domingo, 21 de junho de 2026

O Brasil caminha para um declínio econômico de meio século? - Paulo Roberto de Almeida

   

O Brasil caminha para um declínio econômico de meio século? 

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.

Reprodução de uma postagem no blog Diplomatizzando em março de 2006, com uma nova introdução e posicionamento com respeito à dúvidas de que possamos superar a presente letargia, de mais de 4 décadas. 

Já que estamos “comemorando” os primeiros 20 anos do blog Diplomatizzando – e já antecipo que não teremos outra “comemoração” 20 anos à frente –, permito-me reproduzir uma postagem de março de 2006, pouco antes, portanto, do "nascimento do blog em questão (que foi em 17 de junho daquele ano) que tem a ver com minhas angústias ANTES, durante e DEPOIS, ou seja, nos últimos 20 anos, em face do aparente declínio, ou semi-estagnação, da economia brasileira, naquela altura já configurada nos 20 anos anteriores, isto é, desde os anos 1980, mas que eu acreditava que se manteria por mais 20 anos à frente, dada as características de nossas políticas econômicas – macro e setoriais. Creio que se possa afirmar que se trata de um fato verificável: o Brasil não cresce dinamicamente há mais de 40 anos; ele se arrasta, abaixo da América Latina, do mundo, e três ou quatro vezes menos que os emergentes dinâmicos da Ásia Pacífico, os chamados "tigres asiáticos" (que também passaram por crise profundas nesse período de quase meio século, mas que se restabeleceram e que continuam dinâmicos.

Eu parti de fatos conjunturais – o dinamismo econômico britânico na era Tatcher, que depois se desfez –, mas enfoquei traços estruturais e institucionais no caso brasileiro, que explicam nosso fraco desempenho, desde as grandes crises dos anos 1980.

Vamos ver o que eu dizia então, e o que ainda pode ser válido para os dias que correm, ou seja, meados de 2026.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 21 junho 2026

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sábado, 28 de maio de 2011

A decadência econômica brasileira: um trabalho perdido

 

Já que estamos falando de problemas brasileiros para crescer, vamos dramatizar o quadro.

Não que eu queira ser pessimista, mas por puro acaso.

Eu estava compondo uma lista de livros sobre relações internacionais e de política externa do Brasil, e dentro dela os livros escritos por diplomatas (em qualquer gênero, aliás), quando deparei com este registro, de um trabalho que já não me lembrava mais ter escrito:

 

1557. “A decadência econômica brasileira: uma inevitável tendência pelos próximos vinte anos?”

Brasília, 7 de março de 2006, 5 p.

Publicado no blog do Instituto Millenium em 8.03.06 (link). Reproduzido no site do Instituto Internacional de Planejamento Educacional (link).

Desparecidos nestes links nos dois sites.

Relação de publicados nº 630.

 

Procurei nos links, e eles obviamente já não funcionavam mais. Por isso vai aqui postado gentilmente.

Não, não sou pessimista, apenas realista...

Paulo Roberto de Almeida

 

A decadência econômica brasileira: uma inevitável tendência pelos próximos vinte anos?

Paulo Roberto de Almeida

 

Peço desculpas aos meus leitores pelo tom passavelmente pessimista, quando não francamente niilista, do título deste artigo, mas é que não pude evitar certa sensação de desalento (e talvez também de inveja) ao ler sobre o recente e espetacular recorde na captação de investimentos estrangeiros diretos pela Grã-Bretanha no decorrer de 2005. Nada menos do que US$ 209 bilhões, ultrapassando em muito o segundo colocado, os EUA, que figuram há muitos anos no primeiro lugar, tanto como receptor quanto como principal investidor, seguido, nos últimos dez anos, pela China, como segundo colocado do lado da captação (com cerca de US$ 60 bilhões) e primeiro dos países emergentes. Comparados aos pouco mais de US$ 15 bilhões obtidos pelo Brasil em 2005, a cifra é realmente impressionante para qualquer país engajado no processo de globalização. Mesmo descontando-se, da cifra britânica, US$ 100 bilhões relativos a operações da Shell, que concentrou suas operações a partir da Holanda, remetendo então recursos aos sócios ingleses, ainda assim a Grã-Bretanha ultrapassa os EUA, que “só” atraíram 106 bilhões de dólares em 2005.

Trata-se de um notável feito da economia britânica, hoje, inquestionavelmente, o melhor lugar europeu – e provavelmente mundial, pelo lado financeiro – para se fazer negócios e desenvolver novos projetos, nas diversas áreas da nova e da velha economia, quer seja a indústria manufatureira, quer sejam os “novos serviços”, um conglomerado de atividades que junta tecnologias da informação e pesquisa de ponta em nano ou em biotecnologia. Ele é tanto mais notável em vista do fato de que, duas décadas atrás, a Grã-Bretanha era um dos piores lugares do mundo para se começar novos negócios ou mesmo para manter os existentes. Como isso foi possível?

Lembro-me de que quando eu estava terminando minha tese de doutoramento, em 1984, uma digressão aborrecidamente sociológica sobre os desempenhos capitalistas em escala comparada, a Grã-Bretanha era o protótipo mesmo da decadência econômica, o exemplo acabado de declínio industrial, um modelo notório do atraso tecnológico, da desesperança científica – com sua exportação contínua de cérebros para os EUA – e do desalento político, de que eram testemunhos os freqüentes movimentos grevistas, que conseguiam paralisar até mesmo o enterro dos mortos (um serviço obviamente estatal). Em escala e em estilo talvez diferentes de um outro notável exemplo de decadência, o da Argentina, mas numa dimensão provavelmente comparável à da nação “peronista”, pela amplitude e profundidade do declínio econômico auto-infligido, a Grã-Bretanha, promotora e pioneira da primeira revolução industrial e centro indisputável das finanças internacionais nos 150 anos que seguem aos conflitos napoleônicos, tinha sido vítima, durante todo o século XX, mas mais especialmente no decorrer dos anos 60 e 70 desse século, de um dos mais acabados processos de decadência econômica a que nos foi dado assistir na história econômica mundial.

Lembro-me também que minha bibliografia sobre o “caso” inglês vinha marcada pelos conceitos de “decline”, “fall”, “end” e vários outros do gênero. Naqueles tempos – final dos anos 1970 e início da década seguinte – não parecia haver nenhum limite para a extensão da decadência britânica. Ela era feita de baixo crescimento, inflação, déficits orçamentários e de transações correntes, desvalorização da libra, “sucateamento” da indústria e dos transportes, deterioração dos serviços públicos – notadamente nas áreas da saúde e da educação –, aumento da violência nas metrópoles, enrijecimento dos conflitos sociais, empobrecimento dos equipamentos urbanos, desemprego mais do que residual ou setorial e desesperança geral na sociedade, em especial na juventude. O cenário estava mais para “Laranja Mecânica” do que para “A Wonderful World”, mais para George Orwell do que para Winston Churchill e seu otimismo inveterado quanto ao futuro do império, que aliás já não existia mais, tendo sido irremediavelmente deixado num passado distante de glórias irrecuperáveis.

E, no entanto, vinte anos depois, o que ocorreu? Um notável “renascimento” da indústria e dos negócios na Grã-Bretanha – mais notavelmente ainda na Irlanda vizinha, não esquecer –, um surto de progresso e de modernização que não deixa nada a invejar nos melhores centros da tecnologia mundial, uma recuperação econômica segura, que fez do país o mais dinâmico membro – com a Irlanda – da União Européia, exibindo, ao mesmo tempo, as maiores taxas de crescimento e as menores de desemprego e inflação. Trata-se, como já dito, do melhor lugar para se fazer negócios no continente – mas a Grã-Bretanha sempre brincou com a idéia de que o continente é que vivia “isolado” –, o que vem apoiado no fato de que os investimentos estrangeiros, inclusive dos emergentes da Ásia, têm-se concentrado na ilha. Como foi isso possível, volto a perguntar?

