terça-feira, 14 de julho de 2026

Tese de Caio Prado Junior para concurso na USP é lançada em livro Roberto C. G. Castro (Jornal da USP)

Tese de Caio Prado Junior para concurso na USP é lançada em livro 

 Diretrizes para Uma Política Econômica Brasileira (1956)

Roberto C. G. Castro 

Jornal da USP, 15/07/2026

https://jornal.usp.br/cultura/tese-de-caio-prado-junior-para-concurso-na-usp-e-lancada-em-livro/ 

Em 1956, o historiador Caio Prado Júnior (1907-1990) – então já respeitado como um importante intelectual comunista – concorreu ao cargo de professor da cadeira de Economia Política da Faculdade de Direito da USP. Para isso, ele apresentou a tese Diretrizes para Uma Política Econômica Brasileira. O historiador não obteve o primeiro lugar no concurso, que coube ao jurista José Pinto Antunes, embora tenha sido aprovado e recebido o título de professor livre-docente – cassado pela ditadura militar em 1968. Já sua tese foi praticamente esquecida. Publicada na época pela gráfica Urupês, em tiragem reduzida, ela não voltou a ser impressa – nem mesmo pela célebre Editora Brasiliense, fundada por Caio Prado Júnior e outros intelectuais mais de dez anos antes. Agora, 70 anos depois, a tese de Caio Prado Júnior foi finalmente lançada pela Boitempo Editorial.

Em sua tese agora disponível em livro, Caio Prado Júnior aborda temas presentes em suas obras clássicas que então já estavam publicadas, como Evolução Política do Brasil (1933), Formação do Brasil Contemporâneo (1942) e História Econômica do Brasil (1945).

Um desses temas é a questão do mercado interno e externo. Para Caio Prado Júnior, a reestruturação econômica do Brasil – que, segundo o historiador, vivia ainda sob um sistema colonial, assentado na produção primária e na exportação – deveria se dar com o deslocamento da base econômica do mercado externo para o interno. Para isso, era preciso dotar o Estado da capacidade de fortalecer o capital privado, a fim de dar condições adequadas para que as “forças produtivas” do País possam realizar as necessárias mudanças na economia. Essas “forças produtivas” são a burguesia industrial e comercial –”livre de compromissos para com o imperialismo e o capital financeiro internacional” –, o proletariado e o campesinato. “Trata-se de cuidar com a maior atenção do movimento de nossas transações externas, tirando delas o máximo e necessário proveito para que elas representem cada vez com menos destaque o papel de fulcro da economia brasileira que atualmente constituem”, escreve Caio Prado Júnior.

O livro que traz a tese de Caio Prado Júnior escrita nos anos 1950 - Foto: Reprodução/Boitempo Editorial
O livro que traz a tese de Caio Prado Júnior escrita nos anos 1950 - Foto: Reprodução/Boitempo Editorial
A Faculdade de Direito da USP - Foto: Wikimedia Commons/Domínio Público

Fiel à sua formação marxista, o historiador percebia que era preciso, antes, considerar os fatos econômicos para, depois, sugerir a política econômica mais adequada. Essa é a razão por que ele recusava a visão idealista e utópica de propostas econômicas revolucionárias e defendia uma ação reformista, ainda no espaço de uma economia de base colonial e dependente do sistema internacional do capitalismo. “Uma política social, e a política econômica em particular, não se pode propor fora e acima dos fatos históricos”, escreve Caio Prado Júnior, justificando a adoção, em suas análises, da dialética marxista – o método de interpretação desenvolvido pelo pensador alemão Karl Marx (1818-1883) que prioriza a realidade, em detrimento das ideias.

reforma agrária é outro tema discutido por Caio Prado Júnior em Diretrizes para Uma Política Econômica Brasileira. Para ele, o baixo índice econômico e de consumo da população rural e as limitações do mercado brasileiro em geral se devem, em boa parte, à estrutura do campo no Brasil e à grande concentração de terras em torno de poucos proprietários. “A grande propriedade agrária, em regra geral, dificilmente se afasta dos limites da monocultura extensiva, e em particular da monocultura destinada à exportação”, nota o historiador. “A facilitação do acesso da massa da população rural brasileira à propriedade fundiária é uma das premissas essenciais, se não a essencial, da transformação econômica do campo brasileiro, tanto no que diz respeito à intensificação e diversificação das atividades produtivas como à correlata extensão do consumo, o que significa extensão do mercado para as indústrias”, acrescenta, lembrando que a reforma no campo deve ser acompanhada de um programa de aparelhamento técnico adequado para a agropecuária.

Alicerce para uma nação mais justa

O livro publicado pela Boitempo Editorial traz uma nota do professor Luiz Bernardo Pericás, do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Nela, Pericás lembra que Caio Prado Júnior só se inscreveu no concurso para professor da Faculdade de Direito por insistência de seus camaradas do Partido Comunista Brasileiro (PCB), que, com a candidatura do historiador, buscavam confrontar o conservadorismo da Congregação da faculdade. Para esta, era inconcebível um comunista como docente de Economia Política, segundo Pericás. Cinco dos 14 integrantes do Congregação chegaram a se opor à inscrição de Caio Prado Júnior no concurso. “A tese deve ter assustado os juízes da banca examinadora, com suas proposições arrojadas com fundamento na dialética”, escreve o professor da FFLCH. “Para Caio Prado Júnior, o magistério não significava o emprego, o meio de vida – não precisava dessa fonte –, mas a oportunidade de divulgar suas ideias.”

