sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Eleições no Brasil: o que há de velho, o que há de velho? - Paulo Roberto de Almeida

 Madame IA começa por traduzir para o português a postagem que eu fiz, nesta sexta-feira 16/10/2026, para discutir com acadêmicos franceses sobre as eleições do Brasil, neste link: 

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/10/elections-au-bresil-quoi-de-neuf-quoi.html

Ela traduz e analisa, por sua própria conta, provocada por meu amigo Airton Dirceu Lemmertz, cujo resultado transcrevo a seguir: 

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Eleições no Brasil; o que há de velho, o que há de velho?
Paulo Roberto de Almeida

"Devemos começar com uma verdade óbvia: ninguém, hoje, a menos de nove dias do segundo turno das eleições presidenciais, pode fazer uma aposta — uma daquelas aceitas pelas casas de apostas de Londres — sobre quem vencerá o voto popular. A segunda verdade óbvia seria dizer que o Brasil está profundamente dividido hoje — aliás, está assim há mais de três décadas — e que continuará politicamente dividido durante o próximo mandato; qualquer pessoa será eleita presidente pelos próximos quatro anos. São duas afirmações banais, mas com algumas diferenças: antes, eram populistas conservadores contra políticos progressistas; depois tivemos 21 anos de ditadura militar que ruiu em meio à inflação e à dívida externa, as mesmas razões pelas quais os militares intervieram contra um governo populista; em seguida, tivemos social-democratas como Fernando Henrique Cardoso contra os esquerdistas de Lula e seus associados. Cada um durou dois mandatos — uma infeliz invenção de Fernando Henrique Cardoso — e Lula representou um inegável progresso social, bem como uma política externa diferente, o que é particularmente importante para mim. O país permaneceu dividido nos últimos dez anos, especialmente com a ascensão de movimentos de direita a partir de 2013, seguida pelo fim do primeiro governo do PT com o impeachment de Dilma Rousseff e, posteriormente, pelo governo centrista do vice-presidente Michel Temer. O que aconteceu em 2018 não foi uma mera repetição de clichês, mas o início de uma completa transformação dos costumes políticos, das interações sociais, das políticas sociais de todos os tipos, da ajuda humanitária, da diplomacia, da proteção ambiental, do tratamento dos povos indígenas e até mesmo das universidades — em suma, uma regressão nunca vista nem mesmo durante a ditadura, promovida por um militar que não se envergonhou de elogiar aqueles que ordenavam torturas nas catacumbas do regime. Acima de tudo, Jair Bolsonaro foi o primeiro presidente que não hesitou em colocar o país a serviço do jovem Trump, ainda nos estágios iniciais da loucura tarifária e da destruição das instituições multilaterais. A reeleição de Lula para um terceiro mandato em 2022 foi conquistada por uma margem mínima, e Bolsonaro tentou mais uma vez repetir o ataque de Trump ao Capitólio de Joe Biden em janeiro de 2021, numa tentativa frustrada de impedir que Lula assumisse o governo já no início de janeiro de 2023. Por isso, foi condenado a 27 anos de prisão, juntamente com vários membros de seu círculo íntimo, incluindo, pela primeira vez, oficiais militares de alta patente. Agora, seu filho tenta recolocar a família no poder, o que já aconteceu com a maioria dos que se candidataram ao Parlamento e às assembleias estaduais — uma série de novos conspiradores em favor de um regime iliberal ao estilo de Viktor Orbán. O que é antigo no Brasil é a disputa entre populistas de direita e de esquerda, os primeiros amplamente identificados com conservadores à moda antiga, e os últimos com esquerdistas tradicionais que não se reinventaram na renovação da esquerda europeia, como o SPD alemão, o PS francês, o PSOE espanhol e até mesmo o Partido Trabalhista britânico; o PT, por sua vez, permaneceu cubano e neobolchevique, o que assustou a classe média e até mesmo a classe alta, que se voltou para a direita, um cenário bastante facilitado pela ascensão desastrosa de seitas evangélicas exploradoras. O que é novo é a chegada de novas figuras à disputa eleitoral no Brasil em 2026. Pensei muito em um filme antigo, um faroeste spaghetti, enquanto me preparava para esta videoconferência: Três Homens em Conflito , ou Il buono, il brutto, il cattivo , no original de Sergio Leone de 1966. Nenhum dos três era realmente bom, mas um era realmente mau, e morreu no final. Não sei se é uma comparação justa, mas as eleições brasileiras de 2026 também têm um pouco de tudo isso: elementos bons, maus e horríveis. Refiro-me particularmente à corrupção desenfreada, que não é mais apenas horizontal, afetando toda a classe política, de um extremo ao outro do espectro ideológico, mas também, agora, vertical, atingindo o topo das instituições, até o Supremo Tribunal Federal. Isso mesmo:  se você pensa que estou me referindo a um faroeste italiano quando menciono os candidatos à presidência de 2026, está enganado. Na verdade, estou me referindo aos juízes, tanto os do Tribunal Eleitoral quanto os da Suprema Corte. Desde o ano passado, há uma verdadeira guerra civil entre os ministros da Suprema Corte e, desde o início da campanha eleitoral, uma guerra dentro do próprio Tribunal Superior Eleitoral, entre os juízes, além de uma disputa com seus colegas da Suprema Corte. Esta é a primeira vez que o Tribunal Eleitoral, criado em 1932, quando as mulheres conquistaram o direito ao voto, intervém diretamente na disputa sobre as acusações de notícias falsas e táticas desonestas, disseminadas por todos os lados, a ponto de restar apenas um duelo ao anoitecer, organizado entre o Bom, o Mau e o Feio — três ou quatro juízes, do Supremo Tribunal ou do Tribunal Superior Eleitoral, onde também atuam três juízes do Supremo Tribunal. Esses juízes detêm atualmente mais influência na disputa do que os próprios candidatos, agora reduzidos aos dois que se saíram melhor no primeiro turno: o candidato de extrema-direita, com vários pontos de vantagem sobre Lula, que ficou em segundo lugar. O que os divide nas eleições? Dependendo se um juiz foi indicado pela esquerda antes ou por Jair Bolsonaro depois, eles se alinharam claramente com seus respectivos candidatos. Táticas desonestas já vêm sendo empregadas desde a divulgação dos resultados do primeiro turno; portanto, todos os tipos de surpresas estão por vir até domingo, 25 de outubro. Há, assim, um novo elemento nessas eleições, além da ascensão da direita no Parlamento: o envolvimento político dos juízes, que é muito mais prejudicial à democracia brasileira do que uma vitória da direita ou da esquerda nessas eleições presidenciais. Portanto, se Bolsonaro Jr. for eleito em 25 de outubro, estaremos testemunhando uma possível guinada lenta à direita no Brasil, um fenômeno já em curso em muitos países europeus, agora consolidado nos Estados Unidos sob o governo Trump II, bem como na maioria dos países sul-americanos. Na América Latina, apenas México e Brasil (e o pequeno Uruguai) permanecem fora da ECU das Américas, lançada por Donald Trump em março passado, que já reuniu 19 parceiros, incluindo três membros do Mercosul: Argentina, Paraguai e Bolívia. Em todo caso, não haverá mudanças radicais na economia — que tem suas próprias limitações que precisam ser enfrentadas, independentemente da ideologia do presidente — nem uma grande ameaça à democracia, já que o Brasil possui instituições relativamente fortes, pelo menos até o momento. Os principais desafios, portanto, permanecem na esfera diplomática, o que me preocupa bastante, porque o Brasil nunca se vendeu a aventureiros estrangeiros. Nunca se entregou de bom grado a um imperador estrangeiro, especialmente um de tão baixa qualidade. A sorte está lançada, continuo ansioso…" (Paulo Roberto de Almeida). Link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/10/elections-au-bresil-quoi-de-neuf-quoi.html ("Eleições no Brasil: O que há de novo, o que há de velho? - Paulo Roberto de Almeida (Academia de Ciências Ultramarinas)"). Apresente uma análise do texto acima, entre aspas [e, também, no link], de autoria do diplomata aposentado, professor e escritor PRA (também administrador do blog Diplomatizzando). A análise será redigida em um texto discursivo (apenas frases e parágrafos); com, no mínimo, 4400 caracteres; usando linguagem acessível brasileira e didática; confrontada com fontes confiáveis; confrontada a partir de múltiplas perspectivas atinentes ao conteúdo. 

