quarta-feira, 1 de julho de 2026

Brasil: dois séculos de crescimento revisitados - Edmar Bacha

Edmar Bacha revisa dois supostos de longa data sobre o desenvolvimento econômico brasileiro: um de que o século XIX teria sido de completa estagnação do crescimento per capita, ou outro de que os primeiros 80 anos do século XX teriam sido de um crescimento espetacular. Ambas suposições erradas, segundo ele:


Brasil: dois séculos de crescimento revisitados
Adaptado de palestra no EPEP — Estudos Políticos em Pauta, na USP, em 18 de junho de 2026, baseada em pesquisa conjunta com Guilherme Tombolo e Flávio Versiani (BTV)
EDMAR BACHA
JUL 1,2026

Duas afirmativas sobre o crescimento brasileiro circulam há décadas com força de verdade estabelecida. A primeira: a economia teria estagnado no século 19, com crescimento zero do PIB per capita — é o que registra o Projeto Maddison, a referência internacional para comparações históricas de renda. A segunda: o crescimento do PIB per capita brasileiro entre 1900 e 1980 teria sido o segundo mais rápido do mundo. Em dois artigos, BTV (2023) e BTV (2025), contestamos ambas. O século 19 brasileiro não foi de estagnação; e o milagre do século 20, embora real, foi menor do que se acreditava.

## O suposto século perdido

Comecemos pela primeira metade do século 19, onde as estimativas existentes são mais frágeis. Os números do Projeto Maddison para 1800–1850 vêm de Prados de la Escosura (2009), que por sua vez os atribui a Leff (1982), que de fato fez estimativas a partir da oferta real de moeda, mas somente referidas ao período 1800-1913, não à primeira metade do século 19. Já Furtado (1959) e, mais recentemente, Abreu, Lago e Villela (2022) estimaram crescimento zero com base em dados de exportação. Ocorre que esses dados foram revistos substancialmente para cima por Absell e Tena-Junguito (2018), o que mina a premissa do cálculo.

Ademais, a evidência histórica aponta na direção contrária à estagnação. A abertura dos portos e a liberação das atividades econômicas em 1808; a transferência da Corte portuguesa para o Rio de Janeiro, com a expansão do mercado interno e a especialização regional que ela induziu; o avanço do café, mais produtivo, em substituição ao açúcar; e o enorme aumento na entrada de escravizados africanos, inclusive para atender ao mercado interno — tudo isso é difícil de conciliar com uma economia parada.

Para a segunda metade do século, a controvérsia é menor. A fonte do Maddison é Goldsmith (1986), que obteve o PIB dividindo uma série nominal por uma soma de quatro índices de preços. Sua série mostra crescimento positivo em 1850–1870, mas queda a partir de 1870 — resultado que decorre de um índice de preços imperfeito; a série nominal parece adequada. Furtado já supunha crescimento significativo no período, e Tombolo (2013) o confirmou com metodologia mais elaborada, em estimativas depois adotadas por Abreu et al. (2022). Afora Leff, há razoável consenso quanto ao crescimento em 1850–1900 — e a evidência histórica é abundante: fim da escravidão, expansão das ferrovias, imigração europeia, auge do café, melhoria das relações de troca, industrialização incipiente.

## Nossa reestimação

Partindo de Tombolo (2013), reconstruímos o PIB per capita do século 19 com metodologia similar à série nominal de Goldsmith, mas com novos dados e métodos de agregação. Para os preços, partimos da nova série de Catão (1992), que se inicia em 1870; para 1820–1870, recorremos aos dois melhores índices anteriores, Lobo et al. (1971) e Buescu (1973).

O resultado: uma tendência de crescimento do PIB per capita de 0,9% ao ano para todo o século 19.

Posto em perspectiva internacional, o Brasil deixa de ser uma anomalia. Crescemos a taxas similares às da Europa Ocidental e do resto da América Latina — exceto na última década do século, quando a crise do Encilhamento e seus desdobramentos nos fizeram destoar.

Dois estudos recentes, com metodologias inteiramente independentes, confirmam nossos achados. Pereira (2026) propõe números mais baixos para a inflação no Império e, com base na série nominal de Goldsmith, estima crescimento do PIB per capita de 1,2% ao ano entre 1850 e 1889. Lambais e Palma (2026), em ampla pesquisa de arquivos históricos, constroem séries de salários reais para o Brasil de 1574 a 1920 e estimam crescimento de 0,7% ao ano entre 1822 e 1889. Nossos 0,9% estão confortavelmente entre os dois.

Por que, então, a comunidade acadêmica abraçou por tanto tempo a tese da estagnação secular? Vejo três razões. Primeiro, o argumento de autoridade: o Projeto Maddison é a referência canônica, e poucos se deram ao trabalho de rastrear a origem de seus números. Segundo, a tese se encaixava numa narrativa, em larga medida ultrapassada pela historiografia moderna, de três males — monarquia antinegócios, escravidão improdutiva, maldição dos recursos naturais — que pareciam exigir um século perdido como corolário. Terceiro, a renda per capita de 1900 no Maddison (USD 874) estava tão próxima da subsistência mínima estimada (USD 700) que qualquer crescimento anterior parecia aritmeticamente impossível.

