O que é este blog?

Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org.

sábado, 18 de abril de 2015

20 ENERI: Brasilia, 22 a 25 de abril de 2015 - FAAP

FAAP realiza em Brasília 20ª edição do ENERI


A 20ª edição do Encontro Nacional de Estudantes de Relações Internacionais (ENERI) será realizada entre os dias 22 e 25 de abril, em Brasília (DF). 
Com o tema “Rumo à multipolaridade”, o evento reunirá grandes nomes do setor em palestras, minicursos, mesas redondas e workshops.
Os temas serão debatidos a partir do tripé do curso de Relações Internacionais: política, história e economia. 
A palestra de abertura do evento será feita pelo ministro de Estado das Relações Exteriores do Brasil, embaixador Mauro Vieira.
O ENERI está sendo organizado pelos alunos da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), instituição cujo curso de Relações Internacionais chega a 18 anos de história. 

As inscrições devem ser feitas pelo link www.faap.br/eneri2015.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3662-7263 / 7512 ou pelo e-mail atendimento.eneri@faap.br .

 XX Encontro Nacional de Estudantes de Relações Internacionais (ENERI)Datas: de 22 a 25/04/2015
Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães, Brasília (DF)
Inscrições: www.faap.br/eneri2015/
Informações: (11) 3662-7263 / 7512

Brasil: um pais com sociedade civil (finalmente...)

Abaixo, uma crônica singela, meio sentimental, meio exalando orgulho, que me sugeriu as seguintes reflexões:
Todo país, toda nação, possui uma sociedade civil, isso é óbvio.
Não me refiro, claro, aos arremedos mistificatórios, de movimentos sociais organizados, mobilizados para defender um partido gramsciano, como meras correias de transmissão das ordens do chefe.
Refiro-me ao conceito hegeliano de sociedade civil, aquele estrato da sociedade, imenso, formado por pessoas que nem estão no Estado, e que não existem em função do Estado, e que tampouco são ilotas ou constituem o chamado lumpen, os desclassificados à margem do mercado de trabalho.
Sociedade civil é formada por todos aqueles que se sustentam do seu trabalho, exclusivamente, e que sustentam o Estado (e seus apaniguados, embora estes também possam fazer parte da sociedade), e que não recebem nada diretamente do Estado, a não ser serviços coletivos pelos quais eles já pagaram previamente, com o seu trabalho e os seus impostos.
Alguns países possuem sociedades civis mais fortes, mais estruturadas, mais conscientes do que outros. Penso, por exemplo, na Polônia, várias vezes na História decepada, esquartejada, fragmentada, até eliminada do mapa político por vizinhos mais poderosos. Graças à sua sociedade civil, à qual está intimamente vinculado o sentimento cristão de seu povo, ela sempre renasceu, forte, vibrante, afirmativa.
Penso no próprio Irã, hoje dominado por uma teocracia que também passará, pois o país possui uma sociedade civil forte.
Creio que o Brasil também, e isso nos faz mais confiantes em que saberemos expulsar a quadrilha de mafiosos estelionatários do poder, para construir um país decente.
Paulo Roberto de Almeida

CONFESSO QUE CHOREI

por Percival Puggina, 

 Domingo, quando entrei no carro, no final da passeata, chorei convulsivamente, como há muito tempo não fazia. Sim, eu estava sensibilizado pelas muitas e generosas manifestações de carinho que recebi ao longo da tarde, traduzidas em gestos, abraços e fotos com amigos. Mas, principalmente, chorei de felicidade por ver, pela segunda vez, em menos de trinta dias, o meu Brasil diferente. Vi o meu país como sempre quis que ele fosse. Democrático, alegre, mas intransigente com a criminalidade instalada no poder. Antes aos meus 70 anos do que nunca!
Agora, já posso dizer que vi. Vi nossa gente clamando por um país decente. Vi, Brasil afora, milhões saírem de casa para dizer basta! Chega! Já foram longe de mais! Ponham-se no olho da rua, malfeitores!
Os que se acreditavam senhores da Nação, jamais conseguiram mobilizações semelhantes, mesmo que a peso de ouro, mesmo contratando celebridades e promovendo shows, pagando diária, transporte e alimentação.
Por duas vezes, neste mesmo período, tentaram se contrapor e não tiveram eco. Pagaram mico, deram vexame. É difícil reunir fiéis à infidelidade.
O Brasil está atravessando o mar vermelho. O PT está acossado, o petismo acuado pelos próprios pecados, pelos próprios fantasmas.
O PT fez o diabo? Ou foi o diabo que fez o PT?
O que sim sei, e com isso respondo uma pergunta que circulava entre os manifestantes de domingo: essa casa vai cair? Vai, pela irresistível força da gravidade, quando as estruturas de sustentação entram em colapso. E a base do governo está em franca decomposição.
Esse governo não tem como chegar ao fim. Além disso, que Constituição seria essa nossa se servisse para proteger uma quadrilha no poder e não para proteger o povo dessa quadrilha?
______________
* Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+. 

A corrupcao engole, literalmente, o Brasil - Mary Anastasia O'Grady (WSJ)

A corrupção que sacode o Brasil - a visão dos estrangeiros
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O candidato derrotado à presidência do Brasil, Aécio Neves, parece falar em nome de muitos dos seus compatriotas quando diz que o PT e a presidente Dilma Rousseff utilizaram dinheiro roubado para derrotá-lo nas eleições presidenciais ocorridas no país em outubro de 2014.

