Vejam a questão 24 da prova de história da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, versao 2008 (mas poderia ser qualquer ano a partir da Alca):
"24. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto abaixo, na ordem em que aparecem.
A América Latina ocupa posição periférica na economia mundial. Os países da região ora adotam políticas que reforçam esta sua posição, ora defendem propostas alternativas em relação às economias centrais.
Uma das políticas das economias centrais para manter a posição periférica dos demais países é a ...........; e um projeto internacional destinado a inibir as iniciativas de autonomia e integração dos países latino-americanos é .......
Aí a questão oferece as seguintes alternativas:
(A) neoliberal - o Acordo de Livre Comércio das Américas (ALCA)
(B) liberal - a Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL)
(C) populista - o Mercado Comum do Cone Sul (MERCOSUL)
(D) socialista - a Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC)
(E) nacionalista - a Organização dos Estados Americanos (OEA)"
O candidato, é claro, deve assinalar a alternativa "A" se quiser "acertar".
Dispenso-me de comentar a debilidade implícita e explícita desta questão. Acho que a universidade brasileira não está caminhando para a decadência. Ela já está decadente há muito tempo, apenas não percebemos isto...
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Postagem em destaque
Os impropérios de PRA contra o bolsonarismo e os bolsonaristas - Madame IA mimentizando PRA
Os impropérios de PRA (no blog Diplomatizzando ou em outras postagens) contra o bolsonarismo e os bolsonaristas, sobrando mais algunas out...
-
Minha entrevista desta sexta-feira 25/02/2022, sobre a dramática situação da Ucrânia no canal +BrasilNews. 1437. “ Entrevista sobre a Ucrân...
-
Quo Vadis , Itamaraty? Paulo Roberto de Almeida, professor, diplomata Interrogações sobre uma conjuntura histórica d...
-
Stalin era um intelectual! Desculpem a afirmação, mas é o que se pode deduzir do livro de Geoffrey Roberts: Stalin’s Library, The Dictator a...
-
O Brasil desmoralizou a corrupção (Ricardo Bergamini) Prezados Senhores Qualquer que seja o presidente eleito, não terá força políti...
-
Madame IA copia meus argumentos e posicionamentos sobre a política e a economia do Brasil, no longo prazo dos últimos 70 anos, desde 1960. P...
-
Apresente uma lista com as 40 frases mais marcantes que foram ditas e/ou escritas pelo diplomata PRA. Em cada frase, cite: a data, o local (...
-
O que a liderança de Flávio no 1º turno muda para a política externa do Brasil ...
-
Madame IA interpreta razoavemente bem, embora com certo exagero nas adjetivações, minha postura em relação aos dois carcomidos projetos de...
-
O fantasma da Cleptocracia Simon Schwartzman O Estado de S. Paulo, 9/10/2026 Dois resultados do primeiro turno me impressionaram mais: o m...
-
Economia e democracia podem sobreviver; mas e a soberania? Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor. Sobre uma escolha ...
5 comentários:
A resposta do gabarito oficial era mesmo a letra A? Sempre pensei que vestibulares deveriam ser politicamente imparciais.
O pior não é o vestibular e sim o que se ensina dentro das universidades...
Se o aluno tem uma visão política e a defende é tachado de incoerente com a disciplina.
Claro que depende muito do professor, mas no geral se o aluno tiver uma sustentação de seus ideais, recebe uma lavagem cerebral que o impossibilita de ter o verdadeiro raciocínio crítico que as universidades tanto pregam..
Como o Sr. Paulo nos disse, "debilidade mental galopante"...sim...com viseiras bem ajustadas e freios bem eficazes...
Ou então esta questão considera os EUA como nação pereiférica, ou foi um estadounidense que escreveu a segunda parte.
Fico preocupado, pois sinceramente não sei o que eu responderia nesta questão e ficaria com meu resultado comprometido.
Paulo, vou escrever aqui algo que seria mais oportuo que estivesse no seu outro blog, o "Vivendo com Livros".
Porém, percebi que o teu último post naquele site data do dia 17 de novembro, razão pela qual acabei optando por escrever neste aqui.
Minha pergunta é: O Sr. já leu o livro do seu colega de profissão, Alexandre Vidal Porto, "Matias na Cidade"?
Se não, recomendo a leitura!
Fica a dica.
Renata,
Trabalhei com o Alexandre em Washington, mas li o seu romance em Brasilia, e estes são os meus comentários muito rápidos sobre o romance:
Alexandre Vidal Porto:
Matias na cidade - romance
(Rio de Janeiro: Record, 2005, 160 p.)
Que diplomatas sejam homens (ou mulheres) de letras, prosadores, poetas e romancistas, isto já se sabia há muito. Que eles também sejam capazes de assinar novelas picantes, um pouco menos. Esta história não é especialmente pornográfica, longe disso. Trata-se de um relato de vida, muito comum, como deve haver milhares iguais, numa cidade como São Paulo, mas é uma história bem contada, com uma prosa fluída, leve, que literalmente seqüestra nossa atenção. Matias é um homem casado, mas não satisfeito com as simples “cenas de um casamento”. Prefere outras emoções, com mulheres vulgares, geralmente. É, literalmente, um obcecado por sexo. A novela é apenas um recorte dessa vida, com retrospectos e introspecções, apenas dele. Os demais personagens se expressam apenas por palavras e gestos, descritos com economia de termos, em linguagem direta. Dá para ler o romance de uma vez só, sem parar. Mais do que atenção, ele convida à reflexão...
Postar um comentário