## O século 20 foi menos milagroso

A segunda afirmativa corrente, sobre o milagre no século 20, exigiu outro tipo de cirurgia. As contas nacionais brasileiras existem desde 1947, pela Fundação Getúlio Vargas; Haddad (1980) estendeu a série de 1900 a 1947. Tanto a FGV quanto Haddad, porém, excluíram das contas os serviços de baixo crescimento, supondo implicitamente que eles avançaram tanto quanto os setores incluídos, de crescimento mais rápido. Os dados disponíveis para 1947–1966 e 1980–1990 mostram que não: os serviços excluídos cresceram pouco mais que a população.

Nossa correção reincluiu esses serviços em quatro subperíodos entre 1900 e 1980. Para 1947–1966, por exemplo: ΔPIB revisado = 0,7 × ΔPIB original + 0,3 × Δserviços excluídos. O efeito sobre as taxas é substancial:

| Período | PIB (Ipeadata) | PIB (BTV) | PIB pc (Ipeadata) | PIB pc (BTV)

1900–1980 5,7 4,9 3,3 2,5

1900–1947 4,4 4,0 2,4 2,0

1947–1980 7,4 6,2 4,5 3,3

## Consequências

Juntando as duas pontas, o retrato dos dois séculos muda de figura. O período 1820–1900 não foi de estagnação: em termos de tendência, o PIB per capita cresceu a taxas similares às da Europa e da América Latina, 0,9% ao ano. A diferença entre os dois séculos é, portanto, metade do que se acreditava — não 3,3 menos 0,0, mas 2,5 menos 0,9: 1,6 ponto percentual ao ano. O PIB do período de substituição de importações (1919–1980) cresceu menos do que se pensava: 5,3% em vez de 6,2% ao ano. Ainda assim, mesmo após nossos cortes o crescimento brasileiro de 1900–1980 foi de 4,9% ao ano, bem acima dos 3,2% da economia mundial segundo o próprio Maddison. O milagre encolheu, mas não desapareceu.

O contraste com o que veio depois é o que mais incomoda. Desde 1980, o crescimento do PIB per capita foi muito fraco, com divergência em relação aos Estados Unidos. O comportamento do IDH desde 1990 foi melhor — avançamos em saúde e educação mais do que em renda —, mas mesmo aí a convergência aos EUA vem desacelerando.

A revisão dos dois séculos não é exercício de antiquário. Ela muda a pergunta que a história econômica brasileira nos coloca. Se o século 19 não foi de estagnação e o século 20 foi menos excepcional, o Brasil aparece menos como um país de extremos — ora condenado, ora milagroso — e mais como uma economia de desempenho persistentemente mediano, pontuada por um surto industrializante que não se sustentou. A mediocridade, porém, era evitável. Continua sendo. Tema de Bacha (2026).

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**Referências principais**

“O Brasil Real e a mediocridade evitável”. Revista Será – Projeto Brasil, abril 2026. https://revistasera.info/projeto-brasil-integracao-competitiva-na-economia-globalizada/

Bacha, E., G. Tombolo e F. Versiani (2025). “Secular stagnation? A new view on Brazil’s growth in the 19th century.” *Journal of Iberian and Latin American Economic History* 43(2): 279–308.

Bacha, E., G. Tombolo e F. Versiani (2023). “Reestimating Brazil’s GDP Growth from 1900 to 1980.” *Revista Brasileira de Economia* 77(3): e132023.

Bacha, E., G. Tombolo e F. Versiani (2024). “A note on Brazil’s historical GDP per capita growth rates.” *Revista Brasileira de Economia* 78(3): e182024.

Lambais, G. e N. Palma (2026). “How a Nation was Born: Brazilian Economic Growth, 1574–1920.” CEPR Discussion Paper No. 21341.

Pereira, T.Z. (2026). “Inflation and Economic Growth in Imperial Brazil (1824–1889).” *European Review of Economic History*, heag013.

Uma nova ameaça “nuclear”? - IA, via Airton Dirceu Lemmertz

 Uma nova ameaça “nuclear”?

Vamos precisar de um novo tratado de “não proliferação da IA”?

Alertas recebidos via Airton Dirceu Lemmertz:


“Hoje (30/junho/2026): principais notícias sobre IA. 


O principal destaque global sobre inteligência artificial hoje (30/06/2026) é a declaração do diretor da CIA, John Ratcliffe, classificando os modelos mais avançados de IA como "armas nucleares digitais" durante uma conferência em Washington. [1]

As discussões do dia misturam forte teor geopolítico, novas restrições governamentais e impactos no mercado corporativo e cultural:

🛡️ Geopolítica e Segurança Nacional

Alerta da CIA: Em uma intervenção pública na conferência da Amazon Web Services (AWS), o diretor da CIA John Ratcliffe comparou as capacidades de IAs avançadas ao poder de armas atômicas e colocou as tecnologias emergentes no mesmo nível de prioridade estratégica que a China. [1]

