sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Autobiografia de um fora-da-lei, 8: Canudos, um crime que atingiu precocemente minha reputação - Paulo Roberto de Almeida (revista Será?)

 Autobiografia de um fora-da-lei, 8: Canudos, um crime que atingiu precocemente minha reputação

Por Paulo Roberto de Almeida

Revista Será!, ago 21, 2026     


Sobre Canudos, uma ferida ainda não devidamente cicatrizada.


Minha lógica, como já revelado reiteradamente nesta autobiografia, é a de que o poder do Estado, isto é, o meu próprio poder, deve prevalecer em todas as circunstâncias, acima de quaisquer interesses particulares ou disposições pessoais, mesmo por parte de indivíduos que estejam a meu serviço (o que aliás ocorre muito frequentemente entre aqueles que deveriam supostamente defender as leis).


Enquanto eu ainda era português, ou misturado com certos povos e raças das mais distantes partes do globo (por onde acostaram meus indômitos navegadores, se amancebando com as nativas), essa lógica tinha difícil aplicação, pois havia casos nos quais pretensos servidores das minhas leis e das minhas ordens delas ousavam se aproveitar para servirem a si próprios. Em alguns casos se tratava apenas de má interpretação da minha vontade, noutros de pura gana e cobiça. Depois, ao estabelecer minhas próprias regras, ainda tive de suportar os interesses portugueses durante quase uma década: pagamento pela minha independência – como seu tivesse a obrigação de comprá-la –, incorporação dos tratados iníquos aceitos por Portugal no Ancien Régime, falência completa do meu primeiro banco, já dilapidado pela família reinante antes de partir, e, finalmente, algumas outras maquinações que tinham mais a ver com Portugal, e sua periclitante questão sucessória, do que com as necessidades da minha pátria em definitivo.


Ao me tornar legitimamente brasileiro, já na quarta década do século XIX, mas com dirigentes das mais diferentes qualidades que se sucediam esporadicamente, espoucaram umas e outras revoltas aqui e ali, as quais tive de responder da maneira mais severa possível, embora os gaúchos me tenham dado mais trabalho, por praticamente dez anos. A questão farroupilha me foi especialmente delicada pois que eles preferiam um regime republicano, ao qual eu também me inclinava, mas eu não podia permitir o fracionamento da nação, sobretudo em face de vizinhos extraordinariamente relutantes ao nosso sistema monárquico imperial, que eles consideravam deliberadamente imperialista.


De fato, andamos intervindo algumas vezes nas querelas internas dos uruguaios – que já tinham pertencido ao Império –, pois que blancos e colorados viviam às turras, no meio das quais roubavam gado dos nossos criadores dos pampas. Isso até serviu de pretexto para que tropas do Napoleão do Prata, o tal de Solano Lopez, decidissem intervir nas nossas terras do Mato Grosso, de acesso muito difícil e, também, atravessassem a Argentina para nos atacar nas lonjuras sulinas. Até apreenderam um barco levando nacionais para o Mato Grosso, pelo rio Paraguai. Foi aí que começou a maldita guerra, a da Tríplice Aliança – o que era raro – entre o Brasil, a Argentina e o Uruguai contra os reais agressores, o que nos levou, sobretudo nossas forças, a cinco anos de contenda, até liquidar fisicamente o ditador paraguaio. Muito depois, historiadores enviesados nos acusaram de crimes de guerra, quando foi o ditador que levou mulheres e crianças para as frentes de batalha, ou que a Inglaterra é que tinha provocado o conflito, o que é simplesmente ridículo; até protegemos o Paraguai dos ambiciosos argentinos.


Esse episódio nunca deixou os anais da nossa história militar, mas ele não teve a dimensão horrenda que teve uma outra ocorrência militar, contra os meus próprios súditos e cidadãos, que deslustrou terrivelmente a reputação do Exército, a entidade mais autoritária de nossas forças armadas, sobre a qual os próprios militares não gostam muito de falar. Eu me refiro à guerra contra a “Troia de Barro”, o povoado de Canudos, na primeira década da República, uma atrocidade das mais bárbaras, que só ficou realmente conhecida por causa de um repórter com alma de militar, que enviou relatos diretamente do terreno desértico, onde tropas muito mal preparadas enfrentavam algumas centenas de camponeses pobres naquele fim de mundo do norte da Bahia, a maior parte dos quais, inclusive o líder messiânico que lhes encantava com sermões milenaristas, acreditava que ainda se vivia no regime monárquico, e que o bom imperador poderia lhes vir em socorro.


