quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Lista dos trabalhos publicados por Paulo Roberto de Almeida, 2010-2012 - Paulo Roberto de Almeida

  

Lista dos trabalhos publicados por Paulo Roberto de Almeida, 2010-2012

  

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.

Listagem sintética de alguns textos publicados entre 2010 e 2012 (de 945 a 1086) da lista de publicados), no seguimento dos trabalhos 5398 (1973-2003), 5400 (2004-2006) e 5525 (2007-2009), com a intenção de preparar uma possível coletânea desses textos, organizados tematicamente.

  

Retomo aqui a seleção daqueles que eu considero os melhores trabalhos publicados nos três anos de 2010 a 2012, parte de minha prolífica produção intelectual. Como ocorreu nos anos anteriores, poucos dos artigos e ensaios publicados, geralmente em revistas acadêmicas, possuem URLs estáveis, ou links funcionais, dada a precariedade informática da maior parte da mídia dessas instituições. Tive assim de retirar a maioria dos links, o que poderá ser remediado no futuro mediante nova disponibilização em sites confiáveis, o meu próprio, pralmeida.net (mas ainda em reforma) ou a plataforma Academia.edu, na qual já figura volume apreciável de minha produção publicada.

 

945. “Balanço da primeira década do século 21: um retrospecto pessoal”, Via Política (2/01/2010). Relação de Originais n. 2070.

946. “A Primeira Década do Século 21: um retrospecto e algumas previsões imprevisíveis”, Espaço Acadêmico (ano 9, n. 104, janeiro 2010, p. 27-37; link: http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/9117/5140). Espaço da Sophia (ano 3, n. 34, janeiro 2010, p. 41-64); Relação de Originais n. 2070.

947. “Por que o mundo é como é (e como ele poderia ser melhor...)”, Ordem Livre (18/01/2010). Da série: Volta ao mundo em 25 ensaios, n. 1. Republicado sob o título “O mundo real e o mundo como ele poderia ser” em Via Política (31/05/2010). Republicado em Dom Total (10/06/2010). Relação de Originais n. 2071.

949. “O Fim da História, de Fukuyama, vinte anos depois: o que ficou?”, Meridiano 47 (n. 114, janeiro 2010, p. 8-17; ISSN: 1518-1219); Mundorama (21/01/2010). Relação de Originais n. 2101.

951. “Economia mundial: de onde viemos, para onde vamos?”, Ordem Livre (Segundo ensaio da série “Volta ao mundo em 25 ensaios”; 1.02.2010). Republicado no Instituto Millenium (5/02/2010). Republicado, sob o título de “O longo percurso da economia mundial: convergências e divergências” em Via Política (7/06/2010). Republicado em Dom Total (17/06/2010). Relação de Originais n. 2072.

952. “Sobre a responsabilidade dos intelectuais: devemos cobrar-lhes os efeitos práticos de suas prescrições teóricas?”, Espaço Acadêmico (vol. 9, n. 105, fevereiro 2010, p. 149-159; ISSN: 1519-6186; link: http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/9275/5252).  Espaço da Sophia (ano 3, n. 35, fevereiro 2010, p. 55-76). Relação de Originais n. 2103.

953. “Direitos humanos: o quanto se fez, o quanto ainda resta por fazer”, [série Ordem Livre, Volta ao mundo em 25 ensaios: 4], Ordem Livre (15/02/2010); Instituto Millenium (18/02/2010). Reproduzido sob o título de “Caminhos tortos dos direitos humanos: dá para endireitar o mundo?” em Via Política (20/06/2010) e em Dom Total (1/07/2010). Relação de Originais n. 2074.

954. “A resistível decadência do marxismo teórico e do socialismo prático: um balanço objetivo e algumas considerações subjetivas”, Espaço Acadêmico (ano 9, n. 106, março 2010, p. 131-138; ISSN: 1519-6186; link: http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/9502/5321). Relação de Originais n. 2117.

954b. “Política internacional: por que não temos paz e segurança?”. Ordem Livre (1/03/2010; número 3 da série). Republicado sob o título de “Paz e guerra no contexto internacional: um mundo pacífico ainda está longe” em Via Política (14/06/2010). Reproduzido em Dom Total (24/06/2010); reproduzido no jornal O País online, de Moçambique (Maputo, 16/03/2010; 1481 acessos em 10/07/2011). Relação de Originais n. 2073.

955. Políticas econômicas nacionais: divergências e convergências”, Ordem Livre (15/03/2010; da série Volta ao mundo em 25 ensaios n. 5). Reproduzido no site do Instituto Millenium (20/03/2010). Relação de Originais n. 2075.

956. “Mudanças na Economia: uma história de longo prazo”, na seção de Economia do Portal IG (23/03/2010). Republicado em Mundorama (3/05/2010); reproduzido no blog Pagina Um (3/05/2010). Republicado, sob o título de “Mudanças na economia mundial: perspectiva histórica de longo prazo”, em Meridiano 47 (vol. 11, n. 118, maio 2010, p. 27-29; ISBN: 1518-1219). Relação de Originais n. 2124.

958. “Guerra e paz no contexto internacional: progressos em vista?”, Ordem Livre (29/03/2010; da série Volta ao mundo em 25 ensaios n. 7). Republicado em Via Política (2/05/2011); reproduzido em Dom Total (5/05/2011). Relação de Originais n. 2080.

959. “A coruja de Tocqueville: fatos e opiniões sobre o desmantelamento institucional do Brasil contemporâneo”, Espaço Acadêmico (ano 9, n. 107, abril 2010, p. 143-148; ISSN: 1519-6186; link: http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/9800/5484). Revista Espaço da Sophia (ano 4, n. 37, abril 2010; ISSN: 1981-318X). Relação de Originais n. 2116.

960. “Elogio da burguesia (com uma deixa para a aristocracia também)”, Espaço Acadêmico (ano 10, n. 108, maio 2010, p. 51-60; link: http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/10038/5591). Republicado na Espaço da Sophia (ano 4, n. 38, junho-julho 2010; ISSN: 1981-318X). Em versão reduzida em Via Política (12/04/2010); reproduzido no site Dom Total (22/04/2010). Relação de Originais n. 2127.