Não pretendo retomar aqui a história da “batalha ideológica” do século XX, já enfaticamente tratada no livro – e vídeo – conjunto de Daniel Yergin e Joseph Stanislaw sobre a luta pelo controle e administração dos commanding heights da economia. Essa batalha política entre os modelos de comando centralizado e de administração pelo mercado se encerrou e não é preciso dizer quem venceu. A Inglaterra lutou o bom combate e conseguiu reverter sua terrível decadência econômica e política. Antes disso, porém, a batalha foi dura: ela teve, primeiro, de ser levada nos “corações e mentes” dos cidadãos britânicos, nos súditos da rainha, para convencê-los de que a decadência não era inevitável ou uma fatalidade do destino, de que era possível, sim, colocar um ponto final na descida para o declínio social e começar lentamente a obra de recuperação. Depois foi preciso se desfazer de velhos mitos – e não apenas mitos, já que respondendo a construções históricas de seu passado mais ou menos “fabiano” – ligados aos papéis respectivos do Estado e do mercado no provimento de emprego e bem-estar social, de modo geral. Foi uma tremenda “reversão de expectativas”, como diria, em relação ao Brasil, o economista Roberto Campos:

Margareth Tatcher teve de sustentar lutas políticas e batalhas literais contra os interesses corporativos consolidados no antigo modelo de “welfare state”, que de “welfare” já não tinha nada e cujo “estado” era um corpo disforme, esgarçado entre as tendências protecionistas da velha indústria, os protestos enraivecidos (mas puramente de retaguarda) dos sindicatos dos setores estatizados e o desalento geral da maioria da população. Foi uma luta terrível para livrar a Grã-Bretanha do “pacto perverso” entre o Labour e a TUC – Trade Union Congress, a confederação sindical – que, durante a maior parte do pós-Segunda Guerra, tinha conduzido o país direto para a decadência, ao garantir aumentos reais de salários para os setores assim protegidos e ao repassar os custos para o conjunto da sociedade. Foi como se, no Brasil, a CUT e a FIESP, por hipótese no exercício do poder central, tivessem “complotado”, durante anos a fio, para se concederem e assim garantirem, reciprocamente, aumentos generosos de preços e de salários, repassando em seguida a conta para os contribuintes e consumidores, o que aliás não deixou de existir, de certo modo, durante as fases de alta inflação no Brasil. Trata-se da mais segura receita para inviabilizar qualquer processo de crescimento com estabilidade que se possa conhecer e ela foi seguida, conscientemente ou não, por vários governos britânicos durante boa parte da segunda metade do século XX na Inglaterra.

Pois bem, isso agora acabou, e a Grã-Bretanha renasce de sua antiga decadência, renovação tanto mais segura de continuar que o “novo Labour” aderiu ao processo e ao modelo iniciados por Lady Tatcher e deles não pretende se desvencilhar. Um pouco, aliás, como vêm fazendo os socialistas e democratas chilenos, que herdaram do período militar uma gestão mais ou menos em ordem e uma economia em franco crescimento nos quadros da globalização e da liberalização comercial. Alguma lição a tirar?

Claro que sim, e a primeira lição a tirar seria, além da inveja, desejar sorte e sucesso continuado a britânicos e chilenos, que podem desfrutar de baixo desemprego, estabilidade de preços, aumento razoável das expectativas de bem-estar, diminuição das “deseconomias” e das externalidades negativas associadas à má gestão da economia, melhora, ainda que gradual, nos padrões gerais dos serviços públicos – ou privados, não importa muito a forma de provimento – relativos à saúde, educação, facilidades urbanas em transporte, segurança etc. Enfim, sem ser preciso nenhuma revolução ou mudança dramática na situação corrente, deve ser melhor viver numa sociedade que conhece progressos incrementais nas condições de vida do que numa outra que, por hipótese, afunde progressivamente na delinqüência, no desemprego, na inflação, na deterioração dos equipamentos sociais, na compressão do poder de compra, na desesperança trazida pela sensação de aumento na corrupção política, enfim, que se debata com vários males de que padecem hoje muitos países ao redor do mundo.

E o que tem nosso país a ver com isso tudo? O Brasil conhece alguns desses males e, felizmente, está ao abrigo de outros, como poderia ser a inflação galopante que ameaça, mais uma vez, a vizinha Argentina, ou a instabilidade política, que já arrastou mais de um presidente para fora dos palácios presidenciais em outros países da região. Mas, nós acabamos de nos converter, junto com o infeliz Haiti, em campeões do baixo crescimento e da carga fiscal, aqui exclusivamente. Mais ainda, conhecendo a trajetória das contas públicas nos próximos anos, não hesito em dizer que teremos anos negros pela frente e, conhecendo também as atuais condições para a atividade empresarial e o ambiente geral dos negócios, tampouco hesito em dizer que o Brasil reúne, sem sombra de dúvida, todos os requisitos para NÃO CRESCER no futuro previsível.

Se essa trajetória não for revertida, a conclusão inevitável me parece ser apenas esta: caminhamos inevitavelmente para a decadência econômica, o baixo crescimento continuado, o desemprego mantido em altas taxas, a desesperança social convertida em humor nacional e o desalento generalizado quanto à capacidade dos nossos políticos em mudar esse quadro de declínio. O Brasil, por certo, não é um país decadente, em espírito ou disposição para a luta, mas ele parece hoje paralisado por um modelo de organização “estatal” da economia que nos garante, apenas e tão somente, isso que vemos: baixo crescimento, incapacidade de investimentos, “despoupança” líquida dos recursos do setor privado por uma máquina estatal prebendalística e perdulária, comportamentos rentistas das corporações que “assaltaram”, literalmente, o Estado, enfim, um quadro negativo de “deseconomias” de escala que nos garante apenas o que já foi mencionado, ou seja, baixo crescimento e perspectivas sombrias para o futuro.

A julgar pela história exemplar de decadência continuada – em certas épocas, mais do que agravada – dos dois casos mais notórios de baixo desempenho econômico no século XX, a Grã-Bretanha e a Argentina, estamos ainda longe de termos atingido o “auge” do declínio. Em outros termos, ainda teremos muitos problemas pela frente, com um espaço ainda aberto para um desempenho ainda mais medíocre da economia e uma deterioração ainda mais sensível dos costumes políticos. Talvez tenhamos de passar, realmente, por vinte anos de decadência, como no exemplo britânico, antes de sequer pensar no caminho da recuperação. Pelo menos é isso que eu concluo, ao constatar, em pesquisas de opinião, que o brasileiro médio ainda confia no Estado como um provedor de “soluções” a seus problemas cotidianos. Pode até ser, mas certamente não será esse Estado que aí se encontra. Reverter esse quadro vai ser difícil, mas não impossível, uma vez que já começamos a reconhecer o problema.

O próprio fato de se poder apontar para a decadência econômica inevitável do Brasil, como acabo de fazer, talvez já seja o primeiro passo para a necessária tomada de consciência e de posição, num sentido contrário à tendência declinista hoje detectada. Esperemos que não tenhamos de esperar por vinte anos, ou mais, de decadência, antes de conhecer uma reversão de tendência. Estou sendo muito pessimista? Talvez, mas não vejo motivos para muito otimismo no momento e nas condições presentes... 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 7 de março de 2006. Texto

 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5361, 21 junho 2026, 7 p.

