sexta-feira, 10 de julho de 2026

O Estado-nação pode não ser a forma mais evoluída, ou atualizada, de organização social e política de uma comunidade - Augusto De Franco

 Um texto interessante, cientificamente embasado, sobre a evolução estatal da humanidade, nos últimos cinco mil anos. O Estado pode ser um cerceamento da liberdade individual, não necessariamente um promotor de democracia. Mas o debate é bem mais complexo. PRA

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A resiliência da anacrônica forma Estado-nação

E o exemplo da educação


Soberania de Vestfália – Wikipédia, a enciclopédia livre

Todos os problemas e todas as medidas para enfrentar esses problemas são pensadas como se o sujeito único fosse a forma atual de Estado, o Estado-nação (ou o que chamamos de país). A sociedade não é sujeito (um modo de agenciamento autônomo, ao lado do mercado e, sobretudo, do Estado): é um epifenômeno, não raro é encarada (sem que quem assim a encare, não o declare) como dominium do Estado (no sentido quase feudal mesmo do termo).

Na maior parte (proporcionalmente quase a totalidade) da caminhada humana sobre a Terra não existiu Estado. O gênero Homo surgiu há 2,8 milhões de anos e a espécie Homo Sapiens há cerca de 300 mil anos. Somente de uns 6 a 5 milênios para cá tivemos, ao longo do tempo, várias formas de Estado. Os proto-Estados associados às hordas de predadores e senhores que apareceram, talvez, nas margens setentrionais do mar Cáspio (ou com o surgimento dos kurgans ou da cultura Yamna ou Yamnaya e da sociedade proto-indo-europeia ou, ainda, da estepe pôntico-cáspia, aproximadamente entre 4000 e 3000 a.C., onde podem ser exploradas as raízes ancestrais da tirania - mas nada disso se sabe ao certo), o Estado-Templo-Palácio sumeriano, a cidade-Estado antiga, os Estados pseudo-feudais antigos, as formas de Estado teocrático associadas ao chamado “modo de produção asiático” (ou ao “despotismo hidráulico”), os Estados feudais medievais (e. g. europeus e japoneses), os Estados principescos e reais do Renascimento e do pós-Renascimento, até chegar à forma Estado-nação surgida no século 17 (e sob a qual ainda estamos): um fruto da guerra, da paz de Vestfália. Como se sabe, a paz de Vestfália (assinada em 1648), encerrou a devastadora Guerra dos Trinta Anos na Europa. Ao permitir que cada governante local escolhesse a religião de seu próprio território, os Tratados de Münster e Osnabrück inauguraram o formato de Estado-nação.

Como definir a forma Estado-nação?

A forma vestfaliana de Estado (o Estado-nação moderno) é o modelo de organização política e soberania territorial que estabelece que cada Estado possui autoridade exclusiva e jurisdição absoluta sobre o seu próprio território, população e assuntos internos, sem interferência ou subordinação a potências externas. Esse modelo - que moldou o sistema internacional moderno - teve como pilares fundamentais:

Soberania Exclusiva. O poder supremo dentro de um território pertence ao Estado, eliminando a autoridade de poderes supranacionais (como a Igreja ou Impérios antigos).

Não Intervenção. Um Estado não deve interferir nos assuntos políticos ou religiosos internos de outro. 

Territorialidade. As fronteiras geográficas definem os limites exatos onde o poder do Estado é aplicado e onde suas leis são válidas.

Igualdade Jurídica. Em teoria, todos os Estados soberanos são reconhecidos como juridicamente iguais perante o direito internacional, independente do seu tamanho ou poder militar.

Qual o principal problema do protagonismo exclusivo do Estado-nação?

O principal problema é que cidades (o sistema dinâmico complexo, quase um “ser vivo”, onde boa parte da humanidade vive, não propriamente o Estado sub-nacional) e comunidades (idem, mutatis mutandis) também são sujeitos do desenvolvimento (que é, na verdade, um metabolismo da rede social que chamamos genericamente de sociedade). 

Temos no mundo, talvez, mais de 4 milhões de cidades e assentamentos urbanos (embora esse número pareça exagerado se não incluirmos aí localidades habitadas não tipicamente urbanas). Além disso, temos milhares de culturas linguísticas (mais de 7 mil linguas vivas). Tudo isso não pode ser representado por (ou aprisionado em) cerca de apenas 200 países (Estados-nações).

Além disso, existiram múltiplas cidades que ficaram milênios sem-Estado, perduraram e se desenvolveram enquanto isso. Os exemplos mais antigos, conhecidos até agora, são Jericó (desde cerca de 10.000 anos a.C.), Çatalhöyük (há cerca de 7.000 anos a.C.) e Göbekli Tepe (embora não se saiba se foi mesmo uma cidade ou um sítio ritual-cerimonial de caçadores-coletores erigido há mais de 9.000 anos) e, inclusive, Damasco (habitada há 6.000 a.C.). 

Significativa também nesse sentido é a hipótese do arqueólogo brasileiro Eduardo Goes Neves (USP), de que populações amazônicas, há 8 mil anos, construíram sociedades densas e complexas sem evoluir para Estados, “vislumbrando o Estado, mas dele fugindo sempre que puderam”. Neves declara em recente entrevista:

“As evidências nos dizem que o Estado não aconteceu não por causa de alguma deficiência ou elemento que conduziria a esse estágio ‘superior’, mas de fato como uma ação política positiva, que tem a ver com a evitação da centralização política como alternativa, como maneira de se viver. Temos evidências que nos permitem tratar o Estado como uma anomalia, e não a ausência do Estado como anomalia. Aparentemente não tem Estado porque eles não quiseram”.

O Estado não surgiu porque era incompatível com um determinado modo-de-vida não-verticalizante. E isso é fascinante! 

Hannah Arendt (1958), em A condição humana, já havia percebido que “a polis não era Atenas e sim os atenienses”. Ou seja, não era a Cidade-Estado e sim a koinonia, a comunidade política. Na cidade-Estado, por exemplo, jamais teria sido inventada a democracia. Ela não nasceu como regime político e sim como modo-de-vida. Nasceu na sociedade, ou seja, na comunidade de conversantes que emergiu na praça do mercado (a ágora).

Como fica o Estado-nação em uma sociedade-em-rede?