As tropas do exército republicano, acreditando por sua vez que ainda combatiam mais um complô monarquista, como na revolta da Armada alguns anos antes, investiram cinco vezes com fúria inaudita contra os pobres dos crentes, que só lutavam com espingardas de espoleta, foices e facões, os mesmos usados em sua dura labuta naquelas terras desoladas. A guerra de extermínio contra o povo ignorante do interior da Bahia teria passado em branco nos registros da história, não fosse pelo registro jornalístico daquele repórter, com pretensões de ser um homem de ciência, que reuniu suas matérias na terceira parte de um livro sobre aqueles sertões quase desconhecidos do Brasil e, obviamente, do mundo. Sua história começava por descrever a terra árdua na qual os combates se desenrolaram do final de 1896 ao final de 1897, um agreste seco e desprovido de terras mais favoráveis a uma agricultura extensiva. Depois ele se dedicou ao estudo do “homem” de Canudos, representado por alguns milhares de fiéis que seguiam as prédicas do beato Antonio Conselheiro, que fazia predições sobre o fim do mundo, quando o sertão viraria mar e o mar se transformaria em sertão. Na terceira parte, ele fala da luta, desigual, cruel, quase bárbara, que ainda assim exigiu cinco expedições de forças cada vez mais equipadas com armas mais poderosas, ainda assim canhões puxados a burros, com ordens para exterminar os moradores do pequeno e miserável reduto, que não queriam se entregar.


O livro do repórter Euclides da Cunha – que ainda se meteu em outras aventuras pela Amazônia, a serviço do Barão do Rio Branco, e que tinha pretensões à Academia de Letras – se tornou um marco na literatura nacional, a despeito de carregar equívocos cientificistas que não deslustraram sua linguagem vibrante, tomando a causa dos seguidores do beato messiânico e pintando em cores vibrantes a resistência de mais de vinte mil residentes de Belo Monte, todos massacrados pelos soldados do Exército num dos maiores crimes que já possam ter cometido os militares contra o meu próprio povo. A obra, maçuda, continuou frequentando listas de leituras obrigatórias para a intelectualidade nacional e recebeu traduções primeiro em espanhol, depois em inglês, francês e em outras línguas. Um conhecido escritor peruano, Vargas Llosa, decidiu romancear o relato pretensamente científico de Euclides sob a forma de uma obra de ficção histórica, La guerra del fin del mundo (1981), que pode lhe ter garantido o futuro prêmio Nobel.


O que mais me chocou, no imediato seguimento do massacre de Canudos, foi a tentativa dos militares de procurar se salvar do opróbio que lhes deveria ter impregnado a consciência, mas do qual eles tentaram se safar, se apresentando como salvadores da República contra uma pretensa nova revolta monarquista. Esta só existiu na imaginação dos golpistas de 1889 e dos autocratas dos primeiros anos de um regime que eu acreditava ser o melhor para o país, mas que começou por duas ditaduras e por um crime horroroso, ainda mais indesculpável, pois que eles tentavam se livrar do vexame causado pela derrota das quatro primeiras expedições contra os pobres dos sertões da Bahia. No seguimento dessa história, outras ainda mais escabrosas se seguiriam, como o combate contra outros camponeses pobres, os do Contestado, nos limites da Paraná com Santa Catarina, acerca do qual, também vergonhoso para a “minha” República, procurarei falar em outra ocasião.


O que cabe registrar, para que fique claro para todos os leitores desta minha modesta e sincera autobiografia, é que eu prezo o poder do Estado, o meu próprio poder, mas pretendo que ele se exerça nos limites das leis, que são determinadas pelos meus súditos ou cidadãos, e que também desejo que esse poder se comporte dentro das boas virtudes republicanas, pelas quais eu me guio, ainda que eu tenha tido, por vezes, de recorrer a outros poderes quando turbulências e lutas políticas ameaçavam a estabilidade do Estado e o bem-estar dos meus conterrâneos. O que me cabe agora constatar é que paixões e interesses de grupos e clãs teimam em perturbar a ordem e a segurança da cidadania, e que os militares, sem que eu lhes pedisse, interviram mais do que o necessário nesses entreveros entre grupos políticos. Eles ultrapassaram várias vezes os limites constitucionais que estipulam muito claramente que eles deveriam estar devotados à defesa da nação, não a um entendimento especioso da tal “preservação de lei e da ordem”, que eles determinam como deve ser, no seu estilo truculento. Ainda recentemente tentaram fazê-lo.


Canudos foi o primeiro exemplo fático, brutal, de como corporações muito donas de si são capazes de atuar segundo concepções próprias de como se deve comportar o Estado do qual se apropriam ao menor sinal de turbulência, o que é próprio das instituições que devem lidar com os interesses gerais de indivíduos e grupos muito diferentes entre si, o que pode ocorrer também nos próprios núcleos familiares. Paixões e interesses são próprios das comunidades, até das mais homogêneas socialmente, e cabe ao Estado, representado por cidadãos eleitos, decidir sobre suas querelas internas. As Forças Armadas foram sempre muito afoitas em aplicar seus dogmas da hierarquia e da disciplina às mais ordinárias das rebeldias sociais, até mesmo dentro de suas próprias fileiras, combatendo protestos legítimos, derrubando presidentes, ajudando a construir uma ditadura, ou até instalando uma sua própria, achando que poderiam edificar um país melhor do que os civis: trouxeram dores e sofrimentos, mesmo que não tenham repetido uma tragédia como a de Canudos.