Divulgado no blog Diplomatizzando (21/06/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/o-brasil-caminha-para-um-declinio.html).

 

 

Uma lista dos melhores trabalhos de Paulo Roberto de Almeida divulgados por meio do blog Diplomatizzando, entre 2011 e 2014

  

Uma lista dos melhores trabalhos de Paulo Roberto de Almeida divulgados por meio do blog Diplomatizzando, entre 2011 e 2014 

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.

Dou continuidade à lista dos melhores trabalhos divulgados através do blog Diplomatizzando, que tinha sido iniciado em 2006, ao cobrir mais 3 anos de vida do blog, até 2014.

A primeira lista de trabalhos selecionados, imediatamente anterior a esta, tinha sido iniciada por um trabalho, de número 33 na lista de originais, feito ainda no exílio europeu, trinta anos antes da inauguração do blog Diplomatizzando, publicado originalmente num jornal de oposição ao regime militar, sob outro nome, mas que ainda assim só foi divulgado em 2017, como figura neste registro:

033. “Solzenitsin nas Pegadas de Lenin”, Antuérpia, fevereiro 1976, 6 p. Resenha crítica do livro de Alexandre SOLJÉNITSYNE: Lénine à Zurich (Paris: Editions du Seuil, 1975, 223 p.; trad. du russe par J.-P. Semon). Publicado [PR] em Opinião (São Paulo, nº 181, 23 abril 1976). Postado no blog Diplomatizzando (25/08/2017; link: https://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/08/solzenitsin-nas-pegadas-de-lenin.html).

 

Ela terminou, provisoriamente, por este outro trabalho, de número 2282, aos sete anos de atividades do blog, mas divulgado no mesmo dia em que foi escrito, este aqui:

2282. “Novas paranoias sul-americanas: questionamentos ao blogueiro...”, Brasília, 9 junho 2011, 4 p. Sobre o temor de venda de terras aos estrangeiros. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2011/06/novas-paranoias-sul-americanas_09.html).

 

Vou prosseguir na seleção, escolhendo, como já expliquei, aqueles trabalhos que me parecem denotar alguma qualidade especial, seja por representar algo de significativo no momento em que foi escrito, seja por ainda possuir alguma lição, tantos anos passados. Como já ocorreu com a seleção anterior, alguns desses trabalhos receberam divulgação imediata, por representar uma opinião coetânea com fatos objetivos, que se sustentam por si próprios; outros, ao contrário, foram divulgados posteriormente, provavelmente por embasar alguma crítica minha à política externa, ou nacional, no momento da redação, com possível impacto no ambiente diplomático no qual eu me movia, já consciente do pequeno grau de tolerância oficial com respeito ao contrarianismo de minhas observações sobre a postura oficial.

A seleção é, como da vez anterior, puramente subjetiva, pois que dirigida aos trabalhos que me parecem oferecer ainda algumas lições sobre uma pequena parte das duas décadas decorridas desde a consolidação do blog Diplomatizzando como correspondendo ao caráter que passei a atribuir à sua “função social”, ao de um “quilombo de resistência intelectual” às deformações políticas, econômicas, diplomáticas que provocavam minha atenção especial, na qualidade de um observador crítico do itinerário da nação no contexto internacional. Deixo de fora as notas puramente conjunturais e, obviamente, todas as postagens de simples notícias ou de trabalhos de terceiros, uma vez que a seleção incide unicamente sobre meus trabalhos.

Vamos, portanto, a mais algumas postagens mais identificadas com a vocação do blog.

Lista de trabalhos selecionados do Diplomatizzando de 2011 até 2014 

2286. “Como Fazer uma Monografia Acadêmica”, Brasília, 5 junho 2011, 9 p. Reformulação do trabalho 1892 (Pequeno Guia Prático para se Fazer uma Monografia Acadêmica), para fins de divulgação mais ampla. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2011/07/como-fazer-uma-monografia-academica.html).

2292. “Pode uma pessoa inteligente pretender-se comunista, hoje em dia?; Reflexões sobre um paradoxo acadêmico brasileiro”, Brasília, 2 agosto 2011, 13 p. Crítica às crenças fundamentalistas do socialismo marxista na substituição de um modo de produção resultante de processos sociais incontrolados e impessoais, como o capitalismo, por um outro, concebido de maneira ideológica e pretendendo operar um exercício de engenharia social com base em premissas equivocadas e pressupostos equivocados sobre o funcionamento de uma economia de mercado. Divulgado no blog Diplomatizzando (24/11/2017; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/10/alguem-inteligente-pode-se-pretender.html).

2307. “O antiamericanismo da esquerda brasileira e o Onze de Setembro”, Brasília, 4 setembro 2011, 3 p. Artigo escrito sob demanda, com base no trabalho 2290. Blog Diplomatizzando (10/09/2011; link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2011/09/o-antiamericanismo-da-esquerda.html).

2309. “O Onze de Setembro visto do Brasil”, Brasília, 9 setembro 2011, 3 p. Pequeno artigo sobre as reações do governo brasileiro, dos cidadãos e de militantes políticos a respeito dos atentados terroristas. Blog Diplomatizzando (10/09/2011; link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2011/09/o-onze-de-setembro-e-o-brasil-paulo.html).

2320. “Digressões contrarianistas sobre o desarmamento nuclear”, Brasília, 25 setembro 2011, 6 p. Comentários sobre duas frases da presidente Dilma Rousseff (na verdade do Itamaraty), sobre desarmamento nuclear, em reunião de alto nível da ONU sobre Segurança Nuclear, em 22/09/2011. Postado no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com/2011/09/frases-da-semana-1-desarmamento-nuclear.html).

2328. “Carreira Diplomática e Carreira Acadêmica: vidas paralelas ou linhas que não se tocam?”, Brasília, 9 outubro 2011, 4 p. Respostas a questionário; postado, sem identificação, no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com/2011/10/carreira-diplomatica-e-carreira.html).

2331. “Pequeno debate sobre os Brics: comentando seu papel na ordem mundial”, Brasília, 22 outubro 2011, 6 p. Blog Diplomatizzando (22/10/2011; link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2011/10/brics-pequeno-debate-sobre-seu-papel.html).

2339. “O Tratado de Não proliferação Nuclear (TNP) e a posição do Brasil: Algumas posições pessoais (PRA)”, Brasília, 7 novembro 2011, 10 p. Entrevista escrita concedida para fins de trabalho acadêmico. Blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2011/11/o-tnp-e-posicao-do-brasil-paulo-roberto.html).

2341. “Minitratado das dedicatórias”, Brasília, 15 novembro 2011, 4 p. Postado no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com/2011/11/minitratado-das-dedicatorias-paulo.html).

2346. Memórias do Barão do Rio Branco (1), Brasília, 18 dezembro 2011, 4 p. Memórias fictícias do Barão, em fevereiro de 1909. Postado no blog Diplomatizzando (10/02/2012; link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2012/02/memorias-do-barao-do-rio-branco-1-20-de.html).

2349. “A ‘moral’ deles e a minha”, Brasília, 2 janeiro 2012, 3 p. Digressões livres sobre como eles veem o mundo e como eu o concebo. Postado no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com/2012/01/moral-deles-e-minha-digressoes-por.html).