Restrições da Casa Branca: Foi revelado que o governo dos EUA implementou controles rígidos de exportação sobre os modelos mais potentes do mercado. O acesso aos modelos Mythos 5 e Fable 5 da Anthropic foi limitado, e o lançamento do novo modelo GPT-5.6 da OpenAI foi restrito apenas a um círculo restrito de parceiros locais autorizados por Washington. [1]

📉 Impacto no Mercado e Economia

Boom Industrial na China: Dados econômicos divulgados hoje mostram que a atividade industrial chinesa voltou a crescer em junho, fortemente impulsionada pela demanda global por investimentos em infraestrutura de IA. [1]

Disputa de Poder: Uma análise da Bloomberg Línea destacou que os CEOs das grandes companhias de tecnologia estão deixando de buscar apenas mercados para tentar influenciar diretamente a geopolítica e sentar-se à mesa do G7. [1]”

Relembrando os combates da História - Paulo Roberto de Almeida

Relembrando os combates da História: 

A Itália saiu da guerra antes dela terminar: entregou os pontos já em 1943, depois só precisou linpar o terreno dos nazistas alemães, e o Brasil ajudou um pouco nessa tarefa.

A Alemanha só se rendeu depois de quase totalmente destruída, em maio de 1945. Se comportarsm depois.

O Japão foi mais difícil: precisou de duas bombas atômicas para finalmente se render, em agosto de 1945.


Agora falando da Copa do Mundo:

A Itália nem se apresentou para tentar jogar, mas cedeu um técnico para nós (de comportamento quase suíço).

A Alemanha foi derrotada pelo Paraguai. Vivam os paraguaios, que nos vingaram do 7x1, e aqui todo mundo gostou.

O Japão tinha tudo para ganhar, e foi uma tragédia nacional que tivessem perdido; os chineses, depois de nós, foram os que mais torceram contra o Japão. Eu não: se eles tivessem ganho, eu acharia justo: se esforçaram demais da conta e provaram seu valor.


A FIFA, o Putin e o Trump são os horrores que temos de suportar enquanto assistimos à maior festa do mundo esportivo; até os esquimós e os pigmeus estão assistindo aos jogos.


Uma tal de Madame IA previu este resultado final da Copa 2026:

1: Espanha

2: França

3: Argentina

4: Brasil


Não faço apostas: aproveito os jogos para refletir sobre a humanidade, mas já vou dizendo que detesto torcidas organizadas de times de futebol: são os equivalentes do bárbaros selvagens de outrora, verdadeiros hunos…

Paulo Roberto de Almeida

Brasilia, 1/07/2026


Novo livro pronto para ser editado: Hilton, Stanley E.: Brazil in the International Arena: Studies in the 20th Century Diplomacy and National Security Policy; Paulo Roberto de Almeida (ed.);

 Um novo livro que acabo de compor, esperando que ele possa ser rapidamente editado e publicado pela Funag, do Itamaraty: 

 

Foto: Stanley Hilton aos 27 anos 

Hilton, Stanley E.:
Brazil in the International Arena: Studies in the 20th Diplomacy snd National Security Policy 

Paulo Roberto de Almeida (ed.); Brasília: Funag, 2026

Table of Contents

Preface (Funag president)
Foreword (Paulo Roberto de Almeida)
Introduction: On Becoming a Brazilianist (Stanley E. Hilton)

1. The Argentine Factor in Twentieth Century Brazilian Foreign Policy Strategy
2. Brazil and the Post-Versailles World: Elite Images and Foreign Policy Strategy, 1919-1929
3. A Brazilian Foreign Office Look at Power Politics in the Southern Cone in the 1920s
4. Ação Integralista Brasileira: Fascism in Brazil, 1932-1938
5. Brazil and the USSR, 1917-1937: Elite Images and Anti-Soviet Strategy,
6. Vargas and Brazilian Economic Development, 1930-1945: A Reappraisal of His Attitude toward Industrialization and Planning
7. Military Influence on Brazilian Economic Policy, 1930-1945: A Different View
8. Brazilian Diplomacy and the Washington-Rio de Janeiro “Axis” During the World War II Era
9. Argentina and the United States in Brazil's Wartime Diplomacy, 1939-1945
10. The Overthrow of Getúlio Vargas in 1945: Diplomatic Intervention, Defense of Democracy, or Political Retribution?
11. The Armed Forces and Industrialists in Modern Brazil: The Drive for Military Autonomy, 1889-1954
12. The United States, Brazil and the Cold War, 1945-1960: End of the Special Relationship
13. Brazil's International Economic Strategy, 1945-1960: Revival of the German Option

A note about the articles
A note about the author
Stanley Hilton’s works

Uma justa homenagem a um dos maiores historiadores brasilianistas, cujos livros e artigos sempre apreciei, e que se distingue na tribo dos brasilianistas por ter sido uma "máquina de pesquisa arquivística" – como chamado por várias "fontes orais" – e também pelo fato de, característica quase única entre essa grande tribo, ter escrito vários dos seus livros diretamente em português.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 1 julho 2026

 

Stanley Hilton na Inglaterra 

terça-feira, 30 de junho de 2026

Os marxistas brasileiros não leem Marx – releitura de minha nota por Mademoiselle IA

