quarta-feira, 11 de março de 2026

Quando comecei a seguir metodicamente as eleições presidenciais? Em 2006, mas já o fazia antes... - Paulo Roberto de Almeida

 Por acaso, apareceu das "catacumbas" um texto escrito em 2006 sobre as campanhas eleitorais no Brasil e as eleições presidenciais. Reproduzo-o aqui apenas como "curiosidade". Não creio que a realidade tenha mudado muito, apenas certos nomes, menos um: 

Paulo Roberto de Almeida, 11 de março de 2026

segunda-feira, abril 24, 2006

376) A política externa nas campanhas presidenciais

Antecipando o debate das eleições de 2006
Paulo Roberto de Almeida (para o Boletim da Associação dos Diplomatas Brasileiros)

Tendo acompanhado a temática da política externa nas campanhas presidenciais desde 1989, depois de já ter estudado durante anos a interação que o Congresso e os partidos políticos mantêm em relação aos temas de relações internacionais e de política exterior do Brasil, minha constatação é clara: a política externa entrou, definitivamente, nas campanhas eleitorais. Trata-se de realidade nova que caberia discutir, antes que os candidatos façam sua aparição nas telas de televisão e também nas páginas do boletim ADB (ver a pequena bibliografia in fine).

Meus primeiros diagnósticos assumiam, invariavelmente, um tom pessimista: eu simplesmente constatava que a política externa era marginal do ponto de vista da atuação dos partidos políticos e que as questões de relações internacionais e de relacionamento externo do Brasil eram secundárias nas preocupações dos líderes políticos, quando não ficavam distantes de todo e qualquer discurso de campanha. Quanto os temas entravam em alguma campanha presidencial, era mais pelo lado prosaico ou negativo: lamentava um candidato as “perdas internacionais” que estavam sendo supostamente impostas ao País pelas empresas multinacionais, condenava, um outro, a dívida externa “impagável” e uma imaginária “submissão” ao FMI e insistia, um terceiro, na velha arenga da defesa das indústrias nacionais que estariam sendo “sucateadas” e entregues, de “mãos atadas”, aos interesses externos. Como regra geral, no Brasil, ninguém se elege tratando de política externa ou de temas diplomáticos e internacionais. Seria isso ainda verdade?

Esse cenário parece ter mudado substancialmente ao longo dos anos, por boas e más razões. Seja pelo crescimento da interface brasileira com o mundo, a começar pela própria região, seja pela internalização de problemas externos, extremamente facilitada pelas redes de comunicações, o fato é que, pela primeira vez em nossa história política, os temas de política exterior e de integração regional estarão no centro do debate da próxima campanha presidencial, também aqui por boas e más razões. Por um lado, o Brasil passou a estar bem mais vinculado aos movimentos da economia mundial, tanto nos aspectos propriamente econômicos como nos políticos – pela posição de liderança em negociações internacionais –, por outro, a ação de grupos de interesse e de movimentos externos passa a influenciar diretamente o cenário interno, como se pode constatar mediante uma rápida consulta à agenda das principais autoridades governamentais.

Por outro lado, o Brasil também está “importando” parte do debate que se dá em cenários estrangeiros, regionais ou internacionais, com certo “contrabando” conceitual de idéias e propostas que não correspondem à agenda política e econômica propriamente interna, e sim a ações e posições de grupos, movimentos e partidos estrangeiros que tendem a refletir interesses que lhes são próprios. Apenas dois exemplos bastariam para ficar claro o que isto pode representar em termos de defesa dos interesses nacionais nos foros multilaterais: a velha questão do “dumping social”, travestida de “cláusula social”, incorporada às demandas de certas centrais sindicais, bem como o apoio interno dado a posturas absolutamente contrárias ao interesse nacional no terreno das negociações agrícolas internacionais, que resulta da importação acrítica de posições como as da ATTAC francesa por movimentos sociais brasileiros operando na órbita do Fórum Social Mundial. Não preciso sequer mencionar dois patéticos plebiscitos organizados em 2001 e 2002 pelos mesmos movimentos sociais, um sobre a dívida externa, o outro sobre a Alca, cujas maiorias “albanesas” contra o pagamento da primeira e a favor da rejeição da segunda dizem tudo sobre essa contaminação da agenda interna pela importação acrítica de posições simplistas ao extremo mas que representam interesses de determinados grupos sociais em outros países.

Independentemente desses exemplos canhestros de debate “enviesado”, o fato é que a política externa adentrou o terreno político nacional e deve figurar em posição central, ou pelo menos preeminente, nas eleições presidenciais de outubro de 2006. Independentemente também do fato que a sociedade possa estar dividida na maior parte das escolhas efetuadas pelas autoridades responsáveis pela nossa política externa e pela condução da diplomacia, o fato é que essas autoridades foram em grande medida responsáveis pela “popularização” da política externa enquanto tema do cotidiano, e não mais sua entronização restrita, como uma agenda de agenda “bizarra”, restrita a uns quantos “especialistas”. Pela primeira vez em muitos anos, quiçá de forma inédita em nossa história, todos, ou quase todos, os temas da agenda diplomática brasileira foram “transferidos” para o cotidiano dos leitores de jornais, ouvintes de rádio e espectadores de jornais televisionados. A política externa do Brasil permeia os temas da agenda interna como nunca ocorreu no Brasil, e isso deverá igualmente refletir-se na próxima campanha presidencial.

Antes que as plataformas eleitorais nessa área adentrem, portanto, as páginas do boletim ADB, caberia balizar o debate entre os candidatos, cujo perfil definitivo só será de fato conhecido por ocasião das convenções partidárias do mês de junho. Pode-se antecipar, com pouca margem a dúvidas, que a maior parte parte dos debates eleitorais a partir de agosto de 2006, nos temas de relações internacionais e de política externa, será travada em torno das posições diplomáticas assumidas pelo governo Lula, o que nada mais é senão uma decorrência lógica da centralidade que ela veio a ter no conjunto das políticas governamentais.

Com efeito, sem entrar no mérito das avaliaçoes qualitativas ou de argumentos opinativos, a atual política externa reflete, com bastante coerência, as posições de política internacional exibidas pelo PT e pelo seu único candidato presidencial ao longo de sua trajetória em direção ao poder. Não deveria existe disputa em torno disso, pois trata-se apenas de uma constatação de fato. Em nenhuma outra área das políticas governamentais a identidade entre o partido e o governo é tão ampla e a interface tão colada ao “modelo original” quanto na política externa: inclinações, preferências, discursos, ações, tudo isso reflete, com razoável identidade de propósitos, aquilo que escreviam e argumentavam os líderes do PT quando se encontravam na oposição. Seria natural que, uma vez no poder, se dispusessem a colocar em prática suas idéias. É, aparentemente, o que está sendo feito, com algumas adaptações de estilo e de forma dadas pelo tratamento técnico que cada dossiê recebe dos profissionais da diplomacia.

O que poderá ser abordado, portanto, na campanha eleitoral, é se as posições do PT e do governo Lula, em matéria de política externa, terão ou não correspondido às percepções e necessidades do país, tal como percebido ou refletido pelos demais líderes políticos, pelos especialistas da área e pelos agentes que normalmente constituem grupos com interesse direto na “economia” da política externa, com destaque para os setores produtivos e exportadores. À diferença de tempos passados, as plataformas de governo de cada um dos candidatos, que deverão circular a partir de julho e agosto de 2006, tenderão a reservar espaço maior do que o normal aos principais itens da agenda internacional do Brasil. Nesses documentos, e nos debates que se seguirão, algumas simplificações serão inevitáveis, dada a natureza do debate eleitoral, mas é de se supor que os especialistas mais conhecidos nesta área – alguns dos quais figuram na literatura compilada a esse respeito, disponível no link bibliográfico, in fine) – saberão aprofundar as principais questões de interesse público, relevantes para um debate bem informado sobre essa problemática agora central na definição das políticas públicas do Brasil.

