Morreu o guru de Haddad e FHC.
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Morreu Jürgen Habermas, um dos nomes mais "influentes" da esquerda acadêmica europeia do pós-guerra, e com ele desaparece um símbolo de uma tradição intelectual que ajudou a moldar parte significativa da elite universitária, burocrática e política do Ocidente — inclusive no Brasil.
Moldar é uma palavra bonita, o certo é destruir.
Não se trata de dizer que Fernando Henrique Cardoso e Fernando Haddad tenham sido discípulos formais ou repetidores mecânicos de Habermas. O ponto é mais profundo. Ambos pertencem a uma mesma tradição intelectual e política que bebeu diretamente das fontes da teoria crítica europeia e da cultura universitária que emergiu da geração de 1968.
Habermas ajudou a fornecer a linguagem, o método e a moldura mental de uma (de)geração inteira de professores, juristas, administradores públicos, jornalistas, políticos e intelectuais que passaram a enxergar a sociedade não como uma ordem espontânea fundada na verdade, na responsabilidade individual, na moral, na propriedade, na família, nas igrejas, nas associações livres e no mercado, mas como um campo permanente de reconstrução discursiva, mediação institucional e reeducação cultural.
É aí que está o mal que causou.
Habermas foi apresentado durante décadas como o filósofo da democracia, do diálogo e da racionalidade comunicativa. Mas, sob o verniz da moderação, ajudou a consolidar uma visão de mundo em que a verdade vai sendo substituída pela legitimação discursiva, a liberdade concreta vai sendo condicionada por filtros ideológicos, e a vida social vai sendo submetida a uma elite que se julga moral e intelectualmente autorizada a interpretar o mundo, corrigir o povo e conduzir a sociedade.
Essa transformação teve efeitos profundos. A teoria habermasiana contribuiu para deslocar o centro da política da realidade concreta para a engenharia discursiva das instituições. Saímos do mundo real para o mundo da fantasia, das ideologias coletivistas, da verdade para as narrativas. Não foram só os doidos do Juquiri que ficaram livres, mas foi um mundo que deu voz a canalhas.
O cidadão deixa de ser agente moral responsável e passa a ser objeto de mediação permanente por especialistas, burocratas e intérpretes autorizados da democracia. A política deixa de ser limitada pela tradição, pela experiência histórica e pela prudência e passa a ser reinterpretada continuamente por uma elite acadêmica que pretende redefinir os fundamentos da civilização.
Em vez da civilização ocidental fundada na responsabilidade, na lei, na tradição, na prudência e na liberdade, fomos empurrados para uma civilização de mediações abstratas, consensos fabricados, pedagogia política permanente e suspeita sistemática contra tudo aquilo que sustenta a ordem social orgânica.
Foi assim que a teoria crítica da Frankfurt School, a Escola de Frankfurt, em vez de libertar o homem, ajudou a dissolver os freios culturais, morais e institucionais que protegiam o homem comum do avanço do Estado, da burocracia e da ideologia.
É justamente essa crítica que levou Olavo de Carvalho a afirmar:
“A revolução cultural não se faz pela tomada do poder político, mas pela transformação lenta da mentalidade das elites que depois irão governar.”
Habermas não inventou esse processo, mas forneceu a ele legitimidade acadêmica e respeitabilidade filosófica.
O resultado é visível em todo o Ocidente: universidades convertidas em centros de militância ideológica, imprensa transformada em aparato pedagógico do progressismo, tribunais reinterpretando permanentemente a lei segundo critérios morais mutáveis, e uma cultura política em que a linguagem passa a ser instrumento de poder. E pior, as igrejas transformadas em meras ONGs. A começar a CNBdoB.
Como observa Rodrigo Constantino:
“A esquerda moderna descobriu que controlar a cultura é muito mais eficaz do que disputar eleições.”
Habermas foi um dos principais arquitetos intelectuais dessa estratégia.