 Os marxistas brasileiros não leem Marx - Paulo Roberto de Almeida: 



Introdução Crítica ao Texto de Paulo Roberto de Almeida
O artigo em análise, publicado no blog do diplomata e professor Paulo Roberto de Almeida, apresenta uma tese provocativa e intencionalmente polêmica sobre o comportamento intelectual e ideológico da esquerda acadêmica e militante no Brasil. A premissa central do autor é direta e severa, afirmando de maneira categórica que os marxistas brasileiros não leem a obra de Karl Marx. Sob uma perspectiva metodológica e analítica, essa afirmação funciona como uma chave retórica para expor o que o autor considera ser uma profunda contradição e desconhecimento histórico por parte daqueles que adotam o referencial teórico do pensador alemão no cenário contemporâneo. [12]
Ao avaliar o núcleo dessa argumentação, percebe-se que o objetivo de Almeida não é realizar uma exegese profunda ou acadêmica do materialismo histórico, mas sim utilizar os escritos geopolíticos e históricos de Marxcomo uma ferramenta de contestação política no debate atual. O autor constrói seu raciocínio a partir de uma desconexão evidente entre o apoio ou a leniência de setores da esquerda brasileira em relação ao regime russo atual e a real postura teórica e filosófica que o próprio Marx sustentava em seu tempo sobre o expansionismo e o caráter da sociedade russa.
A Visão de Karl Marx sobre a Rússia e o Anacronismo Ideológico
O ponto nevrálgico da argumentação crítica reside na reconstituição hipotética do pensamento de Marx diante do cenário geopolítico do século XXI. O texto aponta que, caso Karl Marx estivesse vivo, ele demonstraria um profundo desprezo e uma rejeição absoluta em relação à estrutura de poder liderada por Vladimir Putin. De acordo com a perspectiva defendida por Almeida, os escritos originais de Marx continham opiniões extremamente desfavoráveis, ou nos termos do autor, as piores possíveis sobre a Rússia, seus governantes e seu povo. [12]
Historicamente, essa afirmação encontra amparo nos artigos que Marx escreveu para jornais como o New York Daily Tribunedurante o século XIX, nos quais ele frequentemente denunciava o Império Russo como o principal baluarte da reação absolutista e da opressão na Europa. O autor do blog argumenta que essa hostilidade estrutural não apenas seria mantida hoje, mas seria ampliada com base nos acontecimentos totalitários do século XX. O cerne da crítica direcionada aos marxistas contemporâneos é o fato de ignorarem essa faceta do pensamento marxiano, gerando uma contradição flagrante onde militantes que se dizem discípulos de Marx acabam por respaldar uma autocracia que representa exatamente as forças reacionárias que o filósofo combatia. [1]
A Caracterização do Estado Russo Atual e as Conclusões do Autor
A análise avança para uma qualificação direta e sem nuances do atual governo de Moscou. Segundo o texto, se confrontado com a realidade russa contemporânea, Marx não hesitaria em classificar o país sob duas categorias políticas contemporâneas muito específicas, definindo a Rússia como um Estado fascista e também terrorista. O autor argumenta que o modelo de governança de Putin mimetiza as piores características dos regimes corporativistas e ultra-nacionalistas que assolaram a Europa na centúria passada. [12]
Concluindo o seu breve manifesto, Paulo Roberto de Almeida reitera o apelo para que haja um choque de realidade intelectual no ambiente acadêmico e político nacional, sintetizado no imperativo de que os marxistas precisam, urgentemente, ler Marx. Em uma avaliação estritamente crítica do texto, observa-se que o autor utiliza o próprio peso da autoridade intelectual de Karl Marx para desautorizar o alinhamento geopolítico de seus supostos seguidores no Brasil, apontando uma falha grave de formação e de coerência ideológica que compromete a honestidade do debate político e das relações internacionais no país. [1]

segunda-feira, 29 de junho de 2026

A ascensão da China e os dilemas da política externa brasileira - Master Talk com Paulo Roberto de Almeida (Instituto Diplomacia)

A China desafia a ordem internacional. O Brasil está preparado para responder? 🌎🇧🇷

Hoje, às 19h, o professor Paulo R. de Almeida conduz um MasterTalk sobre os impactos da ascensão da China e os dilemas da política externa brasileira.

Uma análise indispensável para quem estuda Relações Internacionais, geopolítica e se prepara para o CACD.

Ao vivo no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=FOkXGjkkDZE

Para os que não puderam assistir a minha aula da segunda-feira 29/06, e para os que desejam simplesmente ler o texto preparado em caráter prévio (como sempre faço), eis aqui o registro:

5377. “A Ascensão da China e os Dilemas da Política Externa Brasileira”, Brasília, 28 junho 2026, 11 p. Texto-guia para Aula Master do Instituto Diplomacia, online, em 29/06/2026. Disponível na plataforma acadêmica Academia.edu (link: https://www.academia.edu/169392117/5377_A_Ascens%C3%A3o_da_China_e_os_Dilemas_da_Pol%C3%ADtica_Externa_Brasileira_2026_


Como o culto do Estado pode inviabilizar o desenvolvimento smithiano - Paulo Roberto de Almeida

Como o culto do Estado pode inviabilizar o desenvolvimento smithiano

 

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.

