O que é este blog?

Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org. Para a maior parte de meus textos, ver minha página na plataforma Academia.edu, link: https://itamaraty.academia.edu/PauloRobertodeAlmeida

Mostrando postagens com marcador política externa brasileira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador política externa brasileira. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 16 de julho de 2019

Hamilton Mourao fala sobre a politica externa, racionalmente...

Mourão defende que política externa do Brasil seja flexível e pragmática

Rio de Janeiro, 15 jul 2019 (EFE). 

O vice-presidente Hamilton Mourão defendeu nesta segunda-feira que o Brasil adote uma política externa flexível e pragmática, que permita que o país se relacione com todo o mundo, independente de posições ideológicas.
"Na política externa, em um mundo conflituoso como o de hoje, com países competindo por mercados, com protecionismo, migrações, problemas climáticos e outros conflitos, temos que ser flexíveis e pragmáticos", afirmou Mourão em entrevista concedida a correspondentes estrangeiros no Rio de Janeiro.
O vice-presidente afirmou que essa estratégia torna possível não só a aproximação do Brasil aos Estados Unidos, como desejado pelo presidente Jair Bolsonaro, mas também de outros países não tão ideologicamente alinhados ao governo, como China e Rússia.
"Temos que ser flexíveis para não ficarmos presos a uma só linha de ação e poder aproveitar a melhor linha para o país, assim como temos que ser pragmáticos, porque as relações têm que ser de Estado com Estado", explicou o vice-presidente.
Por dar prioridade aos assuntos de Estado, Mourão disse que o Brasil terá relação com qualquer que seja o presidente da Argentina no ano que vem, apesar de Bolsonaro ter declarado em várias oportunidades que apoia a reeleição de Mauricio Macri.
Mourão também destacou que o Brasil aprecia as relações que têm com a China, mesmo com as declarações de Bolsonaro na campanha eleitoral, que davam a entender que o governo buscaria um alinhamento automático com os Estados Unidos.
"Temos que conversar com todas as nações do mundo e sermos pragmáticos para buscar o benefício mútuo em todas as relações", frisou o vice-presidente.
Segundo Mourão, esse pragmatismo permitirá ao Brasil fazer negócios com todos os países no mundo, elevando assim participação nacional no comércio internacional, atualmente limitada a 0,2% do total movimentado no mundo.
"Isso é baixíssimo para um país como o nosso", ressaltou.
Para o vice-presidente, a maior parte dos mal-entendidos sobre a política externa brasileira desde a chegada de Bolsonaro ao poder tem relação com a imagem negativa do governo no exterior.
"Existe uma má vontade com a figura dele. Foi criada a imagem que Bolsonaro era o Átila que tinha chegado para arrasar o Brasil. Mas ele não é, em absoluto, uma pessoa totalmente fora dos padrões aos quais estamos acostumados", garantiu.
Mourão revelou que uma das principais missões que recebeu de Bolsonaro foi viajar à China para reativar a Comissão Chinês-Brasileira de Cooperação, levando a Pequim uma mensagem política para dissipar as dúvidas surgidas durante a campanha eleitoral.
"A missão foi muito bem-sucedida, e a mensagem foi transmitida. Fui recebido pelo próprio presidente da China (Xi Jinping) e estamos conversando diretamente com os chineses, que querem participar das licitações e dos leilões para desenvolver projetos de infraestrutura no Brasil", disse Mourão.
"Ninguém pode prescindir de negociar com a China, cujo mercado é maior que o da União Europeia e o Mercosul juntos. Ninguém pode fugir de negociar com a China. Não podemos desprezar uma relação com nosso maior parceiro comercial, com o qual tivemos no ano passado um comércio de mais de US$ 100 bilhões", acrescentou Mourão.
O vice-presidente afirmou que Bolsonaro deve realizar visita oficial à China em outubro, uma viagem na qual passará por vários países do Oriente Médio e do Japão, onde participará da coroação do novo imperador Naruhito.
Mourão também disse que recebeu de Bolsonaro a missão de reativar as relações de alto nível entre Brasil e Rússia, tarefa que pretende cumprir em outubro, quando receberá o vice-primeiro-ministro russo, Anton Siluanov, para um diálogo bilateral. 
EFE

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Miséria da Diplomacia: a destruição da inteligência no Itamaraty - Paulo Roberto de Almeida

Addendum: este livro possui uma formatação diferente, mas o texto é exatamente igual ao da edição do autor. Os ISBNs são diferentes, pois um é edição de autor, o outro pertence a uma coleção universitária.
Quem quiser ler o texto, pode fazê-lo em qualquer edição, pois não existem mudanças.
Paulo Roberto de Almeida

Livro pronto, capa pronta, miolo recebido, faltando apenas o ISBN e a ficha catalográfica.
Mas o livro já pode ser lido neste link:
https://www.academia.edu/39739154/Miseria_da_diplomacia_a_destruicao_da_inteligencia_no_Itamaraty_2019_


Sumário


Prefácio: onde está a política externa do Brasil?                                                          

