sábado, 23 de julho de 2011

Petrobras, e seus investimentos bilionarios: 2011-2015

A Petrobras é uma grande companhia, e talvez merecesse conselheiros melhores do que os que dispõe atualmente. Quero me referir a conselheiros que aconselhassem a companhia como uma companhia de mercado, não como um instrumento do Estado, ou a ferramenta de um grupo, ou melhor dizendo, de um partido, com todas as idiossincrasias e equizofrenias desse partido.
Ela já foi muito utilizada politicamente no passado, e não merece servir de algo para o que não deveria servir, pois sua missão é pura e simplesmente de buscar petróleo e de colocar esse petróleo à disposição da economia brasileira (ou até internacional), não ficar alimentando caixa de partidos ou sindicatos, ou deformar as regras do jogo econômico exercendo monopólios indevidos e distorcendo preços de mercado.
Infelizmente ela foi colocada a serviço de um ideia, que pode não ser a melhor para o desenvolvimento do Brasil (mas talvez seja para o caixa de certos grupos e para o bolso de certas pessoas).
Não constam da postagem abaixo as tabelas e gráficos que ilustram esse plano de negócios.
Para ver o documento por completo, seguir este link: http://www.petrobras.com.br/ri/publicador/arq/126/arq_126_12239.pdf
Paulo Roberto de Almeida

Prezado(a) Sr/Sra Paulo Roberto Almeida,

Plano de Negócios 2011 - 2015

Rio de Janeiro, 22 de julho de 2011 – Petróleo Brasileiro S.A. –

Petrobras comunica que seu Conselho de Administração aprovou hoje o Plano de Negócios 2011-2015, com investimentos totalizando US$ 224,7 bilhões (R$ 389 bilhões).

Os principais destaques do Plano são:

(i) maior concentração dos investimentos no segmento de Exploração e Produção, cuja participação no total dos investimentos passou de 53% do Plano anterior para 57% no Plano atual;

(ii) concentração (87%) dos investimentos em E&P também nos novos projetos incluídos no portfólio, com destaque para o desenvolvimento das áreas do pré-sal e da Cessão Onerosa;

(iii) inclusão no Plano, pela primeira vez, de um programa de desinvestimento em um montante de US$ 13,6 bilhões, visando maior eficiência na gestão dos ativos da Companhia e rentabilidade;

(iv) cenário positivo da economia brasileira, com crescimento vigoroso na demanda de derivados;

(v) curva de produção continua fortemente ascendente em função do início da produção de campos maiores e mais produtivos;

(vi) a Companhia espera duplicar suas reservas provadas até 2020;

(vii) financiabilidade calcada principalmente na geração de caixa própria, e, em relação aos recursos de terceiros, baseada apenas na contratação de novas dívidas, sem considerar emissão de ações. A necessidade de financiamento líquida, descontando a amortização, apresenta valor mínimo de US$ 7,2 bilhões por ano e valor máximo de US$ 12 bilhões por ano, de acordo com os cenários utilizados para a análise.

(viii) preserva as condições de grau de investimento.

O Plano de Negócios 2011-2015 prevê a aplicação de 95% dos investimentos
(US$ 213,5 bilhões) nas atividades desenvolvidas no Brasil e 5% (US$ 11,2 bilhões) nas atividades do exterior, contemplando um total de 688 projetos. Em relação ao total dos investimentos, 57% se refere a projetos já autorizados para execução e implementação. A tabela abaixo apresenta os investimentos por segmento de negócio.

Plano de Negócios 2011-2015 (US$ bilhões)
(ver link acima indicado)

Em relação à carteira de projetos que representava US$ 224 bilhões de investimentos no Plano 2010-14, foram retirados projetos equivalentes a US$ 10,8 bilhões. Os projetos mantidos em carteira apresentaram os seguintes impactos no total de investimento do novo Plano: aumento de US$ 8,6 bilhões pelo impacto da taxa de câmbio e aumento de US$ 1,5 bilhão em função de alteração do orçamento; decréscimo de US$ 6,4 bilhões em função da alteração de escopo, redução de US$ 23,7 bilhões pela alteração do cronograma dos projetos e US$ 0,6 bilhões pela alteração do modelo de negócio. Por fim, foram incluídos novos projetos no valor de US$ 32,1 bilhões, resultando no valor de US$ 224,7 bilhões de investimentos para os próximos cinco anos.