O texto em análise, de autoria do diplomata aposentado Paulo Roberto de Almeida, apresenta uma reflexão profunda, incisiva e altamente provocativa sobre o cenário político-eleitoral brasileiro projetado para o segundo turno das eleições presidenciais. Utilizando a metáfora cinematográfica do clássico faroeste Três Homens em Conflito (Il buono, il brutto, il cattivo), o autor constrói uma narrativa onde o foco principal de instabilidade institucional e de ameaça à democracia não reside apenas na polarização ideológica entre a esquerda e a extrema-direita, mas sim no protagonismo e no envolvimento político direto de magistrados do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral. A análise do diplomata engloba uma perspectiva histórica da divisão política nacional, uma dura crítica partidária, uma denúncia sobre a judicialização da política e considerações de ordem geopolítica e econômica regionais.
Sob a perspectiva histórica e sociológica, o autor situa o Brasil em uma trajetória de divisão crônica que remonta a mais de três décadas, perpassando o regime militar, a redemocratização, os embates entre a social-democracia do PSDB e o esquerdismo do PT, culminando na ascensão dos movimentos de direita a partir de 2013. O texto confere um peso singular ao ano de 2018 e ao governo de Jair Bolsonaro, classificando aquele período como uma regressão inédita e uma transformação profunda nos costumes e nas instituições, marcada pelo alinhamento automático à política externa do primeiro governo de Donald Trump nos Estados Unidos. O autor contextualiza o pleito de 2022 como uma vitória estreita de Luiz Inácio Lula da Silva, seguida pelos eventos de janeiro de 2023, que culminaram na condenação criminal e prisão do ex-presidente Bolsonaro e de militares de alta patente. Essa retrospectiva factual alinha-se amplamente com os registros históricos oficiais do período recente da Nova República.
Contudo, ao abordar a configuração partidária contemporânea, o texto adota uma perspectiva política acentuadamente crítica e contundente em relação ao Partido dos Trabalhadores. O autor sustenta que, diferentemente das siglas da esquerda europeia que passaram por processos de modernização e renovação programática, o PT permaneceu ideologicamente ancorado em moldes que classifica como "cubano e neobolchevique". Segundo a ótica expressa no ensaio, esse posicionamento dogmático teria afastado as classes média e alta brasileiras, empurrando-as em direção ao conservadorismo de direita, um movimento sociológico que, na visão do diplomata, foi significativamente catalisado pelo crescimento expressivo e pela influência de lideranças evangélicas.
A tese central e mais controversa do texto emerge na análise legal, jurídica e institucional do processo eleitoral. O diplomata transfere o foco dos candidatos à presidência — onde aponta a liderança do candidato de extrema-direita (Bolsonaro 'Filho') sobre o atual presidente Lula — para os juízes das altas cortes. Almeida denuncia o que descreve como uma "guerra civil" interna entre os ministros do STF e do TSE, acusando-os de corrupção vertical e de atuar como os verdadeiros protagonistas e decisores do pleito por meio de intervenções diretas sobre alegações de notícias falsas e táticas desonestas. O texto argumenta explicitamente que o partidarismo e o envolvimento político dos juízes, alinhados conforme a coloração ideológica dos governos que os indicaram, representam um dano à democracia muito mais profundo e severo do que a vitória eleitoral de qualquer um dos espectros políticos em disputa.
Do ponto de vista econômico e de governança interna, o ensaio adota uma postura mais moderada e pragmática. O autor pondera que, independentemente do resultado das urnas no dia 25 de outubro, a economia brasileira não sofrerá rupturas radicais, dado que o país possui limitações estruturais e fiscais históricas que se impõem a qualquer governante, independentemente de sua matriz ideológica. Da mesma forma, expressa uma relativa confiança na resiliência institucional interna, afirmando que o Brasil possui instituições fortes o suficiente para mitigar ameaças diretas à sua ordem democrática formal no curto prazo.
É na dimensão diplomática e geopolítica, entretanto, que o autor manifesta seu maior grau de preocupação profissional como diplomata de carreira. Ele insere o cenário eleitoral brasileiro dentro de uma ampla dinâmica internacional de avanço da direita, citando o retorno de Donald Trump ao poder nos Estados Unidos e as transformações na América Sul. O texto introduz um elemento geopolítico específico: a criação de um bloco denominado provisoriamente "Escudo das Américas" por iniciativa de Washington, que já contaria com a adesão de vizinhos sul-americanos do Mercosul, como a Argentina, o Paraguai e a Bolívia. Nesse panorama, o autor alerta que o México, o Uruguai e, momentaneamente, o Brasil permanecem como as destacadas nações da região fora desse alinhamento. O diplomata conclui seu raciocínio expressando o receio de que uma eventual mudança de comando no Executivo brasileiro resulte na perda da tradicional autonomia da política externa do país, submetendo a diplomacia nacional a interesses de potências ou lideranças estrangeiras, o que ele define como uma entrega a "aventureiros".
Em suma, o texto discursivo de Paulo Roberto de Almeida oferece uma leitura densa e multifacetada do Brasil contemporâneo. Ao confrontar o processo eleitoral com as tensões do Poder Judiciário e as pressões da nova geopolítica hemisférica, o autor convida o leitor a enxergar as eleições não apenas como um embate de partidos ou propostas econômicas, mas como um reflexo de uma crise institucional mais profunda, onde os guardiões da Constituição tornaram-se personagens centrais e ativos no tabuleiro do poder político nacional. 



 

Carta de Zelensky a Trump

Carta de Zelensky a Trump 

(não sei se terá algum efeito, mas ele disse tudo o que precisava ser dito):

“🇺🇦🇺🇦🇺🇦

00:30, October 16, 2026

Address by Ukrainian President Volodymyr Zelensky to U.S. President Donald Trump

Dear Mr. President,

The war in the Middle East is causing enormous suffering to the people of every country in the region. Lives are being lost, cities are being destroyed, and innocent civilians are suffering.

But the consequences of this war are being felt throughout the world, including in Ukraine.

Because of the war with Iran, oil and diesel fuel prices have risen sharply. This means higher costs for transportation, food, and industrial production. In effect, every Ukrainian family is being forced to pay for a war in which we have absolutely no involvement.

That is why today I am addressing President of the United States Donald Trump with a direct appeal:

Mr. Trump, end this war immediately!

You cannot win it. Moreover, in my opinion, you have already lost it.

Once, in the White House, you said some very wise words to me. I remember them well. And today, I would like to remind you of those words:

Mr. Trump, you have no cards!

Continuing the fighting will only increase the number of casualties and the suffering of innocent civilians.

Ukraine has always stood for peace. And we cannot stand idly by while our American partners continue a war with no prospect of victory.

That is why I must warn you: if the United States does not cease hostilities against Iran, Ukraine will be forced to reconsider the extent of its military-technical and intelligence cooperation with the United States.

In particular, we will stop sharing classified information with the American side concerning Russia's latest ballistic missiles, cruise missiles, attack drones, guidance systems, and methods of countering them.

We will also be forced to suspend the transfer of our latest developments in drone technology and the unique combat experience gained by Ukrainian forces.

We cannot allow Ukrainian technology and intelligence to be used to prolong a war that must end immediately.

Mr. Trump!

I have tremendous respect for the American people. They are a great nation, deserving of peace, stability, and prosperity.

Unfortunately, you have failed to deliver that peace.

The American people should not have to suffer because of one politician's ambitions.

And neither should the people of Iran.

"I spoke with Iranian President Masoud Pezeshkian. He assured me that he genuinely wants peace but has been unable to reach an agreement with you, Mr. Trump, because of your categorical refusal to close all American military bases in the Middle East. And I believe that, for the sake of peace, you must be willing to make this compromise."

I am confident that the new United States Congress will be able to achieve peace through negotiations and the necessary compromises.

Perhaps even within 24 hours.