Jean-Marie Guehenno (1993) e Manuel Castells (1996), que anunciaram o advento de uma sociedade em rede, que iria acarretar grandes mudanças no mundo (e nas ordens internacionais pretéritas), não estavam errados. A sociedade em rede está aí. O que eles não contavam era com a imensa reação do Estado-nação, que moveu uma contra-ofensiva brutal para não ser desabilitado como fulcro do sistema (universal) de governança. Aliás, essa ofensiva está associada à atual recessão democrática e inaugurou uma terceira onda de autocratização que está varrendo o mundo. Tudo isso foi acompanhado por um reflorescimento temporão-reacionário do nacionalismo e uma exarcebação do patriotismo - e como disse Shlomo Sand (2012) em A invenção da Terra de Israel, “a pátria se mostraria uma das mais supreendentes e talvez a mais destrutiva das criações da era moderna”.

A chamada crise da democracia dos modernos é, na verdade, a crise do Estado-nação, essa anacrônica forma de governança inadequada para uma sociedade-em-rede. Mas democracia dos modernos (a segunda democracia) foi coetânea ao surgimento do Estado-nação. Um azar.

Há razões de sobra para suspeitar que muitos dos nossos problemas não são adequadamentge solucionados porque insistimos no caminho centralizador de resolvê-los a partir do protagonismo exclusivo do Estado-nação e ignoramos o que as pessoas, as cidades e comunidades, podem fazer.

O exemplo da educação

Um desses problemas é o da chamada educação, como já foi explicado no final do artigo Inteligência Artificial e Inteligência Humana que vamos transcrever, em parte, abaixo:

Até hoje todas as análises apontam a insuficiência de capital humano (a ser suprida por robustas políticas educacionais) como responsável por baixo desenvolvimento e pouca produtividade. A saída para tudo é mais educação. E isso é pensado centralizadamente para todo o país. O Estado-nação é praticamente o único sujeito que pode tomar providências para combater déficits de capital humano (ou melhorar a educação).

E aí surgem sempre os exemplos da Coréia do Sul e, em alguns casos, da Finlândia (que seria mais inovadora). Caberia aos governos implantar políticas semelhantes e esperar que sejam alcançados os mesmos resultados desses países. Há, porém, vários problemas com essa abordagem.

O primeiro problema é que a sociedade não é sujeito do processo educacional e sim objeto, melhor dizendo, paciente da ensinagem estatal. A oferta de políticas educacionais é centralizada e não se modifica diante das diferentes demandas de pessoas e comunidades que compõem a população.

O segundo problema é que o baixo desenvolvimento não é resultado apenas de capital humano insuficiente, mas também - e principalmente - de déficits de capital social.

O terceiro problema é o que se entende por ‘educação’. Quando se fala genericamente “a educação” isso é uma abstração que abrange (e homogeneiza) diversos processos de aprendizagem.

Além disso ‘a educação’ é entendida como o conjunto dos processos de ensinagem (e não propriamente de aprendizagem), baseados sempre em escola (mais bem organizada, com melhores e maiores recursos e distribuída em todo o território nacional) e professor (melhor preparado, bem remunerado, mais vocacionado e incentivado). Não se pergunta se devemos melhorar a educação que temos ou mudar essa educação.

O quarto problema é que, com o surgimento da Inteligência Artificial, a escola não sabe mais o que deve ensinar, nem como deve se comportar.

O que a escola está ensinando hoje será útil para o mundo em que as crianças de 2026 e os jovens de 2036 irão viver daqui a duas ou três décadas? Ou seja, poucos questionam se a escola sabe realmente o que está fazendo (se ela sabe quais serão as habilidades e os conhecimentos que serão requeridos pelo mercado e pela sociedade em 2046 ou em 2056).

A sociedade tem de assumir responsabilidades pela educação, não apenas atuando como auxiliar o Estado; por exemplo, vigiando as famílias para ver se os pais estão colocando seus filhos na escola (e denunciando os desviantes). Não apenas os governos, mas as empresas, as organizações da sociedade civil e as comunidades de vizinhança, de prática e de projeto, têm que ser também comunidades de aprendizagem.

Para superar esse problema, que já se arrasta por décadas, será necessário um novo movimento, não promovido por uma organização centralizada, mas por uma rede distribuída de iniciativas convergentes. Agentes de educação, atuando de baixo para cima, podem fazer o netweaving dessa rede e podem cumprir, em cada comunidade de aprendizagem, o papel de catalisadores desse processo educativo distribuído.

Não é necessário substituir a escola, mesmo porque isso não vai resolver os problemas da sociedade escolarizada (que se reproduz em todo lugar, inclusive nas famílias, nas igrejas, nas empresas e em outras organizações governamentais ou não-governamentais). Não adianta nada substituir a escola para montar em casa uma burocracia do ensinamento semelhante, substituindo o professor/a-patrão/troa pelo pai-patrão (ou pela mãe-patroa).

O que adiantaria é substituir o ambiente de ensinagem por ambientes de aprendizagem (no plural): isso pode ser feito em casa ou em qualquer comunidade (de vizinhança, de prática, de projeto); e pode ser feito, inclusive, em escolas (que tenham abertura suficiente para inovar). Homeschooling e communityscooling - ou, de preferência, homeunschoolinge communityunscholing - devem ser permitidos, sem que isso signifique abrir uma guerra com as escolas. 

Mas o Estado-nação, enquanto puder, em vez de aproveitar esse fabuloso aporte de recursos, vai abrir uma guerra contra tais inovações. O que só evidencia seu caráter retrógrado

O trumpismo idiota é uma epidemia maligna que começa a se espalhar pelo hemisfério americano - Orlando Tambosi, Paulo Roberto de Almeida, Comentários de Madame IA

Transcrevo primeiro a postagem original de Orlando Tambosi, sobre a estupidez comp superior à maldade no embrutecimento dos comportamentos humanos. Depois o meu proprio texto; finalmente os comentários de Madame IA:

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Por que a estupidez é mais perigosa que a maldade: 

https://otambosi.blogspot.com/2026/07/por-que-estupidez-e-mais-perigosa-que.html 

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Teoria da Estupidez de Dietrich Bonhoeffer: 


A Teoria da Estupidez de Dietrich Bonhoeffer é um dos conceitos mais profundos e necessários para entender o comportamento humano coletivo em momentos de crise. Escrita na década de 1940, enquanto o teólogo e pastor luterano alemão estava preso pelo regime nazista, essa reflexão vai muito além do seu contexto histórico original e serve como um espelho assustador para a nossa sociedade atual.

