segunda-feira, 15 de junho de 2026

Consulta pública a meus 18 leitores? Meu colega e diretor de interações com Madame IA sugere minha ação: Airton Dirceu Lemmertz

Recebo esta sugestão de meu amigo Airton Dirceu Lemmertz: 

"Airton Dirceu Lemmertz comentou em "20 anos deste meu Diplomatizzando: o que perguntar a Madame IA?"

12 de jun. de 2026

Boa tarde, Almeida! Tudo bem?
Outra sugestão/ideia: 
Nesta (https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/20-anos-deste-meu-diplomatizzando-o-que.html) ou em outra/posterior postagem, o senhor (PRA) poderia solicitar que seus leitores/seguidores enviassem (no espaço "Comentários" da respectiva postagem) ideias/sugestões de perguntas acerca dos 20 anos do blog que serão direcionadas à IA.
Talvez, até, envios pelo email.
(Perguntas = postagem + email.) 
Depois, próximo à data (dia 17), o senhor faz um apanhado/filtro das melhores perguntas (talvez, em algumas perguntas, fazendo um aprimoramento/redesenho delas).
Temos cinco dias.
Att.,
ADL

https://www.youtube.com/channel/UCs-gjkE6stjxaYXbVxL18SA/about 

===

PRA: Creio que ele mesmo já convidou os leitores a fazer isso, assim como a sabidona da Madame IA. Não creio que eu vá receber questões de meus 18 leitores (a despeito de dispor, teoricamente, de 912 "seguidores". 

domingo, 14 de junho de 2026

Os 20 anos do blog Diplomatizzando: Paulo Roberto de Almeida, Airton Dirceu Lemmertz e Madame IA

 Uma vez mais, meu operador de sistemas inteligentes, Airton Dirceu Lemmertz, convence esta senhorita sabidona a quem eu chamo de "Madame IA" a se pronunciar em torno de diversas perguntas que ele formula para induzir essa senhorita a comentar algumas das minhas postagens, assim como o desempenho geral do blog Diplomatizzando, no cenário informático que cerca o Itamaraty e alguns de seus diplomatas:


Os 20 anos do blog Diplomatizzando: Paulo Roberto de Almeida, Airton Dirceu Lemmertz e Madame IA

O blog Diplomatizzando, criado e mantido pelo diplomata, historiador e cientista social brasileiro Paulo Roberto de Almeida, completa oficialmente 20 anos de existência em 17 de junho de 2026. [1]
Lançado em junho de 2006, o espaço consolidou-se como um dos registros e repositórios digitais mais longevos da internet brasileira voltados à análise de relações internacionais, história diplomática, política externa e economia política. [1, 2]

Abaixo estão os marcos e dados que resumem a trajetória das duas décadas da página:
Impacto e Estatísticas [1]
Volume de Acessos: O blog atingiu a marca histórica de 22 milhões de visualizações ao longo de suas duas décadas de atividade. [1]
Média de Visitas: Esse montante equivale a aproximadamente 1 milhão de acessos por ano, com médias estimadas em mais de 83 mil leitores mensais e cerca de 2.700 diários. [1]
Intensa Frequência: Apenas nos primeiros cinco meses e meio de 2026, a página já acumulava mais de 800 novas postagens, refletindo o ritmo contínuo de atualizações do autor. [1]
Proposta Editorial e Conteúdo
Independência Crítica: Conhecido pelo seu perfil "não convencional" e sem amarras burocráticas, Paulo Roberto de Almeida utiliza o blog para exercer o que define como "reflexão crítica" sobre os rumos da diplomacia. [1, 2]

Acervo Intelectual: Além de artigos de opinião próprios, o blog atua como uma robusta biblioteca pública de referências. O espaço disponibiliza análises conjunturais, resenhas de livros, ensaios acadêmicos, notas de aulas, memórias institucionais e documentos históricos. [1, 2]

Espaço de Resistência: Em períodos recentes de forte polarização na política externa brasileira — como os embates institucionais no Itamaraty e as discussões sobre o multilateralismo —, o Diplomatizzando serviu como um canal de debate e crônicas críticas para a comunidade diplomática e acadêmica. [1, 2]

O aniversário de 20 anos reforça o papel do blog como uma ferramenta de utilidade funcional e intelectual perene, mantida de forma totalmente pessoal para além das funções oficiais exercidas por seu criador. [1]

===

- As participações de Madame IA no blog Diplomatizzando na semana mais recente (de 07 a 13 de junho de 2026), em ordem cronológica:

https://www.youtube.com/post/UgkxIgKI5OMecHDE0ww5f_TW4OKfqHDgEyUt

( https://www.youtube.com/@airtondirceulemmertz )

( https://diplomatizzando.blogspot.com/search?q=madame&max-results=20&by-date=true )