We stand for peace, Mr. Trump!

And I sincerely hope that you will finally listen to the voice of reason.

Glory to Ukraine!”

 

Eleições de 2026 no Brasil: desaparecimento de partidos, de programas, de reguladores isentos - Paulo Roberto de Almeida

  

Eleições de 2026 no Brasil: desaparecimento de partidos, de programas, de reguladores isentos

  

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor

Nota sobre as eleições de 2026 no Brasil. (1/10/2026)

  

As eleições gerais brasileiras de 2026 possuem características únicas, negativas, que as distinguem de todas as precedentes desde a redemocratização dos anos 1980. Pela primeira vez neste ciclo político-eleitoral, os partidos estão singularmente ausentes. Com a exceção dos poucos partidos de esquerda – notadamente o PT e o PSB, como os mais conhecidos e influentes – todos os grandes partidos tradicionais, geralmente de centro e de direita, parecem ter desaparecido completamente da propaganda eleitoral dos candidatos aos diversos cargos executivos – presidência e governos dos 27 estados – e mesmo congressuais: deputados federais e estaduais, senadores da República. O Senado precisa renovar dois terços dos 81 cargos em disputa, sendo 2 senadores, do total de 3 por cada estado, ao passo que os deputados possuem uma proporcionalidade muito discutível entre estados mais populosos (limitados num teto máximo) e menos habitados (número mínimo de 8 representantes, o que representa uma enorme distorção no plano federal).

O aspecto mais surpreendente na relação candidatos-partidos é justamente o completo desaparecimento das siglas partidárias dos panfletos eleitorais e mesmo dos horários fixos de propaganda eleitoral gratuita nas rádios e TVs abertas. Os candidatos aos diversos cargos anunciam simplesmente suas candidaturas, informando sobre suas “qualidades” e propostas, mas terminam mencionando apenas os números registrados na Justiça Eleitoral, um órgão superburocrático que supostamente regula a equidade entre todos os partidos registrados regularmente no TSE. Os números contêm os dois dígitos de cada partido, mas tendo em vista a pletora de partidos registrados no TSE – provavelmente mais de quatro dezenas –, poucos eleitores saberão dizer a qual “cor ideológica” pertence o candidato, aliás outro aspecto eludido nessas propagandas. Parece que todos os candidatos pairam acima do bem e do mal, da esquerda ou da direita, sem grandes afiliações políticas, a não ser suas próprias “qualidades” individuais.

Todos os partidos, geralmente em coalizões de três ou mais partidos, tiveram a obrigação de registrar os programas de seus candidatos a presidente, em número de 13 coalizões ou partidos individuais, mas em nenhum momento tivemos debate entre os candidatos com base em seus programas respectivos. A característica principal das eleições de 2026 é a crítica recíproca entre os candidatos por questiúnculas menores, geralmente a respeito de acusações de corrupção ou de fraudes em torno de verbas públicas. Se existe algo que equalizou praticamente todos os candidatos, para os diversos cargos executivos e legislativos, se trata da hipocrisia largamente disseminada, por todos eles e suas respectivas agremiações, a respeito dos enormes montantes de recursos públicos que são atribuídos aos partidos – controlados pelos seus caciques – e diretamente aos parlamentares, por meio dos diferentes mecanismos de canalização de dinheiro à casta política.

O Fundo Partidário existe desde praticamente a Constituição de 1988, numa forma muito liberal, com direito a recursos públicos e propaganda “gratuita” nos meios de comunicação. A disposição a esse respeito na redação original do Artigo 17 – “§ 3º Os partidos políticos têm direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão, na forma da lei” – foi, em 2017, restrita a um volume mínimo de votos em eleições gerais e bancada de pelo menos 15 eleitos. Uma nova prebenda lhes foi assegurada depois que o STF, em 2017, proibiu o financiamento a partir de empresas, o que resultou na criação de um Fundo Eleitoral, com recursos públicos, nas seguintes proporções: 2% do total é distribuído a todos os partidos; 35% aos partidos com pelo menos UM deputado; 48% entre os partidos na proporção do seu número de deputados e 15% segundo o número de senadores. Em 2026, esse Fundo Partidário alcança mais de R$ 1,4 bilhão.

Mas, é importante registrar que ano após ano, eleição após eleições, ambos os fundos vêm crescendo em montantes exponenciais. De menos de 1 bilhão de reais alguns anos atrás, o Fundo Eleitoral chegou atualmente a perto de 5 bilhões, o que representa 3 vezes a dotação total atribuída ao fomento de programas de ciência e tecnologia, por meio do CNPq ($ 1,7). Junto com as emendas partidárias – que alcançaram até recentemente mais de $ 50 bilhões –, compreende-se que as atividades mesquinhamente partidárias passaram a atrair toda uma casta de oportunistas de todas as cores ideológicas e opiniões políticas, inclusive um número crescente de criminosos comuns, sobretudo os “membros” de organizações criminosas.

Das organizações criminosas penetrando à política passamos diretamente a uma entidade pervasiva que se converteu em personagem central nestas eleições: a corrupção política, convivendo tranquilamente, desde sempre, com a corrupção normal, tradicional nos ambientes de negócios no Brasil, e que se agigantou de maneira exponencial desde algum tempo nos meios políticos e, excepcionalmente, nos meios judiciários, desde as cortes de primeira instância até os escalões mais elevados da mais alta magistratura, em suas três cortes: o STJ, o TSE e sobretudo o STF, este considerado, até há pouco, o guardião da estabilidade institucional e do Direito nas contendas da sociedade civil e política.

Normalmente, a corrupção disseminada no Brasil, misturada ou não aos meios políticos, sempre foi “democrática”, se estendendo de um extremo ao outro do leque político-partidário, ou seja, ela era horizontalmente comum a todos as ideologias e preferências políticas. Desde 2025, quando foi revelada a extensão também “democrática” da maior fraude bancária da história do Brasil, foi constatado que a corrupção se estendeu verticalmente às mais diversas instituições da República, sobretudo no âmbito do Legislativo – o que seria quase esperado como absolutamente “normal” – e, aqui a novidade, alcançando o âmago da mais alta corte do país, o Supremo Tribunal Federal.

Nunca antes na história do Brasil um fraudador deliberado dos “negócios” financeiros havia conseguido promiscuir tantos políticos – legisladores, caciques partidários, até os presidentes das duas Casas do Congresso –, ao mesmo tempo em que seduzia igualmente juízes togados das diversas cortes, até chegar nos seus mais altos membros, representantes da constitucionalidade brasileira. Ou seja, a corrupção alcançou todo o leque da horizontalidade e, também, todos os escalões da verticalidade, políticos das mais diversas orientações e vários mestres do Direito “teórico” e, sobretudo, os aplicadores do direito “prático”.

Pela primeira vez nos anais da Justiça, ou que nome tenha o Judiciário no Brasil real, instalou-se uma “guerra civil” entre autocratas togados, desferindo liminares monocráticas, desmentindo colegas da própria corte, ou parceiros de uma outra corte, nominalmente o TSE. A “guerra civil” se misturou, por razões absolutamente impertinentes, a uma outra guerra, de natureza aparentemente “religiosa”, mas no fundo política, entre os católicos, a religião da maioria dos brasileiros até pouco tempo atrás, e os “evangélicos”, a tendência ascendente em diversos meios sociais, sobretudo populares, que também representam uma vertente especial de negócios “pastorais”, com motivações diretamente lucrativas (dada a isenção tributária cada vez mais ampla que vem associada ao trabalho pastoral de divulgadores vulgares de uma Bíblia instrumentalizada justamente para essas finalidades mais prosaicas).

Resumindo o “não-estado” da questão, o eleitorado brasileiro se defronta, já no primeiro turno das eleições (mas definitivo para os cargos legislativos), com um quadro de “suprema instabilidade” e de imprevisibilidade eleitoral. Não ocorreu sequer um debate programático entre os principais candidatos nacionais à presidência, apenas e tão somente uma série de acusações recíprocas, algumas até escabrosas, colocando num lodo comum tecnocratas e políticos dos três poderes, para o espanto geral dos brasileiros.