E por isso a morte de Habermas é simbólica.
Morre um dos principais sacerdotes intelectuais do mundo inaugurado por 1968.
E é precisamente por isso que precisamos perguntar: qual foi o ano que não terminou para nós brasileiros? 1964, 1967 ou 1968?
A resposta honesta é: os três continuam entre nós. Eu os somo, e o resultado desta soma dá 1889.
1964 não terminou, porque ainda vivemos sob o conflito histórico em torno de sua interpretação maliciosa.
1967 não terminou, porque foi o ano do breakpoint institucional brasileiro. Ou seria um breakthrough?
1968 não terminou, porque foi o ano em que a revolução cultural capturou o imaginário do Ocidente.
Devemos entender os três.
Mas, se quisermos compreender o mundo atual, a linguagem política dominante, a cultura universitária, a hegemonia da esquerda estética bonitinha e cheirosa, o progressismo judicial, a pedagogia de Estado e a arrogância das elites acadêmicas, então é preciso reconhecer: 1968 foi o ano que nunca acabou.
Foi em 1968 que a rebelião saiu da rua e entrou nas cátedras. E as cátedras perderam espaço.
Foi em 1968 que a revolução deixou de depender apenas de partidos, guerrilhas e sindicatos e passou a ocupar as artes, a imprensa, a educação, os tribunais, os currículos, os festivais, os editoriais e as consciências.
Foi em 1968 que a luta política ganhou nova forma: não mais apenas a tomada violenta do poder, mas a corrosão moral e cultural da civilização por dentro.
A velha revolução trocou o fuzil pelo seminário.
Trocou a barricada pela universidade.
Trocou o panfleto pelo parecer (nada) técnico.
Trocou o comício pela sala de aula.
Trocou a guerrilha pela hegemonia cultural.
E Habermas foi um dos principais responsáveis por dar respeitabilidade filosófica a esse processo.
Seu legado ajudou a transformar a crítica permanente em método, a suspeita em virtude, a desconstrução em pedagogia e a politização total da vida em dever moral. Com isso, fortaleceu-se uma cultura em que a tradição passou a ser vista como opressão, a religião como obstáculo, a autoridade como abuso, a moral como imposição, a família como estrutura suspeita, a distinção entre belo e feio como preconceito, a verdade como construção, e a liberdade como algo sempre condicionado pela aprovação de mediadores iluminados.
Foi assim que 1968 venceu.
E venceu não só na França, na Alemanha ou nas universidades americanas. Venceu também no Brasil. A USP é um bom exemplo, de lá sairam esses dois "fernandos".
Venceu quando passamos a confundir artistas com oráculos, professores com redentores, jornalistas com sacerdotes da moral pública, juízes com pedagogos da nação e burocratas com intérpretes superiores da democracia. Do nosso excesso de "democracia".
Venceu quando o entretenimento se converteu em catequese ideológica. Com direito a Oscar e tudo, mas sem público.
Venceu quando a música de protesto deixou de ser manifestação artística e se tornou instrumento de fabricação de mitos políticos e idiotas úteis.
Venceu quando a esquerda cultural conseguiu fazer do sentimentalismo um critério superior à verdade. Passamos a nao mais FAZER O BEM e a FAZER BEM (nossos serviços, trabalhos e produtos), mas a FAZER OS OUTROS SE SENTIREM BEM.
Venceu quando a moral cristã começou a ser substituída pela ética das emoções.
É por isso que o mundo atual vive de narrativas e já não quer se submeter aos fatos.
Os fatos vêm dos administradores, dos engenheiros, dos auditores, dos peritos, dos que trabalham com realidade objetiva. Mas a esquerda cultural prefere a dramaturgia política. Prefere a emoção à verdade, a vitimização à responsabilidade, a denúncia ao exame, a performance à prova.
Isso nos leva diretamente ao outro braço do problema: o Brasil.