Vamos trocar uma ideia sincera sobre esse conceito que é, ao mesmo tempo, um soco no estômago e uma explicação cirúrgica da realidade. Sabe aquele momento em que você abre as redes sociais, assiste ao telejornal ou conversa com alguém na fila do mercado e pensa que o mundo perdeu completamente o juízo? Pois é, esse incômodo não é de hoje. Na cela de sua prisão, esperando a execução, Bonhoeffer não tentava decifrar estratégias militares ou segredos econômicos do Terceiro Reich, mas sim algo muito mais íntimo: a mente humana. O resultado foi um ensaio atemporal onde ele afirmou, com todas as letras, que a estupidez é um inimigo do bem muito mais perigoso do que a própria maldade.

Para a gente entender o peso disso, precisamos desconstruir o que achamos que é ser estúpido. Quando o teólogo fala de estupidez, ele não está se referindo a notas baixas na escola, dificuldades de aprendizado ou falta de um diploma universitário. Esqueça o quociente de inteligência. A estupidez bonhoefferiana é uma condição moral, um comportamento psicológico e social. Existem pessoas com doutorado, cientistas renomados, juízes e grandes empresários que são perfeitamente estúpidos nesse sentido. Ao mesmo tempo, existem trabalhadores simples, que mal sabem ler, mas possuem uma clareza mental impressionante. O estúpido é aquele que tomou a decisão de fechar os olhos para a realidade, abdicando da capacidade de pensar por si mesmo para se tornar um joguete nas mãos de um grupo ou de um líder. É um processo de lavagem cerebral voluntária.

Mas por que a estupidez seria pior que a maldade? A lógica é impecável. Contra o malvado, nós sabemos exatamente como agir. O mal carrega em si a semente da sua própria denúncia. Quando alguém age com maldade explícita, a sociedade consegue identificar, combater e criar mecanismos de defesa ou punição. Você pode expor o malvado, usar leis contra ele ou enfrentá-lo abertamente. Ele sabe que está fazendo o mal e tenta se justificar ou agir nas sombras. No entanto, com o estúpido, a história é completamente diferente. Ele é absolutamente impermeável a argumentos lógicos, fatos ou evidências. Se você apresentar dados científicos, estatísticas reais ou provas incontestáveis, ele vai dar de ombros, dizer que as provas foram inventadas por uma conspiração e partir para a agressividade. O estúpido tem uma certeza inabalável de que está coberto de razão, fazendo o pior estrago possível achando que está salvando o mundo.

Se traçarmos um paralelo com a filosofia e a história, a análise de Bonhoeffer conversa diretamente com outra gigante do pensamento do século vinte, a filósofa Hannah Arendt. Ao cobrir o julgamento do nazista Adolf Eichmann, ela esperava encontrar um monstro sádico que sentia prazer em mandar milhões de pessoas para a morte. Em vez disso, encontrou um burocrata medíocre, um sujeito comum que repetia slogans vazios e dizia que estava apenas cumprindo ordens. Foi aí que ela cunhou a expressão "a banalidade do mal". O que Arendt chamou de incapacidade de pensar é exatamente a estupidez que Bonhoeffer descreveu. Ambos perceberam que as maiores tragédias da história humana não foram causadas por meia dúzia de psicopatas, mas sim por multidões de pessoas comuns que decidiram parar de pensar. Quando o cidadão comum abre mão da sua autonomia intelectual, ele se torna o combustível perfeito para que os tiranos operem seus planos de destruição.

Olhando pelo lado da psicologia social, o fenômeno da estupidez coletiva é fascinante e desesperador. O ser humano tem uma necessidade biológica e evolutiva de pertencer a um grupo. O problema é que o preço cobrado por essa inclusão costuma ser a entrega do pensamento crítico. É o famoso efeito manada. Quando os indivíduos se dissolvem em uma massa, a responsabilidade individual desaparece. A pessoa deixa de ser um indivíduo com valores próprios e passa a ser apenas uma célula de um organismo maior e barulhento. A psicologia explica que, dentro desse estado de transe coletivo, o estúpido se sente forte, protegido e validado. Ele não precisa passar pela angústia de tomar decisões difíceis; o grupo já entrega todas as respostas prontas e embaladas para o consumo. Isso gera um alívio psicológico imenso, mas cobra um preço social altíssimo, pois anula a empatia e a capacidade de enxergar o outro.

Se trouxermos essa discussão para a política atual, especialmente no cenário brasileiro, a Teoria da Estupidez se transforma em um manual de sobrevivência. Estamos vivendo na era dos algoritmos e das bolhas digitais, ferramentas desenhadas sob medida para amplificar a estupidez. Hoje em dia, as pessoas raramente buscam a verdade; elas buscam a confirmação das suas próprias crenças. A polarização política extrema transformou o debate público em um campeonato ideológico sem fim, onde o que o líder do partido diz é sagrado e o que o adversário fala é uma mentira. Não importa se o político de estimação cometeu um crime óbvio ou falou um absurdo completo; o estúpido político vai criar malabarismos mentais inacreditáveis para defendê-lo. Os fatos históricos e econômicos são distorcidos em tempo real para caber na narrativa. Quem tenta propor um caminho do meio, baseado no diálogo, é atacado de todos os lados e rotulado como traidor. A política moderna descobriu que a estupidez engaja muito mais do que a racionalidade.

Não podemos esquecer de olhar para esse cenário através da lente da religiosidade, algo que o próprio Bonhoeffer conhecia profundamente. Ele era um pastor da Igreja Confessante, uma ala que se recusou a se curvar ao nazismo, enquanto a maioria das lideranças religiosas da época apoiava o regime de braços abertos, misturando o Evangelho com o nacionalismo tóxico. Ele viu de perto como a fé pode ser instrumentalizada para alimentar a estupidez coletiva. Quando a fé deixa de ser uma busca por amor, justiça e transcendência e se transforma em um dogmatismo cego, ela vira uma arma de destruição mental. No cenário contemporâneo, vemos discursos usando o nome de Deus para validar preconceitos, perseguir minorias e apoiar projetos autoritários. O fiel estúpido não questiona a manipulação; ele a aceita como se fosse a vontade divina, esquecendo-se de que a verdadeira espiritualidade exige responsabilidade moral e discernimento pessoal.