No mês passado, em uma entrevista concedida a mim, em Lima, perguntei ao senhor Neves — que é presidente do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) — se ele atribuía sua derrota nas eleições ao fato de o socialismo proposto pela senhora Rousseff, que é da esquerda linha-dura, possuir maior apelo entre os brasileiros do que o programa do PSDB, que era um pouco mais amigável ao mercado.
Ele negou essa possibilidade.  Segundo ele próprio, ele perdeu por causa de um "crime organizado".
O senhor Neves, ex-governador do estado de Minas Gerais, não estava se referindo à máfia.  Ele estava falando sobre um esquema de corrupção implantado no núcleo da Petrobras, a empresa estatal de petróleo do país.  Promotores afirmam que empreiteiras contratadas pela Petrobras participaram de um esquema de superfaturamento envolvendo a diretoria da empresa e partidos políticos da base aliada do governo (no Brasil, os partidos da base aliada indicam políticos para a diretoria de operações da empresa). 

Nesse esquema, as empreiteiras superfaturavam os preços de suas obras, a Petrobras pagava o valor superfaturado para as empreiteiras, e estas, em troca, remetiam uma fatia desse dinheiro superfaturado — cujo valor total, estima-se, chega a 30 bilhões de dólares — para políticos de partidos da base aliada do governo, entre eles o PT, como forma de agradecimento pelo superfaturamento.  Isso destruiu o capital da Petrobras.

O PT gastou uma assombrosa quantia de dinheiro na campanha eleitoral para vencer as eleições, e parece estar cada vez mais claro que ele só conseguiu fazer essa gastança por causa dos milhões que recebeu ilegalmente desse esquema de corrupção na Petrobras.  Se isso se comprovar verdade, isso foi de fato um crime, e muito bem organizado.

E os escândalos continuam surgindo a uma velocidade arrepiante.  É como se a cada fiapo que você puxasse em um cobertor, ele se levantasse e revelasse não somente um, mas vários esquemas ilícitos que estavam escondidos. 

E o grande risco é que, mesmo com novos esquemas de corrupção sendo revelados quase que semanalmente, a população brasileira não aprenda a mais importante das lições: sim, a justiça deve punir os corruptos, mas o que realmente gerou toda essa bagunça foi o tamanho do estado brasileiro, cujo poder e gigantismo abrangem todos os setores da economia brasileira.
Com um estado que intervém em todos os setores da economia, e que controla diretamente várias empresas, de nada adianta você apenas trocar indivíduos corruptos por indivíduos "mais honestos".  Isso não irá eliminar as causas da corrupção.

No Brasil, empresas estatais são controladas por políticos.  Consequentemente, a tentação de utilizar a dinheirama que passa por essas estatais — principalmente nos momentos em que os preços das commodities estão em ascensão e o dinheiro se torna farto — sempre será irrefreável.  Esperar que políticos não se aproveitem desses recursos é como imaginar que a raposa gerenciará sensatamente um galinheiro repleto de galinhas gordas.

Mas esse esquema entre estatais e empreiteiras, envolvendo superfaturamento, fraudes em licitações e desvio de recursos das estatais para o pagamento de propina a políticos é tão antigo e tão básico, que é impressionante que apenas agora as pessoas demonstrem surpresa com ele.
Toda a esquisitice já começa em um ponto: por que os políticos disputam acirradamente o comando das estatais?  Por que políticos reivindicam a diretoria de operações de uma estatal?  Que políticos comandem ministérios, vá lá.  Mas a diretoria de operações de estatais é um corpo teoricamente técnico.  Por que políticos?  Qual a justificativa?

Quem acompanha o jornalismo político já deve ter percebido que os partidos políticos que compõem o governo federal não se engalfinham tanto na disputa de ministérios quanto se engalfinham na disputa para a diretoria de estatais.  É óbvio.  É nas estatais que está o butim.  As obras contratadas por estatais são mais vultosas do que obras contratadas por ministérios.  O dinheiro de uma estatal é muito mais farto.  E, quanto mais farto, maior a facilidade para se fazer "pequenos" desvios.
Isso, e apenas isso, já é o suficiente para entender por que políticos e sindicalistas são contra a privatização de estatais.  Estatais fornecem uma mamata nababesca. 

Quando políticos e sindicalistas gritam "o petróleo é nosso", "o minério de ferro é nosso", "a telefonia é nossa", "a Caixa é nossa", eles estão sendo particularmente honestos: aquele pronome possessivo "nosso" se refere exclusivamente a "eles", os únicos que ganham com todo esse arranjo.
Mas a necessidade de privatização das estatais não está apenas no campo ético.  Há também argumentos técnicos e econômicos.

Em primeiro lugar, em qualquer empresa que tenha como seu maior acionista o Tesouro nacional, a rede de incentivos funciona de maneiras um tanto distintas.  Eventuais maus negócios e seus subsequentes prejuízos ou descapitalizações serão prontamente cobertos pela viúva — ou seja, por nós, pagadores de impostos, ainda que de modos rocambolescos e indiretos.

Os problemas de haver empresas nas mãos do estado são óbvios demais: além de o arranjo gerar muito dinheiro para políticos, burocratas, empreiteiras ligadas a políticos, sindicatos e demais apaniguados, uma empresa ser gerida pelo governo significa apenas que ela opera sem precisar se sujeitar ao mecanismo de lucros e prejuízos.

Todos os déficits operacionais serão cobertos pelo Tesouro, que vai utilizar o dinheiro confiscado via impostos dos desafortunados cidadãos. Uma estatal não precisa de incentivos, pois não sofre concorrência financeira — seus fundos, oriundos do Tesouro, em tese são infinitos.
Por que se esforçar para ser eficiente se você sabe que, se algo der errado, o Tesouro irá fazer aportes?

O interesse do consumidor — e até mesmo de seus acionistas, caso a estatal tenha capital aberto — é a última variável a ser considerada.]
Se a senhora Rousseff está sendo honesta ou não quando diz que não sabia de nada sobre esse esquema de corrupção na Petrobras, é o de menos.  Seu maior problema, como o senhor Neves deixou implícito, é que as acusações colocaram em cheque a legitimidade de sua apertada vitória nas eleições (por uma margem de aproximadamente 3%).  Enquanto seu partido luta para rebater as acusações, e alguns de seus mais importantes membros estão sendo presos, a senhora Rousseff já está sem moral para governar.

