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sábado, 13 de abril de 2019

Governo Bolsonaro: entre o mediocre e o desastroso - seminário IBRE-FGV/Estadao


Realmente preocupante que o governo, com pouco mais de 3 meses, já esteja sendo classificado entre o medíocre e o desastroso.
Paulo Roberto de Almeida


Mediocridade estável ou ruptura?
Fernando Dantas 
O Estado de S. Paulo, 12 de abril de 2019 | 21h37

No seminário “100 dias do governo Bolsonaro”, realização conjunta do FGV/Ibre e Grupo Estado, predominou uma visão bastante sombria sobre as perspectivas do Brasil no mandato do atual presidente.
O seminário “100 dias do governo Bolsonaro”, realização conjunta do Grupo Estado e FGV/Ibre, não foi exatamente animador para a plateia que acorreu nesta sexta-feira (12/4) ao auditório do Centro Cultural da FGV, no Rio, para ouvir a análise de especialistas do Ibre e outros convidados. A mediação dos debates ficou a cargo dos jornalistas do Grupo Estado Celso Ming e Adriana Fernandes.
Talvez, para mostrar de forma mais clara o pessimismo predominante, seja preferível começar pelos pontos positivos do governo até agora apontados pelos participantes – e em seguida indicar como o lado negativo sobrepuja amplamente os primeiros.
Assim, verificou-se quase consenso entre os debatedores, a partir do diagnóstico inicial de Armando Castelar, do Ibre, de que houve uma surpresa positiva em relação a Paulo Guedes e sua equipe econômica, que se revelaram mais competentes e disciplinados do que se entrevia no fragor da campanha.
Uma área também considerada satisfatória – embora bem aquém do prometido – foi a de concessões e privatizações. De fato, como notou Manoel Pires (Ibre), não havia a menor chance de privatizar R$ 1 trilhão no primeiro ano, como prometido. Mas houve avanços nas concessões e não foi nessa seara que o governo tropeçou nos seus 100 primeiros dias.
A reforma da Previdência, um copo meio cheio e meio vazio, é um bom tópico para passar dos acertos para os muitos erros e problemas acumulados por Bolsonaro neste início de governo.
Houve consenso no seminário na previsão de que o Congresso aprovará uma versão substancialmente desidratada do projeto enviado pelo governo, e que a aprovação final tomará bem mais tempo do que gostaria a equipe econômica – talvez em torno de um ano, na visão de Pires.
Alguns debatedores, como Bruno Ottoni (Ibre), opinaram que teria sido melhor tentar aprovar rapidamente, no início do governo, o projeto de Temer que já tinha passado na Comissão Especial da Câmara.
O raciocínio é que o nível de desidratação da proposta de Bolsonaro – que na forma original visa economia fiscal de R$ 1,1 trilhão em dez anos – acabará levando o ganho para perto dos mesmos R$ 600 bilhões do projeto de Temer aprovada na comissão.
Então, para que perder tempo? Esta é uma pergunta relevante dado que, como notou Silvia Matos (Ibre), a onda de otimismo com a eleição de Bolsonaro no final do ano passado se esvaziou.
Os prognósticos de crescimento do PIB em 2019 saíram de 2,5% para 2%, e têm cara de estar rumando para 1,5%. Castelar notou que o momento em que as projeções começam a cair fortemente do patamar de 2,5% coincidiu com a recente briga entre Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
Um sinal de que a incerteza sobre a Previdência – e, consequentemente, sobre o futuro da solvência pública – está pesando na confiança de investidores e consumidores, e freando a já combalida recuperação econômica. Nesse sentido, a perspectiva de que a aprovação vai demorar, sem que saiba qual o teor de desidratação da versão final, deve prolongar incertezas e machucar ainda mais a economia.
Isto, por sua vez, tende a piorar a popularidade de Bolsonaro, que caiu muito rapidamente e já está num nível bastante baixo para um presidente que supostamente estaria gozando da sua lua de mel com o eleitorado.
O que nos leva à política, a área em que o quase consenso do debate foi de que as coisas estão indo muito, muito mal.
Tanto Carlos Pereira quanto Octavio Amorim Neto, ambos cientistas políticos da Ebape, consideram um erro gravíssimo de Bolsonaro ignorar as regras do jogo do presidencialismo de coalização e tentar governar sem uma base estável no Congresso.
Para Pereira, é grande insensatez demonizar o que considera como “moedas de troca legítimas” do presidencialismo multipartidário na relação entre Legislativo e Executivo: distribuição, proporcional ao peso dos partidos na base, de cargos no Ministério e na burocracia federal; e liberação de emendas orçamentárias de interesse local para os parlamentares da base. Bolsonaro nem base montou.
Discutiu-se, no encontro, sobre como o Congresso pode estar ocupando o vácuo deixado pela não participação do governo na “velha política”, com a emenda – aprovada em tempo relâmpago nas duas Casas – do Orçamento impositivo (e como isto acaba com uma das “moedas de troca”).
E cogitou-se que Bolsonaro talvez esteja conseguindo, de fato, jogar um pouco sobre o Congresso a responsabilidade pela aprovação da Previdência, mas numa estratégia temerária, já que ao fim e ao cabo é o Executivo que acaba recebendo a conta de perda de popularidade se a economia vai mal.
Neste ponto, Roberto Fendt, secretário-executivo do Conselho Empresarial Brasil China – e único dos debatedores com uma visão menos pessimista – sustentou que Bolsonaro estaria efetivamente, e com razão, forçando o Congresso a assumir também sua parte de responsabilidade pela gestão do País. Mas foi uma posição isolada no debate.
Pereira notou que a literatura de ciência política mostra que presidentes populistas como Bolsonaro são bem-sucedidos apenas no início de mandato em emparedar o Congresso, com apelos plebiscitários à população, para conseguir a aprovação de suas medidas. O mais grave neste início de governo para o pesquisador, no entanto, é que nem esse poder inicial Bolsonaro parece ter conseguido. O capital político derrete sem nenhuma vitória com a estratégia plebiscitária.