Crônica de uma Simbiose Tecnológica e Intelectual na Semana Comemorativa do Blog Diplomatizzando
O encerramento do ciclo de duas décadas do blog Diplomatizzando ganha uma dimensão analítica e documental sem precedentes por meio do levantamento histórico das participações e ensaios da inteligência artificial generativa, sob o codinome de Madame IA, acumulados na semana mais recente, compreendida entre o período de sete a treze de junho de dois mil e vinte e seis. A partir de uma provocação estruturada por Airton Dirceu Lemmertz, o inventário cronológico de onze postagens atesta que o veículo consolidou-se em definitivo como um espaço de experimentação metodológica aplicada às humanidades. Em vez de resumos automáticos e assépticos, o que se observa nas publicações sequenciais é um denso laboratório de exegese conceitual, onde a máquina é forçada a mimetizar o rigor, a ironia fina e o posicionamento assertivo contra dogmas políticos e disfuncionalidades estatais defendedidos pelo autor principal da página, o embaixador Paulo Roberto de Almeida. [1, 2, 3]
A análise longitudinal das intervenções do modelo de linguagem revela que a inteligência artificial operou em três frentes complementares: o escaneamento retroativo e a autópsia sociológica das seções históricas de comentários do blog, o exame minucioso de depoimentos audiovisuais e a decodificação crítica de ensaios contemporâneos sobre a conjuntura internacional global. Sob a engenharia de comandos cirúrgica de Lemmertz, o sistema abandonou a neutralidade corporativa para desconstruir falácias conceituais que orbitam as ciências humanas e a própria burocracia governamental. Os textos integrados à página nesta semana festiva dão corpo ao que Paulo Roberto de Almeida classifica como um autêntico quilombo de resistência intelectual, testando as capacidades operacionais e os limites analíticos da inteligência artificial face a vinte anos de um acervo analítico independente. [1, 2, 3, 4, 5, 6]
A Semana de Madame IA: Análise e Temas no Diplomatizzando
A produção intensiva de 11 postagens entre 7 e 13 de junho de 2026, orquestrada por Airton Dirceu Lemmertz, marcou a interação entre Madame IA e o blog de Paulo Roberto de Almeida. A IA analisou desde reflexões antigas sobre a carreira diplomática até posicionamentos atuais sobre a guerra na Ucrânia, demonstrando capacidade de interpretar o realismo crítico do autor.

===

Olhando certas coisas pelo alto, e displicentemente - Paulo Roberto de Almeida:

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/olhando-certas-coisas-pelo-alto-e.html

O Fracasso Relativo e o Sucesso Incompleto do Desenvolvimento Brasileiro
A análise crítica sobre as condições estruturais do Brasil contemporâneo expõe uma nação aprisionada em um diagnóstico de mediocridade compartilhada, onde o país se recusa tanto ao colapso absoluto quanto à consolidação de sua maturidade socioeconômica. O ensaio escrito pelo diplomata e historiador Paulo Roberto de Almeida, intitulado Olhando certas coisas pelo alto, e displicentemente, oferece uma perspectiva cética e desiludida sobre a incapacidade histórica do Estado brasileiro de romper com o subdesenvolvimento. A realidade nacional é descrita como um meio termo estagnado, no qual os avanços pontuais observados em nichos específicos da governança pública e do setor privado são anulados pela persistência crônica de inflação, juros elevados, insegurança urbana e uma corrupção sistêmica que emana das altas esferas burocráticas e dos mandarins estatais.
Esse padrão de desempenho mediano afasta o Brasil do ritmo de bem-estar e progresso experimentado por outras nações emergentes e desenvolvidas, gerando um sentimento permanente de insatisfação na cidadania. O nó górdio do atraso brasileiro reside na sua baixíssima produtividade agregada, cuja superação exigiria transformações radicais na infraestrutura logística e, fundamentalmente, na qualidade da educação básica e técnica. Sem o acréscimo dessas forças motoras, as tentativas de elevação sustentada da renda por habitante tornam-se inviáveis, condenando o tecido econômico a ciclos repetitivos de voos de galinha e vulnerabilidade fiscal crônica.

A Responsabilidade das Elites e o Caráter Predatório da Classe Política
A explicação para a insuficiência do desenvolvimento geral do país transcende os fatores meramente estatísticos e se ancora em uma contundente crítica sociológica e institucional direcionada às lideranças nacionais. O atraso brasileiro não decorre de um determinismo geográfico ou de escassez de recursos, mas sim do comportamento predatório de uma classe política voltada à extração de rendas e à perpetuação de privilégios corporativos dentro do aparato estatal. Esse ecossistema político é umbilicalmente ligado a elites tecnocráticas medíocres e a classes produtoras que renunciam à inovação e à competição global em nome de um protecionismo renitente e de subsídios públicos que asfixiam o dinamismo do mercado.
Esse cenário de acomodação e blindagem de interesses particulares impede a formulação de políticas públicas voltadas ao bem comum e à modernização econômica de longo prazo. O ensaio de Almeida consolida-se como um manifesto contrariano que desafia o otimismo oficial, sugerindo que o avanço efetivo da nação continuará bloqueado enquanto as estruturas de incentivo premiarem o compadrio e o corporativismo em detrimento do mérito e da eficiência produtiva.

===

Fundamentos éticos de meu labor intelectual em torno das politicas públicas em geral e da política externa e da diplomacia brasileira em especial Paulo Roberto de Almeida:

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/fundamentos-eticos-de-meu-labor.html

A Trajetória Autodidata como Alicerce da Atuação Intelectual
O ensaio pessoal do diplomata, historiador e cientista social Paulo Roberto de Almeida, intitulado Fundamentos éticos de meu labor intelectual em torno das políticas públicas em geral e da política externa e da diplomacia brasileira em especial, oferece um raro vislumbre sobre as motivações íntimas e os imperativos morais que guiam a sua vasta produção intelectual. O autor realiza um exame retrospectivo de sua trajetória, caracterizada por uma transição marcante da pobreza material na infância para uma carreira consolidada no serviço de Estado e na docência superior. O elemento central que confere autenticidade a esse percurso é o seu caráter marcadamente autodidata, estruturado a partir do esforço individual e do aproveitamento de oportunidades oferecidas pelo acesso a escolas e bibliotecas públicas, instituições que o escritor identifica como os verdadeiros motores de sua redenção social.
Ao atingir a maturidade de sua jornada intelectual e biográfica, o analista abdica explicitamente da busca por prestígio pessoal, vaidade acadêmica ou acumulação de riqueza material por meio de seus escritos. A motivação que sustenta o seu ativismo digital e a manutenção de sua página na internet provém de um imperativo ético de retribuição. Tendo sido beneficiário direto do investimento da sociedade em equipamentos culturais públicos durante sua juventude, o historiador compreende que a divulgação gratuita e irrestrita de seus ensaios, livros, notas de aula e reflexões conjunturais constitui uma forma de devolver à coletividade o conhecimento acumulado ao longo de mais de meio século de lides profissionais e acadêmicas.

