O que é este blog?

Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org. Para a maior parte de meus textos, ver minha página na plataforma Academia.edu, link: https://itamaraty.academia.edu/PauloRobertodeAlmeida

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Transsiberiano, de Moscou a Pequim, em 16 dias

Grande Expresso Transiberiano De Moscou a Pequim

Embarque nesta experiência única de Moscou a Pequim!
Viaje no Grande Expresso Transiberiano e aproveite as paisagens da rota transiberiana com máximo de conforto.

INCLUI

  • 6 noites a bordo do Grande Expresso Transiberiano de Moscou – Ulaanbaatar, de acordo com a categoria escolhida e reservada;
  • Voo Ulan Bator / Pequim pela MIAT – Mongólian Airlines em classe econômica (1 peça de 20 quilos por pessoa)
  • 1 pernoite em hotel em Moscou: 5*
  • 1 pernoite em hotel em Yekaterimburgo: 5*para passageiros de cabinas Silver y Gold, 4* para passageiros de cabinas Standard
  • 1 pernoite em hotel em Novosibirsk: 5*para passageiros de cabinas Silver y Gold, 4* para passageiros de cabinas Standard
  • 1 pernoite em hotel em Irkutsk:4*
  • 2 pernoites em hotel em Ulaanbaatar: 5*para passageiros de cabinas Silver y Gold, 4* para passageiros de cabinas Standard
  • 3 pernoites em hotel em Pequim: 5*
  • Pensão completa em todo o tour, começando com o jantar no 1º dia e terminando com café da manhã no 16º dia;
  • Chuveiros em quartos de hotel em Ulan Ude e Krasnoyarsk para os clientes que viajam em categorias Standard Economy e Standard Plus;
  • Traslados aeroporto – hotel de V.V. em Moscou e Pequim no 1º e 16º dia;
  • Visitas guiadas em Moscou, Ekaterimburgo, Novosibirsk, Krasnoyarsk, Irkutsk, Ulan Ude, Ulaanbaatar, Pequim;
  • Palestras a bordo em Inglês, Espanhol, Português (outros idiomas sob solicitação);
  • Eventos culturais conforme mencionados no programa;
  • Concerto clássico privado em Irkutsk;
  • Guias turísticos acompanhantes em Português, Espanhol e Inglês (outras línguas a pedido)
  • Diretor do trem a bordo por todo o tour, falando inglês
  • Serviços adicionais incluídos no preço da viagem para Silver e Gold: ✓ Hotéis 5* em Moscou, Ekaterimburgo, Novosibirsk, Ulaanbaatar e Pekin; hotel 4* em Irkutsk
  • 1 taça de vinho com todas os almoços e jantares a bordo do trem
  • Água mineral ilimitada a bordo do trem
  • Wi-fi nas cabinas (em fase de teste, funcionamento limitado, acesso a Internet GSM com volume e velocidade limitados).

SAÍDAS E PREÇOS

SAÍDAS DE MOSCOU EM 2020 - BAIXA TEMPORADA
Maio/2020: 16
Junho/2020: 06
Standard Economy
A partir de € 5.070 + 2% de imposto (valor por pessoa do pacote em cabine quádrupla)
Standard Economy
A partir de € 5.990 + 2% de imposto (valor por pessoa do pacote em cabine tripla)
Standard Plus
A partir de € 7.190 + 2% de imposto (valor por pessoa do pacote em cabine dupla)
Deluxe  Silver
A partir de € 11.370 + 2% de imposto (valor por pessoa do pacote em cabine dupla)
Deluxe Gold
A partir de € 13.570 + 2% de imposto (valor por pessoa do pacote em cabine dupla)
SAÍDA DE MOSCOU EM 2020 - MÉDIA TEMPORADA
Agosto/2020: 29
Standard Economy
A partir de € 5.230 + 2% de imposto (valor por pessoa do pacote em cabine quádrupla)
Standard Economy
A partir de € 6.150 + 2% de imposto (valor por pessoa do pacote em cabine tripla)
Standard Plus
A partir de € 7.350 + 2% de imposto (valor por pessoa do pacote em cabine dupla)
Deluxe  Silver
A partir de € 11.530 + 2% de imposto (valor por pessoa do pacote em cabine dupla)
Deluxe Gold
A partir de € 13.730 +2% de imposto (valor por pessoa do pacote em cabine dupla)
SAÍDAS DE MOSCOU EM 2020 - ALTA TEMPORADA
Junho/2020: 27
Julho/2020: 18
Agosto/2020: 08
Standard Economy
A partir de € 5.310 + 2% de imposto (valor por pessoa do pacote em cabine quádrupla)
Standard Economy
A partir de € 6.230 + 2% de imposto (valor por pessoa do pacote em cabine tripla)
Standard Plus
A partir de € 7.430 + 2% de imposto (valor por pessoa do pacote em cabine dupla)
Deluxe  Silver
A partir de € 11.610 + 2% de imposto (valor por pessoa do pacote em cabine dupla)
Deluxe Gold
A partir de € 13.810 + 2% de imposto (valor por pessoa do pacote em cabine dupla)

