejam fortalecidos no âmbito do Estado, mas sempre na perspectiva de que uma sociedade livre e competitiva fará isso melhor que exércitos de burocratas e tecnocratas estatais, que se transformam facilmente numa corporação que vive do Estado, para o Estado, no Estado, e para si e em si, o que vale também para os diplomatas.

Eu acho esse debate sobre uma grande estratégia um desvio de objetivos. Em lugar de focalizar o macro, como feito em tantos documentos de tecnocratas — inclusive o recente “Brasil 2035” do Ipea —, eu focaria o micro, para construir um ambiente de negócios condizente com os requerimentos de desenvolvimento do país. Em uma palavra, acho que os tecnocratas impedem o Brasil de se desenvolver. Por isso sou por “pequenas estratégias” focadas no ambiente de negócios para construir riquezas via mercado, não pela mão torta do Estado.



Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 17 de junho de 2017
Mensagem que acompanhou a remessa do documento:


Tenho por hábito acadêmico ler cuidadosamente, anotar, eventualmente discorrer sobre livros, artigos, textos que julgo relevantes para um debate bem informado sobre questões de políticas públicas do Brasil e do mundo.
Tenho também por hábito (mas pouco diplomático) dizer rigorosamente o que penso, registrar o que digo, e divulgar o que escrevo, sempre que possível, pelos meios apropriados.
Não por outras razões, dediquei-me, nos últimos dias, a ler o importante documento liberado (desajeitadamente) pela SAE-SG/PR, não porque acredite que ele vai transformar imediatamente certas políticas públicas, nas áreas da diplomacia, da inteligência, da governança em geral. Mas acredito que ele oferece uma boa introdução a um debate de alto nível sobre a política externa e a diplomacia brasileira, ainda que não concorde com muitos dos argumentos ali contidos.
Se não o julgasse importante não teria dedicado quase igual volume de páginas a analisar e criticar esse documento, que reputo de boa qualidade redacional, ainda que carente de uma distinção clara entre as peculiaridades das políticas exteriores das últimas duas décadas, e sobretudo deixando de registrar a grande ruptura representada pelo lulopetismo em diversos capítulos da vida nacional, inclusive na política externa e na diplomacia. 
Meu texto foi elaborado ao correr da pena, isto é, a partir de uma leitura linear do documento, com observações feitas de maneira tópica, ainda sem grandes desenvolvimentos conceituais, o que provavelmente ocorrerá no decorrer do debate (se houver, o que me parece necessário).
Quero cumprimentar os autores pela coragem de divulgar um documento que poderia ser interno, sem eludir, porém, meu profundo questionamento sobre vários de seus argumentos. Também convido os recipiendários desta análise a formularem suas observações sobre o documento em questão.

===============

Quando o documento foi publicado, eu o registrei nesta postagem de meu blog, informado por uma nota de jornal: 
http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/06/sae-critica-politica-externa-documento.html

terça-feira, 13 de junho de 2017

24 horas na vida de uma plataforma - Paulo Roberto de Almeida em Academia.edu

Tendo recebido um alerta do Academia.edu sobre um acesso a trabalho não identificado em minha plataforma, fui verificar qual seria e deparei com uma série de acessos no mesmo dia. Daí recolhi exatamente 24 horas de acesso a meus trabalhos nessa plataforma, e acabei até esquecendo qual trabalho estava buscando.
Em todo caso, dá para verificar que o Brasil predomina sobre os 68 acessos, obviamente, mas outros países aparecem, minuto a minuto durante a jornada.
Por que registro esses acessos?
Apenas por curiosidade em saber que tipo de trabalhos, temas, assuntos, que os "pesquisadores" (copiadores?) andam buscando em minha plataforma.
Ou apenas para saber o que a minha "clientela" anda necessitando desesperadamente, ou calmamente...
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 14 de junho de 2017

24 Horas na Vida de uma Plataforma:
trabalhos acessados de Paulo Roberto de Almeida
Dia 13 de junho de 2017

Date
City/State
Country
Content
1)    22:59 Jun 13
New York, NY
The United States
2)    22:57 Jun 13