 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5477: 1 outubro 2026, 3 p.

(Link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/10/eleicoes-de-2026-no-brasil.html).

 

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The 2026 Elections in Brazil: The Disappearance of Parties, Platforms, and Impartial Regulators

 

Paulo Roberto de Almeida, diplomat and professor

A note on the 2026 elections in Brazil

 

The 2026 Brazilian general elections possess unique, negative characteristics that distinguish them from all previous ones since the return to democracy in the 1980s. For the first time in this political-electoral cycle, political parties are conspicuously absent. With the exception of a few left-wing parties—notably the PT and the PSB, the most prominent and influential among them—all major traditional parties (generally centrist or right-wing) seem to have vanished entirely from the campaign materials of candidates running for various executive offices (the presidency and the governorships of the 27 states) and even legislative seats (federal and state deputies, and senators). The Senate is set to renew two-thirds of its 81 seats—meaning two senators out of the three representing each state—while the distribution of seats for deputies involves highly debatable proportionality between the most populous states (subject to a maximum cap) and the least populous ones (guaranteed a minimum of eight representatives, creating a massive distortion at the federal level).

The most surprising aspect of the relationship between candidates and parties is the complete disappearance of party names and logos from campaign flyers and even from the mandatory free airtime slots on radio and broadcast television. Candidates for various offices simply announce their bids, highlighting their personal "qualities" and proposals, yet conclude by mentioning only the numbers assigned to them by the Electoral Court—a highly bureaucratic body ostensibly responsible for ensuring fairness among all parties officially registered with the TSE. While these numbers incorporate each party's two-digit code, the sheer profusion of parties registered with the TSE—likely numbering over forty—means few voters can identify which "ideological stripe" a candidate represents; indeed, this is another aspect glossed over in these advertisements. It appears as though all candidates stand above the fray—transcending Left and Right and devoid of major political affiliations—relying solely on their own individual "qualities."

All parties—typically organized into coalitions of three or more—were required to register their presidential candidates' platforms (totaling 13 coalitions or individual parties), yet at no point did a debate take place among the candidates based on these respective platforms. The defining characteristic of the 2026 elections was the mutual criticism exchanged by candidates over petty squabbles, usually involving accusations of corruption or fraud regarding public funds. If there is one thing that leveled the playing field for virtually all candidates—across various executive and legislative offices—it was the widespread hypocrisy shared by them and their respective parties regarding the massive sums of public money allocated to the parties (controlled by political bosses) and directly to lawmakers through various mechanisms that funnel funds to the political caste.

The Party Fund has existed since practically the inception of the 1988 Constitution, operating in a very generous manner that grants access to public funds and "free" media advertising. The original provision in Article 17—"§ 3. Political parties are entitled to resources from the party fund and free access to radio and television, as provided by law"—was restricted in 2017, requiring a minimum vote threshold in general elections and a parliamentary caucus of at least 15 elected members. A new financial benefit was secured for them after the Supreme Federal Court (STF) banned corporate funding in 2017; this led to the creation of an Electoral Fund, financed by public resources, distributed as follows: 2% of the total goes to all parties; 35% to parties with at least one deputy; 48% distributed among parties in proportion to their number of deputies; and 15% based on the number of senators. By 2026, this Party Fund will reach over R$ 1.4 billion.

However, it is important to note that, year after year and election after election, both funds have been growing exponentially. From less than 1 billion reais a few years ago, the Electoral Fund has now reached nearly 5 billion—an amount three times the total budget allocated to fostering science and technology programs through the CNPq (1.7 billion). When combined with party-directed budget amendments—which until recently totaled over 50 billion—it becomes clear that petty partisan activities have begun to attract a whole caste of opportunists across the ideological and political spectrum, including a growing number of common criminals, particularly "members" of criminal organizations.

From criminal organizations infiltrating politics, we move directly to a pervasive entity that has become a central figure in these elections: political corruption. This has long coexisted seamlessly with the "ordinary" corruption traditional to Brazil's business environment, yet it has grown exponentially in political circles and—exceptionally—within the judiciary, spanning from lower courts to the highest echelons of the legal system across its three superior courts: the STJ, the TSE, and, above all, the STF—the latter having been regarded, until recently, as the guardian of institutional stability and the rule of law in disputes involving civil society and the political sphere.

Historically, the corruption rampant in Brazil—whether or not intertwined with political circles—has always been “democratic,” spanning the entire political spectrum; in other words, it cut horizontally across all ideologies and political affiliations. Since 2025, when the equally “democratic” scope of the largest banking fraud in Brazilian history was revealed, it became evident that corruption had extended vertically into a wide range of the Republic’s institutions—particularly the Legislature (where it might be considered almost “normal”)—and, in a new development, reached the very heart of the country’s highest court, the Supreme Federal Court.

Never before in Brazil’s history had a deliberate financial fraudster managed to corrupt such a wide array of politicians—lawmakers, party bosses, and even the presidents of both houses of Congress—while simultaneously seducing judges from various courts, reaching all the way to their highest-ranking members, the guardians of the Brazilian constitutional order. In other words, corruption permeated the entire horizontal spectrum and every vertical tier alike, ensnaring politicians of diverse leanings, various masters of "theoretical" law, and—above all—those who administer the law in practice.

For the first time in the annals of Justice—or whatever name the Judiciary goes by in the real Brazil—a “civil war” has broken out among robed autocrats who issue unilateral injunctions and contradict colleagues from their own court or partners from another—namely, the TSE. This “civil war” has become entangled, for entirely extraneous reasons, with another conflict—seemingly “religious” in nature but fundamentally political—between Catholics (the faith of the majority of Brazilians until recently) and “Evangelicals.” The latter group represents a rising trend across various social strata—especially among the working class—and constitutes a distinct form of “pastoral” enterprise driven by direct profit motives (facilitated by the ever-expanding tax exemptions associated with the pastoral work of those who crudely propagate a Bible instrumentalized precisely for such prosaic ends).

To sum up the unsettled state of affairs, the Brazilian electorate faces—as early as the first round of voting (which is decisive for legislative seats)—a scenario of “supreme instability” and electoral unpredictability. There was not a single debate on policy platforms among the leading national presidential candidates; instead, there was nothing but a series of mutual accusations—some even scandalous—dragging technocrats and politicians from all three branches of government into the same mire, to the general astonishment of Brazilians.

 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5477: October, 1st, 2026

Link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/10/the-2026-elections-in-brazil.html

 

 

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Élections de 2026 au Brésil : disparition des partis, des programmes et des régulateurs impartiaux

  

Paulo Roberto de Almeida, diplomate, professeur

Note sur les élections de 2026 au Brésil.

  

Les élections générales brésiliennes de 2026 présentent des caractéristiques inédites et négatives qui les distinguent de tous les scrutins précédents depuis le retour à la démocratie dans les années 1980. Pour la première fois dans ce cycle politico-électoral, les partis sont singulièrement absents. À l'exception de quelques partis de gauche — notamment le PT et le PSB, les plus connus et influents —, tous les grands partis traditionnels, généralement situés au centre et à droite, semblent avoir totalement disparu de la propagande électorale des candidats aux divers postes exécutifs (présidence et gouvernements des 27 États) ainsi qu'aux mandats législatifs (députés fédéraux et des états, sénateurs de la République). Le Sénat doit renouveler deux tiers de ses 81 sièges — soit deux sénateurs sur les trois représentant chaque état —, tandis que la répartition des sièges de députés repose sur une proportionnalité très contestable entre les états les plus peuplés (soumis à un plafond maximal) et les moins peuplés (qui bénéficient d'un minimum de huit représentants, ce qui engendre une distorsion majeure au niveau fédéral).