Itinerário

DIA 01 | Moscou

Chegada em Moscou. Os passageiros receberão as boas-vindas no aeroporto de Moscou e serão acompanhados ao seu hotel.  À noite, jantar de boas vindas.  Hospedagem em Moscou.

HOTÉIS PREVISTOS

Hotel LeningradoMoscou
Hotel Doubletree by HiltonEcaterimburgo
Hotel Doubletree by HiltonNovosibirsk
Hotel Courtyard by MarriottIkutsk
Hotel Blue SkyeUlan Bator
Hotel Renaissance WangfujingPequim

Observações

  • Consulte-nos para valores de suplementos e passeios opcionais.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Os EUA no limiar de uma grande revolta do próprio Estado contra Trump (NYT)

Em livros, um autor anônimo argumenta que o "contrato" de Trump não deveria ser renovado em 2020. O mesmo autor argumentou que altos funcionários da administração Trump consideraram renunciaram em massa, para protestar contra as políticas equivocadas do presidente...
Esperemos que o façam antes das eleições...
Paulo Roberto de Almeida

In ‘A Warning,’ Anonymous Author Makes Case Against Re-election
https://www.nytimes.com/2019/11/07/books/review/a-warning-anonymous-book-review-trump.html?smid=nytcore-ios-share

In ‘A Warning,’ Anonymous Author Makes Case Against Re-election

The same writer who penned an Opinion essay in 2018 argues in a new book that the president’s contract shouldn’t be renewed.
Twelve Books