Como introdução, Diretrizes para Uma Política Econômica Brasileira publica ainda um texto dos professores Alexandre de Freitas Barbosa, do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP, e Gilberto Bercovici, da Faculdade de Direito da USP. Nele, Barbosa e Bercovici dão informações sobre a cadeira de Economia Política da Faculdade de Direito da USP – inaugurada em 1829 pelo catedrático Carlos Carneiro de Campos (1805-1878) –, o concurso do qual Caio Prado Júnior participou, em 1956, e a tese apresentada pelo historiador. “Apesar de ter o título de professor livre-docente, Caio Prado Júnior nunca foi chamado para lecionar na Faculdade de Direito do Largo São Francisco”, escrevem os professores. “Como costuma acontecer na história, a ‘revolução brasileira’ seguiria caminhos tortuosos. Setenta anos depois do concurso, sua obra é ensinada e praticada na Faculdade de Direito e em outros departamentos e institutos da Universidade de São Paulo, ocupando papel de destaque nas universidades públicas brasileiras e servindo de referência para movimentos sociais e partidos de esquerda do País. Seu pensamento serve de alicerce para a construção de uma nação mais justa e soberana.”

Diretrizes para Uma Política Econômica Brasileira, de Caio Prado Júnior, Editora Boitempo, 208 páginas, R$ 62,10.

*Estagiária sob orientação de Simone Gomes

 

 

Geopolítica da infraestrutura digital - Rubens Barbosa (OESP)

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Opinião: Geopolítica da infraestrutura digital

O Brasil precisa dar prioridade à tecnologia para estar na mesa de governança global com voz e com capacidade de influência real

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Por Rubens Barbosa

O Estado de S. Paulo, 14/07/2026


A disputa por poder, zonas de influência e soberania, em termos de geopolítica clássica, significa controle de territórios, rotas marítimas, reservas de petróleo, arsenais militares e acordos de defesa. No mundo atual, o poder passou a ser exercido também por meio de satélites, algoritmos, cabos submarinos, chips de silício e, cada vez mais, por data centers. A infraestrutura digital tornou-se uma das principais arenas de competição geopolítica global.

Quem controla a conectividade global controla o fluxo de dados e o acesso à informação. Quem controla informação condiciona decisões – econômicas, políticas, militares e sociais. Não é por acaso que os Estados Unidos e a China travam hoje uma batalha sem regras pelo domínio dos semicondutores, da inteligência artificial (IA) e da infraestrutura de nuvem. Os americanos restringiram exportações de chips avançados para a China. Os chineses responderam com restrições a minerais críticos indispensáveis para a fabricação desses mesmos chips.

E não é por acaso que países em desenvolvimento em todo o mundo estão sendo pressionados por Washington e por Pequim para escolher de qual infraestrutura digital vão depender – qual sistema de pagamentos vão adotar, qual rede 5G vão instalar e qual plataforma de nuvem vai armazenar os dados do seu governo.

É importante entender o que está em jogo. O mundo digital, que nasceu com a promessa de ser universal, aberto e neutro, está se partindo em blocos com regras, protocolos e infraestruturas distintas. Há uma internet americana, baseada em plataformas privadas e na doutrina da livre circulação de dados. Há uma internet chinesa, com controle estatal, firewall e padrões próprios de governança. E há uma série crescente de países que tentam, com graus variados de sucesso, construir um terceiro caminho – europeu, indiano ou simplesmente nacional.

O Brasil, com o Marco Civil da Internet, tem defendido uma internet aberta, multilateral e baseada em princípios acordados internacionalmente. Mas defender uma internet aberta no plano dos princípios requer, no plano concreto, que tenhamos infraestrutura própria, capacidade de processamento local e independência tecnológica suficiente para que nossa posição seja genuína – e não apenas uma dependência, disfarçada de escolha soberana.

Outro fator crítico é a conectividade. Satélites em órbita baixa tornam-se ativos geopolíticos estratégicos. No Brasil, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação Estratégica, com vida útil prevista até 2032, desempenha essa função em grande parte do território nacional e no armazenamento de dados do governo. Os cabos submarinos de fibra ótica que conectam os continentes são hoje tão estratégicos quanto as rotas marítimas eram no século 19. Há hoje uma disputa crescente, com implicações diretas de segurança nacional, sobre quem financia esses cabos, quem os opera, quem tem acesso às informações que por eles trafegam e quem pode, em situações de crise, interrompê-los ou monitorá-los.

Está havendo uma corrida pela IA, que está redefinindo completamente a demanda por infraestrutura digital (data centers e satélites). Os países que não tiverem infraestrutura de processamento em seu próprio território vão, na prática, desenvolver sua inteligência artificial em servidores localizados em outros países, sob jurisdições estrangeiras, sujeitos a leis e a pressões que não definiram e sobre as quais têm pouco ou nenhum controle. Mais do que uma questão tecnológica, trata-se de uma questão de controle de dados, de privacidade e de autonomia, de decisão política e econômica. Na geopolítica digital, a distância geográfica perde importância, pois os ataques podem ser marcados de qualquer lugar, daí a relevância da segurança cibernética.

O papel do Estado contemporâneo está sendo redesenhado. Fala-se muito do Estado socioambiental, mas pouco sobre o Estado tecnológico. Para o Brasil, é urgente a definição de uma política para a infraestrutura digital, com um marco regulatório que dê previsibilidade real aos investidores – não apenas para os grandes operadores internacionais, mas para os operadores brasileiros de médio porte que precisam competir em igualdade de condições e que são os que mais sofrem com a insegurança jurídica e a instabilidade regulatória.

É necessária uma política de formação de mão de obra especializada. É essencial uma estratégia de investimentos em áreas de interesse para a infraestrutura digital, como a exploração de minérios críticos.

