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Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org.

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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Historiografia brasileira das relacoes internacionais (1993, 1997) - Paulo Roberto de Almeida

Dois trabalhos meus, para os quais minha atenção foi chamada pelo fato de alguém ter selecionado tais arquivos para leitura ou download:


Revista Brasileira de Política Internacional (nova série: Brasília: ano 36, nº 1, 1993, p. 11-36). Relação de Trabalhos n. 346; Publicados n. 136.

Brasília, 4 novembro 1997, 90 pp. Atualização do trabalho nº 346 (Brasília: 02 junho 1993, 37 pp.) sobre as grandes obras de história diplomática do Brasil, incorporando novos trabalhos, entre outros o de José Honório Rodrigues e Ricardo Seitenfus, Uma História Diplomática do Brasil (1995). Incorporado ao livro Relações internacionais e política externa do Brasil: dos descobrimentos à globalização (Porto Alegre: EdUFRGS, 1998). Relação de Publicados nº 226.

sábado, 5 de agosto de 2017

Geopolitica nas relacoes internacionais - Shiguenoli Miyamoto

Um texto essencial, para todos os interessados no tema:

Geopolitica Ciencia Politica e Relações Internacionais

ArticleinActa geographica 2014:11-32 · January 2014
Neste link: https://www.researchgate.net/publication/269871417_Geopolitica_Ciencia_Politica_e_Relacoes_Internacionais

All content was uploaded by Shiguenoli Miyamoto on Jul 03, 2017

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Avaliacao da producao brasileira em relacoes internacionais: de 1999 a hoje: quem vai fazer? - Paulo Roberto de Almeida

Os excertos abaixo são de minha primeira avaliação institucional da área de relações internacionais no quadro das ciências sociais brasileiras, constantes de meu trabalho citado em postagem anterior. Na ocasião, eu fazia a seguinte nota preliminar:
" Para maiores desenvolvimentos sobre as questões tratadas neste ensaio remeto a meus livros Relações internacionais e política externa do Brasil: dos descobrimentos à globalização, Porto Alegre: Editora da UFRGS, 1998 e O estudo das relações internacionais do Brasil, São Paulo: Editora da Universidade São Marcos, 1999."
Depois disso, produzi muitas outras avaliações, incontáveis resenhas e outros ensaios de historiografia ou de ciência política.
A questão agora é: quem vai produzir um novo balanço para figurar em algum compêndio da ANPOCS?
Eu mesmo poderia fazê-lo, mas tenho pouco tempo disponível, pois a burocracia absorve, mata, estiola, ocupa e desvia, além do que tenho vários outros projetos no pipeline pessoal e no programa de trabalho institucional como Diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais, IPRI-Funag. Mas vou tentar acompanhar os bravos que empreenderem esse tipo de trabalho.
Paulo Roberto de Almeida 


A produção brasileira em relações internacionais (1970-1999):
tendências e perspectivas
  

Paulo Roberto de Almeida

Doutor em Ciências Sociais pela Universidade de Bruxelas, diplomata de carreira.

Trabalho preparado para a ANPOCS no quadro do projeto:
“As Ciências Sociais no Brasil: Tendências e Perspectivas (1970-1995)”
Suporte: CAPES; Apoio: FAPESP
In: Sérgio Miceli (org.). O Que ler na ciência social brasileira (1970-1995), v. 3: Ciência Política (São Paulo: Editora Sumaré: ANPOCS; Brasília, DF: CAPES 1999, pp. 191-255);
disponível em Academia.edu (link: https://www.academia.edu/5782964/010_Rela%C3%A7%C3%B5es_internacionais_1999_).

Sumário:
1.     Introdução: peculiaridades do campo relações internacionais no Brasil
2.     Elaboração crescente, reflexão difusa: produção e grandes eixos analíticos
2.1. A “acumulação primitiva” da disciplina na academia
2.2. A explosão dos anos 80 e a “abertura” diplomática                                                                
3.     Orientações disciplinares, escolhas teórico-metodológicas                                                          
3.1. Sistema e estrutura como paradigmas de análise                                                                     
3.2. A história como experiência única de inserção internacional                                                 
4.     Autores e obras: balanço seletivo                                                                                                
4.1. Dos “founding fathers” aos pesquisadores profissionais                                                           
4.2. As revistas e os foros brasileiros de relações internacionais                                                     
5.     O Brasil e o mundo: tendências analíticas                                                                                    
6.     Conclusões: perspectivas das relações internacionais no Brasil                                                  
Bibliografia seletiva

1. Introdução: peculiaridades do campo relações internacionais no Brasil
As relações internacionais enquanto disciplina acadêmica no Brasil apresentam, a despeito do notável desenvolvimento no período coberto por este ensaio, um caráter ainda relativamente embrionário, ao mesmo tempo em que a produção, apesar de crescente, está simultaneamente dominada e dividida em pesquisas e estudos históricos, de um lado, e em ensaios de politologia e trabalhos diversos nos campos da economia, do direito e da sociologia, de outro. O caráter de “nebulosa analítica” desse universo em expansão deve-se, em parte, a essa ambigüidade disciplinar, mas também à fraca institucionalidade organizacional que caracteriza o campo, seja pelo número ainda reduzido de cursos e programas oferecidos na área, seja pela ausência de entidade nacional associativa, exclusiva e especializada.
O que se pode constatar de positivo, entretanto, é um progresso significativo no volume e na qualidade intrínseca da produção acadêmica acumulada ao longo do tempo, a maior abertura demonstrada desde então pela instituição central na interação Governo-sociedade em matéria de política externa e de relações internacionais — o Itamaraty — e um desenvolvimento institucional moderadamente satisfatório em termos de cursos específicos e de programas de pesquisas oferecidos pelas instituições de ensino e pelos centros de estudo existentes nessa área. Se a coordenação institucional e a cooperação interdisciplinar entre pesquisadores nem sempre são realizadas pelos canais formais de entidades associativas, a exemplo das existentes em outros países, deve-se reconhecer, pelo menos, que as perspectivas de estudo e pesquisa permanecem saudavelmente multidisciplinares, notadamente nos grandes centros de produção especializada em relações internacionais (essencialmente Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Porto Alegre).
Apenas a partir dos anos 1980, a disciplina adquiriu no Brasil um estatuto próprio — ainda que embrionário — diferenciando-se paulatinamente, mas não totalmente, da ciência política e da história. Com efeito, ela continua a colaborar — e de fato a trabalhar intimamente — com a história na delimitação de um campo de conhecimento mais voltado para o estudo da política externa e das relações exteriores do Brasil. Ela também passou, por outro lado, a trabalhar com a ciência política e outras disciplinas na discussão teórica ou empírica de questões econômicas, políticas e estratégicas das relações internacionais contemporâneas.
 (..)
Observe-se, por outro lado, a implementação efetiva da Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG), criada em 1971 mas que tinha permanecido pouco operacional naquela década: através do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI), ela veio impulsionou a realização de seminários, de estudos especializados por especialistas independentes (do CPDOC/FGV e do IUPERJ sobretudo) e a publicação de trabalhos internos e externos à Casa de Rio Branco, vários destes derivados do Curso de Altos Estudos do Instituto Rio Branco. Merecem destaque as duas excelentes sínteses de diplomacia econômica por Souto Maior e Lindeberg Sette (ambas de 1994), a coletânea dirigida por Pereira de Araújo (1989) e as duas organizadas por Fonseca-Carneiro Leão (1989) e Fonseca-Nabuco (1994), recolhendo contribuições de profissionais envolvidos na gestão prática das relações exteriores do Brasil. Essas duas últimas coletâneas podem ser aproximadas da meia centena de contribuições de diplomatas e de pesquisadores acadêmicos no quadro do projeto “Sessenta Anos de Política Externa Brasileira (1930-1990)”, conduzido no começo da década de 1990 pelos Professores R. Seitenfus e J. A. Guilhon Albuquerque (1996; dois volumes adicionais previstos).  
(...)
Os anos 90, finalmente, podem ser caracterizados como os do amadurecimento profissional da comunidade brasileira de estudiosos de relações internacionais, com o surgimento de estudos variados sobre os sistemas internacional e regional e sobre a política externa do Brasil — com especial ênfase na integração —, todos dotados de grande rigor metodológico nas diferentes subdisciplinas da área. Do ponto de vista institucional, finalmente, pode-se afirmar que as preocupações de ordem metodológica e com a fundamentação teórica dos trabalhos empreendidos encontram maior grau de acolhimento — e de desenvolvimento intrínseco às próprias instituições — nos centros de pesquisas já consagrados nessa área, cujos principais orientadores passam a manter um intenso e freqüente intercâmbio com parceiros de entidades congêneres mais tradicionais do exterior. O próprio Instituto Rio Branco segue, nos anos 90, essa tendência a um maior “rigorismo metodológico” ao integrar definitivamente às bancas dos Cursos de Altos Estudos um relator necessariamente escolhido nos meios acadêmicos. O IRBr também passou a definir critérios mais estritos para a elaboração da tese, os quais buscam aproximar aquilo que, no passado, já tinha sido descrito como um “longo memorandum” de um trabalho de pesquisa orientado por “metodologia adequada”.
  (...)
Com base nas características gerais apontadas acima — que indicam uma certa dispersão metodológica nos esforços de pesquisa —, como identificar e discutir as principais tendências teórico-metodológicas que caracterizam a produção brasileira em relações internacionais? Uma análise desse tipo encontra-se na dependência funcional do próprio desenvolvimento insuficiente da perspectiva analítica que a disciplina conheceu até o momento no País, o que por si só revelaria seu caráter ainda preliminar. Mais do que referir-se aos modelos teóricos em uso corrente no exterior — realismo, neorealismo, institucionalismo, idealismo, muito pouco adequados, aliás, à realidade brasileira — caberia talvez remeter a duas variáveis suscetíveis de fundar o estudo das relações internacionais no Brasil, a saber, a comparabilidade e a historicidade das análises em elaboração no País (Almeida, 1991, 1998c). Esses dois conceitos, em todo caso, remetem a outros dois grandes blocos metodológicos ou tendências analíticas sob os quais poderiam ser agrupadas a produção setorial no Brasil: as correntes sistêmico-estruturais, de um lado, e a comunidade mais homogênea dos estudos históricos, de outro.   
(...)