“Trust me”: It’s a tired cliché, a throwaway line, but when you first encounter it in “A Warning,” the new book by “Anonymous,” who is identified here only as “a senior Trump administration official,” it lands with a startling thud. Any revealing details have been explicitly and deliberately withheld to protect this person’s identity. Who is this “me” that we’re supposed to trust?
It’s a question that the anonymous author — who wrote an Op-Ed for The Timeslast year about resisting the president’s “more misguided impulses” — might have anticipated, given how much of the book is devoted to the necessity of “character” and to quoting dead presidents by name.
Not to mention this individual’s own conspicuous failures of judgment thus far. You don’t even have to take it from me; you can take it from Anonymous. “Many reasonable people voted for Trump because they love their country, wanted to shake up the establishment, and felt that the alternative was worse,” Anonymous writes. “I know you because I’ve felt the same way.” A mildly chastened Anonymous now seems to recognize, somewhat belatedly, that President Trump’s peddling of birtherism conspiracy theories and his boasts about grabbing women’s genitals might have constituted their own kind of warning — plausible evidence that Mr. Trump might not magically transform into the dignified statesman Anonymous so desperately wanted him to be.
Anonymous even admits that the thesis of the Op-Ed in The Times — the essay that led directly to the existence of this book, and was published just over a year ago — was “dead wrong” too.
Attempts by the “adults in the room” to impose some discipline on a frenzied (or nonexistent) decision-making process in the White House were “just a wet Band-Aid that wouldn’t hold together a gaping wound,” Anonymous writes. The members of the “Steady State” (the term “Deep State” clearly stings) have done everything they can, to no avail. Anonymous is passing the baton to “voters and their elected representatives” — only now the baton is a flaming stick of dynamite.
“A Warning,” then, is just that: a warning, for those who need it, that electing Mr. Trump to a second term would be courting disaster. “The president has failed to rise to the occasion in fulfilling his duties,” Anonymous intones.The book’s publisher and agents apparently referred to the manuscript as the “December Project,” though the publication date was moved up to this month when the House announced an impeachment inquiry.
“I realize that writing this while the president is still in office is an extraordinary step,”Anonymous says. In light of three years’ worth of resignations, tell-all books, reports about emoluments and sworn testimony about quid pro quos, this is a decidedly minimalist definition of “extraordinary.” How can a book that has been denuded of anything too specific do anything more than pale against a formal whistle-blower complaint?
It’s hard to look like a heroic truth teller by comparison, but Anonymous tries very hard, presenting anonymity as not just convenient but an ultimately selfless act, designed to force everyone to pay more attention to what this book says by deflecting attention away from the person who’s saying it. “Removing my identity from the equation deprives him of an opportunity to create a distraction,” Anonymous writes, referring to Mr. Trump’s compulsion for attacking his critics. “What will he do when there is no person to attack, only an idea?”
Anonymous has seen disturbing things. Anonymous has heard disturbing things. You, the reader, will already recognize most of what Anonymous has seen and heard as revealed in this book if you have been paying any attention to the news. Did you know that the president isn’t much of a reader? That he’s inordinately fond of autocrats? That “he stumbles, slurs, gets confused, is easily irritated, and has trouble synthesizing information”?
“A Warning,” Anonymous says, is intended for a “broad audience,” though to judge by the parade of bland, methodical arguments (Anonymous loves to qualify criticisms with a lawyerly “in fairness”), the ideal reader would seem to be an undecided voter who has lived in a cave for the past three years, and is irresistibly moved by quotations from Teddy Roosevelt and solemn invocations of Cicero.
Plenty of people have preemptively criticized this book as an opportunistic grift, though Anonymous has announced a plan to donate a portion of the royalties to “nonprofit organizations that focus on government accountability,” including the White House Correspondents’ Association. Besides, everything in the text of “A Warning” suggests a dyed-in-the-wool establishment Republican. There’s the typical talk about American exceptionalism and national security. There’s the eternal complaint that President Barack Obama was “out of touch with mainstream America.” There’s a wistful elegy for “our budget-balancing daydreams.” Yes, Anonymous is happy about the conservative judicial appointments, the deregulation, the tax cuts; what rankles is the “unbecoming” behavior, the “unseemly antics.”
A big tell comes early on, when Anonymous reveals what “the last straw” was. It wasn’t Mr. Trump’s response to the right-wing rally in Charlottesville, Va., in 2017, when a white supremacist killed a woman and the president talked about “the violence on many sides.” It wasn’t even the administration’s separation of migrant families at the border. These examples might have left Anonymous appalled, but the truly unforgivable act was when Senator John McCain died last year and Mr. Trump tried to hoist the flag on the White House above half-staff: “President Trump, in unprecedented fashion, was determined to use his office to limit the nation’s recognition of John McCain’s legacy.”
Anonymous says that the president “deserves to be fired,” but that’s just the author indulging in a little rhetorical flourish; what Anonymous really means is that the president’s contract shouldn’t be renewed. Actively seeking to remove Mr. Trump from office, whether by invoking the 25th Amendment or pursuing impeachment proceedings, would be “bad” because “we can scarcely afford further disunion.” Mr. Trump, Anonymous says, should simply not be elected to a second term; only then can the country “undertake the arduous task of moral repair” and “restore the soul of its political system.” 
Anonymous declares that this “American spirit” was best exemplified by the bravery shown by the passengers on United Flight 93, who rushed the cockpit on 9/11. We’ve seen Flight 93 used as a conservative analogy before — by another anonymous author no less, writing under the pen name Publius Decius Mus, who argued before the 2016 presidential election that “a Hillary Clinton presidency is Russian Roulette with a semi-auto” and consequently that voting for Mr. Trump offered the only chance for the republic’s survival.
That the same violent tragedy has been deployed to argue one point and then, three years later, to argue its utter opposite is, to put it charitably, bizarre. But then Anonymous, a self-described “student of history,” doesn’t seem to register the discrepancy. Nor does Anonymous square the analogy with an episode mentioned in the opening pages of “A Warning” — of senior officials contemplating a replay of the Nixon administration’s so-called Saturday Night Massacre by resigning en masse. The idea of doing anything so bold was floated within the first two years of the Trump administration, and then abandoned.
Toward the end of the book, an earlier quote from Mr. Trump kept coming back to me, unbidden: “These are just words. A bunch of words. It doesn’t mean anything.”