A infraestrutura digital não é neutra. Os sistemas de inteligência artificial que processam dados dos brasileiros refletem os valores e os interesses de quem os treinou e de quem controla os servidores onde rodam. A governança dos dados – quem pode acessá-los e sob quais condições –, em especial os relacionados com informações de Estado, como é o caso do Brasil, visa à defesa da soberania e não representa um desafio técnico secundário.

O Brasil precisa dar prioridade à tecnologia para estar na mesa de governança global com voz e com capacidade de influência real. E só terá essa voz se tiver infraestrutura própria, regulação sólida e uma política digital coerente com seus interesses nacionais.

 

Rubens Barbosa, presidente do Grupo Interesse Nacional e Membro da Academia Paulista de Letras.

 

https://www.estadao.com.br/opiniao/rubens-barbosa/geopolitica-da-infraestrutura-digital/

 

Por que a democracia americana importa ao mundo? Gunthet Rudzit (Interesse Nacional)

 

Por que a democracia americana importa ao mundo – A construção institucional dos Estados Unidos e sua contribuição para a Ordem Internacional



Gunther Rudzit

Portal Interesse Macional, 13 julho 2026

As crises políticas dos Estados Unidos costumam ser vistas como um tema essencialmente doméstico. O restante do mundo tende a acompanhá-las sobretudo por seus possíveis impactos econômicos ou diplomáticos. Raramente, porém, se faz uma pergunta mais profunda: por que a evolução das instituições políticas americanas deveria interessar à comunidade internacional? A resposta está na relação […]

As crises políticas dos Estados Unidos costumam ser vistas como um tema essencialmente doméstico. O restante do mundo tende a acompanhá-las sobretudo por seus possíveis impactos econômicos ou diplomáticos. Raramente, porém, se faz uma pergunta mais profunda: por que a evolução das instituições políticas americanas deveria interessar à comunidade internacional?

A resposta está na relação entre política doméstica e Ordem Internacional. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, a liderança dos Estados Unidos não se apoiou apenas em sua superioridade econômica, militar, tecnológica ou científica. Ela também dependeu da credibilidade de suas instituições. 

A confiança de aliados e parceiros nunca decorreu exclusivamente do poder americano, mas da percepção de que esse poder era exercido dentro de regras relativamente previsíveis e por instituições suficientemente estáveis para limitar a ação de seus próprios governantes.

Essa dimensão institucional costuma receber menos atenção do que merece. Quando se discute a Ordem Internacional construída após 1945, o foco normalmente recai sobre a criação das Nações Unidas, do sistema de Bretton Woods, da OTAN ou, posteriormente, da Organização Mundial do Comércio (OMC). Todas essas instituições foram fundamentais. Mas elas não surgiram no vazio. Em larga medida, refletiam uma experiência institucional que os próprios Estados Unidos haviam desenvolvido ao longo de sua história.

‘Compreender a evolução da democracia americana significa entender como a construção gradual de suas instituições contribuiu para moldar a própria Ordem Internacional’

Por isso, compreender a evolução da democracia americana não significa apenas revisitar a história constitucional de um país. Significa entender como a construção gradual de suas instituições contribuiu para moldar a principal potência do século XX e, por consequência, a própria Ordem Internacional contemporânea.

As instituições americanas permitiram que uma sociedade profundamente dividida construísse, ao longo do tempo, uma compreensão relativamente estável de seu interesse nacional. Foi essa estabilidade — mais do que o poder econômico e militar isoladamente — que deu credibilidade à liderança internacional dos Estados Unidos.

Antes da França, Filadélfia

Quando se fala na origem da democracia representativa moderna, a maioria dos brasileiros pensa imediatamente na Revolução Francesa de 1789. Essa associação é compreensível. A França era uma das grandes potências europeias, e as guerras revolucionárias e, depois, Napoleão, projetaram seus princípios políticos por todo o continente. Os Estados Unidos, ao contrário, eram ainda uma jovem república, distante dos grandes centros de poder e com reduzida influência internacional.

A arquitetura institucional que serviria de referência para grande parte das democracias contemporâneas, porém, começou a ser construída antes. A independência americana foi declarada em 1776, mas somente reconhecida pelo Reino Unido em 1783, ao término da Guerra de Independência. A vitória militar, entretanto, não resolveu imediatamente o problema político. Os novos estados precisavam decidir que tipo de país pretendiam construir.

‘O resultado foi a Constituição que permanece em vigor até hoje, tornando-se a mais antiga constituição escrita ainda vigente’

Após um período inicial marcado pelos Artigos da Confederação, considerados insuficientes para garantir a estabilidade da nova república, representantes dos estados reuniram-se na Convenção da Filadélfia, em 1787. O resultado foi a Constituição que permanece em vigor até hoje, tornando-se a mais antiga constituição escrita ainda vigente.

Foi naquele momento que surgiu um dos debates mais influentes da história constitucional moderna — ainda hoje amplamente estudado por cientistas políticos e constitucionalistas em todo o mundo. 

A questão central era simples, mas decisiva: quanto poder deveria ter o novo governo federal? Dessa discussão nasceu um modelo institucional que buscava equilibrar autoridade e liberdade, preservando um governo nacional suficientemente forte para manter a União, mas limitado por mecanismos destinados a impedir a concentração excessiva de poder. A partir daí, a grande questão deixou de ser a criação do novo Estado e passou a ser a definição dos limites de seu poder.

Quanto poder deveria ter o novo governo?

