domingo, 18 de outubro de 2026

Trump: bombardeie o Brasil nuclearmente! É o pedido dos bolsonaristas ao imperador hemisférico

Dos bolsonaristas eu esperava quase tudo, inclusive traição do dever elementar de defesa da pátria, entregando-a, por exemplo, ao novo imperador hemisférico, o desequilibrado dirigente americano, a quem eles devotam inacreditável submissão.
Mas eu. não esperava, e nunca imaginei que seria possível, a DESTRUIÇÃO DO BRASIL pelo próprio dirigente celerado, uma destruição que seria feito por nada menos que armas nucleares.
Vejam a foto!
Reproduzo comentário de um observador.
"Sim, apoiadores do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro levaram um míssil inflável com a frase em inglês “Trump nuke Brazil” (traduzida como um pedido para que o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, bombardeie o Brasil com armas nucleares) durante um ato político na Avenida Paulista, em São Paulo". [ Open AI; 15:58 Today]

Levantamento dos trabalhos de Paulo Roberto de Almeida em Academia.edu Núcleo da informação: Airton Dirceu Lemmertz: apresentação: PRA

Levantamento dos trabalhos de Paulo Roberto de Almeida em Academia.edu
Núcleo da informação: Airton Dirceu Lemmertz: apresentação: PRA
Brasília, 18 de outubro de 2026, 14 p.

Introdução PRA: Meu amigo informático. Airton Dirceu Lemmertz – não técnico, mas pelo menos um experimentador desembaraçado das ferramentas de Inteligência Artificial – vem conduzindo, ao longo dos anos, um acompanhamento sistemático de minha produção intelectual apresentada no meu blog Diplomatizzando, que representa apenas uma aproximação parcial dos meus trabalhos mais importantes, sendo que a apresentação é sempre sintética, uma vez que eu antes depositava trabalhos mais extensos (inclusive livros) em meu antigo blog (pralmeida.org). Esse blog foi descontinuado, por problemas do servidor (situado nos EUA, mas que ficou interrompido durante mais de um mês), tendo eu o desativado, a despeito de conter centenas, talvez alguns milhares de textos (Word, pdf, formatos diversos). A partir daí, cerca de dez anos atrás, ou seja, em torno de 2016, eu passei a depositar meus trabalhos mais extensos na plataforma Academia.edu, o que me permitiu continuar garantido livre acesso a estudantes e outros interessados a textos que eu colocava livremente à disposição, nos temas que me são caros, pelo estudo e pelo trabalho: política externa e diplomacia brasileira, relações internacionais, mas também economia (em geral e do Brasil) e política brasileira.
(...)
Ler a íntegra:
https://www.academia.edu/179210045/5500_Levantamento_dos_trabalhos_de_Paulo_Roberto_de_Almeida_em_Academia_edu_2026_
Blog Diplomatizzando:
https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/10/levantamento-dos-trabalhos-de-paulo.html 


Produção intelectual de Paulo Roberto de Almeida segundo o Perplexity IA

Apenas curiosidade:   

Produção intelectual de Paulo Roberto de Almeida segundo o Perplexity IA


Pesquisa efetuada e 18 outubro 2026.

Resultado:

Nota preventiva PRA: O site pessoal pralmeida.org foi descontinuado, por deficiência do provedor original. Um site provisório foi instituído no domínio pralmeida.net, mas ainda não se encontra plenamente operacional, ou seja, com todos os arquivos disponíveis anteriormente.

 

Para pesquisar a produção intelectual de Paulo Roberto de Almeida — diplomata de carreira (1977–2021), professor do Instituto Rio Branco e da UnB e ex-diretor do IPRI/MRE — os melhores pontos de partida são o site pessoal dele, o currículo Lattes, o Google Scholar e o perfil na Academia.edu.

Fontes prioritárias

Fonte

O que encontrar

Site pessoal: pralmeida.org

Seleção de livros publicados, com títulos, editoras, anos e informações sobre acesso a obras.

Currículo Lattes

Registro institucional e abrangente da produção acadêmica, incluindo livros, artigos, capítulos, orientações e atividades profissionais. O próprio autor indica o link do Lattes em seu perfil.

Google Scholar

Artigos científicos, citações, métricas e obras mais influentes; inclui trabalhos como Uma política externa engajada: a diplomacia do governo Lula e Relações internacionais e política externa do Brasil.

Academia.edu

Textos, ensaios, listagens de livros e materiais disponibilizados pelo autor; há perfis vinculados à UnB e ao Itamaraty.

Blog Diplomatizzando*

Produção mais recente, ensaios, resenhas, artigos de opinião e links para textos gratuitos.

SciELO, Google Scholar e bibliotecas universitárias

Artigos em periódicos como a Revista Brasileira de Política Internacional e livros acadêmicos sobre diplomacia econômica, política externa e relações internacionais do Brasil.