Brazilian trade policy in historical perspective - Paulo Roberto de Almeida (RBDI)

Escrevi esse artigo entre 2012 e 2013, mas não creio que a realidade tenha mudado muito desde então, a despeito da assinatura do acordo Mercosul-União Europeia (que provavelmente não vai entrar em vigor num futuro próximo mas por outros problemas, de natureza política).
Eis o sumário e o link para acesso ao arquivo:

Brazilian trade policy in historical perspective: constant features, erratic behavior (2013)
Revista Brasileira de Direito Internacional – Brazilian Journal of International Law , 2013
Paulo Roberto  de Almeida

Um imposto sobre as emissões de carbono? Seria racional? - Robert P. Murphy (Mises)

The IMF Wants the World to Embrace Sweden's Ineffective Carbon Tax

The IMF recently released a new study pushing for governments around the world to implement “a global carbon tax” that would rise to $75/ton by 2030, in order to limit global warming to at most the “safe” ceiling of 2 degrees Celsius. In order to reassure the alarmed reader that such a carbon tax is feasible, the IMF’s blog post on the new study explained, “Sweden has set a good example. Its carbon tax is $127 per ton and has reduced emissions 25 percent since 1995, while the economy has expanded 75 percent since then.”
In a future article I will dissect the IMF proposal more thoroughly, but in this initial post, I will focus just on the example of Sweden. Since the IMF writers themselves have held it up as a “good example” of how carbon taxes work, by all means let’s analyze the situation more closely. We’ll see that the United States has had comparable “success” in reducing emissions while maintaining economic growth, even though it has had much more modest government curbs on greenhouse gas emissions. The case of Sweden, far from proving the benefits of the IMF’s desired global carbon tax, if anything shows that a new carbon tax will be mostly pain and little gain.

The Carbon Tax in Sweden

The government of Sweden itself is very proud of its carbon tax, which was introduced in 1991 at a level of SEK 250 (about 24 euros at that time), and which has risen to SEK 1180 in 2019, which is about 114 euros or $126 at current exchanges rates. The Swedish government posts this graphic that illustrates the same claims made in the IMF post:
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Source: The Government Offices of Sweden
The moral is clear: Even with what seems to be a pretty aggressive carbon tax, the economy still expanded 78% between 1990 and 2017, while greenhouse gas emissions are down about a quarter. Doesn’t this prove the naysayers wrong? With the appropriate political will—so it seems—you can get significant emissions cuts without destroying the economy. Take that, Fox News!

Sweden vs. the United States

But hold on a second. What if we run the same metrics on the United States?
Well, from 1990 through 2017, its real GDP expanded 93 percent, compared to Sweden’s 78 percent.
Now it’s true that the U.S. didn’t experience a drop in emissions, but even though output almost doubled, emissions were just about flat during this time period, as this chart from the EPA shows:
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Source: Environmental Protection Agency
Specifically, of the greenhouse gases tracked by EPA in this chart, total annual emissions (in CO2-eq terms) from 1990-2017 only increased 1 percent.
Does that surprise readers? I bet most Americans had no idea that US annual contributions to atmospheric greenhouse gases has been roughly flat for two decades running.

