segunda-feira, 27 de abril de 2026

Projeto Brasil: Edmar Bacha - O Brasil Real e a mediocridade evitável (1): Uma proposta de políticas públicas

 Uma contribuição ao Projeto Brasil

https://revistasera.info/projeto-brasil-integracao-competitiva-na-economia-globalizada/

Projeto Brasil Edmar Bacha

 

O Brasil Real e a mediocridade evitável[1]

Edmar Bacha

1. A fábula continuada

Em 1974, escrevi uma fábula sobre o reino de Belíndia, mistura de Bélgica com Índia, onde o crescimento econômico beneficiava apenas os mais ricos. Era uma alegoria sobre o Brasil da ditadura militar. Desde então, o país acumulou outros apelidos:  Banglabânia (pobreza de Bangladesh com estatismo da Albânia) de Mario Henrique Simonsen, Ingana (impostos da Inglaterra com serviços públicos de Gana) de Delfim Netto, Rumala (corrupção da Rússia com criminalidade da Guatemala) que me ocorreu nas manifestações de 2013, Brasa que evoquei durante as queimadas na Amazônia do governo Bolsonaro.

Cinquenta anos depois de Belíndia, a pergunta permanece: por que o Brasil ainda não cruzou a fronteira da renda alta? A resposta não está na cultura nem na geografia. Está em escolhas de política econômica que foram feitas — e que podem ser desfeitas.

2. Grande, desigual e fechado

Desde a Segunda Guerra, cerca de doze países escaparam da armadilha da renda média e alcançaram níveis de renda per capita comparáveis aos dos ricos: Coreia do Sul, Hong Kong, Israel, Singapura, Taiwan (via indústria); Espanha, Grécia, Irlanda, Portugal (via serviços); Austrália, Nova Zelândia, Noruega (via recursos naturais). Todos têm forte integração ao comércio internacional e são relativamente igualitários. A maioria é pequena.

O Brasil é o oposto: grande, profundamente desigual e fechado. O contraste com a Coreia do Sul é brutal: em 1960, a renda per capita brasileira era superior à coreana; hoje, a Coreia tem renda 2,5 vezes maior. O ponto de inflexão foram os anos 1970: enquanto o Brasil aprofundava a substituição de importações, a Coreia voltava sua indústria para a exportação e integrava suas empresas às cadeias globais.

O Brasil é uma das economias mais fechadas do mundo. As importações representam apenas 17% do PIB — ante 44% na Coreia e 40% na Alemanha. Parte do recente aumento do coeficiente importador deve-se à depreciação do real desde 2020 (que reduz o PIB em dólares), não a uma abertura real.

Esse fechamento é o sintoma central da doença brasileira. Sem exposição ao exterior, as empresas nacionais não acessam tecnologias de ponta, não ganham escala, não se especializam e não são forçadas a inovar. Resultado: produtividade do trabalho crescendo apenas 0,5% ao ano entre 1981 e 2024. Com essa taxa, jamais se alcançará a renda dos países ricos.

A proposta central é a integração competitiva ao comércio internacional, em três movimentos.

O primeiro é usar o acordo Mercosul–União Europeia como catalisador. O acordo está concluído após décadas de negociação. Ratificá-lo e implementá-lo com seriedade seria o gesto de maior credibilidade que o governo brasileiro poderia fazer para sinalizar a ruptura com o isolamento histórico. A partir daí, o Brasil seguiria o caminho aberto pelo Chile: uma rede crescente de acordos comerciais com o resto do mundo, tendo a adesão à OCDE como horizonte e âncora do processo.

O segundo é a redução progressiva, mas substantiva e pré-anunciada, especialmente das tarifas de importação sobre insumos e bens de capital. O protecionismo brasileiro não protege apenas produtos finais: ele encarece os próprios instrumentos de produção, elevando o custo de toda a cadeia produtiva nacional. Uma estratégia crível de abertura, anunciada com horizonte de cinco a dez anos, poria em marcha um processo de ajuste gradual que as empresas conseguiriam absorver.

