O que é este blog?

Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org.

domingo, 24 de julho de 2016

Impeachment: o mentiroso discurso do golpe pelo PT - Itamar Garcez

Transcrevendo a partir de envio de Ricardo Bergamini:

O golpe como fraude e lenitivo ao fracasso

Para jornalista, o PT se valeu da propaganda política para dissimular o fracasso de seu modelo após 13 anos no poder e, em vez de reconhecer os erros que cometeu, preferiu adotar o discurso do golpe como escapatória.

Itamar Garcez *

A resiliência da esquerda aos reveses sucessivos que a história lhe desferiu é resultado em parte de sua característica de seita e, portanto, da crença de que detém com exclusividade a verdade única. As derrotas são apenas batalhas perdidas; no final, a guerra será vencida com a redenção do proletariado que, para evitar desvios no itinerário, será conduzido com mão de ferro ao paraíso.

Transposta para a realidade que vivenciamos no Brasil, no limiar do julgamento da presidente Dilma Rousseff (PT), a afastada, o PT se valeu da propaganda política para dissimular o fracasso de seu modelo após 13 anos no comando da Nação com o apoio do status quo. No confronto político restavam poucas opções: reconhecer os erros que levaram o país a pior crise econômica, política e ética de sua história ou adotar uma escapatória.

Ora, o PT não tem como justificar a gestão fiscal fraudulenta da presidente. O PT não tem como justificar as derrapagens administrativa e econômica, carreadas por uma mandatária incompetente e presunçosa, que redundaram em quebradeira, carestia e desemprego. O PT não tem como justificar que boa parte dos delatores da Operação Lava Jato são companheiros ou neocompanheiros, como os grandes empreiteiros.

O PT não tem como justificar que, no poder, exerceu a política da mesma forma que seus adversários, qual seja, na base da barganha de compra de apoios. O PT não tem como justificar que, eleito com uma pregação de detentor exclusivo da ética, atolou-se nos mesmos desvãos do uso espúrio do erário.

O PT não tem como justificar que seus heróis se transmutaram de militantes por princípio em políticos sem princípios. O PT não tem como justificar que tramou o impeachment dos três antecessores imediatos do lulopetismo. Mais importante, o PT não tem com justificar o golpe com o qual aniquilou a esperança na política. Não se o fizer com sincera autocrítica.

Portanto, para não enfrentar o debate honesto, com choro e ranger de dentes, restou aos companheiros fraudar a história e amparar-se no refrão golpista como leitmotiv. Para tanto, fugiu da lógica comezinha.

Propaganda fraudulenta como lenitivo

 

O impeachment estribou-se num Judiciário permissivo, que adotou ao extremo a regra in dubio pro réu como na sessão da Corte Suprema de dezembro de 2015, contestada por juristas eminentes. O impeachment sustentou-se na Suprema Corte, cujos membros foram quase todos escolhidos pelo PT. O impeachment foi garantido pela neutralidade silenciosa das Forças Armadas.

O impeachment foi respaldado pela ampla e legítima maioria da população – exaurida pela economia em pandarecos, enojada da corrupção. O impeachment teve a aprovação majoritária do Legislativo, movido, como em 1992, por eleitores desiludidos. O impeachment ancorou-se na Constituição.

Como carece de coerência e sobeja desfaçatez, a narrativa petista – risível diante da hodierna, sangrenta e concreta tentativa de golpe na Turquia – optou por falsear a realidade. Não se trata de ação impensada, mas engendrada em eficiente propaganda política.

Na ânsia de desqualificar o impedimento da mandatária, sustenta-se em estratégia que vai da autoindulgência à sobrevivência. Primeiro, provê conforto à militância atordoada com os crimes conduzidos por suas lideranças. Repetir ad nauseam que o impeachment foi ilegítimo anestesia a decepção.

Segundo, fornece à patuleia simplificação retórica à narrativa que pretende converter a presidente Dilma em vítima. Terceiro, ao adotar discurso monotemático foge do debate direto sobre a débâcle petista. Quarto, tenta constranger néscios e desavisados.

Implacável, a história aplicou reveses sucessivos na esquerda. Os percalços levaram-na a contornar o mais notório déspota comunista, Josef Stalin (que tiranizou seus camaradas), a relevar os gulags, a ignorar a derrocada soviética (simbolizada pela queda do Muro de Berlim), a condescender com a revolução cultural chinesa, a defender a ditadura cubana, a compactuar com os desmandos do comandante venezuelano.