Combining the Measures

So now let’s ask how Sweden and the U.S. did, when we combine the two metrics. That is, we will ask how well Sweden and the U.S. did in reducing greenhouse emissions per unit of real GDP.
In the case of Sweden, recall that its emissions dropped 26 percent while its economy grew in real terms by 78 percent. So Swedish emissions/GDP dropped 58 percent from 1990 to 2017.
In the case of the United States, its emissions increased 1 percent while its real GDP increased 93 percent. So American emissions/GDP dropped 48 percent.
And there you have it: Despite Sweden’s relatively draconian carbon tax that now stands at $126/ton—the equivalent of about $1.10 per gallon in extra tax at the gasoline pump—its progress in reducing emissions while balancing economic growth hasn’t been much better than the United States’ experience. To repeat, Sweden in the last two decades has reduced its emissions/output by 58 percent, while the US has reduced them by 48 percent.

Other Countries

We can get a better perspective by looking at the World Bank’s charts, showing CO2 emissions divided by economic output. (Note that these World Bank charts just include carbon dioxide, not other greenhouse gases, and also that their economic baselines are possibly different than in the calculations we just made, but what’s important is the relative progress among different countries. Also, the World Bank data only goes through 2014.)
First, we’ll have the World Bank generate a chart just showing Sweden, the United States, and also Germany, which has a reputation of being a strong fighter against climate change and a responsible global citizen:
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Source: The World Bank
So yes, the United States emits more carbon dioxide per unit of economic output than Germany or Sweden. (This isn’t surprising, when you keep in mind how big the U.S. is, and how much more its people would like to drive, compared to Europeans.) But on the other hand, it has also made the most progress of the three countries in reducing that measure, measured in absolute terms.
Even if these three government “did nothing” more and history repeated itself, the gap would probably continue to shrink. The reason the United States would still emit more (in absolute terms) than Sweden or Germany, would be that its economy produced more stuff.
What’s really interesting, though, is when we add China to the mix. Now look at the World Bank chart:
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Source: The World Bank
Once China is included, we see that the United States looks even more like Germany and Sweden. It also shows why, if environmental activists are going to be lecturing governments on restraining their emissions, they should be focusing on China, where there are the largest “gains” still to be had.

Conclusion

This post might seem very defeatist to the climate activists. And yes, I do think the case for a carbon tax is weak. On the other hand, my post should be very optimistic for those who think climate change is a serious problem, but who aren’t wedded to political solutions. As the above charts show, normal economic growth naturally brings down emissions per unit of output, and the “improvement” has been faster in the U.S. and China than it has been in the most regulated Western countries.
To get a better sense of why Sweden, for example, hasn’t seen sharper emissions drops but also hasn’t seen an economic collapse, consider this table from page 3 of the IMF study:
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Source: The International Monetary Fund
So even though it currently has a carbon tax of about $127 (using their currency conversions), notice that that relatively draconian tax only applies to 40 percent of Sweden’s greenhouse gas emissions. In terms of textbook theory, it would make more sense—both economically and in terms of reducing humans’ carbon footprint—to apply a lower carbon tax rate to a wider base. And yet, political realities have limited the effectiveness of the carbon tax, even in Sweden.
Despite the IMF’s claims to the contrary, the case of Sweden actually shows that a political “solution” to climate change is ineffective. Even though certain segments of the Swedish economy have been slammed with a punitive tax, overall progress on reducing emissions while maintaining growth has been only modestly better than in the United States. And no matter what the West does, the real action on greenhouse gas emissions in the coming century will occur in China.
All in all, the case of Sweden reinforces my overall view, that human-caused climate change, though something to be monitored, is not an immediate crisis. It is a very conservative, sensible strategy to foster general economic growth, with various teams of scientists working on different strategies for dealing with climate change should they be necessary decades (or centuries) hence.
Originally published at the Institute for Energy Research
Robert P. Murphy is a Senior Fellow with the Mises Institute. He is the author of many books. His latest is Contra Krugman: Smashing the Errors of America's Most Famous KeynesianHis other works include Chaos Theory, Lessons for the Young Economist, and Choice: Cooperation, Enterprise, and Human Action (Independent Institute, 2015) which is a modern distillation of the essentials of Mises's thought for the layperson. Murphy is co-host, with Tom Woods, of the popular podcast Contra Krugman, which is a weekly refutation of Paul Krugman's New York Times column. He is also host of The Bob Murphy Show.