961. “Individualismo e interesses coletivos: qual a balança exata?”, Ordem Livre (12/04/2010; da série Volta ao mundo em 25 ensaios, n. 8). Republicado em Via Política (09/08/2010) e, sob o título de “Volta ao mundo em 25 ensaios”, em Dom Total (12/08/2010). Relação de Originais n. 2081.

964. “Duas tradições no campo da filosofia social: liberalismo e marxismo”, Ordem Livre (26/04/2010; da série “Volta ao Mundo em 25 ensaios”, 9). Reproduzido no site do Instituto Millenium (27/04/2010), em Via Política (22/08/2010) e em Dom Total (26/08/2010). Relação de Originais n. 2082.

966. “Cooperação internacional e desenvolvimento: isso muda o mundo?”, Ordem Livre (17/05/2010, da série: Volta ao mundo em 25 ensaios n. 6). Reproduzido no site do Instituto Millenium (28/08/2010). Relação de Originais n. 2076.

967. “O Bric e a substituição de hegemonias: um exercício analítico (perspectiva histórico-diplomática sobre a emergência de um novo cenário global)”, In: Renato Baumann (org.): O Brasil e os demais BRICs: Comércio e Política (Brasília: CEPAL-Escritório no Brasil/IPEA, 2010, 180 p.; ISBN: 85-781-1046-3, p. 131-154. Disponível: https://www.academia.edu/5794579/086_O_Bric_e_a_substitui%C3%A7%C3%A3o_de_hegemonias_um_exerc%C3%ADcio_anal%C3%ADtico_perspectiva_hist%C3%B3rico_diplom%C3%A1tica_sobre_a_emerg%C3%AAncia_de_um_novo_cen%C3%A1rio_global_2010_?sm=a&rhid=43753289097). Relação de Originais n. 2077.

972. “A Arte de NÃO Fazer a Guerra: novos comentários à Estratégia Nacional de Defesa”, Mundorama (1/06/2010). Republicado em Meridiano 47 (vol. 11, n. 119, junho 2010, p. 21-31; ISBN: 1518-1219). Relação de Originais n. 2066.

974. “Livre comércio: uma ideia difícil de ser aceita (e, no entanto, tão simples)”, Ordem Livre (7/06/2010; Volta ao mundo em 25 ensaios n. 11). Reproduzido no site no Instituto Millenium (23/08/2010). Republicado em Via Política (18/10/2010) e em Dom Total (28/10/2010). Relação de Originais n. 2084.

975. “Fluxos financeiros internacionais: é racional a proposta de taxação?”, Mundorama (Boletim 34, 14/06/2010). Reproduzido no blog de Kleuber Pires, Libertatum (28/07/2010; link: http://libertatum.blogspot.com/2010/07/fluxos-financeiros-internacionais-e.html). Relação de Originais n. 2150.

976. “Políticas ativas pelos Estados funcionam? Se sim, sob quais condições?”, Ordem Livre (21/06/2010; Volta ao mundo em 25 ensaios n. 12). Reproduzido no site do Instituto Millenium (23/06/2010). Republicado em Via Política (25/10/2010) e em Dom Total (04/11/2010). Relação de Originais n. 2085.

978. “Política exterior: potencia regional o actor global”, In: “Brasil Emerge”, Vanguardia Dossier (Barcelona: La Vanguardia, número 36, Julio-Septiembre, año 2010, p. 68-72; ISSN: 1579-3370; link: http://www.lavanguardia.com/internacional/20100701/54258722222/brasil-emerge-vanguardia-dossier.html). Relação de Originais n. 2134.

980. “Competição e monopólios (naturais ou não): como definir e decidir?”, Ordem Livre (5/07/2010; da série: Volta ao mundo em 25 ensaios n. 13). Republicada em Via Política (1/11/2010) e em Dom Total (11/11/2010). Relação de Originais n. 2087.

981. “Balance Énergétique du Brésil : interview à France Culture”, programa « Les Enjeux Internationaux »; emitida em 13.07.2010, à 7h18 (hora francesa). Blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com/2010/07/balance-energetique-du-bresil-paulo-r.html). Relação de Originais n. 2160.

982. “Orçamentos públicos devem ser sempre equilibrados?”, Ordem Livre (18/07/2010; da série: Volta ao mundo em 25 ensaios n. 14). Reproduzido no site do Instituto Millenium (18/08/2010). Republicado em Via Política (08.11.2010) e em Dom Total (18/11/2010). Relação de Originais n. 2088.

984. “Países ou pessoas ricas o são devido a que os pobres são pobres?”, Ordem Livre (2/08/2010; da série). Reproduzido no site do Instituto Millenium (6/08/2010). Republicado em Via Política (21/11/2010) e em Dom Total (25/11/2010). Relação de Originais n. 2089.

985. “A Ignorância Letrada: ensaio sobre a mediocrização do ambiente acadêmico”, Espaço Acadêmico (vol. 10, n. 111, agosto 2010, p. 120-127; link: http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/download/10774/5859). Relação de Originais n. 2169.

986. “O Brasil e os Estados Unidos antes e depois de Nabuco: uma avaliação de desempenho relativo no plano do desenvolvimento social”. In: Severino J. Albuquerque (org.): Joaquim Nabuco e Wisconsin: Centenário da conferência na universidade, ensaios comemorativos (Rio de Janeiro: Editora Bem-te-vi, 2010; ISBN: 978-85-88747-34-0; p. 221-251; disponível: https://www.academia.edu/5794613/087_O_Brasil_e_os_Estados_Unidos_antes_e_depois_de_Nabuco_uma_avalia%C3%A7%C3%A3o_de_desempenho_relativo_no_plano_do_desenvolvimento_social_2010_?sm=a&rhid=43753586570). Relação de Originais n. 2046.

987. “Preeminência, hegemonia, dominação, exploração: realidades ou mitos?”, Ordem Livre (18/07/2010; da série “Volta ao mundo em 25 ensaios”, n. 16). Reproduzido no site do Instituto Millenium (12/09/2010). Republicado em Via Política (22/11/2010) e em Dom Total (2/12/2010). Relação de Originais n. 2090.