Para saber mais:
ADB - Associação dos Diplomatas Brasileiros. “A partir da hipótese de ser eleito Presidente da República, qual é a sua visão do que será o Brasil e sua inserção no mundo em dez anos?” (resposta do candidato Lula), boletim ADB. Brasília: ano II, n.11, março 1994, p. 8-9.
-------- . “Uma política externa para o fim do século” (resposta do candidato Fernando Henrique Cardoso), boletim ADB, ano II, n. 14, junho 1994, p. 14-16.
-------- . “A inserção do Brasil na economia internacional” (resposta do candidato Leonel Brizola), boletim ADB, ano II, n. 14, junho 1994, p. 20-21.
-------- . “A inserção do Brasil na comunidade internacional” (resposta do candidato Orestes Quércia), boletim ADB, ano II, n. 15, julho de 1994, p. 8-9.
-------- . “Os candidatos a presidente da República e a política externa”, ADB, ano X, n. 41, julho-setembro 2002, p. 18-23.
Almeida, Paulo Roberto de: “A política externa nas campanhas presidenciais, de 1989 a 2002, e a diplomacia do governo Lula”, in Relações internacionais e Política externa do Brasil. 2ª ed.; Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2004, p. 255-308.
-------- . “A política externa nas campanhas eleitorais brasileiras: a experiência dos escrutínios presidenciais de 1989, de 1994 e de 1998”, Revista Internacional de Estudos Políticos, Rio de Janeiro: UERJ, v. 1, n. 2, agosto 1999, p. 253-286.
-------- . “A Política da Política Externa: os partidos políticos nas relações internacionais do Brasil, 1930-1990”, in José Augusto Guilhon de Albuquerque (org.), Sessenta Anos de Política Externa Brasileira (1930-1990), IV vol.: Prioridades, Atores e Políticas. São Paulo: Annablume-Nupri/USP, 2000, p. 381-447.
-------.“Uma política externa engajada: a diplomacia do governo Lula”, Revista Brasileira de Política Internacional. Brasília: IBRI, ano 47, nº 1, 2004, p. 162-184; disponível no link: www.pralmeida.org/05DocsPRA/1260PExtLula.pdf.
-------. “Diplomacia presidencial: cronologia de viagens e visitas, 2002-2006”, disponível em formato html no link: http://textospra.blogspot.com/2006/04/68-diplomacia-presidencia-viagens-e.html#links e, em formato pdf, no link: www.pralmeida.org/05DocsPRA/1584ViagVisitLula02a06.pdf.
-------. “Uma bibliografia preliminar sobre a diplomacia do Governo Lula: uma classificação tentativa com base na literatura disponível”, disponível no link: http://www.pralmeida.org/05DocsPRA/1587BiblioDiploGovLula.pdf.

Paulo Roberto de Almeida, Brasília, 24 de abril de 2006
pralmeida@mac.com - www.pralmeida.org
http://diplomatizando.blogspot.com/

 

Putin renounces to International Law, proclaimed until 2005; no more now

Putin intends to authorise missile strikes or ‘special operations’ abroad to save himself and his accomplices from a jail cell in The Hague.

The Kremlin’s proposal to use the armed forces to "protect" arrested citizens abroad is not a defense of rights.  It’s a desperate, nuclear-edged signal to the world that Russia’s leaders view themselves as above international law.

The masquerade is officially over. By proposing a bill to use the Russian military to shield its citizens from foreign courts, putin is not acting as the protector of his people. He is acting as the boss of a criminal enterprise, issuing a violent threat to the global community: Do not try to hold us accountable.

This move by the Ministry of Defense, approved by a government commission and destined to slide through the Duma, is the logical—and grotesque—conclusion of a regime built on impunity. 

Having crushed domestic law into submission, the Kremlin is now attempting to leverage brute military force to rewrite international justice.

The rhetoric is, as always, a twisted mirror. The bill claims to offer "protection" against the "illegal" actions of foreign judiciaries. 

Yet, who are the "citizens" they aim to protect? Not the countless ordinary Russians they have drafted into a senseless war. 

No, this bill is designed with a specific guest list in mind: the top brass, the inner circle, and the supreme leader himself.

This is the desperate gambit of a wanted man. 

When the International Criminal Court (ICC) issued a warrant for putin for war crimes, it shattered the myth of his untouchable power. 

This new bill is his retaliation—a brazen declaration that any attempt to enforce an ICC warrant will be treated not as a judicial action, but as a provocation of war.

It is a stunning admission of fear, especially after Maduro's arrest. 

For all his theater of strength, putin has spent the last years legally isolating his nation to construct a fortress for himself. 

He first allowed Russia to ignore foreign rulings, then shielded foreign mercenaries from prosecution, and now intends to authorise missile strikes or special operations to save himself and his accomplices from a jail cell in The Hague.

To the countries of the world that still believe in accountability and the rule of law, the message is chillingly clear. Russia is no longer just a nation that commits war crimes. It is formalising a doctrine to defend those crimes by military force. This is not a state acting in self-defense. It is an outlaw state creating a permanent license to operate outside the civilized world, demanding that its leaders be guaranteed impunity, enforced at the barrel of a gun.

In this speech during his visit to the Netherlands in November 2005, at the Peace Palace in The Hague, putin explicitly calls for the "supremacy of law" to be a "mandatory standard." Critics today point to the irony of this statement, as the Russian Ministry of Defense now seeks to pass a bill that would allow the use of military force abroad to "protect" Russian officials from the very type of international judicial oversight he praised in 2005.

putin: “You are well aware that Russia, as a participant in the 2005 Summit, has once again confirmed its commitment to the principle of the supremacy of international law. In Russia, this principle is one of the foundations of the constitutional order. In accordance with Part 4 of Article 15 of the Constitution of the Russian Federation, universally recognised principles and norms of international law, international treaties of the Russian Federation are an integral part of its legal system.

Moreover, if an international treaty of the Russian Federation establishes rules other than those provided for by Russian law, the rules of the international treaty apply. Commitment to international law is also laid at the basis of the concept of our foreign policy and national security.”

( Transcript of the full speech in the comments.)

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Here Putin’s 2005 speech in Netherlands:

“ 2/2 

You well know that Russia's participation in the Summit 2005 once again confirmed its adherence to the principle of supremacy of international law. In Russia, this principle is one of the fundamental bases of the constitution. According to Article 15 of the Constitution of the Russian Federation, the commonly recognized principles and norms of the Moreover, if an international treaty of the Russian Federation stipulates other rules than those stipulated by the law, the rules of the international treaty apply. Adhering to international law is the fundamental concept of our foreign policy and national security. 

I shall especially emphasize that the International Court of Justice's decisions and advisory opinions play a major role in strengthening and developing international legal principles and norms, and in making the rights and duties of states explicit. This has a positive influence on the universality of international law.

Once again I shall point out that very existence of the International Court of Justice is a most important condition for the UN’s stability and legitimacy, including with regard to developing and implementing a complex strategy to counteract the new threats and challenges that humanity faces today.

The International Court of Justice makes a huge contribution to preventing international conflicts and to the peaceful resolution of existing disputes. Finally, your activities promote international justice. This is possible due to the Court's independence, its special status and the unique composition of its judges. 

Russia supports strengthening the role of the International Court of Justice and actively supported including the obligation of member states to resolve their disputes by peaceful And Mr Chairman, you have now told us about the very serious, major questions of international relations in which the Court is presently engaged. 

Mr Chairman, we give great value to being represented in the International Court of Justice and consider the Russian legal school's contribution to the Court's activities a very important one. 

In connection with this I am grateful to you for the kind words you addressed to the Russian judge, Mr Vereshchetin, and his predecessors. We hope that our tradition of participation in the Court will continue. 

In conclusion, allow me to express once again my deep respect for the activities of the International Court of Justice and to thank you both for the invitation and for allowing me the opportunity to speak here. 

I wish you success, and thank you very much for your attention.”

Os novos eixos politicos em escala regional e mundial e como se alinha o Brasil do lulopetismo - Revista ID

A queda

A derrocada do populismo de esquerda na AL

Multidão caindo no abismo — Foto © sellingpixsellingpix #31417133


A derrocada do populismo de esquerda e das ditaduras socialistas na América Latina 

Lula e o PT já contaram, na condição de aliados na América Latina, com muitos neopopulistas de esquerda que parasitavam regimes eleitorais não-liberais e alguns ditadores ditos socialistas. Agora não contam mais. Vejamos.

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Antes

NEOPOPULISTAS

1 - Correa e Moreno (no Equador), 

2 - Lugo (no Paraguai), 

3 - Funes e Cerén (em El Salvador), 

4 - Cristina e Fernández (na Argentina), 

5 - Obrador (no México), 

6 - Manoel Zelaya e Xiomara (em Honduras), 

7 - Evo e Arce (na Bolívia), 

8 - Chávez (na Venezuela)

9 - Lula e Dilma (no Brasil)

DITADORES

10 - Os irmãos Castro (em Cuba), 

11 - Ortega (na Nicarágua),

12 - Maduro (na Venezuela). 