Essa história andava esquecida nos manuais estudantis. Eu pretendi relembrá-la nesta minha autobiografia sincera, para que não se diga que eu sou um fora-da-lei por vontade própria. Por vezes, meus subordinados ultrapassam os poderes que eu gentilmente lhes concedo para ver se eles conseguem bem administrar esta nação, que dizem ser de futuro (não sei quem disse isso, mas vou tentar recuperar entre as minhas memórias diligentemente anotadas). Até a próxima…


Paulo Roberto de Almeida (pelo Estado)


Brasília, 5430: 9 agosto 2026, Revisão, 16/08/2026, 4 p.

The Russia-China Axis - Stuart Reid (Foreign Affairs)

 The Russia-China Axis

Stuart Reid
Senior Fellow for History and Foreign Policy and Associate Vice President of Studies
Foreign Affairs, August-September 2026

In May 2026, when Xi Jinping hosted Vladimir Putin in Beijing, it was the forty-fifth time the two had met in person—give or take. Xi and Putin have seen each other so often that even analysts cannot agree on the exact number.
The increasing affinity between China and Russia is among the most consequential geopolitical developments of the last decade. Although the two powers have their differences, on every metric—economic, military, political, rhetorical—the general direction has been toward alignment rather than estrangement. That presents a problem for the United States, which since World War II has never had to contend with a pair of adversaries this powerful.
While it is tempting to believe that Washington can solve this dilemma by splitting Beijing and Moscow, the bond between them is unlikely to break. Accepting that reality is easy; dealing with it is not. The United States needs to push back against coercion and aggression by both powers, without driving them closer together. It needs to address today’s challenge in Ukraine, without neglecting tomorrow’s in Taiwan. And it needs to deter new wars in eastern Europe and East Asia, without unintentionally provoking one.
Even though it is sometimes dismissed as a temporary axis of convenience, the Chinese-Russian partnership has proved deep and durable. China has been Russia’s largest trade partner for more than a decade, sending it manufactured goods in exchange for oil and gas. The two countries’ militaries regularly conduct joint exercises in the Arctic and South China Sea. Beijing has helped Moscow circumvent Western export controls by providing advanced technologies, from chips to drone parts, essential for Russia’s war in Ukraine.
One has to go back to the early 1950s, the golden era of Sino-Soviet relations, to find such amity. China and the Soviet Union were formal treaty allies and partners in the Korean War. More than ten thousand Soviet experts flooded into China to help the country modernize. But by the end of the decade, the Sino-Soviet alliance was dead in all but name, done in by a combination of ideological disputes, divergent visions of how to deal with the West, and a personality clash between Mao Zedong and Nikita Khrushchev. In 1969, the two countries even fought a deadly border skirmish that nearly ignited an outright war.
Although the Chinese-Russian partnership is not as close as it was in the 1950s, it also lacks the irritants that bedeviled the relationship back then. One was ideological. Stalin viewed Mao as a “caveman Marxist,” while Mao viewed Stalin’s eventual successor, Khrushchev, as intellectually inferior. But now that Russia is no longer communist (and China isn’t either, in the classical sense), who has the authority to interpret Marxism is no longer a bone of contention. A less doctrinal glue adheres Putin and Xi: an obsession with preserving their authoritarian regimes, a determination to resist the forces of liberal democracy, and a confidence in American decline.
Another Cold War wedge issue was the question of how to deal with the American hegemon. Khrushchev advocated “peaceful coexistence”; Mao preferred aggressive confrontation. Today, Moscow and Beijing openly agree on the goal of contesting U.S. influence, even if they adopt different tactics. In 2022, on the eve of Russia’s invasion of Ukraine, Putin and Xi released a joint communiqué in which they denounced American “hegemony” and pledged to “advance multipolarity.”
There is also an undeniable human element to today’s partnership. Mao and Khrushchev despised each other. Putin and Xi, by contrast, make a show of exchanging hugs and birthday greetings, leading some analysts to declare a “strategic bromance.” “I have a similar personality to yours,” Xi once told Putin. As the scholars Michael McFaul and Evan Medeiros have written, “They like each other—or if they do not, they are very good at faking it.”
Yes, there are tensions. It is an unequal partnership, given that China’s economy is nearly nine times the size of Russia’s and far more diversified. Xi seeks to bend the international order to China’s advantage; Putin wants to break it. The two countries’ voting records at the United Nations are not perfectly aligned. China is edging Russia out of Central Asia. Chinese spies are actively trying to steal Russian military secrets, and Russia’s security services privately call the Chinese “the enemy.” China resents Russia’s nuclear saber-rattling. The partnership that Putin and Xi hailed as “no limits” has its limits.
But such friction is common to many alliances, and it is manageable. Some officials still fantasize that the United States can pull off a “reverse Kissinger”—peeling Russia from China the way the Nixon administration laid the groundwork for normalizing relations with China in order to balance against the Soviet Union. “I’m going to have to un-unite them,” President Donald Trump said before taking office for the second time. That is unrealistic. Unlike in the 1970s, there is not a split to exploit.
U.S. grand strategy must therefore accommodate the reality that the two great Eurasian powers have joined forces. The goal should be to avoid driving them further into each other’s arms. The problem, however, is that many of Washington’s preferred tools for constraining one country end up empowering the other or otherwise backfiring. Sanctions on Russia have caused it to reorient its economy toward China, becoming more dependent on it as a supplier of goods, a buyer of oil, and a channel for finance. The freezing of Russian assets held in Western banks accelerated China’s efforts to reduce its exposure to the U.S. dollar. U.S. export controls on China have pushed it to rely more on Russia for energy and raw materials. Moreover, deterring war in one theater necessarily detracts from doing so in the other; every dollar spent defending Taiwan is a dollar not spent in Ukraine. Such are the dilemmas of a dual threat.
In a two-adversary world, a traditional source of American strength becomes even more valuable: the U.S. alliance system. By souring the Europeans on China, Putin’s invasion of Ukraine, conducted with tacit Chinese support, did what years of American diplomacy could not do. Trump, with his tariffs and threats to invade Greenland, has jeopardized this strategic gift. The United States will need all the help it can get in containing China and Russia. A regional division of labor would allow the United States to prioritize Asia without abandoning Europe—and, as an added benefit, reduce the need for the sort of maximal, simultaneous pressure that draws Beijing and Moscow together.
As it has often done, the United States should push back against Chinese and Russian revisionism, taking care not to provoke its nuclear-armed adversaries. But the unsatisfying truth is that given all the dilemmas inherent in countering this twin challenge, a major element of any successful strategy is simple patience. Russia is a declining power with a one-trick economy. China, though much stronger, is deeply indebted and growing slowly. Both are in long-term demographic decline. Both have a fundamentally unpopular type of political system. Both lack allies. Both are led by “presidents for life” in their seventies.
Time favors the United States, which, for all its current turmoil, boasts deep wells of geographic, technological, demographic, and economic advantages. As the economist Adam Smith once put it, “There is a great deal of ruin in a nation.”