No dia 15 de março, um número estimado em 1,5 milhão de brasileiros foi à ruas, em todo o país, para protestar contra o governo.  Uma recente pesquisa do Datafolha mostra que 60% da população consideram o governo da senhora Rousseff "ruim" ou "péssimo".
Se a economia estivesse pujante, a reação pública a essas revelações de corrupção poderia ser diferente.  Só que essa crise política não poderia ter vindo em pior momento para o bolso dos brasileiros.  A inflação de preços acumulada em 12 meses está em 8,13%, a moeda se desvalorizou acentuadamente no mercado mundial, a economia ficou parada em 2014, e estima-se que, em 2015, ela encolherá mais de 1%.

A senhora Rousseff nomeou para o Ministério da Fazenda o economista Joaquim Levy, formado em Chicago e com boa reputação no mercado financeiro.  Até o momento, seu plano de governo se resume a um retorno à disciplina fiscal.  Só que ele precisará da ajuda dos aliados do PT — dentre eles o poderoso Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) — no Congresso.  Por ora, eles têm se mostrado relutantes; e, quando aceitam ajudar, a senhora Rousseff tem de arcar com o custo político do ajuste.  Logo, mesmo que o senhor Levy seja bem-sucedido em ajustar as contas do governo, a popularidade da senhora Rousseff pode não se recuperar.

Os escândalos de corrupção tendem a se arrastar por causa de seu tamanho e complexidade.  No mês passado, o tesoureiro do PT, João Vaccari, foi acusado de solicitar as "doações" das empreiteiras — com o dinheiro da Petrobras — para o partido.  Em um depoimento perante um comitê há duas semanas, o senhor Vaccari negou qualquer transgressão. [Nota do IMB: e hoje ele foi preso].
Um dos principais problemas para a Petrobras foi o fato de o governo ter proibido a participação de empresas estrangeiras nos processos de licitação.  Isso incentivou um cartel das empreiteiras nacionais, todas elas protegidas pelo governo.  O Ministério Público já acusou três ex-presidentes da Petrobras [José Eduardo Dutra, Sergio Gabrielli e Maria das Graças Foster] e mais vários outros presidentes de grandes empreiteiras brasileiras [Camargo Corrêa, OAS, Odebrecht, UTC, Queiroz Galvão, Engevix, Mendes Júnior, Galvão Engenharia e IESA Óleo & Gás] pelo crime de corrupção e lavagem de dinheiro.  Há também quase 50 políticos pertencentes a vários partidos sob investigação.

Os protestos contra a corrupção são um indicador da vitalidade da sociedade civil brasileira.  A independência do judiciário também é uma boa notícia.  O pequeno time de promotores é bem treinado.  Um trabalho investigativo de alta qualidade vem sendo feito não obstante os poderosos indivíduos envolvidos.  Em um país que vem sofrendo para acabar com a impunidade, isso é um grande feito.

Mas não é o bastante.  A questão premente ainda segue intocada: quando a classe política se envolve na gerência de empresas, a corrupção se torna institucionalizada.  Punir os escroques é necessário, mas ainda insuficiente.  O grande problema a ser atacado, e que é a causa de tudo, é o fato de o governo ser o dono de empresas.

Mary Anastasia O’Grady é editora do The Wall Street Journal e faz a cobertura de eventos da América Latina.
Fonte: Instituto ludwig von Mises Brasil

Formacao politica do Brasil na Independencia - Ricardo Velez-Rodriguez

Um único senão neste texto saboroso: ter chamado o Príncipe Regente D. João de D. João VI quando da vinda da família real ao Brasil em 1807-1808. Ele não era rei, portanto não podia ser o VI João. Se tivesse morrido antes da mãe, não teria sido coroado e, obviamente, o VI seria hipoteticamenre algum outro João que porventura tivesse assumido o trono português bem mais tarde, e neste caso, concretamente, nenhum. Salvo isto, que é um mero detalhe, o texto é precioso por desvendar velhas questões do pensamento político português e do brasileiro que ainda são atuais, nas manifestações contra o regime mafioso. 
Paulo Roberto de Almeida
A Idade das Revoluções na Formação do Brasil
Alguns dos participantes do Colóquio sobre "A Idade das Revoluções na formação do Brasil": na primeira fileira, da esquerda para a direita: Leônidas Zelmanovitz,  Voltaire Schilling, Ricardo Vélez Rodríguez e Alex Catharino. Na segunda fileira: Sandra Axelrud Saffer e Alexandre Moreira. (Foto: álbum pessoal do editor do Blog).

Com este título instigante teve lugar em Petrópolis, no Hotel Solar do Império, de 9 a 12 de Abril, um colóquio patrocinado pelo Liberty Fund. Participaram: Sandra Axelrud Saffer (da Axellrud Arquitetura & Assessoria SS Ltda., como Diretora do evento), João Carlos Espada (Diretor do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, como Discussion Leader), Leonidas Zelmanovitz (representante do Liberty Fund), Alberto Oliva (UFRJ), Alexandre Moreira (Banco Central do Brasil), Ricardo Vélez Rodríguez (Coordenador do Centro de Pesquisas Estratégicas da UFJF e docente da Faculdade Arthur Thomas, Londrina), Fernando Schuler (IBMEC, São Paulo), Gunter Axt (historiador, de Porto Alegre), Flavia Santinoni Vera (assessora do Senado Federal em Brasília), Nelson Costa Fossatti (Universidade Católica do Rio Grande do Sul), Anita Waigort Novinsky (USP), Rodrigo Constantino dos Santos (do Instituto Liberal do Rio de Janeiro e colunista da Revista Veja), Alex Catharino (do Instituto Russell Kirk, USA) Voltaire Schilling (historiador, de Porto Alegre), Adivo Paim Filho (da Universidade Federal de Santa Maria), Jorge Nicolkas Audy (da Universidade Católica do Rio Grande do Sul) e Daniela Becker (assistente do evento, de Porto Alegre).