O Itamaraty de volta a antigas práticas: exoneração do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães em 2001

Sempre é bom registrar a história. Tem precedente para qualquer coisa, ou quase.
Dezoito anos depois do embaixador Samuel, foi a minha vez de ser exonerado do IPRI, por razões, digamos, similares, se não semelhantes.
Paulo Roberto de Almeida
São Paulo, quarta-feira, 11 de abril de 2001 
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Embaixador contra a Alca cai no ItamaratyDA REPORTAGEM LOCAL

O embaixador Samuel Pinheiro Guimarães foi demitido do Ipri (Instituto de Pesquisas de Relações Internacionais), do qual era diretor, por manter uma posição diferente da do Itamaraty em relação à Alca (Área de Livre Comércio das Américas).
Para exonerá-lo da função, o Ministério das Relações Exteriores baseou-se na circular baixada pelo ministro Celso Lafer, em fevereiro deste ano, que proíbe qualquer manifestação pública sobre política externa, por parte dos diplomatas, sem autorização superior.
Foi a primeira exoneração de um embaixador de seu cargo com base na "lei da mordaça", como ficou conhecida a norma do ministério.
A posição de Pinheiro Guimarães contra a criação da Alca era pública, o que incomodava o Itamaraty. A gota d'água teria sido a divulgação do texto "A Alca É o Fim do Mercosul", de autoria do embaixador.
De acordo com ele, a indústria nacional não está pronta para competir com a norte-americana, o que poderia causar forte abalo no setor.
A posição do Itamaraty criou polêmica também no meio jurídico, por poder ferir o artigo 5º da Constituição, que garante a todos os brasileiros a inviolabilidade do direito à livre manifestação do pensamento, independentemente de censura ou licença (incisos IV e IX).
O conselheiro Carlos Henrique Cardim assumirá as funções de Pinheiro Guimarães no Ipri. Não está definido ainda para que área do Itamaraty o embaixador será transferido.


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A diplomacia do Twitter: sobre o caso de Cuba na ONU - Paulo Roberto de Almeida


Comentários ao voto do Brasil sobre o embargo a Cuba na Assembleia Geral da ONU

Paulo Roberto de Almeida
 [Objetivo: comentários pessoais; finalidade: debate público sobre a política externa]
  
No dia 7 de novembro de 2019, a delegação do Brasil votou contra a condenação ao embargo exercido contra o regime comunista da ilha de Cuba, acompanhando nesse voto os Estados Unidos e talvez mais um ou dois países (mas o alinhamento ao governo americano era o mais importante, segundo se depreende das posições adotadas pelo novo governo do Brasil desde o início do ano). O voto causou surpresa, uma vez que invertia quase três décadas de votação uniforme, contra o embargo, exibidos pela delegação do Brasil ao longo desse tempo. O Ministro de Estado fez acompanhar esse voto de suas “explicações”, de uma forma inusitada, via Twitter, quando normalmente um ministro de Estado costuma se explicar por meio de notas formais ou de declarações do porta-voz do Itamaraty. Parece que a comunicação instantânea, por uma via eminentemente frágil, não oficial, não necessariamente registrada na documentação do MRE, tornou-se um instrumento de comunicação e meio de informação sobre atos legítimos de política externa. Regredimos na forma, no estilo e na substância. Mas vamos ao conteúdo dessa “comunicação”.

1/O Brasil hoje votou contra Cuba na ONU. Todo ano, Cuba apresenta na Assembleia Geral da ONU um projeto de resolução condenando o embargo imposto pelos EUA desde os anos 60. Os países em desenvolvimento votam sempre a favor de Cuba. Desta vez o Brasil votou a favor da verdade.

PRA: A lógica, se lógica existe, não faz nenhum sentido. O que estava em causa nesse tipo de resolução não é seu caráter de verdade ou mentira, e sim a adequação de uma medida unilateral como o embargo com regras do Direito Internacional. O Brasil sempre defendeu as regras do comércio multilateral. Cuba, aliás, é parte ao GATT e membro da OMC. Votar a favor do embargo representa fragilizar o funcionamento do sistema multilateral de comércio.