988. “Por que a América Latina não decola: alguma explicação plausível?”, Ordem Livre (30 de agosto de 2010; da série Volta ao mundo em 25 ensaios, 17); postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2010/09/por-que-america-latina-nao-decola-paulo.html). Reproduzido em Via Política (29/11/2010) e em Dom Total (9/12/2010). Relação de Originais n. 2091.

989. “Declaração de voto: dez pequenas regras contrarianistas”, Espaço Acadêmico (ano 10, n. 112, setembro 2010, p. 80-87; link: http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/11010/5972). Relação de Originais n. 2175.

990. “Por que o Brasil avança tão pouco: sumário das explicações possíveis”, Ordem Livre (13 de setembro de 2010; série: Volta ao mundo em 25 ensaios, 18). Reproduzido no site do Instituto Millenium (21/09/2010). Republicado em Via Política (6/12/2010) e em Dom Total (16/12/2010). Relação de Originais n. 2092.

991. “Pensamento e ação da diplomacia de Lula: uma visão crítica”, revista Política Externa (vol. 19, n. 2, set.-out.-nov. 2010, p. 27-40; ISSN: 1518-6660). Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2010/09/pensamento-e-acao-da-diplomacia-de-lula.html). Reproduzido no blog Libertatum (link: http://libertatum.blogspot.com/2010/09/pensamento-e-acao-da-diplomacia-de-lula.html). Relação de Originais n. 2168.

992. “Memória e diplomacia: o verso e o reverso”, Boletim Mundorama (n. 37, setembro 2010, 23/09/2010). Relação de Originais n. 2187.

993. “Distribuição de renda: melhor fazer pelo mercado ou pela ação do Estado?”, Ordem Livre (27 de setembro de 2010; da série: Volta ao mundo em 25 ensaios n. 19). Republicado em Via Política (14/12/2010) e em Dom Total (23/12/2010). Relação de Originais n. 2093.

994. “Uma avaliação do governo Lula: a área econômica”, revista Espaço Acadêmico (ano 10, n. 113, outubro 2010, p. 38-45; ISSN: 1519-6186; link: http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/11273/6144). Relação de Originais n. 2192.

995. “Brasil: o que poderíamos ter feito melhor, como sociedade, e não fizemos?”, Ordem Livre (4 de outubro de 2010; da série: Volta ao mundo em 25 ensaios n. 20). Reproduzido no site do Instituto Millenium (12/10.2010). Republicado em Via Política (21/12/2010) e em Dom Total (30/12/2010). Relação de Originais n. 2094.

996. “Qual a melhor política econômica para o Brasil? Algumas opções pessoais”, Ordem Livre (25 de outubro de 2010; da série Volta ao mundo em 25 ensaios n. 21). Republicada no site do Instituto Millenium (27/10/2010). Reproduzida no blog O Brasil do PT – O Caos (28/10/2010; link: http://obrasildopt.blogspot.com/2010/10/paulo-roberto-de-almeida-qual-melhor.html). Relação de Originais n. 2095.

998. “La diplomatie de Lula (2003-2010): une analyse des résultats”, In: Denis Rolland, Antonio Carlos Lessa (coords.), Relations Internationales du Brésil: Les Chemins de La Puissance; Brazil’s International Relations: Paths to Power (Paris: L’Harmattan, 2010, 2 vols; vol. I: Représentations Globales – Global Representations, p. 249-259; ISBN: 978-2-296-13543-7). Postado no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com/2010/10/relations-internationales-du-bresil.html). Relação de Originais n. 2184.

1000. Guia dos Arquivos Americanos sobre o Brasil: coleções documentais sobre o Brasil nos Estados Unidos (Brasília: Funag, 2010, 244 p.; ISBN: 978-85-7631-274-1; com Rubens Antônio Barbosa e Francisco Rogido Fins (orgs.). Disponível no site da Biblioteca Digital da Funag (link: https://funag.gov.br/biblioteca-nova/produto/1-503-guia_dos_arquivos_americanos_sobre_o_brasil_colecoes_documentais_sobre_o_brasil_nos_estados_unidos). Relação de Originais n. 2200.

1001. “A Arte de Não Fazer a Guerra: novos comentários à Estratégia Nacional de Defesa”, Revista de Geopolítica (Ponta Grossa, PR; Vol. 1, n. 2; jul.-dez. 2010, p. 5-20). Relação de Originais n. 2066.

1002. “Um Agitador Petrolífero”, Revista de História da Biblioteca Nacional (Edição Especial n. 1, História da Ciência, outubro 2010, p. 40-43; ISSN: 1808-4001). Relação de Originais n. 2158.

1002bis. “Contra o Voto Nulo: meus critérios de escolha”, Shanghai, 27-28 outubro 2010, 5 p. Comentários sobre a inconsistência política do voto nulo ou em branco. Postado no blog Diplomatizzando em 2010 e novamente, com nova introdução, em 4/10/2014 (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/10/eleicoes-2014-contra-o-voto-nulo-meus.html). Relação de Originais n. 2215.

1003. “Uma avaliação do governo Lula: políticas sociais e área institucional”, Espaço Acadêmico (ano 10, n. 114, novembro 2010, p. 165-173; ISSN: 1519-6186; link: http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/11526/6255). Relação de Originais n. 2214.

1005. “Qual a melhor política externa para o Brasil? Algumas preferências pessoais”, Ordem Livre (8 de novembro de 2010; da série: Volta ao mundo em 25 ensaios n. 22). Postado no blog Diplomatizzando (3/11/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/11/volta-ao-mundo-em-25-ensaios-qual.html). Relação de Originais n. 2096.

1006. “Balanço do governo Lula (2007-2010): evolução do setor externo”. Publicado no portal de Economia do iG (08/11/2010); divulgado no blog Diplomatizzando (3/11/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/11/balanco-do-governo-lula-2007-2010.html). Relação de Originais n. 2189.