2356. “Memórias do Barão do Rio Branco: Nota Liminar do organizador”, Bragança, 18 de janeiro de 2012, 4 p. Introdução às memórias do Barão, explicando como e por que o caderno veio a lume. Destinado a integrar um volume amplo, sobre diversos temas da diplomacia brasileira, de época e posterior. Postado no blog Diplomatizzando (10/02/2012; link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2012/02/memorias-do-barao-do-rio-branco-1-nota.html). Todos os textos (2356, 2367, 2370 e 2375) foram novamente publicados em meu blog Diplomatizzando: “Memórias do Barão do Rio Branco” (27/08/2017; link: https://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/08/memorias-do-barao-do-rio-branco-nota.html).

2362. “Cuba: muitos pesos e nenhuma medida”, Paris, 2 fevereiro 2012, 5 p. Respostas a questões colocadas pela jornalista da revista Veja, Carolina Rangel (carolina.rangel@abril.com.br), a propósito da visita da presidente Dilma Rousseff a Cuba e sua recusa em discutir a questão dos direitos humanos.

2371. “Une prospective du Brésil: vers 2022”, Paris, 23 fevereiro 2012, 10 p. Colaboração ao Dossier Brésil. Publicado na revista Diplomatie: Affaires Stratégiques et Relations Internationales (Paris: Les Grands Dossiers de Diplomatie n. 8, avril-mai 2012, p. 90-95. Postado no blog Diplomatizzando (27/05/2021; link; https://diplomatizzando.blogspot.com/2021/05/em-2012-uma-antecipacao-sobre-o-brasil.html).

2377. “Governo decide abolir medidas protecionistas e inicia revisão completa do sistema tributário”, Paris, 31 março 2012, 4 p. Nota de 1ro de abril, sob responsabilidade da Empresa Brasileira de Comunicação, na qual a presidente anuncia uma revisão completa da política econômica, num sentido liberal e racional. Postado no blog Diplomatizzando (01/04/2012; link: http://diplomatizzando.blogspot.fr/2012/03/presidente-dilma-revisaremos-politica.html).

2379. “Carta aos meus leitores: infelizmente, fechando o blog Diplomatizzando”, Paris, 1ro abril 2012, 4 p. Comunicando as razões que me levam a fechar temporariamente o blog: falta de tempo e vigilância externa. Postado no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.fr/2012/04/fim-do-diplomatizzando-e-despedida.html).

2380. “Políticas industrial e comercial do governo Dilma: observações pontuais”, Paris, 6 Abril 2012, 5 p. Respostas a questões colocadas por jornalista da Revista Exame, Editora Abril. Postado no blog Diplomatizzando (7/04/2012; link: http://diplomatizzando.blogspot.fr/2012/04/politicas-industrial-e-comercial-do.html).

2384. “Uma ameaça fascista”, Basileia, 22 abril 2012, 5 p. Comentários em torno de uma ameaça pessoal. Postado no Blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2012/04/um-fascista-ameaca-este-blogueiro-bem.html).

2385. “A estreiteza moral dos pequenos homens ricos”, Basileia, 24 abril 2012, 5 p. Continuidade dos comentários em torno de uma ameaça pessoal. Postado no Blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2012/04/estreiteza-moral-dos-pequenos-homens.html).

2388. “Os diplomatas e a cultura brasileira”, Antuérpia, 28 abril 2012, 3 p. Comentários sobre as relações entre os diplomatas culturais, ou intelectuais, e o Itamaraty. Postado no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com/2012/04/diplomacia-e-cultura-uma-relacao-sempre.html). Nova postagem, (Brasília, 19/06/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/os-diplomatas-intelectuais-e-cultura.html).

2389. “Salvem o Barão!”, Paris, 1ro maio 2012, 6 p. Comentários ao discurso da oradora da turma 2012 do Instituto Rio Branco, no Dia do Diplomata, e a reclamação de leitora às “memórias” do Barão publicadas no Boletim da ADB (trabalho 2375). Postado no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.fr/2012/04/o-barao-politicamente-incorreto-sem.html).

2393. “Dou-me o direito de discordar (Comissão da “Verdade”), Paris, 16 maio 2012, 2 p. Comentários a frase da presidente Dilma Rousseff, para quem os que se levantaram em armas contra a ditadura militar estavam lutando pela “redemocratização” do Brasil. Postado no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.fr/2012/05/dou-me-o-direito-de-discordar-comissao.html); trecho reproduzido em matéria da Veja, edição 2270, de 23/05/2012. 

2395. “Reflexões ao léu: A Pequena Estratégia do Brasil”, Paris, 18 maio 2012, 5 p. Considerações sobre as orientações de política externa tomadas durante os oito anos do governo Lula, com remissão às reflexões anteriores; postado no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.fr/2012/05/reflexoes-ao-leu-7-pequena-estrategia.html).

2397. “As Leis Fundamentais da Estupidez Humana”, Paris, 20 maio 2012, 5 p. Digressões em torno do livro: Carlo M. Cipolla: Les Lois Fondamentales de la Stupidité Humaine (Traduit de l’Anglais par Laurent Bury; Paris: Presses Universitaires de France, 2012, 72 p.). Postado no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.fr/2012/05/as-lei-fundamentais-da-estupidez-humana.html); postado novamente no blog (11/03/2021; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2021/03/as-leis-fundamentais-da-estupidez.html).

2399. “Existem países perfeitamente fascistas, sem que se saiba...”, Berlim, 31 maio 2012, 5 p. Comentários sobre certas perigosas derivas culturais e práticas. Postado no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.de/2012/05/o-fascismo-que-se-via-e-o-fascismo-que.html).

2404. “O futuro econômico dos Brics (se existe um...)”, Brasília, 30 junho 2012, 5 p. Respostas a questões de redatora de economia do portal Terra. Postado no Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2012/06/os-brics-e-seu-futuro-economico-paulo.html).

2406. “Venezuela en el Mercosur – Cuestiones del periódico El Mundo (Caracas)”, Brasília, 2 julho 2012, 3 p. Respostas dadas a questões colocadas por redator do jornal El Mundo de Caracas, sobre o ingresso da Venezuela no Mercosul. Divulgado no blog Diplomatizzando (30/04/2020; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/04/sobre-o-ingresso-equivocado-da.html).

2407. “O Barão do Rio Branco e as estratégias do Brasil: a grande e as pequenas”, Brasília, 10 de julho de 2012, 6 p. Colaboração ao primeiro número da revista do Curso Sapientia. Divulgado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2012/09/estrategias-de-politica-externa-grande.html).

2409. “Grande estratégia e idiossincrasias corporativas: uma reflexão baseada em George Kennan”, Brasília, 14 julho 2012, 7 p. Considerações sobre posturas na carreira diplomática, com base em trecho da biografia do diplomata e historiador americano por John Lewis Gaddis: George F. Kennan: An American Life (New York: The Penguin Press, 2011), lida na edição Kindle. Postado no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2012/07/uma-reflexao-baseada-em-george-kennan.html). Postado novamente no Diplomatizzando em 2016 (link: http://www.diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/01/george-kennan-era-um-contrarianista.html) e em 2018 (https://diplomatizzando.blogspot.com/2018/11/grande-estrategia-e-idiossincrasias.html).

2414. “Nota técnica sobre os contenciosos atuais do Mercosul: ‘suspensão’ do Paraguai e ‘adesão’ da Venezuela”, Brasília, 27 julho 2012, 8 p. Considerações de ordem legal sobre as ações adotadas em Mendoza quanto a conflito no Mercosul. Divulgado no blog Diplomatizzando (30/04/2020; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/04/sobre-o-ingresso-da-venezuela-no.html).