O terceiro movimento é complemento natural dos dois anteriores: implementar a reforma tributária, reduzindo o “custo Brasil” que onera a indústria em relação aos demais setores. A redução complementar do custo do capital é objeto da análise a seguir.

3. O analista e o marciano revisitados: o nó fiscal

Há dez anos, na fábula “O Analista e o Marciano”, imaginei um marciano pousando em Brasília e ficando pasmo diante dos paradoxos da economia brasileira: juros reais altíssimos apesar de reservas internacionais abundantes; déficit público elevado, mas principalmente por causa dos próprios juros; inflação persistente apesar do baixo crescimento. O marciano concluiu — parafraseando Tom Jobim sem o saber — que o Brasil não era para extraterrestres.

Se o marciano pousasse em Brasília em 2026, sua confusão não seria menor. Encontraria um país que superou a hiperinflação há trinta anos, com inflação baixa ainda que não na meta e reservas internacionais confortáveis. E se depararia com taxas de juros reais de 7,4% ao ano para títulos do governo de dez anos — uma das mais altas do mundo.

Contatado pelo marciano, um analista local lhe explicaria que os juros não caem porque o mercado desconfia da trajetória fiscal. A dívida bruta do governo geral já chega a 80% do PIB e segue crescendo. O marciano perguntaria por que a dívida cresce mesmo quando o governo aumenta impostos e contém despesas discricionárias. A resposta estaria no coração do problema: as despesas obrigatórias crescem automaticamente por força de vinculações constitucionais, da indexação dos benefícios previdenciários ao salário mínimo e da proliferação de gastos tributários — independentemente da receita, da conjuntura e da vontade de qualquer governo.

O marciano entenderia então que o Brasil montou uma máquina de gasto automático que nenhum orçamentista consegue deter apenas com boa vontade. Sem desmontar essa máquina — sem desindexar, desvincular e desconstitucionalizar as despesas —, o ajuste fiscal é uma tarefa de Sísifo, que nunca se cumpre. E enquanto o mercado entender assim, os juros permanecerão altos, alimentando o déficit que se quer combater. A carga tributária brasileira já se situa em torno de 32% do PIB — comparável à de nações europeias que oferecem serviços públicos de qualidade muito superior. Não há espaço para aumentar impostos. O caminho é rever a composição da despesa: desvincular receitas, desconstitucionalizar gastos e reduzir benefícios tributários, subordinando o crescimento das despesas ao crescimento da receita. A boa notícia é que — como já ocorreu em resposta ao teto de gastos no governo Temer — um ajuste fiscal crível e substantivo pelo lado dos gastos poderá derrubar a taxa real de juros para níveis civilizados.

Mas o ajuste fiscal, por si só, não transforma o Estado — apenas o encolhe. O que o Brasil precisa, em paralelo, é de uma reforma de produtividade do setor público, centrada no RH da máquina pública. Essa reforma não exige emenda constitucional. A Constituição de 1988 já prevê a demissão por baixo desempenho — o dispositivo foi introduzido em 1998 e nunca foi regulamentado. Grande parte das distorções está na legislação infraconstitucional: as centenas de carreiras sem racionalidade funcional, as progressões automáticas por tempo de serviço e não por mérito, a impossibilidade de mover servidores entre órgãos com excesso e órgãos com falta de pessoal. Uma lei complementar federal, com condicionalidades para estados e municípios nos auxílios da União, já seria suficiente para iniciar esse processo. O objetivo não é cortar salários nem acabar com a estabilidade — é fazer o Estado entregar o que dele se espera: serviços de qualidade para quem mais precisa deles.

Sem reforma da estrutura do gasto e sem reforma do RH, a perspectiva é de paralisia governamental progressiva. A partir de 2027, ficará evidente que o orçamento público brasileiro não consegue mais financiar simultaneamente a previdência, o funcionalismo, os juros da dívida e qualquer investimento ou política social nova. A analogia pertinente é com o período que antecedeu a hiperinflação dos anos 1980 — não que a hiperinflação vá estar de volta, mas que a paralisia governamental, sem reformas, deixa de ser risco para virar destino.