Agora

NEOPOPULISTAS

1 - Claudia (no México), 

2 - Lula (no Brasil)

3 - Petro (na Colômbia) - Mas seu candidato pode perder a próxima eleição. 

DITADORES

4 - Ortega e Murillo (na Nicarágua),

5 - Díaz-Canel (em Cuba) - Não se sabe por quanto tempo.

6 - Delcy Rodriguez (na Venezuela) - Não se pode contar mais com ela (pois virou refém de Trump).

Balanço na América Latina

De 12 que já foram (ainda que nem sempre simultaneamente) podem restar apenas 2 ou 3 (simultaneamente). Ou menos, se Lula perder a eleição de 2026. Eis a queda. Talvez a maior derrocada que já se viu na história em uma mesma região do mundo em tão pouco tempo.


No mundo

No plano mundial o lulopetismo está alinhado aos autocratas de esquerda (e socialistas) que estão em governos, como Xi Jinping (na China), Pham Minh Chinh (no Vietnã), Sonexay Siphadone (no Laos), Kim Jong-un (na Coreia do Norte), Lourenço (em Angola). Além disso, está alinhado aos neopopulistas de esquerda que parasitam regimes eleitorais não-liberais, como Subianto (na Indonésia) e Ramaphosa (na África do Sul). Por último, o lulopetismo é defensor de Putin (na Rússia) e de Lukashenko (na Bielorrússia) e seus demais satélites centro-asiáticos (como Cazaquistão, Uzbequistão etc.), de Khamenei pai e agora filho (no Irã) e não condena o Corpo da Guarda da Revolução Islâmica (IRGC) e seus braços terroristas (como Hamas, Jihad Islâmica, Hezbollah, Houthis etc.). 

O que há de comum a todos eles? São, todos, inimigos das democracias liberais ou plenas.

Conclusão

Dizer que Lula e o PT defendem a democracia ou é mentira pura e simples ou revela um profundo desconhecimento do que é democracia.

Bastaria perguntar por que os lulopetistas não se alinham, preferencialmente, aos regimes (democracias liberais ou plenas) vigentes nos seguintes países (não por acaso os mais desenvolvidos do mundo): Alemanha, Áustria, Bélgica, Chéquia, Dinamarca, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Portugal, Suécia, Reino Unido, Noruega, Suíça, Islândia, Canadá, Barbados, Costa Rica, Suriname, Chile, Uruguai, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Austrália e Nova Zelândia.

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terça-feira, 10 de março de 2026

Meus blogs em eleições presidenciais - Paulo Roberto de Almeida

Meus blogs em eleições presidenciais

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.
Primeira informação sobre meus blogs eleitorais.
Destino: Abertura de um novo blog, para as eleições de 2026

Como informei em postagens anteriores, neste mesmo blog, tenho seguido eleições presidenciais pelo menos desde 1960, quando acompanhei meu pai nas eleições que consagraram a inédita vitória de Jânio Quadros (pelo volume de votos sobre o eleitorado habilitado, o que não incluía os analfabetos); em seis meses, desde a posse, ele renunciou à presidência, e lembro-me que minha mãe foi me buscar na escola, temendo, quem sabe?, uma guerra civil, na crise político-militar que se seguiu. Eu era, então, ainda criança, para entender tudo o que estava em jogo na política brasileira e na vida da nação. Mas, eu já não era tão criança quando ocorreu o golpe militar em 1964 (14 anos completos) e, depois de alguma hesitação inicial, coloquei-me precocemente como um dos opositores políticos do novo regime. Bem, não vou relatar agora o que foram os 21 anos seguintes de ditadura, apenas informar que passei quase sete anos no exterior, retomando a graduação em Ciências Sociais na Universidade de Bruxelas, fazendo um mestrado em Economia do Desenvolvimento na Universidade de Estado de Antuérpia e iniciando um doutoramento em Ciências Sociais novamente na Universidade de Bruxelas, deixado interrompido quando retornei ao Brasil em março de 1977, decidido a retomar a luta contra a ditadura e pelo retorno à democracia.
No exterior, continuei, obviamente, seguindo a política do Brasil, tanto foi assim que meu primeiro artigo publicado, na Revue Nouvelle, da Bélgica, foi um questionamento sobre o caráter do Estado brasileiro, se por acaso teria características fascistas. Meu trabalho de graduação, “Idéologie et Politique dans le Développement Brésilien” (1975), analisando as lutas políticas de 1945 a 1964. O mestrado tratou do impacto do primeiro choque do petróleo no comércio exterior e no balanço de pagamento do Brasil. O primeiro projeto de doutorado deveria tratar, na linha do mestre da Escola Paulista de Sociologia, Florestan Fernandes, da “revolução burguesa no Brasil”, mas ela mudou de caráter e de orientação, quando a retomei já no início dos anos 1980. Imediatamente após voltar ao Brasil, sem concurso para uma universidade pública, resolvi tentar a carreira diplomática, tendo sido aprovado em segundo lugar num concurso direto (isto é, sem passar pelo Instituto Rio Branco) para o Itamaraty.
Tendo me ligado à oposição, fui quase simultaneamente fichado como “diplomata subversivo” pelos serviços de informação do regime militar (SNI), mas isso eu só soube muitos anos depois, ao acessar o diretório do SNI no Arquivo Nacional de Brasília. Tendo elaborado um texto para a campanha oposicionista ao último presidente da ditadura, e sendo ele detectado pelos agentes do regime, efetuei um registro desse trabalho, completando mais tarde uma informação sobre esse fato, em junho de 2024. Fiz uma postagem a esse respeito:
        056. “Estratégias da política externa brasileira entre 1960/1978”, Brasília, agosto 1978, 6 p. Análise das diversas etapas da diplomacia brasileira, preparada como texto de apoio à campanha presidencial do PMDB, inserido no documento “Justificativas para uma possível reformulação da política externa brasileira na África”. Entregue, em setembro de 1978, ao staff do candidato do Partido, General Euler Bentes Monteiro. Inédito. Documento constando dos fundos do Arquivo Nacional, sob o título: “Justificativa para uma possível reformulação da política externa no Brasil na África”, como tendo sido elaborado por “grupo subversivo de esquerda”; Fundo: SNIG; AC_ACE_11577_78.PDF; A1157711-1978; DATA: 17/9/1978; 30 páginas. Disponibilizado no blog Diplomatizzando (16/06/2024; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/06/056-estrategias-da-politica-externa.html); divulgado na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/121102667/056_Estrategias_da_Política_Externa_Brasileira_1964_1978_1978_).

Ao longo dos anos continuei acompanhando e participando do processo político brasileiro, como registrei recentemente neste trabalho, ainda incluído no meu blog mais usado, o Diplomatizzando:
5238. “Relação de trabalhos referentes a eleições e campanhas eleitorais”, Brasília, 10 março 2026, 16 p. Relação de trabalhos pessoais sobre eleições e campanhas eleitorais, de 1978 a 2026. Postada na plataforma Academia.edu, com esta apresentação: Selected list of all papers, works, interviews, presentations by Paulo Roberto de Almeida about elections in Brazil, electoral presidential campaigns, especially covering all subjects dealing with foreign relations, external policy and Brazilian diplomacy (link: https://www.academia.edu/165013044/5238_Rela%C3%A7%C3%A3o_de_trabalhos_referentes_a_eleicoes_e_campanhas_eleitorais_2026_). Divulgada no blog Diplomatizzando (10/03/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/03/relacao-de-trabalhos-referentes.html).

Já tendo criado e mantido em três ocasiões anteriores, blogs especificamente dedicados às eleições presidenciais de 2006, de 2010 e de 2018 – com muitas outras postagens efetuadas nos demais blogs ou no Diplomatizzando nos intervalos –, decidi iniciar mais um blog voltado para as próximas eleições de outubro de 2026, mas informo desde já os três blogs anteriores:
http://eleicoespresidenciais.blogspot.com/ (2006)
http://eleicoespresidenciais2010.blogspot.com/ (2010)
https://eleicoespresidenciais2018.blogspot.com/ (2018)

Esta postagem serve, portanto, como introdução a este novo blog dedicado a uma das mais decisivas campanhas eleitorais da vida política brasileira. O primeiro blog do que se pode falar agora de uma série se chamava simplesmente “Eleições Presidenciais 2006” – https://eleicoespresidenciais.blogspot.com/ –, e sua apresentação informava o seguinte: “Um blog dedicado às eleições presidenciais brasileiras de 2006, em especial à campanha presidencial e seus principais candidatos: notícias, análises, comentários, programas partidários e outros materiais relevantes, com destaque para temas vinculados às relações internacionais e à política externa do Brasil. Farei o acompanhamento e o registro dos principais episódios da campanha presidências de 2006. Que vençam os melhores, ou, pelo menos, os mais honestos.” (Esta última frase seria dispensável, mas o Brasil já vivia os episódios do Mensalão.
Já o blog seguinte – https://eleicoespresidenciais2010.blogspot.com/ – se apresentava da seguinte maneira: “Um blog dedicado, antecipadamente, às eleições brasileiras de 2010, em especial à campanha presidencial e seus candidatos.” Depois, repetia o que eu. já tinha escrito em 2006, a partir de “Notícias...”. O terceiro dedicado, em 2018 – https://eleicoespresidenciais2018.blogspot.com/ – foi formatado de modo diferente, e não tenho acesso, no momento, a seu conteúdo completo.
Consoante meus hábitos, puramente acadêmicos, sem qualquer motivação partidária ou ideológica, decidi criar um novo blog: CampanhaEleitoralBrasileira2026. Espero que ele possa contribuir para os debates e as análises da política brasileira nesta nova conjuntura.