2418. “Uma grande estratégia para o Brasil: elementos propositivos”, Brasília, 18/08/2012, 14 p. Livre discussão de alguns elementos suscetíveis de integrar uma estratégia de desenvolvimento e de inserção internacional do Brasil. Publicada na Monções: Revista de Relações Internacionais da UFGD (vol. 1, n. 2, jul.-dez. 2012, p. 40-51; divulgada via Diplomatizzando (2/06/2017; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/06/uma-grande-estrategia-para-o-brasil-eis.html).

2420. “Mercosul: a visão dos primeiros vinte anos e as perspectivas futuras”, Brasília, 23 agosto 2012, 6 p. Prefácio ao livro Mercosul: 21 anos: Maturidade ou Imaturidade?; Organização: Erica Simone Almeida Resende (UFRRJ) e Maria Izabel Mallman (Puc-RS). (Curitiba: Editora Appris, 2013, p. 5-12); Blog Diplomatizzando (2/11/2025; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/11/mercosul-visao-dos-primeiros-vinte-anos.html).

2421. “Carta a mim mesmo, 20 anos à frente”, Brasília, 27 de agosto de 2012, 4 p. Carta que enviada a mim mesmo 20 anos à frente, em 2032, relatando o que fiz e como será o mundo, e o Brasil, naquela data. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2012/08/carta-mim-mesmo-20-anos-frente-paulo.html).

2429. “Eric Hobsbawm: um depoimento acadêmico”, Brasília, 8 outubro 2012, 4 p. Minha avaliação do historiador marxista. Divulgado no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2012/10/eric-hobsbawm-minha-palavra-sobre-ele.html).

2432. “História, Diplomacia e Comércio Internacional: uma aproximação ao pensamento de Rubens Ricupero”, Brasília-Florianópolis, 5 outubro 2012, 3 p. Esquema e explicação de proposta de livro tipo Festschrift, em homenagem a Rubens Ricupero, com organização pessoal e de Gelson Fonseca e convidados selecionados. Título e estrutura alternativos: “Um Estadista da Nova República: ensaios em homenagem a Rubens Ricupero” (Passo Fundo, 19/10/2012); revisto em Brasília, 18/11/2012. Postado no Diplomatizzando (19/06/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/historia-diplomacia-e-comercio.html).

2433. “Brasil: o futuro do país está no passado (de outros países...): proposta para uma Fronda Empresarial”, Brasília, 13 outubro 2012, 24 p. Texto-base para palestras no ciclo Liberdade na Estrada. Postado no blog Diplomatizzando em 8/07/2015 (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2015/07/brasil-o-futuro-do-pais-esta-no-passado.html).

2442. “Ruptura democrática no e do Mercosul: a “suspensão” do Paraguai e “adesão” da Venezuela”, Brasília, 5 novembro 2012, 34 p. Artigo elaborado sob pseudônimo, para a revista Política Externa (vol. 21, n. 3, jan./fev./mar. 2013, p. 29-55), anunciado no blog Diplomatizzando (25/07/2024; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/07/ruptura-democratica-no-e-do-mercosul.html).

2445. Pensamento brasileiro em Relações Internacionais: proposta preliminar para um projeto de trabalho”, Brasília, 16 novembro 2012, 5 p. Esquema de seminário e publicação para 2013, elaborado em nome do presidente da Funag, com base no trabalho 2428, e esquema de livro. Apresentado na Conferência de Relações Exteriores (CORE), realizada pela Funag e Unifor, em Fortaleza, CE, dia 30/11/2012. Divulgado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2012/11/pensamento-brasileiro-em-politica.html).

2448. “Estrangeiros no comando? Por que não?”, Brasília, 27 novembro 2012, 3 p. Comentários a partir da notícia de que um canadense foi escolhido para chefiar o Bank of England e de que um técnico espanhol foi recusado pela CBF para a dirigir a seleção brasileira de futebol. Blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2012/11/banco-internacional-futebol-clube-ou.html).

2452. “O Mercosul, em todos os seus estados”, Brasília, 16 de dezembro de 2012, 8 p. Apresentação ao livro de Elisa Souza Ribeiro: Mercosul: Sobre Democracia e Instituições (Curitiba: Editora CRV, 2012, p. 15-24;). Texto disponível no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2013/04/mercosul-sobre-democracia-e.html).

2455. “Minhas Previsões Imprevisíveis para 2013 (não custa continuar tentando, para ver se em algum ano dá certo...)”, Brasília, 20 dezembro 2012, 4 p. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2012/12/minhas-previsoes-imprevisiveis-para.html). Postado novamente no blog em 24/12/2013; (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2013/12/revisando-as-previsoes-imprevisiveis.html).

2486. “Carta de agradecimento à direção do UniCEUB”, Hartford, 7 maio 2013, 2 p. Comunicação ao Reitor e ao Diretor Acadêmico agradecendo a premiação em 1o. lugar no Prêmio ao Mérito Acadêmico 2012; encaminhada por e-mail. Transcrita no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com/2013/05/um-agradecimento-uma-homenagem-mim.html).

2499. “Mercosul e União Europeia: questões sobre o seu relacionamento”, Hartford, 13 julho 2013, 18 p. Respostas a questionário para trabalho de conclusão de curso de Pós-graduação em Comércio Internacional, FIA-USP (julho 2013). Divulgado no blog Diplomatizzando (30/04/2020; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/04/sobre-as-relacoes-ue-mercosul-paulo.html).

2511. “Reflexões ao léu: sobre a dia da Independência”, Hartford, 7 setembro 2013, 4 p. Sobre o Estado, os governos, e as elites. Postado no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com/2013/09/reflexoes-ao-leu-sobre-dia-da.html).

2526. “Prata da Casa Especial: Pensamento Diplomático Brasileiro, 1750-1964”, Hartford, 7 novembro 2013, 3 p. Apresentação do livro “Pensamento Diplomático Brasileiro, formuladores e agentes da política externa, 1750-1964”, para o Boletim ADB, 4-2013. Reproduzido no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2013/12/pensamento-diplomatico-brasileiro.html).

2542. “Tratado Geral da Máfia: treze rápidos registros sobre um fenômeno persistente”, Hartford, 7 dezembro 2013, 2 p. Considerações sobre um fenômeno da política contemporânea. Publicado no blog Diplomatizzando (19/07/2015 (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2015/07/meu-tratado-geral-da-mafia.html).

2544. “Previsões imprevidentes para 2014: sempre apostando no melhor”, Hartford, 14 dezembro 2013, 6 p. Exercício habitual de chutes aleatórios, no sentido de apostar no que pode dar errado. Divulgado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2013/12/previsoes-imprevidentes-para-2014-paulo.html).

2546. “Le Brésil dans la géoéconomique contemporaine: un géant empêtré?”, Hartford, 19 Dezembro 2013, 15 p. Article sur les réalités actuelles du Brésil. Publié dans Géoéconomie (n. 68, Février 2014). Divulgado no blog Diplomatizzando (22/01/2014; link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/01/geoeconomie-du-bresil-um-geant-empetre.html).

2569. “Nota sobre os trágicos eventos ocorridos na Venezuela”, Hartford, 17 fevereiro 2014, 1 p. Sobre as mortes ocorridas na Venezuela e sobre a nota emitida pelo Mercosul atribuindo a responsabilidade aos próprios manifestantes. Divulgado no blog Diplomatizzando (25/07/2024; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/07/nota-sobre-os-tragicos-eventos.html).

2594. “Uma vida através dos livros: minhas memórias intelectuais”, Hartford, 24 março 2014, 10 p. Registro parcial dos livros mais importantes publicados no mundo e no Brasil, ao longo de minha vida. Para desenvolvimento futuro com comentários sobre os autores e suas obras, ano a ano. Postado no blog Diplomatizzando (1/05/2024; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/05/uma-vida-atraves-dos-livros-minhas.html).