86 anos atrás, o assassinato de Trotsky, a mando de Stalin

 

86 anos atrás, o assassinato de Trotsky, a mando de Stalin. 
 
Tem um novo Stalin à solta atualmente, matando seus opositores políticos dentro e fora da Rússia. Na verdade, ele é mais parecido com Hitler, mas talvez seja uma combinação de Stalin, com Hitler e Pol Pot.
Mas esta nota, supostamente de Julio Turra, mas provavelmente redigida por Frank Arnold, é um pouco ridícula: considera que os principais inimigos da classe operária (ainda existe?) atualmente são os imperialistas da OTAN, como se a OTAN andasse por aí assassinando opositores políticos (do quê, exatamente? da ditadura americana? Ainda não chegamos lá). O principal inimigo da humaidade atualmente se chama Vladimir Putin, e está sendo procurado pelo TPI, ou por seu próprio povo. Quanto ao idiota do "imperialista ocidental", um idiota terminal, um debil mental total, um marcisista maligno, ele tem data para sair, pacificamente.
Brasília, 21/08/2026
Julio Turra
Frank Arnold
Il y a 86 ans, Staline faisait assassiner Léon Trotsky, avec Lénine principal dirigeant de la révolution d’octobre, fondateur de la Quatrième Internationale en 1938
TESTAMENT DE LÉON TROTSKY
« Ma haute (et sans cesse montante) pression sanguine trompe mon entourage sur mon réel état de santé. Je suis actif et capable de travailler, mais l'issue est manifestement proche. Ces lignes seront rendues publiques après ma mort.
Je n'ai pas besoin de réfuter une fois de plus ici les stupides et viles calomnies de Staline et de ses agents : il n'y a pas une seule tache sur mon honneur révolutionnaire. Je ne suis jamais entré, que ce soit directement ou indirectement, dans aucun accord en coulisse, ou même négociation, avec les ennemis de la classe ouvrière. Des milliers d'opposants à Staline sont tombés victimes de semblables fausses accusations. Les nouvelles générations révolutionnaires réhabiliteront leur honneur politique, et agiront avec les bourreaux du Kremlin selon leurs mérites.
Je remercie chaleureusement les amis qui me sont restés loyaux à travers les heures les plus pénibles de ma vie. Je n'en nommerai aucun en particulier faute de pouvoir les nommer tous.
Cependant, je me crois justifié à faire une exception pour ma compagne, Natalia Ivanovna Sèdova. En plus du bonheur d'être un combattant pour la cause du socialisme, le destin m'a donné le bonheur d'être son époux. Durant les presque quarante ans de notre vie commune elle est restée une source inépuisable d'amour, de grandeur d'âme et de tendresse. Elle a subi de grandes souffrances, surtout dans la dernière période de notre vie. Mais je trouve quelque réconfort dans le fait qu'elle a connu aussi des jours de bonheur.
Pendant quarante-trois années de ma vie consciente je suis resté un révolutionnaire; pendant quarante-deux de ces années j'ai lutté sous la bannière du marxisme. Si j'avais à tout recommencer, j'essaierais certes d'éviter telle ou telle erreur, mais le cours général de ma vie resterait inchangé. Je mourrai révolutionnaire prolétarien, marxiste, matérialiste dialectique, et par conséquent intraitable athéiste. Ma foi dans l'avenir communiste de l'humanité n'est pas moins ardente, bien au contraire elle est plus ferme aujourd'hui qu'elle n'était au temps de ma jeunesse.
Natacha vient juste de venir à la fenêtre de la cour et de l'ouvrir plus largement pour que l'air puisse entrer plus librement dans ma chambre. Je peux voir la large bande d'herbe verte le long du mur, et le ciel bleu clair au-dessus du mur, et la lumière du soleil sur le tout. La vie est belle. Que les générations futures la nettoient de tout mal, de toute oppression et de toute violence, et en jouissent pleinement. »
27 février 1940
L. TROTSKY
Coyoacan
 