Especificamente para o ano de 2011, a Companhia está ajustando seu orçamento de investimento de R$ 93 bilhões para R$ 84,7 bilhões. Quando comparado com o realizado em 2010 (R$ 76,4 bilhões) representa elevação de 11%.

Em relação aos novos projetos incluídos no Plano, 87% do valor dos investimentos é dedicado à área de E&P, sendo que boa parte representa investimentos relativos à Cessão Onerosa (US$ 12,4 bilhões), compreendendo projetos de alta geração de caixa em função da Participação Especial já ter sido paga na aquisição dos barris e das sinergias com as grandes descobertas do pré-sal.

A meta de produção de óleo e LGN (líquido de gás natural) no Brasil para 2011 foi mantida em 2.100 mil bpd (barris de petróleo/dia) e a de produção total de óleo e gás no Brasil e exterior em 2.772 mil boed (barris de óleo equivalente/dia). A meta de produção total para o horizonte de cinco anos apresentou um aumento em relação ao Plano anterior, alcançando 3.993 mil boed em 2015, sendo 3.070 mil bpd de produção de óleo e LGN no Brasil (543 mil boed referentes ao pré-sal). A meta de longo prazo apresentou significativo crescimento, passando de 5.382 mil boed para 6.418 mil boed em 2020 (4.910 mil bpd referente à produção de óleo no Brasil) devido basicamente ao aumento da participação da produção esperada do pré-sal e à introdução da produção nas áreas da Cessão Onerosa.

Metas de Produção de Óleo e Gás (Mil boed/dia)
(ver link acima indicado)

O segmento de Exploração e Produção receberá investimentos de US$ 127,5 bilhões. Desse total, US$ 117,7 estão direcionados as atividades de E&P no Brasil, sendo 65% para desenvolvimento da produção, 18% para exploração e 17% para infra-estrutura. Os investimentos no pré-sal correspondem a 45% do valor total do E&P no Brasil e aproximadamente 50% do montante destinado ao desenvolvimento da produção. A participação do pré-sal na produção nacional de petróleo passará da estimativa de 2% em 2011 para 40,5% em 2020.

O aumento da participação da produção do pré-sal na curva de produção está relacionado aos maiores investimentos nesses ativos e, principalmente, a elevada eficiência já comprovada nos Testes de Longa Duração (TLD) e projeto piloto de Lula. O primeiro poço a produzir em escala comercial no pré-sal do campo de Lula já é o poço mais produtivo da Companhia.

Em relação aos blocos da Cessão Onerosa, a Companhia está considerando a perfuração de dez poços exploratórios, contemplados pelo programa exploratório mínimo exigido pelo contrato, e a entrada em produção do primeiro FPSO da área em Franco 1, com capacidade de produção de 150 mil boed em 2015. Além do desenvolvimento dos projetos que já integravam a carteira do segmento, a Companhia também está considerando impulsionar o Projeto Varredura, cujo objetivo é o mapeamento de oportunidades exploratórias próximas a infra-estrutura existente ou passível de remanejamento. Foram mapeados 284 prospectos nas Bacias de Espírito Santos e Campos e as descobertas nessas áreas já apresentaram uma estimativa de volume recuperável de pelo menos 2.235 milhões de barris de óleo.

O segmento de Refino, Transporte e Comercialização tem investimentos previstos de US$ 70,6 bilhões. A estratégia visa expandir a capacidade de refino de forma a atender a totalidade da demanda esperada no mercado nacional de derivados. A expectativa é de um forte crescimento da demanda doméstica, de aproximadamente 3,8% a.a. no cenário base e 4,5% no cenário alternativo até 2020, como conseqüência do crescimento esperado da economia brasileira. Neste sentido, aproximadamente US$ 35,4 bilhões (50,1%) estão sendo alocados na ampliação do parque de refino. Essa dinâmica requer investimentos não apenas em novas unidades, mas também em melhoria operacional, ampliação de frota e logística (US$ 17,6 bilhões). Os investimentos em qualidade de derivados (redução de enxofre) totalizam aproximadamente US$ 16,9 bilhões entre 2011 e 2015, e visam concluir os investimentos necessários para atender a legislação local.

Com relação ao aumento da capacidade de processamento de petróleo, metas específicas de redução de custo na construção das novas refinarias foram definidas e devem ser alcançadas na elaboração dos projetos de construção e pelo programa de redução de custos operacionais.

