O que é este blog?

Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Pasadena: "Nao foi um bom negocio..." - Como nao? Foi um otimo negocio...

Depende do ponto de vista...
Paulo Roberto de Almeida 

'Não foi um bom negócio', diz Graça Foster sobre Pasadena

O GloboApós pouco mais de 30 minutos de explicações iniciais da presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, em audiência pública no Senado nesta terça-feira, parlamentares inscritos deram início às perguntas e aos comentários sobre a compra da...

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Republica Assistencialista do Brasil: ate onde querem chegar os demagogos?

Provavelmente à igualdade absoluta, ao igualitarismo: metade do país trabalha, a outra metade recebe.
Perfeito, não?
Em tempo: o BF tem 13 milhões de famílias, não de pessoas. São 45 milhões de pessoas vivendo no cartão magnético, uma Argentina inteira.
Perfeito, não?
Vamos chegar à metade da população com todos demagogos que pululam nas eleições.
Cáspite!
Paulo Roberto de Almeida 

Bolsa Família: mais 10 milhões, por Ilimar Franco

Ilimar Franco, O Globo

O candidato de oposição Eduardo Campos (PSB) vai propor a ampliação, em cerca de 10 milhões, do número de pessoas beneficiárias do Bolsa Família. Sua equipe de programa de governo estima que esse é o número dos que também atendem ao critério de baixa renda mensal. Na gestão da presidente Dilma, já recebem a bolsa 13,8 milhões de brasileiros. Seu custo em 2013 foi de R$ 437,2 milhões.

 

 

 

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Kindle: melhorando a plataforma de uso, de consulta, de guarda de documentos... (thanks Amazon)

Como leitor compulsivo, leitor voraz de todas as formas de livro (ainda não tentei o papiro, mas já manipulei pergaminho), e de todas as formas de escrita (tenho ainda alguma dificuldade com os caracteres cuneiformes, os hieróglifos e o código Morse, mas domino bem umas cinco línguas de leitura), só posso ficar satisfeito com o que acaba de me anunciar a Amazon.
Não tenho, por falar nisso, nenhum aparelho Kindle, aliás não preciso.
Tenho as ferramentas Kindle instaladas em todos os meus devices: computador laptop, computador Desktop, iPad mini e em três iPhones (3, 4 e 5, desculpem...).
Portanto, onde quer que eu esteja (não, ainda não fizeram um para usar enquanto estou na ducha), tenho sempre à mão, um desses aparelhinhos para ler correspondência, notícias, ou livros inteiros, que ficam se atualizando automaticamente à medida que passo de um para o outro.
Para o metro, ônibus, ou bicicleta, por exemplo, ou esteira, melhor um iPhone, para a cama um iPad, na mesa de trabalho ou na poltrona de leitura o MacAir, no trabalho a telona em Rwindows (ugh) também tem o Kindle, onde posso acessar não apenas todos os livros que já comprei, ou que downloadei (ugh) de graça, mas também trabalhos meus (livros inteiros) ou textos que recebo, e que continuo a ler, en cours de route...
Qualquer coisa pode ser enviada ao Kindle, desde que aceita pelas ferramentas do sistema e transformada em texto apropriado para leitura.
Ainda vou comprar um Kindle, algum dia, só para agradecer à Amazon o favor que ela me faz ao me permitir ler de tudo, em qualquer lugar, a qualquer hora.
Ah, esse terrível vício da leitura, que nos consome, a nós viciados em leituras, justamente.
Mas não só de Kindle e Amazon vive a humanidade.
Também tem o iBooks da própria Apple, tem o BlueFire e o OverDrive, o e-pub da Adobe, além de dezenas de ferramentas de livros eletrônicos nos mais diversos formatos, entre eles Ebook Reader, Playbooks, etc.
Ou seja, o que não falta é suporte para leitura. Só falta tempo, mas vamos lendo aos pedaços mesmo, já que os tempos de leituras proustianas ficaram definitivamente para trás...
Enfim, chega de falar de leituras, e vamos à informação do novo Cloud Drive.
Thanks Amazon.
Paulo Roberto de Almeida

Dear Kindle Customer,

As a past user of personal documents on Kindle devices or reading apps, we are pleased to let you know about some improvements we've made to how personal documents work.

Personal documents are now in Amazon Cloud Drive: Starting today, all personal documents that you have archived in your Kindle Library will be available to access, delete, organize, and share from your Amazon Cloud Drive. You can see these documents in a new "My Send-to-Kindle Docs" folder alongside all of your saved content such as photos and personal videos.

There is no action required on your part. Your personal documents features will continue to work just as they have in the past. And as always, you can use Manage Your Kindle to see a list of your documents, re-deliver them to Kindle devices and free reading apps, delete them, or turn off auto-saving of documents to the cloud. Documents will be delivered just as they have in the past and you will continue to have 5 GB of free cloud storage for your personal documents. Just "Send Once, Read Everywhere."