O Velho e o Mar
Já Amorim Neto foi muito feliz ao usar como metáfora o conto “O Velho e o Mar”, de Hemingway, para definir o que seria uma suposta “vitória” de Bolsonaro na reforma da Previdência e na agenda liberal, com a estratégia de formar maiorias no varejo a cada votação no Congresso. Nesse caso, os parlamentares ficam livres para “encarecer” os seus votos à cada nova rodada.
“O governo vai lutar muito para pescar o Marlim, mas quando o barco voltar a porto só vai chegar o esqueleto, porque os tubarões de sempre terão, de naco em naco, devorado toda a carne”, disse o cientista político.
Os “tubarões” são uma óbvia referência aos grupos de pressão que lutam para manter seus privilégios no âmbito das mudanças na Previdência e outras medidas de teor liberal (como o combate aos subsídios).
Mas se, de fato, o pessimismo predominante no seminário se confirmar, onde vai desembocar o governo Bolsonaro?
Para Pessôa, vai dar numa mediocridade com baixo crescimento, mas sem “ruptura”, porque há quatro importantes amortecedores: grandes reservas internacionais (com posição líquida em dólares do setor público), baixos juros e inflação, a provável aprovação de uma reforma da Previdência (ainda que muito desidratada) e a emenda do teto dos gastos.
Veloso, no entanto, contrapôs que a previsão de mediocridade estável de Pessôa está olhando apenas o mercado. Na opinião de Veloso, um eventual (e bastante possível) fiasco do governo Bolsonaro, numa situação de penúria econômica e grandes tensões sociais, tem boas chances de levar a um desfecho desastroso. Pessôa concordou que sua visão de estabilidade olhava fundamentalmente para o mercado, e não para a sociedade.
Fernando Dantas é colunista do Broadcast
Esta coluna foi publicada pelo Broadcast em 12/4/19, sexta-feira.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Autonomia dos Bancos Centrais sob ataque - The Economist editorial