6. Conclusões: perspectivas das relações internacionais no Brasil
Um primeiro registro, de senso comum, que pode ser feito é a tendência, observada durante todo o período, ao crescimento paulatino do espaço ocupado pela “área”, tomada em seu sentido amplo. Esse processo de densificação do estudo e do tratamento “societal” das relações internacionais no Brasil se reflete triplamente: seja na estrutura curricular das instituições de ensino superior (com a oferta pertinente de cursos de graduação ou de diversas modalidades de pós-graduação), seja também no conteúdo programático específico dos cursos tradicionais (em ciências sociais, na ciência política e na história, certamente, mas também em direito e economia, entre outras disciplinas), seja ainda na estrutura orgânica e nas atividades correntes dos órgãos públicos em geral (criação de assessorias “internacionais” na maior parte dos ministérios, dos governos estaduais e por vezes mesmo nos municípios mais importantes).
Uma segunda observação, certamente relevante para o futuro dos estudos “internacionais” no Brasil, é o estímulo dado a essa área pelos processos de abertura econômica e de liberalização comercial, operados na fase recente — e epitomizados sob o conceito de globalização — e, em especial, pelo processo de integração econômica no âmbito do Mercosul e de outros esquemas sub-regionais (inclusive no que se refere ao desafio da ALCA). Esses fatores, “externos” ao próprio desenvolvimento da disciplina no Brasil, estimularam bastante a pesquisa e o estudo da problemática correlata, sobretudo nos cursos de direito, de economia e de ciência política — com o oferecimento da sub-área integracionista em muitas faculdades dos estados meridionais — mas também na história, com o surgimento de uma perspectiva propriamente (sub-)regional nos trabalhos sobre relações diplomáticas e relações econômicas internacionais. É patente, por exemplo, a criação de “centros de estudos”, de “núcleos programáticos”, geralmente interdisciplinares, voltados seja para estudos “generalistas” (economia internacional, política comparada), seja setoriais (“integração” é o exemplo mais conspícuo) ou geograficamente delimitados (centro de estudos latino-americanos, europeus, asiáticos, afro-brasileiros etc.) nos centros universitários mais importantes. É também propriamente “explosivo” o surgimento, nos últimos anos, de cursos de relações internacionais — muitos deles voltados para o comércio exterior — em faculdades particulares de diversas regiões do País, tendência que deverá certamente acelerar-se no futuro imediato, obrigando as universidades públicas a também oferecerem cursos alternativos de acordo com as “demandas de mercado”.
Essa maior “osmose” ou “permeabilidade” dos assuntos externos ou internacionais na atividade corrente de atores governamentais e não-governamentais exerce um impacto positivo sobre o fomento e o funcionamento ulterior de certas instituições-chave para o progresso dos estudos de relações internacionais no Brasil, quais sejam, as universidades, em primeiro lugar, mas também órgãos do Executivo (da esfera educacional e científico-tecnológica sobretudo) e do Parlamento e da sociedade civil em geral (com destaque para os partidos políticos, que passam a dar destaque para suas afiliações internacionais). Já se destacou, por exemplo, a maior abertura dos diplomatas à cooperação com o mundo acadêmico, movimento apenas refreado pela notória tendência de muitos “intelectuais” da academia a insistirem em seus esquemas conceituais sobre a “ordem” mundial, o que se choca freqüentemente com o rude “pragmatismo” da maior parte dos diplomatas, ocupados essencialmente em defender “ganhos incrementais” no vasto cenário da interdependência mundial, e não necessariamente em fazer discursos abstratos sobre o verdadeiro sentido do “interesse nacional”.
A questão está em saber se novos e “velhos” pesquisadores saberão superar as dicotomias muito facilmente construídas nas academias — liberalismo vs. intervencionismo, nacionalismo vs. internacionalismo, autonomia vs. dependência, ou “interdependência” — para fazer uma interpretação mais elaborada das relações internacionais do País, colocando em jogo não apenas os modelos teóricos fornecidos pelos intelectuais de gabinete mas, sobretudo, os limites impostos pela realidade à ação dos estadistas e diplomatas na frente externa. Depois de uma primeira geração de historiadores-diplomatas e de bacharéis-diplomatas, no período do Império, seria certamente muito bem-vinda a disseminação de diplomatas-historiadores e de diplomatas-politólogos em nossa própria época, de molde a permitir uma síntese eficiente das virtudes respectivas de “paciência investigadora” da academia e de “realismo operacional” da diplomacia. O que se poderia definir como “pensamento brasileiro em política internacional”, como atestam trabalhos recentes nesse terreno, já é suficientemente rico e complexo para permitir esse “bridge-building” entre as duas instituições.

[Brasília, 684: 17.05.99]

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Livros recentes da Fundacao Alexandre de Gusmao disponiveis - site da Funag


A Funag tornou-se, possivelmente, ou quase certamente, a maior editora brasileira de livros de relações internacionais, com a vantagem, utilíssima (e até necessária para muitos estudantes e mesmo professores), de que eles estão livremente disponíveis para download no site da Funag.
Os resumos abaixo foram retirados da seção final dos Cadernos de Política Exterior n. 3, em publicação pelo IPRI. 
Disponham...
Paulo Roberto de Almeida

Publicações Recentes da FUNAG

A China e os Chins – Recordações de viagem

Henrique Carlos Ribeiro Lisboa
 A China e os Chins - Recordações de viagem
Foi no contexto de abertura da China às nações ocidentais que o governo imperial do Brasil enviou sua primeira missão diplomática à China, com o objetivo de assegurar ao País os benefícios da colonização e firmar um Tratado de Amizade, Comércio e Navegação. Embora assinado, o tratado não foi ratificado pelo Congresso brasileiro, senão algum tempo mais tarde, com modificações no texto original.
A documentação produzida pelos diplomatas brasileiros foi publicada em edição de 2012, dos Cadernos do CHDD, dedicada ao Oriente. Um dos integrantes daquela missão, que lá esteve entre os anos de 1880 e 1882, foi Henrique Carlos Ribeiro Lisboa (1847-1920), autor da obra que ora levamos ao público e filho do também diplomata Miguel Maria Lisboa (1809-1881).
Além de A China e os chins: recordações de viagem, (1888), Lisboa escreveu Os Chins de Tetartos: continuação d’A China e os Chins (1894). Os dois livros cumpriram o papel de informar os brasileiros sobre diferentes aspectos da China e explorar eventuais possibilidades de uma mudança de posicionamento do Brasil a respeito do país asiático.
O registro de Lisboa, de mais de 130 anos, nos revela uma China há muito desaparecida. O cerimonial do milenar império recebeu minuciosa descrição e, já nos primeiros parágrafos, nos damos conta de que as transformações por que passava o país eram profundas e, sobretudo, irreversíveis. Obra escrita por pessoa culta e observadora, A China e os chins certamente será útil àqueles que têm na China de hoje seu campo de trabalho e estudo.