Documents stored in their native format: Also starting today, new documents that you save to the cloud with Send to Kindle will be stored in their native format (e.g. MS Word, TXT) so you can access them anywhere from Amazon Cloud Drive.

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Sincerely,
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Parece que foi ontem: 40 anos de Relacoes Internacionais na UnB


40 anos da graduação de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, o mais tradicional curso de graduação em RELAÇÕES INTERNACIONAIS DO BRASIL, que será realizado no período de 22 a 24 de abril de 2014.

No link abaixo, folder/programação.
Clique aqui folder

Atenciosamente,
Assessoria de Assuntos Internacionais

UnB

terça-feira, 15 de abril de 2014

Cuba-Venezuela: cronica de uma servidao voluntaria - Moises Naim

Documental: La Invasión Consentida de Cuba a Venezuela 2014 HD


Publicado em 01/04/2014
Cubanos sin pelos en la lengua
https://www.facebook.com/CubanosEnLaR...

World Bank Policy Research publications: poverty trap, Latin America and globalization, etc...

Acabo de receber, e ainda não li, mas vou ler pelo menos dois.
O primeiro tem a minha total discordância, por princípio, pois a noção de uma armadilha da pobreza é inerentemente anti-econômica. Todos podem progredir, desde que os estímulos certos sejam dados.
Essa coisa de armadilha da pobreza não é uma armadilha, e sim elites corruptas, governos incompetentes, ladrões e fenômenos no gênero. Todos podem se alçar na escala econômica.
O segundo, sobre a América Latina e a globalização, me parece um tanto distorcido.
É evidente que a América Latina deveria estar plenamente inserida no processo.
Se não o faz, mais uma vez é devido a governos incompetentes, elites ineptas, geralmente as duas coisas...
Paulo Roberto de Almeida


Table of Contents
Do Poverty Traps Exist?
Aart Kraay, World Bank - Development Research Group (DECRG)
David McKenzie, World Bank - Development Research Group (DECRG), Institute for the Study of Labor (IZA)
Voter Response to Natural Disaster Aid: Quasi-Experimental Evidence from Drought Relief Payments in Mexico
Alan Fuchs, United Nations Development Programme
Lourdes Rodriguez-Chamussy, Inter-American Development Bank (IDB)
Can Latin America Tap the Globalization Upside?
Augusto de la Torre, World Bank
Tatiana Didier, World Bank
Magali Pinat, World Bank
Learning from Financial Crises
Jamus Jerome Lim, World Bank
Geoffrey Minne, Université Libre de Bruxelles (ULB)

^top

WORLD BANK POLICY RESEARCH WORKING PAPER ABSTRACTS
AART KRAAY, World Bank - Development Research Group (DECRG)
Email: akraay@worldbank.org
DAVID MCKENZIE,
World Bank - Development Research Group (DECRG), Institute for the Study of Labor (IZA)
Email: dmckenzie@worldbank.org
This paper reviews the empirical evidence on the existence of poverty traps, understood as self-reinforcing mechanisms through which poor individuals or countries remain poor. Poverty traps have captured the interest of many development policy makers, because poverty traps provide a theoretically coherent explanation for persistent poverty. They also suggest that temporary policy interventions may have long-term effects on poverty. However, a review of the reduced-form empirical evidence suggests that truly stagnant incomes of the sort predicted by standard models of poverty traps are in fact quite rare. Moreover, the empirical evidence regarding several canonical mechanisms underlying models of poverty traps is mixed.
ALAN FUCHS, United Nations Development Programme
Email: alan.fuchs@undp.org
LOURDES RODRIGUEZ-CHAMUSSY,
Inter-American Development Bank (IDB)
Email: mlrodriguez@iadb.org
The paper estimates the effects on presidential election returns in Mexico of a government climatic contingency transfer that is allocated through rainfall-indexed insurance. The analysis uses the discontinuity in payments that slightly deviate from a pre-established threshold, based on rainfall accumulation measured at local weather stations. It turns out that voters reward the incumbent presidential party for delivering drought relief compensation. The paper finds that receiving indemnity payments leads to significantly greater average electoral support for the incumbent party of approximately 7.6 percentage points. The analysis suggests that the incumbent party is rewarded by disaster aid recipients and punished by non-recipients. The paper contributes to the literature on retrospective voting by providing evidence that voters evaluate government actions and respond to disaster spending.
This paper discusses the theoretical arguments in favor of and against economic globalization and, with a view to ascertaining whether Latin America may be able to capture the globalization upside, examines the trends and salient features of Latin America's globalization as compared with that of Southeast Asia. The paper focuses on trade and financial integration as well as the aggregate demand structures (domestic demand-driven versus external demand-driven) that underpin the globalization process. It finds that Latin America is mitigating some bad side effects of financial globalization by moving toward a safer form of international financial integration and improving its macro-financial policy frameworks. Nonetheless, Latin America's progress in raising the quality of its international trade integration has been scant. The region's commodity-heavy trade structures and relatively poor quality of trade connectivity can hinder growth potential to the extent that they are less conducive to technology and learning spillovers. Moreover, Latin America's domestic demand-driven growth pattern (a reflection of relatively low domestic savings) may become an additional drag to growth by accentuating the risk of a low savings-low external competitiveness trap.
JAMUS JEROME LIM, World Bank
Email: jlim@worldbank.org
GEOFFREY MINNE, Université Libre de Bruxelles (ULB)
Email: gminne@ulb.ac.be
This paper considers the question of whether international banks learn from their previous crisis experiences and reduce their lending to developing countries in the event of a financial crisis. The analysis combines a bank-level dataset of bank activity and ownership with country-level data on the stock of historical crisis events between 1800 and 2005. To circumvent selection and endogeneity concerns, the paper exploits temporal variations in the relative recency of crises as instruments for crisis experience. The results indicate that foreign banks with greater crisis experience reduced their lending significantly more relative to other foreign banks, which can be interpreted as evidence in favor of a learning effect. The findings survive robustness checks that include alternative measures of crisis experience, additional controls, and decompositions into different types of crises. The question of learning is also examined from the perspective of other measures of bank performance.