Tudo justificado por dogmas e mitos, como o de que só a esquerda representa os pobres ou do Estado forte e onipresente. A exemplo de uma seita, que tem a conversão dos ímpios e a salvação dos fiéis como alvos, a sigla busca no discurso fraudulento o lenitivo ao fracasso.


* Itamar Garcez é jornalista. Graduou-se na UFRGS. Trabalhou no Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil e Diário Catarinense. Acompanha política no Congresso Nacional e Palácio do Planalto desde 1988.

 


 

 

 

 

 

Ricardo Bergamini sobre os ganhos das duas castas brasileiras: a dos brâmanes públicos e a dos párias do setor privado

Transcrevendo seletivamente texto recebido em 24/07/2016:

O Congresso Nacional é constituído por 513 deputados federais e 81 senadores e para atenderem a esses 594 senhores, segundo o ministério do planejamento, em dezembro de 2015 existiam 24.896 servidores ativos que custaram R$ 5,4 bilhões. 

Considerando também os 10.360 servidores inativos que custaram R$ 3,5 bilhões o custo total com essa imoral e criminosa usina de gastos públicos foi de R$ 8,9 bilhões.

Em 2015 o rendimento médio/mês per capita com pessoal ativo da União - 1.310.715 servidores (946.801 civis e 363.914 militares) foi de R$ 9.676,65, enquanto a média/mês per capita nacional para os trabalhadores formais nas atividades privadas foi de R$ 1.944,00 (79,91% menor).  

Em 2015 o rendimento médio/mês per capita com pessoal aposentado e pensionista da União – 1.031.375 servidores (732.331 civis e 299.044 militares) foi de R$ 8.419,18, enquanto a média/mês per capita dos aposentados e pensionistas das atividades privadas (INSS – 28,1 milhões de beneficiários) foi de R$ 1.174,15 (86,05% menor).

Texto acima de autoria de Ricardo Bergamini

Sarajevo no Pacífico? Alfredo Toro Hardy sobre o conflito do mar do Sul da China

Análisis

¿Sarajevo en el Pacífico?

Observatório Político da Chiba, 11/07/2016

Alfredo Toro Hardy es escritor y diplomático venezolano.

            Existe la tendencia a ver a los acontecimientos que desatan guerras como actos aislados. Es así que se habla del asesinato del Archiduque Francisco Fernando en Sarajevo como el factor que puso en marcha a la I Guerra Mundial o de Perl Harbor como el detonante de la II Guerra. Lo cierto es que dichas acciones son siempre producto de un contexto que, por lo general, toma años en desarrollarse. En el Mar del Sur de China las condiciones para un enfrentamiento bélico a gran escala entre China y Estados Unidos van adquiriendo contornos más precisos con cada año que pasa. Saber cómo y porqué comenzarán los tiros es ya otra consideración, pero el contexto está ya configurado. 

            Al momento de escribir estas líneas está a punto de dictarse la sentencia de la Corte Internacional de Arbitraje de la Haya sobre la controversia que separa a China y a Filipinas en el llamado Mar del Sur de China. Ésta bien podría constituirse en el Sarajevo de una confrontación entre Washington y Pekín.

            Pasemos revista a la situación. Los 3,5 millones de kilómetros cuadrados del Mar del Sur de China resultan vitales para la economía mundial. Por allí transitan anualmente 5 millones de millones de dólares en productos, presumiéndose a la vez que alberga inmensas reservas de petróleo y gas. China reclama para sí las dos terceras partes de ese inmenso espacio marítimo, aduciendo como base de su derecho mapas propios, de los años cuarenta y cincuenta, que reflejaban su proyección histórica sobre el mismo. Filipinas, Malasia, Vietnam y Brunei no aceptan la postura china, señalando que la misma contraviene soberanías marítimas o zonas económicas exclusivas derivadas de sus plataformas continentales o de sus espacios insulares, conforme a lo establecido por la Convención de las Naciones Unidas sobre Derecho del Mar. Instrumento éste del cual China es signataria.