The independence of central banks is under threat from politics

That is bad news for the world

CRITICS OF ECONOMICS like to say that its abstract theories lack real-world pay-offs. There is a glaring counter-example: the global rise of central-bank independence in the past 25 years. In the 1970s it was normal for politicians to manipulate interest rates to boost their own popularity. That led to a plague of inflation. And so rich countries and many poorer ones shifted to a system in which politicians set a broad goal—steady prices—and left independent central bankers to realise it. In a single generation billions of people around the world have grown used to low and stable inflation and to the idea that the interest rates on their bank deposits and mortgages are under control.
Today this success is threatened by a confluence of populism, nationalism and economic forces that are making monetary policy political again. President Donald Trump has demanded that interest rates should be slashed, speculated about firing the boss of the Federal Reserve and said he will nominate Stephen Moore and Herman Cain, two unqualified cronies, to its board. Brexiteers rubbish the competence and motives of the Bank of England, while in Turkey President Recep Tayyip Erdogan has been in a tug-of-war with the central bank. India’s government has replaced a capable central-bank chief with a pliant insider who has cut rates ahead of an election. And as we report this week, many top jobs at the European Central Bank (ECB), including the presidency, are up for grabs, and some could become part of a wider political struggle over who runs Europe’s institutions (see article). There is a genuine need for reflection on central banks’ objectives and tools. But dangerous forces are afoot that could have alarming consequences for economic stability.
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The problem of politicisation last became acute in the 1970s. After the post-war Bretton Woods currency system collapsed, central banks failed to tame racing inflation because politicians, who pulled the strings, were reluctant to bear the short-term cost of higher unemployment. Two decades of runaway prices and crises led to a new orthodoxy that central banks should be given operational autonomy to pursue an inflation target. In the euro zone, Japan and Britain central banks became legally independent in the 1990s. In America the White House refrained from even publicly discussing Fed policy (see Free exchange). This consensus survived the crash of 2007-08 and is one reason why global inflation has been only 4% a year on average over the past two decades.
The fraying of central banks’ independence has several causes. One is populism. Leaders like Mr Trump combine the politician’s desire for low interest rates with a reckless urge to undermine institutions. Another is the scope of central banks’ activities, which expanded after the financial crisis. Most now hold huge portfolios of government bonds while, at the same time policing the financial industry. And the record of central banks is far from perfect. Because they have probably been too hawkish (despite their unconventional policies) the recovery from the crisis has been slow, undermining voters’ faith in the technocrats whose loyalty is supposedly to the public interest. All this makes it easier to view them as political. Meanwhile, the memory of the crises that led to independence has faded.
Pressure is manifesting itself in different ways in different places. Mr Trump has launched an attack on the Fed. Although his legal authority to sack Jerome Powell, its chairman and a Trump appointee, is not clear, if he wins re-election in 2020 he will be able to nominate a new Fed chairman and two more governors. In Europe a flurry of job changes threatens to lower the calibre of decision-making at the ECB and feed underlying disagreements. By the end of the year, three members of the six-strong executive board and eight of the 19 national governors, who also vote on rates, will have left. The most notable of these is Mario Draghi, its head. His departure in October will happen almost concurrently with elections and a change in leadership at the European Commission and Council, a once-in-40-years overlap. Behind the political game of revolving chairs is a battle between countries to control policy. Northern Europeans have been suspicious of the ECB’s bond-buying, seeing it as cover for subsidising southern Europe. Rather than win by force of argument, they are seeking an edge by getting their own people into the top jobs. That will store up problems.
Perhaps global inflation will rise again from its grave, in which case weaker central banks may struggle to kill it off. More likely is an economic downturn. The world economy has decelerated this year—on April 9th the IMF downgraded its forecasts. Central banks may find themselves needing to pep up their economies.
This is what makes today’s politicisation so dangerous. Technocrats face a difficult challenge. The rich world has hardly any room to cut interest rates before hitting zero, so central banks will once again have to turn to unconventional stimulus, such as bond-buying. The Fed and other central banks may also need to co-operate globally, as in the wake of the crisis. The ECB will have to convince markets that it will do whatever it takes to contain another financial panic on Europe’s periphery. The presence of political appointees, who are either ill-qualified or northern European hawks, would make all these tasks harder. It is not just that their votes count, but also that they would poison the public debate about what central banks should and should not do to deal with recessions.

The talking cure

It is right that the objectives and tools of monetary policy are subject to democratic scrutiny and that central bankers are accountable to legislatures. The Fed is reviewing its target in order to be prepared for a downturn. Other central banks should follow suit. In the long run, this secures their legitimacy and hence their independence. Yet in today’s political environment it is naive to think that politicians really want a considered debate. Instead, the more central banks are in the limelight, the more they will find their month-to-month decision-making subject to external pressure, or find themselves at the whim of boards packed with hacks. It is just that sort of politicisation that the theorists behind independent central banks wanted to avoid. Look back 40 years and you will get a flavour of what could go wrong.

This article appeared in the Leaders section of the print edition under the headline "Interference Day"

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Parceria Brasil-OTAN - Mauricio Aparecido França (Exército brasileiro)

Excelente análise do tenente coronel do Exército brasileiro, Mauricio Aparecido França, sobre a parceria Brasil-OTAN. Artigo-base para uma análise ponderada dessa questão.
Paulo Roberto de Almeida


Uma análise da possível parceria, Brasil e Organização do Tratado do Atlântico Norte