Na Convenção da Filadélfia, o principal debate não era sobre a forma de governo, mas sobre a distribuição do poder. De um lado, os federalistas, como Alexander Hamilton e James Madison, defendiam um governo nacional suficientemente forte para preservar a União e garantir a estabilidade da nova República. Do outro, os antifederalistas, representados por figuras como Patrick Henry e George Mason, temiam que um governo central excessivamente poderoso reproduzisse as mesmas formas de opressão contra as quais haviam lutado durante a independência.

Toda a discussão convergia para uma pergunta fundamental: quanto poder deveria ter o governo federal?

‘Os Pais Fundadores construíram um compromisso institucional que buscava equilibrar autoridade e liberdade’

A solução encontrada não representou a vitória plena de nenhum dos dois grupos. Os Pais Fundadores construíram um compromisso institucional que buscava equilibrar autoridade e liberdade. O governo federal recebeu poderes suficientes para preservar a União, conduzir a política externa, garantir a defesa nacional e regular questões de interesse comum.

Ao mesmo tempo, esses poderes foram limitados por um amplo sistema de freios e contrapesos (checks and balances). O equilíbrio não existia apenas entre os três Poderes, mas também no interior do próprio Legislativo, organizado em duas Casas com lógicas distintas de representação: uma representando diretamente a população e outra assegurando a igualdade política entre os estados, independentemente de seu tamanho. Somava-se a isso o federalismo, que preservava ampla autonomia para os governos estaduais.

Essa foi, provavelmente, a maior contribuição dos Pais Fundadores para a democracia moderna. Eles não criaram instituições destinadas a eliminar os conflitos políticos, mas instituições capazes de administrá-los e transformá-los em compromissos duradouros dentro da própria ordem constitucional. Ao longo dos mais de dois séculos seguintes, essa arquitetura institucional seria repetidamente colocada à prova pelas profundas transformações da sociedade americana.

Uma democracia em permanente construção

O compromisso institucional construído em 1787 não encerrou a formação da democracia americana. Ao contrário, deixou em aberto questões que continuariam a redefinir os Estados Unidos ao longo dos quase 250 anos seguintes. A própria Constituição convivia com a escravidão, restringia o direito ao voto e excluía da vida política mulheres, indígenas e amplos setores da população. A democracia americana nasceu como um projeto institucional; sua consolidação seria resultado de sucessivas transformações históricas.

‘A história dos Estados Unidos pode ser lida como a história da capacidade de suas instituições de adaptar-se às transformações da sociedade americana sem romper a continuidade constitucional’

A história dos Estados Unidos pode ser lida, em grande medida, como a história da capacidade de suas instituições de adaptar-se às profundas transformações da sociedade americana sem romper a continuidade constitucional estabelecida em 1787. Cada um dos grandes momentos da história americana pode ser entendido como um novo teste dessa capacidade institucional.

A primeira grande prova veio com a Guerra Civil. Mais do que preservar a União ou abolir a escravidão, o conflito definiu o tipo de sociedade que os Estados Unidos pretendiam construir. Consolidou uma economia nacional baseada no trabalho livre, fortaleceu a capacidade de coordenação do governo federal sem descaracterizar o federalismo americano e tornou irreversível a unidade política do país.

A Grande Depressão produziu outro momento decisivo. O New Deal, implementado por Franklin D. Roosevelt, redefiniu radicalmente a relação entre governo, sociedade e economia. Sem alterar a Constituição, ampliou a atuação do Estado, fortaleceu sua capacidade de regular mercados e consolidou a percepção de que o governo federal possuía responsabilidade direta pela estabilidade econômica e pelo bem-estar social.

Poucos anos depois, a Segunda Guerra Mundial projetou os Estados Unidos à condição de principal potência do mundo ocidental e abriu caminho para a política de contenção formulada pelo governo Truman. Pela primeira vez, a estabilidade das instituições americanas passou a constituir também um ativo estratégico para a liderança internacional do país.

‘O movimento pelos direitos civis ampliou novamente o alcance da democracia americana’

O movimento pelos direitos civis ampliou novamente o alcance da democracia americana. A Constituição permaneceu a mesma; foi o significado da expressão “Nós, o povo” que continuou a se expandir, aproximando a realidade institucional dos princípios proclamados na independência.

Nas décadas seguintes, novas transformações recolocariam antigas questões sob perspectivas diferentes. A eleição de Ronald Reagan simbolizou uma mudança na percepção sobre o papel do Estado na economia. Os atentados de 11 de setembro reacenderam o debate sobre o equilíbrio entre liberdade e segurança, ampliando os poderes de vigilância do governo por meio do Patriot Act. Já a crise financeira de 2008 demonstrou que, mesmo após décadas de valorização do mercado, continuava recaindo sobre o Estado a responsabilidade de preservar a estabilidade econômica em momentos de crise.

Cada um desses episódios representou uma resposta diferente à mesma pergunta: como adaptar as instituições às transformações da sociedade sem romper a ordem constitucional. Talvez essa seja a principal singularidade da experiência americana. Ao longo de quase dois séculos e meio, sua democracia transformou-se profundamente sem abandonar a Constituição de 1787. Foi essa capacidade de adaptação que, mais tarde, se transformaria em um dos maiores ativos internacionais dos Estados Unidos.

Uma democracia que se tornou um ativo estratégico

A capacidade de adaptação demonstrada pelas instituições americanas ao longo de sua história produziu efeitos que ultrapassaram suas fronteiras. Ao final da Segunda Guerra Mundial, essas instituições já haviam demonstrado uma capacidade incomum de adaptação e estabilidade.