2607. “Como construir um futuro melhor para a América Latina”, Hartford, 18 maio 2014, 5 p. Comentários a questões colocadas em concurso para universitários organizado pelo FMI. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/05/concurso-do-fmi-alguns-comentarios.html).

2614. “Por que escrevo? (1)”, Hartford, 6 junho 2014, 6 p. Ensaio inspirado no artigo de título similar “Why I write”, de George Orwell, in: A Collection of Essays (New York: Harbrace Paperbound Library, 1953; p. 309-316). Divulgado no blog Diplomatizzando (2/01/2016; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/01/por-que-escrevo-1-retomando-minhas.html).

2615. “Por que escrevo? (2)”, Hartford, 7 junho 2014, 7 p. Ensaio inspirado no artigo de título similar “Why I write”, de George Orwell, Divulgado no blog Diplomatizzando (2/01/2016; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/01/por-que-escrevo-2-detalhando-as-razoes.html).

2622. “A guerra de 1914-1918 e o Brasil: impactos imediatos, efeitos permanentes”, Hartford, 26 junho 2014, 5 p. Roteiro para gravação de um depoimento em vídeo para emissão especial do Observatório da Imprensa, sobre o impacto da Primeira Guerra Mundial sobre o Brasil em termos políticos, econômicos, culturais e militares. Postado no blog Diplomatizzando (15/08/2017; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/08/a-grande-guerra-e-seus-efeitos-sobre-o.html).

2623. “Reflexões ao léu: deformações mentais brasileiras: proibicionismo, iniquidade, obrigatoriedade, inconsciência”, Hartford, 29 de junho de 2014, 4 p. Exemplos recentes do fascismo brasileiro em ação. Divulgado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/06/reflexoes-ao-leu-deformacoes-mentais.html).

2630. “Os mercados e os companheiros: desafinidades eletivas?”, Hartford, 19 julho 2014, 2 p. Considerações sobre as esquizofrenias econômicas companheiras. Blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/07/os-mercados-e-o-governo-companheiro.html).

2636. “O FMI e o Brasil: encontros e desencontros em 70 anos de história”, Hartford, 30 julho 2014, 24 p. Itinerário histórico do FMI, desde Bretton Woods, e seguimento dos acordos feitos pelo Brasil, com ênfase nas diferentes fases das políticas econômicas. (...) Publicada na Revista Direito GV (vol. 10, n. 2, 2014, p. 469-495). Divulgado no blog Diplomatizzando (28/04/2015; link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2015/04/o-brasil-e-os-70-anos-de-bretton-woods.html).

2668. “A obsessão antiamericana de um ideólogo diplomático dos companheiros: algumas ideias fixas de Samuel Pinheiro Guimarães”, Portland, 7 setembro 2014, 11 p. Respostas e comentários a entrevista de SPG publicada em Carta Capital e jornal Correio do Brasil. Divulgado no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/09/a-obsessao-antiamericana-de-samuel.html).

2738. “Previsões imprevidentes para 2015: a situação está russa (sem querer ofender...)”, Tallahassee, 28 dezembro 2014, 3 p. Continuidade da série, com novas previsões condenadas ao fracasso. Divulgada no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/12/previsoes-imprevidentes-para-2015.html).

2714. “Os dez maiores benfeitores da humanidade no século 20 ... e os dez piores inimigos dessa mesma humanidade”, Hartford, 11 de novembro de 2014, 1 p. Postado no Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/11/os-dez-maiores-benfeitores-da.html)

2727. “A cleptocracia como forma de governo”, Hartford, 7 dezembro 2014, 3 p. Considerações sobre um fenômeno disseminado, e abrangente. Publicado no jornal O Estado de S. Paulo (ISSN: 1516-2931; 18/12/2014, p. A2; link: http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,a-cleptocracia-como-forma-de-governo-imp-,1609037); reproduzido no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/12/a-cleptocracia-como-forma-de-governo.html).

2737. “Previsões Imprevidentes: dez anos de desacertos contínuos”, Hartford, 23 dezembro 2014, 3 p. Listagem atualizada e corrigida de todos, ou quase todos, os textos elaborados como astrologia diplomática ou previsões a contrário senso. Divulgada no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/12/previsoes-imprevidentes-dez-anos-de.html).

2738. “Previsões imprevidentes para 2015: a situação está russa (sem querer ofender...)”, Tallahassee, 28 dezembro 2014, 3 p. Continuidade da série, com novas previsões condenadas ao fracasso. Divulgada no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/12/previsoes-imprevidentes-para-2015.html).

2739. “Fim das utopias na Casa de Rio Branco?”, St. Petersburg-Clearwater, FL, 29 dezembro 2014, 3 p. Considerações sobre o clima reinante no Itamaraty e na própria política externa, em torno das expectativas que se revelaram frustradas ao cabo de doze anos de experimentos supostamente inovadores. Divulgado no Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/12/fim-das-utopias-na-casa-de-rio-branco.html).

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5361, 20 junho 2026, 10 p.

Divulgado no blog Diplomatizzando (21/06/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/uma-lista-dos-melhores-trabalhos-de_0267523400.html).

sábado, 20 de junho de 2026

Conselho Nacional da Política Externa companheira passará a controlar o Itamaraty? (2014) - Paulo Roberto de Almeida

 Não é a primeira vez que os companheiros tentam controlar, manietar, "orientar" o Itamaraaty, por meio de um Conselho Nacional de Política Externa". Doze anos atrás eu já chamava a atenção para oa avanços que eram feitos nesse sentido. Agora voltou a ocorrer. Transcrevo abaixo um primeiro alerta que eu fiz em 2014, sobre as mesmas tentativas. PRA, 20/06/2026

segunda-feira, 30 de junho de 2014

O bolivarianismo soft dos companheiros descambou na politica externa? - Paulo Roberto de Almeida

Novos atores na diplomacia brasileira: o Itamaraty passará a ser “assessorado” por um Conselho Nacional de Política Externa?