L'aspect le plus surprenant de la relation entre candidats et partis est précisément la disparition totale des sigles partisans sur les tracts électoraux, ainsi que dans les créneaux de propagande électorale gratuite à la radio et à la télévision. Les candidats aux divers postes annoncent simplement leur candidature en mettant en avant leurs « qualités » et leurs propositions, mais ils concluent en ne mentionnant que les numéros d'enregistrement attribués par la Justice électorale — une institution hyper-bureaucratique censée garantir l'équité entre tous les partis dûment enregistrés auprès du TSE. Ces numéros intègrent les deux chiffres propres à chaque parti ; toutefois, compte tenu de la pléthore de partis enregistrés auprès du TSE — probablement plus d'une quarantaine —, rares sont les électeurs capables d'identifier la « couleur idéologique » du candidat, un aspect d'ailleurs occulté dans ces campagnes. Tous les candidats semblent planer au-dessus de la mêlée, au-delà du clivage gauche-droite et sans affiliation politique majeure, si ce n'est celle de leurs propres « qualités » individuelles.

Tous les partis — généralement regroupés au sein de coalitions de trois formations ou plus — étaient tenus d'enregistrer les programmes de leurs candidats à la présidence (soit un total de 13 coalitions ou partis isolés) ; pourtant, aucun débat n'a eu lieu entre les candidats sur la base de leurs programmes respectifs. La caractéristique majeure des élections de 2026 réside dans les critiques mutuelles que les candidats s'adressent à propos de questions mineures, portant le plus souvent sur des accusations de corruption ou de fraude liées aux fonds publics. S'il est un trait commun à la quasi-totalité des candidats — qu'ils briguent des fonctions exécutives ou législatives —, c'est l'hypocrisie largement répandue, tant chez eux que dans leurs partis respectifs, concernant les sommes considérables de fonds publics allouées aux formations politiques (contrôlées par leurs « barons ») et directement aux parlementaires, via les divers mécanismes d'acheminement de l'argent vers la caste politique.

Le Fonds partisan existe depuis pratiquement l'adoption de la Constitution de 1988, sous une forme très libérale, donnant droit à des ressources publiques et à de la publicité « gratuite » dans les médias. La disposition y afférente dans la rédaction initiale de l'article 17 — « § 3 Les partis politiques ont droit à des ressources provenant du fonds partisan ainsi qu'à un accès gratuit à la radio et à la télévision, selon les modalités prévues par la loi » — a été restreinte en 2017, exigeant désormais un nombre minimal de voix lors des élections générales et un groupe parlementaire d'au moins 15 élus. Un nouvel avantage financier leur a été garanti après que la Cour suprême fédérale (STF) a interdit, en 2017, le financement par des entreprises ; cette décision a conduit à la création d'un Fonds électoral alimenté par des fonds publics, réparti selon les proportions suivantes : 2 % du total sont distribués à tous les partis ; 35 % aux partis comptant au moins un député ; 48 % entre les partis au prorata de leur nombre de députés ; et 15 % en fonction du nombre de sénateurs. En 2026, ce Fonds partisan atteint plus de 1,4 milliard de réais.

Il convient toutefois de noter qu'année après année, élection après élection, les montants de ces deux fonds connaissent une croissance exponentielle. Parti de moins d'un milliard de réals il y a quelques années, le Fonds électoral avoisine aujourd'hui les 5 milliards, soit trois fois la dotation totale allouée au financement des programmes de science et de technologie via le CNPq (1,7 milliard). Si l'on y ajoute les amendements parlementaires — dont le montant a récemment dépassé les 50 milliards —, on comprend que les activités partisanes mesquines attirent désormais toute une caste d'opportunistes de tous bords idéologiques et de toutes opinions politiques, y compris un nombre croissant de délinquants de droit commun, et notamment des « membres » d'organisations criminelles.

Des organisations criminelles infiltrant la sphère politique, nous passons directement à une entité omniprésente devenue un acteur central de ces élections : la corruption politique. Celle-ci cohabite depuis toujours paisiblement avec la corruption « ordinaire » — traditionnelle dans le monde des affaires au Brésil — mais a pris des proportions exponentielles ces derniers temps au sein de la classe politique et, fait exceptionnel, dans les milieux judiciaires, des tribunaux de première instance jusqu'aux échelons les plus élevés de la magistrature suprême (le STJ, le TSE et surtout le STF, ce dernier étant considéré, jusqu'à récemment, comme le garant de la stabilité institutionnelle et du Droit dans les conflits de la société civile et politique).

Habituellement, la corruption endémique au Brésil — qu'elle soit ou non mêlée à la sphère politique — a toujours été « démocratique », s'étendant d'un bout à l'autre de l'échiquier politique ; autrement dit, elle traversait horizontalement toutes les idéologies et préférences politiques. Depuis 2025, année où a été révélée l'ampleur — elle aussi « démocratique » — de la plus vaste fraude bancaire de l'histoire du Brésil, on a constaté que la corruption s'était propagée verticalement au sein des institutions les plus diverses de la République, notamment dans le pouvoir législatif — ce qui relevait presque de la « normalité » — mais aussi, et c'est là la nouveauté, en atteignant le cœur même de la plus haute juridiction du pays : le Tribunal suprême fédéral.

Jamais auparavant dans l'histoire du Brésil un fraudeur délibéré du monde de la finance n'avait réussi à compromettre autant de responsables politiques — législateurs, chefs de partis, et même les présidents des deux chambres du Congrès — tout en séduisant également des magistrats issus de diverses juridictions, jusqu'aux plus hauts échelons, garants de l'ordre constitutionnel brésilien. En d'autres termes, la corruption a touché tout l'éventail horizontal ainsi que tous les échelons de la hiérarchie verticale, impliquant des politiques de toutes obédiences, divers éminents théoriciens du Droit et, surtout, ceux qui appliquent le droit au quotidien.

Pour la première fois dans les annales de la Justice — ou quel que soit le nom que l'on donne au pouvoir judiciaire dans le Brésil réel —, une « guerre civile » a éclaté entre des autocrates en robe, multipliant les décisions unilatérales et contredisant leurs collègues de leur propre tribunal ou ceux d'une autre instance, nommément le TSE. Cette « guerre civile » s'est mêlée, pour des raisons tout à fait étrangères au sujet, à un autre conflit — d'apparence « religieuse » mais fondamentalement politique — opposant les catholiques (religion de la majorité des Brésiliens jusqu'à une époque récente) aux « évangéliques ». Ces derniers constituent un courant en pleine ascension dans divers milieux sociaux, notamment populaires, et représentent également une forme particulière d'affaires « pastorales » aux motivations ouvertement lucratives (compte tenu des exonérations fiscales toujours plus larges dont bénéficie l'activité pastorale de ces vulgarisateurs d'une Bible instrumentalisée précisément à des fins aussi prosaïques).

Pour résumer l'état d'incertitude qui caractérise la situation, l'électorat brésilien se trouve confronté, dès le premier tour du scrutin (qui est toutefois décisif pour les mandats législatifs), à un climat d’« instabilité extrême » et d'imprévisibilité électorale. Il n'y a eu aucun débat de fond entre les principaux candidats à la présidence ; on a assisté uniquement à une série d'accusations mutuelles — certaines même sordides — qui ont éclaboussé indistinctement technocrates et responsables politiques issus des trois pouvoirs, au grand désarroi des Brésiliens.

 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5477: 1er octobre 2026, 3 p.

5494. « Élections au Brésil : quoi de neuf, quoi de vieux ? », Brasília, 16 octobre 2026, 3 p. Notes pour une visioconférence avec l’Académie des Sciences d’Outremer, Paris. Postado preventivamente no blog Diplomatizzando (link : https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/10/elections-au-bresil-quoi-de-neuf-quoi.html).

 

 

 

Élections au Brésil : quoi de neuf, quoi de vieux ? - Paulo Roberto de Almeida (Académie des Sciences d'OutreMer)

Élections au Brésil : quoi de neuf, quoi de vieux ? 

  

Paulo Roberto de Almeida, diplomate, professeur

Notes pour une visioconférence à l’Académie des Sciences d’Outremer, Paris, 16/10/2026. 

 

Il faut commencer par une platitude : personne, aujourd’hui, à moins de neuf jours du second tour des élections présidentielles, peut faire un pari, de ceux qui sont acceptés par les bookmakers de Londres, sur qui sortira vainqueur du vote populaire. La seconde platitude ce serait dire que le Brésil est profondément divisé, aujourd’hui – d’ailleurs, depuis plus de trois décennies – mais aussi qu’il continuera d’être politiquement divisé, pendant le prochain mandat, n’importe qui sera élu président pour les quatre prochaines années.