Como organizar a pesquisa

  1. Comece pelo Lattes para obter o inventário mais completo e atualizado da produção.
  2. Use o site pessoal para localizar livros e identificar quais obras estão disponíveis gratuitamente.
  3. Cruze com o Google Scholar para mapear artigos, citações e a recepção acadêmica de cada trabalho.
  4. Procure em catálogos institucionais — como Biblioteca Nacional, bibliotecas de universidades e da Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG) — para localizar edições impressas e digitais. Uma de suas obras, Formação da diplomacia econômica no Brasil, foi publicada pela Editora Senac-FUNAG.
  5. Consulte a Academia.edu e o blog para textos de circulação mais direta, versões preliminares, ensaios e materiais que podem não constar em bases acadêmicas convencionais.

Principais eixos temáticos

A produção dele concentra-se especialmente em:

  • História e sociologia da diplomacia brasileira.
  • Política externa brasileira, inclusive a diplomacia do governo Lula.
  • Diplomacia econômica e relações econômicas internacionais do Brasil.
  • Mercosul, integração regional e multilateralismo econômico.
  • Crítica e análise da política externa brasileira contemporânea.

Uma busca eficiente seria combinar, em bases acadêmicas, os termos: "Paulo Roberto de Almeida", "política externa brasileira", "diplomacia econômica", "Mercosul" e "Itamaraty".

Quais são os livros mais importantes do autor

Os livros mais importantes de Paulo Roberto de Almeida são, sobretudo, os que consolidaram sua interpretação da história diplomática, da política externa brasileira e da diplomacia econômica. Os títulos abaixo são os mais representativos para quem quer entender sua obra.

Obras centrais

Livro

Ano / edição relevante

Por que é importante

Formação da diplomacia econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império

2001; 3ª ed., FUNAG, 2017

Obra de referência sobre as origens históricas da diplomacia econômica brasileira, com duas edições ampliadas e forte circulação acadêmica.

Relações internacionais e política externa do Brasil: história e sociologia da diplomacia brasileira

2004

Um dos livros mais citados do autor e uma síntese abrangente de sua visão sobre a construção histórica e institucional da diplomacia brasileira.

O Brasil e o multilateralismo econômico

1999

Trabalho fundamental para compreender sua análise do Brasil nos regimes econômicos internacionais, comércio, desenvolvimento e negociação multilateral.

Mercosul: fundamentos e perspectivas

1998

Referência inicial e influente sobre o Mercosul, regionalismo e integração latino-americana.

Os primeiros anos do século XXI: o Brasil e as relações internacionais contemporâneas

2002

Exame amplo do posicionamento externo do Brasil no início do século XXI.

A ordem econômica mundial e a América Latina: ensaios sobre dois séculos de história econômica

2020

Reúne sua leitura de longo prazo sobre economia política internacional e a inserção latino-americana.

O Mercosul e o regionalismo latino-americano: ensaios selecionados, 1989–2020

2020

Coletânea que reúne três décadas de análise do autor sobre integração regional.

Obras políticas e polêmicas

A partir da década de 2010, Almeida passou a publicar também livros de intervenção crítica sobre a diplomacia brasileira contemporânea, com forte tom polêmico. Eles são importantes para acompanhar sua trajetória intelectual, embora sejam mais ensaísticos e menos neutros do que seus estudos históricos.

  • Nunca antes na diplomacia…: a política externa brasileira em tempos não convencionais (2016) — crítica da política externa dos governos petistas.
  • Contra a corrente: ensaios contrarianistas sobre as relações internacionais do Brasil, 2014–2018 (2019) — continuação dessa crítica, cobrindo o fim do período e a transição governamental.
  • Miséria da diplomacia: a destruição da inteligência no Itamaraty (2019) — obra de diagnóstico institucional e crítica da gestão diplomática.
  • Uma certa ideia do Itamaraty: a reconstrução da política externa e a restauração da diplomacia brasileira (2020) — análise do período posterior, com defesa de uma reconstrução institucional do Itamaraty.
  • O Itamaraty sequestrado: a destruição da diplomacia pelo Bolsolavismo, 2018–2021 (2021) — crítica contundente à política externa do governo Bolsonaro.
  • Apogeu e demolição da política externa brasileira: itinerários da diplomacia brasileira (2021) — síntese tardia e abrangente de sua avaliação da trajetória da política externa do país.

Por onde começar

Para uma leitura acadêmica e mais equilibrada, comece por Formação da diplomacia econômica no Brasil e Relações internacionais e política externa do Brasil.
Para entender sua posição crítica sobre a política externa recente, leia Nunca antes na diplomacia…, Miséria da diplomacia e Apogeu e demolição da política externa brasileira, nesta ordem aproximada.

Se o interesse for especificamente em Mercosul e integração regional, os títulos essenciais são Mercosul: fundamentos e perspectivas e O Mercosul e o regionalismo latino-americano.

 

 

Paulo Roberto de Almeida – PerplexityAI

Brasília, 18/10/2026, 4 p.