Petrobras-Pasadena: As curtas pernas da mentira - Coluna Carlos Brickmann

As curtas pernas da mentira
Coluna Carlos Brickmann, 15/04/2014


A presidente da Petrobras, Graça Foster, disse que a empresa perdeu US$ 530 milhões com a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, EUA. "Definitivamente não foi um bom negócio". O ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, acha que foi um bom negócio e que a refinaria de Pasadena dá lucro.

São duas opiniões, de duas pessoas que têm experiência no negócio. São opiniões divergentes; mas numa democracia é normal a divergência de opiniões.

Só que números são números. Segundo Gabrielli, a Petrobras pagou US$ 486 milhões pela Refinaria de Pasadena. Segundo Graça Foster, a Petrobras pagou US$ 1, 25 bilhão.

Há uma diferença de valores, entre o ex-presidente e a presidente atual, de US$ 764 milhões. Número não é opinião, não admite divergências. No caso de Pasadena, um dos dois está errado - muito, muito errado.

Diz a regra do jogo político que, antes de mentir, é preciso combinar direitinho com os demais participantes, para que todos mintam a mesma mentira. Essa precaução elementar foi esquecida: a diferença de um número para outro é escandalosa, tão escandalosa que não pode ser explicada como um simples engano. Alguém está querendo enganar a opinião pública. Sem entrar no mérito da questão, já que não entende nada de petróleo, este colunista lembra que Sérgio Gabrielli é político, hoje secretário de Estado na Bahia, e foi um dos aspirantes petistas ao Governo baiano (o escolhido acabou sendo outro secretário, Rui Costa). Graça Foster não é política, mas funcionária de carreira da Petrobras.

Relembrando

A Refinaria de Pasadena foi comprada pela Astra Oil, belga, em 2005, por US$ 42,5 milhões. Em 2006, a Petrobras comprou metade da refinaria, pagando à Astra US$ 326 milhões (segundo Gabrielli, presidente da empresa na época) ou US$ 360 milhões, "pelo menos" (segundo Graça Foster, presidente da empresa, hoje). O valor inclui metade do estoque de petróleo de Pasadena. Em 2012, a Petrobras comprou a outra metade da refinaria, por US$ 820,5 milhões.

Bom negócio, segundo Gabrielli; definitivamente, não foi bom negócio, segundo Graça.

Tax Day: sortudos americanos; brasileiros precisam esperar mais um mes, ou mais...

Hoje é Tax Day, aqui nos Estados Unidos, ou seja, o dia em que os americanos se livram da obrigação (nominal, ou simbólica, claro) de pagar mais impostos ao governo. Eles pagaram durante 4 meses e meio, e agora começam a trabalhar para si mesmos.
Infelizmente, os brasileiros precisarão trabalhar durante mais um mês, ou mais, para se livrar do ogro famélico.
Nosso tax day, a cada ano se afasta mais para o meio do ano. Atualmente, deve andar na segunda quinzena de maio, mas aposto como estará mais próximo do final do que do meio...
Mas, o think tank Americans for Limited Government continua a ter preocupação com essa questão:


Celebrate tax day by repealing income tax amendment
Last November, U.S. Rep. Jim Bridenstine introduced legislation to repeal the Sixteenth Amendment — which he hopes to replace in part with some form of consumption-based tax.