4. A floresta como ativo estratégico

A Amazônia é um ativo brasileiro que a análise econômica sistematicamente subestima. Com cerca de 5 milhões de quilômetros quadrados, a floresta amazônica corresponde a 59% do território nacional e abriga a maior biodiversidade do planeta. Num mundo que caminha para a multipolaridade e enfrenta riscos climáticos crescentes, esse ativo não é ornamento geográfico — é um ativo estratégico de escala global.

A economia mundial em transição para a multipolaridade evoluirá em torno de três escassezes crescentes: carbono, água e biodiversidade. O Brasil detém uma fração significativa das reservas mundiais das três. A Amazônia regula o ciclo hidrológico de toda a América do Sul, incluindo as chuvas que irrigam a agropecuária do Centro-Oeste e abastecem os reservatórios do Sudeste. Destruí-la não é apenas um crime ambiental — é uma decisão econômica suicida.

A boa notícia é que a floresta em pé é crescentemente mais valiosa do que a floresta derrubada. Os mercados de carbono, a bioeconomia — que vai de cosméticos e fitoterápicos a proteínas alternativas e novos materiais —, o ecoturismo e os acordos de preservação financiados por países ricos criam fluxos de renda compatíveis com a conservação. A região amazônica pode tornar-se, com as políticas certas, um polo de desenvolvimento econômico sustentável e de alta tecnologia, em vez de fronteira de desmatamento.

Isso conecta diretamente ao posicionamento externo do Brasil. Num cenário multipolar, o Brasil pode tornar-se referência global em energia limpa, alimentos e minerais estratégicos — mas somente se associar essa liderança à preservação e ao uso inteligente da floresta. Chegar à mesa das grandes negociações internacionais sobre clima e biodiversidade como guardião da Amazônia é um ganho diplomático sem equivalente.

  1. As quatro integrações

A experiência do México serve de advertência. O México fez a abertura comercial — o NAFTA, a partir de 1994 — mas não fez a integração interna. O Norte do país se integrou à economia americana; o Sul permaneceu para trás. O setor formal se dissociou do informal. As grandes empresas se separaram das pequenas e médias. A distribuição de renda se deteriorou nas dimensões regional e social. O resultado é que o México, apesar de aberto ao comércio, não superou a armadilha da renda média.

A conclusão é que, em países grandes e desiguais, a abertura, por si só, não basta. São necessárias simultaneamente quatro integrações: externa, entre o país e a economia mundial; regional, entre as diferentes partes do território nacional; social, entre os brasileiros de diferentes condições de renda, educação e acesso a serviços; e ambiental, entre o desenvolvimento econômico e a preservação do capital natural.

A integração social não depende de mais gasto, mas de melhor desenho institucional das políticas públicas. O Brasil construiu, desde a redemocratização, um amplo sistema de proteção social — com avanços reais na redução da pobreza extrema. Mas esse sistema opera com baixa eficiência: o volume de recursos cresceu significativamente, sem que os resultados tenham avançado na mesma proporção.

O ponto central não é apenas quanto se gasta, mas a “potência” da política social — isto é, sua capacidade efetiva de reduzir pobreza e desigualdade. Essa potência é reduzida por problemas conhecidos: erros de focalização, fragmentação de programas, regras de elegibilidade mal calibradas e ausência de avaliação sistemática de resultados. O envelhecimento populacional, por outro lado, impõe a necessidade de uma nova reforma previdenciária, não apenas paramétrica mas que incorpore elementos de capitalização. Sem enfrentar essas questões de desenho institucional, aumentos adicionais de gasto tendem a produzir retornos rapidamente decrescentes.