            China ha insistido en que la única manera de resolver la controversia es mediante negociaciones directas con las partes involucradas. Negociaciones que no se han materializado. Entre tanto todos han buscado alterar la topografía de arrecifes o rocas para darle más consistencia a sus argumentos, colocando instalaciones militares en ellos. En los últimos dos años, sin embargo, China habría reclamado 17 veces más tierra al mar (es decir construido islas artificiales), de lo que lo han hecho todas las demás partes combinadas. A la vez, la militarización china de esos espacios sobrepasa con creces a la de los otros. En síntesis, todos se han adentrado en una política de hechos consumados dentro de la cual China, si bien no fue la primera en comenzar, ha sacado sí una ventaja contundente.

            Allí entra en escena el caso arbitral al cual aludíamos. Filipinas, actuando unilateralmente y contra la voluntad de China, solicitó que la Corte  se pronunciara no sólo sobre la controversia que los separa, sino también sobre la validez de los argumentos legales que esgrime Pekín sobre las dos terceras partes del Mar del Sur de China. Dado que la base legal reconocida internacionalmente es la derivada de la Convención sobre Derecho del Mar, dicha sentencia, aún no resultando vinculante para China, podría dejar a este país de espaldas a la legalidad internacional.

            Hasta allí no se trataría más que de un problema jurídico. La peligrosidad del caso derivaría del como Pekín y Washington reaccionan frente a la sentencia. Hasta ahora ambas capitales han estado enfrentadas en una paradójica situación. China, firmante de la Convención sobre el Derecho del Mar, actuando al margen de ésta, mientras Estados Unidos que no es signatario de la misma, exigiendo que se la respete. Esto último en adición a la postura estadounidense de reivindicar el derecho a la libre navegabilidad de aguas internacionales.

            Ambas partes han jugado con mucha dureza en respaldo a sus posiciones. Pekín declarando al Mar del Sur de China como zona neurálgica de interés nacional y por ende militarizándolo crecientemente, patrullándolo y desarrollando en él ejercicios navales. Washington enviando a dos portaviones y a sus respectivos grupos tácticos a navegar el área en abierto desafío a la sensibilidad china y declarando, a la vez, que utilizará el poder combinado de su tercera y su séptima flotas con sus 140 mil uniformados, 200 barcos y 1.200 aviones para contener el expansionismo marítimo chino.

            China podría reaccionar frente a la sentencia de La Haya con altivez, decretando una Zona de Identificación de Defensa Área sobre el Mar del Sur de China y acelerando la militarización del área. Su prioridad seguramente sería la de no proyectar una imagen de acorralamiento. Estados Unidos, de su parte, no sólo está buscando coordinar una respuesta internacional contundente en respaldo a la sentencia sino que con sus acciones ha dado a entender su disposición a desafiar cualquier acción unilateral china. Su prioridad sería la de no dejar pasar la ventaja estratégica brindada por la sentencia. Es un juego de póker extremadamente peligroso ya que ni Xi ni Obama pueden perder cara en estos momentos. El primero porque ha hecho del nacionalismo la base de su poder. El segundo porque cualquier manifestación de debilidad sería capitalizada por Trump. En suma ninguno puede mostrarse débil y ambos disponen de un margen limitado de maniobra. La prescripción ideal para que las cosas se salgan de control.

China e a controvérsia sobre o Mar do Sul da...China - Observatorio da Política China

Recolho dois documentos deste Observatório da Política China, um Think Tank especializado no grande universo político e econômico da região asiática.
Para bem conhecer e saber melhor se expressar sobre esses problemas é preciso primeiro se informar adequadamente. Depois refletir. Em seguida saber sintetizar. Finalmente, ser responsável nos julgamentos e argumentos.
Paulo Roberto de Almeida 

Documentos

Libro Blanco: China se adhiere a la postura de solucionar a través de la negociación las disputas pertinentes entre China y Filipinas en el Mar Meridional de China"

16/07/2016 

El texto completo está accesible en:  

http://news.xinhuanet.com/english/nhbps2016/2016-07/13/c_129141327.htm 

The South China Sea Arbitration

16/07/2016 

Texto íntegro del fallo de la Corte Permanente de Arbitraje de La Haya en relación al Mar de China meridional.

sábado, 23 de julho de 2016

Ah, a burocracia dos cargos oficiais: por enquanto so cessao; nao sei quando a nomeacao... - Paulo Roberto de Almeida