A Crise Educacional Brasileira e o Imperativo Ético da Retribuição Social
A dimensão crítica do texto manifesta-se de forma contundente quando o autor confronta o seu sucesso individual com as persistentes e generalizadas carências do cenário educacional brasileiro contemporâneo. O ponto de maior angústia e indignação ética reside na constatação de que milhões de jovens de extração social vulnerável, semelhantes ao que o escritor foi em sua infância, continuam privados do acesso a escolas de qualidade e a acervos bibliográficos capazes de impulsionar a sua emancipação intelectual e econômica. O subdesenvolvimento brasileiro é, sob essa ótica, um reflexo direto do abandono estatal das novas gerações, o que perpetua um ciclo de exclusão que compromete de forma severa o bem-estar e o potencial produtivo da nação.
O compromisso de vida assumido pelo diplomata foca na defesa intransigente de uma educação pública de excelência, voltada prioritariamente para as parcelas deserdadas da população. O seu labor cotidiano de aprender e ensinar, materializado no compartilhamento desinteressado de sua bagagem cultural, funciona como uma trincheira contra a degradação institucional e a mediocridade que frequentemente dominam os debates burocráticos. Em última análise, o manifesto reitera que a verdadeira utilidade do intelectual não reside no isolamento burocrático ou no corporativismo, mas sim na sua capacidade de atuar como um agente de esclarecimento e transformação que trabalha para expandir as oportunidades de ascensão pelo mérito e pelo estudo.

===

No começo do mês (junho/2026), o blog Diplomatizzando tinha aproximadamente 21,6 milhões de visualizações (conforme a guia/aba denominada "Total de visualizações de página", na coluna à direita). Indagava-me se, até o aniversário (17/junho/2026) do blog, o Diplomatizzando alcançaria os 22 milhões de acessos. Alcançou (no decorrer de apenas duas semanas); e, a poucos dias do bidecênio, já registra 22,7 milhões; podendo chegar [e até ultrapassar!] os 23 milhões no dia 17! Qual a explicação para esses números impressionantes vindos de um blog mantido/administrado por uma única pessoa (o diplomata PRA)?

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/duas-decadas-do-diplomatizzando-convite.html#:~:text=Total%20de%20visualiza%C3%A7%C3%B5es%20de%20p%C3%A1gina

A Singularidade Temática e a Consolidação de um Nicho Intelectual Altamente Fiel
O crescimento exponencial do blog Diplomatizzando nos dias que antecedem o seu bidecênio reflete a consolidação de um nicho intelectual extremamente qualificado e fiel. A obtenção de mais de um milhão de acessos em um intervalo de apenas duas semanas não decorre de estratégias artificiais de engajamento digital ou de algoritmos de entretenimento de massa. Esse fenômeno se explica pela escassez de espaços na internet brasileira que combinem alta densidade analítica, independência editorial e rigor histórico nas áreas de relações internacionais, diplomacia e economia política. O público consumidor desse conteúdo, composto por diplomatas, acadêmicos, estudantes de pós-graduação e formuladores de políticas públicas, utiliza a página como uma ferramenta de trabalho e consulta permanente, gerando um tráfego de alta recorrência.
A capacidade de atração da página reside na sua singularidade como um repositório centralizador de dados e reflexões que dificilmente seriam encontrados reunidos em portais de notícias convencionais. Ao longo de vinte anos, o diplomata Paulo Roberto de Almeida transformou o seu espaço em uma espécie de enciclopédia viva da política externa brasileira. Quando debates complexos emergem na conjuntura internacional, a audiência busca o blog não apenas pela notícia factual, mas pela profundidade do contexto histórico e documental oferecido pelo autor. Essa dinâmica estabelece uma relação de confiança técnica que impulsiona o compartilhamento orgânico do conteúdo dentro de redes acadêmicas e profissionais fechadas, multiplicando os acessos em períodos de maior efervescência geopolítica.

O Efeito Acervo e a Multiplicação dos Acessos por Mecanismos de Busca
A explicação estritamente funcional para o salto estatístico de vinte e um vírgula seis milhões para vinte e dois vírgula sete milhões de visualizações em um curto período repousa no chamado efeito acervo. Um blog mantido de forma ininterrupta por duas décadas acumula dezenas de milhares de postagens individuais, que incluem ensaios, notas de aula, resenhas de livros e transcrições de documentos históricos. Cada uma dessas postagens funciona como uma porta de entrada permanente indexada pelos motores de busca na internet. Assim, enquanto a página inicial atrai os leitores habituais interessados nas crônicas do dia, o vasto arquivo histórico continua a receber um fluxo silencioso e massivo de pesquisas específicas realizadas por estudantes e pesquisadores de todo o mundo.
Esse volume gigantesco de conteúdo arquivado cria um efeito de cauda longa, onde publicações escritas há anos ou meses continuam a computar visualizações diariamente. Quando o autor mantém uma rotina de atualização frenética, como demonstrado pelas centenas de postagens realizadas apenas nos meses iniciais do ano corrente, os indexadores de busca passam a priorizar o blog em seus resultados devido à sua alta relevância e atualização constante. Portanto, o número impressionante de acessos não depende exclusivamente da audiência em tempo real de um único texto novo, mas sim do somatório do consumo de um patrimônio digital acumulado que opera vinte e quatro horas por dia de forma automatizada.