No nosso caso, não temos quem nos defenda, estamos sozinhos em face desse órgão fascista por excelência que se chama Receita Federal.
Paulo Roberto de Almeida

The Case Against Higher Taxes

Because it’s tax day, because he mentions me and because I’m easily provoked, below the quote you’ll find three rejoinders to Jonathan Cohn’s admirably forthright argument that American society would be much better off if most of us were writing larger considerably larger checks to Uncle Sam:
Maybe you don’t like tax day … [because] it reminds you of how high taxes are—and you think that, because of those high taxes, the economy grows more slowly. That would mean fewer jobs and less pay for you—and the country as a whole. It’s not a crazy argument … But the evidence for this point of view turns out to be thinner than you’ve probably heard. Relative to other countries, tax rates in the U.S. are relatively low, even when you throw in local and state taxes and add them to federal levies. Overall, according to the Tax Policy Center and Center on Budget and Policy Priorities … taxes in the U.S. are among the lowest in the developed world. The average for countries in the Organization for Economic Cooperation and Development, an organization of rich countries, is higher. And in countries like Sweden, Norway, and the Netherlands countries, the average is much higher. In those nations, taxes account for more than half of total national income.
That level may sound scary but, as many of us have written before, you could make a good case that the people of Scandinavia and Northern Europe know what they are doing. They are far more secure, thanks not only to national health insurance but also to generous provision of child care and unemployment benefits. And despite the high tax burden, their economies have historically been strong—in part, because the combination of investment and a secure safety net makes people more comfortable with a dynamic, ever-changing economy. The wonks used to call this economic model “flexicurity.”
As conservatives like New York Times columnist Ross Douthat note, you can’t simply import that model to the U.S. wholesale. But the Scandinavian experience is one reason that many economists and policy experts think there’s room for U.S. taxes to rise ….
1) It’s true that the U.S. has a lower tax burden than most developed countries. It’s also the case that the U.S. is much, much richer than most developed countries, in ways that a casual trip to Paris or London or Stockholm can sometimes obscureThe I.M.F.’s numbers have our purchasing-power-adjusted per capita G.D.P. at $53,101, which is slightly lower than oil-rich Norway (and Luxembourg) but more than $10,000 higher than Sweden and more than $15,000 higher than Denmark; most of the rich European economies are clumped together between the mid-thirties (where you’ll find the French) and the low forties (where you’ll find the Germans). Now: This wealth gap doesn’t necessarily prove anything about the link between low taxes and growth, since the U.S. has basically always been richer and (as Cohn notes) many of the social democracies have grown at a very respectable rate, in per capita terms, over the last few generations. But if you flashed back to the 1970s, you would find a number of very smart people who expected northern Europe (and Japan) to achieve more than respectable growth, and do more than just keep up with U.S. growth: They expected, forplausible theoretical reasons, that we would see continued convergencebetween the American economy and its developed-world competitors. And that, to put it mildly, did not happen; instead, post-Reagan, the social democracies actually slipped back a bit. So without claiming anything dispositive, I would be much more cautious than Cohn about the claim that growth and tax rates are unrelated, and much, much more hesitant about treating major tax increases as basically a free lunch.
2) And speaking of that free lunch … it’s also quite possible that the European economic story would look rather different, and rather less impressive, if American political economy had always looked more Swedish or French, and hadn’t pursued growth and innovation at quite the same frantic, Anglo-Saxon pace. This is, again, a highly contentious topic, but there’s a certain plausibility to the idea that (in the language of Daron Acemoglu and James Robinson) the developed world’s different tax-and-transfer models are actually complementary “flavors,” and that in a world where rich economies all converged on a single “cuddly” model of capitalism everyone — poor Scandinavians as well as rich Americans — would, on a long time horizon, eventually end up worse off. (Here it’s also worth pointing that if these complementarities and spillover effects do exist, the sheer size of the U.S. economy means that “Europeanizing” our tax-and-transfer model would represent a much more high-stakes roll of the global-economic dice than the kind of “bringing a lone outlier closer to the norm” scenario that country-by-country comparisons sometimes evoke.)
3) Then on what you might call the question of implementation, Cohn concedes the very general point that we can’t simply impose Swedish structures on the United States and call it a day, but he doesn’t address the more specific problem suggested by that concession: Namely, that a lot of liberal proposals essentially ask us to assume that American government — the quasi-imperial government of a vast, diverse, immigrant-heavy continent of three hundred million people — can somehow, in some future dispensation, approach the efficiency of welfare states administered on a much smaller scale and for a much more homogenous population. Which is to say, they wave away one of the central problem with existing public outlays in the U.S., which in other contexts they’re happy to highlight — the absence, in core areas like health care and education, of a clear link between increased spending and better outcomes. Or else they acknowledge the link, but assert that the best way to reform our kludgeocracy is to pursue greater efficiency in program design while simultaneously pouring more money into the system overall — using a heaping-full of sugar to make the medicine go down, if you will. (This was the basic theory of Obamacare, and also of more bipartisan reforms like No Child Left Behind.) It isn’t a crazy theory, but I think it’s reasonable to worry that in a system as inefficient and cross-pressured as ours, the sugar simply offsets or counteracts the medicine’s effects. And that possibility makes a strong case for holding the tax burden constant while seeking de-kludge-ification, rather than pre-emptively handing more money to bureaucracies and programs that aren’t exactly being managed with Nordic efficiency, and aren’t showing the most impressive of results.
*
To the foregoing I’d add one further, non-rebutting point: Namely, that regardless of whether one prefers Scandinavian-style social democracy to a lower-tax, more laissez-faire-ish mixed economy on moral grounds, the casefor higher taxes gets stronger to the extent that the U.S. model doesn’t seem to be working on its own terms. By this I mean that all systems involve trade-offs, and our model is no different: American-style capitalism promises higher living standards overall in exchange for higher individual risks; faster growth rates in exchange for greater inequality; lower unemployment rates in exchange for fewer workplace protections; more liberty for innovators and entrepreneurs in exchange for somewhat less solidarity-as-redistribution. But if this promise isn’t being fulfilled, as has been the case in the last decade — if only the rich are seeing income gains, if the pace of growth and innovation are slowing even as inequality gets wider, if workforce participation is actuallydropping below the European norm — then it’s inevitable that the model itself will start to bleed support. So at least part of the left-right divide at the moment (visible in the Picketty discussion, the guaranteed-income vogue, and the like) is over whether we should accept this breakdown, this failure of the American promise, as a permanent feature of our political economy — in which case the argument for high taxes does look stronger, because there’s less to lose — or whether we should still be making policy on the assumption that while the 2000s may have been a lost decade for the American dream, a revival of our model’s advantages is still a real, worth-desiring possibility.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Eleicoes 2014: como o Brasil poderia ser melhor? - Paulo Roberto de Almeida (2010)