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) foi criada em 1949, agrupando 12 países em torno de um projeto de “segurança coletiva” em face do inimigo comum.  A Europa estava dividida ideologicamente: a leste, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) ameaçava expandir militarmente seu território e, a oeste, os Estados Unidos da América (EUA) tentavam impedir.
Desde sua criação, a organização sediada em Bruxelas incorporou novos atores e, atualmente, é composta por 29 países.  A despeito da incontestável liderança americana, as decisões são tomadas em unanimidade, não havendo o poder de veto como ocorre, por exemplo, no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Com o fim da URSS, a organização teve sua finalidade questionada sob o pretexto de que a ameaça militar direta teria se extinguido. No entanto, a instabilidade de caráter étnico dos Balcãs e o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001 reforçaram a ideia de que a OTAN iria ainda desempenhar um papel importante.  O pensamento de extinção cedeu lugar ao processo de transformação pelo qual a organização ampliou sua área geográfica de atuação para além de seus próprios limites.
Nesse contexto de transformação, a ideia de se estabelecer parcerias estratégicas para a paz foi colocada em prática. Baseada em um senso mais complexo de defesa coletiva, a OTAN passou a privilegiar relações bilaterais com países não europeus capazes de contribuir de alguma forma para a consecução de seus objetivos. São exemplos claros de tais parcerias as relações entre a OTAN e o Iraque, o Afeganistão, a Austrália e, na América do Sul, mais recentemente, a Colômbia.
Em novembro de 2018, em uma entrevista à BBC, o ex-embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, defendeu que o Brasil estabelecesse também uma parceria para a paz com a OTAN, pois “isso traria ao Brasil uma oportunidade para se envolver e trabalhar diretamente não apenas em questões militares e das forças armadas, mas em tudo que for ligado à segurança nacional e segurança global”. 
Para o Brasil, maior país da América do Sul, a aproximação direta com a OTAN sempre gerou questionamentos sobre o que essa parceria representaria para o país. Essa é uma reflexão importante, especialmente no momento atual, em que a política externa brasileira está se aproximando dos EUA.
No campo geopolítico, não há dúvidas de que se o Brasil deseja realmente alcançar uma posição de maior protagonismo internacional, uma possível parceria com a OTAN contribuiria para este objetivo. Ressalta-se que isso não representa um rompimento com a tradição brasileira de não intervenção e de solução pacífica de controvérsias.
Por outro lado, o estabelecimento dessa parceria reafirmaria o posicionamento contrário do Brasil ao expansionismo e ao terrorismo, repudiados historicamente pela diplomacia brasileira. Ou seja, a ação de se aproximar não seria novidade nenhuma para aqueles que acompanham os passos do Brasil.
Militarmente, as oportunidades são mais claras e fáceis de visualizar. O sistema doutrinário da aliança é fruto das lições aprendidas em suas missões e constitui-se em um conhecimento de ponta para nações pacíficas como o Brasil. A ideia-força seria “aprender com os erros e acertos dos outros”.
A OTAN cumpre missões, atualmente, no Afeganistão e em Kosovo, patrulha o mar Mediterrâneo, apoia a União Africana na Somália e policia o espaço aéreo nas regiões fronteiriças com a Rússia. Todas essas atividades podem subsidiar a nossa própria doutrina.
A Diretriz para Atividades do Exército Brasileiro na Área Internacional (DAEBAI) assinala a região formada pela América do Norte e Europa como sendo o “Arco do Conhecimento” para aquisição de inovações doutrinárias e tecnológicas.
Para cumprir esse objetivo, militares brasileiros são enviados para frequentarem cursos de aperfeiçoamento e altos estudos que os tornam conhecedores da doutrina militar das Nações Amigas (NA). Paralelamente, uma rede de oficiais de ligação foi estabelecida com o intuito de se ter acesso aos centros de doutrina desses países. Estamos, de uma maneira indireta, recebendo os ensinamentos da OTAN.
Não obstante, há que se ressaltar que uma parceria com a aliança permitiria o acesso direto ao sistema de ensino da Organização. A Colômbia, por exemplo, envia militares para a Escola da OTAN na Alemanha (Oberammergau) e para o Colégio de Defesa da OTAN na Itália (Roma) desde 2013. Ademais, O Exército Brasileiro poderia ter acesso facilitado a outras formações como, por exemplo, na Escola de Defesa Cibernética em Portugal, considerada referência no setor.
Nessa mesma direção, acrescenta-se a possibilidade de promoção dos Produtos de Defesa do Brasil em mercados tradicionalmente fechados. Quanto mais aprofundarmos a participação em exercícios utilizando material nacional, maiores são as chances de adoção desses equipamentos na Europa e nos demais parceiros da OTAN. Os programas ASTROS e GUARANI encaixam-se perfeitamente nesse ponto.
Finalmente, cabe ressaltar que estabelecer uma pareceria para a paz com a OTAN não representa, em absoluto, alinhar-se automaticamente com qualquer ator internacional. Ao contrário, assinala um passo pragmático para o fortalecimento das capacidades militares dissuasórias do País. Sem dúvidas, será um passo possível e importante.
Fonte: E-Blog
Nota da Redação: O Autor do presente artigo, Srº Mauricio Aparecido França é tenente- coronel da arma de infantaria do Exército Brasileiro. Após concluir o curso da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, no Rio de Janeiro, frequentou a École de Guerre, em Paris em 2017-2018. Nesse ano escolar, cursou o programa de mestrado da École Pratique Hautes Etudes (EPHE) desenvolvendo pesquisa sobre a evolução do pensamento geopolítico brasileiro”.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Bolivar Lamounier sobre a falsa dicotomia esquerda-direita ou o nazismo ser de esquerda (OESP)