Nota sobre a Grande Deformação da era contemporânea. 

 

O mundo político costuma ser dividido nas diferentes gradações entre dois extremos, numa tipologia herdada da Revolução francesa: esquerda e direita, com muitas variações no centro e exageros nos dois extremos. Essa é a perspectiva de um cenário dominado de forma estéril por uma luta pelo poder e pela dominação de alguns sobre muitos. Essa luta não cria riqueza ou prosperidade, apenas redistribui o estoque existente de riqueza entre os diversos contendores da luta política.

Antes da Revolução francesas, porém, um professor de Glasgow, Adam Smith, já havia delimitado alguns parâmetros sob os quais se moviam as paixões humanas, em seu livro Teoria dos Sentimentos Morais. Mas ele fez mais: no ano da independência americana da dominação britânica, 1776, autonomia sob o livre comércio, que ele preconizava, publicou o livro seminal da economia política, aquele que deveria guiar os verdadeiros estadistas do Estado, de qualquer Estado, na busca de prosperidade socialmente bem distribuída: Um Inquérito sobre a Riqueza das Nações, uma investigação sobre como se poderia criar e aumentar a riqueza social, ao mesmo tempo fazendo com que ela fosse bem distribuída entre os súditos ou os cidadãos de uma nação, de um Estado constituído em conformidade com as leis estabelecidas consensualmente, não pela força ou dominação de alguns poucos.

Seu livro se tornou influente nas ilhas britânicas e em alguns outros países do continente europeu (mas só chegou à China muito tempo depois, aliás “importado” por alguns comunistas esclarecidos que corrigiram os erros demenciais de Mao Tsetung, que produziram mais mortos entre os próprios chineses do que Stalin o havia feito entre seus “súditos” russos). O livro de Adam Smith foi “corrigido” por uma outra obra das mais negativas não só na história da economia politica, mas também na trajetória de boa parte da humanidade. Essa obra foi O Capital, de um radical hegeliano expatriado chamado Karl Marx. Esse livro, que pretendia colocar a economia smithiana sobre seus pés, as forças produtivas, alterava, na verdade, as bases de funcionamento da economia política pela via de uma política econômica que invertia completamente os fundamentos da criação de riqueza e prosperidade: seria o Estado, e não a liberdade dos agentes econômicos, quem deveria ordenar a organização da vida econômica, o “promotor” da prosperidade igualitária.

A mensagem era poderosa, numa fase em que o primeiro capitalismo explorava, literalmente, os esforços de trabalhadores em prol da acumulação de riqueza, criando continuamente uma desigualdade de tipo rousseauniano, pois que fundamentada no “pecado original” da propriedade privada. Estavam dadas as condições para o surgimento de uma nova forma de organização econômica baseada não exatamente na propriedade privada, mas na propriedade coletiva dos meios de produção, o socialismo dito científico, ou o coletivismo (que seria aplicado tanto por regimes supostamente de esquerda, como o bolchevismo, como por regimes declaradamente de direita, como o fascismo e o nazismo).

Estava criada a via para a implementação do “socialismo”, não exatamente nos países do primeiro capitalismo, na Inglaterra e na Nova Inglaterra, assim como em diversos países da Europa continental, mas num país autocrático, a Rússia atrasada dos mujiques e da nobreza czarista, vivendo num capitalismo incipiente, e sobretudo no despotismo brutal da aristocracia dos boiardos. Isso se deu por um pequeno “acidente” político, o famoso “trem blindado” que transportou o emigrado russo Lênine de volta à Rússia em meio a um processo revolucionário, iniciado em fevereiro de 1917: isso se fez por um ardil do Império alemão, que pretendia desmantelar a guerra no lado oriental da Prússia, para se concentrar nas frentes de batalha do lado ocidental, contra franceses, britânicos e, mais recentemente, americanos.

O putsch de outubro (ou novembro) de 1917 colocou no poder um novo regime despótico, desta vez guiado por bolcheviques que acreditavam piamente nas fabulosas teorias econômicas de Karl Marx, de que seria possível criar riqueza e prosperidade não pela via da liberdade econômica, mas pela via da monopolização total dos meios de produção nas mãos do Estado, criando um sistema imaginário, “de cada um segundo a sua capacidade, a cada um segundo as suas necessidades”, como afirmou o mesmo Marx na Crítica ao Programa de Gotha, em oposição ao recém criado Partido Social Democrata alemão, que pretendia criar, não um sistema de estatização completa da economia, mas um regime flexível, combinando propriedade privada e meios públicos de criação de oportunidades para todos.