A educação básica permanece o eixo estruturante da integração social. O Brasil já universalizou o acesso, mas não a aprendizagem. O problema central deixou de ser a exclusão da escola e passou a ser a exclusão dentro da escola. As evidências são claras: o retorno social mais elevado está na primeira infância, onde intervenções precoces têm impacto duradouro sobre o desenvolvimento cognitivo e socioemocional. Já o ensino médio precisa ser reorganizado — para oferecer formação ao mesmo tempo científica e técnica, compatível com uma economia mais aberta e intensiva em conhecimento.

No ensino superior, domina o credencialismo — o “canudo” socialmente ambicionado, seja pela regulamentação excessiva das profissões, seja pela sinalização de capacidade individual, seja pelo símbolo de ascensão social. A reforma precisa atacar as dimensões regulatória e sinalizadora, mas a dimensão simbólica impõe um limite de velocidade: microcredenciais e formação técnica só ganharão prestígio quando o mercado de trabalho os absorver de forma visível. E aí está o nó: o crescimento econômico é condição de possibilidade das próprias reformas educacionais.

A segurança pública é a outra face da integração social. O custo econômico da violência no Brasil — estimado no Atlas da Violência do IPEA em mais de 5% do PIB — funciona como um imposto regressivo que recai desproporcionalmente sobre os mais pobres e bloqueia o desenvolvimento das regiões mais vulneráveis. A fragmentação institucional e a ausência de coordenação entre políticas impedem avanços mais consistentes. Reduzir a violência não é apenas uma questão social: é condição necessária para o crescimento econômico sustentado.

Por fim, há uma conexão direta entre políticas sociais e o nó fiscal. Um sistema social baseado em regras rígidas de indexação, vinculações automáticas e baixa avaliação de resultados tende a expandir gastos sem elevar proporcionalmente seu impacto. Sem reformar esses mecanismos — tornando o gasto mais flexível, focalizado e orientado a resultados —, não haverá ajuste fiscal duradouro. E, sem estabilidade fiscal, as próprias políticas sociais perdem eficácia.

  1. Democracia, fragmentação política e a liderança necessária

Por que essas reformas não acontecem, se são conhecidas e necessárias? A resposta está na economia política, não na economia. As reformas que o Brasil precisa ameaçam interesses organizados e bem posicionados: setores que vivem da proteção tarifária, segmentos do funcionalismo resistentes à avaliação de desempenho, grupos políticos que extraem renda de um orçamento rigidamente vinculado. Esses interesses não são ilegítimos em si — são a expressão normal da democracia. O problema é quando capturam o Estado e bloqueiam a ação coletiva.

Parte desse bloqueio decorre também do desenho do sistema político. A fragmentação partidária extrema, combinada com regras eleitorais que enfraquecem o vínculo entre representantes e eleitores, amplia o poder de minorias organizadas e dificulta a formação de maiorias programáticas estáveis. O resultado é um sistema que responde mais a pressões distributivas do que a estratégias de desenvolvimento. Reformas que reduzam o número efetivo de partidos, fortaleçam a responsabilidade política dos eleitos e aumentem a previsibilidade das coalizões — como a adoção de um sistema distrital misto e o aprofundamento das cláusulas de desempenho — poderiam melhorar a capacidade do país de processar agendas de interesse geral.

A história brasileira recente oferece, entretanto, um exemplo de que a ruptura com equilíbrios disfuncionais é possível: o Plano Real. A comparação com a situação atual é instrutiva em dois sentidos.

Primeiro, quanto às ideias. Em 1993, as ideias necessárias para a estabilização estavam prontas. O diagnóstico da inércia inflacionária, o instrumental da URV e a estratégia de coordenação de expectativas já haviam sido desenvolvidos. Algo análogo vale para o Brasil de hoje: o diagnóstico da abertura necessária, da reforma do gasto e das quatro integrações não requer mais elaboração — requer execução.