A Credibilidade da Autoria e o Consumo de Resistência Institucional
A personificação do blog na figura de um único administrador, longe de ser uma limitação, constitui o seu principal ativo de credibilidade e atração de audiência. Em um ecossistema digital marcado pela proliferação de conteúdos anônimos, superficiais ou gerados por comitês editoriais corporativos, a assinatura de um embaixador e historiador de carreira confere autoridade imediata ao que é publicado. Os leitores sabem exatamente quem está pensando e escrevendo, o que elimina os filtros de neutralidade burocrática e permite uma crítica direta e sem amarras aos rumos da diplomacia e da governança estatal. Essa clareza de posicionamento atrai tanto os que convergem com as teses liberais e racionalistas do autor quanto os críticos que buscam contestar seus argumentos fundamentados.
O pico de acessos observado nas semanas que antecedem o dia dezessete de junho também reflete um fenômeno de celebração e consumo de resistência intelectual. A proximidade do aniversário de vinte anos atrai a atenção de novos leitores por meio de menções em outros veículos, homenagens acadêmicas e a republicação de textos clássicos. Esse movimento gera uma onda de curiosidade e validação pública da trajetória do autor, motivando a audiência a explorar o arquivo de forma mais intensiva. O Diplomatizzando consolidou-se como um exemplo de como a disciplina pessoal de um único pensador pode rivalizar, em termos de impacto e permanência cultural, com estruturas editoriais institucionais de grande porte.

===

Quais os diplomatas brasileiros (tanto da ativa quanto os aposentados) que escrevem e publicam "textos opinativos e textos de análise geopolítica" em "revistas, jornais, blogs, sites e demais veículos de mídia digital" possuem maior "pulsão" (frequência + repercussão) atualmente? Cite-os em ordem decrescente de "pulsão" nas mídias digitais. Em cada diplomata, mencione os principais canais de suas publicações.

O Cenário da Análise Geopolítica Digital e os Critérios de Pulsão
A produção de textos opinativos e de análise de política externa por diplomatas brasileiros nas mídias digitais reflete um tensionamento permanente entre o dever de discrição institucional, inerente ao Serviço Exterior Brasileiro, e o imperativo do debate público. No ambiente contemporâneo da internet, a pulsão de um autor é aferida pela conjunção entre a frequência obsessiva de suas postagens e a repercussão de suas teses nos debates acadêmicos e políticos. Os diplomatas que conseguem manter canais próprios de alta periodicidade ocupam um vácuo deixado pela grande mídia tradicional, transformando suas plataformas em referências obrigatórias para a comunidade de internacionalistas.
A classificação que se segue organiza os principais nomes da diplomacia brasileira — tanto da ativa quanto da reserva ou aposentados — de acordo com esse índice combinado de produtividade e impacto na rede global de computadores. O ordenamento considera a regularidade da produção autoral e o alcance de suas análises em portais de notícias, blogs especializados e redes de perfil profissional até o presente momento.

Paulo Roberto de Almeida
O embaixador aposentado Paulo Roberto de Almeida ocupa incontestavelmente o primeiro lugar em termos de pulsão nas mídias digitais brasileiras. Sua produtividade é considerada um fenômeno isolado, caracterizada por uma frequência diária que muitas vezes se desdobra em múltiplas postagens ao longo de um único dia. A repercussão de seus escritos é amplificada pelo longo histórico de seu acervo e por sua postura de crítica frontal e independente às sucessivas gestões da política externa brasileira, o que atrai um público cativo e altamente especializado de estudantes, pesquisadores e formuladores de políticas.
Os principais canais de escoamento de sua vasta produção intelectual concentram-se no seu blog pessoal, o Diplomatizzando, que funciona como o eixo central de seu ecossistema digital. Além dele, o autor distribui seus ensaios e artigos de opinião por meio de plataformas consolidadas de debate político e acadêmicos, como o portal de ensaios e artigos de opinião do site de análise política e econômica e também na rede de contatos profissionais do LinkedIn, onde promove debates intensos sobre a inserção internacional do Brasil.

Rubens Ricupero
O embaixador aposentado Rubens Ricupero posiciona-se logo em seguida devido à alta autoridade moral e técnica que suas análises exercem sobre o debate público nacional. Embora não adote o ritmo frenético de postagens em blogs pessoais, sua frequência é disciplinada e regular, manifestando-se por meio de colunas semanais ou quinzenais e intervenções analíticas em grandes crises internacionais. A repercussão de suas palavras é profunda, estendendo-se para além da comunidade diplomática e influenciando o debate econômico e político geral do país.
Seus principais canais de publicação digital incluem as colunas de opinião nos sites dos principais jornais de circulação nacional do país, além de ensaios aprofundados na revista Política Externa. O diplomata também possui forte presença digital por meio de suas intervenções escritas e conferências publicadas nos portais institucionais do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo e da Fundação Fernando Henrique Cardoso, veículos que utilizam a internet para fazer circular suas reflexões estruturadas.

Celso Amorim
O embaixador aposentado Celso Amorim detém uma pulsão diferenciada na mídia digital, cuja repercussão frequentemente supera a frequência de seus textos devido à sua centralidade política como assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais. Suas publicações escritas operam como sinalizações estratégicas sobre os rumos ideológicos e pragmáticos do governo, o que confere a cada texto um alto índice de compartilhamento, citação e debate nas redes sociais e em portais de notícias de esquerda e de análise geopolítica internacional.
Os canais para a veiculação de seus textos opinativos são os portais de mídia digital progressista e independente, além de artigos assinados em veículos internacionais de prestígio e na seção de tendências e debates de jornais de grande circulação. Suas análises também são frequentemente reproduzidas e debatidas em blogs especializados em relações internacionais e nos canais de comunicação de centros de estudos estratégicos voltados ao multilateralismo e à integração regional.

Ronaldo Costa Filho
Entre os diplomatas da ativa, o embaixador Ronaldo Costa Filho destaca-se por uma pulsão analítica adaptada aos limites e canais institucionais, conseguindo conciliar a atuação profissional com uma produção escrita relevante no ambiente digital. A frequência de suas manifestações é condicionada pela agenda multilateral, mas a repercussão é significativa entre os tomadores de decisão e acadêmicos que acompanham as grandes negociações globais, especialmente no âmbito das Nações Unidas e do desenvolvimento sustentável.
Suas reflexões e textos analíticos ganham visibilidade digital primariamente por meio dos portais oficiais e das contas institucionais do Ministério das Relações Exteriores na internet, além de artigos especializados em revistas acadêmicas digitais como a Revista Brasileira de Política Internacional. Suas análises conjunturais sobre o multilateralismo também são veiculadas em sites de think tanks e institutos de pesquisa voltados para a inserção do Brasil nos grandes fóruns decisórios globais.