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5239, 10 março 2026, 3 p.
Divulgado no blog Diplomatizzando (10/03/2026; link: ) e no novo blog:

Guerra política interna e crise global: o Brasil diante da eleição de 2026 - Maria Luiza Falcão (Brasil 247)

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Guerra política interna e crise global: o Brasil diante da eleição de 2026

Maria Luiza Falcão
Brasil 247, 09 de março de 2026, 15:37 h

O mundo atravessa uma fase de instabilidade crescente, enquanto o Brasil enfrenta simultaneamente um processo de recomposição política ainda incompleto

A eleição presidencial de 2026 se aproxima em um momento particularmente complexo da história brasileira e internacional. Não se trata apenas de mais um ciclo eleitoral em uma democracia consolidada. O pleito brasileiro ocorre em meio a uma combinação rara de fatores: uma transição turbulenta da ordem internacional, a erosão do sistema político que estruturou a Nova República e um ambiente doméstico marcado por conflitos institucionais e disputas de narrativas permanentes.

Em circunstâncias normais, eleições nacionais refletem principalmente dinâmicas internas — desempenho econômico, popularidade do governo, capacidade de articulação das forças políticas. O momento atual, no entanto, parece escapar a essa lógica tradicional. 

O mundo atravessa uma fase de instabilidade crescente, enquanto o Brasil enfrenta simultaneamente um processo de recomposição política ainda incompleto. A eleição de 2026 poderá ocorrer justamente no cruzamento desses dois movimentos históricos.

Alguns observadores já percebem esse ambiente como um momento de transição. O economista e escritor Paulo Timm sugere que estamos diante de um período que lembra outros momentos de inflexão histórica — como 1954, 1961 ou 1989 — quando mudanças profundas estavam em gestação antes mesmo de se tornarem plenamente visíveis. A sensação de que algo estrutural está se transformando, ainda que sem contornos completamente definidos, atravessa hoje o debate político em várias partes do mundo.

Essa percepção não é infundada.

A crise da ordem internacional

Desde o fim da Guerra Fria, o sistema internacional foi amplamente organizado em torno da hegemonia dos Estados Unidos. Durante três décadas, a chamada Pax Americana sustentou instituições multilaterais, cadeias globais de comércio e um padrão relativamente estável de governança econômica internacional. Durante algum tempo, chegou-se a acreditar que essa ordem teria caráter quase permanente. Hoje sabemos que não.

A reeleição de Donald Trump representa um dos sinais mais claros da crise desse modelo. Trump não é apenas um líder controverso ou uma anomalia política circunstancial. Ele expressa tensões profundas dentro da própria sociedade americana — desigualdades regionais, conflitos culturais, ressentimentos econômicos e desconfiança crescente em relação às instituições tradicionais.

A política externa americana sob Trump também revela mudanças importantes. O uso agressivo de tarifas comerciais, o abandono de compromissos multilaterais e a retórica nacionalista indicam uma inflexão significativa no comportamento da potência que durante décadas se apresentou como garantidora da ordem internacional liberal.

Esse movimento não representa apenas uma mudança de estilo político. Ele expressa uma transformação mais profunda na própria lógica da liderança americana. A chamada Pax Americana sempre combinou poder militar, influência financeira e legitimidade institucional. O trumpismo, ao contrário, opera frequentemente pela ruptura dessas mesmas engrenagens: enfraquece instituições multilaterais, transforma aliados em alvos de pressão comercial e introduz um grau de imprevisibilidade que fragiliza a própria arquitetura internacional construída após 1945. Em vez de estabilizar o sistema global, Washington passou a ampliar as tensões que já atravessam a economia e a política internacional.

Sob o comando de Donald Trump, o ataque recente ao Irã pelos Estados Unidos em conluio com Israel de Benjamin Netanyahu, lança o mundo numa situação de apreensão pelo risco de ser deflagrada uma Terceira Guerra Mundial. A morte do aiatolá Ali Khamenei no conflito — líder supremo do irã desde 1989, autoridade máxima do sistema político e controlador das Forças Armadas, da Guarda Revolucionária, do Judiciário, e das principais diretrizes da política externa e nuclear — é de gravidade incomensurável. Seu filho deverá sucedê-lo. 

O Irã contra-ataca. Ameaça com o fechamento do estreito de Ormuz, por onde circula um quinto do transporte do petróleo consumido no mundo, eleva o preço do petróleo a US$ 100 o barril, com perspectivas de aumentos ainda maiores, na casa de 50%. 

O Brasil não passaria ileso por uma escalada mais grave no Golfo Pérsico. Cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente atravessa o estreito de Ormuz, o que torna qualquer ameaça à navegação nesse corredor marítimo capaz de provocar choques imediatos nos preços da energia mundo afora. Para uma economia como a brasileira, os efeitos seriam múltiplos: aumento dos custos de transporte, pressão inflacionária e encarecimento de insumos estratégicos, especialmente fertilizantes, dos quais o país continua fortemente dependente das importações. O setor agropecuário — pilar das exportações brasileiras — sentiria rapidamente esses impactos, seja pelo aumento dos custos de produção, seja pela volatilidade nos mercados internacionais de commodities agrícolas. Em um mundo já marcado por incertezas geopolíticas, crises energéticas e disputas comerciais, um conflito ampliado no Golfo teria repercussões que ultrapassariam em muito as fronteiras da região.

Os Estados Unidos continuam a dispor de extraordinários recursos econômicos, tecnológicos e militares. Mas a estabilidade da ordem que ajudaram a construir tornou-se claramente muito mais frágil. Tensões comerciais, conflitos regionais e disputas estratégicas entre grandes potências se multiplicam.

Para países de renda média e democracias emergentes como o Brasil, esse ambiente internacional mais incerto cria desafios adicionais. Volatilidade financeira, mudanças nos fluxos de comércio e realinhamentos geopolíticos passam a influenciar diretamente as condições internas de crescimento econômico e estabilidade política. Afetam, sem dúvidas, processos eleitorais.

O esgotamento de um ciclo político no Brasil

Se o cenário internacional se torna mais turbulento, o sistema político brasileiro também atravessa uma fase de transição.

A geração que estruturou a política nacional desde a redemocratização praticamente desapareceu. Lideranças como Ulysses Guimarães, Leonel Brizola e Fernando Henrique Cardoso foram figuras centrais na construção da Nova República. Representavam projetos políticos distintos, mas compartilhavam uma legitimidade derivada da experiência histórica da reconstrução democrática do país.

Hoje esse ciclo parece chegar ao fim.

O único líder nacional que ainda permanece no centro da política brasileira é Luiz Inácio Lula da Silva (Lula), cuja trajetória se confunde com algumas das transformações sociais mais importantes ocorridas no país nas últimas décadas, já que está no poder por três mandatos e é candidato a um quarto. Mas a própria longevidade política de Lula também revela o vazio de lideranças estruturantes que caracteriza o momento atual.

Enquanto antigas referências desaparecem, novas lideranças ainda não se consolidaram plenamente. O sistema partidário permanece fragmentado e frequentemente dependente de arranjos regionais ou coalizões parlamentares de curto prazo. O resultado é um ambiente político mais fluido e menos previsível do que aquele que predominou nas primeiras décadas da redemocratização.

Essa recomposição incompleta do sistema político cria incertezas adicionais para a eleição de 2026.