Porque, se 1968 jamais terminou no plano cultural, 1967 jamais terminou no plano institucional brasileiro.
Enquanto muitos insistem em dizer que 1964 ou 1968 foram os únicos marcos decisivos, a verdade é que 1967 foi o ano em que a trajetória da Revolução de 31 de Março sofreu seu verdadeiro breakpoint. Ou seria breakthrough?
Foi em 1967 que se institucionalizou o regime de exceção sob nova base constitucional.
Foi em 1967 que morreu Castello Branco, encerrando-se com ele a possibilidade de uma transição racional e institucional.
Foi em 1967 que a revolução dentro da Revolução se consumou.
Por isso 1967 foi real.
E 1968, no Brasil, foi ao mesmo tempo consequência e disfarce.
Enquanto a máquina institucional endurecia por dentro, a juventude era alimentada pela fantasia revolucionária que vinha de fora.
Não se trata de negar excessos. Trata-se de recusar simplificações históricas.
O Brasil dos anos 60 não pode ser interpretado sem o contexto da Guerra Fria.
Nos primeiros anos daquela década, o país vivia instabilidade crescente.
A renúncia de Jânio Quadros abriu uma crise institucional.
João Goulart conduzia um projeto populista e sindicalista.
Greves, inflação, radicalização política e disputa ideológica colocavam o país à beira de uma ruptura.
Foi nesse cenário que 1964 ocorreu.
Mas 1964 sozinho não explica o Brasil de hoje.
Para entender o Brasil atual, é preciso observar o encadeamento histórico:
1889 destruiu o equilíbrio institucional do Império.
1964 abriu uma ruptura política dentro da República.
1967 mudou a direção do processo institucional.
1968 conquistou a cultura.
Sem o Poder Moderador do Império, a República transformou-se em campo permanente de disputa entre facções.
O Brasil passou a viver ciclos de golpes, crises e rearranjos institucionais.
E hoje vemos o resultado disso.
Vivemos um país em que tribunais acumulam funções que deveriam estar separadas, em que a liberdade de expressão é constantemente tensionada, e em que o Judiciário se converte em ator político central.
Esse processo não começou agora.
Ele é consequência de uma longa cadeia histórica que começa em 1889, passa por 1964, sofre seu ponto de inflexão em 1967 e ganha hegemonia cultural em 1968.
Habermas não criou tudo isso sozinho.
Mas ajudou a fornecer o vocabulário e a legitimação intelectual desse mundo.
Por isso o título faz sentido:
Morreu o guru de Haddad e FHC.
Dois políticos de partidos "diferentes" para quem nao conhece a finalidade da tesoura, mas formados na mesma tradição intelectual: a crença na mediação institucional permanente, na engenharia social conduzida por especialistas e na política como instrumento de pedagogia coletiva.
A social-democracia acadêmica tucana e o progressismo tecnocrático petista compartilham esse mesmo DNA.
Ambos nascem da mesma cultura universitária.
Ambos acreditam na condução da sociedade por elites ilustradas.
Ambos desconfiam da espontaneidade social.
Ambos veem o Estado como instrumento de transformação moral da sociedade.
Essa é a verdadeira similaridade entre os dois Fernandos.
Morreu o guru.
Mas o mundo que ele ajudou a construir ainda está aqui.
1968 não terminou.
1967 também não.
1964 muito menos.
E enquanto não compreendermos a ligação entre esses anos, continuaremos vivendo dentro da mesma engrenagem histórica.
O desafio não é apenas lembrar.
É finalmente encerrar esse ciclo.
E é neste cenário que devemos ler de Thomas Sowell: Os Ungidos.
Você viveu os anos 60?
Recomendo que leia:
BOEHME, Gerhard Erich. 1967: o ano que não terminou. Facebook, 2025. Disponível em: https://www.facebook.com/share/p/1876H9p4iJ/ Acesso em: 17 abr. 2025.