01:13:08 | 08/04/2019 | Economia | O Estado de S. Paulo | Espaço Aberto | BR

Um feio escorregão de Jair Bolsonaro

    BOLÍVAR LAMONIER
    Ao qualificar o nazismo como um regime "de esquerda", o presidente Jair Bolsonarorompeu uma represa enorme, deixando um mar de sandices escorrer pelas redes sociais. Nas centenas de mensagens que li, não encontrei uma referência sequer ao que me parece ser o ponto crucial da discussão: a obsolescência da dicotomia esquerda x direita.
    Ninguém contesta que lá atrás, no século 19, tal dicotomia tinha substância, e em alguns países a conservou durante a primeira metade do século 20. A Guerra Civil Espanhola, por exemplo, contrapôs comunistas e anarquistas (nem sempre solidários entre si) a uma direita rombuda, formada por uma burguesia resistente a toda veleidade de reduzir desigualdades, fazendeiros que adorariam viver na Idade Média e, não menos importante, um catolicismo que se comprazia em estender seu manto sobre toda aquela teia de iniquidades. Ou seja, havia efetivamente uma "esquerda" - os que recorriam à violência no afa de quebrar a espinha dorsal daquela sociedade - e uma "direita", os setores acima mencionados, para os quais o status quo era legítimo, sacrossanto e destinado a perdurar até o fim dos tempos.
    Os regimes totalitários que se constituíram entre as duas grandes guerras - o nazismo na Alemanha, o comunismo na URSS e o fascismo na Itália foram precisamente a linha divisória a partir da qual a dicotomia esquerda x direita começou a perder o sentido que antes tivera. Se fizermos uma enquete entre historiadores, sociólogos, etc., pelo mundo afora, constataremos sem dificuldade que nove em cada dez classificam o nazismo como direita e o comunismo como esquerda - e reconheço que aqueles nove ainda têm um naco de razão.
    Sabemos que os regimes comunistas se serviram do marxismo como base teórica. E que o fizeram com um cinismo insuperável; na prática, o chamado "socialismo real" assentava-se numa combinação de partido único, monopólio dos meios de comunicação, polícia secreta, culto à personalidade e numa repetição ritual da ideologia, entendida como a busca do paraíso na Terra, a "sociedade sem classes". Mas em abstrato - nas alturas da filosofia -, é certo que o marxismo se proclama humanista e igualitário. Não legitima nem tenta perenizar desigualdades sociais e muito menos raciais. O nazismo nada tem de humanitário ou igualitário: toma as desigualdades sociais como um dado da realidade e vai muito mais longe, visto que postula uma desigualdade natural de raças e adotou explicitamente a noção "eugênica" do melhoramento das raças superiores - da "raça ariana", entenda-se - e da exterminação da "raça judia".
    Passemos, agora, ao que chamei de obsolescência da dicotomia esquerda x direita. Nas alturas da filosofia e no cinismo do mero discurso político, é óbvio que os esquerdistas continuam a professar um ideário de igualdade. Proclamam-se mais sensíveis que o resto da humanidade ao sofrimento dos destituídos (daí a atração que exercem sobre a corporação artística), mais competentes e decididos a encetar ações conducentes a uma sociedade menos desigual e, com certo contorcionismo, ainda se apresentam como os detentores monopolistas da estrada real que levará ao paraíso terrestre. Ou seja, cultivam, ainda, o mito da revolução total.
    Mas há dois pequenos senões. Na vida política real não se requer nenhum esforço para perceber que os termos "esquerda" e "direita" estão reduzidos a meros totens tribais. Se me declaro "de esquerda", fica entendido que meu adversário político é automaticamente de "direita". Se o partido ao qual me oponho apoia determinada tese, eu a rejeito, pois ela estará necessariamente ligada ao totem da tribo inimiga. No Brasil é notório que a grande maioria dos políticos não serve a objetivos, eles se servem deles e os enquadram em sua obtusidade totêmica para diluir interesses rigorosamente corporativistas.
    O segundo senão é ainda mais importante. Como antes ressaltei, "esquerdistas" são os que se especializam em professar ideais humanitários e igualitários. Em termos abstratos, isso é correto. Mas, atenção, trata-se, na melhor das hipóteses, de um enunciado no plano do desejo, não de programas concretos de governo e muito menos aos efeitos observáveis da aplicação de determinado programa. Aspirações, não consequências objetivas. No terreno prático, as políticas de esquerda caracterizam-se sobretudo por um distributivismo ingênuo, por uma sesquipedal incompetência e não raro pela corrupção no manejo dos recursos públicos, por afugentar investimentos, ou seja, em síntese, pela irresponsabilidade fiscal e pela leniência com a inflação, tolerando ou assumindo ativamente políticas cujas consequências levam a resultados contrários aos proclamados como desejáveis, piorando as condições de vida dos mais pobres.
    Segue-se que a distinção realmente importante não é entre esquerda e direita, mas entre, de um lado, objetivos proclamados, subjetivos ou meramente discursivos e, do outro, consequências práticas, objetivas e previsíveis. De um lado - na melhor das hipóteses -, a crença em "valores absolutos", lembrando aqui a teoria ética de Max Weber; do outro, uma "ética da responsabilidade", vale dizer, uma visão política que de antemão sopesa objetivos e consequências prováveis.
    Nessa ótica, faz sentido afirmar que há muito mais consenso que dissenso na vida pública brasileira atual. O que queremos, fundamentalmente, é retomar o crescimento econômico em bases sustentáveis, com estabilidade monetária; atrair grandes investimentos para a infraestrutura; revolucionar organizacional e pedagogicamente a educação. Se uma concepção mais convergente não se impuser rapidamente sobre os totens tribais que se digladiam em Brasília, daqui a 20 anos o Brasil não será um país para almas frágeis.
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    Há muito mais consenso do que dissenso na atual vida pública brasileira
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    SÓCIO-DIRETOR DA AUGURIUM CONSULTORIA, É MEMBRO DAS ACADEMIAS PAULISTA DE LETRAS E BRASILEIRA DE CIÊNCIAS E AUTOR DO LIVRO 'DE ONDE, PARA ONDE - MEMÓRIAS' (SÃO PAULO, EDITORA GLOBAL)