Ce sont deux platitudes, mais avec certaines différences : anciennement c’étaient des populistes conservateurs contre des politiciens progressistes ; ensuite on a eu 21 ans de dictature militaire qui s’est effondré dans l’inflation et la dette extérieure, les mêmes motifs par lesquels les militaires sont intervenus contre un gouvernement populiste ; par après, on a eu les sociaux-démocrates style Fernando Henrique Cardoso contre les gauchistes de Lula et ses compagnons. Chacun des deux ont tenu pour deux mandats – une invention malheureuse de Fernando Henrique Cardoso – et Lula a représenté des avances sociales indéniables, et aussi une politique extérieure différente, ce qui me tient particulièrement à cœur.

Le pays est resté divisé pendant les dix dernières années, surtout avec l’ascension de mouvements inclinés à droite depuis 2013, après quoi on a eu la fin du premier règne du PT, avec l’impeachment de Dilma Rousseff, suivi par le gouvernement centriste du vice-président Michel Temer. C’est qui est arrivé en 2018 ce n’était pas une répétition de platitudes, mais le début d’un bouleversement complet des mœurs politiques, des sociabilités, des politiques sociales de tout genre, humanitaires, de la diplomatie et de la protection de l’environnement, des indigènes et même des universités, enfin un recul comme il n’y a même pas intervenu aux temps de la dictature, par un militaire qui n’avait pas honte de faire des éloges à ceux qui commandaient les tortures aux catacombes du régime. Jair Bolsonaro a été, surtout, le premier président qui n’a pas hésité à mettre le pays au service du premier Trump, encore aux premiers essais d’insanité tarifaire et de destruction des institutions multilatérales.

Le retour de Lula au pouvoir, pour un troisième mandat, en 2022, a été obtenu de toute justesse, et Bolsonaro a encore essayé une répétition de l’attaque au Capitole, par Trump, contre Joe Biden en janvier 2021, dans une tentative frustrée d’empêcher Lula de gouverner, juste au début, janvier 2023. Pour ça, il a été condamné à 27 ans de prison, avec quelques membres de sa troupe, dont, pour la première fois, des militaires de haut rang. Maintenant c’est son fils qui essaye de remettre la famille au pouvoir, ce qui est déjà fait pour la plupart de ceux qui se sont présentés au Parlement et à des assemblées des états, une liste complète de nouveaux comploteurs en faveur d’un régime non-libéral style Viktor Orban.

Ce qui est vieux, au Brésil, c’est la dispute entre populistes de droite et populistes de gauche, passablement identifiés, les premiers, à des conservateurs vieille manière, et les seconds à des vieux gauchistes, qui ne se sont pas recyclés dans le renouvellement de la gauche européenne, comme le SPD allemand, le PS français, le PSOE espagnol, et même le Labour britannique ; le PT, de son côté, est resté cubain et néo-bolchevique, ce qui a effrayé la classe moyenne, et même la classe D, qui s’est tourné vers la droite, un arrangement très facilité par la terrible montée des sectes évangéliques profiteuses. Ce qui est nouveau, c’est l’arrivé de nouveaux personnages à la compétition électorale au Brésil de 2026.

J’ai pensé beaucoup à un ancien film, du genre western spaghetti, quand je me suis préparé pour cette visioconférence : Le Bon, La Brute et le Truand, ou Il buono, il brutto, il cattivo, dans l’original de Sergio Leone, de 1966. Il n’y avait aucun vraiment bon parmi les trois, mais si un vraiment mauvais, mais qui est mort à la fin. Je ne sais pas si c’est une comparaison juste, mais les élections brésiliennes de 2026, ont aussi un peu de tout ça : du bon, du mauvais et de l’horreur. Je me réfère particulièrement à la corruption rampante, qui n’est plus seulement horizontale, touchant toute la classe politique, d’un extrême à l’autre de l’arc idéologique, mais aussi, désormais, une corruption verticale, arrivant jusqu’au sommet des institutions, jusqu’à la Suprême Cour.

C’est bien ça :  si vous pensez que je me réfère à un western spaghetti en pointant aux candidats aux élections présidentielles de 2026, vous vous trompez. Je fais plutôt allusion aux juges, aussi bien ceux de la Justice électorale, que ceux de la Cour Suprême. Il y a, depuis l’année passée, une véritable guerre civile entre juges suprêmes, et depuis le début de la campagne électorale, une guerre au sein du Tribunal Supérieur Électoral, entre eux, et aussi une dispute avec leurs collègues de la Cour Suprême.

C’est bien la première fois que la justice électorale, créée en 1932, en même temps que le droit au vote était accordé aux femmes, est intervenue directement dans la dispute, à propos des accusations de Fake News, des coups bas, disséminées à gauche et à droite, au point qu’il ne reste qu’un duel à la tombée du jour ne soit arrangé entre le Bon, le Mauvais et le Truand, qui seraient trois ou quatre juges, soit de la Cour Suprême, soit du Tribunal Supérieur Électoral, où siègent aussi trois juges de la Cour Suprême. Ces juges ont, actuellement, plus d’importance dans la dispute que les candidats eux-mêmes, maintenant réduits aux seuls deux qui sont arrivés en tête au premier tour, celui de l’extrême-droite en avance de plusieurs points sur Lula, en deuxième place.

Qu’est-ce qui les divisent dans les élections ? Suivant qu’un juge ait été désigné par la gauche, auparavant, ou par Jair Bolsonaro, après, ils se sont visiblement engagés auprès de leurs candidats respectifs. Des coups bas ont été déjà projetés depuis qu’un résultat précoce n’ait été obtenu au premier tour ; on est, donc, promis à toutes sortes de surprises jusqu’au dimanche 25 octobre. Il y a donc une nouveauté dans ces élections, en plus de la montée de la droite au Parlement : c’est l’engagement politique des magistrats, ce qui est beaucoup plus ruineux pour la démocratie brésilienne que la victoire de la droite ou de la gauche dans ces présidentielles.

Nous sommes donc, si Bolsonaro fils est élu le 25 octobre, au limier d’une possible droitisation au ralenti au Brésil, ce qui est déjà en train d’arriver dans des nombreux pays européens, qui est désormais implanté aux États-Unis de Trump 2, ainsi que dans la plupart des pays de l’Amérique du Sud. En Amérique Latine, il n’y a plus que le Mexique et le Brésil (et le petit Uruguay), qui sont encore en dehors de l’Écu des Amériques, lancé par Donald Trump en mars dernier et qui a déjà rassemblé 19 partenaires, dont trois membres du Mercosur : Argentine, Paraguay et Bolivie.

En tout état de cause, il n’y aura pas des changements radicaux ni dans l’économie – qui a ses propres contraintes, qui doivent être résolues, n’importe l’idéologie du président –, ni un grand danger pour la démocratie, car le Brésil possède des institutions relativement fortes, tout au moins jusqu’à présent. Les défis principaux restent, donc, dans le domaine diplomatique, ce qui m’inquiète vraiment beaucoup, car le Brésil n’a jamais été vendu à des aventuriers étrangers. Il ne s’est jamais livré, volontairement, à un empereur étranger, y compris et surtout à un de très mauvaise qualité.

Les dés sont lancés, je reste angoissé…

 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5494 : 15 octobre 2026, 3 p.