Quelques mois plus tard, le 20 août 1940, Trotsky était assassiné par l'agent stalinien, Ramon Mercader....
Quelques extraits du Programme de transition, programme de fondation de la Quatrième Internationale, rédigée par Trotsky. Au moment de l’économie de guerre sous la houlette de l’impérialisme américain et de son bras armé, l’OTAN, - qui s’attaque totalement à toutes les conquêtes des deux siècles de luttes de classes -, de la guerre généralisée, du génocide du héroïque peuple palestinien, au moment où les forces destructrices du régime capitaliste pourrissant entraînent l’humanité chaque jour un peu plus à la barbarie, le programme de la IV Internationale reste plus que jamais d’une actualité brûlante :
« …Les forces productives de l'humanité ont cessé de croître. (…)
Sous la pression croissante du déclin capitaliste, les antagonismes impérialistes ont atteint la limite au-delà de laquelle les divers conflits et explosions sanglantes (...), doivent infailliblement se confondre en un incendie mondial. (…) Le principal obstacle dans la voie de la transformation de la situation pré-révolutionnaire en situation révolutionnaire, c'est le caractère opportuniste de la direction du prolétariat, sa couardise petite-bourgeoise devant la grande bourgeoisie, les liens traîtres qu'elle maintient avec celle-ci, même dans son agonie. (…) Les prémisses objectives de la révolution prolétarienne ne sont pas seulement mûres ; elles ont même commencé à pourrir. Sans révolution socialiste, et cela dans la prochaine période historique, la civilisation humaine tout entière est menacée d'être emportée dans une catastrophe. Tout dépend du prolétariat, c'est-à-dire au premier chef de son avant-garde révolutionnaire. La crise historique de l'humanité se réduit à la crise de la direction révolutionnaire… »

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

A ARMADURA QUE NOS FALTA - Dartagnan da Silva Zanela

A ARMADURA QUE NOS FALTA
por Dartagnan da Silva Zanela (*)

Quando alguém, numa roda de conversa, resolve falar da importância da leitura, todos os presentes — e, talvez, até mesmo os ausentes — concordam que ela é realmente um trem indispensável para o bom desenvolvimento de uma pessoa. Até mesmo aqueles que têm alergia à leitura fazem pose, cara de gente séria, e concordam com o babado, porque é muito chique dizer que com livros e bons leitores se constrói uma grande nação.

Sim, isso é chique e é a mais pura verdade, porque a leitura nos faz parar e nos convida a seguir num passo mais lento e, por isso, mais atento. E essa é a chave para a boa formação de um indivíduo, principalmente no mundo em que vivemos, onde somos praticamente o tempo todo instados a seguir o fluxo acelerado e sem fim de uma sociedade que tem o seu ritmo maquinal regido pelo pulso contínuo de vídeos desconexos e imagens fragmentadas.

A leitura de uma obra literária exige a nossa entrega; ela não abre mão da nossa atenção para nos guiar pelas páginas codificadas de um livro. Lendo, somos obrigados a nos concentrar para não perder o fio da meada, conectando o que está sendo lido na página atual com o que já havia sido lido nas páginas anteriores e, de forma imaginativa, desenhando possíveis cenários que possam se descortinar nas páginas que estão por vir. E isso, meu amigo, é muito phoda.

Mas não somos uma sociedade de leitores e, por isso, é salutar lembrarmos que podemos avaliar o estado em que se encontra a consciência de uma sociedade pelo estado em que se encontra a linguagem utilizada pelos indivíduos, porque o estado da consciência humana reflete-se diretamente na linguagem por eles utilizada.

Ora, se voltarmos nossos olhos para o emaranhado de palavras que são utilizadas por nós em nosso dia a dia, constataremos que grande parte delas não passa de cacoetes mentais, jargões publicitários, trocadilhos oriundos de memes, termos vagos disseminados pela grande mídia, pelas redes sociais e demais traquitanas similares.

De mais a mais, uma sociedade que toma como referência apenas aquilo que as mídias apresentam é um mundo onde as pessoas se encontram presas em um círculo vicioso que, de tempos em tempos, se renova artificialmente, ao mesmo tempo que vai erodindo a nossa capacidade de discernir.

Um bom exemplo dessa erosão são as pessoas que, de um modo geral, dizem acreditar apenas na “ciência” e ponto final. Na real, essa gente acredita em qualquer bobagem que for apresentada pela televisão e confirmada pelo algoritmo de suas redes sociais — e nada mais.