Ainda um texto de 2010, escrito na previsão das eleições daquele ano.
Acredito que o Brasil não avançou nada, e pode até ter piorado...
Paulo Roberto de Almeida

Ano de eleições: como o Brasil poderia ser melhor?

Paulo Roberto de Almeida

Em outubro, como todo mundo sabe, teremos eleições gerais: presidente, governadores, parte dos senadores, todos os deputados (federais e estaduais), menos para os executivos e legisladores municipais. A julgar pela pré-campanha, um dos principais candidatos é pela continuidade do que está sendo feito, outro afirma que o Brasil pode mais. Sem dúvida, todos nós podemos sempre fazer algo de melhor, ou mais do mesmo, bastando saber, apenas, em que direção apontar, o que conservar, o que melhorar, o que mudar. De fato, a melhor pergunta a ser feita a todos os brasileiros, eleitores ou não, é a de saber como o Brasil poderia ser melhor, ou o que poderíamos fazer para melhorar o Brasil, e que não estamos fazendo hoje?
Uma pergunta desse tipo é inerentemente subjetiva, já que ela expressaria uma preferência por certas realizações nacionais que ainda não foram cumpridas, ou indica, justamente, uma frustração pela sua ausência. É imenso o rol de “desejos” da cidadania que não podem ser satisfeitos de imediato, e a economia está aí mesmo para confirmar a realidade da escassez de meios e recursos: ela é, justamente, a “arte de administrar a escassez”, sendo que a política seria a arte das prioridades possíveis.
Todos diriam que são “fatos da vida”, que não se pode fazer tudo ao mesmo tempo e que as lacunas existentes nunca são de responsabilidade exclusiva de um grupo de pessoas, ou tampouco, apenas, dos governantes do momento (ou seja, dos “passageiros” do atual governo) e até de governos passados. Mais além, até, da questão dos recursos em si, a pergunta envolver uma escolha quanto às prioridades, justamente: questionar o que uma nação poderia ter feito de melhor em relação à realidade corrente implica dispor de sua própria regra de referência, ou seja, um modelo ideal de sociedade que obviamente não é, nunca é, aquela em que estamos de fato vivendo e da qual participamos como trabalhadores, empresários, responsáveis políticos, artistas, representantes diplomáticos ou como simples cidadãos.
Mas a questão pode também ser vista pelo lado objetivo, ou seja, examinar, no conjunto de possibilidades factíveis, comparativamente aferíveis com base nas experiências de outras sociedades, o quê, exatamente, o Brasil poderia ter alcançado de melhor, como sociedade e como nação, e que, infelizmente, não alcançamos por deficiências nossas, por obstáculos herdados de nossa formação histórica, por dificuldades da natureza ou do meio ambiente externo, enfim, por tudo aquilo que poderíamos ter sido e que não conseguimos ser ou fazer. Organizar uma lista de lacunas pode até ser mais importante do que uma de promessas e compromissos.
Isso não é difícil: basta coletar indicadores homogêneos e fiáveis de “felicidade” humana, ou seja, nível de renda, educação e disponibilidade de bens e serviços básicos: água potável, saneamento, transportes, comunicações, habitação salubre, segurança alimentar, segurança pessoal, emprego e seguro contra certas coisas desagradáveis (menos a morte e os impostos, claro). Todos esses dados são passíveis de comparação – ou seja, nível de satisfação por habitante – entre os países que dispõem de estatísticas fiáveis, como é o caso do Brasil.
Comparando a situação do Brasil com a de outros países, poderíamos, assim, constatar nosso ‘estado de felicidade relativa’, ou seja, quão mais próximos, ou mais distantes, estamos de países mais ‘felizes’, que são supostamente aqueles que desfrutam, em condições normais, desses serviços básicos, onde a longevidade é maior e os riscos inerentes à existência humana foram diminuídos, ao máximo das possibilidades dadas pelo uso das tecnologias atuais (médicas, securitárias etc.).
Trata-se de um exercício possível de ser feito mas que não vou fazer aqui, tanto por limitações de espaço como por ser aborrecidamente repetitivo com vários indicadores existentes no âmbito das Nações Unidas (IDH-PNUD, entre outros). O que eu poderia fazer seria uma exposição eminentemente pessoal sobre o que eu acredito que o Brasil poderia ser e ainda não é, sendo eu relativamente otimista ao considerar que poderemos chegar nos objetivos fixados em uma ou duas gerações mais (dependendo do grau de dificuldade do objetivo em questão). O que segue, portanto, é a minha regra de ‘felicidade nacional’, com todas as falhas que podem existir numa seleção subjetiva como a que agora faço.