1. Miséria da diplomacia, ou sistema de contradições filosóficas                                
     1. No reino das contradições filosóficas                                                                       
     2. Quanto à forma de designação do chanceler                                                             
     3. Quanto à natureza do personagem designado                                                            
     4. Quanto à substância de alguns temas da agenda diplomática                                    

2. O Ocidente e seus salvadores: um debate de ideias                                                    
     1. A decadência e o Ocidente: algum perigo iminente?                                                 
     2. Quais são as “teses” principais de “Trump e o Ocidente”?                                        
     3. O grande medo do Ocidente cristão: realidade ou paranoia?                                     
     4. Contradições insanáveis no projeto de salvamento do Ocidente cristão                    

3. O marxismo cultural: um útil espantalho?                                                                 
     1. O renascimento de uma tendência: a parábola do marxismo cultural                        
     2. A trajetória do socialismo: o elefante que voou, via opressão dos trabalhadores      
     3. O genérico substituto do gramscismo: em socorro do socialismo                              
     4. O marxismo cultural salvo do declínio pela paranoia da direita?                               

4. A destruição da inteligência no Itamaraty: dialética da obscuridade                       
     1. No começo era o verbo, depois fizeram-se as trevas...                                                
     2. Nas origens da metapolítica: o romantismo alemão que derivou para o nazismo       
     3. Tribulações de um antiglobalista improvisado: supostas “ameaças” ao Brasil          
     4. Dialética da obscuridade: a diplomacia do antiglobalismo                                        

5. O globalismo e seus descontentes: notas de um contrarianista                                 
     1. Fixando os termos do debate: a contracorrente do pensamento único                  
     2. Nota pessoal do ponto de vista de quem pratica ativamente o ceticismo sadio        
     3. Globalização real e globalismo surreal: da física à metafísica                            
     4. Do lado da direita: todo globalismo será castigado, mesmo sem doutrina             
     5. Teorias conspiratórias sobre o globalismo: déjà vu, all over again                     
     6. A contrafação dos neo-Illuminati no Brasil: globalismo, climatismo, marxismo      

6. A revolução cultural na diplomacia brasileira: um exercício demolidor             
     1. Euforia e tragédia das revoluções culturais                                                                
     2. O pequeno salto para trás do chanceler                                                              
     3. A revolução cultural na prática                                                                           

Apêndices:
Por que sou um contrarianista?                                                                                           
Breve nota biográfica: Paulo Roberto de Almeida

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Historia e historiografia das relacoes internacionais do Brasil - Paulo Roberto de Almeida

Um trabalho recente meu, que submeto à crítica e comentários de especialistas e interessados:

3479. “História e historiografia das relações internacionais do Brasil: um empreendimento em construção”, Brasília, 23 junho 2019, 43 p. Ensaio de caráter historiográfico, para introduzir uma série de estudos historiográficos sobre a história da diplomacia brasileira, da Independência até nossos dias, para obra coletiva. Em revisão. Disponibilizado em 8/07/2019 na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/s/e36c754106/historia-e-historiografia-das-relacoes-internacionais-do-brasil-um-empreendimento-em-construcao-2019).

História e historiografia das relações internacionais do Brasil: um empreendimento em construção

Paulo Roberto de Almeida, Diplomata de carreira; Divisão do Arquivo.
[Objetivo: subsídios a capítulo introdutório; finalidade: obra em preparação]
  
Sumário:
1. A historiografia: uma quase esquecida na história das ideias
2. A historiografia brasileira das relações exteriores: seus principais historiadores
3. Varnhagen, o pai da historiografia, o legitimista da corte
4. João Ribeiro inaugura a era dos manuais de história do Brasil
5. Oliveira Lima: o maior dos historiadores diplomatas
6. Pandiá Calógeras: o início da sistematização da história diplomática
7. Interregno diversificado: trabalhos durante a primeira metade do século XX
8. Os manuais didáticos de história diplomática: Vianna, Delgado e Rodrigues
9. O ideal desenvolvimentista: Amado Cervo e Clodoaldo Bueno
10. A diplomacia na construção da nação: Rubens Ricupero
11. A historiografia brasileira das relações internacionais: questões pendentes
Bibliografia e referências

1. A historiografia: uma quase esquecida na história das ideias

História e historiografia deveriam, normalmente, andar juntas, por pertencerem, supostamente, ao mesmo universo de trabalho acadêmico: o trabalho original de pesquisa histórica, em si, as bases primárias dos materiais trabalhados pelo pesquisador, a metodologia aplicada a essas fontes pelo historiador e até, quando couber, o uso de alguma filosofia da história vinculada a esse trabalho. A menos de algum trabalho absolutamente inédito, analisando um novo objeto não ainda esmiuçado por predecessores, os historiadores costumam apoiar-se no trabalho de colegas que percorreram os mesmos temas, aplicando um novo olhar aos materiais existentes e até fazendo a crítica do relato trazido por aqueles historiadores.
(...) 

Ler a íntegra neste link: 
https://www.academia.edu/s/e36c754106/historia-e-historiografia-das-relacoes-internacionais-do-brasil-um-empreendimento-em-construcao-2019