Segundo, e mais importante, quanto à liderança. O Plano Real não resultou apenas da maturidade das ideias, mas da capacidade de viabilizá-las politicamente. Construir apoio no Congresso, enfrentar resistências e convencer a sociedade exigiu um tipo específico de empreendedorismo político — raro, mas decisivo. Essa capacidade, no entanto, não é independente das instituições: sistemas políticos mais simples, com maior clareza de responsabilidade e menor fragmentação, tendem a facilitar a emergência de lideranças reformistas e a sustentação de coalizões baseadas em programas, e não apenas na distribuição de recursos.

Sem liderança política, as reformas não avançam. Mas, sem ajustes institucionais que reduzam a fragmentação e reforcem a responsabilidade dos representantes, a própria liderança tende a ser episódica e insuficiente. O risco, nesse caso, é a reprodução de um equilíbrio de baixo crescimento, gasto rígido e reformas adiadas.

A democracia é o maior trunfo do Brasil. Com ela, fizemos a transição pacífica da ditadura, superamos a hiperinflação e construímos políticas sociais relevantes. O desafio agora é fortalecer suas engrenagens — políticas e institucionais — para que sejamos capazes de sustentar um projeto de longo prazo: uma economia aberta, socialmente integrada, fiscalmente equilibrada e ambientalmente responsável. A busca pelo Brasil Real segue em frente.

Edmar Bacha é economista, fundador e diretor do Instituto de Estudos de Política Econômica/Casa das Garças.

[1] Texto preparado para o Projeto Brasil, iniciativa do Instituto Ética e Democracia,  Ateliê de Humanidades e Movimento Roda Democrática.

 

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Num artigo de 2021, o passado do Brasil na estagnação econômica confirmado no presente

 Pouca coisa parece ter mudado no Brasil, de 2021 a 2026, e o que mudou parece ter sido para pior… PRA

“Meu artigo de hoje no Estado de Minas

Roberto Rocha Brant

26 de Abril de 2021


Para qual passado vamos retornar?

 

Comecei a minha vida quando o Brasil era o país do futuro. Hoje tenho medo de ter miná-la com o Brasil sendo o país do passado. Durante a maior parte do século XX nosso país era amplamente reconhecido como fadado a estar no grupo dos países ricos num tempo não muito distante. Desde o início dos anos 1900 a nossa renda por habitante cresceu regularmente a taxas elevadas, chegando a quase 3% nas décadas de 20 e 30., passando a 4,1% na década de 50 e 5,8% nos anos 70, mesmo com a população crescendo muito rapidamente.

Em dólares de ano 2000 a renda per capita dos brasileiros saltou de US$586,00 em 1940 para US$ 3.052,00 em 1980, multiplicando-se mais de 5 vezes. Se este ritmo fosse mantido, nossa renda hoje em dólares estaria em torno de US$ 16.000,00 em preços correntes ou mais de US$ 30.000,00 em termos da chamada paridade do poder de compra, que ajusta a renda pelos preços vigentes em cada país. Neste nível o Brasil seria hoje um país rico.

Isto infelizmente não aconteceu, por uma variedade de causas sobre as quais não se estabeleceu ainda um consenso razoável. Desde 1980 a economia brasileira não teve mais um crescimento regular e em alguns períodos longos como as décadas de 81/90 e 2011/2020 tivemos crescimento negativo da renda por habitante e ficamos mais pobres.

As nações podem ter muitos objetivos, fracassar em alguns deles e ter êxito em outros, seguindo seu caminho na história sem maiores percalços. No Brasil, porque temos  extensão territorial, grande população e uma infinidade de recursos, ao mesmo tempo em que a maioria da população vive na pobreza ou mesmo na miséria, o crescimento econômico tem que ser um objetivo central. Manter-se por quase 40 anos praticamente na estagnação, por culpa exclusivamente nossa, é um pecado sem remissão.

Estamos vivendo agora um dos piores momentos de nossa história. Mais uma vez estamos regredindo na economia e para piorar estamos sendo devastados por uma pandemia que o Governo fracassou em prever e não se empenhou em combater. Para completar, nossa sociedade está dividida, sem rumo e orientação. Daqui a um ano e meio a nação vai se reunir para escolher se deseja mais 4 anos deste Governo ou, ao contrário, um outro Governo diferente.