Disponível em Academia,edu, link:

Divulgado no blo Diplomatizzando, link:

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/10/producao-intelectual-de-paulo-roberto.html 

 

 

O voto no Brasil, história e situação atual : site da revista Oeste

 A revista Oeste tem uma excelente informação sobre o voto no Brasil, história e situação atual: 

 
https://revistaoeste.com/politica/eleicoes-2022/historia-do-voto-no-brasil-veja-a-evolucao-do-processo/?utm_source=google&utm_medium=cpc&utm_campaign=&utm_content=&utm_term=&gad_source=1&gad_campaignid=24048919125&gbraid=0AAAAACdwoJCKtWdXOUXdDDHs74W822_2N&gclid=CjwKCAjwuczWBhA9EiwAYGgEoVbSv9Og9Vqgmeuh123_W7oWaQU-0_SaUG1scTM_tGRAGm8ek1adNhoCxqQQAvD_BwE

Com Ricupero e Reale, intelectuais e ex-ministros entregam manifesto de apoio a Lula (Estadão)

Com Ricupero e Reale, intelectuais e ex-ministros entregam manifesto de apoio a Lula

Os signatários também afirmam que a candidatura de Flávio ameaça conquistas sociais consolidadas e a atuação diplomática brasileira

Estadão, 17/10/2026 

Um grupo de 16 intelectuais, economistas, acadêmicos e ex-integrantes de governos divulgou neste sábado, 17, uma declaração de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com críticas ao projeto representado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O documento foi entregue durante encontro no Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo, na região de Santa Cecília, na capital paulista. Participaram da agenda o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e os ex-ministros da Fazenda Fernando Haddad (PT), do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) e do Planejamento Simone Tebet (PSB).

Intitulado “Pela democracia, pela estabilidade, pelo desenvolvimento com justiça social e ambiental e pelo Brasil”, o manifesto afirma que a reeleição de Lula oferece melhores condições para preservar o equilíbrio institucional, os direitos e as liberdades democráticas. Em contraponto, diz que o projeto de Flávio representa riscos de retrocessos sociais e institucionais.

O manifesto é assinado por 15 nomes: Aloysio Nunes Ferreira, Beatriz Bracher, Beatriz Cardoso, Carlos Nobre, Claudia Costin, Eduardo Giannetti, Fabio Feldman, Floriano Pesaro, José Carlos Carvalho, José Carlos Dias, Izabella Teixeira, Miguel Reale Jr., Rosiska Darcy de Oliveira, Oscar Vilhena e Rubens Ricupero.

“Consideramos que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva oferece ao País melhores condições para assegurar esse equilíbrio institucional, preservar direitos e liberdades”, diz o texto.

Os signatários também afirmam que a candidatura de Flávio ameaça conquistas sociais consolidadas e a atuação diplomática brasileira. O documento cita riscos à interlocução internacional multilateral e defende a manutenção de canais de diálogo entre diferentes setores da sociedade.

A declaração ressalta, porém, que o apoio não significa concordância irrestrita com o atual governo. “Muitos de nós temos diferenças com o presidente Lula e críticas a seu governo, e preservaremos nossa independência para expressá-las”, afirma o manifesto. “Antes de apoio a um nome, esta manifestação é de apoio ao Brasil, ao nosso espaço nacional e aos seus valores fundamentais comuns.”

Entre as prioridades defendidas pelo grupo estão o crescimento econômico, a geração de empregos, a recuperação da capacidade industrial, o estímulo à inovação e o avanço da agricultura de baixo carbono. O documento também menciona educação, ciência, tecnologia e responsabilidade ambiental, além da preservação de florestas, recursos hídricos, biodiversidade e minerais estratégicos.

Na área institucional, os signatários defendem o respeito à diversidade e aos direitos fundamentais e afirmam que adversários políticos, instituições públicas, universidades, imprensa e organizações da sociedade civil não devem ser tratados como inimigos.

O texto também defende que o desenvolvimento econômico esteja associado à estabilidade, à preservação ambiental e ao uso responsável dos recursos naturais, com compromisso com as futuras gerações.

A ética da responsabilidade e o dilúvio fiscal - Rosalvo S. Sales

A ética da responsabilidade e o dilúvio fiscal

Reflexões às vésperas do segundo turno — outubro de 2026

Rosalvo S. Sales * 

        O primeiro turno de 4 de outubro confirmou o que as pesquisas vinham sinalizando ao longo do ano: o país chega dividido ao segundo turno, marcado para o dia 25. O senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente, com 47,05% dos votos válidos, contra 45,14% do presidente Lula (PT), e as sondagens mais recentes da Quaest e do Datafolha apontam 51% a 49% para o candidato da oposição — empate técnico, dentro da margem de erro. Seja qual for o resultado, o momento exige uma análise criteriosa das decisões tomadas neste ano e da conta que elas deixam para o próximo mandato.