Apenas transcrevo, sem comentários, pois não sou de muita burocracia e quase nada de administração.
Minha especialidade é outra: fazer textos.
Vou fazer um sobre essa coisa também.
Mais tarde...
Paulo Roberto de Almeida

PORTARIA Nº 407, DE 19 DE JULHO DE 2016
O MINISTRO DE ESTADO DAS RELAÇÕES EXTERIORES, no uso de suas atribuições legais, e considerando o disposto no art. 93 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, com a redação dada pela Lei nº 8.270, de 17 de dezembro de 1991, resolve autorizar a cessão do seguinte servidor, pertencente ao Serviço Exterior Brasileiro, na forma abaixo indicada:
Nome: PAULO ROBERTO DE ALMEIDA
Cargo Efetivo: Ministro de Segunda Classe
Matrícula Siape: 0460584
Para: Fundação Alexandre de Gusmão
Cargo a ser ocupado: Diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais - IPRI, código DAS 101.5
Amparo Legal: Lei nº 8.112/90, art. 93, inciso I
Responsabilidade do Ônus: Órgão cedente
JOSÉ SERRA

Ônus?! Que ônus???

Manual de Economia para candidatos a carreira diplomatica - Samo Goncalves, Renato Bauman (livro disponivel na Funag)

Recomendo para todos, não apenas para os candidatos à carreira diplomática, mas para todas as carreiras em quaisquer áreas de trabalho:


NOVO MANUAL DE ECONOMIA

A FUNAG publicou o novo Manual do Candidato: Economia, de autoria dos professores Renato Baumann e Samo S. Gonçalves.

Espera-se que o candidato que aspira ingressar no Instituto Rio Branco possa encontrar no Manual, assim como nas referências bibliográficas indicadas após cada capítulo, fonte de conhecimento do instrumental básico/conceitual da teoria econômica e informações sistematizadas sobre as características da evolução recente da economia brasileira que o capacitem para um desempenho aceitável no processo de seleção. (Texto extraído da Apresentação da obra)

Baixe GRATUITAMENTE em http://goo.gl/4zFBJG

Saiba mais em http://goo.gl/cG4Qpc

Pensamento estrategico de Varnhagen: contexto e atualidade - Paulo Roberto de Almeida (livro Funag)

Meu trabalho publicado mais recente: 


1237. “O pensamento estratégico de Varnhagen: contexto e atualidade”, in: Sérgio Eduardo Moreira Lima (Org.). Varnhagen (1816-1878): diplomacia e pensamento estratégico (Brasília: Funag, 2016, 260 p.; ISBN: 978-85-7631-613-8; p. 125-197; disponível no site da Funag, link: http://funag.gov.br/loja/download/1156-varnhagen-1816-1878.pdf). Relação de Originais n. 2944.

Nota divulgada pela Funag: 

FUNAG publica:
“Varnhagen (1816-1878) Diplomacia e Pensamento Estratégico”

A FUNAG publicou, na coleção História Diplomática, o livro Varnhagen (1816-1878) - Diplomacia e Pensamento Estratégico, que reúne ensaios de historiadores e diplomatas a partir de pesquisas elaboradas para o Seminário sobre o assunto, organizado pela Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG), no Instituto Rio Branco (IRBr), em Brasília, em 1. de abril de 2016, para comemorar o bicentenário do nascimento do diplomata oitocentista brasileiro Francisco Adolfo de Varnhagen, conhecido também como Visconde de Porto Seguro.

É notória a importância de Francisco Adolfo de Varnhagen para a historiografia, embora seja menos conhecida sua contribuição à diplomacia brasileira. Por essa razão, a Fundação, em parceria com o IRBr, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) e a Universidade de Brasília (UnB), tomou a iniciativa de realizar debate sobre o tema da Diplomacia e Pensamento Estratégico na concepção de Varnhagen e sobre sua participação, durante o Império, no avanço e formulação da ideia de transferência da capital para o Planalto Central.