    domingo, 7 de abril de 2019

    Elites medíocres, políticos corruptos: a mortal combinacao que arrastou o Brasil para o fundo - O Antagonista-Crusoé

    Não tenho nenhum problema ou restrição mental em fazer publicidade para O Antagonista e para a revista Crusoé, da qual sou assinante: simplesmente trata-se do melhor jornalismo investigativo, informativo e opinativo disponível na mídia brasileira, sem as limitações da imprensa familiar, ou daquela subvencionada por partidos ou grupos poderosos, de esquerda ou de direita.
    Paulo Roberto de Almeida
    EXCLUSIVO: OS GRAMPOS DA FARRA DE JOESLEY BATISTA, DA JBS, COM OS PODEROSOS

    Caro leitor,
    O texto a seguir foi retirado de uma reportagem da revista Crusoé que revela o conteúdo de grampos inéditos com detalhes da farra de Joesley Batista, da JBS, com o poder:
    Domingo, 26 de outubro de 2014. A cúpula de uma das maiores companhias do Brasil se reúne em uma exuberante mansão no Jardim Europa, na capital paulista, para acompanhar a contagem dos votos do segundo turno. Havia uma eleição presidencial em aberto. Dilma Rousseff e Aécio Neves protagonizavam uma das mais acirradas disputas eleitorais da história brasileira desde a redemocratização. A casa é de Joesley Batista, o dono da JBS. O empresário, alçado havia alguns anos ao estrelato dos negócios pela política dos campeões nacionais do governo Lula, tinha se tornado também um dos maiores financiadores de campanha do país. A ideia do convescote, para o qual ele reuniu alguns de seus parceiros mais próximos, era conferir o resultado do investimento. O grupo se reuniu à beira da piscina. A festa, regada a muita bebida, com a turma se jogando na água de roupa e tudo, entraria pela madrugada. E acabaria, sem que ninguém ali soubesse, por proporcionar a um grupo restrito de investigadores da Polícia Federal um retrato bem-acabado, e até hoje inédito, do auge da influência de Joesley e da JBS sobre o poder, graças aos milhões que o grupo colocava nas mãos dos políticos.
    É isso mesmo.
    Enquanto Joesley e sua turma comemoravam na piscina a reeleição de Dilma, a PF monitorava tudo.
    As gravações inéditas, obtidas com exclusividade, revelam a promiscuidade entre Joesley e os donos do poder de então.
    Os grampos mostram conversas entre Joesley e personagens como Michel Temer, o petista Fernando Pimentel, o emedebista Eduardo Cunha e o tesoureiro de campanha de Aécio Neves.
    Além da intimidade com o dono da JBS, os diálogos revelam que, invariavelmente, os políticos eram extremamente gratos ao generoso financiador de campanha:
    É o que deixa claro Michel Temer, ao falar com Joesley:
    “Obrigadíssimo, amigo, obrigadíssimo. Agora, vem cá. Agora vamos fazer aquele almoço ou aquele jantar no Jaburu?”
    Fernando Pimentel:
    “Obrigado por tudo, abraço”.
    Eduardo Cunha:
    “Muito obrigado por tudo, por tudo você foi 100%, tá?”
    A reportagem explica a razão de tamanha felicidade com a reeleição. E tamanha simpatia por parte dos políticos:
    Joesley tinha motivos de sobra pra comemorar a continuidade da dobradinha PT-MDB no poder. Afinal, foi durante a era petista, e à custa de facilidades obtidas em Brasília, que o seu frigorífico deixou de ser mais uma empresa para se tornar a maior produtora mundial de proteína animal, com um faturamento de 120 bilhões de reais em 2014. Como revelaram mais tarde as investigações, e os próprios executivos do Grupo JBS em suas delações premiadas, grande parte desse crescimento foi consequência da articulada estratégia da empresa de encher o bolso de políticos, seja por meio das gordas doações eleitorais oficiais, seja pelas entregas de dinheiro em espécie por fora, em troca de facilidades.
    É uma reportagem suculenta.
    Seu conteúdo pode ser indigesto.
    Mas, a exemplo dos alimentos ricos em nutrientes, é um prato necessário.
    Necessário para quem quer entender o Brasil e, mais do que isso, passar o país a limpo.
    E nós sabemos por que oferecemos esse prato a você, caro leitor.
    Essa é a tarefa do jornalismo independente: mergulhar nos bastidores do poder e revelar  acontecimentos e articulações que os poderosos querem manter em sigilo.
    É isso o que os leitores da Crusoé encontram todos os dias quando abrem o site pela manhã. 
    E também às sextas-feiras, quando é publicada a Edição da Semana da Crusoé, com reportagens de fôlego que trazem revelações sobre o poder e os poderosos.