Naquele momento, os Estados Unidos reuniam condições materiais para exercer a liderança do mundo ocidental. Sua economia era a maior do planeta, seu poder militar havia sido decisivo para a vitória aliada e sua capacidade científica e tecnológica não encontrava paralelo entre as democracias. Esses fatores ajudam a explicar por que Washington assumiu a liderança da reconstrução internacional. Não explicam, porém, por que tantos países aceitaram essa liderança durante as décadas seguintes.

‘Ao longo de mais de dois séculos, as instituições demonstraram uma capacidade pouco comum de transformar conflitos políticos em compromissos institucionais duradouros’

A resposta também se encontra na evolução de suas instituições. Ao longo de mais de dois séculos, elas demonstraram uma capacidade pouco comum de transformar conflitos políticos em compromissos institucionais duradouros. Foi essa característica que permitiu aos Estados Unidos construir uma compreensão relativamente estável de seu interesse nacional, apesar das alternâncias de governo e das profundas transformações econômicas, sociais e internacionais.

Essa continuidade estratégica teve profundas consequências para a política internacional. Aliados e parceiros passaram a confiar menos nas decisões de um governo específico do que na capacidade das instituições americanas de sustentar compromissos internacionais ao longo do tempo. A criação das Nações Unidas, do sistema de Bretton Woods, da Otan, do Gatt e, posteriormente, da Organização Mundial do Comércio (OMC) refletia a liderança dos Estados Unidos, mas também a expectativa de que essa liderança seria exercida por um país capaz de manter compromissos internacionais de longo prazo.

Isso não significa que a política externa americana tenha sido isenta de contradições. Intervenções militares, decisões unilaterais e mudanças de orientação ocorreram ao longo da Guerra Fria e também depois dela. Ainda assim, predominava entre aliados e adversários a percepção de que existia uma continuidade estratégica capaz de sobreviver às disputas partidárias e às sucessivas mudanças de governo.

‘Foi essa capacidade institucional de produzir continuidade estratégica que conferiu aos Estados Unidos um ativo raramente disponível às grandes potências: credibilidade’

Foi essa capacidade institucional de produzir continuidade estratégica que conferiu aos Estados Unidos um ativo raramente disponível às grandes potências: credibilidade. A previsibilidade de sua atuação internacional era consequência dessa continuidade institucional, e não sua causa. Durante décadas, essa combinação entre poder material e instituições capazes de sustentar políticas de Estado relativamente estáveis tornou-se um dos pilares da Ordem Internacional construída após 1945. Essa relação entre estabilidade institucional e liderança internacional ajuda a compreender os desafios enfrentados pelos Estados Unidos na atualidade.

Quando as instituições deixam de produzir consenso

Durante grande parte de sua história, as instituições americanas conseguiram transformar conflitos políticos em compromissos duradouros. Essa estabilidade nunca significou ausência de divergências. Ao contrário, democratas e republicanos frequentemente discordaram sobre prioridades, instrumentos e estratégias. Ainda assim, existia uma compreensão relativamente estável do interesse nacional que conferia continuidade à atuação internacional dos Estados Unidos.

‘A crescente polarização política tornou mais difícil a construção de compromissos sobre questões fundamentais da vida americana’

Nos últimos anos, entretanto, essa capacidade passou a revelar sinais de desgaste. A crescente polarização política tornou mais difícil a construção de compromissos sobre questões fundamentais da vida americana, inclusive sobre o papel dos Estados Unidos no mundo. Mudanças de governo passaram a produzir alterações mais profundas na política externa, reduzindo a continuidade estratégica que caracterizou boa parte do período do pós-guerra.

Nesse contexto, a atual presidência de Donald Trump representa menos uma ruptura isolada do que a manifestação mais visível de um desgaste institucional mais amplo. Os debates recentes sobre imigração, tarifas comerciais, extensão dos poderes presidenciais e decisões da Suprema Corte revelam que antigas perguntas voltaram ao centro da política americana: quanto poder deve ter o governo federal? Quais são os limites da autoridade presidencial? E como construir compromissos duradouros sobre o interesse nacional em uma sociedade cada vez mais polarizada?

Essas questões dizem respeito, antes de tudo, aos próprios americanos. Seus efeitos, porém, ultrapassam as fronteiras dos Estados Unidos. Se a estabilidade da Ordem Internacional dependeu, durante décadas, da capacidade das instituições americanas de produzir continuidade estratégica, qualquer enfraquecimento dessa capacidade tende a reduzir a previsibilidade da atuação internacional dos Estados Unidos e, consequentemente, aumentar a incerteza do próprio Sistema Internacional.

Talvez esse seja um dos principais desafios do século XXI. O verdadeiro teste das instituições americanas não está apenas em conter excessos ocasionais de um presidente ou de outro, mas em verificar se continuarão capazes de desempenhar a função que exercem desde 1787: transformar conflitos políticos em compromissos institucionais duradouros. Ao longo de quase 250 anos, foi essa capacidade que permitiu aos Estados Unidos construir uma compreensão relativamente estável de seu interesse nacional e, a partir dela, conferir credibilidade internacional ao exercício de seu poder. A questão que permanece em aberto não é apenas se essa capacidade continuará existindo, mas quais serão as consequências para a Ordem Internacional caso ela deixe de cumprir essa função. Talvez seja essa a principal razão pela qual a evolução da democracia americana continua interessando ao mundo.

Gunther Rudzit é professor de relações internacionais da ESPM e professor convidado da Universidade da Força Aérea (UNIFA).

Artigos e comentários de autores convidados não refletem, necessariamente, a opinião da revista Interesse Nacional


Seleção de alguns textos publicados entre 1973 e 2003 por Paulo Roberto de Almeida

  

Seleção de alguns textos publicados entre 1973 e 2003 por Paulo Roberto de Almeida 

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.