(Texto extraído da apresentação de Ricardo Pereira de Azevedo, com adaptações)

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O Brasil e as Nações Unidas – 70 anos

Organizadores
Paulo Roberto Campos Tarisse da Fontoura
Maria Luisa Escorel de Moraes
Eduardo Uziel
 Brasil e as Nações Unidas - 70 anos, O
O aniversário de setenta anos da criação da Organização das Nações Unidas e da adoção de sua Carta, celebrado em 2015, inspirou o projeto de publicar este livro, que reproduz as instruções para a delegação do Brasil à Conferência de São Francisco e seu relatório, bem como reúne textos inéditos de cinco Representantes Permanentes do Brasil em Nova York e de diplomata especialista na participação brasileira naquela conferência. O objetivo da obra é recordar a ativa participação do Brasil no processo de elaboração da Carta e, de modo mais amplo, contribuir para a melhor compreensão da política externa brasileira, sempre influenciada pelo apego ao multilateralismo, e da atuação do Brasil nas Nações Unidas.
Ao resgatar e difundir a importante contribuição da diplomacia brasileira às Nações Unidas, esta publicação demonstra e ilustra a relevância do multilateralismo para a realização dos legítimos anseios nacionais por um sistema internacional que favoreça o desenvolvimento do País.

(Texto extraído da apresentação de Mauro Vieira, com adaptações)

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Migrações Internacionais no PlanoMultilateral – Reflexões para a Política Externa Brasileira

Maria Rita Fontes Faria
 Migrações Internacionais no plano multilateral
Como bem assinalado nessa excelente tese escrita por Maria Rita Silva Fontes Faria, parte da Coleção CAE, as migrações internacionais constituem tema global por excelência. O mundo possui hoje cerca de 250 milhões de migrantes internacionais (3,2% da população mundial). A multiplicidade de questões e o montante dos números associados às imigrações – pessoas e países envolvidos, além de fluxos de recursos nos países de origem e destino – elevam a importância do tema na formulação de políticas nacionais e internacionais.
Apesar de terem seus direitos reconhecidos por conjunto expressivo de instrumentos internacionais de proteção dos direitos humanos, os migrantes continuam submetidos à lógica realista da prevalência da soberania estatal no desenho de políticas públicas de controle dos fluxos migratórios.
A obra expõe ainda dimensão importante da atuação interna do Brasil no campo das políticas migratórias, evidenciando as fortalezas e as fragilidades do tratamento do tema pela diplomacia brasileira nos principais debates e negociações internacionais e regionais.
No plano interno, o trabalho revela a existência de visões divergentes quanto à definição das competências dos vários órgãos públicos o tratamento da questão migratória, à luz da futura legislação doméstica sobre a matéria.

(Texto extraído da apresentação de Silvio José Albuquerque e Silva, com adaptações)

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Quarenta Anos das RelaçõesBrasil-Angola – Documentos e Depoimentos

Organizadores:
Sérgio Eduardo Moreira Lima
Luís Cláudio Vilafañe G. Santos
Quarenta Anos das Relações Brasil-Angola
O Brasil foi o primeiro país a reconhecer a independência de Angola em 1975. Essa decisão, que, internamente, teve repercussões castrenses por chocar-se com a orientação ideológica do regime militar (1964-1985), pelo menos com seus segmentos mais radicais, colocou o Brasil, no plano externo, pela primeira vez, como ator no complexo tabuleiro geopolítico da Guerra Fria na África Austral. O propósito da obra é contextualizar esse importante marco da política externa brasileira com vistas a estimular a reflexão e o aprofundamento da pesquisa sobre o tema. Trata-se de uma das páginas mais reveladoras tanto do pensamento estratégico, quanto dos meandros do processo decisório de uma potência emergente e de sua contribuição para a história contemporânea.
O reconhecimento de Angola representou alento à conclusão do processo de emancipação dos povos africanos. O resgate da hipoteca dos anos de apoio ao colonialismo português teve o mérito adicional de recolocar o Brasil na posição de prestígio que lhe cabe nas Nações Unidas, reforçando suas credenciais históricas, inclusive o compromisso com o multilateralismo.
Ao participar deste projeto de resgate da gênese das relações políticas entre Brasil e Angola, com ênfase nas circunstâncias do reconhecimento de sua Independência, a FUNAG cumpre a missão institucional de apoiar a preservação da memória diplomática e de contribuir para a formação de uma opinião pública sensível aos problemas da convivência internacional.

(Texto extraído da orelha do livro de autoria de Sérgio Eduardo Moreira Lima, com adaptações)

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LaIndependencia del Paraguay y el Imperio del Brasil

R. Antonio Ramos
La Independencia del Paraguay y el Imperio del Brasil
Al reeditar, junto con la Academia Diplomática y Consular Carlos Antonio López, la obra La Independencia del Paraguay y el Imperio del Brasil, de R. Antonio Ramos, la Fundación Alexandre de Gusmão tiene como propósito contribuir para el rescate de la memoria de hechos destacados, aunque no tan conocidos, de la formación de los Estados de América del Sur em el siglo XIX, como el rol desempeñado por Brasil em el proceso de Independencia del Paraguay.
Por ser su autor el eminente historiador guaraní, fundador de la Academia de Historia del Paraguay, este proyecto editorial de publicación, en el idioma original, adquiere um especial significado. Antonio Ramos, que también fue membro corresponsal del Instituto Histórico y Geográfico Brasileño (IHGB), tiene el mérito de desarrollar allí, desde una perspectiva propria y abarcadora, la narrativa del reconocimiento internacional de la independencia paraguaya, em las décadas de 1840 y 1850, incluyendo la importante participación de Brasil. 

(Texto extraído da apresentação de Sérgio Eduardo Moreira Lima, com adaptações)

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Pedro Teixeira, a Amazônia e oTratado de Madri

Organizadores
Sérgio Eduardo Moreira Lima
Maria do Carmo Strozzi Coutinho
Pedro Teixeira, a Amazônia e o Tratado de Madri
A epopeia de Pedro Teixeira (1637-1639), ao empreender a primeira navegação Amazonas acima e fundar, no retorno, o povoado de Franciscana, em nome da Coroa Portuguesa e por instrução do governador do Maranhão, constitui uma das páginas menos conhecidas da História do Brasil colonial, embora das mais importantes para a formação territorial do País. O explorador português, com sua coragem e bravura, possibilitou o desenho do Brasil resultante do Tratado de Madri (1750) com a notável extensão das fronteiras nacionais para oeste, na Amazônia. Este livro foi inspirado nas consequências diplomáticas da expedição de Pedro Teixeira.
Como pressentido pelas autoridades espanholas do Vice-Reino do Peru e pelo Conselho das Índias, os relatos e documentos que constam da presente publicação foram devidamente registrados e, um século depois, utilizados por Alexandre de Gusmão nas negociações do Tratado de Madri, sendo decisivas no processo de reconhecimento das fronteiras ultramarinas de Portugal e Espanha e no deslocamento da linha limítrofe do Tratado de Tordesilhas, de 1494.
Apesar do alcance da histórica expedição, seu significado ainda não conta com uma narrativa abrangente, que consolide os estudos e documentos esparsos existentes a respeito, alguns dos quais em bibliotecas de Portugal e de outros países europeus.
Diante disso, a FUNAG se propôs o desafio editorial de produzir um levantamento das principais referências documentais sobre a missão de Pedro Teixeira, com o objetivo de contemplar a exploração do rio Amazonas a partir da perspectiva da Coroa Portuguesa, no contexto do período final da União Ibérica. O material deixa entrever a existência de uma efetiva política de Estado de Portugal com vistas à expansão de seu território americano para além dos limites do Tratado de Tordesilhas naquele período; e é possível argumentar que o episódio contribuiu para emular o nacionalismo português em direção ao processo político, iniciado um ano após o retorno a Belém da expedição de Pedro Teixeira e que culminaria com a Restauração da Coroa Portuguesa.
Esta publicação é, portanto, um tributo ao desbravador e explorador luso-brasileiro, a quem a Coroa Portuguesa deveu a posse de quase toda a bacia Amazônica; e o Brasil, a exploração de mais de 10.000km² de seus rios e trilhas. Constitui o reconhecimento de uma visão político-estratégica, cuja dimensão diplomática foi atingida em sua plenitude com o Tratado de Madri, em 1750.