Pois bem, poderíamos começar sendo um país, não de renda média, mas de alta renda, o que parece difícil no contexto latino-americano, mas que já foi obtido no cenário asiático, pela Coréia do Sul, por exemplo, um país duas vezes mais pobre do que o Brasil em 1960, e que tinha sido colônia japonesa de 1905 a 1945 (considerada quase como nação escrava do então expansionismo militarista nipônico). O que os coreanos fizeram que não fizemos? Bem, antes deles, os próprios japoneses já tinham mostrado o caminho: educar a população, o que me parece básico, essencial mesmo. Este foi o nosso maior erro histórico, aliás um “pecado original”, posto que Portugal continuava a exibir muitos analfabetos até bem entrado o século 20.
Calculo que nosso atraso, do ponto de vista puramente quantitativo (ou seja, nossa taxa de escolarização) equivalia a algo como 150 anos em relação aos países precocemente educados (Alemanha e EUA, por exemplo). Concordo que ‘fechamos’ muito dessa lacuna quantitativa, mas se formos considerar a qualidade da educação, minhas conclusões teriam de ir do ruim ao catastrófico. Infelizmente, vai demorar uma ou duas gerações para consertar, mas apenas se corrigirmos os métodos, que continuam errados, o que está longe de ser garantido atualmente; acredito, aliás, que continuaremos patinando nesse particular. Isso é complicado, pois da boa educação depende tanto uma distribuição de renda mais equânime, como o crescimento da produtividade do trabalho, base do desenvolvimento social. Ponto negativo, portanto.
Se a despeito disso tudo, conseguirmos ainda assim aumentar a renda nacional (e distribuí-la, vale lembrar), teríamos ipso facto resolvido várias das necessidades básicas apontadas acima, o que envolve, mais do que dinheiro, organização (pois recursos sempre existem, no Brasil ou no exterior). Aumentar a renda implica em crescer mais rapidamente, o que já fizemos no passado (com base em investimentos nacionais e estrangeiros e em uma razoável organização estatal); não conseguimos fazer isso agora, justamente pela ausência de investimentos e pela má organização do Estado (que está, justamente, na origem da falta de recursos para investimentos produtivos: o Estado gasta demais, e consigo mesmo). Outro ponto negativo.
Poderíamos, talvez, ter um Estado menos gastador e mais investidor, mas isso depende, basicamente, das lideranças políticas e das organizações partidárias. Nesse aspecto, tenho de ser novamente pessimista, pois não acredito que consigamos ter, em prazos razoáveis, uma melhor qualidade da administração, conhecendo-se a atual composição da classe política e seus reflexos no Congresso e no Executivo (mas o Judiciário não se apresenta de modo muito melhor). Melhorar a classe política depende basicamente de educação da população, que acredito continuará rudimentar no futuro previsível (basta assistir, por exemplo, aos canais abertos de televisão ).
Esse problema está associado à corrupção na máquina pública, e fora dela, posto que a sociedade procura se defender das disfuncionalidades do setor público (em matéria ‘extrativa’, por exemplo), criando um ‘universo paralelo’ – ou seja, a economia informal e a cultura do ‘jeitinho’ – que tornam especialmente difícil alcançar aquele requisito da boa governança que os economistas reputam importante para fins de redução de custos de transação e maior taxa de crescimento. Não gostaria de ser novamente pessimista, mas tenho de consignar mais esse ponto negativo.
Finalmente, poderíamos ter feito melhor em direitos humanos e cidadania, um quadro notoriamente lamentável no Brasil. Não vamos dourar a pílula: fizemos tudo errado desde o início. José Bonifácio foi derrotado no seu projeto de extinguir o tráfico imediatamente e a escravidão em médio prazo; Joaquim Nabuco foi derrotado em seu projeto abolicionista e favorável à reforma agrária e à educação dos libertos. Os reformadores educacionais dos anos 1930 não conseguiram, de fato, universalizar o ensino como seria desejável, e até hoje a educação padece de excesso de pedagogas “freireanas” e de sindicalistas “isonômicos”, e carência de administradores sensatos e racionais, buscando resultados pelo mérito, não pela ideologia. Não um, mas vários...
Tivemos outras derrotas, também, em outras áreas: Mauá não conseguiu mobilizar para o empreendedorismo uma sociedade escravocrata, prebendalista e cartorial; Monteiro Lobato falhou em implantar aqui o industrialismo fordista, que reputava ser a chave do sucesso americano; os atuais capitalistas do campo têm a maior dificuldade em expandir o agronegocio, num ambiente político dominado pela hostilidade ao setor e ávido por uma reforma agrária tão inútil quanto regressista.
Enfim, temos vários problemas nacionais e nenhum deles se relaciona com a exploração estrangeira e a dominação ‘imperialista’: todos são problemas made in Brazil, e aqui teremos de resolvê-los. Acredito que consigamos, mas apenas no médio prazo...