Como material de leitura para alimentar as discussões foram analisadas, em parte, as seguintes publicações: Antônio José GONÇALVES, Memórias Ecônomo-Políticas sobre a Administração Pública do BrasilSão Leopoldo: Unisinos, 2004. Kenneth MAXWELL, Conflicts & Conspiracies: Brazil and Portugal 1750-1808. London: Taylor and Francis Books, 2004. Gabriel PAQUETTE, Imperial Portugal in the Age of Atlantic Revolutions: The Luso-Brazilian World, c. 1770-1850New York: Cambridge University Press, 2013. Jorge CALDEIRA, História do Brasil: com EmpreendedoresSão Paulo: Mameluco, 2009. Roderick J. BARMAN.  Brazil: The Forging of a Nation, 1798-1852. Stanford: Stanford University Press, 1988.


Hotel Solar do Império, Petrópolis (Foto: Wikipédia).

A “Idade das Revoluções na formação do Brasil” esteve marcada fundamentalmente por duas posições antagônicas, do ângulo dos atores que se defrontaram com a tarefa de fazer nascer um novo país ao redor da Nação Brasileira: a dos seguidores do “democratismo” de Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) e a posição liberal-conservadora dos que seguiram pelo caminho “whig” traçado por John Locke (1632-1704) no século XVII e pelos fundadores da Pátria Americana, no nascedouro dos Estados Unidos (na segunda metade do século XVIII).

Os seguidores da opção rousseauniana, em Portugal, identificaram-se com o denominado “vintismo”, ao ensejo da Revolução do Porto de 1820, que tentou estabelecer uma República nos moldes assinalados pelo filósofo de Genebra. No Brasil, tais seguidores de Rousseau identificaram-se com os radicais que pretendiam a formação de várias Repúblicas pautadas pela visão unilinear do democratismo. Essa concepção terminou sendo adotada pelas numerosas revoluções que antecederam à formação do Segundo Reinado, em 1841, com o Regresso e a Maioridade.  

Ora, a perspectiva de uma República rousseauniana foi a variante que se apresentou aos países ibéricos após a invasão pelas tropas de Napoleão Bonaparte (1769-1821), entre 1808 e 1809. Sabemos do desfecho dessa empreitada: polarização da Espanha ao redor de um regime títere de Napoleão, após a prisão do soberano espanhol, Fernando VII (1772-1833), pelas tropas francesas em Bayonne. Em Portugal ocorreu o que Napoleão não queria: fuga da corte portuguesa para o Brasil. Convém salientar que o “Plano B” de fuga da Corte em caso de invasão do Reino Português por uma potência estrangeira, era uma opção contemplada nos planos estratégicos da Coroa, já a partir do século XVII.

As interessantes leituras efetivadas pelos membros do Colóquio de Petrópolis levam em consideração essa complicada conjuntura internacional. Que os Brasileiros desde o início estavam animados por uma concepção autenticamente liberal, ancorada no “liberalismo telúrico ibérico” (do pensamento do padre Suárez e demais autores proto libertários do século XVII), bem como nas raízes do liberalismo whig da filosofia lockeana, fica patente ao examinarmos os escritos de homens como os gaúchos Antônio José Gonçalves (1781-1837) ou Hipólito José da Costa (1774-1823).

Como não respirar o frescor liberal de um texto como o seguinte, de autoria de Antônio José Gonçalves, que denunciava, já no início do século XIX, os males do patrimonialismo português que fazia do Estado propriedade particular do Rei e dos seus burocratas? Eis o valioso texto: “Demolindo os reis o primeiro sistema [do poder arbitrário dos capitães-generais], convencidos sem dúvida de que era mau, declararam o Brasil uma propriedade sua e nomearam seus capitães-generais, vice-rei, governadores, etc... Deram então terras de boa graça a quem as queria possuir (...) reservando a si a liberdade de cada um indivíduo que nelas se estabelecesse e dela fizeram especial graça a seus capitães-generais e governadores, pois não há ramo nenhum da administração pública em uma capitania, nem indivíduo, que não esteja sujeito ao poder absoluto dos capitães-generais (...). As leis generalizavam-se no Brasil, mas só tinham valor quando não ofendiam os capitães-generais; como podiam elas então proteger os indivíduos quando se achavam em contradição com os interesses desses seres supremos no Brasil, que só ao rei deviam dar contas e que se desprezavam de ter correspondência com os ministros de Estado? Pode-se dizer que o Brasil, na passagem do primeiro para o segundo sistema, mudou de proprietários, mas não mudou de condição, pois até aconteceu que nenhum capitão-general ou governador tem sido castigado, e a impunidade foi sempre causa de maiores maldades (...)”. [1]


Senti falta, nas leituras propostas, de algum escrito de Silvestre Pinheiro Ferreira (1769-1846), que veio com a Corte de D. João VI ao Rio de Janeiro, tendo sido Ministro da Guerra do novo Estado que aqui surgiu em 1815 com o pomposo nome de: "Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve". 

Ora, Silvestre foi o nosso primeiro pensador "whig", sendo da sua lavra o modelo de Monarquia Constitucional que pôs fim ao Ancien Régimeportuguês, com a adoção do modelo parlamentar mitigado inserido na prática da dupla representação (dos interesses permanentes da Nação, pelo Imperador, e dos interesses mutáveis dos cidadãos, pelo Parlamento). Teria sido desejável a leitura, por exemplo, da obrinha de Silvestre Pinheiro Ferreira intitulada:  Idéias Políticas - Cartas sobre a Revolução do Brasil - Memórias Políticas sobre os Abusos Gerais e Manual do Cidadão num Governo Representativo, (introdução de Vicente Barretto; apresentação de Celina Junqueira), Rio de Janeiro: PUC / Conselho Federal de Cultura - Editora Documentário, 1976 (da Coleção de Textos Didáticos do Pensamento Brasileiro, organizada por Antônio Paim). 