(Texto extraído da apresentação de Sérgio Eduardo Moreira Lima, com adaptações)
Arquivo em pdf para download

 (Mais livros no próximo número, que estou preparando...)

sábado, 23 de julho de 2016

Ah, a burocracia dos cargos oficiais: por enquanto so cessao; nao sei quando a nomeacao... - Paulo Roberto de Almeida

Apenas transcrevo, sem comentários, pois não sou de muita burocracia e quase nada de administração.
Minha especialidade é outra: fazer textos.
Vou fazer um sobre essa coisa também.
Mais tarde...
Paulo Roberto de Almeida

PORTARIA Nº 407, DE 19 DE JULHO DE 2016
O MINISTRO DE ESTADO DAS RELAÇÕES EXTERIORES, no uso de suas atribuições legais, e considerando o disposto no art. 93 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, com a redação dada pela Lei nº 8.270, de 17 de dezembro de 1991, resolve autorizar a cessão do seguinte servidor, pertencente ao Serviço Exterior Brasileiro, na forma abaixo indicada:
Nome: PAULO ROBERTO DE ALMEIDA
Cargo Efetivo: Ministro de Segunda Classe
Matrícula Siape: 0460584
Para: Fundação Alexandre de Gusmão
Cargo a ser ocupado: Diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais - IPRI, código DAS 101.5
Amparo Legal: Lei nº 8.112/90, art. 93, inciso I
Responsabilidade do Ônus: Órgão cedente
JOSÉ SERRA

Ônus?! Que ônus???

sábado, 18 de junho de 2016

IPRI-Funag entrevista um "entendido" em RI do Brasil, eu mesmo - Paulo Roberto de Almeida

Recebi, quase perdendo, pois entrou direto no meu JunkMail, este aviso da Funag, dando o link para uma entrevista minha ao excelente programa de entrevistas criado pelo meu colega, diretor interino do IPRI-Funag, Alessandro Candeas, sobre temas de relações internacionais e política externa do Brasil. Meus agradecimentos a ele.
Paulo Roberto de Almeida

Jun 17
Relações Internacionais em Pauta entrevista o professor e ministro . Assista:

O documento base que serviu de guia (apenas mental) para minha exposição gravada nessa ocasião, foi este aqui:


2967. “O Estudo das Relações Internacionais do Brasil”, Brasília, 29/04/2016, 10 p. Notas para uma entrevista gravada com Alessandro Candeas, do IPRI, para divulgar tendências recentes da pesquisa e estudo nessa área. Disponibilizada no blog Diplomatizzando (30/04/2016; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/04/o-estudo-das-relacoes-internacionais-do.html); disseminado no Facebook (https://www.facebook.com/paulobooks/posts/1143656715697777). Entrevista divulgada em 10/06/2016, link: https://www.youtube.com/watch?v=As78ES-kFSk). Relação de Publicados n. 1227.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

A producao brasileira em RI; notas e entrevista-video: Paulo Roberto de Almeida

Recebi hoje, 10/06/2016, de meu colega, amigo, diretor interino do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais, do Funag-MRE, Ministro Alessandro Candeas, o link para a entrevista que gravamos em 29/04, e que finalmente está disponível, com diversas outras, no canal YouTube do IPRI, como registrado abaixo.
Ao mesmo tempo aproveito para repostar minhas notas que eu havia elaborado antes da entrevista, apenas para guiar meu pensamento e expressão de ideias quando da entrevista, e que obviamente não foram lidas, mas que oferecem um roteiro mais detalhado daquilo que eu falei, por vezes de forma desorganizada (o pensamento costuma ir mais rápido do que a expressão), e até com alguns equívocos por fruto da desatenção (como falar da Rodada Uruguai no final dos anos 1990, quando o correto seria, como é, final dos anos 1980). Mas creio que tanto a entrevista, quanto as notas transcritas novamente abaixo transmitem um pouco da minha experiência e conhecimento acumulado nessa área.
Disponham...
Paulo Roberto de Almeida



 

Paulo Roberto de Almeida
 [Notas para uma entrevista concedida a Alessandro Candeas, feita em 29/04/2016, no Anexo II do Itamaraty; para divulgação em arquivo de vídeo pelo IPRI-Funag.]


Tendo exercido, voluntária e episodicamente, desde o início dos anos 1990, atividades didáticas e de pesquisa em diversos campos das relações internacionais do Brasil, e tendo também elaborado alguns trabalhos de história diplomática do nosso país, o que igualmente incluiu resenhas críticas das mais importantes obras publicadas nesses campos, creio possuir alguma autoridade acadêmica, ou puramente pessoal, para pronunciar-me sobre essa produção intelectual desde a primeira publicação de um livro meu que traz exatamente esse título: “O Estudo das Relações Internacionais do Brasil” (Brasília: LGE Editora, 2006).
Cabe primeiramente esclarecer que o livro que leva esse título, tendo como subtítulo “um diálogo entre a diplomacia e a academia”, tinha sido publicado uma primeira vez em 1999, como resultado de aulas e palestras que eu havia ministrado no imediato seguimento de um outro livro meu, publicado em 1998, chamado, precisamente Relações internacionais e política externa do Brasil: dos descobrimentos à globalização (Porto Alegre: Editora da UFRGS, 1998). Tendo continuado a exercer atividades didáticas e continuado a pesquisar nesses diferentes terrenos no período imediatamente subsequente publiquei, logo em seguida, o livro que pode ser considerado a primeira edição dessa obra, intitulada apenas O Estudo das Relações Internacionais do Brasil (São Paulo: Editora da Universidade São Marcos, 1999), justamente no seguimento de cursos que eu havia ministrado naquela instituição de São Paulo. Entre a primeira e a segunda edição, diversos capítulos foram revistos, atualizados, expandidos, alguns suprimidos, outros acrescentados. Nele já constava um capítulo sobre “A produção brasileira em relações internacionais: tendências e perspectivas”, que tratava justamente das obras mais relevantes no campo desde épocas pretéritas até os anos 1990.
Esse texto descritivo e analítico foi transposto para o livro de 2006, como primeiro capítulo, tendo recebido o conceito de “avaliação” no seu subtítulo, o que indicava justamente o esforço de exame qualitativo de cada uma das obras ali consideradas. Desde então, não voltei mais a atualizar esse trabalho, que certamente mereceria complemento analítico e descritivo, com base na produção acumulada nos últimos dez anos, mas a tarefa foi, de certa forma, coberta em outros trabalhos e livros publicados desde então. Por exemplo, em meu livro Relações internacionais e política externa do Brasil: a diplomacia brasileira no contexto da globalização (Rio de Janeiro: LTC, 2012), retomo um trabalho pioneiro que havia publicado pela primeira vez em 1992, na revista Contexto Internacional, num plano bem mais metodológico do que propriamente substantivo, inaugurando esse livro e intitulado “Introdução ao Estudo das Relações Internacionais do Brasil”, imediatamente seguido por um outro, chamado “Historiografia Brasileira de Relações Internacionais”, no qual percorro a longa lista de grandes autores e obras decisivas no campo puramente historiográfico – e menos em ciência política – desde Pandiá Calógeras até as contribuições mais recentes de diplomatas e acadêmicos, passando por Hélio Vianna, Delgado de Carvalho (cuja História Diplomática do Brasil, de 1959, fiz reeditar facsimilarmente pela Editora do Senado), o manual bastante conhecido de História da Política Exterior do Brasil, de Amado Cervo e Clodoaldo Bueno, e uma recuperação por Ricardo Seitenfus de aulas dadas no Instituto Rio Branco nos anos 1950 pelo historiador José Honório Rodrigues (até a gestão Rio Branco), que ele complementou até o ingresso do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Esse meu livro também comporta uma extensa bibliografia de todas as obras relevantes publicadas até 2012.
Não cabe mencionar aqui muitos outros artigos que publiquei em diversas revistas nessa mesma problemática, com destaque para a Revista Brasileira de Política Internacional, da qual sou editor-adjunto, e a já referida Contexto Internacional. Mas cabe, sim, mencionar que mantenho, desde 2004, a seção “Prata da Casa” na revista da ADB, Associação dos Diplomatas Brasileiros, na qual faço curtas notas sobre os livros (em todos os gêneros) de diplomatas, em sua grande maioria teses do Curso de Altos Estudos, e portanto publicados não exatamente pelos diplomatas em edições comerciais, mas pela Fundação Alexandre de Gusmão (o que não subtrai em nada sua qualidade). Essas muitas dezenas de “miniresenhas”, junto com diversas resenhas críticas, bem mais longas, de livros de diplomatas e não diplomatas, sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil, bem como sobre assuntos da política internacional e da economia mundial, foram por mim coletadas em livros digitais livremente disponíveis em plataformas de cooperação acadêmica, como Academia.edu ou Research Gate, com títulos sugestivos: Prata da Casa: os livros dos diplomatas (Edição de Autor; Versão de: 16/07/2014; completo), Polindo a Prata da Casa: mini-resenhas de livros de diplomatas (Amazon Digital Services: Kindle edition, 2014), Codex Diplomaticus Brasiliensis: livros de diplomatas brasileiros (Hartford, Edição de Autor, 2014) e uma compilação digital das resenhas de livro de não-diplomatas Rompendo Fronteiras: a Academia pensa a Diplomacia (Hartford, Edição de Autor, 2014).
Creio, assim, estar plenamente habilitado a discorrer sobre a produção de acadêmicos e diplomatas brasileiros nas diversas áreas setoriais das RRII do Brasil, muito embora eu não seja um pesquisador em tempo integral – tendo de dividir o meu tempo entre atividades profissionais e estudos voluntariamente conduzidos nas horas vagas – e não exercendo sequer uma atividade didática nessa área específica, uma vez que, desde mais de dez anos divido minhas atividades diplomáticas com a função de professor de Economia Política nos programas de mestrado e doutorado em Direito do Centro Universitário de Brasília (Uniceub). Mas é a partir desse patrimônio de estudos e publicações acumuladas desde pouco mais de três décadas, coincidentes com minha carreira diplomática, que posso manifestar-me a respeito dessa temática, a partir do roteiro muito bem traçado de perguntas formuladas por meu colega e amigo Alessandro Warley Candeas, diretor do IPRI-Funag.