        Diante da perspectiva concreta de derrota, o governo intensificou ao longo de 2026 a adoção de medidas de forte apelo popular. Levantamento da CNN Brasil publicado em julho somou ao menos R$ 256,9 bilhões em ações lançadas ou com efeitos no ano eleitoral, entre elas a ampliação da isenção do Imposto de Renda (R$ 31 bilhões), o Gás do Povo, a Luz do Povo, o Desenrola 2.0, novas linhas de crédito subsidiado via BNDES, o saque complementar do FGTS e subsídios a combustíveis. Boa parte desse volume tem natureza financeira ou extraorçamentária e, por isso, não aparece no limite de gastos do arcabouço fiscal nem no resultado primário — o que não a torna menos onerosa, apenas menos visível. A essas medidas somou-se, a 17 dias do primeiro turno, o reajuste de 15% do Bolsa Família — benefício que estava congelado desde 2023 —, com custo de R$ 5,8 bilhões ainda em 2026 e de cerca de R$ 22 bilhões a partir de 2027. Embora a reposição inflacionária seja defensável, a decisão obrigou o governo a refazer o projeto de Orçamento de 2027, enviado ao Congresso apenas duas semanas antes, no qual a própria equipe econômica não previa reajuste.

        Na reta final da campanha, a doze dias do segundo turno, o governo anunciou ainda um pacote para os microempreendedores individuais (MEIs): o perdão integral — principal, juros, multas e encargos — de cerca de R$ 12,9 bilhões em dívidas de 3,7 milhões de MEIs inscritas na Dívida Ativa da União; a compra, com desconto mínimo de 90%, de aproximadamente R$ 6 bilhões em dívidas bancárias, por meio de uma nova etapa do Desenrola; a elevação do teto de faturamento do MEI de R$ 81 mil para R$ 140 mil até 2028; e o “Pix MEI”, repasse a fundo perdido de até R$ 5 mil por empreendedor, em um programa de R$ 5 bilhões entre 2027 e 2030. O próprio Ministério da Fazenda estima renúncia de cerca de R$ 3 bilhões com o perdão das dívidas e de até R$ 3,4 bilhões por ano com a ampliação do teto, e o projeto dispensa a compensação exigida para novas renúncias de receita. É verdade que boa parte desses débitos já era considerada irrecuperável; ainda assim, o perdão de multas — mesmo condicionado a seis meses de pagamentos em dia — sinaliza a quem cumpre suas obrigações que a adimplência não compensa. O dado mais revelador, porém, é o calendário: anunciadas agora, as medidas dependem do Congresso e só produzirão efeitos a partir de 2027. O bônus eleitoral é colhido hoje; a conta fica para o próximo governo.

        Na mesma linha, o Congresso promulgou, em 16 de outubro, a emenda constitucional que extingue a escala 6x1 e institui a escala 5x2, com redução da jornada máxima de 44 para 42 horas semanais em 60 dias e para 40 horas um ano depois, sem redução salarial. A medida, defendida pelo governo e aprovada por ampla maioria — 75 votos a 1 no Senado —, tem evidente apelo popular e méritos sociais, mas foi votada às vésperas da eleição sem que o debate produzisse uma estimativa oficial e consensual de seus custos. Entidades e institutos apontam aumento de 7% a 8% no custo médio do trabalho (CNI e Ipea), e a CNI projeta queda de 0,7% no PIB do setor produtivo, além de pressão inflacionária. O efeito sobre a dívida pública é indireto, mas real: menor crescimento reduz a arrecadação, mais inflação adia a queda dos juros, e os contratos de serviços terceirizados mantidos pelo próprio poder público — limpeza, vigilância, saúde — tendem a ficar mais caros.

        Em “A política como vocação” (1919), Max Weber distinguiu a ética da convicção, que se satisfaz com a pureza das intenções, da ética da responsabilidade, que obriga o governante a responder pelas consequências previsíveis de seus atos. É por esse segundo critério que as medidas devem ser julgadas: mais do que especular sobre a intenção por trás delas, importa avaliar seus efeitos. A dívida bruta do governo geral, que era de 71,7% do PIB ao fim de 2022, alcançou 82,5% em julho de 2026, segundo o Banco Central. O mercado projeta 83,4% ao fim deste ano e 87% em 2027, e o Boletim Focus já fala em 90% em 2027 — patamar que, em janeiro, só era esperado para 2029. O próprio governo admite, em seus cenários oficiais, uma dívida próxima de 90% do PIB entre 2029 e 2030. Enquanto a meta oficial para 2026 é de superávit primário de 0,25% do PIB, os economistas esperam déficit de cerca de R$ 53 bilhões. Com a Selic ainda em 13,75% ao ano e quase metade da dívida federal (46,4%) atrelada a ela, cada ponto de juros pesa diretamente sobre as contas públicas.

        O quadro evoca a célebre frase “Après moi, le déluge” (Depois de mim, o dilúvio), atribuída a Luís XV ou à Madame de Pompadour por volta de 1757, que sintetiza o descaso com o futuro institucional e financeiro de uma nação após a transição de poder. A advertência, porém, vale nos dois sentidos: se o presidente for reeleito, será ele próprio o herdeiro do dilúvio. A questão central, portanto, não é apenas quem vencerá, mas quem pagará a conta — e a resposta, em qualquer cenário, é a sociedade brasileira, por meio de juros mais altos, crédito mais caro e menor espaço para o investimento público.