Parece grosseria, mas não é. De um modo geral, todo aquele que diz que acredita apenas na “ciência” não tem uma ideia clara do que seja essa tal de ciência, do que é um objeto de estudo e do que são conceitos, definições, fenômenos e teorias; nunca teve contato com um estudo científico e, provavelmente, não tem o menor interesse em saber o que são procedimentos de pesquisa. Mesmo assim, afirma que crê nela, na ciência, porque essa palavra, em seu uso midiático — esvaziada do seu sentido original e convertida em um “lugar-comum” —, traz para ela uma ilusória e aconchegante sensação de segurança.

E o mesmo pode ser dito a respeito de inúmeros outros termos, como fascismo, comunismo, justiça social, iluminismo, libertário, liberdade, educação, família, amor, democracia — enfim, a lista é longa.

Todos esses termos — e muitos outros — encontram-se, no cenário atual, mutilados dos pés à cabeça. Por isso, te digo uma coisa: se não restaurarmos em nós a gravidade e o peso da linguagem, continuaremos presos neste “samsárico” círculo vicioso. E o caminho para isso — para defendermos a nossa alma do lixo midiático — é a grande literatura universal, pois, como bem nos lembra Saul Bellow, apenas ela pode nos libertar e nos proteger dos estereótipos. Ela não fala a linguagem de uma época ou de um grupo em particular; a grande literatura fala a linguagem da humanidade de todos os tempos para a humanidade de todas as épocas.
*
(*) professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de “NAS ENTRANHAS DO LEVIATÔ, entre outros livros.

Política Externa do quinquênio JK: a Operação Pan-Americana - Paulo Roberto de Almeida (Colóquio JK, IHGB)

 Política Externa do quinquênio JK: a Operação Pan-Americana


Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.
Ensaio preliminar a apresentação oral no Colóquio Juscelino Kubitschek: história e memória: Cinquentenário de Morte (IHGB, 26/08/2026)

 

Sumário:
1. Dez anos de multilateralismo e de Guerra Fria, 1945-1955
2. JK inaugura uma nova forma de gestão política: a fixação de metas de governo
3. O contexto mundial na segunda metade dos anos 1950: acirramento da Guerra Fria
4. A política externa de JK: desafios no hemisfério e mais além
5. A ideia da Operação Pan-Americana: as sementes da política externa independente
6. Os arquitetos e os opositores da OPA
7. A OPA como impulsionadora do Banco Interamericano de Desenvolvimento
Minibio do Autor

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5434: 20 agosto 2026, 20 p.
Disponível na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/172105850/5434_Pol%C3%ADtica_Externa_do_quinqu%C3%AAnio_JK_a_Opera%C3%A7%C3%A3o_Pan_Americana_2026_
Divulgado no blog Diplomatizzando (20/08/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/08/politica-externa-do-quinquenio-jk.html

Presentation Google

In our paper, we explore the foreign policy of Juscelino Kubitschek's administration, particularly focusing on the Pan-American Operation and its role in shaping an independent foreign policy amidst the Cold War. We invite you to read about the challenges and innovations of this pivotal period in Brazilian diplomacy.

 


Programas dos três principais candidatos: Flavio Bolsonaro, Lula, Caiado (BBC)

 

Eleição 2026: quais são as propostas dos candidatos?

 

Article Information

Iara Diniz, BBC News Brasil em São Paulo Carolina Unzelte, BC News Brasil, São PauloBBC, 17 agosto 2026Link:  https://www.bbc.com/portuguese/articles/cm2gryker9mo

 

A campanha eleitoral de 2026 começou oficialmente no domingo (16/8), com 13 candidatos na disputa pela Presidência da República.

 

A BBC News Brasil preparou um especial interativo com as propostas e posicionamentos de todos os candidatos em oito áreas.

Elas foram levantadas a partir dos programas divulgados pelas campanhas até o momento e também a partir de declarações públicas feitas em eventos, entrevistas, transmissões ao vivo pela internet, postagens em redes sociais, dentre outros.

Até agora, disputam a Presidência, em ordem alfabética: Augusto Cury (Avante), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Flávio Bolsonaro (PL), Hertz Dias (PSTU), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Pablo Marçal (PRTB), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP) e Wilson Grassi (Democrata).

Apesar de estar inelegível até 2032, Pablo Marçal (PRTB) teve a candidatura protocolada pelo partido no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no último dia possível. Agora, cabe ao TSE analisar se o registro da candidatura será aprovado.

 

Política Externa:  

Flávio Bolsonaro (PL)

·     Retomar o cronograma interrompido de adesão à OCDE, incluindo o fim gradual do IOF sobre o câmbio

·     Plano nacional de integração às cadeias globais de valor

·     Posicionar o Brasil entre os principais destinos de investimento em transição energética

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

·     Política externa “ativa e altiva”

·     Fortalecer a presença brasileira em organismos multilaterais

·     Liderar a agenda climática e de desenvolvimento sustentável nos foros internacionais

·     Diversificar as parcerias comerciais, tecnológicas e financeiras do Brasil

·     Investir nas “capacidades das Forças Armadas” e na Base Industrial de Defesa

Ronaldo Caiado (PSD)

·     Fomentar abertura comercial e explorar novos mercados para o Brasil no exterior

 

Economia e emprego

Flávio Bolsonaro (PL)