Consultando as pesquisas de opinião que tem sido divulgadas ultimamente podemos perceber uma nação que se divide entre três rumos. Cerca de 32% afirmam que votariam em Lula, 30% que votariam em Bolsonaro e em torno de 27% que votariam numa lista de nomes de uma possível terceira via. Em termos gerais, as opções são praticamente equivalentes. Quase dois terços das pessoas projetam uma volta a algum passado. A opção Bolsonaro é a escolha pela volta de um pais mais autoritário e mais militarizado, onde a ordem prevalece sobre tudo o mais, nos moldes do que foi o regime militar que durou de 1964 a 1985 e que legou à sociedade civil recessão, inflação e insolvência do Estado. A maioria das pessoas que expressa esta preferência nostálgica, na verdade não conheceu pessoalmente o regime militar. Só as pessoas hoje com mais de 70 anos tiveram de fato esta experiência e são uma parcela muito pequena dos eleitores.

Os 13 anos de Governos do PT são igualmente uma volta a um passado que não terminou bem. Os anos de Lula e Dilma foram anos de um crescimento irregular que, no seu final combinou profunda recessão econômica, inflação e crise fiscal. Além disso trouxe para a vida nacional polarização política, uma crise moral sem precedentes,  corrupção institucionalizada e a desvalorização da vida política.

Um país que está indeciso entre voltar a um ou outro desses passados é certamente um país que não acredita mais em qualquer futuro melhor. O passado é algo a que não se deve voltar senão como um introspecção  que nos ilumine para que evitemos repetir os mesmos erros.

Um fio de esperança sobrevive porque um terço dos brasileiros mantém firme sua recusa em seguir nestes caminhos sombrios. Quem sabe ainda podem ser muito mais?

A construção de um império pela guerra permanente

 Tous les conflits provoqués par Moscou (Offensifs)

​Ces guerres ont été déclenchées par le pouvoir central moscovite pour s'agrandir, soumettre ses voisins ou imposer sa domination.


​Guerres d'unification moscovite (XIVe - XVe siècles) : Moscou attaque et absorbe les principautés voisines comme Tver, Riazan et la République de Novgorod (massacrée en 1478).

​Guerres de Kazan et d'Astrakhan (1552 - 1556) : Conquêtes brutales menées par Ivan le Terrible pour détruire les puissances tatares.

​Guerre de Livonie (1558 - 1583) : Tentative moscovite de prendre par la force les ports de la mer Baltique.

​Colonisation de la Sibérie (dès 1581) : Conquête militaire et assujettissement des peuples autochtones jusqu'au Pacifique.

​Démantèlement de la Pologne (XVIIIe siècle) : La Russie provoque la disparition de l'État polonais pour annexer de nouveaux territoires.

​Spoliation des terres Chinoises (1858 - 1860) : Moscou profite de la faiblesse de la Chine pour lui voler plus de 1,5 million de km^2 (traités d'Aigun et de Pékin).

​Guerre de Finlande (1808) : Invasion russe pour arracher ce territoire à la Suède.

​Guerres du Caucase (1817 - 1864) : Campagnes d'extermination et de soumission contre les peuples de la montagne.

​Guerre d'Hiver contre la Finlande (1939) : L'URSS envahit la Finlande pour obtenir des gains territoriaux.

​Écrasement du bloc de l'Est (1956 - 1968) : Invasions militaires de la Hongrie puis de la Tchécoslovaquie.

​Invasion de l'Afghanistan (1979) : Déploiement massif de l'armée rouge pour installer un régime pro-Moscou.

​Guerres modernes (1994 - Présent) : Invasions de la Tchétchénie, de la Géorgie (2008) et de l'Ukraine (2014 et 2022).


​Tous les conflits subis par Moscou (Défensifs)

​Ces guerres correspondent à des moments où le territoire moscovite ou russe a été attaqué par des puissances étrangères.