O texto defende que o verdadeiro ponto de inflexão institucional da história política brasileira não foi 1964 nem 1968, mas 1967. Segundo o autor, foi nesse ano que ocorreu a institucionalização do regime de exceção com a nova Constituição e, sobretudo, a morte do marechal Castello Branco, evento que interrompeu o projeto de transição institucional gradual da Revolução de 1964. A ascensão da chamada “linha dura” alterou profundamente a direção política do regime e abriu caminho para o endurecimento institucional posterior. O ensaio também introduz a ideia da “indústria da ditadura”, isto é, a exploração política e cultural posterior da memória do período militar.
BOEHME, Gerhard Erich. Decida-se! Qual ano que ainda não terminou? 1968 ou 1964? Na realidade 1967. Facebook, 2025. Disponível em: https://www.facebook.com/share/p/1AYLHvUFcN/ Acesso em: 17 abr. 2025.
Neste texto, o autor discute a disputa interpretativa sobre os marcos históricos do Brasil contemporâneo. Enquanto grande parte da narrativa pública se concentra em 1964 ou 1968, o autor sustenta que o verdadeiro “ano que não terminou” é 1967. O ensaio analisa a ruptura interna ocorrida dentro da própria Revolução de 1964 e mostra como essa mudança redefiniu o curso político brasileiro. O texto também explora o impacto cultural de 1968 e a influência da teoria crítica europeia nas universidades brasileiras.
BOEHME, Gerhard Erich. Quantos golpes teve o Brasil? Facebook, 2023. Disponível em: https://www.facebook.com/share/p/1GyboTQqER/ Acesso em: 17 abr. 2025.
O texto apresenta uma interpretação histórica segundo a qual o ciclo de instabilidade institucional brasileiro tem origem na Proclamação da República em 1889. A partir desse evento fundador, o autor identifica uma sequência de rupturas institucionais — 1937, 1964 e o que chama de “golpe judicial contemporâneo”. O argumento central sustenta que a ausência do Poder Moderador do sistema monárquico abriu caminho para uma sucessão de crises políticas e disputas entre facções que continuam a marcar a vida institucional brasileira.
BOEHME, Gerhard Erich. Por que artistas são de esquerda? Facebook, 2024. Disponível em: https://www.facebook.com/share/p/1DYbeXwR1U/ Acesso em: 17 abr. 2025.
O texto discute a relação entre elites culturais e ideologia política. O autor argumenta que artistas, jornalistas, líderes religiosos e comunicadores frequentemente operam no campo das emoções e da construção de narrativas, o que os aproxima de movimentos políticos que privilegiam mobilização simbólica e cultural. O ensaio dialoga com a tese da hegemonia cultural desenvolvida no século XX e aborda também o papel do financiamento público da cultura na formação de um ambiente intelectual predominantemente progressista.
A TOCA DO LOBO. 1967 não terminou! Facebook, 2022. Disponível em: https://www.facebook.com/share/p/16yNXS9eed/ Acesso em: 17 abr. 2025.
O texto recupera episódios culturais e políticos do final da década de 1960 para ilustrar as disputas simbólicas do período. Um dos exemplos citados é a chamada “Marcha contra a Guitarra Elétrica”, manifestação organizada por artistas da música popular brasileira em 1967. O episódio é apresentado como símbolo das tensões culturais e ideológicas da época e como parte de um processo mais amplo de politização da produção artística no Brasil.
BOEHME, Gerhard Erich. 1967: o ano que não terminou. Facebook, 2025. Disponível em: https://www.facebook.com/share/p/1876H9p4iJ/ Acesso em: 17 abr. 2025.