As pesquisas de opinião já começam a refletir esse cenário de tensão política. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda aparece à frente nas intenções de voto, mas a diferença em relação ao principal candidato da direita vem diminuindo. Esse candidato é o senador Flávio Bolsonaro, escolhido para representar politicamente o campo bolsonarista após a condenação e prisão de seu pai, Jair Messias Bolsonaro, sentenciado a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de ruptura institucional no país.

O avanço gradual de Flávio nas pesquisas indica que o bolsonarismo permanece uma força política relevante. Mais do que um fenômeno doméstico, ele se conecta a uma onda internacional de nacionalismo autoritário que ganhou novo impulso com a volta de Donald Trump ao poder nos Estados Unidos. A convergência política entre o trumpismo e setores da direita brasileira sugere que a eleição de 2026 também poderá refletir disputas ideológicas mais amplas que atravessam o cenário internacional.

Guerra política permanente

Outro elemento que marca o ambiente institucional brasileiro é a persistência de um clima de confronto político contínuo.

Desde a década passada, episódios sucessivos de judicialização da política, vazamentos seletivos e disputas institucionais intensificaram a polarização do debate público. O jornalista Luis Nassif observa que esse padrão continua a se reproduzir, com investigações e disputas políticas atravessando instituições-chave do Estado.

O episódio recente envolvendo o banco Master ilustra bem esse ambiente de tensão institucional. As investigações sobre as atividades do banqueiro Daniel Vorcaro, que se encontra preso, e suas conexões políticas rapidamente passaram a atingir diferentes esferas do Estado, incluindo segmentos do Judiciário e do sistema financeiro. 

Independentemente do desfecho jurídico das apurações, o impacto político é imediato: suspeitas, vazamentos e interpretações concorrentes passam a circular intensamente no espaço público, alimentando um clima de permanente disputa narrativa.

Esse ambiente torna-se ainda mais complexo quando combinado com a dinâmica das redes sociais. Rumores, acusações e escândalos — muitas vezes baseados em informações parciais ou não verificadas — circulam com enorme velocidade e alcançam milhões de pessoas antes mesmo de qualquer verificação factual.

O episódio envolvendo o filho do presidente Lula, conhecido como Lulinha — no caso, a reativação nas redes de antigas acusações sobre seus negócios empresariais durante os governos do PT — ilustra como temas antigos podem ser reativados estrategicamente no período pré-eleitoral. Independentemente da consistência das acusações ou de sua relevância jurídica, esse tipo de narrativa tende a ganhar enorme visibilidade nas redes digitais, alimentando ciclos de suspeita e desinformação difíceis de controlar.

O que estará realmente em jogo em 2026

A eleição de 2026 se aproxima em um ambiente de elevada tensão política. De um lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta sustentar uma frente democrática que preserve as instituições reconstruídas após a crise política da década passada. De outro, o campo da extrema direita busca reorganizar-se em torno da candidatura do senador Flávio Bolsonaro, herdeiro político de Jair Bolsonaro e alinhado internacionalmente ao projeto político representado por Donald Trump.

Nesse contexto, as eleições brasileiras deixam de ser apenas uma disputa doméstica. Elas passam a refletir um confronto mais amplo entre dois projetos políticos distintos: de um lado, a defesa de instituições democráticas e de uma inserção internacional cooperativa; de outro, a afirmação de um nacionalismo autoritário que encontra eco em movimentos semelhantes em diversas partes do mundo.

O pleito de 2026 será um momento de redefinição do projeto nacional brasileiro. O desafio será impedir que essa escolha histórica seja obscurecida por uma sucessão interminável de crises fabricadas, escândalos amplificados e disputas narrativas que pouco dizem sobre o futuro real do país.

As pesquisas mais recentes indicam que o risco de vitória de um projeto de direita não pode ser subestimado. Embora o presidente Lula ainda apareça à frente nas intenções de voto, a distância em relação ao senador Flávio Bolsonaro vem diminuindo gradualmente. Isso mostra que a extrema direita, longe de desaparecer após os acontecimentos que levaram à condenação e prisão de Jair Bolsonaro, mantém uma base social significativa e capacidade real de disputar o poder pelas urnas. 

A eleição de 2026 poderá, portanto, tornar-se um teste decisivo para a democracia brasileira: não apenas sobre quem governará o país, mas sobre até que ponto o sistema político e a sociedade serão capazes de resistir ao retorno de um projeto autoritário de direita que continua presente no cenário político nacional.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

Relação de trabalhos referentes a eleições e campanhas eleitorais (1978-2026) - Paulo Roberto de Almeida

5238. “Relação de trabalhos referentes a eleições e campanhas eleitorais”, Brasília, 10 março 2026, 16 p. Relação de trabalhos pessoais sobre eleições e campanhas eleitorais, de 1978 a 2026. Postada na plataforma Academia.edu, com esta apresentação: Selected list of all papers, works, interviews, presentations by Paulo Roberto de Almeida about elections in Brazil, electoral presidential campaigns, especially covering all subjects dealing with foreign relations, external policy and Brazilian diplomacy (link: https://www.academia.edu/165013044/5238_Rela%C3%A7%C3%A3o_de_trabalhos_referentes_a_eleicoes_e_campanhas_eleitorais_2026_ . Divulgada no blog Diplomatizzando (10/03/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/03/relacao-de-trabalhos-referentes.html

Relação de trabalhos referentes a eleições e campanhas eleitorais

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.
Relação de trabalhos pessoais sobre eleições e campanhas eleitorais, de 1978 a 2026

        Sem qualquer seleção obedecendo a critérios metodológicos muito precisos, relaciono a seguir todos os trabalhos da minha lista geral que têm a ver com eleições e campanhas eleitorais, apenas com o objetivo de aferir a volumetria desses trabalhos.

056. “Estratégias da política externa brasileira entre 1960/1978”, Brasília, agosto 1978, 6 p. Análise das diversas etapas da diplomacia brasileira, preparada como texto de apoio à campanha presidencial do PMDB, inserido no documento “Justificativas para uma possível reformulação da política externa brasileira na África”. Entregue, em setembro de 1978, ao staff do candidato do Partido, General Euler Bentes Monteiro. Inédito. Documento constando dos fundos do Arquivo Nacional, sob o título: “Justificativa para uma possível reformulação da política externa no Brasil na África”, como tendo sido elaborado por “grupo subversivo de esquerda”; Fundo: SNIG; AC_ACE_11577_78.PDF; A1157711-1978; DATA: 17/9/1978; 30 páginas. Disponibilizado no blog Diplomatizzando (16/06/2024; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/06/056-estrategias-da-politica-externa.html); divulgado na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/121102667/056_Estrategias_da_Política_Externa_Brasileira_1964_1978_1978_).

430. “A política externa nas eleições presidenciais: a plataforma de um governo PT”, Paris, 18 maio 1994, 4 p. Texto sobre as posições do PT em matéria de política externa, mencionando texto de Lula publicado no Boletim ADB. Inédito. Divulgado no blog Diplomatizzando (30/03/2022; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2022/03/uma-analise-do-que-seria-politica.html).
(...)

5196. “Sete pecados capitais da diplomacia bolsolavista”, Brasília, 23 janeiro 2026, 3 p. Combatendo a extrema-direita na diplomacia brasileira, partir de agora até as eleições.... Divulgado no blog Diplomatizzando (23/01/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/sete-pecados-capitais-da-diplomacia.html).

5236. “A política externa nas campanhas eleitorais e nas eleições presidenciais”, Brasília, 9 março 2026, 3 p. Relação Divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/03/a-politica-externa-nas-campanhas.html).

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5238, 10 março 2026, 16 p.
Divulgado no blog Diplomatizzando (10/03/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/03/relacao-de-trabalhos-referentes.html


Minhas colaborações à revista Crusoé, 2019 a 2024 - Paulo Roberto de Almeida

Minhas colaborações à revista Crusoé, 2019 a 2024

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.
Relação linear, cronológica, de minhas colaborações com a revista Crusoé
Destino: Blog Diplomatizzando

A relação que segue, puramente recapitulativa, recolhe, a partir da minha lista geral de trabalhos, todos os textos, entrevistas ou interações com os editores e redatores da revista Crusoé, com a qual colaborei, regularmente, durante um par de anos. Segue apenas a linha cronológica natural, do mais antigo ao mais recente, sendo que o último é uma coletânea dos artigos (escritos, publicados) oferecidos à revista, editada em formato de livro digital.
Acho que tem coisas ainda válidas nesse ajuntamento de textos de circunstância.
Vou pensar em retomar essas colaborações voluntariamente, apenas como diversão, o que sempre faço segundo a recomendação de Montaigne e de José Mindlin: Je ne fais rien sans gaieté.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 10 de março de 2026.

