1613. “Antônio Augusto Cançado Trindade e o Itamaraty”, in: Carlos H. Perini Miranda, Paulo B. Casella, Sérgio E. Moreira Lima (orgs.). A obra e o legado de Cançado Trindade. Brasília: Funag, 2025, 472 p.; ISBN: 978-65-5209-027-0; p. 271-307. Obra disponível no link: https://funag.gov.br/biblioteca-nova/produto/1-1337. Disponível na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/145679786/4611_Antonio_Augusto_Can%C3%A7ado_Trindade_e_o_Itamaraty_2024_); informado no blog Diplomatizzando (30/12/2025; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/12/antonio-augusto-cancado-trindade-e-o.html . Relação de Originais n 4611.
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
sábado, 14 de fevereiro de 2026
A obra e o legado de Cançado Trindade - livro coletivo a ser lançado na FaDUSP, 4/03/2026
quarta-feira, 15 de outubro de 2025
Os 80 anos da ONU na visão de um diplomata brasileiro - Prefácio de Paulo Roberto de Almeida, a livro coletivo
Os 80 anos da ONU na visão de um diplomata brasileiro
Paulo Roberto de Almeida, diplomata de carreira; doutor em Ciências Sociais pela Universidade de Bruxelas; membro do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal.A Organização das Nações Unidas constitui a estrutura principal do multilateralismo contemporâneo, depois da trajetória frustrada da Liga das Nações na primeira metade do século XX. O sistema internacional está sendo atualmente abalado por fricções geopolíticas derivadas da ascensão de potências desafiadoras da ordem mundial criada nos estertores da Segunda Guerra Mundial. Dessa situação decorre uma fragmentação das instituições criadas no contexto da ONU, assim como uma relativa marginalização do seu papel como o cenário ideal para debates em torno das questões relevantes da governança global, comprometendo o futuro da cooperação multilateral em temas de paz e segurança, assim como nas demais vertentes do multilateralismo, sobretudo em economia e em direitos humanos.
A diplomacia brasileira pode ser considerada uma das fundadoras do multilateralismo contemporâneo: o ponto de partida se encontra na defesa feita por Rui Barbosa, na segunda conferência internacional da paz na Haia, em 1907, do princípio da igualdade soberana das nações, que é o eixo central do multilateralismo contemporâneo. O princípio da igualdade soberana das nações está inserido na Carta da ONU, aprovada na conferência de San Francisco, em junho de 1945. Registre-se o protesto da delegação do Brasil ao opor-se, de forma explícita, ao privilégio concedido aos cinco Estados considerados vencedores da Guerra Mundial, detentores do status de membros permanentes do Conselho de Segurança da organização, mas igualmente como detentores do direito de veto no mesmo órgão central da ONU.
(...)
Texto original, com notas e remissões bibliográficas, in Academia.edu: https://www.academia.edu/144482418/5000_Os_80_anos_da_ONU_na_visao_de_um_diplomata_brasileiro_original_2025_
sexta-feira, 26 de abril de 2024
O Brasil e a pandemia da covid-19: aspectos internacionais - Paulo Roberto de Almeida (livro coletivo)
1427. “O Brasil e a pandemia da covid-19: aspectos internacionais”, in: A crise da covid-19 no Brasil e seus reflexos; organizadores: Gleisse Ribeiro Alves, Gabriel Blouin Genest, Eric Champagne, Nathalie Burlone (Brasília: Ceub, 2021; ISBN: 978-65-87823-87-4; p. 77-101);
Disponível na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/61811047/1427OBrasileapandemiadacovid19aspectosinternacionais2021); divulgado no blog Diplomatizzando (16/11/2021; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2021/11/o-brasil-e-pandemia-da-covid-19.html). Postado novamente na plataforma Academia.edu, com capa (link: https://www.academia.edu/118079721/3948_O_Brasil_e_a_pandemia_da_covid_19_aspectos_internacionais_2021_). Relação de Originais n. 3948.
O Brasil e a pandemia da covid-19: aspectos internacionais
Paulo Roberto de Almeida *
Colaboração à obra coletiva A crise da covid-19 no Brasil e seus reflexos; organizadores: Gleisse Ribeiro Alves, Gabriel Blouin Genest, Eric Champagne, Nathalie Burlone (Brasília: Ceub; 2021; ISBN: 978-65-87823-87-4; p. 77-101).
Disponível na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/61811047/1427_O_Brasil_e_a_pandemia_da_covid_19_aspectos_internacionais_2021_)
Sumário:
1. Introdução: ideologia e negacionismo importados no governo Bolsonaro
2. A lenta e longa marcha do Brasil em direção à vacina: um programa frustrado
3. Conclusão: Bolsonaro, o último negacionista do planeta e a tragédia brasileira
1. Introdução: ideologia e negacionismo importados no governo Bolsonaro
As conexões internacionais da questão da pandemia no caso brasileiro apresentam mais de um aspecto. Por um lado, o fato, relativamente subjetivo, de o presidente brasileiro eleito em outubro de 2918, Jair Bolsonaro, ter colocado suas ações e posturas (internas e externas) no contexto ideológico da chamada “nova direita americana”, ou seja, o movimento que presidiu à ascensão à presidência americana de Donald Trump, em 2016, e que já vinha se manifestando, sob outras roupagens, no continente europeu e em outros continentes em torno de ideias altamente conservadoras: fundamentalismo religioso, antiglobalismo, rejeição da imigração de povos “exóticos” e agenda de costumes, de maneira geral (antiaborto, ideologia de gênero, minorias sexuais, etc.); essas ideias, ademais das próprias posturas e declarações do presidente Trump pautaram, e de certa forma moldaram, o comportamento e as posturas do seu colega brasileiro – chamado pelos jornalistas americanos de “Trump dos trópicos”– no enfrentamento (ou falta de, mais corretamente) da pandemia.
De outro lado, num contexto mais objetivo, uma visão, mesmo perfunctória, em escala comparativa internacional confirma os resultados nitidamente negativos registrados pelo governo Bolsonaro no enfrentamento do desafio da pandemia quando colocados no contexto mundial, sendo imediatamente visível o mau desempenho do governo federal ao se confrontarem os números de infectados e mortos (em proporção da população, não de modo absoluto) com países relativamente similares. Comparações internacionais, feitas em forma de gráficos, tabelas ou simples alinhamentos estatísticos, revelam a performance deplorável do governo de Bolsonaro, até meados de 2021, no tocante ao acúmulo de milhares de vítimas “excedentárias” (em relação ao número de habitantes), do que se observou ser o caso, quando verificados os mesmos indicadores em países cujos governantes empreenderam ações mais decisivas nessa área. Nesse sentido, Bolsonaro se distanciou, neste quesito, em relação à postura de outros dirigentes nacionais, mesmo declaradamente de direita, como ele pretende ser.
(...)
Ler a íntegra neste link:
* Doutor em Ciências Sociais, mestre em planejamento econômico, diplomata de carreira; diretor de publicações e editor da Revista do Instituto Histórico e Geográfico e Geográfico do Distrito Federal; autor de numerosos trabalhos sobre relações econômicas internacionais, política externa e diplomacia do Brasil. E-mail. pralmeida@me.com.
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