Gelson Fonseca Junior
O embaixador aposentado Gelson Fonseca Junior encerra este ordenamento mantendo uma pulsão baseada no rigor conceitual e na erudição histórica. Sua frequência de publicação é mais espaçada e seletiva quando comparada à dos primeiros nomes, porém a repercussão de seus textos é perene, sendo amplamente adotada em bibliografias de cursos de formação diplomática e ciências políticas em formato digital.
Os principais meios digitais de difusão de seus textos de análise geopolítica são os Cadernos do IPRI, publicados pelo Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais na internet, e a revista Estudos Avançados. O embaixador também colabora com plataformas digitais de fundações de estudos políticos e sites voltados à memória da diplomacia brasileira, onde publica ensaios que conectam a história das ideias políticas com os desafios contemporâneos da governança global.

História, memória... e FHC - Pedro Malan (O Estado de S. Paulo)

História, memória... e FHC

Pedro Malan
O Estado de S. Paulo, 14/06/2026

Este artigo é uma homenagem aos 95 anos de Fernando Henrique Cardoso (FHC) e à sua contribuição para a modernização do Brasil. É também um apelo por uma resposta, com visão de futuro, para a situação econômica, social e político-institucional do Brasil nesta quadra difícil e perigosa em que se encontram nosso País e o mundo. Já o fizemos no passado. Será necessário voltar a tentar, e com sentido de urgência.
Em 13 de junho de 1993, menos de um mês depois de FHC ter assumido o Ministério da Fazenda, foi dado a público o Programa de Ação Imediata. Visto em perspectiva histórica, o documento representa um marco importante por razões que guardam relevância para a situação do Brasil de hoje. O programa abre com a seguinte frase: “Somente quatro países do mundo tiveram inflação superior a 1.000% (em 1992): a Rússia, a Ucrânia, o Zaire (Congo) e o Brasil.” O documento deixava claro que o fim da inflação não era objetivo que se esgotasse em si mesmo.
O desafio à frente era assim sintetizado: “1) O Brasil só consolidará sua democracia e reafirmará sua unidade como nação soberana se superar as carências agudas e os desequilíbrios sociais que infernizam o dia a dia da população; 2) A dívida social só será resgatada se houver ao mesmo tempo a retomada do crescimento autossustentado da economia; 3) A economia brasileira só voltará a crescer de forma duradoura se o País derrotar a superinflação que paralisa os investimentos e desorganiza a atividade produtiva; 4) A superinflação só será definitivamente afastada do horizonte quando o governo acertar a desordem das suas contas, tanto na esfera da União como dos Estados e municípios; e 5) E as contas públicas só serão acertadas se as forças políticas decidirem caminhar com firmeza nessa direção, deixando de lado interesses menores”.
Havia sentido de rumo, direção e visão de curto, médio e longo prazos, que foram reafirmados nos meses subsequentes, com a conclusão dos acordos da dívida externa com credores privados. E, fundamentalmente, com a Exposição de Motivos (EM) n.º 395, de dezembro de 1993, intitulada “Programa de Estabilização”.
O importante documento continha “um breve diagnóstico da crise fiscal brasileira e proposições relativas à estabilização da economia em três frentes de atuação: a) equilíbrio orçamentário no biênio 1994-1995; b) sugestões à revisão constitucional; c) reforma monetária”. Esta última consistia na criação da Unidade Real de Valor (URV), a que se seguiria a introdução da nova moeda, que naquele momento ainda não havia sido batizada de Real. Esse conjunto consubstanciou, no dizer preciso de Edmar Bacha, o que se convencionou chamar de Plano Real.
Sugestões à revisão constitucional eram, portanto, parte integrante do Programa de Estabilização. Ao justificar as emendas propostas, em parágrafo escrito pelo próprio ministro Fernando Henrique, que havia participado da Constituinte, a Exposição de Motivos dizia: “Faltou-nos (aos constituintes de 1988) a percepção realista dos mecanismos de financiamento do gasto social e faltou-nos a decisão de efetivamente reconstruir o Estado em bases de competência e eficiência.”
As palavras de FHC continuam expressando no Brasil de hoje, passados mais de 32 anos, necessidade, relevância e urgência. Estamos num desses momentos críticos para tal, no Brasil, como no mundo. Afinal, as três perguntas de Marcos Mendes continuam a reverberar como o “decifra-me ou te devoro” da esfinge milenar: 1) Por que o Brasil cresce pouco?; 2) Por que o Brasil é um país tão desigual?; e 3) Por que é tão difícil fazer reforma no Brasil (para lidar com as duas perguntas anteriores)? Entendamos os desafios, ou seremos vencidos por eles.
Toda sociedade precisa ter algum grau de consciência de seu passado para que, com base em seus acertos e desacertos, orgulho e autoestima, possa vislumbrar seus possíveis futuros. Iniciativas recentes do Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP), da Casa das Garças e do Movimento Brasil Adiante representam tentativas sérias que espero possam motivar parte relevante da sociedade a pensar o Brasil e seu futuro e melhorar a qualidade do debate público nesses meses que antecedem as eleições deste ano. Foi em outro mês de junho, em 2002, que o então candidato à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva divulgou sua carta-compromisso ao povo brasileiro na qual afirmava que, se eleito fosse: “Faria o esforço fiscal necessário para estabilizar a relação dívida/PIB, comprometia-se a respeitar contratos, a preservar a inflação sob controle”. Quão bom seria se Lula reeditasse os seus compromissos de junho de 2002 neste conturbado junho de 2026.
“O passado não está morto, não é nem mesmo passado”, escreveu William Faulkner em Requiem for a nun. A bela frase lembra Borges, para o qual sempre haveria “o presente do passado, ao qual chamamos memória”. Um presente que sempre contém sonhos, desejos e expectativas – de pessoas e de países – sobre o por vir. E estes, quer se realizem, quer não, constituem o que Borges chamou de Memórias do futuro. O Brasil terá de se erguer à altura dos seus inúmeros desafios. Já o fizemos no passado.