3424. “‘Ernesto Araújo enganou o presidente’, diz embaixador demitido”, Brasília, 5 março 2019, 6 p. Entrevista ao jornalista Caio Junqueira da revista Crusoé (link: https://crusoe.com.br/diario/ernesto-araujo-enganou-o-presidente-diz-embaixador-demitido/); Postado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2019/03/ernesto-araujo-enganou-o-presidente-diz.html).

3442. “Sobre as intervenções de militares na política brasileira”, Brasília, 31 março 2019, 5+6 p. Introdução histórica Academia.edu comentários de Mario Sabino (Crusoé, n. 48, 31/03/2019) ao texto da Ordem do Dia das FFAA a propósito do dia 31 de marçAcademia.edu no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2019/03/para-ler-os-militares-em-1964-e-em-2019.htmAcademia.eduado no Facebook (link: https://www.facebook.com/paulobooks/posts/2387247414672028). Disponível na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/s/f60c55b452/sobre-as-intervencoes-de-militares-na-politica-brasileira). Transcrita de forma parcial no Blog Diplomatizzando (18/04/2019; link; https://diplomatizzando.blogspot.com/2019/04/as-forcas-armadas-e-sociedade-cel.html).

3930. “Sobre a política externa e a diplomacia brasileira: uma entrevista”, Brasília, 16 junho 2021, 14 p. Respostas a questões do jornalista Duda Teixeira, em formato de entrevista para a revista Crusoé sobre temas de diplomacia e de política externa, seguida de entrevista oral, combinando os dois formatos em matéria publicada na seção “Entrevista da Semana” da Revista Crusoé (edição 164, 18/06/2021; link: https://crusoe.com.br/edicoes/164/mudanca-a-forca/0). Sobre a política externa e a diplomacia brasileira, disponível na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/49299957/MudancaaforçaentrevistadePauloRobertodeAlmeidaparaRevistaCrusoe). Parte relativa aos militares, divulgada de forma independente, sob o título de “Existe algum risco de golpe miliar no Brasil? Não, embora o capitão gostaria que ocorresse”, no blog Diplomatizzando (18/06/2021; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2021/06/existe-algum-risco-de-golpe-militar-no.html). Relação de Publicados n. 1406.

4188. “O Brics e o Brasil: quem comanda?”, Brasília, 28 junho 2022, 3 p. Artigo para a revista Crusoé. Enviado a Duda Teixeira, via WA. Editado pelo jornalista, sob o título de “A ampliação do Brics e o interesse nacional”, com pequenas edições em pontos específicos; salvo como “4188aBricsInterNacional”. Publicado na revista Crusoé (1/07/2022; link: https://crusoe.uol.com.br/secao/reportagem/a-ampliacao-do-brics-e-o-interesse-nacional/); transcrito no blog Diplomatizzando (1/07/2022; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2022/07/a-ampliacao-do-brics-e-o-interesse.html). Relação de publicados n. 1461.

4275. “Programa Latitude: entrevista sobre política externa de Lula III”, Brasília, 19 novembro 2022, 9 páginas. Notas sobre questões colocadas pelo jornalista Duda Teixeira, da revista Crusoé, para entrevista oral no dia 21/11/2022. Versão reduzida, sob o título de “A diplomacia de Lula, 2023-2026: mais do mesmo?”, postada na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/91326453/4275_A_diplomacia_de_Lula_2023_2026_mais_do_mesmo_2022_) e no blog Diplomatizzando (21/11/2022; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2022/11/a-diplomacia-de-lula-2023-2026-mais-do.html). Emissão divulgahttps://www.youtube.com/watch?v=O7tzEZV3P9Q; erros diplomáticoshttps://www.youtube.com/watch?v=O7tzEZV3P9Q&t=1433s;e.com/watch?v=O7tzEZV3P9Q; outro link geral: https://www.youtube.com/watch?v=O7tzEZV3P9Q&t=1433s; lihttps://www.youtube.com/watch?v=pZ6I78fplEI;r o líder da América Latina”, 1,8 mil visualizações: https://www.youtube.cohttps://www.youtube.com/watch?v=21jP70kzLVU;rge com grandes catástrofes”, 5,3 mil visualizações: https://www.https://www.youtube.com/watch?v=cssPH_lTXJYrios da Oxfam são hipócritas”, 1,1 mil visualizações: https://www.youtube.com/watch?v=cssPH_lTXJY ). Relação de Publicados n. 1479.

4290. “Haverá paz no mundo em 2023?”, Brasília, 16 dezembro 2022, 5 p. Artigo para a revista digital Crusoé, a pedido do jornalista Duda Teixeira. Revisto e publicado, sob o título “Paz impossível, guerra improvável”, na revista Crusoé (n. 244, sexta-feira, 30/12/2022, link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/244/paz-impossivel-guerra-improvavel/); divulgado no blog Diplomatizzando (12/03/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/03/havera-paz-no-mundo-em-2023-artigos-na.html). Relação de Publicados n. 1487.

4292. “Fórum de Davos: o piquenique invernal do capitalismo bem-comportado”, Brasília, 20 dezembro 2022, 4 p. Artigo sobre o Fórum Econômico Mundial de 2023, para a revista Crusoé. Publicado sob o título de “O capitalismo bem-comportado de Davos”, revista Crusoé (13/01/2023; https://crusoe.uol.com.br/secao/reportagem/o-capitalismo-bem-comportado-de-davos/); divulgado no blog Diplomatizzando (12/03/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/03/forum-de-davos-o-piquenique-invernal-do.html). Relação de Publicados n. 1491.

4300. “De repente, o mundo descobre um brasileiro pouco cordial”, Brasília, 9 janeiro 2023, 4 p. Nota sobre o vandalismo produzido pelos terroristas bolsonaristas na Praça dos Três Poderes, no domingo 8/01/2023. Publicado na revista Crusoé (9/01/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/diario/de-repente-o-mundo-descobre-um-brasileiro-pouco-cordial/); reproduzido no blog Diplomatizzando (9/01/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/01/de-repente-o-mundo-descobre-um.html). Relação de Publicados n. 1490.

4304. “O Brasil e o seu vizinho mais importante, a Argentina, talvez distante”, Brasília, 16 janeiro 2023, 4 p. Artigo sobre as relações Brasil-Argentina, no contexto da primeira viagem de Lula, para a revista Crusoé. Publicado, sob o título “O bloco do Cambalacho”, na revista Crusoé (n. 247, 20/01/2023, link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/247/o-bloco-do-cambalacho/); versão original, sob o título “O Brasil e o seu vizinho mais importante, a Argentina, talvez distante”, publicada no blog Diplomatizzando (14/02/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/02/o-brasil-e-o-seu-vizinho-mais.html). Relação de Publicados n. 1492.

4314. “O que o Brasil deixou de aprender com a Alemanha?”, Brasília, 31 janeiro 2023, 4 p. Nova colaboração com a revista Crusoé, a propósito da visita ao Brasil do chanceler Olaf Scholz, enfatizando educação de qualidade na Alemanha e trajetórias diferentes do SPD e do PT. Publicado em 3/02/2023 (link: https://oantagonista.uol.com.br/brasil/crusoe-o-que-o-brasil-deixou-de-aprender-com-a-alemanha/); divulgado no blog Diplomatizzando (12/03/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/03/o-que-o-brasil-deixou-de-aprender-com.html). Relação de Publicados n. 1493.

4320. “Diplomacia de Lula 3: la nave va..., mas para onde?”, Brasília, 14 fevereiro 2023, 5 p. Artigo sobre as repetições da diplomacia ativa e altiva. Publicado, sob o título de “A mesma coisa, tudo de novo”, na revista Crusoé (17/02/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/251/a-mesma-coisa-tudo-de-novo/); divulgado no blog Diplomatizzando (12/03/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/03/diplomacia-de-lula-3-la-nave-va-mas.html). Relação de Publicados n. 1494.

4326. “O Brasil e a China: até onde vai a relação estratégica?”, Brasília, 20 fevereiro 2023, 5 p. Publicado na revista Crusoé (3/03/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/253/o-encanto-de-lula-pelo-duvidoso-modelo-chines/); divulgado no blog Diplomatizzando (12/03/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/03/o-brasil-e-china-ate-onde-vai-relacao.html). Relação de Publicados n. 1496.