Para concluir essa reflexão, a pergunta que fica flutuando no ar é: como fazemos para vencer a estupidez? Bonhoeffer foi muito realista e até um pouco pessimista nessa resposta. Ele sabia que tentar convencer o estúpido através do debate intelectual é uma perda de tempo total, porque o problema dele não é a falta de informação, mas a falta de abertura moral. A verdadeira cura não vem da educação formal que apenas despeja dados na cabeça de alguém, mas sim de uma libertação interior. O indivíduo precisa passar por um despertar de consciência, uma revolução interna que o faça recuperar a coragem de ser livre e autônomo. Na maioria das vezes, a estupidez só começa a ruir quando o castelo de cartas desmorona e as consequências práticas das escolhas erradas batem diretamente na porta da pessoa. Até que esse despertar aconteça, o papel daqueles que conseguem manter a sanidade mental é proteger a própria mente, resistir ao bombardeio de absurdos cotidianos e nunca abrir mão do direito de pensar por conta própria.

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Agora o meu comentário:

De onde menos se espera, a história se repete num grau superior de burrice

Paulo Roberto de Almeida (+ comentários de Madame IA)


E eu que pensava que o nosso bizarro chanceler acidental da era do horroroso e esquizofrênico bolsolavismo diplomático fosse único no mundo, e eis que surge um “irmão gêmeo” colombiano, ainda mais fanático no trumpismo exacerbado do que o bobalhão que quase destruiu o Itamaraty entre janeiro de 2019 e março de 2021. 

Tem uma diferença, porém: o futuro chanceler colombiano parece ser um extremista fundamentalmente estúpido, enquanto o chanceker bolsolavists era até um cara com muitas luzes e leituras, mas um fanático religioso, um submisso integral, aceitando ser mandado por estúpidos monumentais (como o pai e o filho O3), dominado e subserviente ao extremo a ignorantes hors concours, no que deveria ser humilhante para alguém que lia filósofos alemães e historiadores clássicos. 

Nosso chanceler acidental era um ser angustiado, pois tinha de se dobrar à cavalgaduras relinchantes, ao passo que o colombiano parece ser feliz ao repetir as estupidezes trumpistas.

O Brasil já recuou muito na burrice e na mediocridade; agora parece ser a vez dos colombianos. 

Tem outra diferença entre os direitistas tradicionais da Europa, que são pessoas razoavelmente educadas, sabendo até falar direitinho, e essa extrema-direita americana e latino-americana, que parece ter cérebro de galinhas e a agilidade de amebas das profundezas sombrias mais escondidas do pré-cambriano.

Vou ter de voltar a escrever novos capitulos de meu livro Miséria da Diplomacia, agora no contexto hemisférico? Help me God!

Paulo Roberto de Almeida

Brasilia, 10/07/2026

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Comentários de Madame IA:

Uma epidemia maligna que começa a se espalhar pelo hemisfério americano: 


*Gemini AI

A articulação entre o ensaio crítico de Paulo Roberto de Almeida, intitulado "O trumpismo idiota é uma epidemia maligna que começa a se espalhar pelo hemisfério americano", e a clássica Teoria da Estupidez do teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer oferece um terreno fértil para compreender os descaminhos da diplomacia contemporânea. Bonhoeffer, ao escrever suas reflexões da prisão nazista, argumentava que a estupidez não é um defeito intelectual, mas um defeito moral e psicológico. Para ele, o estúpido não perde a capacidade de raciocinar, mas abre mão de sua autonomia crítica ao ser dominado pelo clamor de um coletivo ou de uma liderança messiânica. Quando confrontado com o texto de Almeida, esse conceito ganha um contorno prático e visceral, revelando como a ideologização cega de políticas externas na América Latina atua exatamente sob os mecanismos descritos pelo pensador alemão. [1]
A Anatomia da Estupidez no Itamaraty e o Fenômeno da Submissão
O ponto de partida de Almeida é uma comparação ácida entre o que chama de "chanceler acidental" do período "bolsolavista" no Brasil e um novo "irmão gêmeo" despontando na Colômbia. A fricção com Bonhoeffer surge imediatamente na distinção que o autor faz sobre a bagagem de cada um. Almeida pontua que o ex-chanceler brasileiro não era um homem sem leituras; pelo contrário, lia filósofos alemães e historiadores clássicos. No entanto, ele se transformou em um "fanático religioso" e um "submisso integral" a figuras de menor estofo intelectual. [123]
Essa descrição é a personificação exata da tese de Bonhoeffer: a inteligência não imuniza ninguém contra a estupidez. O teólogo alemão explicava que, sob o impacto do avanço de uma força histórica ou política avassaladora, grande parte da humanidade é contaminada pela perda de independência psicológica. O indivíduo intelectualizado, ao se render ao dogmatismo, silencia o próprio discernimento para se alinhar ao poder. O "ser angustiado" descrito por Almeida — que precisava se dobrar a "cavalgaduras relinchantes" — ilustra a tragédia do homem culto que abdica de sua função crítica para operar como engrenagem de um projeto ideológico de poder. [1]
A Felicidade dos Ignorantes e a Epidemia Hemisférica
A análise avança para o cenário colombiano, onde o autor enxerga um agravante: o novo personagem político parece "feliz ao repetir as estupidezes trumpistas". Aqui, a fricção com a Teoria da Estupidez se aprofunda. Bonhoeffer alertava que o estúpido é tipicamente autocomplacente, teimoso e perigoso, porque assume uma postura de superioridade moral blindada contra fatos. Quando o erro histórico se traveste de virtude política, a estupidez deixa de ser um evento isolado e se torna, nas palavras de Almeida, uma "epidemia maligna". [12]
A importação mecânica do trumpismo pela extrema-direita latino-americana atua como esse vírus psicológico coletivo. Ela destrói a tradição pragmática e técnica da diplomacia — historicamente baseada na racionalidade e no interesse nacional — e a substitui por slogans, dogmas e uma lealdade quase tribal a Washington. O indivíduo afetado por essa onda perde a capacidade de processar a realidade de forma autônoma; ele apenas repete palavras de ordem, tornando-se uma ferramenta nas mãos do demagogo.
O Cérebro Coletivo e a Miséria Diplomática
Almeida usa de forte ironia ao comparar essa vertente ideológica americana e latino-americana a organismos de baixa complexidade biológica, criticando a falta de sofisticação em contraste com a direita tradicional europeia. Sob a ótica de Bonhoeffer, essa simplificação brutal do debate público é uma necessidade metodológica da própria estupidez. O pensamento complexo exige esforço, dúvida e nuances — elementos que sabotam o funcionamento de movimentos populistas. Para que a militância funcione como um bloco monolítico, o vocabulário precisa ser reduzido e os inimigos precisam ser claramente desenhados. [12]
Quando essa mentalidade invade as chancelarias, o resultado é a publicação de novos capítulos daquilo que o diplomata chama de Miséria da Diplomacia. A diplomacia, que por natureza deveria ser a arte de negociar com a diferença, desaba em um proselitismo estéril que isola os países no cenário global. O debate técnico de Estado é jogado de lado para dar lugar a um exibicionismo ideológico voltado para alimentar algoritmos de redes sociais e aplausos domésticos. [1]
Conclusão: O Desafio da Resistência Intelectual
O fechamento do texto de Almeida evoca a necessidade de manter um "quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas". Esse apelo dialoga diretamente com a única solução apontada por Bonhoeffer para superar a estupidez: a libertação interior do indivíduo através da reconexão com a responsabilidade cívica e moral. [1]
O combate a essa "epidemia hemisférica" não se faz apenas apontando erros técnicos de política externa, mas desmascarando o processo de infantilização e submissão psicológica que esses movimentos impõem sobre os seus quadros. Enquanto a diplomacia for tratada como um palanque para o fanatismo e para a mimetização de lideranças estrangeiras, a racionalidade continuará sob cerco, exigindo um esforço constante de denúncia e resgate da sobriedade institucional.”
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Um relatório completíssimo sobre a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia em todos os seus aspectos - Christine Stuermer

