domingo, 18 de janeiro de 2026

Condenados à mediocridade? Assim parece… - Paulo Roberto de Almeida

 Fatalidade:

Vamos convir o seguinte: somos todos, como intelectuais irrelevantes de classe média, absolutamente inócuos do ponto de vista de uma possível resolução dos mais graves problemas da nação brasileira, não muito diferente do panorama social que assustava Monteiro Lobato mais de cem anos atrás: um país de Jecas, iletrados e carentes de qualquer educação de qualidade. É isso que perpetua as oligarquias do poder, de direita e de esquerda, todas predatórias dos recursos públicos, inclusive os militares e, sobretudo, a aristocracia do Judiciário.

Temos um longo caminho pela frente: a educação das massas, o que vai demorar para ocorrer. Calculo que ainda temos duas ou três gerações de mediocridade pela frente.

Sorry pelo pessimismo realista.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 18/01/2026

Uma consulta relevante do ponto de vista da profissão diplomática, que pretendo responder - Leon Nunes,Paulo Roberto de Almeida

Com perdão pela indiscrição e revelação, o que não costumo fazer, mas considero a questão do Leon Nunes especialmente importante, tanto no plano acadêmico, quanto profissional ou intelectual e pessoal para responder devidamente, o que não posso fazer agora. Transcrevo como missão a cumprir, ou desafios a responder, nos próximos dias. PRA.

Postagem numa postagem neste espaço: 

 Leon Nunes deixou um novo comentário na sua postagem "As principais ideologias políticas do brasileiro, segundo Christian Christian Edward Cyril Lynch, em matério do Meio (Pedro Doria):":


Bom dia, embaixador. Publicação interessante. Fiquei curioso por essa divisão. Procurarei conhecer melhor essa noção de "conservador societário".

Para além disso, tenho um outro ponto: queria aproveitar para pedir que o sr. falasse um pouco sobre sua disciplina de estudos. É notório o grau de dedicação que você dá a suas leituras e projetos intelectuais, o que considero admirável. Já o ouvi falando que a diplomacia tem muitos burocratas e poucos intelectuais, mas, apesar disso, o ambiente é favorável a uma vida de estudos? Ou tudo o que o sr. construiu foi "apesar" de sua condição de diplomata? De minha parte, também sou dr. em Ciências Sociais e mero aspirante ao Itamaraty. Sempre acompanho suas publicações e suas recomendações bibliográficas.

Agradeço pela atenção desde já, um abraço!

Cancele a inscrição nos e-mails sobre comentários deste blogo

PRA: Tenho a intenção de responder, mas não imediatamente.

Estatísticas de postagens no blog Diplomatizzando, de 2006 a 2026 - Paulo Roberto de Almeida

 Estatísticas de postagens no blog Diplomatizzando

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.
Nota quantitativa sobre as postagens no meu blog Diplomatizzando