1006bis. “A grande ilusão do socialismo e dos socialistas: Mauricio Tragtenberg”, Shanghai, 7 setembro 2010, 3 p. Considerações sobre a impossibilidade de se construir uma sociedade socialista com a preservação das liberdades elementares, a partir de um livro de Mauricio Tragtenberg. Postado no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com/2010/09/grande-ilusao-do-socialismo-e-dos.html), reproduzido no blog da revista Espaço Acadêmico (10/11/2010; link: http://espacoacademico.wordpress.com/2010/11/10/a-grande-ilusao-do-socialismo-e-dos-socialistas-%e2%80%93-mauricio-tragtenberg/). Relação de Originais n. 2182.

1007. “O que podemos aprender com a experiência dos demais países?”, Ordem Livre (22 de novembro de 2010; da série: Volta ao mundo em 25 ensaios, n. 23). Relação de Originais n. 2099.

1009. “Nossa contribuição para o mundo: onde o Brasil pode ser melhor”, Ordem Livre (06/12/2010; da série Volta ao mundo em 25 ensaios n. 24). Relação de Originais n. 2100.

1010. “Itinerário percorrido e o que resta fazer”, Ordem Livre (20/12/2010; da série: Volta ao mundo em 25 ensaios n. 25). Postado no blog Diplomatizzando (24/12/2010; link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2010/12/ordem-livre-meu-ultimo-ensaio-publicado.html). Relação de Originais n. 2230.

1013. “Never Before Seen in Brazil: Luis Inácio Lula da Silva’s grand diplomacy”, Revista Brasileira de Política Internacional (vol. 53, n. 2, 2010, p. 160-177; ISSN: 0034-7329; link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-73292010000200009&lng=en&nrm=iso&tlng=en; arquivo em pdf: http://www.scielo.br/pdf/rbpi/v53n2/09.pdf). Relação de Originais n. 2207.

1014. O Moderno Príncipe (Maquiavel revisitado), versão impressa: edições do Senado Federal volume 147: Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2010, 195 p.; ISBN: 978-85-7018-343-9). Relação de Originais n. 1804.

1015. “Now, an Economic Cold War: Old Realities, New Prospects”, FRA, Revista de Ciencias y Humanidades de la Fundación Ramón Areces (Madrid: Fundación Ramón Areces, Diciembre 2010, p. 116-120). Postado no blog Diplomatizzando (23/01/2011; link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2011/01/economic-cold-war-artigo-pra-publicado.html). Relação de Originais n. 2202.

1016. “A Ignorância Letrada: ensaio sobre a mediocrização do ambiente acadêmico”, revista acadêmica Espaço da Sophia (ano 4, n. 41; janeiro-março 2011, p. 95-104; ISSN: 1981-318X). Relação de Originais n. 2169.

1017. “Previsões imprevisíveis para o Brasil em 2011: Resoluções para o novo governo à maneira de Benjamin Franklin”, Espaço Acadêmico (vol. 10, n. 116, janeiro de 2011, p. 101-107; ISBN: 1519-6186; link: http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/12090/6479). Republicado em Via Política (17.01.2011) e em Dom Total (20.01.2011). Relação de Originais n. 2231.

1018. “Wikileaks: verso e reverso”, Mundorama (14.01.2011). Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2011/01/wikileaks-triunfo-e-tragedia.html). Relação de Originais n. 2236.

1020. “A Guerra Fria Econômica: um cenário de transição?”, Mundorama (01/02/2011). Republicado em Via Política (07/02/2011) e em Dom Total (10/02/2011). Relação de Originais n. 2241.

1022. “Fórum Econômico e Fórum Social: dois mundos impossíveis e contraditórios?”, Mundorama (8/02/2011). Divulgado no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com/2011/02/davos-e-fsm-irmaos-siameses.html). Relação de Originais n. 2244.

1023. “Formação de uma estratégia diplomática: relendo Sun Tzu para fins menos belicosos”, Espaço Acadêmico (ano 10, n. 118, março 2011, p. 155-161; ISSN: 1519-6186; link: http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/12696/6714). Republicado em Mundorama (7/03/2011). Relação de Originais n. 2251.

1024. “Continuidade e Mudança na Política Externa Brasileira”, Mundorama (01/04/2011); divulgado no blog Diplomatizzando (3/11/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/11/a-diplomacia-brasileira-em-mutacao-2011.html). Relação de Originais n. 2259.

1029. “Miséria da ‘oposição’ no Brasil: da falta de um projeto de poder à irrelevância política?”, revista Interesse Nacional (n. 13, abril-junho 2011, p. 28-36; ISSN: 1982-8497). Transcrito no blog Diplomatizzando (13/07/2011; link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2011/07/miseria-da-oposicao-no-brasil-artigo.html) e no blog do Professor Roberto Beling (28.04.2011; link: http://robertobeling.blogspot.com/2011/04/miseria-da-oposicao-no-brasil-paulo.html?showComment=1310577920481#c853268536606464192). Relação de Originais n. 2242.

1034. “A Estratégia Nacional de Defesa e a Unasul: afinidades pouco eletivas”, Anais da IV ENABED (Brasília 2010; Seção Temática 5: A Comunidade Sul-Americana na Área dos Estudos Estratégicos). Relação de Originais n. 2151.

1035. “O moderno Príncipe e os principados da atualidade: Maquiavel aplicado à política contemporânea”, Espaço Acadêmico (ano 11, n. 121, junho 2011, p. 67-73; link: http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/13530/7062). Relação de Originais n. 2275.

1036. “Seria o Mercosul reversível? Especulações teóricas sobre trajetórias alternativas concretas”, Revista Universitas Relações Internacionais (vol. 9, n. 1, jan.-jun. 2011, p. 39-71; DOI: 10.5102/uri.v9i1.1360; ISSN: 1807-2135; link: https://publicacoesacademicas.uniceub.br/relacoesinternacionais/en/article/view/1360). Relação de Originais n. 2247.

1039. “As relações Brasil-Estados Unidos durante os governos FHC”, in: Sidnei J. Munhoz e Francisco Carlos Teixeira da Silva (orgs.), Relações Brasil-Estados Unidos: séculos XX e XXI (Maringá: Editora da UEM, 2011, 576 p.; ISBN: 978-85-7628-372-0; p. 273-307). Relação de Originais n. 1413.