4335. “Os intelectuais do Itamaraty e o caso único de José Guilherme Merquior”, Brasília, 8 março 2023, 7 p. Colaboração à revista Crusoé; publicada em 17/03/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/255/os-intelectuais-do-itamaraty-e-o-caso-unico-de-jose-guilherme-merquior/ ). Relação de Publicados n. 1497.

4342. “O Brasil como um imenso Portugal?”, Brasília, 23 março 2023, 4 p. Artigo para a revista Crusoé, a propósito da visita do presidente Lula a Portugal. Publicado em 27/04/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/secao/colunistas/o-brasil-como-um-imenso-portugal/). Divulgado no blog Diplomatizzando (21/04/2024; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/04/o-brasil-como-um-imenso-portugal-2023.html). Relação de Publicados n. 1506.

4344. “O que Putin quer de Lula? O que ele vai conseguir?”, Brasília, 25 março 2023, 6 p. Artigo para a revista Crusoé, sobre a próxima visita do chanceler Lavrov ao Brasil, tratando do Brics e da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia. Publicado na Crusoé (31/03/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/257/o-que-putin-quer-de-lula-o-que-ele-vai-conseguir/?fbclid=IwAR0HUZLik-L-mAziepagvbW2FtPFh-mtymnqIQHUhNSGKuu2dxVGndG0dKk?utm_source=crs-site&utm_medium=crs-login&utm_campaign=redir); divulgado no blog Diplomatizzando (18/04/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/04/o-que-putin-quer-de-lula-o-que-ele-vai.html). Relação de Publicados n. 1499.

4354. “‘A Guerra Perpétua’, segundo Putin, ou o projeto de uma ‘nova ordem mundial’, como vontade e como representação”, Brasília, 7 abril 2023, 3 p. Publicado na revista Crusoé (14/04/2023; link: https://oantagonista.uol.com.br/mundo/paulo-roberto-de-almeida-na-crusoe-guerra-perpetua-de-putin/); divulgado no blog Diplomatizzando (23/04/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/04/a-guerra-perpetua-segundo-putin-ou-o.html). Relação de Publicados n. 1504.

4358. “O retorno da diplomacia presidencial nos cem dias de Lula”, entrevista com o jornalista Duda Teixeira da revista Crusoé (emissão em 9/04/2023, 14:29; link: https://crusoe.uol.com.br/diario/o-retorno-da-diplomacia-presidencial-nos-100-dias-de-lula/); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/04/o-retorno-da-diplomacia-presidencial.html). Relação de Publicados n. 1503.

4365. “Potências revisionistas e rupturas da ordem global”, Brasília, 17 abril 2023, 4 p. Ensaio sobre os momentos de rupturas históricas em ordens políticas estabelecidas. Para aula no curso de mestrado em Relações Internacionais da UFABC, a convite do prof. Mohammed Nadir, via online, em 18/04/2023. Primeira parte aproveitada para um pequeno texto sobre a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia; postado, sob o título de “Lula tem certeza de que seria uma boa ideia colocar o Brasil do lado da Rússia e da China na construção de uma nova ordem mundial?”, no blog Diplomatizzando (26/04/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/04/deve-o-brasil-aderir-ideia-de-uma-nova.html); segunda e terceira partes, aproveitadas para novo artigo para a revista Crusoé, sob o título “Por que a tal de 'nova ordem mundial' é uma má ideia?”, sob o número 4374. Aproveitado para aula no curso CACD, sob número 4596/2024.

4368. “A reunificação da Alemanha e a construção de Brasília”, Brasília, 21 abril 2023, 3 p. Quanto custou a reunificação da Alemanha, quanto custou a construção de Brasília, e quanto custa Brasilia ainda hoje. Artigo para a revista Crusoé. Enviado a Duda Teixeira sob a forma pró-bono. Publicado revista Crusoé (22/04/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/diario/a-reunificacao-da-alemanha-e-a-construcao-de-brasilia/); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/04/a-reunificacao-da-alemanha-e-construcao.html). Relação de Publicados n. 1505.

4374. “Por que a tal de ‘nova ordem mundial’ é uma má ideia?”, Brasília, 26 abril 2023, 4 p. Artigo publicado na revista Crusoé (9/06/2023; link: https://oantagonista.uol.com.br/mundo/crusoe-por-que-a-tal-de-nova-ordem-mundial-e-uma-ma-ideia-2/); divulgado no blog Diplomatizzando (14/06/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/06/por-que-tal-de-nova-ordem-mundial-e-uma_14.html); divulgado novamente no blog Diplomatizzando (8/07/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/07/por-que-tal-de-nova-ordem-mundial-e-uma.html). Relação de Publicados n. 1511.
4375. “Se eu quiser falar com o tal de Sul Global, telefono para quem?”, Brasília, 27 abril 2023, 3 p. Publicado na revista Crusoé (edição 265, 25/05/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/secao/paulo-roberto-de-almeida/se-eu-quiser-falar-com-o-sul-global-telefono-para-quem/); divulgado no blog Diplomatizzando (25/10/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/10/e-como-anda-o-tal-de-sul-global-muito.html). Relação de Publicados n. 1509.
4376. “Lula no G7: falta discutir a relação?”, Brasília, 27 abril 2023, 3 p. Publicado na revista Crusoé (12/05/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/263/lula-no-g7-falta-discutir-a-relacao/); divulgado no blog Diplomatizzando (25/10/2023;.link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/10/lula-no-g7-falta-discutir-relacao-paulo.html). Relação de Publicados n. 1508.

4412. “Ah, esse ambicionado Prêmio Nobel da Paz...”, Brasília, 11 junho 2023, 3 p. Artigo sobre os prêmios Nobel e a pretensão de Lula de conquistar um da Paz para si. Publicado na revista Crusoé (23/06/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/secao/paulo-roberto-de-almeida/ah-esse-ambicionado-nobel-da-paz/?utm_source=crs-site&utm_medium=crs-login&utm_campaign=redir); divulgado no blog Diplomatizzando (23/06/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/06/ah-esse-ambicionado-premio-nobel-da-paz.html). Relação de Publicados n. 1513.

4414. “Grandezas e misérias da diplomacia presidencial: o caso do Brasil”, Brasília, 11 junho 2023, 4 p. Artigo para a revista Crusoé. Publicado em 7/07/2023 (link: https://oantagonista.uol.com.br/opiniao/crusoe-grandezas-e-miserias-da-diplomacia-presidencial/); divulgado no blog Diplomatizzando (7/07/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/07/grandezas-e-miserias-da-diplomacia.html). Relação de Publicados n. 1515.

4415. “O Brasil aos olhos do mundo: como era antes, como ficou agora?”, Brasília, 13 junho 2023, 3 p. Artigo sobre a diminuição da credibilidade diplomática do Brasil de Lula 3, para a revista Crusoé. (4/08/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/275/o-brasil-aos-olhos-do-mundo-como-era-antes-como-ficou-agora/). Relação de Publicados n. 1518.

4430. “Política externa e diplomacia brasileira: uma visão de três décadas”, São Paulo, 7 julho 2023, 4 p. Resumo de uma evolução com altos e baixos. Publicado na revista Crusoé (29/09/2023, link: https://crusoe.com.br/edicoes/283/politica-externa-e-diplomacia-brasileira-uma-visao-de-tres-decadas/); divulgado no blog Diplomatizzando (30/09/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/09/politica-externa-e-diplomacia.html). Relação de Publicados n. 1525.

4434. “O Brasil, a América Latina e a União Europeia: alguma novidade?”, Brasília, 14 julho 2023, 3 p. Artigo sobre a cúpula Celac-UE para a revista Crusoé. Publicado sob o título de “O irmão menor da União Europeia” (21/07/2023, link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/273/o-brasil-a-america-latina-e-a-uniao-europeia-alguma-novidade/). Relação de Publicados n. 1516.

4459. “A cúpula do Brics e o projeto mirabolante de uma moeda comum”, Brasília, 17 agosto 2023, 3 p. Artigo para a revista Crusoé, com base nos trabalhos 4343 (“Questões sobre Brics e Mercosul”, Brasília, 25 março 2023, 3 p.) e 4309 (“Sobre o “projeto mágico” da moeda comum do Mercosul”, Brasília, 22 janeiro 2023, 2 p.) Enviado a Ricardo Ortega. Publicado na revista Crusoé (edição 270, 18/08/2023; link: https://crusoe.com.br/edicoes/277/a-cupula-do-brics-e-o-projeto-mirabolante-de-uma-moeda-comum/). Relação de Publicados n. 1520.