 

 

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Livros individuais de, e editados por, Paulo Roberto de Almeida

Livros individuais de, e editados por, Paulo Roberto de Almeida

 

15 outubro 2026

 

1)    História e Historiografia das Relações Internacionais do Brasil: dos descobrimentos ao final do Império (Curitiba: Appris, 2026)

2)    Vidas Paralelas: Rubens Ricupero e Celso Lafer nas relações internacionais do Brasil (Rio de Janeiro: Ateliê de Humanidades, 2025, ISBN: 978-65-86972-43-6, 364 p.; Amazon)

3)    Intelectuais na diplomacia brasileira: a cultura a serviço da nação (Rio de Janeiro: Editora Francisco Alves; ISBN: 978-85-265-0497-4; São Paulo: Editora Unifesp; ISBN: 978-65-5632-199-8; 2025, 425 p.; Amazon)

4)    Marxismo e socialismo: trajetória de duas parábolas na era contemporânea (2ª ed.; Brasília: Diplomatizzando, 2023, 307 p.; ISBN: 978-65-00-05969-4; ASIN: B0CR31C5YG; 1ª. edição: Marxismo e socialismo no Brasil e no mundo: trajetória de duas parábolas na era contemporânea (Brasília: Edição do autor, 2019, 283 p.; 844 KB; ISBN: 978-65-00-05969-4; Edição Kindle, ASIN: B082YRTKCH)

5)    O Brasil no contexto regional e mundial: artigos sobre nossa dimensão internacional; Brasília: Diplomatizzando, 2023, 216 p.; 1323 KB; ISBN: 978-65-00-89870-5; ASIN: B0CR1Z682R)

6)    Construtores da Nação: projetos para o Brasil, de Cairu a Merquior (São Paulo: LVM Editora, 2022, 304 p.; ISBN: 978-65-5052-036-6; Amazon)

7)    A grande ilusão do Brics e o universo paralelo da diplomacia brasileira (Brasília: Diplomatizzando, 2022, 277 p.; 1377 KB; ISBN: 978-65-00-46587-7; ASIN: B0B3WC59F4)

8)    Apogeu e demolição da política externa: itinerários da diplomacia brasileira (Curitiba: Appris, 2021, 291 p.; ISBN: 978-65-250-1634-4; Amazon.com.br)

9)    O Itamaraty sequestrado: a destruição da diplomacia pelo bolsolavismo, (Brasília: Diplomatizzando, 2021, 130 p. ISBN: 978-65-00-22215-9; ASIN: B094V28NGD)

10) Uma certa ideia do Itamaraty: a reconstrução da política externa e a restauração da diplomacia brasileira (Brasília: Diplomatizzando, 2020, 169 p.; ISBN: 978-65-00-19254-4; Academia.edu)

11) Um contrarianista na academia: ensaios céticos em torno da cultura universitária (Brasília: Diplomatizzando, 2020; 471 p.; 1172 KB; ISBN: 978-65-00-06751-4; ASIN: B08668WQGL; Academia.edu)

12) A ordem econômica mundial e a América Latina: ensaios sobre dois séculos de história econômica (Brasília: Diplomatizzando, 2020; 394 p.; 2286 KB; ISBN: 978-65-00-05967-0; Kindle, ASIN: B08CCFDVM2)

13) O Mercosul e o regionalismo latino-americano: ensaios selecionados, 1989-2020 (Brasília: Diplomatizzando, 2020; 497 p.; 2537 KB; ISBN: 978-65-00-05970-0; Kindle, ASIN: B08BNHJRQ4)

14) O Itamaraty num labirinto de sombras: ensaios de política externa e de diplomacia brasileira (Brasília: Diplomatizzando, 2020; 205 p.; 1309 KB; ISBN: 978-65-00-05968-7; Kindle, ASIN: B08B17X5C1).

15) Vivendo com livros: uma loucura gentil. (Brasília: Edição de Autor, 2019, 344 p.; 557KB; ISBN: 978-65-00-06750-7; Kindle, ASIN: B0838DLFL2).

16) Um contrarianista no limbo: artigos em Via Política, 2006-2009 (Brasília: Edição de Autor, 2019, 331 p; 2439 KB; Kindle, ASIN: B083611SC6; Academia.edu).

17) Minhas colaborações a uma biblioteca eletrônica: contribuições a periódicos do sistema SciELO (Brasília: Edição de Autor, 2019, 525 p.; 920 KB; Kindle, ASIN: B08356YQ6S).

18) Paralelos com o Meridiano 47: Ensaios Longitudinais e de Ampla Latitude (Brasília, Edição do Autor, 2019, 543 p.; 1908 KB; Kindle, ASIN: B082Z756JH).

19) O panorama visto em Mundorama: ensaios irreverentes e não autorizados (Brasília: 2ª. edição do Autor, 2019, 655 p.; 5725 KB; Academia.edu; Kindle, ASIN: B082ZNHCCJ).

20) Pontes para o mundo no Brasil: minhas interações com a RBPI (Brasília, Edição do Autor, 2019, 685 p.; 1693 KB; Kindle, ASIN: B08336ZRVS).

21) Marxismo e socialismo no Brasil e no mundo: trajetória de duas parábolas na era contemporânea (Brasília: Edição do autor, 2019, 200 p.; ISBN: 978-65-00-05969-4; Kindle, ASIN: B082YRTKCH); 2ª edição: Brasília: Diplomatizzando, 2023, 214 p.; ASIN: B0CR31C5YG)

22) Miséria da diplomacia: a destruição da inteligência no Itamaraty (Brasília: Edição do autor, 2019, 184 p., ISBN: 978-65-901103-0-5; Boa Vista: Editora da UFRR, Clube de Autores, 2019, 165 p., Coleção “Comunicação e Políticas Públicas vol. 42; ISBN livro impresso: 978-85-8288-201-6; ISBN livro eletrônico: 978-85-8288-202-3; Academia.edu; Amazon.com.br)

23) Contra a corrente: Ensaios contrarianistas sobre as relações internacionais do Brasil (2014-2018) (Curitiba: Appris, 2019, 247 p.; ISBN: 978-85-473-2798-9; Amazon.com.br)

24) A Constituição contra o Brasil: ensaios de Roberto Campos sobre a Constituinte e a Constituição de 1988 (São Paulo: LVM, 2018, 448 p.; ISBN: 978-8593751394; Amazon).

25) Oswaldo Aranha: um estadista brasileiro, Sérgio Eduardo Moreira Lima; Paulo Roberto de Almeida; Rogério de Souza Farias (orgs.); Brasília: Funag, 2017; 2 vols.; vol. 1, 568 p.; ISBN: 978-85-7631-696-1; vol. 2, 356 p.; ISBN: 978-85-7631-697-8).

26) O homem que pensou o Brasil: trajetória intelectual de Roberto Campos (Curitiba: Appris, 2017, 373 p.; ISBN: 978-8547304850; Diplomatizzando; Amazon.com.br)

27) Formação da diplomacia econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império (3ª edição; Brasília: Funag, 2017; 2 vols.; 964 p.; ISBN: 978-85-7631-675-6; 1º volume; 2º volume).

28) Carlos Delgado de Carvalho: História Diplomática do Brasil (Brasília: Senado Federal, 2016, 504 p.; ISBN: 978-85-7018-696-6; Academia.edu).

29) Nunca Antes na Diplomacia…: a política externa brasileira em tempos não convencionais (Curitiba: Editora Appris, e-book, 2016, 450 p.; 1366 KB; Kindle, ASIN: B0758G8BXL; Amazon.com.br).

30) The Drama of Brazilian Politics: From 1814 to 2015 (with Ted Goertzel; 2015, 278 p.; Edição Kindle, ASIN: B00NZBPX8A; ISBN: 978-1-4951-2981-0; Amazon).

31) Révolutions bourgeoises et modernisation capitaliste : Démocratie et autoritarisme au Brésil (Sarrebruck: Éditions Universitaires Européennes, 2015, 496 p.; ISBN: 978-3-8416-7391-6 ; Inroduction : Academia.edu; livre complet : Amazon.com).

32) Die brasilianische Diplomatie aus historischer Sicht: Essays über die Auslandsbeziehungen und Außenpolitik Brasiliens (Saarbrücken: Akademiker Verlag, 2015, 204 p.; Übersetzung aus dem Portugiesischen ins Deutsche: Ulrich Dressel; ISBN: 978-3-639-86648-3; Amazon.com; Amazon.com.br).

33) O Panorama visto em Mundorama: Ensaios Irreverentes e Não Autorizados (Hartford: 2a. edição do autor, 2015, 294 p.; DOI: 10.13140/RG.2.1.4406.7682; nova edição, ampliada dos artigos até o final de 2015, em 4/12/2015, em 374 p.; Research Gate; edição original: Academia.edu)

34) Paralelos com o Meridiano 47: Ensaios Longitudinais e de Ampla Latitude (Hartford: Edição do Autor, 2015; 543 p.; 1908 KB; DOI: 10.13140/RG.2.1.1916.4006; Academia.edu; ASIN: B082Z756JH; Research Gate).