Lênin podia ser um gênio em política, ou pelo menos um lídes partidário astuto, mas ele era uma nulidade em economia. Seu programa de “coletivização total” da economia russa provocou de imediato uma contração terrível na oferta de bens e serviços, levando o povo a uma crise alimentar ao ponto da fome generalizada (refreada generosamente por americanos e outros europeus), com o que Lênin teve de improvisar uma “NEP”, permitindo a existência provisória de negócios privados em certos setores da economia. Imediatamente após o início da coletivização, um jovem economista austríaco, Ludwig von Mises, escrevia um “panfleto” contra os socialistas austríacos, intitulado sinteticamente O Cálculo Econômico na Comunidade Socialista, explicando que o socialismo não poderia funcionar pois que ele ignorava completamente o mecanismo de formação de preços, baseado nas leis universais da oferta e da procura, da produção e do consumo. Não podia funcionar, como um elefante não pode voar, mas Stalin fez o “socialismo” se sustentar nos ares pela via de formas modernas da antiga escravidão, ou do antigo regime servil da própria velha Rússia.

O socialismo não morreu por ter sido combatido pelo capitalismo, longe disso: os “capitalistas” ocidentais até procuraram suavizar o sofrimento dos povos “socialistas” pela via de empréstimos ou algum apoio material sempre quando necessário, mas era difícil fazer o elefante voar; o sistema se desmantelou sozinho pela força de suas próprias contradições econômicas. Mas a mensagem socialista era muito poderosa: a “igualdade” deveria, pelas mãos do Estado, passar na frente da liberdade preconizada pelos liberais, e assim se fez em diversos países em diversos continentes, inclusive na América Latina, na qual as receitas keynesianas de luta contra as crises e as depressões cíclicas do sistema foram convertidas, de meios provisórios de inversão do ciclo econômico, em verdadeira teoria do desenvolvimento; essa foi a origem do prebischianismo, a versão original do desenvolvimentismo cepaliano.

O Brasil foi o país no qual essa nova “teoria” encontrou terreno fértil, inclusive porque ele já vivia, desde os anos 1930, numa especie de “capitalismo estatizado”, o que complementava o seu mercantilismo tradicional, um protecionismo que existia desde os tempos coloniais e que encontrou também terreno fértil no Império e da República. Nos anos 1950, o desenvolvimentismo conheceu grandes possibilidades de expansão, tanto que ganhou espaço ainda mais ampliado no regime semiautárquico da ditadura militar, perfeitamente estatizante e centralizado que o país conheceu entre os anos 1960-80. A industrialização em marcha forçada sob os anos JK foi realmente benéfica para os capitalistas amigos do Estado, contrariando as prescrições de uma política econômica com sólidos fundamentos no balanço fiscal das contas nacionais, como preconizavam economistas como Eugênio Gudin e o jovem Roberto Campos. O resultado foi a implantação de muitas indústrias, algumas estatais, outras com base no investimento direto estrangeiro, mas também uma forte aceleração da inflação, que seria a maldição do país, de toda a população, nos quarenta anos seguintes.

O bloqueio de um processo sustentado de crescimento econômico, pela via da indução estatal, já tinha sido alertado algum tempo antes, no quadro de um famoso debate econômico que, nos anos 1944-45, colocou face a face o mesmo economista neoclássico Eugênio Gudin e um industrial paulista, apreciador das teorias de Friedrich List e de Mihail Manoilescu, Roberto Simonsen. Do debate saiu-se vencedora, no plano puramente teórico, a solidez dos argumentos econômicos de Gudin, mas quem venceu, na prática, foi Simonsen, preconizando subsídios estatais à indústria, protecionismo no comércio exterior e intervenção estatal segundo os novos cânones do “planejamento para o desenvolvimento econômico”, em lugar da “mão invisível” do mercado para guiar os passos da iniciativa privada. Foi o que o Brasil conheceu desde então, combinado a um entranhado nacionalismo exclusivista, que o fez sempre desconfiar da “sanha” dos capitalistas estrangeiros, preferindo recorrer a empréstimos estrangeiros, como se fez desde a independência, do que aos investimentos diretos, sujeitos à “espoliação” dos dividendos e da remessa de lucros ao exterior (isso ficou evidente na carta deixada por Getúlio Vargas quando do seu suicídio, criando essa “herança maldita” do ódio aos capitais forâneos, sempre “sugadores” da riqueza nacional).

Na experiência concreta do Brasil do período contemporâneo o que tivemos foram acelerações esporádicas do impulso inflacionário, sempre causado por excesso de gastos públicos, combatidos oportunamente por planos bem ou mal sucedidos de estabilização econômica, e, sobretudo, um processo de desenvolvimento endógeno que resultou num cresimento dotado de baixo dinamismo sustentado, e um atraso relativo no confronto com outras experiências nacionais de abeertura econômica e de liberalização comercial, no quadro de um sistema mais baseado na força do livre empreendedorismo de mercado do que na suposta eficiência da condução estatal do jogo econômico. Enfim, como síntese, sempre fomos mais estatizantes do livre-mercadistas, o que talvez explique nossa longa estagnação de mais de quatro décadas num período que foi do fim do socialismo à globalização otimista e, agora, ao desmantelamento do multilateralismo político e econômico pela ação conjunta, mas não necessariamente combinada, de dois dirigentes imperiais que se acreditam ser os imperadores de seus respectivos continentes, quiçá do mundo. Ainda estamos nisso…

 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5380, 29 junho 2026, 4 p.