A partir deste escrito formou-se, no Segundo Reinado, a "Geração de Homens de Mil", aqueles estadistas que ajudaram o Imperador na formação dos Partidos Liberal e Conservador e no aperfeiçoamento das Instituições para garantir a unidade nacional e a liberdade dos cidadãos. 

Com essa geração o Brasil superou o modelo de Patrimonialismo Tradicional da Monarquia Portuguesa, tendo-se voltado para a instauração de um modelo de Patrimonialismo Modernizador de tipo estamental, que caminhava a passos largos, ao longo do Segundo Reinado, para o estabelecimento de um modelo contratualista claramente liberal-conservador. Mas a República, com o seu cientificismo doentio, fez renascer a pior tendência do estatismo pombalino, sina da qual nunca conseguiu se ver livre a Nação Brasileira até os dias de hoje.

O Professor João Carlos Espada, que como frisei inicialmente desempenhou-se no Colóquio como Discussion Leader, no seu artigo intitulado: "O Mistério brasileiro: vale a pena prestar atenção" (publicado no jornal português O Público, edição de 13/04/2015) escrevia que "Algo surpreendente está a ocorrer na paisagem intelectual e política do Brasil". Destacava o conceituado intelectual, meu amigo de longa data: "Escrevo do Brasil, na manhã de domingo, horas antes das manifestações previstas para centenas de cidades do país, bem como de várias outras cidades do mundo: Nova Iorque, Toronto, Londres, Sydney, Berlim e parece que também Lisboa, entre várias outras.  Não faço ideia da projecção que estas iniciativas vão ter - na sequência das manifestações que no passado dia 15 de Março trouxeram à rua mais de dois milhões de brasileiros. Mas, tendo passado por aqui - no Rio e em Petrópolis - a última semana, posso seguramente reportar que algo está a ocorrer por estas paragens. O que é exatamente eu não sei   - se é que alguém sabe ao certo. Um imenso movimento popular, pacífico, ordeiro, patriótico, está em marcha. Não existe um centro organizador deste movimento. Baseia-se nas redes sociais, tem jovens, muito jovens, a dar a cara, que recusam qualquer identificação partidária e que assumem um programa genérico contra a corrupção e o aparelhamento do Estado. Alguns, talvez muitos, exigem o impeachment da Presidente Dilma. Mas muitos outros dizem que basicamente querem o respeito pelo Estado de Direito e pelos princípios da liberdade sob a lei. Embora se trate de um vasto movimento de rua, ninguém põe em causa a Constituição ou as instituições representativas".

O meu amigo está certo: ressurge, das cinzas do estatismo e do populismo, a velha tradição liberal-conservadora, de inspiração whig, à luz da qual se formataram as instituições imperiais e da qual se abeberaram os críticos liberais da República positivista, Rui Barbosa (1849-1923), Assis, Brasil (1857-1938), Silveira Martins (1835-1901), Milton Campos (1900-1972), Carlos Lacerda (1914-1977), Miguel Reale (1910-2006), Roque Spencer Maciel de Barros (1927-1999), Ubiratan Macedo (1937-2007), Og Leme (1922-2004), Roberto Campos (1917-2001), Gilberto Paim (1919-2013), José Osvaldo de Meira Penna (1917), Antônio Paim (1927) e tantos outros. É o começo do desmonte do Estado Patrimonial? Os tempos dirão.


[1]GONÇALVES, Antônio José. Memórias Ecônomo-Políticas sobre a Administração Pública do BrasilSão Leopoldo: Unisinos, 2004, pg. 37. 

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Livro Paralelos com o Meridiano 47: arquivos originais, completos

Nem todos os ensaios publicados no boletim Meridiano 47 foram transcritos neste meu livro:


Ensaios Longitudinais e de Ampla Latitude 
 (Hartford: Edição do Autor, 2015). Hartford, 16 abril 2015, 380 p. 
Livro montado a partir de uma seleção de minhas colaborações ao Meridiano 47
 Relação de Originais n. 2813. Publicados n. 1173.

 Vários ficaram de fora.
Aqui está a relação completa:


Relação cronológica dos ensaios publicados no Boletim Meridiano 47

Colaborações de Paulo Roberto de Almeida

Na ordem inversa de sua elaboração ou divulgação, desde o ano de 2001.

55) “O Instituto Brasileiro de Relações Internacionais e a Revista Brasileira de Política Internacional: contribuição intelectual, de 1954 a 2014”, Meridiano 47 (vol. 15, n. 146, novembro-dezembro 2014, p. 3-18; ISSN: 1518-1219; link: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/download/12508/8881; boletim completo, link: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/12698/8880). Relação de Originais n. 2724; Publicados n. 1155.

54) “A Arte de NÃO Fazer a Guerra: novos comentários à Estratégia Nacional de Defesa”, Meridiano 47 (vol. 11, n. 119, junho 2010, p. 21-31; ISSN: 1518-1219; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/76; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/638/407). Relação de Originais n. 2066; Publicados n. 972.

53) “Mudanças na economia mundial: perspectiva histórica de longo prazo”, em Meridiano 47 (vol. 11, n. 118, maio 2010, p. 27-29; ISBN: 1518-1219; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/93; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/643/386). Relação de Originais n. 2124; Publicados n. 956.