Shanghai, 22 de maio de 2010.

Republica Mafiosa do Brasil: inacreditavel, pagina politica virou pagina policial

Recebo o boletim diário "Congresso em Foco", e por mais incrível que pareça, 90% das chamadas se referem a ações policiais, ladroagens, escândalos, ladroagens, falcatruas e outros "mal feitos".
Será que a política virou um caso de polícia?
Assim é se lhe parece...
Paulo Roberto de Almeida


Congresso em Foco
15/04/2014

Destaques


Em discurso em Pernambuco, presidenta afirma que não vai tolerar “malfeito, ação criminosa, tráfico de influência, corrupção ou ilícito de qualquer espécie, seja ele cometido por quem quer que seja” Leia mais


Acusado de envolvimento com doleiro preso pela Polícia Federal, vice-presidente da Câmara diz que não aguenta continuar “sangrando” e que deixará de ser deputado para preservar sua família Leia mais

Partidos governistas receberam R$ 35,3 milhões, ao menos, em doações eleitorais na campanha de 2010 de empresas citadas na lista apreendida pela PF na casa de ex-diretor da Petrobras, destaca a Folha Leia mais

“A Petrobras talvez seja o maior exemplo vivo e acabado do modelo de gestão ineficiente e superado do governo de Dilma e do PT, que ergue um monumento à ineficiência, ao patrimonialismo e à incompetência”, diz deputado tucano Leia mais


Presidente da Petrobras presta esclarecimentos ao Congresso e tenta conter ímpeto oposicionista por instalação de CPI. Senadores decidem sobre abrangência de comissão de inquérito e Câmara ouve ex-diretor responsabilizado por Dilma por compra de refinaria Leia mais

Janot envia ao STF parecer favorável à concessão do benefício ao ex-ministro da Casa Civil, que cumpre pena na Papuda. Ele tem oferta para trabalhar em biblioteca de escritório de advogado, com salário de R$ 2 mil Leia mais

Juíza determina indisponibilidade do patrimônio de quase 90% dos integrantes da Assembleia Legislativa. Eles são acusados de desviar R$ 2,8 milhões da Casa por meio de programa que, segundo o Ministério Público, abrigava cabos eleitorais e fantasmas Leia mais

Acusações se referem ao período em que Collor foi presidente da República, entre 1991 e 1992, ano do impeachment que marcou o final do seu governo Leia mais

Republica Mafiosa do Brasil: Constituicao

Um texto de 2010, mas que parece permanecer inteiramente válido.
Ou não?