Mercado de Derivados de Petróleo no Brasil
(ver link acima indicado)

No segmento petroquímico, que conta com US$ 3,8 bilhões de investimentos para o período do Plano, está mantida a estratégia de ampliar a produção de petroquímicos e de biopolímeros através de participações societárias. No que tange os projetos da área, vale destacar a implantação da Petroquímica Suape.

O segmento de Gás e Energia receberá US$ 13,2 bilhões. Com a conclusão da implementação de um primeiro ciclo de investimentos visando a consolidação da infraestrutura de transporte do gás, os investimentos deste Plano serão direcionados para o segundo ciclo de investimentos de forma a assegurar mercado ao gás associado à produção de petróleo, particularmente à produção do pré-sal. A maior parte dos investimentos no setor, aproximadamente US$ 9 bilhões, visa atender o mercado consumidor incluindo ampliação das térmicas a gás e das plantas de transformação química do gás natural em fertilizantes. Os demais investimentos estão direcionados principalmente à construção de terminais de regasificação de GNL e de liquefação/processamento de gás natural.

Balanço da Oferta e Demanda de Gás Natural no Brasil
(milhões de m3/dia)
(ver link acima indicado)

O negócio de Distribuição irá receber investimentos de US$ 3,1 bilhões, com destaque para os investimentos em logística visando acompanhar o crescimento do mercado domestico e atender demandas legais/ regulatórias.

O segmento de Biocombustíveis receberá US$ 4,1 bilhões, sendo US$ 2,8 bilhões em investimentos diretos através da subsidiária integral Petrobras Biocombustível (PBIO), dos quais US$ 1,9 bilhão no negócio Etanol, e US$ 1,3 bilhão na logística de distribuição. As metas do segmento implicam na oferta de 5,6 milhões de m3 de etanol em 2015 (incluindo os parceiros), para alcançar a participação no mercado brasileiro de 12%, considerando a projeção de aumento da demanda do mercado de etanol automotivo para 46,5 milhões de m3 em 2015.

Apesar do maior direcionamento dos investimentos no mercado doméstico, na área internacional serão investidos aproximadamente US$ 11 bilhões, com foco no desenvolvimento da exploração e produção no Golfo do México e Costa Oeste da África (Nigéria). O segmento de E&P representa aproximadamente 87% do total dos investimentos no exterior.

A responsabilidade social e ambiental permanece como um dos pilares do crescimento da Petrobras e foram mantidos os desafios de referência internacional em responsabilidade social e na gestão dos negócios.

Na área de Segurança, Meio Ambiente, Eficiência Energética e Saúde (SMES) serão investidos US$ 4,2 bilhões, US$ 2,7 bilhões na área de Tecnologia da Informação e Telecomunicações (TIC) e US$ 4,6 bilhões em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) totalizando um investimento de US$ 11,5 bilhões.

Metas corporativas foram definidas visando minimizar o impacto potencial de nossas atividades sobre o meio ambiente, promover a segurança das pessoas e dos processos e preservar a saúde da força de trabalho, atingindo patamares de excelência na indústria de petróleo & gás e contribuindo para a sustentabilidade do negócio. Seis novos indicadores ambientais foram incluídos como metas, com destaque para o Índice de Emissão de Carbono (IEC), e índices de eficiência energética.

Com relação à área de recursos humanos, as principais políticas na área estão direcionadas para a atração e retenção de talentos, treinamento e desenvolvimento, plano de carreira dos funcionários e gestão do conhecimento. É esperado um crescimento do efetivo do grupo Petrobras de 80.492 empregados atuais para 103.030 em 2015. No que se refere à gestão, vale destacar a criação de Gerências Executivas nas áreas de negócio que se dedicarão a implantação/ gerenciamento dos projetos, com o objetivo de buscar maior eficiência na implantação e a simplificação dos projetos, melhoria nos processos, e acompanhamento dos recursos críticos.

A Companhia avalia positivamente o desenvolvimento da cadeia de fornecedores nacionais e a entrada de empresas estrangeiras no mercado doméstico, não apenas pelas externalidades positivas geradas pela proximidade geográfica e o desenvolvimento de parcerias tecnológicas, mas também pelos benefícios gerados pela diversificação da base de fornecedores de bens e serviços. Para impulsionar esse desenvolvimento, a Companhia buscará consolidar as demandas e realizar contratações de longo prazo com requisitos de conteúdo local crescentes; implementar ações para aumentar a participação dos subfornecedores nacionais; apoiar o desenvolvimento de empresas nacionais inovadoras; agregar novos fornecedores (atualmente fora da cadeia); apoiar iniciativas de capacitação de pessoal e ampliar o apoio ao Programa Progredir, destinado a melhorar a financiabilidade da cadeia de fornecedores.