        Caso se confirme a vitória da oposição, a perspectiva de estabilização dependerá menos do nome do presidente do que da equipe que o cercar. O candidato, com trajetória parlamentar como deputado estadual e senador, não tem experiência prévia de gestão no Poder Executivo. Isso torna decisiva a capacidade de montar um corpo de ministros e assessores de reconhecida competência técnica, com credibilidade junto aos agentes econômicos e trânsito no Congresso, e de anunciar cedo, ainda na transição, os compromissos fiscais que pretende assumir.

        Qualquer que seja o vencedor, o próximo ciclo exigirá reformas estruturais e um ajuste fiscal substancial: revisão das despesas obrigatórias e de suas regras de indexação, reavaliação dos benefícios tributários, reforma administrativa e uma âncora crível para a trajetória da dívida. São medidas impopulares no curto prazo, mas indispensáveis para a recuperação econômica. O novo governo deverá enfrentar forte oposição política, escrutínio severo da imprensa e um Congresso que controla parcela relevante do Orçamento por meio de emendas — fatores que podem gerar focos de instabilidade.

        A experiência argentina, frequentemente citada como referência, oferece lições nos dois sentidos. O choque implementado por Javier Milei desde dezembro de 2023 produziu superávit fiscal, derrubou uma inflação que superava 200% ao ano e reduziu a pobreza de cerca de 53%, no primeiro semestre de 2024, para 28,2% no fim de 2025. Os dados mais recentes, contudo, mostram a fragilidade do caminho: a pobreza voltou a subir, para 32,3% no primeiro semestre de 2026, o emprego formal privado caiu por 13 meses seguidos e a atividade recuou 2,9% em julho. Além disso, o Brasil parte de outra realidade — não enfrenta hiperinflação, dispõe de reservas internacionais elevadas e tem um Orçamento engessado por vinculações constitucionais —, o que recomenda um ajuste firme, porém negociado e sustentável, e não a simples importação de um modelo de choque.

        O caminho para o êxito passa, portanto, por uma condução econômica firme, centrada no equilíbrio fiscal, na desregulamentação e na melhoria do ambiente de negócios, acompanhada de proteção focalizada aos mais vulneráveis e de diálogo permanente com o Congresso. O Brasil não precisa de um dilúvio para recomeçar; precisa de um governo — este ou o próximo — que pratique a ética da responsabilidade e esteja disposto a pagar o custo político de colocar a casa em ordem.

 

* Rosalvo S. Sales Jr. é engenheiro e empresário do setor naval e offshore. Contato: rosalvo.salesjr@gmail.com. As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

 

Fontes dos dados:

• Agência Senado, “Flávio Bolsonaro e Lula disputam o segundo turno”, 04/10/2026.

• O Povo, pesquisas Quaest (14/10/2026) e Datafolha (15/10/2026) para o segundo turno.

• CNN Brasil, “Ações do governo Lula somam ao menos R$ 256,9 bilhões no ano eleitoral”, 24/07/2026.

• Gazeta do Povo, “Governo admite deixar ‘herança’ de dívida pública em 90% do PIB”, 21/09/2026 (dados do Banco Central, PLOA 2027, IFI e Focus).

• Poder360, “Lula diz que não sabia que Bolsa Família ficou 3 anos sem reajuste”, 15/10/2026 (reajuste e custos informados pelo Ministério do Planejamento).

• Agência Brasil, “Perdão de dívidas de MEIs terá impacto de R$ 3 bilhões”, 13/10/2026; Brasil de Fato e SBT News, pacote para MEIs e Pix MEI, 13/10/2026.

• Portal O Dia, promulgação da PEC do fim da escala 6x1, 16/10/2026; Agência Senado, “Descanso ou recessão? Entenda a disputa sobre o fim da escala 6x1”, maio/2026.

• Forbes Brasil, relatório Prisma Fiscal de outubro, 15/10/2026 (projeções de déficit, dívida e Selic).

• La Nación / INDEC, pobreza na Argentina no 1º semestre de 2026, 24/09/2026.

 

sábado, 17 de outubro de 2026

Madame IA comenta minha postagem relacionada à lista de todas as postagens sobre eleições no meu blog Diplomatizzando em 2026

 

Madame IA comenta minha postagem relacionada à lista de todas as postagens sobre eleições no meu blog Diplomatizzando em 2026: 
 
Quais conclusões (objetivas e subjetivas) podemos extrair da postagem do link:
https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/10/postagens-sobre-eleicoes-no-blog.html   
("Postagens sobre eleições no blog Diplomatizzando até a véspera do segundo turno de 2026 - Paulo Roberto de Almeida")?
 