1) Como evoluiu a produção do conhecimento na área de RRII no Brasil nas últimas 2 décadas?

Ela acompanhou, de certa forma, a expansão dos cursos de RRII em nível de graduação, bem como o surgimento de diversos programas de mestrado em universidades públicas já possuindo uma graduação nesse campo (as faculdades particulares, mais numerosas na oferta de cursos de graduação, não se lançam, em sua grande maioria, nos estudos pós-graduados stricto senso, embora possam fazê-lo no tipo lato senso ou cursos de extensão mais genéricos ou focados em áreas mais operacionais, tipo administração de negócios ou comércio exterior). Não tenho certeza de que se possa falar concretamente de “produção de conhecimento”, pois isso implicaria que a pesquisa nessa campo tenha avançado tanto quanto a multiplicação de cursos em nível de graduação, nos quais a transpiração costuma ser bem maior do que a inspiração.
Em todo caso, os professores desses cursos tentam se posicionar numa escala mais favorável nos indicadores de produtividade – bem mais quantitativos do que propriamente qualitativos – que lhes possam permitir um belo currículo Lattes, ou a conhecida distinção entre os pares. O grande elemento propulsor, aqui, foi a constituição da ABRI, em 2005, e seu desenvolvimento satisfatório desde então, muito embora, antes de sua aparição, a realização dos encontros anuais da ENERI ou FENERI tenha oferecido uma boa plataforma para a apresentação de trabalhos, contatos com palestrantes brasileiros e conferencistas estrangeiros. Cabe reconhecer o papel da ABRI no aperfeiçoamento dos padrões de qualidade na pesquisa e interação entre os atores da área, professores, alunos, alguns diplomatas ou personalidades da vida civil com alguma atuação prática no campo das RRII do Brasil.
As “semanas de RRII” nas faculdades, em número bem mais restrito do que o volume de cursos, também ofereceram espaço para o aprofundamento de alguns temas desse campo, congregando o público interno e alguns estudiosos externos, servindo também, tanto quanto os encontros da ABRI, para a divulgação de obras produzidas pelos pesquisadores brasileiros ou edições brasileiras das obras estrangeiras mais conhecidas e já utilizadas. Os cursos de RRII, por sua vez, ascenderam quase exponencialmente no final dos anos 1990 e início dos anos 2000, para bater no teto do mercado, em meados dessa data, para começar a diminuir lentamente a partir daí, mas se trata de um fenômeno típico de oferta e demanda em função das oportunidades ainda relativamente modestas de emprego nessa área (lembrando que a profissão não se encontra regulada em formato de reserva de mercado para “internacionalistas” e não parece haver chance de a hipótese se concretize).
Editoras universitárias ou comerciais passaram a lançar maior volume de livros didáticos de RRII, ou obras gerais dentro do campo, mas o fenômeno editorial mais relevante, com grande intensidade nos últimos dez anos, foi a ascensão da Funag como a maior editora e distribuidora (gratuitamente nas versões digitais) de um alto volume de obras a cada ano. Esse fenômeno é provavelmente tão importante quanto a expansão da diplomacia – no plano funcional corporativo – e da política externa brasileira nos anos aparentemente gloriosos dos governos lulopetistas no Brasil, a partir de 2003. O grande ativismo – alguns diriam a pirotecnia diplomática – conduzido pelo próprio Lula e por seu chanceler foi um grande elemento de propulsão do interesse pela carreira e pelos estudos de RRII nesse período, inclusive porque grande parte da produção acadêmica nesse terreno se dedica mesmo às etapas contemporâneas da diplomacia brasileira.
Em resumo, a produção de conhecimento na área de RRII se densificou, se consolidou, e ao mesmo tempo se diversificou (o que parece óbvio e natural), com a multiplicação de revistas, de seminários, de encontros de pesquisa e de debates, com o aumento da oferta de livros e outros recursos livremente disponíveis, mas não existem ainda condições para se fazer um mapeamento metodológico muito preciso de todas as tendências observadas nos últimos vinte anos, que foram certamente ricas, mas precisam ser avaliadas nas suas diversas categorias analíticas e metodológicas. Talvez o IPRI pudesse promover um encontro de discussão sobre a questão.

2) Quais os principais eixos analíticos e temas?

Existem duas grandes áreas de trabalho, ou seja, de pesquisa e de produção de contribuições significativas nas RRII: a história e a ciência política, ou de ciências sociais, num sentido mais amplo (compreendendo, digamos, sociologia política ou relações econômicas internacionais, esta aqui bem menos explorada na pesquisa ou nas publicações especializadas. Em ambas as dimensões mais relevantes, existem estudos monográficos, de amplo escopo analítico (ou de síntese), trabalhos diacrônicos (ou seja, históricos), e em cada uma delas, o Brasil, sua diplomacia e suas relações exteriores, também chamada de política externa, constituem naturalmente os objetos centrais dos trabalhos de pesquisa e de elaboração na academia brasileira. Mais raros, embora também existam, são os trabalhos na perspectiva comparativa, seja com vizinhos que de fato possuem elementos comparáveis, como a Argentina, por exemplo, seja com grupos ou blocos artificialmente reunidos, como pode ser o Brics, uma assemblagem bizarra de cinco países totalmente díspares em suas características próprias, mas unidos num mesmo foro apenas por iniciativa diplomática de duvidosa racionalidade.
Os temas geralmente tangenciam a grande agenda da diplomacia brasileira: as relações bilaterais (especialmente com grandes atores mundiais), a integração regional (com destaque para o Mercosul), o multilateralismo político (com ênfase na ONU e seu Conselho de Segurança), os novos temas da cooperação internacional (como energia ou meio ambiente, por exemplo) e os das negociações comerciais multilaterais ou mesmo “minilaterais” (bilaterais ou regionais).

3) Quais as principais orientações teórico-metodológicas?