Listagem sintética de alguns textos publicados, com a intenção de preparar uma possível coletânea desses textos, organizados tematicamente. 

Em 25 de junho de 2026, aproveitando as comemorações dos primeiros 20 anos do blog Diplomatizzando, eu preparei uma seleção dos textos publicados que eu considerei mais representativos de meu pensamento, mas que tive de concluir o exercício nos primeiros dez anos do blog, de 2006 a 2016, pelo volume já acumulado (mais de 220 páginas). A ficha dessa listagem é a seguinte (já com os devidos links):

5370. “Os primeiros dez anos do blog Diplomatizzando: seleção dos melhores textos”, Brasília, 25 junho 2026, 4 p. (+ anexos), 224 p. Assemblagem das três seleções parciais feitas ao longo dos primeiros dez anos de postagens ininterruptas, seguidas por todos os comentários efetuados pelo Gemini AI. Introdução e sumário postados no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/os-primeiros-dez-anos-do-blog.html). Anexos agregados em série. Disponível na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/169180653/5370_Dez_Anos_blog_Diplomatizzando_Melhores_Textos_2026_); divulgado via blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/os-primeiros-dez-anos-do-blog_0101656613.html).


Procedo agora a uma primeira seleção dos textos, limitada ao período dos publicados entre 1973 e 2003, ou seja, num espaço de apenas três décadas, materiais que considero mais representativos de minha produção publicada, em número obviamente bem menor do que a dos originais. Retive apenas aqueles artigos publicados em revistas consagradas, descartando, portanto, as matérias publicadas em páginas digitais de vida efêmera, algumas das quais possuindo algum valor substantivo, o que valeria reconsiderar republicação e nova reformatação e atualização. A seleção é obviamente subjetiva, mas estimo que procurei recuperar apenas aqueles textos publicados dotados de algum valor perene, e não apenas transitório. Estão incluídos nesta seleção alguns textos que não passaram pelo famoso “crivo dos pares”, ou seja, não atendem ao critério da publicação em periódicos de “primeira linha”, mas que tiveram algum impacto na minha trajetória na carreira diplomática, e possivelmente na acadêmica também.

Pretendo continuar a seleção, com vistas a percorrer as décadas seguintes, e também pretendo retornar a esta lista para completar links de atualização de disponibilidade.

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Seleção dos textos publicados mais significativos entre 1973 e 2003

 

001. “L’Etat Brésilien”, La Revue Nouvelle (Bruxelles: 29ème année, Tome LVIII, numéro 11, spécial “Amériques Latines”, Novembre 1973, pp. 426-432) [PR]. Relação de Trabalhos nº 013.

019. “Sociologia da Miséria e Miséria da Sociologia”, Jornal do Brasil (Rio de Janeiro: 23 março 1986, Caderno B). Relação de Trabalhos nº 116.

023. “Partidos Políticos e Política Externa”, Revista de Informação Legislativa (Brasília: Ano 23, nº 91, julho-setembro 1986, pp. 173-216). Relação de Trabalhos nº 100.

029. “Relações Exteriores e Constituição”, Revista Brasileira de Política Internacional (Rio de Janeiro: ano XXIX, nºs 115-116, 1986/2, pp. 83-90). Relação de Trabalhos nº 138.

031. “Geopolítica do Atlântico Sul”, Revista Brasileira de Política Internacional (Rio de Janeiro: vol. XXIX, nºs 115-116, 1986/2, pp. 131-138). Relação de Trabalhos nº 132.

034. “Uma Interpretação Econômica da Constituição Brasileira: A Representação dos Interesses Sociais em 1946 e 1986”, Ciência e Cultura (SBPC, São Paulo: vol. 39, nº 1, janeiro 1987, 34-46). Relação de Trabalhos nº 123.

037. “Relações Exteriores e Constituição”, Revista de Informação Legislativa (Brasília: ano 24, nº 94, abril-junho 1987, pp. 109-120). Relação de Trabalhos nº 138.

042. “O Paradigma Perdido: a Revolução Burguesa de Florestan Fernandes”, in Maria Angela d’Incao (org.), O Saber Militante: Ensaios sobre Florestan Fernandes (São Paulo-Rio de Janeiro: UNESP-Paz e Terra, 1987, pp. 209-229). Relação de Trabalhos nº 124.

049. “Retorno ao Futuro: A Ordem Internacional no Horizonte 2000”, Revista Brasileira de Política Internacional (Rio de Janeiro: Ano XXXI, 1988/2, nºs 123-124, pp. 63-75). Relação de Trabalhos nº 164.

053. “The International Protection of Integrated Circuits”, Copyright World (London: Issue two, January 1989, pp. 41-45) [“Paper” apresentado no “WIPO Worldwide Forum on the Impact of Emerging Technologies on the Law of Intellectual Property”, Genebra, 14 a 16/09/88]. Relação de Trabalhos nº 163.

054. “As Relações Internacionais na Ordem Constitucional”, Revista de Informação Legislativa (Brasília: Ano 26, nº 101, janeiro-março 1989, pp. 47-70). Relação de Trabalhos nº 166.

058. “Relações Internacionais e Interesse Nacional: As Relações Econômicas do Brasil e a Ordem Constitucional”, Boletim da Sociedade Brasileira de Direito Internacional (Anos XXXIX a XLI, 1987/1989, nºs 69/71, pp. 164-183). Relação de Trabalhos nº 169.

059. “The ‘New’ Intellectual Property Regime and its Economic Impact of Developing Countries: a preliminary overview” in Giorgio Sacerdoti (ed), Liberalization of Services and Intellectual Property in the Uruguay Round of GATT (Fribourg [CH]: University Press of Fribourg, 1990, pp. 74-86; Progress and Undercurrents in Public International Law, vol. 6). Relação de Trabalhos nº 174.