 Justifique detalhadamente e criticamente, em texto discursivo, a partir de fontes confiáveis.
A postagem feita pelo diplomata e professor Paulo Roberto de Almeida em 17 de outubro de 2026 oferece um inventário sistemático que permite extrair ricas conclusões objetivas e subjetivas sobre a inserção da política externa no debate eleitoral brasileiro. Em termos globais, o texto funciona como uma memória documental das reflexões do autor produzidas ao longo do ano de 2026, servindo como uma radiografia crítica do cenário político nacional na véspera do segundo turno daquelas eleições. A análise desse índice bibliográfico revela tanto dados concretos sobre o comportamento das instituições partidárias quanto as percepções íntimas de um observador experiente da diplomacia sobre a degradação do debate público no país.
Do ponto de vista das conclusões objetivas, a postagem explicita, em primeiro lugar, a intensa internacionalização do debate político e acadêmico promovido pelo autor. Fica evidente que grande parte da produção intelectual de Almeida em 2026 foi direcionada para interlocutores externos, especificamente por meio de conferências, notas de planejamento e comunicações enviadas à renomada Académie des Sciences d'Outre-Mer, em Paris. Esses textos foram elaborados predominantemente em língua francesa e inglesa, demonstrando o esforço de traduzir o complexo panorama eleitoral brasileiro para a comunidade internacional. Outro fato objetivo crucial presente nos resumos é o diagnóstico técnico do colapso do sistema político tradicional do país. O autor documenta formalmente o "desaparecimento de partidos, de programas e de reguladores isentos", apontando para uma desidratação institucional em que as legendas partidárias perderam suas identidades programáticas estruturadas e os órgãos de controle sofreram desgastes de neutralidade, fenômeno agravado pela crônica crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, empiricamente, a lista comprova o uso sistemático de plataformas digitais abertas, como o blog Diplomatizzando e o repositório Academia.edu, como trincheiras de preservação e difusão de conhecimento histórico contra o esquecimento.
No campo das conclusões subjetivas, o acervo listado deixa transparecer o profundo ceticismo e a indignação do diplomata em relação à qualidade do debate eleitoral contemporâneo. O autor expressa uma percepção de esvaziamento temático ao assinalar que um debate autêntico e qualificado sobre política externa simplesmente "não existe" nas campanhas presidenciais. Em seu lugar, a arena pública foi inundada por "invectivas sobre a defesa da soberania" por parte de uma vertente política e pela "incitação a uma interferência externa pelo chamado imperador hemisférico" por outra. Essa leitura crítica denota o incômodo do intelectual com a superficialidade e o maniqueísmo das discussões, que abandonaram o pragmatismo diplomático tradicional em prol de paixões ideológicas polarizadas. Subjetivamente, nota-se também o posicionamento firmemente combativo de Almeida contra o que qualifica como "extrema-direita" e "diplomacia bolsolavista", explicitando que seu trabalho intelectual assume um papel ativo de resistência em defesa da racionalidade e das liberdades democráticas, valores que ele enxerga sob constante ameaça no atual ecossistema político.
Criticamente, a junção dessas conclusões demonstra que a postagem não é um mero exercício de vaidade acadêmica, mas sim um ato de arqueologia política em tempo real. Ao cruzar dados pretéritos — como o resgate de debates de 2010 — com o cenário de 2026, Paulo Roberto de Almeida expõe uma triste constante histórica: a incapacidade das lideranças políticas brasileiras de tratar a inserção internacional do país como uma política de Estado perene, e não como mera extensão de suas guerrilhas ideológicas paroquiais. O ecletismo dos formatos (ensaios, entrevistas e até diálogos traduzidos e comentados por sistemas de Inteligência Artificial) ratifica a transição de uma diplomacia tradicionalmente insulada para um modelo de intelectual público que utiliza as redes para tentar restabelecer a lucidez na véspera de uma decisão eleitoral crucial. 
 

Eleições e SUS, tudo a ver - Drausio Varella (vídeo)

 Existem pequenas coisas que se tornam grandes, quando esclarecidas suas dimensões humanitárias, como esta mensagem de Drausio Varella, por exemplo.


 

Madame IA avalia minhas postagens em Academia.edu - Paulo Roberto de Almeida

  

Madame IA avalia minhas postagens em Academia.edu

 

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor

Airton Dirceu Lemmertz submete minha preocupação com a organização das minhas postagens em Academia.edu a três ferramentas de IA. Apenas transcrição dos comentários oferecidos.

  

Já contemplado por meu amigo informático Airton Dirceu Lemmertz com análises e avaliações feitas por diversas ferramentas de IA a respeito de minhas postagens no blog Diplomatizzando, ao longo dos últimos meses, coloquei a ele a possibilidade de efetuar algo similar em relação às minhas postagens em Academia.edu. Transcrevo em primeiro lugar, a consulta por mim efetuada:

 

Em sáb., 17 de out. de 2026 às 13:07, Paulo R. Almeida escreveu:

Caríssimo ADL,

Todos os dias tenho dezenas de “curiosos” em todas as partes do mundo, vendo, doscarregando materiais que eu postei na plataforma Academia.edu, a maior parte “made by PRA”, uma pequena parte de terceiros, mas também muito procurados (como os relatórios sobre a capacidade militar dos países). Abaixo posto apenas um exemplo.