República Mafiosa do Brasil: Constituição

            Está decretada e destinada a ser cumprida a:

            Constituição da República Mafiosa do Brasil

Preâmbulo: Considerando-se que estão dadas as condições para inaugurar uma nova era, como nunca houve antes neste país, entra em vigor esta Constituição, bem mais simples que as oito anteriores, constante dos seguintes artigos:

Artigo 1: Todo poder emana do Partido do Grande Irmão e em seu nome será exercido.

Artigo 2: O Brasil é uma república unitária, centralizada e organizada em torno de um único poder, este presidido pelo Partido do Grande Irmão, que zelará pelo povo com o mesmo carinho com que um pai devota ao seu filho único. Todos os demais partidos são considerados inimigos do povo, ilegítimos, portanto, e em função disso serão afastados do poder.

Disposições transitórias: Será convocada uma Constituinte exclusiva, sob proposta do Partido do Grande Irmão, para adaptar toda a legislação vigente às disposições constitucionais da nova era.

Revogam-se todas as demais disposições em contrário.

Brasília, 189. ano da Independência, 122. da República, 8. da era do nunca antes neste país e 1. da República Mafiosa do Brasil.

2 de setembro de 2010

Eleicoes 2014: uma ficcao politica escrita em 2010 - Paulo Roberto de Almeida

Como indica o título, trata-se de uma peça de ficção política escrita em 2010, antecipando o que aconteceria em 2014, nas eleições quero dizer.
Mais exatamente foi escrita antes do primeiro turno das eleições de outubro daquele ano, e eu me encontrava fora do país desde o começo do ano, sendo assim puramente especulativa, pois eu não estava vivendo em nenhum clima eleitoral (sobretudo na China, que não é exatamente um modelo de democracia eletiva, ou eleitoral).
Em todo caso, sem reler agora o que escrevi, permito-me postar novamente, para checar depois.
Paulo Roberto de Almeida


Paulo Roberto de Almeida
Postado no blog Diplomatizzando 

            Em 2014 o Brasil chega a novas eleições exausto de tanto discurso, de tantas palavras, tantas promessas. Nunca falaram tanto, em doses tão concentradas, em tão poucos anos, dentro e fora do governo.
            As promessas de continuar avançando, de fazer mais e melhor, de distribuir mais justiça, mais igualdade, mais segurança redundaram no que se esperava: mais do mesmo, sem ao menos o conforto de uma mudança de linguagem, de hábitos, de comportamentos políticos, de práticas administrativas. A justiça continuou tão lenta quanto sempre foi, com alguns escândalos, novos e velhos, emergindo aqui e ali. O Executivo continuou inchado, inclusive porque era preciso contemplar a base congressual com novos cargos e novos aportes financeiros. O Congresso, bem o Congresso não precisou mudar em nada: apenas aprofundou suas práticas e costumes, o que significa que continuou afundando nas práticas delituosas e nos costumes imorais, com alguns novos personagens mas os mesmos hábitos de sempre, agora um pouco mais indecentes, já que novamente sancionados pelo eleitorado.
            O discurso político, venha de onde vier, continuará permeado de mentiras e de demagogia, tanto mais extensas quanto o eleitorado foi, continua sendo e promete permanecer leniente com aqueles que o iludem. A mistificação política terá sido elevada à condição de instrumento vital da governança, e toda atividade governativa será precedida de um estudo de marketing político. Os administradores de imagem ganharão precedência sobre os ministros setoriais, que terão de adaptar suas propostas e programas ao governo “participativo” (que de participativo possui apenas a propaganda governamental, assegurando que o povo está sendo consultado para esta ou aquela medida).
            Em 2014, teremos aperfeiçoado novos métodos de extrair recursos sem dor dos cidadãos-contribuintes. A Receita, escaldada por excesso de transparência, conseguirá determinar os meios de alcançar a renda dos agentes econômicos antes mesmo de qualquer fluxo de ativos e de qualquer iniciativa declaratória dos produtores primários. Apenas por esse meio será possível atender a todos os compromissos governamentais – com os pobres, de um lado, com os ricos, de outro, estes bem mais exigentes como sempre ocorre – sem ter de negociar a criação de novos impostos com o Congresso.
            A imprensa não se terá dobrado, mas terá sido domada, ou contornada: os meios de comunicação do governo serão suficientes para levar sua mensagem aos eleitores-complacentes; o restante se contentará com a internet, num processo entrópico e semicircular. Muita energia será gasta com debates vazios, o que parece o ideal para uma sociedade de baixa educação política. As escolas continuarão ruins, e as universidades públicas também vão aprofundar seu processo de mediocrização e de decadência. Nada mais será como antes, e tudo será bem pior do que antes. Não importa quem entrou, não importa quem estará entrando novamente. Tudo é uma questão de lógica elementar, dada a tendência.
            Bem, tudo pode ser uma ficção, ou não...


Shanghai, 2.10.2010