Paulo Roberto de Almeida

Uma das características do aparelhamento do Estado brasileiro pelo Partido dos Trabalhadores, hegemônico na atual conjuntura política brasileira, tem sido a penetração das diversas instâncias decisórias e consultivas do governo federal por meio de organizações políticas que se proclamam participantes interessados em determinadas políticas setoriais. Essa infiltração se dá mediante organizações que são aparentemente autônomas, ou seja, consideradas como sendo da “sociedade civil”, mas que são, de fato, controladas pelo PT ou por grupos que se movimentam no mesmo espectro ideológico. 
O objetivo, obviamente, é o de controlar, ou pelo menos constranger, os decisores políticos e a própria burocracia profissional de cada um dos setores visados, preferencialmente aqueles com maior interface social. Aqueles setores de maior relevância social são objeto da criação de “conselhos nacionais”, cuja institucionalidade foi estimulada desde o início do governo do PT, em 2003. A metodologia é conhecida: o governo já aparelhado pelos companheiros do PT estimula a formação de Conselhos Nacionais, e depois passa a convocar encontros nacionais, organizados cuidadosamente pelo próprio governo, aos quais, sem surpresas, são convidados preferencialmente – ou exclusivamente? – órgãos e movimentos controlados pelo próprio partido hegemônico. 
Trata-se aqui de uma típica tática gramsciana – que os franceses chamariam de noyautage –, como várias outras utilizadas pelo partido hegemônico, que já domina uma fração substancial do movimento sindical: por meio de decisões aprovadas de forma aparentemente “consensual” nesses encontros nacionais dos “conselhos” que o próprio partido hegemônico criou dentro da máquina governamental, os companheiros gramscianos pretendem guiar e controlar a adoção de políticas que confirmariam justamente sua hegemonia, não mais apenas sobre o governo, mas sobre toda a sociedade brasileira. Recorrendo não apenas ao velho Gramsci – que poucos dos companheiros leram de fato – mas sobretudo a recomendações dos companheiros cubanos – eles, sim, presentes, direta e indiretamente, via Foro de São Paulo e outros canais menos transparentes –, os seus companheiros tupiniquins cercam todas as possibilidades de ter a sociedade brasileira sob seu controle. Não que eles pretendam fazer o Brasil adotar um modelo de organização social e política baseado no socialismo à la cubana, pois eles não seriam estúpidos a esse ponto: a intenção é a de “apenas” controlar o capitalismo brasileiro, fazendo com que este alimente, sustente e subsidie o seu próprio poder monopólico, se possível por prazo indefinido.
Não existe, até o momento, nenhum Conselho Nacional de Política Externa, mas se depender do partido dos companheiros poderá existir algum dentro de breve tempo, pelo menos no que depender da continuidade das tentativas bolivarianas e da possível implementação do famoso decreto n. 8.243, que instituiu uma “política nacional de participação social”. As pressões para a criação de um conselho desse tipo existem e devem ser reforçadas, independentemente do destino final que tenha tal decreto, e elas são exercidas em diversas instâncias. Pode-se ler, por exemplo, numa declaração emitida ao final da IV Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional”, realizada em Brasília, de 18 a 20 de março de 2014, o seguinte trecho, que interessa de perto às atividades da diplomacia brasileira (ênfase acrescida):
“Na área internacional, faz-se necessário que o direito humano à alimentação adequada (DHAA) e à soberania e a segurança alimentar e nutricional (SSAN) orientem as relações transfronteiriças e as obrigações extraterritoriais, as negociações internacionais de clima comércio e tratados bilaterais, bem como projetos de investimentos de empresas estrangeiras no Brasil e de empresas brasileiras realizadas em outros países, nas áreas de mineração, agronegócio e construção civil, que contam com o apoio do governo brasileiro. A política externa brasileira no que se refere à segurança alimentar e nutricional precisa ser mediada em instâncias plurais e representativas, como o CONSEA. Requer, sobretudo, a criação de um espaço institucionalizado de participação social, voltado para a inserção externa do país. Nesse sentido, apoiamos a criação de um Conselho Nacional de Política Externa onde as distintas visões, interesses e propostas em disputa sejam apresentados  e processados.”
George Orwell e sua novilíngua estão claramente presentes nesse comunicado. Através de expedientes como estes os companheiros prosseguem em sua obra de penetração, de controle e de dominação das diversas instâncias da governança no Brasil. Pode-se dizer que se trata de um bolivarianismo soft, adaptado às circunstâncias nacionais. Não por isso menos nocivo à democracia e às liberdades em nosso país.

Hartford, 30 de junho de 2014.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Pensamento brasileiro em Relações Internacionais: proposta preliminar para um projeto de trabalho - Paulo Roberto de Almeida

Eis a origem do Pensamento Diplomático Brasileiro, um projeto que eu tinha concebido originalmente numa abordagem temática, e que depois derivou para um formato biográfico. Eu fiz vários projetos, esse foi um deles: 

2445. “Pensamento brasileiro em Relações Internacionais: proposta preliminar para um projeto de trabalho”, Brasília, 16 novembro 2012, 5 p. Esquema de seminário e publicação para 2013, elaborado em nome do presidente da Funag, com base no trabalho 2428, e esquema de livro. Apresentado na Conferência de Relações Exteriores (CORE), realizada pela Funag e Unifor, em Fortaleza, CE, dia 30/11/2012. Divulgado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2012/11/pensamento-brasileiro-em-politica.html).

Pensamento Brasileiro em Política Internacional

Proposta preliminar para um projeto de trabalho

 

Paulo Roberto de Almeida, para:

Embaixador José Vicente Pimentel

Texto preparado para servir de base a projeto de trabalho coletivo

sobre a formação e desenvolvimento das grandes linhas da diplomacia brasileira.

Esquema preliminar: 16 de novembro de 2012,

para apresentação e discussão em Fortaleza (30/11/2012).

 

Esquema deste documento: 

Objeto

Metodologia

Implementação

Desenvolvimento Cronológico

Objetivo Final

Responsabilidades

Possível esquema de trabalho coletivo e publicação

 

Objeto

O objeto deste texto, no momento uma mera proposta preliminar de trabalho, é a realização de um projeto de pesquisas e de elaboração de textos acadêmicos em torno da temática coberta pelo seu título, doravante referido simplesmente como PBPI. O termo cobre, grosso modo, aspectos essenciais da formulação e da execução da política internacional do Brasil, o que compreende não apenas as suas relações exteriores (conduzidas pelo Executivo e pelo seu instrumento diplomático, o MRE), mas também concepções sobre as relações internacionais do Brasil, tanto pelo lado do pensamento de intelectuais e de diplomatas (tal como refletido em seus escritos), como também pelo lado daqueles executores que deixaram registro de alguma formulação sistemática em torno do que deveria, ou do que poderia, ser, idealmente, a política internacional do Brasil (implementada ou não pelo Executivo).

A Política Internacional do Brasil não se confunde com sua política externa, de caráter mais executivo, mas tampouco cobre o vasto campo das Relações Internacionais do país, que compreende não apenas o conjunto de interações mantidas pelos diferentes agentes nacionais (inclusive privados) com a comunidade internacional, mas também, na sua extensão acadêmica, a produção relevante, por parte de autores brasileiros, de trabalhos e análises de política externa (ou de relações exteriores), bem como de história diplomática (eventualmente feita, também, por diplomatas com vocação acadêmica). Embora mais raros, começam a despontar textos de relações internacionais, verdadeiramente conceituais, feitos no Brasil, mas este não será o enfoque privilegiado por este projeto. Optamos aqui pelo termo PI por ser, justamente, indicativo do que se pretende como objeto próprio do projeto, e por ser suficientemente abrangente para abrigar concepções, propostas e formulações de políticas, que foram e são os campos de trabalho dos pensadores e dos operadores brasileiros dessa área.

O período coberto pelo projeto é, idealmente, o do Brasil independente, mas é óbvio que o período pós-Segunda Guerra Mundial, até a fase imediatamente anterior à administração em curso, tende a concentrar a maior parte das atenções dos participantes e colaboradores do trabalho que se pretende oferecer, a partir da elaboração de textos, discussão e análise crítica e redação final de textos selecionados. O projeto se desenvolverá, portanto, em duas fases, constantes, primeiro, da organização e realização de um seminário fechado (provavelmente dividido em duas sessões), de caráter acadêmico-profissional, voltado para os fundamentos conceituais e as derivações operacionais do que já foi designado de PBPI, seguida de uma conferência aberta na qual serão apresentados os resultados do projeto, etapa final prévia à publicação dos textos redigidos em seu formato definitivo.

O “pensamento” brasileiro de que trata o presente projeto é aquele expresso pela voz, escritos, memórias e registros de formuladores conceituais da política internacional do Brasil, bem como pela ação de executores que marcaram época pelo papel renovador e definidor dessa política durante suas respectivas gestões ou participação na formulação e execução da política externa brasileira. Em outros termos, a análise do PBPI seria feita pela via de seus propositores individuais e de alguns operadores da política externa brasileira, numa perspectiva relativamente linear, isto é, cronologicamente alinhada e vertical.