2/Nada nos solidariza com Cuba. O regime cubano, desde sua famigerada revolução 60 anos atrás, destruiu a liberdade de seu próprio povo, executou milhares de pessoas, criou um sistema econômico de miséria e, não satisfeito, tentou exportar essa “revolução” para toda a América Latina.

PRA: O Brasil tem todo o direito de condenar o regime cubano e de denunciar as violações aos direitos humanos em Cuba, mas não era isso o que estava em causa na resolução, e sim a legalidade de um embargo não decretado pelas Nações Unidas e sim pela vontade unilateral de um de seus membros contra outro.

3/Pois o comunismo nunca se satisfaz em destruir apenas o país em que se instala. Precisa sempre sair para destruir os outros. Traz isso no seu DNA. O comunismo é sempre e necessariamente um projeto de dominação transnacional e antinacional.

PRA: Seria preciso uma nova resolução para discutir essa questão do comunismo. Para o nazismo e os crimes contra a humanidade, existiu um tribunal dotado de poderes, e com direito dos réus à defesa, que precedeu à condenação. Não era isso que estava em causa, e a maioria dos países que votaram a fazer da resolução, a quase totalidade, não estava temendo que o comunismo cubano representasse uma ameaça de dominação vinda da ilha.

4/A Cuba castrista nestas 6 décadas tornou-se um centro regional de promoção e assistência a ditaduras comunistas. Procuraram impor esse modelo ao Brasil e praticamente todos os países da América Latina. Nos anos 90, com Lula, Fidel Castro concebeu e instalou o Foro de São Paulo.

PRA: Creio que o governo brasileiro tem todo o direito de se defender de ameaças ao seu sistema democrático, mas o que se debatia era um embargo unilateral contra um membro da ONU.

5/O Foro de São Paulo, esse torpe motor de opressão, continua rodando para impor o socialismo corrupto, narcotraficante e terrorista aos povos da região que o repudiaram.

PRA: Uma alegação claramente política, que se situa ao mesmo nível das acusações cubanas contra o capitalismo explorador e opressor.

6/O Foro de São Paulo é a continuação da revolução cubana por outros meios. Busca o poder já não pela luta armada, e sim – mais insidioso e eficiente - pela manipulação do sistema político democrático e seu controle através da corrupção sistêmica e aliança com o crime organizado.

PRA: Mais um pouco de alegações políticas, que não condizem com os argumentos desenvolvidos por San Tiago Dantas em Punta Del Este, em 1962, quando pela primeira vez se debateu da ameaça do regime cubano para o resto do continente. Ali se defendeu o direito de os países determinarem seu regime político interno, desde que não representasse uma ameaça à paz e segurança internacional. O Foro de São Paulo parece ser um meio de controle dos partidos de esquerda na América Latina pelo Partido Comunista Cubano, no interesse da ilha, como foi o caso dos precedentes soviéticos Komintern e Cominform, mas hoje o Foro quer apenas sustentar um regime falido e necessitado de apoio financeiro de simpatizantes.

7/Cuba é hoje o principal esteio do regime Maduro na Venezuela, o pior sistema ditatorial da história do continente. Desse modo, Cuba está por trás da opressão aos venezuelanos, da catástrofe humanitária, da tortura, da migração forçada de 1/6 da população do país.

PRA: Correto tudo isso, mas não se chegou a deliberar sobre essa questão no âmbito da resolução em questão. A resolução se dirigia a uma medida unilateral não sancionada pelo conjunto de membros da ONU.

8/Então chega de bajular Cuba. A influência que Cuba possui entre os países em desenvolvimento no sistema ONU é uma vergonha e precisa ser rompida. Seu papel de sementeira de ditaduras precisa acabar.

PRA: Seria também algo ilógico supor que Cuba possua tal influência sobre a quase totalidade de países membros da ONU – e não só os em desenvolvimento, pois países avançados também votaram contra o embargo – e não que cada um desses países decide com base em seu entendimento do direito internacional.

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 7/11/2019