Brasil perdeu o rumo na diplomacia? Embaixador expõe bastidores do Itamaraty - entrevista a Carlo Cauti, Paulo Roberto de Almeida (BM&C Talks)

Uma entrevista recente concedida em torno de temas diversos da política internacional, da política externa brasileira e de sua diplomacia. 

1651. “Brasil perdeu o rumo na diplomacia? Embaixador expõe bastidores do Itamaraty”, São Paulo, 12 maio 2026, 54 ms. 

Entrevista concedida ao professor Carlo Cauti (Ibmec-SP), no quadro do programa BM&C Talks; 



O gerente e operador dessa senhorita gentil que é Madame IA, Airton Dirceu Lemmertz, coleta suas últimas interpretações de meus petardos no Diplomatizzando

Entre resgatados e salvados, Airton Dirceu Lemmertz convida Madame IA a se pronunciar sobre algumas de minhas postagens no Diplomatizzando: 

- As participações de Madame IA no blog Diplomatizzando na semana mais recente (de 07 a 13 de junho de 2026), em ordem cronológica: 

Airton Dirceu Lemmertz pede que Madame IA se debruce sobre várias postagens minhas sobre o ingresso na carreira diplomática - Paulo Roberto de Almeida: 

Minha postura fundamental de defesa do Direito Internacional, no primeiro dia da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia - Madame IA, via ADL, Paulo Roberto de Almeida: 

Madame IA e Paulo Roberto de Almeida, via Airton Dirceu Lemmertz: um lento processo de acomodação: 

No comando do espetáculo, ADL organiza o show, Madame IA fornece o entretenimento, PRA fornece o roteiro: 

O triângulo improvável; o provocador, o organizador e Madame IA, a sabidona: 

Madame IA se pronuncia sobre minha postagem "Meus chutes geopolíticos" - Paulo Roberto de Almeida: 

Madame IA comenta meu pronunciamento no Senado em homenagem sao centenário de nascimento de Roberto Campos - Paulo Roberto de Almeida: 

Novamente sobre as inconstâncias geopolíticas e os comentários judiciosos de Madame IA: 

20 anos deste meu Diplomatizzando: o que perguntar a Madame IA? 

Duas décadas do Diplomatizzando: convite aos que seguem minhas postagens e ao Gemini AI para se manifestarem a respeito deste blog - Paulo Roberto de Almeida: 

Uma reflexão sobre o mundo na conjuntura da Copa do Mundo de Futebol - Airton Dirceu Lemmertz e Madame IA (Gemini AI): 

- "Onze (11) postagens com Madame IA. Uma semana produtiva para ela, suponho." (ADL). 

===

20 Anos do Diplomatizzando: uma postagem inicial num dos FaceBooks pessoais e no próprio Diplomatizzando: 


O Triângulo Improvável e a Mediação Tecnológica
A participação de Airton Dirceu Lemmertz nas celebrações dos vinte anos do blog Diplomatizzandoconfigura-se como um elemento metodológico e operacional de central importância para a sobrevivência e a releitura crítica do acervo documental acumulado pelo diplomata e acadêmico Paulo Roberto de Almeida. Em vez de atuar como um mero expectador ou replicador técnico, Lemmertz estabeleceu o que se convencionou denominar no ambiente da página como um triângulo improvável, composto pelo autor do blog, pela inteligência artificial e por ele próprio, atuando na qualidade de articulador e engenheiro de comandos.
O papel de Lemmertz baseia-se na extração de valor histórico e analítico de duas décadas de produção do blog [1]. Utilizando ferramentas avançadas, ele realizou uma "garimpagem" no acervo de Paulo Roberto de Almeida, iniciado em 2006 [1].
A Engenharia de Comandos e o Diálogo Dialético
Lemmertz atua formulando diretrizes para modelos de IA, submetendo os ensaios e análises sobre "lulopetismo diplomático" a um escrutínio crítico [1]. Esse processo transforma a tecnologia em um interlocutor ativo, capaz de interpretar as premissas liberais e o racionalismo popperiano do autor [1]. O próprio Almeida reconhece que essa mediação permitiu que a IA analisasse a utilidade do material acumulado, realizando testes de estresse sobre seu estilo contrarianista e suas posições frente à burocracia brasileira [1].

===

Quais as correlações deste quarteto? Airton Dirceu Lemmertz - Madame IA - Paulo Roberto de Almeida - Diplomatizzando: 