52) “O Fim da História, de Fukuyama, vinte anos depois: o que ficou?”, Meridiano 47 (vol. 11, n. 114, janeiro 2010, p. 8-17; ISSN: 1518-1219; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/77; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/476/291). Relação de Originais n. 2101; Publicado n. 949.

51) “Sucessos e fracassos da diplomacia brasileira: uma visão histórica”, Meridiano 47, Boletim de Análise de Conjuntura em Relações Internacionais (Brasília: IBRI; ISSN: 1518-1219; n. 113, Dezembro/2009, p. 3-5; link: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/490/307). Relação de Originais n. 2005; Publicados n. 944.

50)O Brasil e o G20 financeiro: alguns elementos analíticos”, Meridiano 47 (n. 110. Setembro 2009, p. 5-8; ISSN: 1518-1219; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/82; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/520/337). Relação de Originais n. 2044; Publicados n. 922.

49) “Estratégia Nacional de Defesa: comentários dissidentes”, Meridiano 47 (n. 104, março de 2009, p. 5-9; ISSN: 1518-1219; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/90; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/741/456). Relação de Originais n. 1984; Publicados n. 895.

48) “Fórum Surreal Mundial: Pequena visita aos desvarios dos antiglobalizadores”, Meridiano 47 (n. 101; 27 Dezembro 2008; link: http://mundorama.net/2008/12/31/boletim-meridiano-47-no-101-dezembro2008/). Relação de Originais 1966; Publicados 886, 887.

47) “Pequena lição de Realpolitik”, Meridiano 47 (Brasília: n. 95, junho 2008, p. 2-4; ISSN: 1518-1219; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/100; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/922/584). Relação de Trabalhos n. 1895; Publicados n. 842.

46) “O legado de Henry Kissinger”, Meridiano 47 (n. 94, maio de 2008, p. 29-31; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/101; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/1020/689). Relação de Originais n. 1894; Publicados n. 838.

44) “Teses sobre o novo império e o cenário político-estratégico mundial: os Estados Unidos e o Brasil nas Relações Internacionais”, Boletim Meridiano 47 (Brasília: Irel-UnB; n. 93, abril 2008, p. 5-14; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/102; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/1031/694). Relação de Originais n. 1679; Publicados n. 829.

44) “Relações Internacionais do Brasil: versão academia”, Resenha de: Relações Internacionais do Brasil: temas e agendas, organizado por Henrique Altemani de Oliveira e Antônio Carlos Lessa São Paulo: Saraiva, 2006, vol. 1: 368 p., ISBN: 85-02-06042-2; vol. 2: 508 p., ISBN: 85-02-06040-6), Meridiano 47 (n. 85, agosto 2007; p. 14-22; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/137; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/1126/795). Relação de Originais n. 1753; Publicados n. 790.

43) “Fórum Social Mundial: nove objetivos gerais e alguns grandes equívocos”, Meridiano 47 (n. 78, janeiro 2007; p. 7-14; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/129; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/1084/745). Relação de Originais n. 1708 e 1712; Publicados n. 741.

42) “Mercosul: uma revisão histórica e uma visão de futuro”, Meridiano 47 (n. 77, dezembro 2006; p. 7-17; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/143; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/1432/1068). Relação de Originais n. 1710; Publicados n. 723.

41) “O contexto geopolítico da América do Sul: visão estratégica da integração”, Meridiano 47 (n. 76, novembro 2006, p. 15-23; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/181; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/1440/1075). Relação de Originais n. 1437 e 1709; Publicados n. 722.

40) “Caminhos da convergência na globalização”. Apresentação ao livro de Leonardo de Almeida Carneiro Enge: A Convergência Macroeconômica Brasil-Argentina: regimes alternativos e fragilidade externa (Brasília: IRBr, 2006; ISBN: 85-7631-048-1), publicado em Meridiano 47 (Brasília, n; 75; outubro 2006, p. 22-26; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/182; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/1448/1082). Relação de Originais n. 1562; Publicados n. 705.

39) “Os acordos regionais e o sistema multilateral de comércio: o caso da América Latina”, Meridiano 47 (Brasília, n. 75, outubro 2006, p. 5-14; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/182; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/1444/1078). Relação de Originais n. 1500; Publicados n. 716.

38) “A distribuição mundial de renda: caminhando para a convergência?”, Meridiano 47 (Brasília, n. 74, setembro 2006, p. 20-30; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/183; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/1457/1089). Relação de Originais n. 1574; Publicados n. 703.

37) “Problemas conjunturais e estruturais da integração na América do Sul: a trajetória do Mercosul desde suas origens até 2006”, Meridiano 47 (Brasília, n. 68, março 2006, p. 4-9; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/193; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/1636/1259). Relação de Originais n. 1550; Publicados n. 626.

36) “As relações internacionais como oportunidade profissional: Respostas a algumas das questões mais colocadas pelos jovens que se voltam para as carreiras de relações internacionais”, Meridiano 47 (Brasília, n. 67, fevereiro 2006, p. 5-10; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/195; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/1661/1289). Relação de Originais n. 1563; Publicados n. 617.

35) “Perguntas impertinentes a um amigo antiglobalizador”, Meridiano 47 - Boletim de Análise da Conjuntura em Relações Internacionais (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais, ISSN 1518-1219, n. 65, dezembro 2005, p. 2-4; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/199; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/2569/2123). Relação de Originais n. 1530; Publicados n. 607bis.

34) “Mercosul para principiantes, Instituições e regras básicas”, Meridiano 47 - Boletim de Análise da Conjuntura em Relações Internacionais (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais, ISSN 1518-1219, n. 64, novembro 2005, p. 2-3; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/329; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/2574/2130). Relação de Originais n. 1459; Publicados n. 606.

33) “Mercosul para principiantes, II: Custos e benefícios”, Meridiano 47 - Boletim de Análise da Conjuntura em Relações Internacionais (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais, ISSN 1518-1219, n. 63, outubro 2005, p. 9-10; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/330; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/2587/2139). Relação de Originais n. 1459; Publicados n. 601.