        Reproduzo abaixo as estatísticas anualizadas sobre o número de postagens publicadas em meu blog Diplomatizzando, sendo que eu tive vários blogs anteriores, descontinuados, assim como continuei mantendo vários blogs paralelos (para resenhas de livros, por exemplo, ou para seguir diversas eleições presidências, nesse período), cabendo ainda registrar que os números não se referem a produção própria, mas postagens diversas, de terceiros, materiais diversos de imprensa, notas ligeiras, e mesmo alguns trabalhos mais substantivos. Quando se trata de algum texto mais intenso, meu ou de outras fontes, eu costumo publicar por inteiro na plataforma de interação acadêmica Academia.edu e apenas fazer uma chamada em meu blog.
        Resumindo, de 2007 a 2025 (anos inteiros), eu efetuei 28903 postagens, uma média de 1.521 postagens por ano, a que se deve acrescentar os 193 em seis meses de 2006, ou uma média de 32 por mês. No total, seriam 29.096 postagens até o final de 2025. Digamos que as 1.521 postagens em 19 anos, correspondam a uma média aproximada de 127 postagens, em média, nos 228 meses desses 19 anos, ou mais de 4 postagens por dia, o que me parece uma produtividade “blogueira” respeitável, mas desigual ao longo dos anos, com números modestos na sequência e alguma redução no período mais recente. Para comparação, nos 17 dias completos de janeiro de 2026 foram 80 postagens, ou 4,7 postagens por dia, o que parece manter a média diária daqueles anos completos.
        Essa contabilidade significa que eu mantive uma média de quase cinco postagens ao dia, durante todo o período, o que me parece um volume diário bastante respeitável. Preciso fazer uma análise detalhada dessas postagens, para separar o que é produção própria, ou seja, escritos pessoais na sua integralidade, ou postagens de terceiros, ou simples remissões a postagens alheias (notícias e matérias de imprensa, por exemplo). Acredito que menos de um terço, talvez até menos, das postagens correspondam a produção própria, se ouso interpretar assim o volume próprio da produção pessoal. Já mantive uma tabela estatística dos trabalhos originais produzidos (inclusive com o número de páginas “produzidas”, o que inclui um pouco de Lavoisier) e dos trabalhos publicados. Se consulto agora essa produção, eu poderia ter os seguintes resultados, para esses 19 anos completos:     
        Número total de trabalhos Originais produzidos:
De 2007 a 2025, de 1707 a 5166 = 3.459 trabalhos
2007: 1707 a 1847 = 140
2008: 1848 a 1969 = 121
2009: 1970 a 2078 = 108
2010: 2079 a 2233 = 154
2011: 2234 a 2348 = 114
2012: 2349 a 2457 = 108
2013: 2458 a 2550 = 92
2014: 2251 a 2740 = 489
2015: 2741 a 2912 = 171
2016: 2913 a 3072 = 159
2017: 3073 a 3222 = 149
2018: 3223 a 3390 = 167
2019: 3391 a 3559 = 168
2020: 3590a e 3590b a 3830 = 241
2021: 3831 a 4053 = 222
2022: 4054 a 4296 = 342
2023: 4297 a 4540 = 243
2024: 4541 a 4820 = 279
2025: 4821 a 5166 = 345
2026: (17 dias) = 80 postagens, sendo de 5167 a 5188 = 21
2006 (seis meses): 193 postagens, sendo de 1535 a 1706 = 171

        De 2007 a 2025 (19 anos): De 2007 a 2025, de 1707 a 5166 = 3.459 trabalhos
3.499 trabalhos em 19 anos, resulta em 182 trabalhos por ano, ou 15 por mês, oumeio trabalho por dia. Acho que é uma média boa, para quem passa, como eu, nem umas seis ou sete horas no computador, lendo, escrevendo, postando.
        Abaixo, as estatísticas retiradas de meu blog Diplomatizzando e após consulta às listas anuais de trabalho. Preciso completar a tabela que costumava fazer, com o número de páginas escritas por mês, por semana, por dia, e a média das páginas por trabalho.

    Estatísticas do Diplomatizzando, que todos podem consultar, acessar, ler e criticar.
► 2025 (1582)
► 2024 (1681)
► 2023 (1268)
► 2022 (1317)
► 2021 (1250)
► 2020 (1711)
► 2019 (1624)
► 2018 (1134)
► 2017 (937)
► 2016 (1203)
► 2015 (1479)
► 2014 (3131)
► 2013 (3297)
► 2012 (2221)
► 2011 (2416)
► 2010 (2336)
► 2009 (648)
► 2008 (162)
► 2007 (146)
► 2006 (193)

        Agradeço aos meus leitores pela atenção dedicada aos trabalhos, mas não acredito que alguém tenha sido capaz de seguir todas as minhas postagens ao longo dos anos (aliás, nem eu, pois várias foram postadas e jamais lidas novamente). Trata-se de um diretório, de um arquivo, de um repositório de tudo o que ocorreu no Brasil e no mundo nas últimas duas décadas. Talvez me seja útil para escrever minhas memórias, se algum dia eu tiver essa oportunidade.