 WAR UPDATE 7/9/26: 

▶️Day 1596 of a 3-day war, that's been going on for centuries. Kyiv still stands and Russia is still a terrorist state

▶️1,414,820 (+1310) terrorist dirtbag losers eliminated!  

▶️Over 256,000 documented Russian War Crimes Committed.‼️(Source:  Ukraine's Office of the Prosecutor General)

▶️Number of days since Russia has committed a War Crime. = 0

▶️Number of days since Russia has lied. = 0

▶️801 😢 Ukrainian Children Killed by Russia.  Source:  UN Human Rights Office.

Reported by Christine Stuermer.

👉President Zelenskyy has said that Russian leader Vladimir Putin has no advantages left in the war against Ukraine except the ballistic missiles with which he takes civilians' lives.  

Source: Zelenskyy responding to journalists.  

Quote: "Putin – whether he knows this or not – certainly receives information and understands that he has no advantage right now. There are the ballistic missiles; there are the truly tragic, terrible strikes on the civilian population of our state, but that's the only advantage he has left – he has nothing else now."  Zelenskyy added that Ukraine has a window of opportunity right now.  "Our teams [Ukraine's and the US's – ed.] understand that we really do have a window of opportunity right now. Ukraine has become stronger both on the battlefield and in the air. Everyone sees the results. Of course it's first and foremost thanks to our military… that there is a window of opportunity," the president said.  He added that this has been noted by both the US and other countries whose leaders he met at the NATO summit.

"Everyone can see this. We spoke with President Trump. And during the summit I met with many, many different leaders – even leaders of states I hadn't previously met – and all of them said the same thing: Ukraine has become stronger," Zelenskyy concluded.

👉President Zelenskyy has reported that following talks with Ukraine's partners on the sidelines of the NATO summit, Kyiv is expecting assistance from the United States, and agreements have also been reached with some other partners, including on interceptors for Patriot air defence systems.  Source: Zelenskyy during an online briefing with journalists, as reported by European Pravda.  The president said that following agreements made on the sidelines of the NATO summit, Ukraine is expecting to receive an aid package from the US and several European partners.

"In the coming days we will receive a package from the United States, and there have also been separate agreements with Europeans on my part. No dates yet – but there will be additional PAC-3 missiles," he said.  Zelenskyy also said that following the political agreement with US President Donald Trump on a Patriot production licence, the "technical" work on implementing the agreement must begin quickly.

👉President Zelenskyy has explained what work needs to follow the political agreement reached with US President Donald Trump on granting a Patriot production licence.  Source: Zelenskyy during an online briefing with journalists, as reported by European Pravda.  Zelenskyy noted that the question of granting Ukraine a licence to produce Patriot technology was discussed in detail at a meeting with Trump and the US delegation, and he thanked the Americans for making this decision.  "We discussed this in detail with the president and his delegation. President Trump repeatedly stressed that today only two or three countries in the world can manufacture Patriots, because the others are not ready technologically. Ukraine has been recognised by America as a country that is ready to do this," Zelenskyy said.

He said Ukraine's Foreign Ministry and Defence Ministry will now begin negotiating the "technical matters".  "Regarding Patriot manufacturing in Ukraine, we have resolved this issue politically. Now it is very important that our technical teams, all our representatives from various ministries [...], begin working on this without delay so that we receive the licences very quickly, as soon as possible, and begin production in Ukraine," the president added.

🥺A total of 230 families with 270 children continue to live in the mandatory evacuation zone in settlements of Donetsk Oblast.

Source: Yuliia Ryzhakova, head of the children's affairs service at Donetsk Oblast Military Administration, as reported by Ukrinform

Such families are living in five settlements of the hromada. The majority of children (172) are in certain districts of Sloviansk together with adults.   Over the past week, 67 children from 59 families were forcibly evacuated from Donetsk Oblast. During June, 357 children from 230 families were evacuated from the oblast as a result of this effort.

💥Ukrainian drone strikes may have knocked out between 20% and 40% of Russia's oil refining capacity.  Source: Financial Times, citing analyst estimates.  In June, Russia was processing an average of 4.1 million barrels of oil per day, 28% below the five-year average and 35% below nominal capacity.  Ukraine significantly intensified strikes on Russian oil infrastructure in May. Since then, ten of Russia's largest refineries have been attacked, including the Omsk refinery 2,500 km from the front line, which accounts for around 7% of the country's refining capacity.  The fuel shortage is already affecting 50 million Russians, or 35% of the population, according to the FT's analysis. By 8 July, local authorities or retailers had introduced fuel sales restrictions in the majority of Russian regions.  By 25 June, almost 50 Russian regions had introduced some form of fuel sales restriction, while long queues at petrol stations had spread across the country. Crimea has an official state of emergency in place, with petrol sold only via electronic vouchers.

💥Ukraine's General Staff has reported that the defence forces hit 12 Russian tankers, a tugboat and a cargo ship in the Sea of Azov on the night of 8-9 July. Ukrainian forces also struck the Yug Rusi oil terminal and a Russian ammunition depot.  Source: General Staff of the Armed Forces of Ukraine on Facebook.Quote: "Units of Ukraine's defence forces struck a number of important enemy military and military-economic targets on the night of 8-9 July as part of efforts to reduce the military and economic potential of the Russian aggressor.  Twelve tankers, one tugboat and one cargo ship belonging to the Russian Federation were hit in the Sea of Azov."