32) “Prometeu desacorrentado: transformação tecnológica e desenvolvimento”, Resenha de David S. Landes: Prometeu Desacorrentado: transformação tecnológica e desenvolvimento industrial na Europa ocidental, de 1750 até os dias de hoje (2ª ed.; Rio de Janeiro: Campus, 2005, 628 p.). Meridiano 47 - Boletim de Análise da Conjuntura em Relações Internacionais (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais, ISSN 1518-1219, n. 61, agosto 2005, p. 16-17; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/332; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/2638/2188). Relação de Originais n. 1420; Publicados n. 574.

31) “As relações entre o Brasil e os Estados Unidos em perspectiva histórica, 2. problemas das relações bilaterais na fase contemporânea”, Meridiano 47 - Boletim de Análise da Conjuntura em Relações Internacionais (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais, ISSN 1518-1219, n. 61, agosto 2005, p. 6-7; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/332; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/2634/2184). Relação de Originais n. 1461; Publicados n. 575.

30) “Ideias que mudaram o mundo”, Resenha de Felipe Fernández-Armesto: Ideias que mudaram o mundo (São Paulo: Editora Arx, 2004, 400 p.; ISBN: 85-7581-147-9), Meridiano 47 - Boletim de Análise da Conjuntura em Relações Internacionais (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais, ISSN 1518-1219, n. 60, julho 2005, p. 17-18; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/336; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/2677/2225). Relação de Originais n. 1411; Publicados n. 567.

29) “As relações entre o Brasil e os Estados Unidos em perspectiva histórica, 1. da República Velha à redemocratização”, Meridiano 47 - Boletim de Análise da Conjuntura em Relações Internacionais (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais, ISSN 1518-1219, n. 60, julho 2005, p. 6-8; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/336; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/2672/2220). Relação de Originais n. 1461; Publicados n. 570.

28) “Brasil e Argentina: Um ensaio de história comparada”, Resenha de Boris Fausto e Fernando J. Devoto, Brasil e Argentina: Um ensaio de história comparada (1850-2002) (São Paulo: Editora 34, 2004, 574 p: ISNB: 85-7326-308-3), Meridiano 47 - Boletim de Análise da Conjuntura em Relações Internacionais (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais, ISSN 1518-1219, n. 59, junho 2005, p. 15-16; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/337; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/2683/2234). Relação de Originais n. 1390; Publicados n. 558.

27) “A China e seus interesses nacionais: algumas reflexões histórico-sociológicas”, Brasília, 20 junho 2005, 4 p. Reelaboração do trabalho 1429. Meridiano 47 - Boletim de Análise da Conjuntura em Relações Internacionais (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais, ISSN 1518-1219, n. 59, junho 2005, p. 10-12; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/337; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/2681/2232). Relação de Originais n. 1443; Publicados n. 565,

26) “Ensaios sobre o capitalismo no século XX”, Resenha do livro de Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, Ensaios sobre o capitalismo no século XX (São Paulo: Unesp; Campinas: Unicamp-Instituto de Economia, 2004, 240 p.). Publicado em Meridiano 47: boletim de análise de conjuntura em relações internacionais (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais; ISSN: 1518-1219; n. 58, maio 2005, p. 20; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/338; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/2692/2246). Relação de Originais nº 1397; Publicados n. 550.

25) “O Poder Americano”, Brasília, 24 janeiro 2005, 3 p. Resenha do livro organizado por José Luis Fiori, O Poder Americano (Petrópolis: Editora Vozes, 2004, 456 p.; ISBN: 85-326-3097-9). Publicado em Meridiano 47: boletim de análise de conjuntura em relações internacionais (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais; ISSN: 1518-1219; n. 58, maio 2005, p. 18-19; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/338; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/2691/2245). Relação de Originais n. 1380; Publicados n. 551.

24) “Tática do avestruz: a antiglobalização à procura do seu mundo”, Meridiano 47: boletim de análise de conjuntura em relações internacionais (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais; ISSN: 1518-1219; n. 58, maio 2005, p. 13-15; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/338; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/2689/2243). Relação de Originais n. 1297; Publicados n. 554.

23) “No meio do caminho tinha um mercado: tropeços dos antiglobalizadores”, Meridiano 47: boletim de análise de conjuntura em relações internacionais (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais; ISSN: 1518-1219; n. 57, abril 2005, p. 8-9; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/341; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/2695/2249). Relação de Originais n. 1297; Publicados n. 546.

22) “Concentração da renda e desigualdades: a antiglobalização tem razão?”, Meridiano 47: boletim de análise de conjuntura em relações internacionais (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais; ISSN: 1518-1219; nº 56, março 2005, p. 9-10; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/342; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/2702/2256). Relação de Originais n. 1297; Publicados n. 539.

21) “A antiglobalização e o livre-comércio: angústia existencial”, Meridiano 47: boletim de análise de conjuntura em relações internacionais (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais; ISSN: 1518-1219; n. 55, fevereiro 2005, p. 6-7; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/345; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/2714/2290). Relação de Originais nº 1297; Publicados n. 543.

20) “Contra a antiglobalização”, Meridiano 47: boletim de análise de conjuntura em relações internacionais (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais; ISSN: 1518-1219; n. 54, janeiro 2005, p. 10-12; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/346; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/2749/2307). Relação de Originais n. 1297; Publicados n. 527.

19) “A antiglobalização tem ideias concretas sobre temas concretos?”, Meridiano 47: boletim de análise de conjuntura em relações internacionais (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais; ISSN: 1518-1219; n. 50-51, setembro-outubro 2004, p. 15-17; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/543; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/4194/3511). Relação de Originais n. 1297; Publicado n. 476.