    É preciso um jornalismo independente para fiscalizar os poderosos e impedir que eles façam o que bem entendem com o dinheiro do imposto que você paga. 
    A Revista Crusoé está pronta para denunciar o que for preciso, sempre em benefício de seus leitores.
    Como a reportagem que revelou que uma das linhas de investigação da Polícia Federal sobre o atentado a Jair Bolsonaro apontava para o Primeiro Comando da Capital, a maior facção criminosa do país. Advogados que defenderam Adélio Bispo de Oliveira, o autor da facada em Bolsonaro, ficaram sob a lupa das autoridades.
    Crusoé também jogou luz sobre a vida luxuosa dos filhos de Lula. Os negócios da prole do presidente preso por corrupção e lavagem de dinheiro foram tema de uma extensa reportagem logo na edição de estreia da revista.
    E mais:
    • Na edição do dia 1º de junho de 2018, revelamos que o então presidente da Petrobras, Pedro Parente, mantinha sociedade com empresas que tinham negócios com a estatal.
    • Já na edição de 18 de maio de 2018, revelamos que a PF reunira indícios de que a petista Gleisi Hoffmann havia recebido R$ 5,3 milhões em recursos ilegais.
    • No início de 2019, revelamos um plano de Cuba para ajudar Dilma a se reeleger em 2014. O plano teve a participação ativa dos profissionais cubanos do programa Mais Médicos, que atuavam como cabos eleitorais da petista.
    Fatos não faltam…
    E é preciso fiscalizar, porque…
    É a segurança, a saúde e a educação da sua família que estão em jogo.
    Você quer que esses políticos sejam fiscalizados?
    Você quer saber o que é feito às escondidas?
    Você quer fiscalizar a reforma da Previdência?
    Você quer que os governantes trabalhem pelo bem de sua família?
    A melhor forma de brigar por tudo isso é acompanhar diariamente um jornalismo independente e sem rabo preso com políticos e governos.
    Chega de ser enganado por políticos “espertos”.
    Basta de meias verdades.
    Chega de histórias mal contadas sobre ações que na verdade prejudicam a sua vida e a de outras milhões de pessoas.
    Crusoé mostra de forma detalhada o que acontece por trás das principais notícias da semana.
    Porque essa é a única forma de você se prevenir do jogo do poder.
    Com a Crusoé, você descobre em quem confiar e, principalmente, em quem não confiar no mundo da política.
    E é por esse motivo que estamos convidando você a fazer parte do grupo de brasileiros que deseja ficar do lado da verdade.
    Crusoé foi criada em 2018 pelos jornalistas Diogo Mainardi e Mario Sabino com o propósito de mostrar para você o que acontece pelos cantos de Brasília, trazendo a verdade à tona ─ doa a quem doer.
    Um princípio fundamental da Crusoé é não aceitar anúncios de nenhum órgão ou poder público.
    Isso significa que não recebemos dinheiro de nenhum governo (federal, estadual ou municipal), tampouco dos Poderes Legislativo ou Judiciário.
    Também não aceitamos recursos de empresas estatais ou qualquer organização bancada com recursos públicos. E nem de empresas privadas enroladas em falcatruas.
    É isso que garante a você transparência total das informações divulgadas. Como se diz vulgarmente, não temos o rabo preso com os ocupantes do poder.
    Crusoé, uma ilha de independência no jornalismo brasileiro.
    É uma revista direita e de direita.
    Não se trata de um trocadilho gratuito.
    Num país em que os mais torpes argumentos são usados para escamotear os cofres públicos…
    … fazer uma revista direita significa ser intransigente com os malfeitos, com a corrupção, o conchavo, o toma-lá-dá-cá, a incompetência…
    Significa repudiar a velha política, aquela que foi derrotada em 2018 nas urnas.
    Os representantes dessas práticas não têm colher de chá na Crusoé. Vale para Lula, para o PT, para o Renan…
    Ser uma revista de direita significa, principalmente, defender valores e ações como:
    • A Democracia Representativa, em que os políticos legitimamente eleitos agem em nome do eleitor e são por ele fiscalizados. Nada de comitês e afins, dominados por partidários dos poderosos, como quer a esquerda;
    • A Livre Iniciativa, o direito dos cidadãos de se associarem livremente para aproveitar oportunidades e solucionar desafios contemporâneos, gerando negócios e riqueza. Governos não induzem prosperidade: quem o faz são os cidadãos empreendedores e as empresas, cabendo ao Estado estabelecer regras claras. Ou seja, nada do Estado gigante que controla tudo e nada entrega, como prega a esquerda;