 

Uma crítica ao desenvolvimentismo juscelinista - Brazil Journal

 Weekend

Como Juscelino matou o mercado

Brazil Journal, 28 de junho de 2026


Juscelino Kubitschek foi o presidente de um Brasil que ousou sonhar grande. O Brasil dos “50 anos em cinco”, do desenvolvimentismo, da nova capital – todas as propostas em sinton (...)


Leia mais em https://braziljournal.com/como-juscelino-matou-o-mercado/

Bisneta de D.Pedro II assassinada pelos nazistas - Renato Drummond Tapioca Neto

 Uma bisneta de D. Pedro II morreu numa câmara de gás nazista. 

O sangue imperial brasileiro foi apagado pela máquina de eugenia de Hitler. Essa é a história quase esquecida de Maria Karoline de Saxe-Coburgo-Gota.

Em 6 de junho de 1941, a princesa Maria Karoline, bisneta de D. Pedro II, era assassinada numa câmara de gás nazista no Centro de Extermínio de Hartheim, em Alkoven, Áustria. A tragédia de Maria Karoline de Saxe-Coburgo-Gota-Koháry é quase desconhecida pelo público brasileiro. Filha de D. Augusto Leopoldo, o “príncipe marinheiro”, ela teve a vida ceifada aos 42 anos. Nasceu em 10 de janeiro de 1899, em Pula, na atual Croácia, então parte do Império Austro-Húngaro. Era fruto da união de seu pai com a prima, a arquiduquesa Karoline Marie da Áustria.

A criança foi registrada como uma princesa brasileira no exílio. Seus avós paternos eram a princesa D. Leopoldina do Brasil e o príncipe D. Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Koháry. Logo nos primeiros anos, constatou-se que a pequena Maria Karoline tinha deficiência intelectual, possivelmente devido ao grau de consanguinidade de seus pais. Como o casamento não era considerado uma opção para ela devido à sua condição, foi mantida sempre próxima à mãe.

Seu pai, o príncipe D. Augusto Leopoldo, nasceu no Rio de Janeiro em 6 de dezembro de 1867 e foi neto de D. Pedro II. Ele sempre manteve a esperança de retornar ao Brasil com a esposa e os filhos, mas o Decreto do Banimento de 1889 impedia isso. Faleceu em 11 de outubro de 1922, em Schladming, Áustria, aos 54 anos, no ano seguinte à revogação da Lei do Banimento, permitindo assim aos Orleans e Bragança voltarem ao país. Ele morreu doente e não conseguiu realizar o sonho de rever o Brasil.

A princesa tinha 23 anos quando o pai morreu e seu quadro psicológico foi piorando com o tempo. Após a Primeira Guerra Mundial e com o fim dos impérios alemão e austro-húngaro, a família sobreviveu da herança Koháry e se mudou para Schladming, nos Alpes austríacos.

Até 1938, Maria Karoline permaneceu com a mãe e a irmã Leopoldine no Haus Coburgo. Após o Anschluss(a anexação da Áustria pela Alemanha nazista), a mãe e Leopoldine fugiram para Budapeste, a pedido do irmão Philipp Josias. Por causa da saúde frágil, Maria Karoline ficou para trás e foi enviada para o Hospital de Salzburg, em Lehnen, especializado em “doenças neurológicas” e dirigido por freiras.

O diretor médico era Dr. Leo Wolfer, e seu filho Dr. Heinrich Wolfer chefiava a ala masculina e a divisão de doenças hereditárias. Heinrich era membro da SS e chefe do escritório local de higiene racial, conhecido por esterilizar pacientes com deficiência para “impedir a transmissão hereditária”.

Em 1939 foi aprovado o programa Aktion T4, a “eutanásia” nazista, que autorizava o extermínio em massa de pessoas consideradas “incuráveis” e “indignas de viver”. Em 21 de maio de 1941, Maria Karoline foi uma das 86 pacientes transferidas do Hospital de Salzburg para o Hospital Niedernhart, em Linz. De lá, em 6 de junho de 1941, foi levada para o Schloss Hartheim. Nesse mesmo dia, foi morta com monóxido de carbono na câmara de gás, junto com outros pacientes. Os nazistas chamavam isso de “misericórdia”.

Só em Hartheim, entre maio de 1940 e agosto de 1941, 18.269 pessoas foram mortas na primeira fase da Aktion T4. No total, estima-se 30 mil vítimas no local, incluindo deficientes, doentes e prisioneiros de campos de concentração. O corpo de Maria Karoline foi cremado e as cinzas jogadas no Danúbio. A mãe recebeu apenas uma carta afirmando “causas naturais”. Seu nome só apareceu depois nas listas de cremados de Hartheim como “Maria Saxe-Coburgo”. Sem túmulo, a arquiduquesa mandou gravar o nome da filha numa placa no mausoléu da família, na Igreja de Santo Agostinho, em Coburgo.