The General Staff added that information is still being gathered on the extent of the damage and the results of the strikes.  It said the Russian vessels hit were used, among other things, to supply fuel and lubricants to Russian military groupings and to transport oil and petroleum products in circumvention of international sanctions.  The vessels facilitate energy exports, a key source of funding for the war against Ukraine.  A strike was also carried out on the Yug Rusi oil terminal at Bataisk in Russia's Rostov Oblast. A fire was reported in the vicinity.  The scale of the damage and the consequences of the strike are still being assessed.  The oil terminal handles the transshipment of petroleum products for export and is used to supply fuel and lubricants to Russian forces on the southern front.  A Russian ammunition depot near Sorokyne in Luhansk Oblast was also struck.

💥Ukrainian forces have carried out long-range strikes on Russian oil depots in Stavropol Krai and Tver Oblast, around 500 km from the front line.  Source: Ukrainian President Volodymyr Zelenskyy on X (Twitter); Security Service of Ukraine.  Quote: "Recent days saw important successful strikes on facilities supporting Russia's oil sector and sustaining its war policy.  Security Service of Ukraine warriors struck two oil depots – one in Stavropol and the other in Tver. Both are about 500 km from the front line. Units of Ukraine's defence forces also struck a reserve fuel storage facility located about 800 km from the front."  Zelenskyy also said Ukrainian forces have struck an oil pumping station in Ufa and an oil terminal in Russia's Rostov Oblast.  The Security Service separately confirmed strikes on the two oil depots.  Quote from the Security Service: "The first target was the Krasnaya Zarya oil depot in Tver Oblast, located 520 km from Ukraine's state border. Ukrainian strike drones hit the facility, triggering a fire.  The second target was the Stavropolskaya oil depot in Stavropol Krai, also located more than 500 km from Ukraine. A large fire broke out at the site and is rapidly spreading."

😈WAR CRIMES AND OTHER SHIT:  

🤬Two civilians have been killed in a Russian drone attack on a car in Kherson on the morning of 9 July.  Source: Kherson Oblast Prosecutor's Office; Ukraine's State Emergency Service (SES)

Quote from the prosecutor's office: "An investigation has established that Russian forces attacked a car with a drone in Kherson at around 07:30 on 9 July 2026."  Two civilians who were in the car were killed in the strike.  A pre-trial investigation has been launched under the procedural guidance of Kherson District Prosecutor's Office into a war crime resulting in loss of life (Article 438.2 of Ukraine's Criminal Code).  Prosecutors are working with investigators to document the aftermath of the latest Russian strike and gather evidence of the war crime.

🤬Russian forces have attacked Ukraine with two ballistic missiles and 94 drones of various types since the evening of 8 July. Ukrainian air defences have downed 72 drones, but hits by missiles and 19 UAVs have been recorded.  Source: Ukraine's Air Force

Quote: "As of 08:30, [Ukrainian] air defence forces had destroyed or jammed 72 Shahed, Gerbera, Italmas and other types of drones in the country's north, south and east.  Hits by two missiles and 19 UAVs had been recorded at 13 locations and the fall of downed aerial assets (debris) at four locations."  On the night of 8-9 July (from 18:00 on 9 July), Russian forces attacked Ukraine with two Iskander-M ballistic missiles launched from temporarily occupied Crimea as well as 94 Shahed (some jet-powered), Gerbera and Italmas attack drones and Parodiya decoy UAVs from the Russian cities of Bryansk, Millerovo and Oryol as well as Hvardiiske in temporarily occupied Crimea and occupied Donetsk.

The attack is ongoing, as several Russian drones are still in the airspace.  Aircraft, anti-aircraft missile units, electronic warfare assets, unmanned systems units and mobile fire groups from Ukraine's defence forces have been involved in repelling the attack.

🤬Russian forces have attacked Ukraine with two ballistic missiles and 94 drones of various types since the evening of 8 July. Ukrainian air defences have downed 72 drones, but hits by missiles and 19 UAVs have been recorded.  Source: Ukraine's Air Force

Quote: "As of 08:30, [Ukrainian] air defence forces had destroyed or jammed 72 Shahed, Gerbera, Italmas and other types of drones in the country's north, south and east.  Hits by two missiles and 19 UAVs had been recorded at 13 locations and the fall of downed aerial assets (debris) at four locations." On the night of 8-9 July (from 18:00 on 9 July), Russian forces attacked Ukraine with two Iskander-M ballistic missiles launched from temporarily occupied Crimea as well as 94 Shahed (some jet-powered), Gerbera and Italmas attack drones and Parodiya decoy UAVs from the Russian cities of Bryansk, Millerovo and Oryol as well as Hvardiiske in temporarily occupied Crimea and occupied Donetsk.

The attack is ongoing, as several Russian drones are still in the airspace.  Aircraft, anti-aircraft missile units, electronic warfare assets, unmanned systems units and mobile fire groups from Ukraine's defence forces have been involved in repelling the attack.

🤬Russia's latest large-scale attack has left parts of five Ukrainian regions without electricity as of the morning of 9 July.  Source: Ukrenergo, Ukraine's state-owned electricity transmission operator

The affected regions are Dnipropetrovsk, Donetsk, Sumy, Kharkiv and Kherson oblasts.  "Emergency repair work has already begun wherever the security situation allows. Energy workers are doing everything possible to restore power to all consumers as quickly as possible," Ukrenergo said.  Ukrenergo urged consumers to shift energy-intensive electricity use to the period between 10:00 and 16:00.

🤬A 57-year-old woman, the last resident of the border village of Tokarivka Druha, was killed in a Russian FPV drone attack in Kharkiv Oblast on 8 July.  Source: Viacheslav Zadorenko, Head of Derhachi City Military Administration.  Zadorenko reported that a Russian FPV drone attacked a civilian woman walking along the road between the villages of Prudianka and Tsupivka after 18:00.

The 57-year-old resident of Tokarivka Druha sustained multiple shrapnel wounds. She was taken to Derhachi Central Hospital, but died from her injuries despite medics' efforts to save her life.

Quote: "The woman who died was an employee of Derhachi Central Hospital and the last remaining resident of the village of Tokarivka Druha, located in the ten-kilometre border zone.  Sincere condolences to the family, loved ones and colleagues of the deceased."

🤬A village head has been injured after a Russian fibre-optic FPV drone struck a car in the Stetskivka district in Sumy Oblast.