18) “Contradições, insuficiências e impasses do movimento antiglobalizador”, Meridiano 47: boletim de análise de conjuntura em relações internacionais (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais; ISSN: 1518-1219; nº 49, agosto 2004, p. 9-11; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/544; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/4205/3517). Relação de Originais n. 1297; Publicados n. 471.

17) “Uma agenda sobre o quê não fazer: os equívocos da “sociedade civil”, Meridiano 47: boletim de análise de conjuntura em relações internacionais (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais; ISSN: 1518-1219; n. 48, julho 2004, p. 14-18; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/545; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/4214/3527). Relação de Originais n. 1287; Publicados n. 458.

16) “Interessa ao Brasil uma taxa sobre os movimentos de capitais?”, Meridiano 47: boletim de análise de conjuntura em relações internacionais (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais; ISSN: 1518-1219; n. 47, junho 2004, p. 12-15; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/546; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/4228/3539). Relação de Originais n. 1274; Publicados n. 456.

15) “O debate sobre a globalização no Brasil: muita transpiração, pouca inspiração”, Meridiano 47: boletim de análise de conjuntura em relações internacionais (Brasília: ISSN: 1518-1219, n. 44-45, março-abril 2004, p. 13-15; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/548; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/4253/3563). Relação de Originais n. 1252; Publicados n. 443.

14) “Um exercício comparativo de política externa: FHC e Lula em perspectiva”, Meridiano 47: boletim de análise de conjuntura em relações internacionais (Brasília: ISSN: 1518-1219, n. 42-43, janeiro-fevereiro 2004, p. 11-14; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/549; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/4258/3568). Relação de Originais n. 1227; Publicados n. 439.

13) “O Brasil e o FMI: meio século de idas e vindas”, Meridiano 47: boletim de análise de conjuntura em relações internacionais (Brasília: ISSN: 1518-1219, n. 32-33, março-abril 2003, p. 17-18; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/556; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/4373/3672). Relação de Originais n. 999; Publicados n. 396.

12) “Uma frase (in)feliz?: o que é bom para os EUA é bom para o Brasil?”, Meridiano 47: boletim de análise de conjuntura em relações internacionais (Brasília: ISSN: 1518-1219, n. 30-31, janeiro-fevereiro 2003, p. 30-34; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/557; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/4389/3685). Relação de Originais n. 992; Publicados n. 389.

11) “Reflexões a propósito do centenário do Barão (ou das dificuldades de ver no plano interno as razões dos nossos problemas)”, Meridiano 47: boletim de análise de conjuntura em relações internacionais (Brasília: ISSN: 1518-1219, n. 28-29, novembro-dezembro/2002, p. 24-27; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/558; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/4429/3706). Relação de Originais n. 938; Publicados n. 359.

10) “Uma longa moratória permeada de ajustes: a lógica da dívida externa brasileira na visão acadêmica”, Meridiano 47: boletim de análise de conjuntura em relações internacionais (Brasília: ISSN: 1518-1219, n. 28-29, novembro-dezembro/2002, p. 18-21; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/558; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/4427/3704). Relação de Originais n. 954; Publicados n. 370.

9) “Um Tocqueville avant la lettre: Hipólito da Costa como founding father do americanismo”, Meridiano 47: boletim de análise de conjuntura em relações internacionais (Brasília: ISSN: 1518-1219, n. 28-29, novembro-dezembro/2002, p. 13-15; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/558; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/4423/3702). Relação de Originais n. 947; Publicados n. 367.

8) “A América Latina e os Estados Unidos desde o 11 de setembro de 2001”, Meridiano 47: boletim de análise de conjuntura em relações internacionais (Brasília: ISSN: 1518-1219, n. 27, outubro 2002, p. 3-5; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/559; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/4507/3762). Relação de Originais n. 933; Publicados n. 357.

7) “Camaradas, agora é oficial: acabou o socialismo”, Meridiano 47: boletim de análise de conjuntura em relações internacionais (Brasília: ISSN: 1518-1219, n. 25, agosto 2002, p. 1-11; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/561; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/4528/3782). Relação de Originais n. 907; Publicados n. 355.

6) “O Boletim do Império”, Meridiano 47 (Brasília: ISSN: 1518-1219, n. 23-24, junho-julho 2002, p. 9-15; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/563; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/4538/3792). Relação de Originais n. 896; Publicados n. 345.

5) “O Brasil e as crises financeiras internacionais, 1995-2001”, Meridiano 47 (Brasília: ISSN: 1518-1219, n. 22, maio 2002, p. 12-13; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/564; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/4548/3802). Relação de Originais n. 874; Publicados n. 333.

4) “Ideologia da política externa: sete teses idealistas”, Meridiano 47 (Brasília: ISSN: 1518-1219, n. 17, novembro 2001, pp. 1-8; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/568; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/4574/3826). Relação de Originais n. 813; Publicados n. 291.

3) “Mercosul e Alca: liaisons dangereuses?”, Meridiano 47 (Brasília: ISSN: 1518-1219, n. 14-15, agosto-setembro 2001, p. 11-17; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/570; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/4634/3884). Relação de Originais n.792; Publicados n. 281.

2) “Cenário econômico e político do debate hemisférico”, Meridiano 47 (Brasília: ISSN: 1518-1219, n. 13, julho 2001, p. 2-6; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/571; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/4642/3886). Relação de Originais n.792; Publicados n. 298.

1) “Relações Internacionais e política externa do Brasil: uma perspectiva histórica”, Meridiano 47 (Brasília: ISSN: 1518-1219, n. 10-11-12, abril-maio-junho 2001, p. 2-11; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/572; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/4676/3918). Relação de Originais n. 782; Publicados n. 274.

Início da colaboração com o boletim Meridiano 47: abril 2001