A exposição e análise dos fundamentos conceituais da diplomacia brasileira seria feita, portanto, pelo exame dos escritos dos que influenciaram a política externa brasileira, desde a independência, representativos, portanto, do PBPI: estadistas, diplomatas (profissionais ou não), políticos que atuaram na política externa, militares que abordaram aspectos políticos de estratégia e de segurança, e vários acadêmicos (universitários ou intelectuais autônomos) que possam ter influenciado o PBPI.

 

Metodologia

Após uma definição inicial, e ideal, dos objetivos do presente projeto, caberia partir para uma seleção criteriosa dos objetos próprios que devem integrar o projeto, ou seja, dos “representantes” do PBPI; em função dessa seleção serão escolhidos, em seguida, colaboradores possíveis, convidados a escrever textos-síntese – sob estrita direção editorial, que lhes ditarão os termos de referência – sobre os personagens selecionados; se procederá igualmente a uma escolha adicional quanto a possíveis debatedores ou comentaristas dos textos, que serão apresentados em do seminário fechado. Tal seminário fechado poderá, se necessário, ser realizado em duas etapas: uma de apresentação preliminar e de debate inicial; uma segunda etapa dedicada ao exame dos trabalhos revistos. Idealmente, cada expositor contaria com pelo menos dois debatedores, talvez de perspectivas metodológicas diversas, para comentar e oferecer contrapontos e sugestões aos textos. 

 

Implementação

Após a elaboração de um documento-guia e de planejamento de trabalho, que deverá orientar e dirigir todo o processo, serão expedidos convites para participação no projeto, com prazos para redação e ulterior apresentação dos trabalhos designados num seminário fechado de exame e discussão do PBPI. O debate em torno dos trabalhos apresentados deverá ser pautado pelo rigor acadêmico e, tanto quanto possível, desprovido de vieses políticos e de visão “presentista” (curto prazo, ou momentâneo). Um segundo seminário, já com os textos revistos, poderia ser aberto ao público externo, eventualmente sob a forma de conferência nacional. 

Como base nesse documento de planejamento serão previstos os meios e adotados os procedimentos para a convocação de autores-colaboradores, o convite a debatedores-comentaristas, e dada a partida à realização dos seminários. O objetivo último, se o projeto e o processo forem exitosos, seria a publicação de um volume de referência, organizado e editado pela Funag, sob a direção de seu presidente.

 

Desenvolvimento Cronológico

Novembro e dezembro de 2012: Etapa preparatória, por meio de consultas, questionamentos, conversas informais, subsídios e exame das alternativas possíveis quanto à escolha dos “personagens” do PBRI; fixação de um esquema preliminar, possivelmente com base no que vem oferecido in fine a este documento. 

Janeiro de 2013: Fixação do documento de trabalho, ou de planejamento, com o orçamento pertinente e o cronograma (quase definitivo) da implementação do projeto e do processo, e expedição dos convites aos colaboradores principais; essa etapa implica uma definição precisa quanto aos termos de referência, bem como das diretrizes de trabalho pelas quais deverão se pautar os autores convidados. 

Julho de 2013: possível realização do primeiro seminário, fechado, para apresentação da primeira versão dos trabalhos, provavelmente em dois ou três dias de trabalhos intensos e extensos, e discussão obrigatória da coerência metodológica, adequação intrínseca dos trabalhos às diretrizes propostas pelo diretor do projeto.

Agosto-setembro de 2013: revisão dos trabalhos pelos autores e novo envio aos comentários e debatedores do primeiro seminário, eventualmente também a consultores externos e outros especialistas do assunto; eventualmente se poderá efetuar novo seminário fechado para discussão final.

Novembro-dezembro de 2013: Apresentação dos trabalhos em evento aberto ao público; definição da estrutura final de possível publicação.

Janeiro-março de 2014: revisão, edição, editoração de livro, se tal resultar factível do desenvolvimento do projeto, a partir do desenvolvimento exitoso do processo.

 

Objetivo Final

Idealmente, um livro de referência na área, a ser editado exclusivamente pela Funag, ou em regime de coedição com editora comercial. Registre-se que, na presente concepção do projeto, não se trata, especificamente, de uma história da diplomacia brasileira, que poderia ser objeto de um outro projeto, ou de um outro livro, de caráter institucional, ou seja, sobre como o Itamaraty conduziu a diplomacia brasileira. O presente projeto trata do pensamento, ou seja, as elaborações conceituais que fundamentaram a diplomacia brasileira ao longo do tempo, não exclusivamente restritas ao ambiente profissional diplomático. 

 

Responsabilidades

Todo o projeto e o seu processo de implementação, tanto do ponto de vista executivo, quanto operacional, estarão sob a responsabilidade exclusiva do presidente da Funag. Ele constituirá dois grupos de trabalho: um, organizador, encarregado das grandes definições substantivas do ponto de vista intelectual; um outro, executivo, que tratará da implementação prática do projeto. O orçamento do projeto estará a cargo da Funag. 

[Segue possível esquema da publicação planejada)

Evolução do Pensamento Brasileiro em Política Internacional:

a contribuição dos principais formuladores e dos grandes atores

 

00. Apresentação geral do Projeto (Embaixador José Vicente Pimentel – Pres. Funag)

01. Introdução metodológica e de conteúdo (Paulo Roberto de Almeida)

 

Parte I – Concepções iniciais do pensamento diplomático

02. José Bonifácio e a inserção do Brasil no mundo na era das independências ibéricas

03. Paulino Soares de Souza e a construção do instrumento diplomático

04. Francisco Adolfo Varnhagen e a primeira historiografia brasileira

 

Parte II – Consolidação de uma diplomacia nacional

05. Duarte da Ponte Ribeiro e a concepção geográfica do território nacional

06. O Visconde do Rio Branco e a defesa da soberania do Império

07. Joaquim Nabuco e a consciência do atraso nacional

08. O Barão do Rio Branco e a fixação das fronteiras da pátria

09. Manoel de Oliveira Lima e a nova historiografia brasileira

 

Parte III – A política internacional da Velha República

10. Euclides da Cunha e os desafios do Brasil na América do Sul

11. O episódio da Liga das Nações e seus atores políticos e diplomáticos

12. Pandiá Calógeras e a primeira síntese da história diplomática

13. Octávio Mangabeira e a reforma do instrumento diplomático

 

Parte IV – A reforma do Estado e a modernização da diplomacia

14. Oswaldo Aranha e a busca de uma relação especial com os Estados Unidos

15. Presentes na criação: diplomatas e estadistas na construção da ordem internacional

16. As bases da política externa independente: o IBRI, a RBPI e os desalinhamentos

17. Afonso Arinos e San Tiago Dantas: mudanças numa fase de transição

 

Parte V – O regime autoritário e a diplomacia do desenvolvimento

18. O pensamento conservador e os alinhamentos internacionais: atores e pensadores

19. O impulso desenvolvimentista: Araújo Castro e a recusa do congelamento

20. Brasil potência e suas fragilidades: os diplomatas no comando do Itamaraty

21. Roberto Campos, a interdependência necessária e os capitais estrangeiros

 

Parte VI – A reconciliação democrática

22. Meira Penna e crítica do terceiro-mundismo

23. Reafirmando o projeto desenvolvimentista: Rubens Ricupero

24. Regionalização, globalização, valores: Celso Lafer e a cultura diplomática

25. Bases institucionais e políticas da nova diplomacia brasileira

 

Apêndices:

26. Cronologia da diplomacia brasileira

27. Ministros das relações exteriores

28. Fontes primárias e documentos fundacionais da diplomacia brasileira

29. Bibliografia geral sobre as relações internacionais do Brasil

 

Brasília, 16 novembro 2012

 

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