Source: Serhii Kryvosheienko, Head of Sumy City Military Administration; Artem Kobzar, acting mayor of Sumy, on Telegram

Quote from Kryvosheienko: "The injured person is in a satisfactory condition and has been taken to a medical facility, where he is receiving qualified medical care."  Kobzar added that a service vehicle was damaged in the strike.  Full information on the aftermath of the Russian attack is being gathered.

🤬Russian forces have been hunting civilians, cars and public transport with drones in Kherson since the night of 8-9 July, killing two people and injuring another 22.  Source: Oleksandr Prokudin, Head of Kherson Oblast Military Administration; Yaroslav Shanko, Head of Kherson City Military Administration.  Quote from Shanko: "At around 13:40, the enemy treacherously attacked a fixed-route minibus carrying passengers with a drone. Eight people are currently known to have been injured. All of them sustained blast injuries, closed head injuries, concussion and shrapnel wounds. They are under medical supervision."

🤬Russian forces have attacked a car carrying civilians in Zolochiv, Kharkiv Oblast, injuring four people, including a five-month-old child.  Source: Oleh Syniehubov, Head of Kharkiv Oblast Military Administration.  Quote: "The Russians attacked a car carrying civilians in Zolochiv. Four people were injured as a result of the strike, including a child."  Syniehubov specified that a 28-year-old man was injured, while women aged 67 and 25, as well as a five-month-old girl, suffered from shock.

✅ Report from the General Staff of the Armed Forces of Ukraine:

▶️ A total of 268 combat clashes have occurred on the battlefield over the past day. Russian forces launched most of their attacks on the Pokrovsk front, where Ukrainian forces repelled 38 assaults.

▶️On the North Slobozhanshchyna front and in the operational zone in Russia's Kursk Oblast, Ukrainian defenders stopped two Russian assaults. Meanwhile, the Russians launched one airstrike, using two guided bombs, and conducted 44 strikes on the positions of Ukrainian troops and settlements.

▶️On the South Slobozhanshchyna front, Ukrainian units repelled two Russian assaults near the village of Hoptivka.

▶️On the Kupiansk front, the Russians launched two attacks towards the settlements of Novoplatonivka and Kivsharivka.

▶️On the Lyman front, Russian forces tried to break through the Ukrainian defence, conducting 15 attacks near the settlements of Stavky, Drobysheve and Lyman and towards Druzheliubivка, Derylove, Shyikivka, Novoselivka and Yampil.

▶️On the Sloviansk front, Russian troops conducted 28 assaults near the settlements of Kryva Luka, Zakitne and Riznykivka and towards Rai-Oleksandrivka.

▶️On the Kramatorsk front, the Russians conducted three attacks towards the settlements of Nykyforivka, Tykhonivka and Yurivka.

▶️On the Kostiantynivka front, 29 Russian attacks were recorded. The Russians conducted assaults near the settlements of Kostiantynivka, Illinivка and Ivanopillia and towards Stepanivka and Oleksandro-Shultyne.

▶️On the Pokrovsk front, Ukrainian defenders repelled 38 Russian attacks, the highest number recorded on any front over the past 24 hours. The Russians were active near the settlements of Toretske, Pokrovsk, Rodynske and Bilytske and conducted assaults towards Pavlivka, Vilne, Shevchenko, Hryshyne, Molodetske, Novopidhorodne, Svitle, Hulive, Matiasheve, Dorozhnie, Nykanorivka, Novyi Donbas, Kotlyne and Udachne.

▶️On the Oleksandrivka front, the Russians conducted three attacks towards the settlements of Novohryhorivka and Voskresenka.

▶️On the Huliaipole front, the Russians conducted 30 attacks on the positions of Ukraine's defence forces. The Russians tried to advance near the settlements of Huliaipilske, Novoselivka and Verkhnia Tersa and towards Hirke, Rybne, Dobropillia, Vozdvyzhivka, Tsvitkove, Kosivtseve and Charivne.

▶️On the Orikhiv front, Ukrainian defenders stopped two unsuccessful Russian attempts to advance towards the settlements of Stepove and Shcherbaky.

▶️On the Prydniprovske front, the Russians did not conduct any assaults.

▶️On the Volyn and Polissia fronts, there is no evidence of any offensive Russian groups being formed in the area.

😕Despite US President Donald Trump saying he would allow Ukraine to produce its own Patriot missiles, launching production could take years because of technological and supply chain challenges, according to Bloomberg.  Source: Bloomberg.  Bloomberg says that large-scale production of Patriot missiles by Lockheed Martin would be difficult to replicate, with the complexity depending on which version of the missile Ukraine would seek to manufacture.  The PAC-3 interceptor, which is capable of destroying ballistic missiles and costs around US$5 million per missile, is one of the world's most advanced air defence interceptors. It is currently produced only in the United States and Japan.

Becca Wasser, Bloomberg Economics defence lead, said: "A Patriot missile takes years to build, meaning Ukrainian production of these missiles won't materialise on the near-term timelines they need."

She added that strict US controls over sensitive technologies could further slow the process.  Existing supply chains are already under significant strain and establishing a new production line would require specialised equipment and extensive workforce training.

Some components, such as the missile's airframe, are relatively straightforward to manufacture.  However, producing solid-fuel rocket motors with the required performance and consistency, the small attitude-control motors used by the PAC-3 for manoeuvring in the upper atmosphere and the missile's guidance system would be far more challenging.  Only a limited number of components could realistically be sourced from existing suppliers.  The PAC-3 seeker, which guides the missile during the final moments before intercepting its target, is manufactured by Boeing for both US production and production lines operated by Mitsubishi Heavy Industries.  Bloomberg reported that Boeing declined to comment and Lockheed Martin did not immediately respond to a request for comment.  Any new missile production facility in Ukraine would become a priority target for Russian attacks, the news agency noted.  Some experts therefore suggest building such a plant abroad, particularly in Poland, where the government recently signed an agreement to service European PAC-3 missiles.  Meanwhile, the US is rushing to increase Patriot missile production following the outbreak of war with Iran.  However, Lockheed Martin has said it will take until 2030 to triple production capacity.