1042. “Pode uma pessoa inteligente pretender-se comunista, hoje em dia? Reflexões sobre um paradoxo acadêmico brasileiro”, Revista Espaço Acadêmico (ano 11, n. 123, agosto 2011, p. 125-136; link: http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/14334/7601). Relação de Originais n. 2292.

1043. “Onze de Setembro, dez anos: recepção no mundo, reações no Brasil”, Revista Espaço Acadêmico, dossiê especial Onze de Setembro (ano 11, n. 124, setembro de 2011, p. 21-26; ISSN: 1519-6186, link: http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/14042/7731). Relação de Originais n. 2290.

1044. Globalizando: ensaios sobre a globalização e a antiglobalização (Rio de Janeiro: Lumen Juris Editora, 2011, xx+272 p.; ISBN: 978-85-375-0875-6). Relação de Originais n. 2130.

1052. “A política comercial do Brasil no contexto internacional, 1889-1945”, Revista História e Economia (vol. 8, n. 1, 1º semestre de 2011, p. 59-78; ISSN: 1808-5318). Relação de Originais n. 1991.

1054. “Le Brésil dans l’économie mondiale: une révision synthétique”, Interview à la Radio France Culture, journaliste Thierry Garcin, le 16/09/2011, 11h15hs; pour l'émission quotidienne “Les Enjeux internationaux”, radiodiffusée le 29/09/2011); postada no blog Diplomatizzando (16/09/2011; link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2011/09/le-bresil-dans-leconomie-mondiale.html). Relação de Originais n. 2308.

1055. “Liberdade econômica no mundo: o caso do Estado ‘opressor’ do Brasil”, Espaço Acadêmico (ano 11, n. 125, outubro 2011, p. 59-68; link: http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/14898/7979). Republicado em cinco partes em Via Política, Dom Total e Observador Político. Relação de Originais n. 2319.

1058. Relações internacionais e política externa do Brasil: a diplomacia brasileira no contexto da globalização (Rio de Janeiro: LTC, 2012, 330 p.; ISBN 978-85-216-2001-3). Relação de Originais n. 2280.

1060. “Attraction and Repulsion: Brazil and the American world”, in: Clark, Sean and Sabrina Hoque (eds.). Debating a Post-American World: What Lies Ahead? (London: Routledge, 2011, 288 p.; ISBN-10: 0415690552; ISBN-13: 978-0415690553, p. 135-141). Relação de Livros em Colaboração n. 90. Relação de Originais n. 2128.

1062. “A diplomacia da era Lula: balanço e avaliação”, revista Política Externa (vol. 20. N. 3, dez./jan./fev. 2011-2012, p. 95-114). Relação de Originais n. 2344.

1064. “Os Brics na nova conjuntura de crise econômica mundial”, Espaço da Sophia (vol. 45, n. 1, janeiro-junho 2012, ISSN: 1981-318X; p. 111-123). Relação de Originais n. 2325.

1064. “Os Brics na nova conjuntura de crise econômica mundial”, Espaço da Sophia (vol. 45, n. 1, janeiro-junho 2012, ISSN: 1981-318X; p. 111-123). Relação de Originais n. 2325.

1065. “Une prospective du Brésil: vers 2022”, Diplomatie: Affaires Stratégiques et Relations Internationales (Paris: Les Grands Dossiers de Diplomatie n. 8, avril-mai 2012, ISSN: 2115-256X; p. 90-95). Relação de Originais n. 2371.

1071. “La grande marche en arrière de l’Amérique Latine”, BJIR – Brazilian Journal of International Relations (vol. 1, n. 2, 2012, p. 8-37; ISSN: 2237-7743). Relação de Originais n. 2381.

1072. “Historiografia econômica brasileira”, Revista de Economia e Relações Internacionais (vol. 11, n. 21, julho 2012, p. 5-21; ISSN: 1677-4973). Relação de Originais n. 2263.

1073. “O Barão do Rio Branco e as estratégias do Brasil: a grande e as pequenas”, revista Sapientia (ano 1, n. 2, setembro 2012, p. 23-25). Divulgado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2012/09/estrategias-de-politica-externa-grande.html). Relação de Originais n. 2407.

1075. “A economia política da integração regional latino-americana: uma visão ultrarrealista do estado da arte institucional”, Revista do Instituto do Direito Brasileiro - RIDB (Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa; ano 1, n. 8º, 2012, p. 4489-4523; ISSN: 2182-7567). Relação de Originais n. 2402.

1077. “Processos decisórios no âmbito da política externa do Brasil”, Revista Acadêmica Espaço da Sophia (vol. 46, julho-dezembro 2012, p. 109-140; ISSN: 2179-9849); Revista Porto (Natal: Programa de Pós-Graduação em História da UFRN; vol. 1, n. 2, 2012, p. 24-43; ISSN: 2237-8510). Relação de Originais n. 2369.

1078. “Brasil”. In: Malamud, Carlos (coord.). Ruptura y Reconciliación: España y el reconocimiento de las independencias latinoamericanas (Madrid: Ed. Taurus y Fundación Mapfre, 2012, 402 p.; Serie Recorridos n. 1; América Latina en la Historia Contemporánea; p. 199-212; ISBN: 978-84-306-0940-6 (Taurus); 978-84-9844-392-9 (Mapfre). Relação de Originais n. 2112.

1079. “O Mercosul, em todos os seus estados”, In: Elisa Souza Ribeiro: Mercosul: Sobre Democracia e Instituições (Curitiba: Editora CRV, 2012, p. 15-24; ISBN: 978-85-8042-596-3). Transcrito no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2013/06/mercosul-dois-prefacios-mais-para-o.html). Relação de Originais n. 2452.

1079bis. “O grupo Brics no contexto da crise econômica mundial”, Revista Jurídica Consulex (Brasília, ano 16, n. 374, 15 de agosto de 2012, p. 30-31; ISSN: 1519-8065). Postado no blog Diplomatizzando (26/08/2012; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2012/08/o-grupo-brics-no-contexto-da-crise.html). Relação de Originais n. 2416.

1079ter) “Brasil e Europa em face do regionalismo e da governança global dos bens comuns”, Revista CIDOB d’Afers Internationals (Barcelona: CIDOB, vol. 100, n.12-2012; ISSN: 1133-6595 (edición impresa); 2013-035X (edición en línea). Relação de Originais n. 2374.