Por fim, a Companhia apresenta as principais premissas no que se referem à financiabilidade do Plano que considera dois cenários: (A) cenário base com preço do barril tipo Brent no valor de US$ 110 para 2011 e US$ 80 para os demais anos do Plano e Preço Médio de Referência dos produtos vendidos pela Petrobras ao longo do período do Plano de 158 R$/bbl; (B) cenário alternativo, para análise de sensibilidade, com preço do barril tipo Brent no valor de US$ 110 para 2011 e US$ 95 para os demais anos do Plano e Preço Médio de Referência de 177 R$/bbl. Outras variáveis que influenciam as estimativas de fluxo de caixa são: curva de produção, crescimento do mercado brasileiro, percentual de investimento realizado, custos operacionais e taxa de câmbio, que foi considerada a mesma para os dois cenários (média de R$1,73/US$). Considerando todas essas variáveis, esperamos gerar um fluxo de caixa das atividades operacionais, após o pagamento de dividendos, entre US$ 125,0 e US$148,9 bilhões no período 2011-2015, para os cenários A e B respectivamente.

A geração operacional de caixa se mantém como a principal fonte de financiamento dos investimentos da Companhia, e a ela foi adicionado pela primeira vez um programa de desinvestimentos e reestruturação de ativos no montante de US$ 13,6 bilhões. Os recursos adicionais necessários para o financiamento do Plano serão captados exclusivamente através da contratação de novas dívidas, junto às diversas fontes de financiamento que a Companhia tem acesso no Brasil e exterior, e não contempla emissão de ações.

Considerando o intervalo de geração de caixa para os cenários apresentados, a Companhia projeta uma necessidade de financiamento entre US$ 67,0 e US$ 91,4 bilhões. A necessidade de financiamento líquido, excluindo a amortização, representa uma média de captação que varia entre US$ 7,2 bilhões por ano e US$ 12 bilhões por ano. A meta de alavancagem financeira média de 25-35% está mantida, assim como o limite máximo do indicador dívida líquida/EBITDA de até 2,5x, indicando o nosso comprometimento com o grau de investimento. Segue abaixo quadro resumo com as principais premissas dos cenários utilizados.

Geração de Caixa e Investimentos
(ver link acima indicado)

Almir Guilherme Barbassa
Diretor Financeiro e de Relações com Investidores
Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras

Atenciosamente,
Relacionamento com Investidores

www.petrobras.com.br/ri
Para mais informações: PETRÓLEO BRASILEIRO S. A. – PETROBRAS
Relacionamento com Investidores I
E-mail: petroinvest@petrobras.com.br / acionistas@petrobras.com.br
Av. República do Chile, 65 - 2202 - B - 20031-912 - Rio de Janeiro, RJ I Tel.: 55 (21) 3224-1510 / 9947 I 0800-282-1540

Este documento pode conter previsões segundo o significado da Seção 27A da Lei de Valores Mobiliários de 1933, conforme alterada (Lei de Valores Mobiliários), e Seção 21E da lei de Negociação de Valores Mobiliários de 1934, conforme alterada (Lei de Negociação) que refletem apenas expectativas dos administradores da Companhia. Os termos “antecipa”, “acredita”, “espera”, “prevê”, “pretende”, “planeja”, “projeta”, “objetiva”, “deverá”, bem como outros termos similares, visam a identificar tais previsões, as quais, evidentemente, envolvem riscos ou incertezas previstos ou não pela Companhia. Portanto, os resultados futuros das operações da Companhia podem diferir das atuais expectativas, e o leitor não deve se basear exclusivamente nas informações aqui contidas.

Um comentário:

  1. Uma exceção, um comentário OFF.

    http://www.flickr.com/photos/bryanana/4975363680/

    Essa imagem lembrou-me de quando você mencionou em algum dos seus textos (não me recordo agora) que prefere livros a pessoas, mas que não se orgulhava disso. Identifico-me com tal fato..

    Abs.

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