Apresentado pelo chanceler José Serra e prefaciado por Sérgio Eduardo Moreira Lima, o livro é composto de ensaios de autoria de diplomatas e historiadores, como Arno Wehling (Integridade e integração nacional: duas ideias-força de Varnhagen); Luiz Felipe de Seixas Corrêa (Varnhagen: a formação do Brasil vista de ‘fora’ e de ‘dentro’); Synésio Sampaio Góes Filho (A geração de Varnhagen e a definição do espaço brasileiro); Carlos Henrique Cardim (O descobridor de Brasília: Varnhagen, ideólogo da modernização); Paulo Roberto de Almeida (O pensamento estratégico de Varnhagen: contexto e atualidade”) e Luís Cláudio Villafañe Gomes Santos (Varnhagen e a América do Sul).

O patrono da historiografia brasileira teve o mérito, como diplomata e homem público, de pensar o Brasil de uma perspectiva geopolítica e geoestratégica. Para ele, a ação diplomática deveria orientar-se nessa direção, como instrumento na realização de propósitos que levariam ao ideal de grandeza nacional. (trecho baseado no Prefácio da obra)

A obra está disponível para download gratuito na Biblioteca Digital da FUNAG. 

A obra reúne ensaios de historiadores e diplomatas a partir de pesquisas elaboradas para o Seminário sobre o assunto, organizado pela Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG), no Instituto Rio Branco (IRBr), em Brasília, em abril de 2016, para comemorar o bicentenário do nascimento do diplomata oitocentista brasileiro Francisco Adolfo de Varnhagen, conhecido também como Visconde de Porto Seguro.
É notória a importância de Francisco Adolfo de Varnhagen para a historiografia, embora seja menos conhecida sua contribuição à diplomacia brasileira. Por essa razão, a Fundação, em parceria com o IRBr, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) e a Universidade de Brasília (UnB), tomou a iniciativa de realizar debate sobre o tema da Diplomacia e Pensamento Estratégico na concepção de Varnhagen e sobre sua participação, durante o Império, no avanço e formulação da ideia de transferência da capital para o Planalto Central.
Apresentado pelo chanceler José Serra e prefaciado por Sérgio Eduardo Moreira Lima, o livro é composto de ensaios de autoria de diplomatas e historiadores, como Arno Wehling (Integridade e integração nacional: duas ideias-força de Varnhagen); Luiz Felipe de Seixas Corrêa (Varnhagen: a formação do Brasil vista de ‘fora’ e de ‘dentro’); Synésio Sampaio Góes Filho (A geração de Varnhagen e a definição do espaço brasileiro); Carlos Henrique Cardim (O descobridor de Brasília: Varnhagen, ideólogo da modernização); Paulo Roberto de Almeida (O pensamento estratégico de Varnhagen: contexto e atualidade”) e Luís Cláudio Villafañe Gomes Santos (Varnhagen e a América do Sul).
O patrono da historiografia brasileira teve o mérito, como diplomata e homem público, de pensar o Brasil de uma perspectiva geopolítica e geoestratégica. Para ele, a ação diplomática deveria orientar-se nessa direção, como instrumento na realização de propósitos que levariam ao ideal de grandeza nacional.  

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Venezuela e Cuba: dois paraplégicos maltrapilhos

E pensar que Cuba e Venezuela eram modelos para o que a ex-presidente Dilma Rousseff sonhava para a economia brasileira... Lula pelo menos acreditava em outra coisa : uma economia regida pelas empreiteiras Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS e UTC, uma espécie de “economia política” da corrupção e da propina...
Mauricio David

 

Cuba’s economy

Caribbean contagion

Venezuela’s pneumonia infects the communist island

Jul 23rd 2016 | HAVANA | From the print edition/The Economist

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Haircuts all round in Havana

QUEUES at petrol stations. Sweltering offices. Unlit streets. Conditions in Cuba’s capital remind its residents of the “special period” in the 1990s caused by the collapse of the Soviet Union. Today, the benefactor in trouble is Venezuela.

For the past 15 years Venezuela has been shipping oil to Cuba, which in turn sends thousands of doctors and other professionals to Venezuela. The swap is lucrative for the communist-controlled island, which pays doctors a paltry few hundred dollars a month. It gets more oil than it needs, and sells the surplus. That makes Cuba perhaps the only importer that prefers high oil prices. Venezuelan support is thought to be worth 12-20% of Cuba’s GDP.