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5188, 18 janeiro 2026, 3 p.
Divulgado no blog Diplomatizzando (3/01/2026; link: )

Putin é um criminoso de guerra e contra a humanidade. A Rússia é um Estado terrorista - Anton Geraschenko

Putin é um criminoso de guerra e contra a humanidade. A Rússia é um Estado terrorista:

From: Anton Geraschenko

Jan 17, 2026

“‼️ Russia is committing energy genocide against Ukrainians

Russia's campaign of strikes against Ukraine's energy sector during the harshest frosts is not a series of "episodes" and not a "military necessity." It is a systematic operation aimed at destroying living conditions. Repeated attacks on power generation and networks trigger a predictable chain - blackouts → heating shutdown → water supply problems - precisely in winter, when harm to civilians is at its maximum.

Reuters, citing UNICEF and the IFRC, directly warns about the risks of hypothermia for children due to the lack of electricity and heat. Russia strikes not only 'visible' power plants, but also high-voltage transmission nodes - substations and power lines that maintain regional power flows. This creates an effect of "cutting" the energy system: even when part of the generation is preserved, damaged nodes make it inaccessible where the shortage is most acute, multiplying humanitarian consequences. In its statement at the IAEA Board of Governors on Ukraine, European External Action Service condemned Russia's attacks on energy infrastructure and noted separately that damage to key substations has forced Ukrainian nuclear power plants to take emergency measures.

This directly concerns nuclear safety. In its regular updates, the IAEA emphasizes that the degradation of the power grid during the war poses a serious threat to the safety of operating nuclear power plants and to the situation around the occupied Zaporizhzhia NPP, which has repeatedly lost its external power supply. When strikes disrupt the operation of substations and power lines, the likelihood of a regime in which stations depend on emergency power sources increases - one of the most dangerous scenarios in terms of preventing a man-made accident.

‼️ What Russia is doing is a war crime. International humanitarian law prohibits attacks on objects that are indispensable for the survival of the civilian population, as well as actions aimed at depriving civilians of basic living conditions (water, heat, critical services) - this is enshrined in customary law (ICRC Rule 54) and in Additional Protocol I (Article 54). The UN Human Rights Monitoring Mission in Ukraine warns that repeated strikes on energy infrastructure put civilians at serious risk and are critical to the survival of the civilian population.

‼️ Russia's attacks on Ukraine's energy infrastructure bear the characteristics of the crime of genocide, a war crime, and a crime against humanity, as they predictably lead to mass suffering and deaths of civilians and are a policy of "destruction of living conditions."

Russia is committing genocide. Right now. In Europe.”

Os papers mais acessados de Paulo Roberto de Almeida em Academia.edu

Os papers mais acessados de Paulo Roberto de Almeida em Academia.edu


Compilação feita em 18/01/2026, a partir da seguinte consulta:

Title - All-Time Views - All-Time Downloads
22) Prata da Casa: os livros dos diplomatas (Edição de Autor, 2014): 15,964 - 836

054) As duas últimas décadas do século XX: fim do socialismo e retomada da globalização (2006): 7,989 - 396

16) O Moderno Príncipe: Maquiavel revisitado (2010): 7,498 - 1,385

1297) Contra a antiglobalização: Contradições, insuficiências e impasses do movimento antiglobalizador (2004): 6,250 - 1,280

A Constituicao Contra o Brasil: Ensaios de Roberto Campos: 6,193 - 1,592

(...)

Lista completa ver em Academia.edu, link: https://www.academia.edu/146192733/5187_Os_papers_mais_acessados_de_Paulo_Roberto_de_Almeida_em_Academia_edu

Uma consulta às estatisticas de Academia.edu - Arquivos de Paulo Roberto de Almeida

Uma consulta às estatisticas de Academia.edu:


Primeiro um pouco de redundância:
828 papers mention “Paulo Roberto de Almeida” or “Paulo Roberto de Almeida” NOS ÚLTIMOS 30 DIAS APENAS (existiria, por acaso, alguma diferença entre um e outro?)