Não existe muita unidade teórico-metodológica nos trabalhos de RRII produzidos no Brasil, pelo menos numa avaliação superficial da literatura publicada, em formato de artigos ou de livros. Manuais à parte – e eles são poucos, inexistindo aqui o modelo dos textbooks muito usados nas academias dos EUA ou da Europa – os textos singulares publicados evidenciam grande diversidade nos métodos de abordagem e nos chamados “marcos teóricos” utilizados, por vezes mais para responder a uma demanda expressa de algum orientador do que a decisões voluntárias daqueles que trabalham nessas áreas. Em situações “normais” de ensino e pesquisa, e em condições normais de exercício da atividade diplomática, a academia brasileira formulou suas próprias orientações em matéria de metodologia dos trabalhos publicados, havido preferência, durante certo momento, pelos estudos em torno da “diplomacia do desenvolvimento”, juntos ou separados com trabalhos sobre as relações com os principais atores nessa equação, os Estados Unidos ou países europeus.
Mas ocorreu, também, a importação de modelos estrangeiros, seja no terreno da história – onde o conceito de “forças profundas”, recolhido em Renouvin, fez sucesso a partir da sua disseminação por um professor renomado como Amado Cervo – ou no da ciência política – como o de Soft Power, aparentemente uma compensação teórica, no nosso caso, por ser um país sem maior dotação de poder material. Aparentemente, no Brasil já fizemos a nossa “substituição de importações” nos estudos de RRII, o que não garante, no entanto, que os novos conceitos e orientações sejam metodologicamente fundamentados e logicamente consistentes. Um dos grandes fantasmas não só dos estudos, em si, mas da própria atividade diplomática e até da postura internacional do Brasil, é a famosa “busca pela autonomia”, talvez uma espécie de compensação psicológica justamente em virtude da pouca autonomia do Brasil na dotação real de fatores de poder, o que se chama de “capacidades”, ou capabilities.
É provavelmente devido a essa obsessão com a autonomia da política nacional, externa ou na área econômica, que o conceito de soberania também é extremamente valorizado na ideologia diplomática nacional. A construção da autonomia, ou da afirmação soberana do país no cenário internacional, emerge naturalmente com o nacionalismo econômico no decurso do século 20, até chegar à sua versão algo caricatural na chamada diplomacia altiva, aquela que se afirmaria de forma autônoma, ou seja, sem a tutela do imperialismo, esse tigre de papel de todos os esquerdistas que se acreditam defensores da soberania nacional, quando na maior parte das vezes estão contribuindo para a introversão econômica e o provincianismo diplomático.

4) Quais autores e obras de maior impacto?

Efetuar uma seleção de obras ou de autores é extremamente arriscado, pois sempre se corre o risco de cometer alguma injustiça com autores consagrados, ou até com autores menos conhecidos que ofereceram trabalhos de alta qualidade, mas que se tornaram menos divulgados por razões diversas. Entre os diplomatas, alguns nomes se tornaram ícones da produção com pretensões a servir de referência nos estudos de área. Pode-se mencionar, por exemplo, Gelson Fonseca, na área da ciência política, ou das relações internacionais sentido estrito. Entre os não diplomatas, o cientista político e ex-chanceler Celso Lafer também produziu uma obra relevante, feita de estudos teóricos, de reflexões sobre os grandes temas de negociações internacionais de que participou (e dos quais foi, muitas vezes, formulador) e de incontáveis artigos de imprensa sobre os mais diversos temas da agenda internacional do Brasil e da realidade política mundial.
Entre os diplomatas, existem incontáveis trabalhos preparados no âmbito do Curso de Altos Estudos do IRBr, e uma seleção certamente implicaria certa dose de arbítrio na indicação dos melhores (que de toda forma foram publicados pela Funag e registrados em minha seção Prata da Casa da revista da ADB e compilados em meus livros digitais de resenhas de livros de diplomatas. Obras produzidas paralelamente a esse âmbito ou fora do ambiente funcional, mas ainda assim atinentes ao universo da diplomacia brasileira podem ser destacadas nos exemplos a seguir: Luis Cláudio Villafañe Gomes Santos tem produzido trabalhos muito consistentes no terreno da história diplomática brasileira, em especial no período imperial e primeira República. Fernando Mello Barreto produziu uma sequência de três grandes obras, resumindo a atuação diplomática de todos os chanceleres da República a partir de Rio Branco até a atualidade, na gestão Celso Amorim, que aliás ofereceu diversas contribuições tanto no terreno memorialístico, como de reflexão sobre sua atividade em diversas grandes temas da política exterior brasileira, tendo tido uma longevidade como chanceler (em duas administrações) que ultrapassou a até então a mais longeva, a do Barão do Rio Branco. Eugênio Vargas Garcia, historiador, trabalhou com grande competência a história (e a pré-história) do multilateralismo brasileiro, em trabalhos de pesquisa sobre a Liga das Nações, sobre a política externa brasileira no entre-guerras e sobre a participação do Brasil na criação da ONU, ademais de ter editado compêndios de documentos históricos e uma cronologia das relações internacionais do Brasil.
Caberia incluir nesse cômputo minha própria contribuição, sob a forma de diversos livros de relações econômicas internacionais, em especial o livro de pesquisa histórica, Formação da diplomacia econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império (em duas edições pela Editora Senac- São Paulo, 2001 e 2005). Ainda no terreno da história, não se pode descurar alguns dos livros do diplomata historiador pernambucano Evaldo Cabral de Melo, em especial O Negócio do Brasil, que trata da “recompra” do Nordeste por Portugal aos Países Baixos. Os embaixadores Rubens Ricupero, Luiz Felipe Seixas Correa, Samuel Pinheiro Guimarães e Rubens Barbosa também produziram trabalhos dignos de registro em qualquer compilação de obras de diplomatas, assim como o ex-chanceler Luiz Felipe Lampreia, tanto no terreno das memórias como no da análise de questões da atualidade diplomática (atividade também reproduzida em veículos digitais e artigos de jornais).
Entre os não diplomatas, destacam-se, obviamente, as diversas edições do livro de Amado Cervo e Clodoaldo Bueno sobre a História da Política Exterior do Brasil, bem como diversos trabalhos organizados ou escritos por Henrique Altemani e Antonio Carlos Lessa, entre eles a obra de referência organizada por ambos, Relações internacionais do Brasil, ademais de coleções editadas no âmbito do Instituto Brasileiro de Relações Internacionais (que edita a Revista Brasileira de Política Internacional), do próprio IRel-UnB, ou com editoras comerciais. Registre-se igualmente o ativismo de acadêmicos como Paulo Vizentini, Demetrio Magnoli, Moniz Bandeira, Francisco Doratioto, Ricardo Seitenfus, Tullo Vigevani ou ainda o eminente jurista Antonio Augusto Cançado Trindade, autor de imponente obra no campo do direito internacional e juiz da Corte da Haia.
Cabe aqui uma digressão pessoal quanto ao que me parecem ser as orientações da produção brasileira em RRII segundo a afiliação institucional de seus “produtores”, e se pode aqui distinguir essa comunidade razoavelmente heteróclita – pois que feita de profissionais e de “amadores” da diplomacia – como constituída, grosso modo, de agentes da diplomacia real, que também se dedicam às artes da escrita independente, e de analistas externos, ou seja, todos os acadêmicos e jornalistas, ou quaisquer outros observadores não profissionais da diplomacia, que também se ocupam de descrever, analisar, interpretar os aspectos mais relevantes da política externa do Brasil ou as características da política internacional, incluindo aqui os arqueólogos das relações internacionais, ou seja, historiadores da diplomacia brasileira de eras passadas ou da política mundial ou regional segundo escolhas pessoais.
As orientações da diplomacia profissional, tal como reveladas num exame mesmo perfunctório dos trabalhos por ela publicados (textos resultantes dos Cursos de Altos Estudos em sua vasta maioria), são obviamente quase que um espelho fiel das orientações conjunturais dessa diplomacia, ou seja, da política externa do governo em vigor. Não poderia ser de outro modo: diplomatas são, na grande maioria dos casos, seres perfeitamente imbuídos de princípios e valores da diplomacia tradicional, que por vezes se deixam arrastar por inclinações temporárias ou opções políticas momentâneas, e se guiam, salvo em poucos casos “libertários” (por sua própria conta e risco) pelas duas características sempre repetidas como fazendo parte do padrão comportamental da corporação (tanto quanto para os militares e membros da Igreja Católica): hierarquia e disciplina. Não se pode esperar, assim, que as análises e propostas de políticas feitas por esses profissionais se afastem muito do cânon do momento, ou do governo.
Quanto à academia e ao jornalismo especializado em RRII seria de se esperar uma maior diversidade de opiniões, de metodologias, de orientações políticas e de posturas quanto às políticas concretas que caberia adotar na frente externa das políticas públicas, o que de certo modo ocorria até algumas décadas atrás. Desde o início do milênio, porém, não por acaso coincidente com o governo do PT no Brasil, amplamente bem acolhido, saudado e elogiado por vastos setores da comunidade acadêmica, não foi o que ocorreu e o que se observou nestes anos todos, com uma ampla aceitação, até entusiástica, por parte da academia brasileira, sobretudo (e isso é óbvio) por parte dos professores das faculdades de humanidades em geral, com destaque até para os da área específica de RRII. A falta de senso crítico quanto aos aspectos nefastos, histriônicos e até danosos ou criminosos da diplomacia lulopetista em relação sobretudo a “aliados” regionais, inclusive as piores ditaduras do continente e de outras regiões. Que isso se tenha tornado tão evidente, aos olhos de todos – com os empréstimos ditos “secretos” a algumas dessas ditaduras, por exemplo, em total desrespeito ao Senado Federal e à Constituição – e que isso não tenha despertado o espírito crítico dos acadêmicos, é uma realidade que fere a consciência não só da cidadania organizada, como deveria chamar a atenção de qualquer acadêmico dotado apenas de senso de equilíbrio e espírito crítico.
Estas observações são importantes porque elas revelam uma característica que se tornou marca registrada de grande parte da produção acadêmica durante os anos do lulopetismo diplomático: a adesão acrítica – e até imoral no caso das ditaduras – à tal de diplomacia ativa e altiva que possui aspectos obscuros que não foram e talvez não sejam jamais revelados em todos os seus matizes e fundamentação documental. O que é ainda mais surpreendente é que esses acadêmicos tenham baseado seus argumentos apenas nas declarações do próprio governo, sem o cuidado – que deveria ser uma condição essencial do trabalho acadêmico – de ir buscar fontes independentes, ou de aferir quanto ao resultado dessas políticas no mundo real, ou seja, distante das declarações oficiais e sem embasamento num volume adequado de dados empíricos quanto aos resultados e efeitos concretos dessas políticas – do tipo Sul-Sul, politização do Mercosul, aliança com certos parceiros escolhidos apenas por suas posturas antiocidentais – e sua própria adequação aos objetivos iniciais (reforço do Mercosul, ingresso no Conselho de Segurança, conclusão de negociações comerciais, por exemplo, todos frustrados).

