Aviso preventivo aos comentaristas anônimos (ver post anterior):
só vou postar comentários que se refiram ao objeto mesmo da matéria aqui postada.
Acredito que a maioria de meus leitores, inteligentes como são, não gostariam mais de ler comentários idiotas que visam apenas ofender gregos e goianos, ignorando the crux of the matter...
Se ouso fazer um comentário preliminar, seria este:
assim como já ocorreu na Argentina, e vem ocorrendo na Venezuela, os bolivianos devem enfrentar apagões em menos de um ano. Alguém quer apostar comigo?
Vale a coleção completa das obras de Lênin (no joke...).
Paulo Roberto de Almeida
Bolívia nacionaliza quatro empresas de energia elétrica
Marcia Carmo
BBC Brasil, 1 de maio, 2010
Sedes das empresas amanheceram cercadas por soldados
Buenos Aires - O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou, neste sábado, em Cochabamba, no centro do país, a estatização de quatro empresas do setor de energia elétrica.
Uma das companhias tinha maioria acionária da francesa GDF e outra era controlada pela britânica Rurelec. As outras duas eram bolivianas, mas com capitais americano, espanhol e suíço.
Após assinar os decretos, na presença de soldados do Exército e da polícia, Morales disse que o Estado passa assim a “controlar 80% da produção de energia elétrica” do país.
“Estamos recuperando a luz para todos os bolivianos e bolivianas. O Estado Plurinacional controla agora 80% da energia produzida em toda a Bolívia. Mais cedo ou mais tarde, serão 100%”, afirmou.
Evo Morales prometeu ainda a redução em 20% nos preços das tarifas para os consumidores.
'Incertezas'
Segundo o analista e ex-secretário de energia boliviano Carlos Alberto López, as empresas estatizadas foram “capitalizadas” pelo então governo do ex-presidente Gonzalo Sanchez de Lozada, em 1994.
Na ocasião, 49% do pacote acionário foi destinado aos fundos de pensão e aposentadorias.
No ano passado, ao fazer o primeiro anúncio sobre a nacionalização, Evo Morales tinha aberto a negociação com as empresas privadas, que controlam essas companhias com a maioria acionária.
Para López, tudo indica que não houve entendimento.
“Não está claro se o governo vai ficar com o percentual que falta para ter a maioria acionária dessas companhias ou se estatizará tudo”, disse o analista à BBC Brasil.
Segundo ele, os anúncios têm “gerado incertezas” entre investidores e ainda podem provocar queda nos investimentos.
“Depois da nacionalização do setor petroleiro (em 2006), por exemplo, importamos gasolina e diesel da Venezuela, e gás de cozinha da Argentina. Eram produtos que antes exportávamos”, afirmou.
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Comentário final (PRA):
Aliás, não preciso dizer nada, apenas repetir o que disse o último entrevistado:
“Depois da nacionalização do setor petroleiro (em 2006), por exemplo, importamos gasolina e diesel da Venezuela, e gás de cozinha da Argentina. Eram produtos que antes exportávamos.”
Como se diz das demonstrações: CQD...
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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