·     Ampliar a oferta de creches em período integral

·     Programa Acolher: aluno de melhor desempenho é remunerado para dar aulas de reforço

·     Alfabetização via método fônico

·     Ampliar escolas cívico-militares

·     Levar robótica, computadores, tablets e internet para escolas

·     "Voucher" para escolas particulares em locais em que faltam vagas em escolas públicas

·     Política Nacional de Formação de Talentos, para ensinar profissões do futuro

·     Pagar instituições de ensino que forma profissionais "que o país precisa"

·     Empréstimo Contingente à Renda para ensino superior, o estudante começa a pagar a dívida após a formatura

·     Programa Escola de Campeões, parcerias público- privadas para levar o esporte competitivo às escolas

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

·     Meta de 80% das crianças alfabetizadas na idade adequada

·     Expansão da rede de Institutos Federais

·     Assegurar o acesso universal à Educação Infantil de qualidade

·     Ampliar a atratividade e promover a permanência no Ensino Médio, com expansão do Ensino Técnico-Profissionalizante

·     Expandir a Educação Básica pública em tempo integral

·     Equalificação profissional e formação continuada no mercado de trabalho

·     Incluir novas línguas no MEC Idiomas

Ronaldo Caiado (PSD)

·     Ainda não apresentou propostas nesta categoria

 

Segurança: 

Flávio Bolsonaro (PL)

·     Designação de organizações criminosas como narcoterroristas

·     Redução da maioridade penal para 16 anos ou 14, em caso de crimes graves.

·     Criação do Sistema Nacional de Fronteira

·     Criação de 5 novos presídios de segurança máxima

·     Implementar a castração química de condenados por abuso sexual contra mulheres e crianças

·     Monitoramento via tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres com medida protetiva

·     Dobrar os investimentos federais em segurança pública

·     Criação da "Muralha Brasileira", um sistema de reconhecimento facial integrado a bancos de dados criminais

·     Fim da progressão de regime de quem comete crimes hediondos

·     Quadruplicar a pena de quem furta ou revende aparelhos celulares roubados

·     500 mil novas vagas no sistema prisional em 4 anos

·     Redirecionar recursos hoje destinados às famílias de detentos para as famílias das vítimas

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

·     Fortalecimento do Sistema Único de Segurança Pública, aprovado na Câmara dos Deputados, mas que ainda aguarda votação no Senado

·     Atuação federativa coordenada, integração e acesso a dados qualificados no combate às facções

·     Reestruturação das polícias

·     Combinação de "prevenção" e "repressão" ao crime organizado

·     Consolidar o "o Brasil como referência regional no combate ao crime cibernético

·     Aprofundar "os investimentos em formação continuada, em saúde física e mental dos profissionais de segurança

·     Reduzir a circulação de armas ilegais

·     Reformar o sistema de justiça criminal e prisional

·     Câmeras corporais para policiais com padrões nacionais de uso

·     Ampliar o Programa Celular Seguro

·     Protocolo nacional de classificação e transferência de presos de alta periculosidade

Ronaldo Caiado (PSD)

·     Proposta para classificar facções criminosas como organizações terroristas.

·     Integração das forças policiais estaduais com a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal

·     Redução da maioridade penal para 16 anos

 

Política e corrupção

Flávio Bolsonaro (PL)

·     Anistia para os envolvidos no 8 de janeiro de 2023, incluindo os condenados pelo STF como seu pai, Jair Bolsonaro

·     Fim da reeleição

·     Redução de ministérios, corte de cargos comissionados e enxugamento da máquina pública

·     Fim das competências criminais originárias do STF

·     Limitação das decisões monocráticas do STF

·     Quarentena de 1 ano para que Ministros de Estado possam ser indicados ao STF

·     Impedimento de parentes de até terceiro grau, e respectivo escritório, para atuar no tribunal do respectivo magistrado

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

·     Reforma política que aumente o poder do voto, reduza a manipulação econômica e amplie o debate político

·     Mecanismos de transparência ativa, prevenção e combate à corrupção

·     Digitalização dos serviços públicos

Ronaldo Caiado (PSD)

·     Anistia a Jair Bolsonaro e aos envolvidos no 8 de janeiro de 2023

 

Saúde 

Flávio Bolsonaro (PL)

·     Plano Real da Saúde: reformular o SUS, alterando o financiamento e valorizando os profissionais de saúde

·     Contratar serviços e exames na rede privada nos horários ociosos

·     Prontuário eletrônico único

·     Consultas por teleatendimento

·     Entrega de remédio em domicílio para idosos e pessoas com deficiência ou doenças crônicas

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

·     Promover o acesso da população ao esporte e à atividade física, ampliando a oferta de infraestrutura esportiva e o acesso ao esporte educacional, amador e de lazer para todas as idades, incluindo as pessoas com deficiência

·     Ampliar uso de IA para triagem e fila única digital por risco clínico

·     Consolidar maior rede pública de cuidado ao câncer do mundo

·     Incluir exames laboratoriais e de monitoramento crônico no Farmácia Popular

·     Avançar na nacionalização de insumos farmacêuticos (IFAs) a partir da biodiversidade