Agora alguns detalhes, o que demonstra que a homonimia é mais relevante do que a produção própria (os PRAs são abundantes mundo afora):
All Mentions: 2,574
High Confidence: 828
This is Me: 2,203
This is Not Me: 2,474

Agora, as visitas e downloads dos principais países (apenas as superiores a 10 consultas nos últimos 30 dias; dezenas de outros países ficaram de fora, abaixo de 10):

Country 30-Day Views - All-Time Views
Brazil 1,019 - 235,346
Switzerland 517 - 1,425
The United States 310 - 30,832
India 88 - 1,371
Vietnam 74 - 1,088
Portugal 68 - 9,173
The Russian Federation 57 - 1,508
Singapore 52 - 824
China 48 - 2,306
France 35 - 4,508
Argentina 33 - 2,336
Spain 32 - 2,944
The Netherlands 30 - 943
The United Kingdom 25 - 2,500
Angola 23 - 3,403
Italy 21 - 1,630
Indonesia 21 - 642
Germany 20 - 2,071
South Africa 20 - 474
Poland 20 - 570
Pakistan 18 - 355
Bangladesh 18 - 212
Japan 16 - 1,150
Iraq 16 - 240
Venezuela 16 - 814
Mexico 16 - 1,211
Colombia 15 - 639
Turkey 15 - 687
Sweden 14 - 378
Chile 14 - 709
Canada 13 - 2,552
Malaysia 13 - 254
Thailand 12 - 192
Latvia 12 - 57
Paraguay 11 - 468
Ukraine 11 - 673
Ecuador 11 - 601
Tunisia 10 - 119
Morocco 10 - 495
Egypt 10 - 395
The Philippines 10 - 423

Se for pelo total de "visitas", acima de 1.000, esta é a lista (os "desconhecidos estão em segundo lugar, com 93 mil, mais 2.800 depois, não sei se é a CIA, o FSB, o Mossad, a Abin, vai lá saber):

Country All-Time Views
Brazil 235,346
Unknown 93,967
The United States 30,832
Portugal 9,173
France 4,508
Mozambique 3,574
Angola 3,403
Spain 2,944
Unknown 2,849
Canada 2,552
The United Kingdom 2,500
Argentina 2,336
China 2,306
Germany 2,071
The Republic of Korea 1,720
Italy 1,630
The Russian Federation 1,508
Switzerland 1,425
India 1,371
Belgium 1,235
Mexico 1,211
Japan 1,150
Vietnam 1,088

Mais consultas às estatísticas de Academia.edu: Impact, nos últimos 30 dias, de 18//12/2025 a 18/01/2026:

2,506 Unique Visitors
1,155 Downloads
2,992 Views (ou seja, mais de um arquivo por visitante)

107 Countries
Country 30-Day Visitors
Brazil 769
Switzerland 506
The United States 281
India 84
Vietnam 74
Outros 102 países

826 Cities
City 30-Day Visitors
Brasília 80
São Paulo 80
Rio de Janeiro 63
North Bergen 41 (esta é a unica estrangeira nas mais presentes)
Salvador 21
Outras 821 cidades

155 Universities
University 30-Day Visitors
Universidade de Brasília - UnB 35
Universidade de São Paulo 17
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) 10
Universidade de Lisboa 7
UFBA - Federal University of Bahia 7
Outras 150 universidades

2,453 Research Fields
Research Field 30-Day Visitors
Political Development 46
PT (Partido Dos Trabalhadores) 43
Brazilian Economics 42
Social Sciences 39
International Relations 38
Outros 95 assuntos, sendo que o PT vem em 2o lugar)

Qualificação dos visitantes
Job Title 30-Day Visitors
Graduate Student 34
Department Member 24
Faculty Member 24
Alumnus 14
Undergraduate 6
34 outras qualificações

10,908 Pages Read
Most-Read Papers 30-Day Pages
The Military Balance 2023 3513
The Military Balance 2024 2472
Rubens Ricupero: Diplomacy in the Construction of Brazil 1750-2023 (2025) 762
Revista 200 (n. 1, 2018) 489
QUINZE ANOS DE POLITICA EXTERNA ENSAIOS SOBRE A DIPLOMACIA BRASILEIRA, 2002-2017 378
123 outros textos mais acessados


Os principais textos acessados não são meus, mas os relatórios anuais de 2023 e 2024 do ISS, Balanço Militar