Recently, the arrangement has wobbled. Low prices have slashed Cuba’s profit from the resale of oil. Venezuela, whose oil-dependent economy is shrinking, is sending less of the stuff. Figures from PDVSA, Venezuela’s state oil company, suggest that it shipped 40% less crude oil to Cuba in the first quarter of 2016 than it did during the same period last year. Austerity, though less savage than in the 1990s, is back. Cuba’s cautious economic liberalisation may suffer.

On July 8th Marino Murillo, the economy minister, warned the legislature that Cuba would lower its energy consumption by 28% in the second half of this year and cut all imports by 15%. The government has ordered state institutions to reduce their energy consumption dramatically. Television producers have been told to film outdoors to save the expense of studio lighting. Foreign businesses, some of which have not been paid by their government customers since last November, are being asked to wait still longer, though the government is negotiating to restructure sovereign debt on which it had defaulted.

It has cut off the supply of diesel to drivers of state-owned taxis and told them to look for other work for the next few months. “It’s entirely illogical,” says Hector, a driver. Tourism has surged since the United States loosened travel restrictions in 2014, which will partially offset the loss of Venezuelan aid. The cost of fuel is minuscule compared with the fares Hector’s American passengers pay.

A week after Mr Murillo, the government’s leading economic reformer, issued his warning to the legislature he was relieved of his ministerial duties, though he remains in the Politburo. His replacement as economy minister, Ricardo Cabrisas, is seen as a competent veteran.

The crisis seems to have slowed reforms of Cuba’s socialist economy, which were never rapid. Raúl Castro, who took over as president from his brother, Fidel, in 2008, has since allowed entrepreneurs to start small businesses, cut the state workforce by 11% and opened a free-trade zone for foreign firms at the port of Mariel. But Cuba still operates a price-distorting dual-currency system. Small businesses cannot buy from wholesalers or import products directly. Many foreign investments in such areas as sugar and tourism, which would bring in billions of dollars, are stuck in the planning stages. Venezuela’s lurgy should sharpen Cuba’s eagerness for the remedy of reform. It seems to be dulling it.





quinta-feira, 21 de julho de 2016

Cahiers de l'Amérique Latine, dossier Sud-Sud

Os franceses, mais do que outros europeus, acreditam piamente em teses terceiro-mundistas.
Paulo Roberto de Almeida
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Les relations Sud-Sud : culture et diplomatie
Le dossier central du n° 80 des Cahiers des Amériques latines s'intéresse aux relations entre l’Amérique latine et les pays du Sud, à travers le prisme de la culture, jusqu’à présent peu étudié, et pourtant fondamental dans le jeu des influences intergouvernementales.
Quels sont les instruments de ce soft power ? Quels sont les acteurs et les publics visés ? Quelle image les différents pays cherchent-ils à projeter ?
Révélateurs de l’importance de la culture en politique étrangère, les articles rassemblés ici traitent de la coopération au sein d’une grande diversité de pays du Sud, aussi bien des relations entre le monde arabe et l’Amérique latine, que de l’héritage culturel partagé entre Brésil et Bénin.

Sommaire
Chronique
Discours de Mme Christiane Taubira, à l'occasion du 60e anniversaire de l'Institut des hautes études de l'Amérique latine
Dossier : Les relations Sud-Sud : culture et diplomatie
Introduction
Élodie Brun, Juliette Dumont et Camille Forite
L'action culturelle Sud-Sud du Brésil à travers les clubs de puissances émergentes : fonctions et usages
Folashadé Soulé-Kohndou
La diplomacia cultural de México y Turquía como instrumento de poder regional
María del Rocío Rodríguez Echeverría et Marta Tawil Kuri
Discours, identité et relations interrégionales : la « construction culturelle » du rapprochement entre le monde arabe et l'Amérique latine
Juan José Vagni
Pour une identité sud-atlantique : le patrimoine culturel dans la coopération bénino-brésilienne
Adriana Erthal Abdenur
La place de la diplomatie culturelle dans la politique africaine du Brésil et du Venezuela
Nicolás Falomir Lockhart et Mamadou Lamine Sarr
Études
Politiques d'égalité de genre au Chili sous les gouvernements de la Concertación (1990-2010)
Bérengère Marques-Pereira
La nouvelle phase du syndicalisme brésilien (2003-2013)
Armando Boito, Andréia Galvão et Paula Marcelino

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