Maria Karoline nasceu princesa, bisneta de um imperador, neta de uma princesa do Brasil. Morreu como número, reduzida a “vida indigna de ser vivida”. O sangue de D. Pedro II, que governou o maior império das Américas, terminou dissolvido nas águas do Danúbio, sem lápide, sem luto, sem justiça. Maria Karoline não teve funeral. Teve apenas a fumaça da câmara de gás e o silêncio que a história brasileira teimou em manter por décadas. Uma princesa brasileira, morta pelo mesmo veneno ideológico que dizimou milhões. E até hoje, poucos sabem seu nome.

Texto: Renato Drummond Tapioca Neto

Imagem: Princesa Maria de Saxe-Coburgo e Gotha. Ateliê Helene Zimmerauer, Viena, VI., Rua Gumpendorfer 23. Colorizado por Rainhas Trágicas.

Madame (Demoiselle) IA comenta as postagens da semana no Diplomatizzando (via ADL)

Madame (Demoiselle) IA comenta as postagens da semana no Diplomatizzando (via ADL) 

Sob o comando firme e repetido de meu amigo Airton Dirceu Lemmertz, que formula as precisas demandas de comentários e análises a respeito de minhas postagens no Diplomatizzando, Madame (ou Demoiselle, como parece mais apropriado) IA, continua a se pronunciar sobre minhas opiniões ou sobre as matérias de terceiros, na semana recém encerrada:

“- As participações [indiretas ou diretas] de Madame IA (ou "Demoiselle IA"?) no blog Diplomatizzando na recente semana (de 21 a 27/junho/2026), em ordem cronológica: 

Uma lista dos melhores trabalhos de Paulo Roberto de Almeida divulgados por meio do blog Diplomatizzando, entre 2011 e 2014 - comentários de Madame IA: 

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/uma-lista-dos-melhores-trabalhos-de_0267523400.html 

O Brasil caminha para um declínio econômico de meio século? - Paulo Roberto de Almeida; + comentários de Madame IA: 

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/o-brasil-caminha-para-um-declinio.html 

Uma semana, dormindo e acordando com Madame IA, sob o patrocínio do mestre de cerimônias Airton Dirceu Lemmertz: 

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/uma-semana-dormindo-e-acordando-com.html 

Madame IA efetuou, a pedido de Airton Dirceu Lemmertz, uma avaliação geral sobre os 20 anos do Blog Diplomatizzando - Paulo Roberto de Almeida: 

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/madame-ia-efetuou-pedido-de-airton.html 

Introdução "literária" à terceira lista dos melhores trabalhos de Paulo Roberto de Almeida divulgados por meio do blog Diplomatizzando, a partir de 2015 ; comentário de Madame IA: 

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/introducao-literaria-terceira-lista-dos.html 

Dez anos de Diplomatizzando, quinze blogs em treze anos... - Paulo Roberto de Almeida: 

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/dez-anos-de-diplomatizzando-quinze.html 

Madame IA se debruça sobre a primeira leva de postagens no Diplomatizzando, de 2006 a 2011 - Paulo Roberto de Almeida: 

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/madame-ia-se-debruca-sobre-primeira.html 

O futuro de dois homens - Paulo Roberto de Almeida + Madame IA: 

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/o-futuro-de-dois-homens-paulo-roberto.html 

Terceira lista dos melhores trabalhos de Paulo Roberto de Almeida divulgados por meio do blog Diplomatizzando, 2015 e 2016 - Madame IA comenta: 

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/terceira-lista-dos-melhores-trabalhos.html 

Madame IA se pronuncia, uma vez mais, a pedido de Airton Dirceu Lemmertz, sobre meu desempenho à frente do blog Diplomatizzando - Demoiselle IA: 

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/madame-ia-se-pronuncia-uma-vez-mais.html 

Eleições no Brasil: questionamentos de um jornalista francês em 2022 - Paulo Roberto de Almeida, comentários Madame IA: 

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/eleicoes-no-brasil-questionamentos-de.html 

Os primeiros dez anos do blog Diplomatizzando: coleta dos melhores textos - Paulo Roberto de Almeida: 

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/os-primeiros-dez-anos-do-blog.html 

Brasil – a verdadeira soberania - Carlos Alberto Di Franco (O Estado de S. Paulo + Madame IA): 

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/brasil-verdadeira-soberania-carlos.html 

Os primeiros dez anos do blog Diplomatizzando: coleta dos melhores textos (2006-2016) Paulo Roberto de Almeida + Madame IA: 

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/os-primeiros-dez-anos-do-blog_0101656613.html 

Sobre a mais importante questão diplomática da atualidade - Paulo Roberto de Almeida + Madame IA: 

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/sobre-mais-importante-questao.html 

Ainda sobre a mais importante questão diplomática da atualidade, Paulo Roberto de Almeida -Comentários recebidos de Demoiselle IA, via Airton Dirceu Lemmertz: 

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/ainda-sobre-mais-importante-questao.html 

A autobiografia do Estado relida e reinterprada por Demoiselle IA: 

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/a-autobiografia-do-estado-relida-e.html 

- "Uma semana com 17 participações de Madame IA. Nas duas semanas anteriores, foram 23 e 11 participações. Em três semanas, 51 participações; uma média de 17 postagens por semana, ou 2,4 por dia." (ADL). “

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