O texto sustenta que o verdadeiro ponto de inflexão institucional da história recente do Brasil não foi 1964 nem 1968, mas 1967. Segundo o autor, foi nesse ano que se consolidou juridicamente o regime de exceção com a nova Constituição e que a morte do marechal Castello Branco interrompeu um projeto de transição institucional gradual da Revolução de 1964. A partir desse ponto, a chamada “linha dura” ganhou espaço, alterando o curso político do regime e criando condições para o AI-5 e para o fechamento institucional posterior. O artigo também introduz a ideia da “indústria da ditadura”, ou seja, a utilização posterior desse período como instrumento de narrativa política e cultural.
DILORENZO, Thomas. As intermináveis mentiras governamentais sobre o mercado. Mises Brasil, 1 abr. 2024. Disponível em: https://mises.org.br/artigos/235/as-interminaveis-mentiras-governamentais-sobre-o-mercado Acesso em: 17 abr. 2025.
O economista Thomas DiLorenzo discute como governos frequentemente distorcem informações econômicas para justificar intervenções estatais. O texto se insere na tradição da Escola Austríaca de economia e argumenta que muitas políticas públicas são sustentadas por mitos econômicos difundidos por burocracias e elites intelectuais. A análise reforça a crítica liberal clássica ao intervencionismo e à engenharia social conduzida pelo Estado, tema que dialoga com o debate sobre o papel das elites intelectuais na formação das políticas públicas.
HOPPE, Hans-Hermann. A análise de classe marxista vs. a análise de classe austríaca. Mises Brasil, 13 maio 2011. Disponível em: https://mises.org.br/article/979/a-analise-de-classe-marxista-vs-a-analise-de-classe-austriaca Acesso em: 17 abr. 2025.
Neste ensaio, Hoppe contrapõe a teoria marxista de classes à análise proposta pela Escola Austríaca. Enquanto o marxismo define o conflito social como uma disputa entre burguesia e proletariado, Hoppe argumenta que o verdadeiro conflito ocorre entre produtores e grupos que vivem da coerção política ou da redistribuição estatal. O texto é frequentemente utilizado em debates liberais e libertários para questionar a estrutura teórica do marxismo e das correntes derivadas da teoria crítica.
CONSTANTINO, Rodrigo. A política econômica do regime militar (segunda parte). Instituto Liberal, 6 abr. 2018. Disponível em: https://www.institutoliberal.org.br/blog/economia-do-regime-militar-segunda-parte/ Acesso em: 17 abr. 2025.
Rodrigo Constantino analisa a política econômica implementada durante o regime militar brasileiro, destacando aspectos de crescimento econômico, modernização industrial e expansão da infraestrutura. O texto também discute as limitações estruturais do modelo econômico adotado e procura relativizar interpretações simplificadas do período, defendendo uma análise histórica mais contextualizada e menos ideologizada.
CATHARINO, Alex. Russell Kirk e a moderna ordem liberal. Instituto Liberal, 14 nov. 2024. Disponível em: https://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/russell-kirk-e-a-moderna-ordem-liberal/ Acesso em: 17 abr. 2025.
O artigo apresenta o pensamento do filósofo conservador americano Russell Kirk, um dos principais formuladores do conservadorismo moderno. O texto enfatiza valores como tradição, prudência política, ordem moral e continuidade institucional. Kirk é apresentado como um contraponto intelectual às correntes revolucionárias e ideológicas do século XX, oferecendo uma defesa da civilização ocidental baseada em instituições orgânicas e na experiência histórica.
CONSTANTINO, Rodrigo. Esquerda caviar: a hipocrisia dos artistas e intelectuais progressistas no Brasil e no mundo. Rio de Janeiro: LVM Editora, 2013.
Nesta obra, Rodrigo Constantino critica a contradição entre o discurso político de parte da elite cultural progressista e o estilo de vida privilegiado que muitos de seus membros levam. O autor argumenta que artistas e intelectuais frequentemente defendem ideias socialistas enquanto vivem em ambientes econômicos e sociais altamente favorecidos. O livro tornou-se uma referência em debates sobre cultura política, hipocrisia ideológica e a relação entre elites culturais e poder político.