4465. “O Brasil de Lula 3 no G20 da Índia”, São Paulo, 31 agosto 2023, 3 p. Artigo para a revista Crusoé sobre o G20 e o Brasil. Publicado em 1/09/2023 (link: https://oantagonista.com.br/mundo/crusoe-o-brasil-de-lula-3-no-g20-da-india/); divulgado parcialmente no blog Diplomatizzando (1/09/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/09/the-dawn-of-bric-world-order.html). Relação de Publicados n. 1521.

4472. “Parlamento e política externa: a experiência do Brasil”, Brasília 8 setembro 2023, 4 p. Artigo para a revista Crusoé sobre a participação do Poder Legislativo na diplomacia. Publicado na revista Crusoé (edição 281; 15/09/2023; link: https://oantagonista.com.br/brasil/paulo-r-de-almeida-na-crusoe-parlamento-e-politica-externa-a-experiencia-do-brasil/ e https://crusoe.com.br/edicoes/281/parlamento-e-politica-externa-a-experiencia-do-brasil/) Relação de Publicados n. 1523.

4489. “O mau terrorismo e o terrorismo tolerável pelas esquerdas”, Brasília, 10 outubro 2023, 3 p. Artigo para a revista Crusoé, publicado sob o título “O terrorismo que as esquerdas toleram, (13/10/2023, link: https://crusoe.com.br/edicoes/285/o-terrorismo-que-as-esquerdas-toleram/); divulgado integralmente no blog Diplomatizzando (23/12/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/12/o-terrorismo-que-as-esquerdas-toleram.html). Relação de Publicados n. 1529.

4491. “O Sul Global não existe”, Brasília, 12 outubro 2023, 3 p. Artigo sobre uma realidade criada por ideólogos que não apresenta consistência suficiente para ser chamado de grupo político. Artigo para a revista Crusoé, publicado sob o mesmo título (n. 287, 27/10/2023, link: https://crusoe.uol.com.br/Colunistas/o-sul-global-nao-existe); divulgado parcialmente no blog Diplomatizzando (30/10/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/10/o-sul-global-nao-existe-paulo-roberto.html). Relação de Publicados n. 1530.

4505. “Desafios da diplomacia brasileira na atualidade”, Brasília, 4 novembro 2023, 3 p. Artigo para a revista Crusoé que pode servir para subsidiar palestra a convite do Prof. Matheus Atalanio, do curso de Direito da UNIT-Fortaleza, em 7/11/2023. Revisão em 7/11, para submissão à Crusoé. Publicado na revista Crusoé (10/11/2023; link: https://crusoe.com.br/edicoes/289/desafios-da-diplomacia-brasileira-na-atualidade/); divulgado integralmente no blog Diplomatizzando (23/12/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/12/desafios-da-diplomacia-brasileira-na.html). Relação de Publicados n. 1531.

4509. “Por que o Brasil ainda não é um país desenvolvido? (1)”, Brasília, 13 novembro 2023, 3 p. Primeiro de uma série de trabalhos sobre as razões do atraso brasileiro, com base em fatores estruturais e históricos. revista Crusoé (n. 301, 9/02/2024, link: https://crusoe.com.br/edicoes/301/por-que-o-brasil-ainda-nao-e-um-pais-desenvolvido/); divulgado parcialmente no blog Diplomatizzando (9/02/2024; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/02/por-que-o-brasil-ainda-nao-e-um-pais.html). Relação de Publicados n. 1546.

4510. “Por que o Brasil ainda não é um país desenvolvido? (2)”, Brasília, 13 novembro 2023, 3 p. Segundo de uma série de trabalhos sobre as razões do atraso brasileiro, com base em fatores estruturais e históricos. revista Crusoé (n. 303, 23/02/2024, link: https://crusoe.com.br/cronica/por-que-o-brasil-ainda-nao-e-um-pais-desenvolvido-segunda-parte/); divulgado parcialmente no blog Diplomatizzando (23/02/2024; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/02/por-que-o-brasil-ainda-nao-e-um-pais_23.html). Relação de Publicados n. 1547.

4511. “Diferenças entre a ‘velha’ e a ‘nova’ diplomacia de Lula”, Brasília, 16 novembro 2023, 3 p. Artigo para a revista Crusoé; publicado em 24/11/2023 (link: https://crusoe.com.br/edicoes/291/diferencas-entre-a-velha-e-a-nova-diplomacia-de-lula/); divulgado integralmente no blog Diplomatizzando (23/12/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/12/diferencas-entre-velha-e-nova.html). Relação de Publicados n. 1533.

4513. “Imigrantes na construção do Brasil e na política”, Brasília, 16 novembro 2023, 3 p. Artigo para a revista Crusoé. Publicado no n. 293, sob o título de “O ponto de fusão” (8/12/2023; link: https://crusoe.com.br/edicoes/293/o-ponto-de-fusao/); divulgado integralmente no blog Diplomatizzando (23/12/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/12/o-ponto-de-fusao-imigrantes-na.html). Relação de Publicados n. 1535.

4523. “O Brasil em 2023: avanços e retrocessos”, Brasília, 5 dezembro 2023, 3 p. Artigo de síntese conjuntural, para o Livres e a revista Crusoé. Revisto em 17/12/2023. Encaminhado a Duda Teixeira. Publicado em 22/12/2023 (link: https://crusoe.com.br/edicoes/295/o-brasil-em-2023-avancos-e-retrocessos/). Relação de Publicados n. 1537.

4530. “O que falta para o Brasil ser um país desenvolvido?”, Brasília, 25 dezembro 2023, 5 p. Artigo para a revista Crusoé. [Não publicado]

4531. “O que aguarda o Brasil em 2024?”, Brasília, 26 dezembro 2023, 3 p. Possível artigo para a revista Crusoé, mas capítulo final do livro reunindo todos os artigos escritos para a revista ao longo do último ano. [Não publicado]

4532. “Apresentação ao livro O Brasil no contexto regional e mundial: artigos sobre nossa dimensão internacional, Brasília, 27 dezembro 2023, 2 p. Incorporado ao livro reunindo uma seleta de artigos previamente publicados na revista Crusoé (n. 4533).

4533. O Brasil no contexto regional e mundial: artigos sobre nossa dimensão internacional (Brasília: Diplomatizzando, 2023, 167 p.; ISBN: 978-65-00-89870-5; ASIN: B0CR1Z682R). Livro organizado a partir de artigos preparados para e publicados na revista Crusoé. Disponível na Amazon.com.br (link: https://www.amazon.com.br/dp/B0CR1Z682R/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=2525JS64IRCBA&keywords=O+Brasil+no+contexto+regional+e+mundial&qid=1703782535&s=books&sprefix=o+brasil+no+contexto+regional+e+mundial%2Cstripbooks%2C228&sr=1-1); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/12/novo-livro-publicado-paulo-roberto-de.html). Relação de Publicados n. 1538.

4543. “Um Brasil ambientalista se torna associado à OPEP”, Brasília, 4 janeiro 2024, 3 p. Artigo para a revista Crusoé sobre a nova postura pouco ambientalista do governo Lula. Publicado, sob o título de “Governo Lula entra para o cartel dos chantagistas do petróleo” na Crusoé (n. 299, 26/01/2024, link: https://crusoe.com.br/edicoes/299/governo-lula-entra-para-o-cartel-dos-chantagistas-do-petroleo/). Divulgado parcialmente no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/01/um-brasil-ambientalista-se-torna.html). Relação de Publicados n. 1545.

4594. “O que falta para o Brasil ser um país desenvolvido? (1)”, Brasília, 7 março 2024, 4 p. Continuidade da série sobre o desenvolvimento brasileiro, a partir do trabalho n. 4530, focando nos elementos estruturais e institucionais. Revista Crusoé (n. 305, 8/03/2024; link: https://crusoe.com.br/o-caminho-do-dinheiro/o-que-falta-ao-brasil-para-ser-um-pais-desenvolvido-terceira-parte/); transcrito parcialmente no blog Diplomatizzando (9/03/2024; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/03/o-que-falta-para-o-brasil-ser-um-pais.html). Relação de Publicados n. 1551.

4595. “O que falta para o Brasil ser um país desenvolvido? (2)”, Brasília, 7 março 2024, 3 p. Continuidade da série sobre o desenvolvimento brasileiro, a partir do trabalho n. 4530, focando nos elementos de políticas macroeconômicas e setoriais para um processo de desenvolvimento sustentado. Revista Crusoé (n. ?, 2?/03/2024; link: ?). Relação de Publicados n. ?


Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5237, 10 março 2026, 8 p.
Divulgado no blog Diplomatizzando (10/03/2026; link:

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