061. “Retorno ao Futuro, Parte II”, Revista Brasileira de Política Internacional (Rio de Janeiro: Ano XXXIII, nºs 131-132, 1990/2, pp. 57-60). Relação de Trabalhos nº 180.

062. “A Estrutura Constitucional das Relações Internacionais e o Sistema Político Brasileiro”, Contexto International (Rio de Janeiro: IRI-PUC/RJ, Ano 6, número 12, Julho-Dezembro 1990, p. 53-69; links: http://contextointernacional.iri.puc-rio.br/media/Almeida_vol12.ano6.pdf e https://www.academia.edu/attachments/32718354/download_file). Relação de Trabalhos nº 193.

067. “Propriedade Intelectual: os novos desafios para a América Latina”, Estudos Avançados (São Paulo: IEA-USP, vol. 5, nº 12, Maio-Agosto 1991; ISSN: 0103-4014, pp. 187-203). Relação de Trabalhos nº 207.

069. “Relações Internacionais do Brasil: introdução metodológica a um estudo global”, Contexto Internacional (Rio de Janeiro: vol. 13, nº 2, julho-dezembro 1991, pp. 161-185; ISSN: 0102-8529; links: http://contextointernacional.iri.puc-rio.br/media/Almeida_vol13n2.pdf e http://www.academia.edu/attachments/32701652/download_file).). Relação de Trabalhos nº 210.

070. “1492 e o nascimento da moderna diplomacia”, Revista Brasileira de Política Internacional (Rio de Janeiro: Ano XXXIV, nºs 135-136, 1991/2, pp. 35-55). Relação de Trabalhos nº 212.

071. “De Bretton Woods a Bretton Woods: a longa marcha da URSS de volta ao FMI”, Revista Brasileira de Política Internacional (Rio de Janeiro: Ano XXXIV, nºs 135-136, 1991/2, p. 99-109). Relação de Trabalhos nº 209.

081. “Retorno ao Futuro, Parte III: Agonia e Queda do Socialismo Real”, Revista Brasileira de Política Internacional (Rio de Janeiro: ano XXXV, nº 137-138, 1992/1, pp. 51-71). Relação de Trabalhos nº 242.

091. “A Teoria do Comércio Internacional Revisitada”, RBCE: Revista Brasileira de Comércio Exterior (Rio de Janeiro: FUNCEX, nº 32, Julho-Agosto-Setembro de 1992, pp. 45-47) [Resenha crítica do livro de Paul R. Krugman: Rethinking International Trade (Cambridge, Mass.: The MIT Press, 1990)]. Relação de Trabalhos nº 237.

100. “Solução de Controvérsias no Mercosul: Comentários ao Protocolo de Brasília”, Boletim da Sociedade Brasileira de Direito Internacional (vol. XLV, nºs 81/83, julho/novembro 1992, pp. 93-105). Relação de Trabalhos nº 221.

102. “NAFTA: Um Bloco Comercial em Construção”, RBCE: Revista Brasileira de Comércio Exterior (Rio de Janeiro: FUNCEX, Ano VIII, nº 33, outubro, novembro e dezembro de 1992, pp. 70-72) [Resenha do livro de Gary Clyde HUFBAUER e Jeffrey J. SCHOTT: North American Free Trade: Issues and Recommendations (Washington, Institute for International Economics, 1992)]. Relação de Trabalhos nº 266.

110. “A Nova Ordem Mundial das Patentes”, Ciência Hoje (Rio de Janeiro: vol. 15, nº 85, outubro 1992, Encarte “Ciência em Dia”, pp. 12-16). Relação de Trabalhos nº 280.

116. “Os Partidos Políticos nas Relações Internacionais do Brasil, 1930-1990”, Contexto Internacional (Rio de Janeiro: vol. 14, nº 2, julho/dezembro de 1992, pp. 161-208). Relação de Trabalhos nº 332.

135. “Revista Brasileira de Política Internacional: A Retomada de um Empreendimento Exemplar”, Revista Brasileira de Política Internacional (nova série: Brasília: ano 36, nº 1, 1993, pp. 5-7). Relação de Trabalhos nº 359.

136. “Estudos de Relações Internacionais do Brasil: Etapas da produção historiográfica brasileira, 1927-1992”, Revista Brasileira de Política Internacional (nova série: Brasília: ano 36, nº 1, 1993, pp. 11-36). Relação de Trabalhos nº 346.

141. O Mercosul no contexto regional e internacional (São Paulo: Edições Aduaneiras, 1993, 204 p.). Relação de Trabalhos nº 348.

147. “O Mercosul no contexto regional e internacional”, Política Externa (São Paulo: vol. 2, nº 2, setembro-outubro-novembro 1993, pp. 86-103). Relação de Trabalhos nº 333.

151. “A Propriedade Intelectual na Política Exterior e nos Processos de Integração Econômica”, Revista Brasileira de Política Internacional (Brasília: ano 36, nº 2, 1993, pp. 80-92). Relação de Trabalhos nº 378.

157. “Revista Brasileira de Política Internacional: Índice Remissivo Geral, (1958-1992)”, Revista Brasileira de Política Internacional (Brasília: ano 37, n° 1, 1994, pp. 150-221). Relação de Trabalhos nºs 389, 396 e 397.