1082. “Intervencionismo governamental: na ótica de Von Mises e na prática brasileira”, Revista Brasileira de Planejamento e Orçamento (Brasília: Assecor; vol. 2. N. 2, 2012, p. 211-222; ISSN: 2237-3985). Relação de Originais n. 2423.

1084. “A economia do Brasil nos tempos do Barão do Rio Branco”, In: GOMES PEREIRA, Manoel (Org.): Barão do Rio Branco: 100 anos de memória. Brasília: Funag, 2012, 748 p.; ISBN: 978-85-7631-413-4; p. 523-563. Relação de Originais n. 2372.

1085. “Uma grande estratégia para o Brasil: elementos propositivos”, Monções: Revista de Relações Internacionais da UFGD (MS: Universidade Federal da Grande Dourados; vol. 1, n. 2, jul.-dez. 2012, p. 40-51; Dossiê: “O Brasil no mundo: a política externa brasileira em debate”; ISSN: 2316-8323). Relação de Originais n. 2418.

1086. “O Brasil enfrenta a possibilidade real de estacionar no baixo crescimento”, entrevista concedida à revista FIES em Notícias (Aracaju: SE, Federação das Indústrias do Estado de Sergipe; ano 9, n. 56, novembro-dezembro 2012, p. 6-11).  Divulgado no blog Diplomatizzando (3/11/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/11/politica-economica-e-politica-externa.html). Relação de Originais n. 2450.

 

 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5526: 4/11/2026, 9 p.

Divulgado no blog Diplomatizzando (4/11/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/11/lista-dos-trabalhos-publicados-por_01891751320.html 

 

terça-feira, 3 de novembro de 2026

Política econômica e política externa do Brasil (2012) - Paulo Roberto de Almeida

Política econômica e política externa do Brasil

Entrevista para a revista da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe

 

Paulo Roberto de Almeida, Diplomata de carreira,

Professor de Economia Política no

Centro Universitário de Brasília (Uniceub).

Respostas a questões colocadas por:

Luís Paulo Dias Miranda, Núcleo de Informações Econômicas – NIE, FIES

Publicado, com fotos do entrevistado e sob a chamada de capa de título

“O Brasil enfrenta a possibilidade real de estacionar no baixo crescimento”,

na revista FIES em Notícias (Aracaju: SE, Federação das Indústrias do Estado de Sergipe; ano 9, n. 56. novembro-dezembro 2012, p. 6-11).  Divulgado no blog Diplomatizzando (3/11/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/11/politica-economica-e-politica-externa.html). Relação de Publicados n. 1086.


1) Qual análise o senhor faz sobre a atual Política Externa brasileira?

PRA: A política externa brasileira atual apresenta uma combinação de duas grandes vertentes fundamentais: de um lado, as posturas políticas do partido no poder, o PT; de outro, as posições tradicionais da diplomacia profissional brasileira. Em determinados temas – como nos casos das negociações comerciais multilaterais, as questões de paz e segurança no sistema global, as relações bilaterais, em geral – predominam as posições historicamente conhecidas da diplomacia brasileira; em outros, em contrapartida, se destacam mais claramente as posições políticas do PT, como nos exemplos a seguir: relações Sul-Sul; apoio a regimes progressistas, ou de esquerda, da região e de outros continentes; visão mais política do que comercial do processo de integração; aliança com grandes parceiros não hegemônicos; menor ênfase nos direitos humanos e na democracia.

A atual política externa herdou alguns traços, mas não todos, da diplomacia presidencial extremamente ativa do presidente Lula, que se lançou em diversas iniciativas no plano externo, trazendo aumento da presença brasileira no exterior, certo prestígio para si próprio e para o Brasil, embora com alguns sucessos e vários fracassos nesses empreendimentos. Dos três grandes temas prioritários de sua presidência, nenhum deles logrou sucesso ou resultados concretos, não necessariamente por deficiências do instrumento diplomático, mas talvez por inconsistência dos objetivos proclamados em relação aos meios efetivamente disponíveis. Foram eles: a conquista de uma cadeira permanente para o Brasil no Conselho de Segurança da ONU, um tema que não parece perto de encontrar qualquer tipo de solução, em vista dos bloqueios existentes para uma reforma da Carta e a aceitação, por todos os parceiros – mas em especial os cinco membros permanentes – de uma modalidade de ampliação desse órgão central no processo decisório multilateral; a conclusão bem sucedida da rodada Doha de negociações comerciais multilaterais da OMC, que tampouco parece encaminhar-se para um acordo factível, tendo em vista a distância entre as pretensões dos diversos protagonistas, seja como demandantes de maior abertura comercial nos mercados visados, seja como desmantelamento de protecionismos setoriais ainda muito fortes; finalmente, o reforço e a ampliação do Mercosul, tema que, na verdade, caminhou no sentido inverso, o do aumento das salvaguardas e restrições comerciais dentro do bloco, especialmente a partir da Argentina, e uma diluição das normas comerciais mais importantes do bloco para acomodar o ingresso de novos parceiros (Venezuela, Equador e Bolívia) que não se mostram dispostos a adotar a política comercial comum.

Independente dessas frustrações relativas, o Brasil logrou constituir novos foros de interesse do partido no poder, como o IBAS (com África do Sul e Índia) e o Brics (com os mesmos, mais China e Rússia), além da constituição de grupos regionais exclusivos (como a Unasul), supostamente feitos para evitar a presença dos Estados Unidos nas deliberações regionais.

2) Haveria riscos e lacunas no nosso atual modelo de desenvolvimento capazes de impactar negativamente um maior dinamismo futuro da economia?