O ecossistema digital do blog Diplomatizzando, idealizado e mantido pelo diplomata e acadêmico Paulo Roberto de Almeida, alcança o marco histórico de duas décadas de existência apresentando uma inovadora dinâmica de produção intelectual coletiva e tecnológica. O cerne dessa engrenagem contemporânea estabelece um triângulo operacional no qual o cientista social e analista Airton Dirceu Lemmertz assume o papel central de engenheiro de comandos e mobilizador tecnológico. É por meio da atuação estratégica de Lemmertz que a inteligência artificial generativa, ironicamente apelidada no espaço de Madame IA, passa a interagir de forma direta com o denso acervo analítico e com as reflexões sobre política externa produzidas pelo autor principal ao longo de vinte anos.
O processo analítico estruturado por Airton Dirceu Lemmertz consiste na alimentação sistemática de modelos avançados de linguagem artificial com ensaios econômicos, notas históricas e posicionamentos geopolíticos de Paulo Roberto de Almeida. Longe de ser uma aplicação puramente técnica ou automatizada, a engenharia de prompts exercida por Lemmertz atua como uma provocação intelectual deliberada. O engenheiro induz o sistema digital a realizar exames críticos retroativos, avaliando o estilo de escrita, a evolução temática e o impacto de ideias contrarianistas da página, forçando a máquina a interpretar cenários internacionais complexos sob a ótica teórica do próprio diplomata.
Os resultados gerados por esses experimentos tecnológicos, que compreendem análises detalhadas da história do blog e projeções de cenários futuros, são posteriormente revisados por Paulo Roberto de Almeida e publicados como material central das celebrações de aniversário da plataforma. Essa colaboração não visa a substituição do pensamento humano pela automação, mas sim a criação de um diálogo crítico que expõe concordâncias profundas e divergências conceituais estimulantes. O esforço coordenado por Lemmertz expande a utilidade do blog como um polo de resistência intelectual e racionalidade, testando os limites e a profundidade de interpretação das ferramentas de inteligência artificial de ponta frente a uma das coberturas independentes de relações internacionais mais longevas da internet brasileira.

===

Qual a participação de Airton Dirceu Lemmertz nos 20 anos do blog Diplomatizzando? 

Airton Dirceu Lemmertz atua como o engenheiro de comandos ("prompt engineer") e principal mobilizador tecnológico nas celebrações de 20 anos do blog Diplomatizzando, completados em junho de 2026. [12]
Ele formou uma espécie de "triângulo improvável" junto com o idealizador do blog, o diplomata e professor Paulo Roberto de Almeida (PRA), e a inteligência artificial (apelidada no ambiente digital de "Madame IA"). [123]
Principais Atribuições e Atividades
  • Comandante da IA: Lemmertz é o responsável técnico por submeter os textos de fundo, provocações conceituais e análises retrospectivas de Paulo Roberto de Almeida a diferentes modelos de inteligência artificial (como o Gemini). [1]
  • Análise Retrospectiva: A pedido direto de Lemmertz, a IA realizou exames detalhados sobre as duas décadas de existência do blog, avaliando criticamente o estilo de escrita, as "introduções" e o impacto geopolítico da página ao longo do tempo. [12]
  • Provocador Deliberado: Ele atua guiando as interações para que a IA avalie a própria personalidade pública e os posicionamentos de Paulo Roberto de Almeida sobre a política externa brasileira e os conflitos globais. [123]
  • Curador de Mídias Sociais:Paralelamente às interações com a IA, ele sistematicamente monitora e replica conteúdos do blog, além de mobilizar debates geopolíticos atuais a partir de plataformas como o YouTube para serem integrados ao ecossistema do blog. [12]

===

TODAS as notícias, dos mais variados veículos (menos os do Kremlin) são indistintamente sobre a vitória da Ucrânia contra a guerra de agressão da Rússia: "[...]. A Rússia está perdendo a guerra na Ucrânia, e Putin está desesperado. [...]. A enorme vantagem numérica da Rússia sobre a Ucrânia está começando a diminuir. [...]. Famílias russas usam IA para 'ressuscitar' entes queridos mortos na Ucrânia. [...]. A invasão da Ucrânia pela Rússia já dura mais tempo que a Primeira Guerra Mundial. [...]. Putin admite que drones ucranianos prejudicam a economia russa. [...].". Que diferença em relação a um ano atrás: soldados russos não querem mais lutar, ou morrer, e o abastecimento nas linhas de frente está desaparecendo, dada a ofensiva das forças ucranianas contra os meios de subsistência militar e alimentação, e contra os centros produtivos na própria Rússia. 