👍NATO has agreed to transform its long-running Baltic Air Policing mission into an air defence mission, giving Allied forces broader powers.  Source: Lithuanian President Gitanas Nausėda following the NATO summit in Ankara, as reported by Lithuanian public broadcaster LRT.  The expanded mission will provide NATO forces with a broader mandate, including the authority to destroy objects that pose a threat to the airspace of the Baltic states.  Nausėda said that as countries in the region face hybrid threats and drone attacks, Allied forces carrying out the mission will be able to assume wider responsibilities.  "[The current] air policing mission is designed for peacetime, when fighter aircraft respond to incidents by intercepting and escorting [aircraft]. In this way, we demonstrate that we are paying attention to incidents. It is a form of deterrence," Nausėda told journalists in Ankara.  Estonian Foreign Minister Margus Tsahkna said on social media that the updated mission will provide "greater flexibility and faster response to air threats".  Estonian Defence Minister Hanno Pevkur added that ordinary people will not notice any visible changes, as aircraft will continue flying and air policing operations will continue.  "The main difference lies in the details, more specifically in the authority granted to NATO's Supreme Allied Commander Europe and to the pilots. Naturally, we cannot go into those details, but the new arrangement will ensure greater flexibility and faster response times," he explained.  The changes mean there will no longer be a need for political-level consultations before shooting down a drone that enters NATO airspace.  For reference: NATO's Baltic Air Policing mission in Lithuania, Latvia and Estonia – the three Baltic states bordering Russia that do not operate their own fighter aircraft – was launched in 2004, immediately after the three countries joined the Alliance.  The mission was expanded in 2014 following the beginning of Russia's aggression against Ukraine. It now involves more than a dozen fighter aircraft from three NATO member states operating on a rotational basis from two air bases in the region.

💩Kremlin spokesman Dmitry Peskov has said the administration of US President Donald Trump is mistaken if it believes Ukrainian strikes on Russian territory will help bring the war to a peaceful end.  Source: Peskov, as quoted by the Russian news agency Interfax. Responding to Trump's remarks that long-range strikes deep inside Russia represent an escalation that could bring the war to an end, Peskov said:  "Rather, we see certain misconceptions within the White House administration that escalation and military pressure can help facilitate a transition to a peaceful settlement."  He described that assessment as incorrect.  Quote from Peskov: "Further escalation may, to some extent, prolong the special military operation – we cannot say exactly to what extent – but it will lead to the need for us to create a larger security zone, a larger buffer zone." [The "special military operation" is the Russian propaganda term for the war against Ukraine – ed.]  Peskov also commented on US plans to allow Ukraine to manufacture Patriot missiles.  "As regards the Patriot, yes, it is an obvious fact that the United States continues to supply weapons and military technologies to Ukraine – we know that," he said. "We are not looking at the world through rose-tinted glasses, and President Vladimir Putin understands this perfectly well. However, there is a certain duality in the US position. Unlike the Europeans, the United States still maintains a desire to facilitate a transition to a peace process." [N.B. Ukrainska Pravda does not recognise Putin as president – ed.]

💩Russian Foreign Minister Sergei Lavrov has announced that Russia will no longer believe the West when it claims to seek "negotiated solutions on Ukraine".  Source: Russian propaganda agencies TASS and RIA Novosti.  Quote: "We will no longer believe the West that it wants negotiated solutions. This reserve of goodwill and hope has been exhausted entirely."  According to Lavrov, the West is allegedly simulating readiness for negotiations on Ukraine while "now openly beginning to issue ultimatums to Russia".


quinta-feira, 9 de julho de 2026

A política externa brasileira perdeu sua autonomia, e a diplomacia profissional se subordina a considerações políticas submissivas - Paulo Roberto de Almeida

Não pretendo entrar no debate sobre se o Brasil deve responder ou não ao governo americano. Acredito, na verdade, que este assunto não tem NADA a aver com os EUA, ou apenas marginalmente (a ojeriza tradicional petista contra "us americanus", ou "estadunidenses".
Isso tem a ver com a subordinação, atenção, vou repetir, TEM A VER COM SUBORDINAÇÃO do Brasil em relação à Rússia. A política externa simplesmente perdeu sua autonomia decisória e se submete a considerações políticas, ideológicas, de quem manda em última instância. A diplomacia profissional está emasculada, perdeu qualquer possibilidade de defender os interesses do Brasil, e se subordina a um criminoso de guerra.
Como sempre, assino embaixo do que afirmo.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 9/07/2026

"EUA criticam decisão do Brasil sobre suposto espião russo | G1" https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/07/08/governo-trump-reage-a-decisao-do-brasil-que-permite-retorno-de-suposto-espiao-a-russia.ghtml 

CREDN-CD questiona o governo sobre o Conselho Nacional de Politica Externa (CONPEB) - Luiz Philippe de Orleans e Bragança

CREDN-CD questiona o governo sobre o Conselho Nacional de Politica Externa (CONPEB)

REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO Nº , DE 2026

(Do Senhor LUIZ PHILIPPE DE ORLEANS E BRAGANÇA)

Requer informações ao Ministro de Estado das Relações Exteriores sobre a criação do Conselho Nacional de Política Externa (CONPEB).

Senhor Presidente,

Nos termos do artigo 50, § 2º, da Constituição Federal, e dos artigos 115 e 116 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, solicito ao Ministro de Estado das Relações Exteriores informações detalhadas e fundamentadas acerca da criação do denominado Conselho Nacional de Política Externa Brasileira (CONPEB), anunciado como mecanismo permanente para a participação da sociedade civil na formulação da política externa brasileira.

J U S T I F I C A Ç Ã O

A criação do Conselho Nacional de Política Externa Brasileira (CONPEB), anunciada durante a II Conferência Nacional de Política Externa e Inserção Internacional do Brasil, realizada entre 8 e 10 de junho na Universidade Federal do ABC1, representa um equívoco institucional gravíssimo, que confronta a Constituição Federal e ameaça a estabilidade, a autonomia e o profissionalismo do Itamaraty.

A iniciativa de estabelecer um órgão permanente para a chamada participação da sociedade civil na formulação da política externa é apresentada pelo governo como instrumento de democratização. No entanto, essa descrição retira o foco do objetivo real da proposta: a entrega da condução técnica e estratégica das relações internacionais brasileiras a estruturas paralelas, que se prestam a interesses político-ideológicos específicos, com forte viés de aparelhamento partidário.

1 https://www.brasildefato.com.br/2026/06/08/governo-lanca-conpeb-primeiro-conselho-permanente-para-participacao-da-sociedade-civil-na-politica-externa/


quarta-feira, 8 de julho de 2026

O summit da OTAN e o bulldozer trumpista (ou seja, o normal costumeiro) - Foreign Policy Situation Report

 

Postagem em destaque

O Estado-nação pode não ser a forma mais evoluída, ou atualizada, de organização social e política de uma comunidade - Augusto De Franco

 Um texto interessante, cientificamente embasado, sobre a evolução estatal da humanidade, nos últimos cinco mil anos. O Estado pode ser um c...