PRA: Se algum “modelo” existe na atual política econômica brasileira – o que é altamente duvidoso – ele é uma combinação de velhas receitas estatizantes, dirigistas e protecionistas, que parecem remeter o Brasil de volta a etapas históricas ultrapassadas de seu itinerário de desenvolvimento, como nos anos 1960 a 1980, quando o Estado representava uma parte considerável do PIB, comandava muitas empresas estatais, várias monopólicos (como continua a ser, de fato, a Petrobras) e intervinha, de modo muito pronunciado, nos planos empresariais de companhias privadas. O Estado continua a comandar parte substancial do mercado de créditos, pratica várias formas de subsídios e incentivos para setores considerados estratégicos e pretende insular a indústria das pressões competitivas externas, introduzindo diversas medidas protecionistas que estão fadadas ao fracasso ou vão, justamente, comprometer a competitividade futura de diversos setores da economia brasileira.

O Brasil possui dois enormes problemas estruturais, para poder empreender um processo de crescimento sustentado de sua economia: ganhos de produtividade, por um lado, o que é dificultado pela ausência de investimentos em infraestrutura, um ambiente regulatório hostil aos negócios privados, e uma oferta insuficiente, e notoriamente deficiente, de capital humano, fruto de décadas de negligência com o sistema educacional, em todos os níveis, mas especialmente no básico e no técnico-profissional; alavancas de competitividade, por outro lado, o que seria dado por uma tributação menos extorsiva e altamente burocratizada, pela existência de enormes barreiras à entrada de novos competidores, pelo protecionismo renitente e diversos outros fatores macro e microeconômicos que dificultam a vida das empresas.

Ou seja, não existe um modelo de desenvolvimento que se empenhe na resolução desses problemas estruturais e o governo parece ter abandonado completamente a ideia de reformas ambiciosas (nos planos da educação, do emprego, da estrutura fiscal, da privatização e do próprio Estado), em troca de pequenas medidas setoriais e improvisadas, que tornam o ambiente de negócios ainda mais imprevisível e sujeito aos humores dos governantes. As medidas nunca são universais ou horizontais, apenas setoriais, limitadas, temporárias, sem qualquer visão de longo prazo.

Um modelo de desenvolvimento credível deveria partir de pelo menos cinco premissas indispensáveis: 1) um ambiente macroeconômico estável e favorável aos negócios (com contas públicas ajustadas, juros baixos, inflação moderada, câmbio de mercado, confiança na estabilidade das regras, maior poupança e investimento); 2) uma microeconomia competitiva, aberta aos negócios, sem todos esses carteis que se traduzem em altos preços para empresas e consumidores; 3) governança de qualidade, com justiça célere, legislação moderna, com menor arbítrio do Estado na seleção de setores favorecido; 4) alta qualidade dos recursos humanos, não o atual sistema que envergonha o Brasil nos exames mundiais de avaliação do desempenho dos estudantes; 5) abertura ao comércio internacional e aos investimentos diretos estrangeiros, não as reações protecionistas e a paranoia do domínio estrangeiro que prevalece ainda nos espíritos e nas decisões dos governantes.

3) Na última década, o Brasil cresceu com um padrão de crescimento inclusivo que foi muito importante para o desenvolvimento de um robusto mercado consumidor. No entanto, precisaremos fazer escolhas para continuarmos com esse padrão. Na sua visão qual será o principal desafio?

PRA: Esse padrão de crescimento inclusivo foi obtido, na verdade, à custa do aumento constante da carga tributária, por um lado, e favorecido pela bonança do crescimento da economia mundial no período 2002-2008 e, durante todo esses anos e até hoje, pela excepcional demanda da China e de alguns outros emergentes pelos nossos produtos de exportação (na verdade, sobretudo primários, que alcançaram picos de valorização jamais vistos nas últimas décadas dos mercados mundiais). Em outros termos, o Brasil distribuiu, por um lado, o estoque de riqueza acumulado em outros setores da sociedade – com cargas fiscais proporcionalmente mais altas sobre a classe média e os empresários – e os ganhos advindos de uma demanda externa sobre os quais o governo e o Brasil não foram em nada responsáveis. Numa segunda fase, ocorreu também um extraordinário impulso dado pelo governo – e estímulos concomitantes dados ao setor financeiro privado – ao crédito ao consumidor, uma alavanca que é notoriamente insuficiente na ausência de impulsos correspondentes do lado da oferta, ou seja, do investimento produtivo. Com uma proporção de consumo-poupança claramente negativa – na faixa de 83-17% –, o Brasil carece de maiores estímulos à poupança e ao investimento privados, que só podem vir se o governo, o Estado, deixar de ser um despoupador líquido, que absorve quase dois quintos da riqueza produzida pela sociedade, para investir uma fração mínima dessa carga fiscal claramente extorsiva.

A primeira tarefa da classe empresarial seria a de conter a voracidade tributária do Estado, seu caráter nitidamente predatório sobre a riqueza social, e contribuir para a discussão de um novo pacto social que não seja demagogicamente distributivista, como ocorre hoje, mas que seja orientado para o investimento – basicamente privado – e para a criação de empregos, não para a montagem de programas assistencialistas, que até podem custar pouco no plano das despesas, mas que representam enorme impacto no mercado de trabalho e no plano da psicologia social. O Brasil está criando um Estado assistencialista claramente negativo do ponto de vista de suas perspectivas futuras de crescimento sustentável e de desenvolvimento social, pois esse Estado passará a absorver frações crescentes da riqueza social, tornando a atividade empresarial ainda mais difícil do que já é atualmente nas condições de tributação extorsiva e de um governo que faz caridade com o chapéu alheio, ou seja, o do setor privado.

4) Com a reeleição de Obama seria viável ao Brasil assinar um contrato de livre comércio com os EUA?

PRA: Isso não depende de Obama, ainda que ele possa propor algo do gênero ao governo brasileiro; a competência constitucional para negociar acordos comerciais, no sistema americano, pertence ao Congresso, que delega poderes para tal ao Executivo, mas sob condições estritas de reciprocidade e de ganhos reais de acesso a mercados. Nas condições atuais – que não tem exatamente a ver com a crise econômica, mas sim com atitudes políticas e postura de abertura – eu não vejo nenhuma disposição real, de uma parte ou de outra, para o início de tal tipo de negociações, notoriamente delicadas e difíceis em se tratando de dois grandes países cujas economias são bem mais baseadas nos respectivos mercados internos do que no comércio exterior. Mais recentemente, o que se tem observado, sobretudo no Brasil, são posturas bem mais protecionistas do que de abertura comercial, o que torna qualquer exercício nessa área altamente aleatório.