    • A Liberdade de Expressão e de Acesso à Informação, o que inclui a liberdade da imprensa de revelar ao público o que os poderosos gostariam de esconder. Foi assim que o Brasil afastou do poder uma presidente que arruinou as finanças e colocou atrás das grande um ex-presidente corrupto que lavava dinheiro. “Controle social da mídia”, como prega o PT e seus satélites, nada mais é do que uma ferramenta para intimidar e calar a imprensa que não se ajoelha diante do poder.
    • O Jornalismo Independente. Repetimos: a Crusoé, assim como O Antagonista, não aceita dinheiro de qualquer órgão público ou empresa estatal. Não há negociação nesse ponto. Mario Sabino costuma dizer que a publicidade estatal tem funcionado como um “mensalão”, por meio do qual governistas de plantão compram apoio de “jornalistas”. A prática aniquila o poder de fiscalização da imprensa sobre o governo. É um tiro na democracia. Foi assim nos governos petistas, que se associaram a blogs sujos. Que isso nunca mais se repita.
    Crusoé é, portanto, uma revista que tem coragem de admitir sua posição.
    Mas isso não significa dar paz aos políticos de direita.
    O atual governo já demonstrou que tem a pauta certa para modernizar o Brasil: uma profunda reforma econômica (que inclui a previdenciária) e uma intransigente política de combate ao crime.
    A população felizmente concedeu um mandato a Jair Bolsonaro para que ele implemente essas mudanças.
    Mas o presidente não tem uma carta em branco.
    É preciso fiscalizar seu governo, e nós o faremos.
    Temos a equipe mais preparada para essa tarefa.
    Na linha de frente, está Rodrigo Rangel, editor-executivo da revista Veja em Brasília até o início de 2018.
    Rodrigo possui três prêmios Esso e foi autor de algumas das reportagens mais impactantes sobre a Operação Lava Jato.
    Com seu rigor jornalístico, suas reportagens contribuíram para colocar na cadeia o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral, o ex-presidente Lula e muitos outros políticos corruptos.
    Crusoé está do lado da verdade ─ não importa o partido.
    Isso significa que… se algum poderoso fizer besteira, ele não terá descanso até que a verdade seja esclarecida.
    Será investigado e estampará as páginas tão temidas da Crusoé.
    Nosso compromisso é com você. É com um Brasil mais justo e melhor para a sua família.
    Toda semana você encontra na Crusoé:
    • Reportagens investigativas que mostram a verdadeira face daqueles que deveriam trabalhar pelos seus interesses (mas é o contrário que acontece)
    • Pontos de vistas diferentes sobre os principais assuntos da semana para você refletir sobre o momento em que estamos passando.
    • Provocações no bom e velho estilo ame ou odeie. Sem frescura. Sem mimimi.
    • Entrevistas esclarecedoras que vão abrir sua mente para assuntos que talvez você nunca tenha parado para pensar.
    • Denúncias que só podem ser publicadas pelo jornalismo independente.
    • Humor na dose certa para você refletir e se descontrair ─ afinal, o mundo já está muito sério.
    • Notícias diárias sobre os principais acontecimentos do Brasil e do mundo
    • E muito, muito mais…
    Você fará parte de um grupo bem informado, que participa ativamente de todas as decisões que vêm de Brasília.
    Confira o que dizem os assinantes:
      
    Toda sexta-feira, você terá acesso em primeira mão às principais análises do Palácio do Planalto, do Congresso, do STF…
    E é isso que queremos que você encontre nos próximos 7 dias. Então, temos um convite especial para lhe fazer:
    Hoje você tem a oportunidade de acessar gratuitamente a Crusoé por 7 dias.
    Serão 7 dias em que você poderá conhecer os detalhes do que acontece nos bastidores de Brasília e nos ajudar a pressionar os poderosos pelas mudanças que precisam ser feitas no Brasil.
    Você tem a oportunidade de presenciar tudo isso por 7 dias sem custo algum.
    Aceitando o nosso convite, você poderá acessar na íntegra todo o site da Crusoé e ler em primeira mão reportagens investigativas que abalam o dia a dia dos políticos e empresários influentes.
    Você poderá acompanhar:
    • O movimento do Congresso durante as reformas propostas pela equipe do governo;
    • Denúncias de atividades suspeitas da cúpula do poder;
    • Entrevistas reveladoras com figuras de peso na política;
    • Colunas provocativas para você olhar o país por ângulos diferentes;
    • Cobertura diária dos principais fatos da política.
    • E muito, muito mais…