Uma sexta-feira de visitas a monumentos históricos, a livrarias e, soprattuto, dedicada à gastronomia, que é para isto que viemos parar nesta cidade.
Uma visita rapida à igreja do santo sudário, pois já conhecíamos a relíquia de passagem anterior, e um détour pela grande basílica de Superga, no alto de uma colina que domina toda a região. Livrarias aqui e ali, com livros de viagens e relatos de viajantes.
De noite, um retorno ao ponto alto da nossa atual estada (e ponto alto das despesas gastronômicas, também): Ristorante Al Gatto Nero, que existe no mesmo lugar desde longos anos, e ao qual tinhamos vindo possivelmente vinte anos atrás. Uma carta bastante variada, mas o ideal, para quem gosta da boa comida italiana, era experimentar o menu assaggini, ou seja, a modalidade da degustação, em que prova de tudo um pouco ao modesto preço de 55 euros por pessoa, sem vinho.
Descrevo a sucessão de pequenos pratos, para uma idéia do que comemos:
1) antipasto: insalata tiepida de frutti di mare (lulas, gamberetti);
2) antipasto: baccalà amantecato com purê de batatas;
3) antipasto: anchovie com alcaparras e tomates em cubos;
4) pasta: tagliolini ai funghi porcini;
5) pasta: rigatone con ragu di carne;
6) principale: chateaubriand con faggiolini
Carmen Licia comeu o bacalà de entrada e um peixe (sogliola) com batatas depois.
Para acompanhar tomou meia garrafa de Soave Pieropan 2008.
Eu e Pedro Paulo fomos de Brunello do Montalcino Riserva, Poggio Al Vento, 1998 (76 euros, como informação).
Sobremesas: gelatto de gianduia con pessegos; eu fui de parmigiano reggiano com peras.
Café; brincadeira total, 261 euros, sans regrets...
Torino, 2 de outubro de 2009.
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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