35) Volta ao Mundo em 25 Ensaios: Relações Internacionais e Economia Mundial (Brasília: 1ª edição: 2014; 2ª. edição: 2018; Kindle edition; 809 KB; ASIN: B00P9XAJA4).

36) Rompendo Fronteiras: a Academia pensa a Diplomacia (Kindle, 2014, 414 p.; 1324 KB; ASIN: B00P8JHT8Y).

37) Codex Diplomaticus Brasiliensis: livros de diplomatas brasileiros (Kindle, 2014, 326 p.; ASIN: B00P6261X2; Academia.edu; ).

38) Polindo a Prata da Casa: mini-resenhas de livros de diplomatas (Kindle edition, 2014, 151 p., 484 KB; ASIN: B00OL05KYG).

39) Prata da Casa: os livros dos diplomatas (Hartford: edição para a Funag, 2013, 667 p; não publicada; disponível em Research Gate; 2ª. edição de Autor; 16/07/2014, 663 p.; Academia.edu; Research Gate).

40) Nunca Antes na Diplomacia...: A política externa brasileira em tempos não convencionais (Curitiba: Editora Appris, 2014, 289 p.; ISBN: 978-85-8192-429-8; Academia.com.br).

41) O Príncipe, revisitado: Maquiavel para os contemporâneos (Hartford: Edição de Autor, 2013, 187 p.; 658 KB; Edição Kindle, ASIN: B00F2AC146).

42) Integração Regional: uma introdução (São Paulo: Saraiva, 2013, 192 p.; ISBN: 978-85-02-19963-7; Amazon.com.br).

43) Relações internacionais e política externa do Brasil: a diplomacia brasileira no contexto da globalização (Rio de Janeiro: LTC, 2012, 328 p.; ISBN: 978-85-216-2001-3; esgotado; não disponível na Amazon; Estante Virtual).

44) Globalizando: ensaios sobre a globalização e a antiglobalização/ Paulo Roberto de Almeida. – Rio de Janeiro: Lumen Juris Editora, 2010, xx+272 p.; ISBN: 978-85-375-0875-6; Amazon.com.br).

45) Guia dos Arquivos Americanos sobre o Brasil: coleções documentais sobre o Brasil nos Estados Unidos (com Rubens Antônio Barbosa e Francisco Rogido Fins; Brasília: Funag, 2010, 244 p.; ISBN: 978-85-7631-274-1; Academia.edu).

46) O Moderno Príncipe (Maquiavel revisitado) (Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2010, 195 p.; ISBN: 978-85-7018-343-9; esgotado; ver ASIN: B00F2AC146).

47) O Moderno Príncipe: Maquiavel revisitado (Rio de Janeiro: Freitas Bastos, edição eletrônica, 2009, 191 p.; ISBN: 978-85-99960-99-8; esgotado; ASIN: B00F2AC146).

48) O Estudo das Relações internacionais do Brasil: um diálogo entre a diplomacia e a academia (Brasília: LGE Editora, 2006, 385 p.; ISBN: 85-7238-271-2; Amazon.com.br; Academia.edu).

49) Envisioning Brazil: A Guide to Brazilian Studies in the United States, 1945-2003 (with Marshall C. Eakin; Madison: Wisconsin University Press, 2005, 536 p.; ISBN: 0-299-20770-6; Amazon).

50) Relações Brasil-Estados Unidos: assimetrias e convergências (com Rubens Antonio Barbosa; São Paulo: Saraiva, 2005, 328 p.; ISBN: 978-85-02-05385-4).

51) Formação da diplomacia econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império (2ª edição; São Paulo: Editora Senac, 2005, 680 pp., ISBN: 85-7359-210-9; 3ª. edição, 2017, dois vols.: ISBN: 978-85-7631-675-6; 1º volume; 2º volume).

52) Relações internacionais e política externa do Brasil: história e sociologia da diplomacia brasileira (2ª ed.: revista, ampliada e atualizada; Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2004, 440 p.; coleção Relações internacionais e integração n. 1; ISBN: 85-7025-738-4; esgotado; Amazon.com.br).

53) A Grande Mudança: consequências econômicas da transição política no Brasil (São Paulo: Editora Códex, 2003, 200 p.; ISBN: 85-7594-005-8; esgotado; Estante Virtual).

54) Une histoire du Brésil: pour comprendre le Brésil contemporain (avec Katia de Queiroz Mattoso; Paris: Editions L’Harmattan, 2002, 142 p.; ISBN: 978-2747514538; Amazon.com.br).

55) Os primeiros anos do século XXI: o Brasil e as relações internacionais contemporâneas (São Paulo: Editora Paz e Terra, 2002, 286 p.; ISBN: 85-219-0435-5’esgotado; Estante Virtual; Academia.edu).

56) Formação da diplomacia econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império (São Paulo: Editora Senac, 2001, 680 pp., ISBN: 85-7359-210-9; 3ª. edição, 2017, dois vols.: ISBN: 978-85-7631-675-6; 1º volume; 2º volume).

57) Le Mercosud: un marché commun pour l’Amérique du Sud, Paris: L’Harmattan, 2000, 160 p.; ISBN: 2-7384-9350-5).

58) O Brasil dos Brasilianistas: um guia dos estudos sobre o Brasil nos Estados Unidos, 1945-2000 (ed. Com Marshall C. Eakin; Rubens Antônio Barbosa; São Paulo: Paz e Terra, 2002; ISBN: 85-219-0441-X; Academia.edu).

59) O estudo das relações internacionais do Brasil (São Paulo: Editora da Universidade São Marcos, 1999, 300 p.; ISBN: 85-86022-23-3; Estante Virtual; Academia.edu).

60) O Brasil e o multilateralismo econômico (Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora, na coleção “Direito e Comércio Internacional”, 1999, 328 p.; ISBN: 85-7348-093-9; Estante Virtual).

61) Velhos e novos manifestos: o socialismo na era da globalização (São Paulo: Editora Juarez de Oliveira, 1999, 96 p.; ISBN: 85-7441-022-5; esgotado; Academia.edu).

62) Mercosul, Nafta e Alca: a dimensão social (São Paulo: LTr, 1999, com Yves Chaloult).

63) Mercosul: Fundamentos e Perspectivas (São Paulo: Editora LTr, 1998, 160 p.; ISBN: 85-7322-548-3; esgotado; Academia.edu).

64) Carlos Delgado de Carvalho: História Diplomática do Brasil (edição fac-similar: Brasília: Senado Federal, 1998; Coleção Memória brasileira n. 13; 420 p.; Academia.edu).

65) Relações internacionais e política externa do Brasil: dos descobrimentos à globalização (Porto Alegre: Editora da UFRGS, 1998, 360 p.; ISBN: 85-7025-455-5; esgotado; Amazon.com).

66) José Manoel Cardoso de Oliveira: Actos Diplomaticos do Brasil: tratados do periodo colonial e varios documentos desde 1492 (edição fac-similar, publicada na coleção “Memória Brasileira” do Senado Federal; Brasília: Senado Federal, 1997; 2 volumes; Volume I: 1493 a 1870; Volume II: 1871 a 1912; Academia.edu).

67) O Mercosul no contexto regional e internacional (São Paulo: Edições Aduaneiras, 1993, 204 p.; ISBN: 85-7129-098-9; Estante Virtual; Academia.edu).

68) Mercosul: Textos Básicos (Brasília: IPRI-Fundação Alexandre de Gusmão, 1992, Coleção Integração Regional nº 1; esgotado).


5493. “Livros individuais de, e editados por, Paulo Roberto de Almeida”, Brasília, 15 outubro 2026, 5 p. Nova relação atualizada de todos os livros (68), pessoais e organizados por mim, publicados desde 1992. Disponível na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/179040779/5493_Livros_individuais_de_e_editados_por_Paulo_Roberto_de_Almeida_2026_), informado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/10/livros-individuais-de-e-editados-por.html).


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