Enquanto eu não puder ter um site decente (e não tenho capacidade, nem tempo para fazer eu mesmo; preciso de algum estudante cobrando pouco), vou colocando meus textos no Diplomatizzando ou em Academia.edu, mas sem muita organização, ou indexação correta ou adequada para recuperação fácil quando preciso. 

Vc já fez um trabalho excepcional com o Diplomatizzando. Eu me pergunto se algo pode ser feito em relação a Academia.edu.

Abaixo reproduzo poucos acessos de “visitantes” em Academia, sem os mapas e fotos, mas é interminável…

O abraço do 

---------------------------
Paulo Roberto de Almeida

 

Transcrevo agora, a reação oferecida por ADL, seguida das avaliações fornecidas por cada uma das ferramentas; esqueci, porém, de dizer, que minha página em Academia.edu já possui certa organização interna: 1) Textos em série; 2) Livros próprios; 3) Organizados; 4) Capítulos de livros; 5) Ensaios publicados em journals; 6) artigos em revistas e jornais; e muitas outras categorias, como apresentações, resenhas de livros, etc. Em todo caso, vamos ver agora o que escreveu ADL, seguido das respostas de três demoiselles da IA:

 

Olá!

Em anexo, 3 PDFs com a resposta de 3 IAs (Gemini, ChatGPT, Perplexity). Três respostas genéricas e superficiais (praticamente uma reescrita dos 3 diálogos nossos). Se eu tivesse insistido e com mais detalhes, talvez tivessem dado respostas mais adequadas e práticas. Enfim, em outro momento, continuo.

Esses 3 modelos eu uso porque têm versões gratuitas e sem cadastro.

Mas, se alguém tiver que usar uma versão paga, para grandes arquivos textuais, aparentemente a melhor opção é Claude (pelo menos é o que tenho visto em outras mídias, salvo ledo engano meu).

Att., DL

 

A demanda de ADL foi feita nos seguintes termos:

Em uma análise conjunta e sequencial desses três trechos, qual a proposta de solução para o problema central que foi exposto? Responda em um texto discursivo (apenas frases e parágrafos).

 

Aqui o comentário de Perplexity:

A análise conjunta e sequencial dos três trechos revela que o problema central consiste na desorganização, falta de indexação e dispersão do vasto acervo intelectual do diplomata Paulo Roberto de Almeida na plataforma Academia.edu, destino de quase toda a sua produção após a perda de seu site pessoal original.

Essa falta de estruturação dificulta a recuperação rápida dos textos pelo próprio autor, apesar de os materiais possuírem alta qualidade e atraírem diariamente dezenas de leitores e robôs de mineração de dados ao redor do mundo.

A proposta de solução central para esse problema baseia-se no uso estratégico da Inteligência Artificial para realizar um mapeamento e uma curadoria digital automatizada desse repositório. A ideia inicial é utilizar modelos de linguagem para examinar a totalidade dos arquivos autorais depositados na plataforma, realizando uma varredura capaz de coletar, organizar e sintetizar o material disperso. Essa triagem tecnológica funcionaria como uma ferramenta de indexação para gerar um inventário estruturado da produção do autor.

Além do emprego da tecnologia, a solução proposta desenha-se por meio de uma ação colaborativa e prática entre os interlocutores. O participante ADL sinaliza a intenção de formular uma estratégia para aplicar a Inteligência Artificial sobre o conjunto de trabalhos contidos na plataforma. Paralelamente, aponta-se para a necessidade de suporte humano complementar, como o auxílio futuro de um estudante para a construção de um novo site institucional que possa abrigar e organizar definitivamente esses textos de forma acessível e recuperável.

 

Aqui o comentário de ChatGPT

O ChatGPT disse:

A proposta de solução para o problema central exposto nos três trechos consiste em realizar um trabalho sistemático de levantamento, organização, indexação e análise do acervo intelectual de Paulo Roberto de Almeida (PRA), disponibilizado principalmente na plataforma Academia.edu, com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial. O objetivo seria transformar um conjunto numeroso, disperso e pouco organizado de publicações em um acervo digital estruturado, de fácil consulta e recuperação, que permitisse identificar, localizar e relacionar os trabalhos autorais do diplomata e pesquisador, preservando também a possibilidade de distinguir sua produção própria dos materiais de terceiros.

No primeiro trecho, surge a ideia de encomendar à inteligência artificial um exame abrangente dos arquivos publicados no Academia.edu, privilegiando os textos autorais, que correspondem à maior parte das postagens. A intenção não seria apenas catalogar os documentos, mas também explorar as possibilidades de recuperação de informações dispersas, estabelecer conexões temáticas e cronológicas entre os trabalhos e reconstruir, a partir deles, a trajetória intelectual e profissional do autor. Essa iniciativa permitiria, por exemplo, recuperar análises históricas sobre a política externa brasileira, identificar a evolução de suas interpretações e reunir informações relevantes que, embora presentes nos documentos, se encontram dispersas em um acervo de difícil navegação.