Os meus Readers apresentam os seguintes números:
All: 47,523
Highly Engaged: 17,171
In Your Network: 3,344
In Your Field: 11,841

sábado, 17 de janeiro de 2026

O Brasil diante da Doutrina Donroe - Demétrio Magnolli (Folha de S. Paulo)

 OPINIÃO

DIPLOMACIA BRASILEIRA
O Brasil diante da Doutrina Donroe
Demétrio Magnolli
Folha de S. Paulo, 16/01/2026
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/demetriomagnoli/2026/01/o-brasil-diante-da-doutrina-donroe.shtml

O Corolário Trump da Doutrina Monroe, já batizado como Doutrina Donroe, solicita uma revisão integral da política externa brasileira. No plano dos paradigmas, a resposta ao neoimperialismo é a adesão ativa às leis internacionais –ou seja, ao conceito de soberania nacional inscrito na Carta da ONU.
O Brasil jura, noite e dia, seu compromisso com o direito internacional –mas não o pratica na hora H. O governo Lula esqueceu o princípio da soberania nacional na hora da invasão russa da Ucrânia, multiplicando gestos de solidariedade a Putin apenas disfarçados por uma débil condenação protocolar. A duplicidade precisa desaparecer: a oposição às agressões imperiais de Trump exigem igual oposição às de Putin.
A Doutrina Donroe sintetiza uma política de esferas de influência que agrada à Rússia e à China. Sob o farol de Celso Amorim, o Brasil passou a utilizar a expressão "multipolaridade" como álibi para oferecer apoio às ambições russas e chinesas, além de vergonhoso silêncio sobre o massacre de manifestantes no Irã. A aposta nos Brics, um bloco liderado por Xi Jinping e Putin, tornou-se mais que um equívoco sobre valores: no contexto da Donroe, coloca-nos em posição precária diante dos EUA. Uma política externa soberana solicita distância estratégica das três grandes potências.
O acordo de livre comércio Mercosul-UE não poderia ter sido concluído em momento melhor. No plano geopolítico, representa uma resposta enfática ao protecionismo tarifário dos EUA e, ademais, uma via para reduzir nossa dependência em relação ao comércio e aos investimentos chineses. Há que explorar as potencialidades estratégicas descortinadas pela parceria. A Europa apega-se ao direito internacional para proteger-se da Rússia e, agora, também dos EUA. Eis aí uma base de cooperação na esfera da política externa.
Os europeus enfrentam o risco de anexação da Groenlândia pelos EUA. O Brasil assiste à instalação de bases americanas em países vizinhos, à imposição de um protetorado na Venezuela e a ameaças de intervenção no Panamá, em Cuba e na Colômbia. O princípio da soberania nacional deveria ser erguido, conjuntamente, pela Europa e pelo Brasil. A palavra certa é "multilateralismo", não "multipolaridade".
Soberania nacional é bem mais que um conceito territorial. A violação "soberana" dos direitos humanos por regimes ditatoriais agride os princípios que, constitucionalmente, regem nossa política externa. Por isso, o complemento da soberania nacional é a soberania popular. Quando, finalmente, o Brasil pedirá eleições livres na Venezuela, contrariando Trump e Delcy Rodríguez, sua marionete chavista?
Gustavo Petro, da Colômbia, assinou um manifesto de intelectuais contra a intervenção dos EUA na Venezuela. Faria melhor se confrontasse o narcotráfico baseado no seu país. O Brasil ensaia emendas constitucionais sobre o crime organizado. Palavras ao vento, no ano eleitoral. O governo não precisa de legislação nova ou ministério específico para coordenar operações financeiras, policiais e militares destinadas a quebrar as estruturas das facções.
A recuperação da soberania territorial, nas metrópoles e nas fronteiras amazônicas, um tema vital de segurança interna, tornou-se um imperativo de segurança externa. Não é o momento de oferecer álibis ao neoimperialismo da Doutrina Donroe.

Postagem em destaque

Livro Marxismo e Socialismo finalmente disponível - Paulo Roberto de Almeida

Meu mais recente livro – que não tem nada a ver com o governo atual ou com sua diplomacia esquizofrênica, já vou logo avisando – ficou final...