5) Em termos comparativos com os Estados Unidos e a Europa, como a produção brasileira recente se situa? É possível falar em uma contribuição nacional específica para o avanço nessa disciplina?

Difícil fazer uma comparação nessa área, pois a nossa produção ainda é muito incipiente quando confrontada à diversidade e quantidade dos trabalhos de todos os tipos produzidos nos grandes centros acadêmicos, think tanks e mesmo de governos nas duas grandes massas democráticas e de conhecimento avançado do Atlântico norte. Os autores ali são prolíficos, sofisticados e atuantes em determinadas agendas diplomáticas, em função de uma osmose bem mais frequente e mais intensa com os serviços nacionais da área diplomática, de planejamento político e de inteligência, o que praticamente inexiste no Brasil, onde esses órgãos estatais são excessivamente introvertidos e pouco abertos à colaboração acadêmica na agenda efetiva das relações exteriores.

6) Quais são as tendências e perspectivas em RRII no Brasil e no mundo?

Esta é uma questão que exigiria uma elaboração bem mais cuidada e cuidadosa, do que a permitida neste espaço. Melhor deixar a questão para uma discussão mais elaborada em oportunidade futura. Entendo que uma aposta genérica possa se referir ao crescimento tanto organizacional quanto substantivo dessa área, tanto no plano puramente acadêmico, quanto sua crescente interação, talvez osmose futura, com os profissionais da diplomacia e outros agentes das posturas externas do Brasil (como os encarregados do comércio internacional, por exemplo, ou das finanças internacionais).
Ocorrerá, provavelmente, uma crescente diversificação das abordagens e dos objetos de trabalho, até num sentido ridiculamente adepto de vertentes analíticas baseadas no politicamente correto, como questão de gênero ou de minorias sociais na diplomacia, e várias outras metafísicas metodológicas. Mas uma análise consistente dessas possíveis tendências e perspectivas das RRII no Brasil depende de um balanço adequado do que foi efetuado até aqui e de alguns prognósticos que possam ser feitos, provavelmente de modo colaborativo, com base nesse balanço qualitativo dos últimos vinte anos. Pretendo dedicar-me a isto num futuro não muito distante, mas apenas e exclusivamente em relação ao Brasil, pois não tenho a pretensão de tentar abarcar os mesmos aspectos em relação às RRII no mundo.