Unknown
3)    22:47 Jun 13
Taguatinga
Brazil
4)    22:45 Jun 13
Botucatu
Brazil
5)    22:44 Jun 13
Botucatu
Brazil
6)    22:06 Jun 13
Recife
Brazil
7)    21:25 Jun 13
New York, NY
The United States
8)    20:20 Jun 13
São Paulo
Brazil
9)    19:56 Jun 13

France
10) 19:55 Jun 13
Wilmington, DE
The United States
11) 19:50 Jun 13
Santa Maria
Brazil
12) 19:36 Jun 13
Wilmington, DE
The United States
13) 19:33 Jun 13

The United Kingdom
14) 19:24 Jun 13
Recife
Brazil
15) 18:50 Jun 13

Brazil
16) 17:52 Jun 13
New York, NY
The United States
17) 17:47 Jun 13
Brasília
Brazil
18) 17:41 Jun 13
São Paulo
Brazil
19) 17:32 Jun 13

Unknown
20) 17:29 Jun 13
São Paulo
Brazil
21) 17:29 Jun 13
São Paulo
Brazil
22) 17:08 Jun 13
Cariacica
Brazil
23) 17:07 Jun 13
Pinhais
Brazil
24) 16:35 Jun 13
Montevideo
Uruguay
25) 16:35 Jun 13
Montevideo
Uruguay
26) 16:34 Jun 13
Montevideo
Uruguay
27) 16:34 Jun 13
Montevideo
Uruguay
28) 16:33 Jun 13
Montevideo
Uruguay
29) 16:33 Jun 13
Montevideo
Uruguay
30) 16:33 Jun 13
Montevideo
Uruguay
31) 16:32 Jun 13
Montevideo
Uruguay
32) 16:19 Jun 13
Montevideo
Uruguay
33) 15:56 Jun 13

Brazil
34) 14:56 Jun 13
Rio De Janeiro
Brazil
35) 14:45 Jun 13
São Paulo
Brazil
36) 14:45 Jun 13
Fortaleza
Brazil
37) 14:44 Jun 13
Brasília
Brazil
38) 14:39 Jun 13
São Paulo
Brazil
39) 14:14 Jun 13
Bom Jesus Do Itabapoana
Brazil
40) 14:08 Jun 13
São Paulo
Brazil
41) 14:04 Jun 13
Olivos
Argentina
42) 13:28 Jun 13
New York, NY
The United States
43) 13:19 Jun 13

Unknown
44) 13:12 Jun 13
Rio De Janeiro
Brazil
45) 13:01 Jun 13
New York, NY
The United States
46) 12:35 Jun 13
Brasília
Brazil
47) 12:32 Jun 13
Lisbon
Portugal
48) 12:30 Jun 13
Itabela
Brazil
49) 11:56 Jun 13
João Pessoa
Brazil
50) 11:38 Jun 13
São Paulo
Brazil
51) 11:05 Jun 13
Saint Etienne
France
52) 10:59 Jun 13
Wilmington, DE
The United States
53) 10:54 Jun 13
Wilmington, DE
The United States
54) 9:29 Jun 13
Maastricht
The Netherlands
55) 7:57 Jun 13
Porto Alegre
Brazil
56) 7:15 Jun 13

Mozambique
57) 7:10 Jun 13
Wilmington, DE
The United States
58) 4:32 Jun 13
Wilmington, DE
The United States
59) 4:05 Jun 13
Florianópolis
Brazil
60) 4:00 Jun 13
Bamako
Mali
61) 3:12 Jun 13
Guarulhos
Brazil
62) 3:00 Jun 13
New York, NY
The United States
63) 1:45 Jun 13
Wilmington, DE
The United States
64) 0:31 Jun 13
New York, NY
The United States
65) 0:03 Jun 13
Florianópolis
Brazil
66) 23:17 Jun 12
Americana
Brazil
67) 22:42 Jun 12
Londrina
Brazil
68) 22:40 Jun 12
Londrina
Brazil