·     Investir em telecirurgia e cirurgia robótica

·     Expandir a Rede Alyne (saúde materna na Amazônia Legal)

·     Ampliar atenção a pessoas com problemas de jogos de apostas

Ronaldo Caiado (PSD)

·     Ainda não apresentou propostas nesta categoria

 

Meio Ambiente 

Flávio Bolsonaro (PL)

·     Simplificar as outorgas de irrigação e acelerar a regularização fundiária e a titulação do pequeno proprietário rural

·     Rastreabilidade completa de cadeias produtivas

·     Transformar o Brasil em potência de biocombustíveis

·     Garantir o uso responsável e sustentável dos recursos naturais

·     Zerar o desmatamento ilegal até 2029

·     Ampliar as alternativas de renda a partir da floresta preservada

·     Eliminar superposições entre Ibama, Funai e ICMBio

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

·     Encerramento dos lixões e a ampliação da coleta seletiva e da reciclagem

·     Regulamentação da Lei de Bioinsumos

·     Promover transição para sistemas agrícolas de baixo carbono

·     Incremento da participação de fontes limpas na matriz energética

·     Acelerar a eletrificação dos transportes

·     Exploração de petróleo e gás natural "com os devidos cuidados ambientais e visão estratégica

·     Gerir estrategicamente os minerais críticos

·     Regulamentar o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE)

·     Continuar política de reforma agrária

·     Abrir nova fronteira de investimentos em baterias

·     Incluir a Caatinga como ativo estratégico climático

Ronaldo Caiado (PSD)

·     Ainda não apresentou propostas nesta categoria

 

Educação 

Flávio Bolsonaro (PL)

·     Ampliar a oferta de creches em período integral

·     Programa Acolher: aluno de melhor desempenho é remunerado para dar aulas de reforço

·     Alfabetização via método fônico

·     Ampliar escolas cívico-militares

·     Levar robótica, computadores, tablets e internet para escolas

·     "Voucher" para escolas particulares em locais em que faltam vagas em escolas públicas

·     Política Nacional de Formação de Talentos, para ensinar profissões do futuro

·     Pagar instituições de ensino que forma profissionais "que o país precisa"

·     Empréstimo Contingente à Renda para ensino superior, o estudante começa a pagar a dívida após a formatura

·     Programa Escola de Campeões, parcerias público- privadas para levar o esporte competitivo às escolas

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

·     Meta de 80% das crianças alfabetizadas na idade adequada

·     Expansão da rede de Institutos Federais

·     Assegurar o acesso universal à Educação Infantil de qualidade

·     Ampliar a atratividade e promover a permanência no Ensino Médio, com expansão do Ensino Técnico-Profissionalizante

·     Expandir a Educação Básica pública em tempo integral

·     Equalificação profissional e formação continuada no mercado de trabalho

·     Incluir novas línguas no MEC Idiomas

Ronaldo Caiado (PSD)

·     Ainda não apresentou propostas nesta categoria

 

 Programas Sociais e Direitos Humanos: 

Flávio Bolsonaro (PL)

·     Manter programas assistenciais existentes

·     Corrigir pisos do BPC (Benefício de Prestação Continuada, pago a idosos e pessoas com deficiência) e da Previdência apenas pela inflação, sem aumento real

·     Modernizar e integrar os canais de denúncia, reunindo o Ligue 180, delegacias online, botão de emergência e centrais de monitoramento em uma plataforma inteligente de resposta rápida para mulheres

·     Programa de cashback em que ações como vacinar os filhos, realizar exames preventivos, concluir cursos de capacitação, manter as crianças na escola, poupar e pagar as contas em dia garantiriam "juros menores, acesso facilitado ao crédito, cashback social, descontos em serviços e outras vantagens"

·     Iniciativa Escola Brasil por Elas, de capacitação e ensino gratuito para mulheres com integração com o sistema S e parcerias público-privadas

·     Aplicativo de companhia e alerta para idosos que moram sozinhos

·     Programa Casa Segura para Envelhecer, subsídio para moradia de pessoas idosas

·     Proibir uso de recursos de programas sociais para apostas

·     Autonomia aos povos indígenas e quilombolas para decidir sobre atividades produtivas em suas terras

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

·     Erradicar a fome no Brasil

·     Manter e melhorar programas de assistência social

·     Integrar projetos e programas que ataquem múltiplas dimensões da pobreza

·     Fortalecer ações afirmativas como cotas raciais e sociais, tanto no ensino superior quanto em concursos públicos federais

·     Ampliar as políticas públicas que garantam às mulheres a proteção à vida e o combate ao machismo e ao sexismo

·     Ampliar acesso a direitos das populações LGBTQIA+ e combater homofobia

·     Combater o capacitismo

·     Integrar a política de habitação à estratégia de redução da pobreza

·     Efetivar os direitos dos povos indígenas

·     Garantir os direitos humanos das pessoas idosas

·     Fomentar lavanderias públicas, cozinhas solidárias e restaurantes populares

·     Criar programa de capacitação de cuidadores

Ronaldo Caiado (PSD)

·     Transição de programas sociais para "políticas de emancipação"

 

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