Paulo Roberto de Almeida 
Brasília, 29 de abril de 2016


Atualizado em 29/04/2016

33) Going Global: Brazil and Latin America in International Context (em preparação, 2016).
32) Do passado para o presente: clássicos revisitados na perspectiva da modernidade (em preparação, 2016).
31) Nunca Antes na Diplomacia…: a política externa brasileira em tempos não convencionais (Curitiba: Editora Appris, e-book, 2016; link: https://editoraappris.lojasdot.com.br/produto/e-book-nunca-antes-na-diplomacia-a-politica-externa-brasileira-em-tempos-nao-convencionais).
30) Révolutions bourgeoises et modernisation capitaliste: Démocratie et autoritarisme au Brésil (Sarrebruck: Éditions Universitaires Européennes, 2015, 496 p.; ISBN: 978-3-8416-7391-6). divulgado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2015/10/avant-propos-revolutions-bourgeoises-et.html). Relação de Originais n. 2863.
29) Die brasilianische Diplomatie aus historischer Sicht: Essays über die Auslandsbeziehungen und Außenpolitik Brasiliens (Saarbrücken: Akademiker Verlag, 2015, 204 p.; Übersetzung aus dem Portugiesischen ins Deutsche: Ulrich Dressel; ISBN: 978-3-639-86648-3).
28) O Panorama visto em Mundorama: Ensaios Irreverentes e Não Autorizados (Hartford: 2a. edição do autor, 2015, 294 p.; DOI: 10.13140/RG.2.1.4406.7682), available: Academia.edu; link: http://www.academia.edu/12038814/29_O_Panorama_Visto_em_Mundorama_2015_2a._edicao_).
27) Paralelos com o Meridiano 47: Ensaios Longitudinais e de Ampla Latitude (Hartford: edição do autor, 2015, 380 p.; DOI: 10.13140/RG.2.1.1916.4006; available: Academia.edu; link: https://www.academia.edu/11981135/28_Paralelos_com_o_Meridiano_47_ensaios_2015_).
26) Volta ao Mundo em 25 Ensaios: Relações Internacionais e Economia Mundial, Hartford, 5 novembro 2014, 110 p. Livro montado com base nos textos preparados para o site Ordem Livre em dezembro de 2009 e janeiro de 2010, e divulgados ao longo de 2010, e esporadicamente e aleatoriamente ulteriormente. Publicado como Kindle book (file size: 809 KB; ASIN: B00P9XAJA4; link: http://www.amazon.com/dp/B00P9XAJA4). Inserido na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/9126863/26_Volta_ao_Mundo_em_25_Ensaios_Rela%C3%A7%C3%B5es_Internacionais_e_Economia_Mundial_2014_). Researchgate.net (DOI: 10.13140/2.1.3057.5683). Divulgado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/11/volta-ao-mundo-em-25-ensaios-relacoes.html). Relação de Originais n. 2712. Relação de Publicados n. 1149.
25) Rompendo Fronteiras: a Academia pensa a Diplomacia, Hartford, 4 novembro 2014, 414 p. Livro de resenhas de não-diplomatas, completando os dois anteriores na série de três derivados do Prata da Casa. Editado em formato Kindle (1202 KB, ASIN: B00P8JHT8Y; link: http://www.amazon.com/dp/B00P8JHT8Y). Researchgate.net (DOI: 10.13140/2.1.4106.1447). Disponibilizado na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/9108147/25_Rompendo_Fronteiras_a_academia_pensa_a_diplomacia_2014_). Informado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/11/rompendo-fronteiras-academia-pensa.html). Relação de Originais n. 2710. Relação de Publicados n. 1148.
24) Codex Diplomaticus Brasiliensis: livros de diplomatas brasileiros, Hartford, Edição de Autor, 2014, 326 p. Livro digital, plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/9084111/24_Codex_Diplomaticus_Brasiliensis_livros_de_diplomatas_brasileiros_2014_). Kindle Edition (1117 KB; ASIN: B00P6261X2; link: http://www.amazon.com/dp/B00P6261X2). Researchgate.net (DOI: 10.13140/2.1.2008.9927). Relação de Originais n. 2707. Relação de Publicados n. 1147.
23) Polindo a Prata da Casa: mini-resenhas de livros de diplomatas (Amazon Digital Services: Kindle edition, 2014, 151 p. 484 KB; ASIN: B00OL05KYG; DOI: 10.13140/2.1.4630.4325; disponível na Amazon; link: http://www.amazon.com/dp/B00OL05KYG; e na plataforma Academia.edu; link: https://www.academia.edu/8815100/23_Polindo_a_Prata_da_Casa_mini-resenhas_de_livros_de_diplomatas_2014_). Prefácio e Sumário disponíveis no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/10/mini-resenhas-de-livros-de-diplomatas.html). Relação de Originais n. 2693. Relação de Publicados n. 1145.
22) Prata da Casa: os livros dos diplomatas (book reviews; Edição de Autor; Versão de: 16/07/2014, 663 p.; disponível nos links: Academia.edu: página do livro: https://www.academia.edu/5763121/Prata_da_Casa_os_livros_dos_diplomatas_Edicao_de_Autor_2014_; link direto para download do arquivo em pdf: https://www.academia.edu/attachments/34209509/download_file?s=work_strip&ct=MTQwNzAwODExOCwxNDA3MDExMjI5LDc4NTEwNjY; divulgado neste link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/07/prata-da-casa-os-livros-dos-diplomatas.html; disponível em Researchgate.net: https://www.researchgate.net/publication/269701236_Prata_da_Casa_os_livros_dos_diplomatas?ev=prf_pub; DOI: 10.13140/2.1.4908.9601). Relação de Originais n. 2533. Relação de Publicados n. 1136.
21) Nunca Antes na Diplomacia...: A política externa brasileira em tempos não convencionais (Curitiba: Editora Appris, 2014, 289 p.; ISBN: 978-85-8192-429-8); Hartford, 30 março 2104, 312 p. (Academia.edu, link: https://www.academia.edu/6999273/21_Nunca_Antes_na_Diplomacia_a_politica_externa_brasileira_em_tempos_nao_convencionais). Relação de Originais n. 2596. Relação de Publicados n. 1133.
20) O Príncipe, revisitado: Maquiavel para os contemporâneos (Hartford, 8 Setembro 2013, 226 p. Revisão atualizada do livro de 2010) Publicado em formato Kindle (disponível: http://www.amazon.com/dp/B00F2AC146). (Academia.edu, link: https://www.academia.edu/5547603/20_O_Principe_revisitado_Maquiavel_para_os_contemporaneos_2013_Kindle_edition). Relação de Originais n. 2512; Relação de Publicados n. 1111.
19) Integração Regional: uma introdução (São Paulo: Saraiva, 2013, 174 p.; ISBN: 978-85-02-19963-7; site da Editora: http://www.saraivauni.com.br/Obra.aspx?isbn=9788502199637). Relação de Originais ns. 2996, 2998, 2300, 2303, 2304, 2313, 2316, 2317, 2373, 2383, 2431, 2438 e 2449. Divulgado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2013/04/integracao-regional-novo-livro-enfim.html). (Academia.edu, link: https://www.academia.edu/attachments/32644653/download_file). Relação de Publicados n. 1093.
16) O Moderno Príncipe (Maquiavel revisitado) (versão impressa: edições do Senado Federal volume 147: Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2010, 195 p.; ISBN: 978-85-7018-343-9; link: http://www.pralmeida.org/01Livros/2FramesBooks/95MaquiavelRevisitado.html). (Academia.edu, link: https://www.academia.edu/attachments/32642375/download_file). Relação de Originais n. 1804. Relação de Publicados n. 1014.
15) O Moderno Príncipe: Maquiavel revisitado (Rio de Janeiro: Freitas Bastos, edição eletrônica, 2009, 191 p.; ISBN: 978-85-99960-99-8; R$ 12,00; disponível para aquisição no seguinte link: http://freitasbas.lojatemporaria.com/o-moderno-principe.html). Anunciado no site pessoal (link: http://www.pralmeida.org/01Livros/2FramesBooks/95maquiavelrevisitado.html) e no blog Diplomatizzando (21.12.2009; link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2009/12/1591-novo-livro-pra-o-moderno-principe.html), com livre disponibilidade do Prefácio, da Dedicatória, da carta a Maquiavel e das Recomendações de Leitura. (Academia.edu, link: https://www.academia.edu/5546980/15_O_Moderno_Principe_Maquiavel_revisitado_2009_e-pub). Relação de Originais n. 1804. Relação de Publicados n. 940.
14) O Estudo das Relações internacionais do Brasil: um diálogo entre a diplomacia e a academia (Brasília: LGE Editora, 2006, 385 p.; ISBN: 85-7238-271-2; link: http://www.pralmeida.org/01Livros/2FramesBooks/93EstudoRelaIntBr2006.html). (Academia.edu, link: https://www.academia.edu/attachments/32642184/download_file).
12) Relações internacionais e política externa do Brasil: história e sociologia da diplomacia brasileira (2ª ed.: revista, ampliada e atualizada; Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2004, 440 p.; coleção Relações internacionais e integração nº 1; ISBN: 85-7025-738-4; link: http://www.pralmeida.org/01Livros/2FramesBooks/74UFRGS2004.html). (Academia.edu, link: https://www.academia.edu/attachments/32642325/download_file).
11) A Grande Mudança: consequências econômicas da transição política no Brasil (São Paulo: Editora Códex, 2003, 200 p.; ISBN: 85-7594-005-8; link: http://www.pralmeida.org/01Livros/2FramesBooks/58GrdeMudanca.html). (Academia.edu, link: https://www.academia.edu/5546940/11_A_Grande_Mudanca_consequencias_economicas_da_transicao_politica_no_Brasil_2003_).
10) Une histoire du Brésil: pour comprendre le Brésil contemporain (avec Katia de Queiroz Mattoso; Paris: Editions L’Harmattan, 2002, 142 p.; ISBN: 2-7475-1453-6; link: http://www.pralmeida.org/01Livros/2FramesBooks/48HistoireBresil2002.html). (Academia.edu, link: https://www.academia.edu/attachments/32642309/download_file).  
09) Os primeiros anos do século XXI: o Brasil e as relações internacionais contemporâneas (São Paulo: Editora Paz e Terra, 2002, 286 p.; ISBN: 85-219-0435-5; link: http://www.pralmeida.org/01Livros/2FramesBooks/45SeculoXXI2002.html). (Academia.edu, link: https://www.academia.edu/attachments/32642303/download_file).
8) Formação da diplomacia econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império (São Paulo: Editora Senac, 2001, 680 pp., ISBN: 85-7359-210-9; link: http://www.pralmeida.org/01Livros/2FramesBooks/44FDESenac2001.html). (Academia.edu, link: http://www.academia.edu/attachments/32642297/download_file).
7) Le Mercosud: un marché commun pour l’Amérique du Sud, Paris: L’Harmattan, 2000, 160 p.; ISBN: 2-7384-9350-5; link: http://www.pralmeida.org/01Livros/2FramesBooks/40Mercosud2000.html). (Academia.edu, link: https://www.academia.edu/attachments/32642281/download_file).
6) O estudo das relações internacionais do Brasil (São Paulo: Editora da Universidade São Marcos, 1999, 300 p.; ISBN: 85-86022-23-3; link: http://www.pralmeida.org/01Livros/2FramesBooks/31EstudoRelaIntBr1999.html). (Academia.edu, link: https://www.academia.edu/5546888/06_O_estudo_das_relacoes_internacionais_do_Brasil_1999_).
5) O Brasil e o multilateralismo econômico (Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora, na coleção “Direito e Comércio Internacional”, 1999, 328 p.; ISBN: 85-7348-093-9; link: http://www.pralmeida.org/01Livros/2FramesBooks/30Multilateralismo1999.html). (Academia.edu, link: http://www.academia.edu/attachments/32642262/download_file).
4) Velhos e novos manifestos: o socialismo na era da globalização (São Paulo: Editora Juarez de Oliveira, 1999, 96 p.; ISBN: 85-7441-022-5; link: http://www.pralmeida.org/01Livros/2FramesBooks/29Manifestos1999.html). (Academia.edu, link: https://www.academia.edu/attachments/32642256/download_file).
3) Mercosul: Fundamentos e Perspectivas (São Paulo: Editora LTr, 1998, 160 p.; ISBN: 85-7322-548-3; link: http://www.pralmeida.org/01Livros/2FramesBooks/26MercosulLTr1998.html). (Academia.edu, link: https://www.academia.edu/attachments/32642244/download_file).
2) Relações internacionais e política externa do Brasil: dos descobrimentos à globalização (Porto Alegre: Editora da UFRGS, 1998, 360 p.; ISBN: 85-7025-455-5); link: http://www.pralmeida.org/01Livros/2FramesBooks/25RelaIntPExtUFRGS1998.html). (Academia.edu: https://www.academia.edu/attachments/32642231/download_file ).


Disponibilizado no blog Diplomatizzando (30/04/2016; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/04/o-estudo-das-relacoes-internacionais-do.html); disseminado no Facebook (https://www.facebook.com/paulobooks/posts/1143656715697777). Entrevista divulgada em 10/06/2016, link: https://www.youtube.com/watch?v=As78ES-kFSk).