​Invasions de la Horde d'Or (XIIIe - XVe siècles) : Moscou naît sous la domination mongole et subit de nombreux raids dévastateurs.

​Occupation Polonaise (1610 - 1612) : Pendant le "Temps des Troubles", les troupes polonaises s'emparent de Moscou et du Kremlin.

​Invasion Suédoise (1708 - 1709) : Charles XII tente de renverser Pierre le Grand en envahissant le territoire russe.

​Campagne de Russie par Napoléon (1812) : La Grande Armée française envahit le pays et occupe Moscou.

​Première Guerre Mondiale (1914 - 1917) : L'Allemagne et l'Autriche-Hongrie lancent des offensives majeures sur le territoire de l'Empire russe.

​Seconde Guerre Mondiale (1941 - 1945) : L'invasion massive de l'URSS par l'Allemagne nazie.Sur ce point ,il faut lire mon analyse sur les responsabilités au sujet de la seconde guerre mondiale ,suite au accords République de Weimar et l'URSS.

​Comme vous pouvez le constater, le nombre de conflits provoqués par la Moscovie est bien plus élevé que le nombre de conflits qu'elle a subis. C'est cette dynamique offensive qui a permis au petit domaine de Moscou de devenir l'immense territoire que l'on connaît aujourd'hui...

#ZALOUJNY  #FreeUkrainianDefenders #TrumpIsANationalDisgrace #ukrainianarmy #standwithukriane #StandWithUkraine #trumpsupporters #zsupply #freeukraine #Zelensky #francislalane.


Primeiro relatório abrangente do ministro da Defesa da Ucrânia

Três Meses que Mudaram a Estratégia de Defesa da Ucrânia

Relatório dos primeiros três meses do Ministro da Defesa da Ucrânia

Desafios e doenças sistémicas. Décadas sem tratamento. Ausência total de objetivos e responsabilidade. Pessoas que devem ser presas versus talentos que precisam de oportunidade. Cultura de medo e mentira versus heroísmo e inovação.

A tarefa do Presidente é transformar o sistema o mais rapidamente possível, o que acelerará a detenção do inimigo no céu e em terra e esgotará a sua economia.

Resultados detalhados:

Bloqueio do Starlink: Proteção contra drones guiados, mudando a situação na frente.

After Action Review: Reação rápida a ataques e aumento da interceção aérea.

Comando Antiaéreo: Criação de comando especializado e novo vice-comandante.

Mecanismo Ramstein: Recorde de $38 mil milhões para 2026 e controlo de qualidade.

Reforma do Ministério: Nova estrutura para erradicar a corrupção a partir de 1 de abril.

Análise em tempo real: Causas de baixas e desempenho de brigadas seguidos ao vivo.

Compras por dados: Necessidades de drones via análise de dados, sem intervenção manual.

Salto Robótico: Mais drones num trimestre do que em todo o ano passado.

Sistema "e-Points": Bónus de combate e adiantamentos de 70% para produtores.

Mission Control: Monitorização em tempo real de todas as operações de drones.

Alta Tecnologia: Compras recorde de drones de fibra ótica e sistemas mid-strike.

Auditoria da Indústria: Fase um concluída; fim de esquemas de corrupção.

Reforma do Serviço: Mudança no recrutamento; 10 projetos prontos a lançar.

Logística de Frente: Início de compras em massa de carrinhas pickups.

Túneis Logísticos: Aceleração (4x) na construção de redes protegidas.

Estradas Militares: Restauro de vias críticas para a logística militar.

Integridade: Reformas na reparação de armas e garantia de qualidade.

Transformação Digital: Projetos desde "Reserve+" a processos em SAP.

Mísseis Patriot: Contrato recorde com a Alemanha para garantir o futuro.

Recorde de Março: 36.000 russos eliminados e perdas recorde de técnica inimiga.

Operações Profundas: Nova visão operacional e chegada de sistemas Midstrike.