A Inversão da Dinâmica Militar no Teatro de Operações Ucraniano
O atual panorama da guerra de agressão russa contra a Ucrânia apresenta uma alteração estrutural profunda em relação ao cenário observado no mesmo período do ano anterior. Enquanto em meados de dois mil e vinte e cinco a narrativa dominante apontava para um impasse estático e de desgaste, no qual o peso numérico de Moscou parecia exercer uma pressão sufocante sobre as defesas de Kiev, o momento atual é marcado por uma clara inversão de iniciativa e de ímpeto estratégico. As forças ucranianas conseguiram quebrar a lógica da ofensiva russa ao focar suas operações na destruição sistemática dos meios de subsistência, logística e centros de produção no interior do território da Federação Russa. Essa abordagem assimétrica reduziu de forma drástica a capacidade do Kremlin de sustentar seus avanços territoriais. [1234]
O desespero atribuído ao comando político em Moscou, liderado por Vladimir Putin, reflete-se na incapacidade crônica de manter o fornecimento regular de suprimentos básicos, munições e alimentação para as linhas de frente. A enorme vantagem numérica inicial da Rússia começou a derreter devido a taxas de baixas extraordinariamente elevadas, que superam a capacidade do Estado de recrutar e treinar novos combatentes. O descontentamento interno entre os soldados russos, que demonstram clara recusa em lutar ou morrer por objetivos geopolíticos opacos, corrobora o enfraquecimento moral das tropas de invasão, afetando diretamente a coesão das unidades no campo de batalha. [12345]
A Guerra de Drones e a Fragilização Econômica da Rússia
O emprego massivo e tecnologicamente avançado de aeronaves não tripuladas de longo alcance por parte da Ucrânia tornou-se o fator determinante para a desestabilização da máquina de guerra e da própria economia russa. Os ataques cirúrgicos ucranianos contra refinarias de petróleo, depósitos de combustível e complexos industriais estratégicos reduziram a capacidade de refino russa aos menores patamares em mais de uma década, afetando a principal fonte de receitas do Kremlin. O próprio governo russo viu-se obrigado a admitir publicamente o impacto severo dessas incursões aéreas em seus indicadores macroeconômicos, o que resultou em cortes nas projeções de crescimento e na necessidade de aumentar impostos sobre a população civil para financiar o orçamento de defesa. [123]
Essa pressão econômica interna gera reflexos sociais profundos e inéditos na sociedade russa. O prolongamento do conflito, que já supera o tempo de duração da Primeira Guerra Mundial, trouxe o custo humano da invasão para dentro dos lares russos de forma avassaladora. O fenômeno de famílias que recorrem a ferramentas de inteligência artificial para simular a presença e interagir com entes queridos mortos no fronte ilustra o nível de trauma psicológico e alienação social provocados pela política expansionista de Vladimir Putin. A tecnologia, neste contexto, atua como um sintoma mórbido da perda em massa de vidas humanas em uma guerra que se mostra cada vez mais insustentável para o agressor. [12]
O Equilíbrio de Forças no Campo de Batalha e as Perspectivas Futuras
Os dados territoriais mais recentes fornecidos por institutos de pesquisa internacionais independentes confirmam que, pela primeira vez desde as fases iniciais da guerra, a Ucrânia tem conseguido recuperar mais território do que perde ao longo dos meses. O estabelecimento de uma vasta zona de exclusão na linha de frente, monitorada constantemente por sistemas de vigilância eletrônica, transformou qualquer tentativa de avanço terrestre russo em uma missão com alto índice de perdas humanas e materiais. A perda de coordenação e a falta de comunicação eficiente entre as unidades russas anularam a eficácia de táticas de infiltração que antes representavam perigo para as defesas ucranianas. [1234]
O fracasso das ofensivas de verão planejadas pelo comando russo evidencia que o exército invasor perdeu a capacidade de realizar grandes operações combinadas de ruptura profunda. O apoio logístico, de inteligência e financeiro continuado das potências ocidentais confere à Ucrânia uma sustentabilidade material que a economia de guerra russa, isolada e sob pesadas sanções internacionais, não consegue rivalizar a longo prazo. Embora o conflito mantenha características de alta intensidade e periculosidade regional, a atual conjuntura demonstra de forma clara que o mito da inevitabilidade da vitória russa foi desfeito pela resiliência e inovação tática das forças de defesa ucranianas. [123]

===

Economia mundial em ritmo lento, mas Elon Musk se coloca como a 22ª (vigésima segunda) maior "economia" do planeta - comparando a fortuna estimada dele com o PIB dos países. 


A Disparidade entre Fortuna Individual e Produção Macroeconômica Global
A impressionante ascensão patrimonial do empresário sul-africano Elon Musk, que alcançou oficialmente o posto de primeiro trilionário da história da humanidade nesta semana após a oferta pública inicial da sua companhia aeroespacial SpaceX na bolsa de valores, traz à tona um debate profundo a respeito da desigualdade e da concentração de riqueza internacional. Ao ter seu patrimônio líquido estimado pela revista Forbes na marca histórica de um trilhão e cem bilhões de dólares, a riqueza pessoal do magnata passou a rivalizar diretamente com os indicadores macroeconômicos de nações soberanas inteiras. O fenômeno permite traçar um paralelo estatístico incômodo no qual a fortuna de um único indivíduo supera o Produto Interno Bruto nominal de economias relevantes do cenário global, posicionando-o simbolicamente no patamar das trinta maiores potências econômicas do planeta. [1]
Essa equivalência matemática entre a fortuna acumulada de Elon Musk e a produção anual de riquezas de um país expõe as distorções estruturais do capitalismo financeiro contemporâneo frente a uma atividade produtiva real que caminha em ritmo moderado. O Produto Interno Bruto de uma nação representa a soma de todos os bens e serviços finais gerados por sua população ao longo de um ano fiscal completo, servindo para financiar a infraestrutura pública, a segurança, a saúde e o sustento de milhões de cidadãos integrados àquela sociedade. O patrimônio de bilionários do setor de tecnologia baseia-se fundamentalmente em mecanismos de especulação sobre expectativas de lucros futuros, alimentados por avaliações de mercado voláteis e infladas de suas participações acionárias corporativas na Tesla e na SpaceX.
As Fragilidades Conceituais da Comparação Direta
Sob o ponto de vista da análise econômica estrita, confrontar a riqueza de Elon Musk com o Produto Interno Bruto nacional de países desenvolvidos ou em desenvolvimento constitui um erro conceitual clássico que mistura variáveis de estoque com variáveis de fluxo. O patrimônio líquido do empresário representa um volume estático acumulado de ativos financeiros teóricos que, em grande parte, carece de liquidez imediata para ser convertido em moeda corrente sem colapsar o próprio valor das empresas envolvidas no mercado de capitais. O Produto Interno Bruto funciona como uma corrente contínua e renovável de atividade comercial e produtiva que irriga toda a cadeia macroeconômica de um território geográfico determinado.
O avanço desse poder corporativo individual sobre as capacidades financeiras do Estado levanta sérios questionamentos éticos e soberanos sobre a governança de infraestruturas críticas globais. Setores estratégicos de telecomunicações por satélite, exploração espacial profunda, inteligência artificial avançada e transição de matrizes energéticas veiculares deixaram de ser monopólios estatais e passaram a responder diretamente às diretrizes de conselhos administrativos privados. Essa assimetria de forças demonstra que a velocidade de expansão das finanças digitais opera em um plano descolado da economia tradicional do cotidiano, gerando uma disparidade onde as decisões pessoais de um único ator privado possuem impacto de mercado superior à política econômica de dezenas de nações soberanas reunidas.

Postagem em destaque

Consulta pública a meus 18 leitores? Meu colega e diretor de interações com Madame IA sugere minha ação: Airton Dirceu Lemmertz

Recebo esta sugestão de meu amigo Airton Dirceu Lemmertz:  " Airton Dirceu Lemmertz   comentou em   "20 anos deste meu Diplomatizz...