O segundo trecho introduz uma dificuldade prática: o acesso à área de estatísticas de leitores do Academia.edu apresentou problemas, e o interlocutor reconhece que ainda não realizou o exame proposto. Ao mesmo tempo, observa que os numerosos acessos e downloads podem decorrer tanto do interesse de pesquisadores e leitores quanto da atividade automatizada de sistemas de inteligência artificial que coletam e processam conteúdos disponíveis na internet. Essa constatação reforça a importância do acervo, mas também evidencia que a quantidade de acessos, isoladamente, não substitui a necessidade de organizar e tornar intelectualmente aproveitável o conteúdo publicado.

No terceiro trecho, o problema é apresentado de maneira mais concreta. A produção de PRA encontra-se distribuída entre o blog Diplomatizzando e a plataforma Academia.edu, sem organização, indexação ou mecanismos adequados de recuperação. Embora os documentos sejam consultados por pessoas de diferentes países, o próprio autor enfrenta dificuldades para localizar seus textos quando necessita deles. A ausência de um site pessoal bem estruturado, somada à falta de tempo e de recursos para desenvolver uma solução própria, torna necessária uma alternativa viável, econômica e que não dependa da construção imediata de uma nova plataforma.

Assim, a solução proposta é desenvolver um projeto de organização e sistematização digital do acervo, utilizando inteligência artificial para auxiliar na identificação dos documentos autorais, na elaboração de um catálogo ou índice geral, na classificação por temas, períodos e áreas de conhecimento, na identificação de duplicatas e na criação de mecanismos de busca que permitam recuperar rapidamente os textos desejados. Em uma etapa posterior, seria possível produzir sínteses temáticas, cronologias, bibliografias comentadas e mapas das relações entre os trabalhos, ampliando o valor do material tanto para o próprio autor quanto para pesquisadores, estudantes e outros interessados.

Para viabilizar o projeto, seria necessário começar pelo levantamento dos documentos efetivamente acessíveis, verificar as possibilidades de obtenção dos arquivos e metadados da plataforma e estabelecer um procedimento de análise que pudesse ser executado por etapas. A inteligência artificial poderia apoiar a classificação e o processamento dos textos, enquanto uma revisão humana garantiria a qualidade dos registros, a fidelidade das informações e a identificação correta da autoria. O resultado poderia ser organizado em uma base de dados pesquisável ou em um repositório digital com índice temático e cronológico, sem exigir, inicialmente, a criação de um site inteiramente novo.

Em síntese, a proposta consiste em aproveitar a inteligência artificial para converter um acervo acadêmico extenso, valioso e amplamente consultado, mas disperso e desorganizado, em um sistema estruturado de preservação, pesquisa e recuperação do conhecimento. O foco principal não é investigar quem acessa ou baixa os documentos, nem simplesmente contabilizar sua popularidade, mas tornar o conteúdo autoral de PRA acessível, organizado, inter-relacionado e reutilizável, superando as limitações atuais do Academia.edu e do Diplomatizzando como instrumentos de gestão de sua própria produção intelectual.

https://chatgpt.com/uc/6ad3a1aa-a90c-83ea-b8d7-842e75b792e5

 

Finalmente, o comentário de Gemini:

A análise conjunta e sequencial dos três trechos revela que o problema central consiste na desorganização, falta de indexação e dispersão do vasto acervo intelectual do diplomata Paulo Roberto de Almeida na plataforma Academia.edu, destino de quase toda a sua produção após a perda de seu site pessoal original.

Essa falta de estruturação dificulta a recuperação rápida dos textos pelo próprio autor, apesar de os materiais possuírem alta qualidade e atraírem diariamente dezenas de leitores e robôs de mineração de dados ao redor do mundo.

A proposta de solução central para esse problema baseia-se no uso estratégico da Inteligência Artificial para realizar um mapeamento e uma curadoria digital automatizada desse repositório. A ideia inicial é utilizar modelos de linguagem para examinar a totalidade dos arquivos autorais depositados na plataforma, realizando uma varredura capaz de coletar, organizar e sintetizar o material disperso. Essa triagem tecnológica funcionaria como uma ferramenta de indexação para gerar um inventário estruturado da produção do autor.

Além do emprego da tecnologia, a solução proposta desenha-se por meio de uma ação colaborativa e prática entre os interlocutores. O participante ADL sinaliza a intenção de formular uma estratégia para aplicar a Inteligência Artificial sobre o conjunto de trabalhos contidos na plataforma. Paralelamente, aponta-se para a necessidade de suporte humano complementar, como o auxílio futuro de um estudante para a construção de um novo site institucional que possa abrigar e organizar definitivamente esses textos de forma acessível e recuperável.

 

Nota final PRA: tenho de parar, um pouco que seja, de escrever com dotes próprios de Inteligência Natural, e passar a penetrar, absorver e aprender as regras simples de uso dessas ferramentas de IA, para eu mesmo realizar tarefas que requerem um mínimo de conhecimento do funcionamento desses instrumentos e passar a coordenar o trabalho que pode ser feito na barafunda de textos que já produzi desde 1968.

Alea jacta...

 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5497: 17 outubro 2026, 4 p.

Divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/10/madame-ia-avalia-minhas-postagens-em.html)

 

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