Não se deve esquecer, tampouco, que foi exatamente a atual maioria governante no Brasil, o governo do PT, que se esforçou para implodir a Alca, o projeto americano de uma área hemisférica de livre comércio, sob a alegação ridícula de que se tratava bem mais de um projeto de “anexação” (dixit Lula) do que de integração comercial. Como consequência dessa sabotagem deliberada, os EUA assinaram diversos acordos bilaterais de livre comércio com parceiros deste hemisfério (Chile, Colômbia, Peru, toda a América central e todo o Caribe) e com diversos outros países em outros continentes, ficando de fora, justamente, os membros do Mercosul e os ditos “bolivarianos”. Ou seja, não foram os EUA que não quiseram fazer livre comércio, foi o Brasil que se recusou a sequer considerar a hipótese. Não creio que a disposição tenha mudado significativamente nos últimos tempos.

Em resumo, enquanto os países da vasta bacia do Pacífico asiático (incluindo aqui alguns parceiros latino-americanos dessa costa) se dispõem a constituir uma ampla rede de integração produtiva, de livre fluxo de comércio, investimentos, tecnologia nessa grande região – que deve desbancar a preeminência que teve o Atlântico norte nos últimos cinco séculos – vários latino-americanos, entre eles o Brasil e a Argentina, se retraem em comportamentos protecionistas incompatíveis com o processo de globalização e com os requerimentos de uma economia moderna.

5) Está em processo de construção um gigantesco bloco comercial na Ásia. O Brasil e o Mercosul poderiam se encaixar nesse bloco?

PRA: Dificilmente, a julgar pelo que se assiste como posturas comerciais e de políticas industriais não só do Mercosul, mas do Brasil e sobretudo da Argentina. A medidas adotadas recentemente vão exatamente na direção contrária do que seria indicado e até mesmo necessário para a plena inserção do Brasil nos fluxos dinâmicos da economia mundial, isoladamente ou no contexto do Mercosul. Alguns países latino-americanos, a exemplo do Chile, do Peru, da Colômbia ou do México, já se preparam para participar dessa nova onda, ao firmar uma “Aliança do Pacífico” que tem como objetivos, justamente, não apenas liberalizar o comércio reciprocamente, mas também negociar conjuntamente sua inclusão nessa vasta rede de negócios, de geometria variável, que mobiliza quase todos os parceiros da bacia do Pacífico, e mesmo da Oceania e do Índico. Existem diferentes esquemas de negociações de zonas de comércio preferencial, de acordos de livre comércio, de simples esquemas de facilitação de negócios ou até de constituição de joint-ventures setoriais, destinados a explorar as sinergias que poderão unir economias tão grandes quanto a dos EUA, do China, do Japão e da Índia, outras médias, como Indonésia e Austrália, com outras menores, como os sócios da Asean, a Coreia do Sul, Taiwan, Cingapura, Hong Kong, e outras ainda.

Pelas medidas adotadas no período recente, bem como pela disposição “mental” dos atuais dirigentes brasileiros, vejo como praticamente inviável qualquer ideia ou projeto de associação mais estreita do Brasil e do Mercosul a esse mundo dinâmico em construção. O insulamento industrial, o protecionismo comercial, o dirigismo e o extremo intervencionismo estatal, tal como vemos praticados atualmente no Brasil e na Argentina, são totalmente contrários aos requerimentos de um esforço desse tipo, como o que se vê na região da Ásia Pacífico.

6) Durante a década de 1970, testemunhamos um dirigismo estatal na economia e a década seguinte foi considera a "década perdida". Comparativamente, como o senhor avalia aquele período e o atual?

PRA: Se formos examinar as políticas adotadas antes e agora, bem como os discursos efetuados pelos dirigentes, em cada época, é forçoso constatar uma grande identidade de visão e de propósitos, entre os militares intervencionistas e estatizantes daquela época, ou seja, dos anos 1970, e os atuais dirigentes identificados, basicamente, com as mesmas doutrinas econômicas e as mesmas disposições de governança a partir do Estado, para o Estado, com o Estado. Talvez devamos apenas torcer para que o desregramento fiscal, os controles de capitais, as manipulações cambiais, não nos precipitem no mesmo ambiente inflacionário e de crise fiscal como assistimos na década seguinte, os anos 1980, quando o Brasil retrocedeu absoluta e relativamente.

A sociedade não parece mais aceitar descontroles inflacionários, mas ela vem aceitando, talvez de forma inconsciente, um novo crescimento do ativismo estatal, a mesma tutela sobre os negócios privados, a mesma tolerância com o crescimento desmesurado da máquina pública – com o agravante do aparelhamento do Estado por um partido de claras tendências autoritárias – e um fechamento do país à competição internacional. Tais tendências são claramente preocupantes, e deveriam ser objeto de clara rejeição dos empresários e de seus representantes políticos (na verdade, em grande medida, também comprometidos com esse agigantamento do ogro famélico em que se converteu atualmente o Estado brasileiro). Se a classe empresarial não tomar consciência dessas tendências negativas da atual conjuntura econômica e política brasileira, o país pode estar sendo condenado, não, talvez, a novos desastres como os do passado, mas a uma trajetória de crescimento medíocre, claramente insuficiente para nos elevar a novos padrões de prosperidade coletiva e de bem-estar social.

O que, na verdade, eu preconizo é uma fronda empresarial, que nos retire da atual situação de morosidade no crescimento e de mediocridade na governança, para um regime aberto, competitivo, comprometido com reformas e liberdade dos mercados. O Estado brasileiro, que no passado já foi um indutor do desenvolvimento, tornou-se hoje, claramente, um obstrutor do processo de crescimento sustentado. Os empresários precisariam dar um basta na atual situação e construir uma plataforma de reformas estruturais, de abertura econômica e de liberalização comercial, como condição para a retomada de nossa trajetória histórica de crescimento e de desenvolvimento.

 

Brasília, 5 de dezembro de 2012

 

 Divulgado no blog Diplomatizzando (3/11/2026; link:  https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/11/politica-economica-e-politica-externa.html). 

 

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