Linha de Drones: Projetos que destroem cada quarto alvo no campo de batalha.

Capacidade de Corpos: Financiamento de regimentos de drones para corpos piloto.

Escalar o Sucesso: Mais verbas para as unidades mais eficazes de todas as forças.

Sinergia Drone-Assalto: ₴400M para integrar drones e unidades terrestres.

Artilharia de Longo Alcance: Concurso para 155mm (30+ km) com foco na produção nacional.

IA de Defesa: Abertura do Defense AI Center «A1» e formação.

Codificação Rápida: Redução do tempo entre o desenvolvimento e a entrega às tropas.

Defesa Privada: Simplificação para transferir armas e contratar snipers.

Compras Experimentais: Aprovação de ₴5 mil milhões para compras experimentais.

Alguns resultados não podem ser divulgados publicamente.

É importante que a maioria das doenças e causas dos problemas fundamentais que precisam de ser resolvidos tenham sido diagnosticadas. Com números, factos e nomes. É impossível construir um sistema eficaz com base em mentiras.

Agradeço aos soldados ucranianos pela heróica defesa da Ucrânia!

Agradeço ao Presidente a confiança. Agradeço ao parlamento que apoiou a nomeação.

Uma honra servir o povo ucraniano!

#UkraineDefense #MinistryOfDefense #MilitaryInnovation #DefenseTech #WarTransparency #AntiCorruption #VictoryStrategy #FutureWarfare #SlavaUkraini #StandWithUkraine #MilitaryReform #GlobalSecurity #ModernArmy #StrategicDefense #GuerraNaUcrânia #DefesaUcrânia #ReformaMilitar #JusticiaYDefensa

domingo, 26 de abril de 2026

The Big History of Globalization Told in Ten Pages - Andrey Korotayev (Academia.edu)

 

Conclusion: The Big History of Globalization Told in Ten Pages

Numerous approaches to studying globalization co-exist in global research of the phenomenon, which is perfectly understandable, as the multitude of its manifestations permeate nearly all spheres of human life from the individual level to the whole world. In this book we choose to view the history of globalization along the Big History lines, tracing the increasing complexity of trans-border interactions and flows paralleled by the emergence and spread of global institutions and processes. In this chapter, which concludes the book, we challenge ourselves with fitting the first four periods of the history of globalization (from its earliest signs coming with the Neolithic Revolution to the first “golden age” of globalization in the decades prior to World War I) and their major innovations and watersheds into ten pages.


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12 Conclusion: The Big History of Globalization


Conclusion: The Big History of Globalization The essence of globalization remains far from indisputable. Of the hundreds denitions of globalization, this book has followed the approach proposed by George Modelski, whose idea lay in combining two approaches: the connectivist approach that views globalization as an increase in transborder interactions, relations, and ows; and the institutional approach, which explains globalization as the emergence and evolution of global, planetary-scale institutions. Let us empha- size that institutionsis a wide term for Modelski, as it includes global free trade, multinational enterprises, global governance, worldwide social movements, ideologies, and so on (Modelski 2008). Thus, we have endeavored to analyze the history of globalization from two overlapping points of view, namely the emergence and expansion of various global networks, and the onset and development of global processes that brought deep changes to the human world. Our research has suggested an innovative periodization of the history of globali- zation. We have followed the approach from some recent works (Bayly 2004; Hopkins 2002; Robinson 2007; Hopper 2007; Holton 2011) in order to identify the ve macro-periods of globalization, namely archaic, proto-modern, early mod- ern, modern (with its climax in the rst golden ageof globalization), and the newest (post-modern) globalization. This book has covered the rst four periods. What is new, however, is the introduction of the concepts of phase transitions (large-scale qualitative changes in global connectivity and the development of the world) and periods of typogenesis and typostasis (emergence and spread of various innovative forms of social, political, and economic organization) as the basic notions to help provide a more detailed periodization within these macro-periods, especially the rst two.

Told in Ten Pages

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