158. “O Brasil e o Mercosul em Face do NAFTA”, Política Externa (São Paulo: vol. 3, nº 1, junho-julho-agosto 1994, pp. 84-96). Republicado, sob o título “Brasil y el Mercosur de Cara al TLC”, nos Cuadernos de Marcha (Montevideo: nº 100, dic. 1995, p. 29-37; ISBN: 0797-2350; referido no Handbook of Latin American Studies, Volume: 57; HLAS Item#: bi 96003830). Relação de Trabalhos nº 416.

159. “A cláusula social no comércio internacional”, RBCE Comércio Exterior (Rio de Janeiro: Funcex, n° 40, julho, agosto e setembro de 1994, pp. 52-60). Relação de Trabalhos nº 429.

168. “O Fim de Bretton-Woods? A longa marcha da Organização Mundial do Comércio”, Contexto Internacional (Rio de Janeiro: vol. 16, nº 2, julho/dezembro de 1994, p. 249-282). Relação de Trabalhos nº 427.

174. “The Political Economy of Intellectual Property Protection: technological protectionism and transfer of revenue among nations”, International Journal of Technology Management (Cambridge: vol. 10, n°s 1/2, 1995, pp. 214-229). Relação de Trabalhos n° 205.

179. “A Parábola do Comunismo no Século XX: A propósito do livro de François Furet: Le Passé d’une Illusion”, Revista Brasileira de Política Internacional (Brasília: vol. 38, n° 1, janeiro-junho 1995, pp. 125-145) [Resenha do livro de François Furet, Le Passé d’une Illusion; essai sur l’idée communiste au XXXe siècle (Paris: Robert Laffont/Calmann-Lévy, 1995, 580 p.)]. Relação de Trabalhos n° 479.

189. “Mercosur y Unión Europea: de la cooperación a la asociación” in Georges Couffignal y Germán A. de la Reza (eds), Los Procesos de Integración en América Latina: enfoques y perspectivas (Stockholm: 48th International Congress of Americanists; Institute of Latin American Studies, University of Stockholm, 1996, p. 113-130). Relação de Trabalhos n° 501.

192. “A Economia da Política Externa: a ordem internacional e o progresso da Nação”, Revista Brasileira de Política Internacional (vol. 39, n° 1, janeiro-julho 1996, p. 110-119). Relação de Trabalhos n° 510.

197. “A Diplomacia do Liberalismo Econômico: As relações econômicas internacionais do Brasil durante a Presidência Dutra”, in José Augusto Guilhon de Albuquerque (org.), Sessenta Anos de Política Externa Brasileira (1930-1990), Volume I: Crescimento, modernização e política externa (São Paulo: Cultura Editores associados, 1996), pp. 173-210. Relação de Trabalhos nº 223 (com cortes de notas). Nova edição, revista e remanejada, preparada em 2005; publicada, sob o título de “A Diplomacia do Liberalismo Brasileiro” in José Augusto Guilhon Albuquerque; Ricardo Seitenfus; Sérgio Henrique Nabuco de Castro (coords.); Sessenta Anos de Política Externa Brasileira - Vol. I - 2ª Edição – ISBN: 85-7387-909-2; Rio de Janeiro: Editora Lumen Juris, 2006, p. 211-262.

199. “A economia mundial em perspectiva histórica” [Artigo-resenha sobre os seguintes livros: David Hackett Fischer: The Great Wave: price revolutions and the rhythm of History (New York: Oxford University Press, 1996, 536 p.); Charles P. Kindleberger: World Economic Primacy: 1500 to 1990 (New York: Oxford University Press, 1996, 270 p.); Harold James: International Monetary Cooperation since Bretton Woods (Washington: International Monetary Fund/New York: Oxford University Press, 1996, 742 p.); Jacob A. Frenkel e Morris Goldstein (eds): International Financial Policy: essays in honor of Jacques J. Polak (Washington: International Monetary Fund-The Nederlandsche Bank, 1991, 508 p.); Brad Roberts (ed): New Forces in the World Economy (Cambridge: Massachusetts: The MIT Press, 1996, 438 p.); Craig N. Murphy: International Organization and Industrial Change: global governance since 1850 (New York: Oxford University Press, 1994, 338 p.); Daniel Verdier: Democracy and International Trade: Britain, France and the United States, 1860-1990 (Princeton, New Jersey: Princeton University Press, 1994, 388 p.)], Revista Brasileira de Política Internacional (vol. 39, n° 2, julho-dezembro 1996, p. 136-151). Relação de Trabalhos n° 543.

209. “Os Anos 80: da nova Guerra Fria ao fim da bipolaridade” in Flávio Sombra Saraiva (org.), Amado Luiz Cervo, Wolfgang Döpke e Paulo Roberto de Almeida, Relações internacionais Contemporâneas: da construção do mundo liberal à globalização, 1815 a nossos dias (Brasília: Paralelo 15, 1997), pp. 303-353. Relação de Trabalhos nº 519.

211. “A democratização da sociedade internacional e o Brasil: ensaio sobre uma mutação histórica de longo prazo (1815-1997)”, Revista Brasileira de Política Internacional (vol. 40, nº 2, julho-dezembro 1997, pp. 76-105). Relação de Trabalhos nº 597.

214. “Estrutura institucional das relações econômicas internacionais do Brasil: acordos e organizações multilaterais de 1815 a 1997”, Contexto Internacional (Rio de Janeiro: IRI/PUC-RJ, vol. 19, nº 2, julho-dezembro 1997; ISSN: 0102-8529 pp. 307-401). Relação de Trabalhos nº 585.

217. “Manifesto do Partido Comunista (atualizado para o século XXI)”, Política Comparada, Revista Brasiliense de Políticas Comparadas (Brasília: ano II, vol. II, nº 1, janeiro-junho 1998, pp. 43-78, número especial: “reflexões sobre a esquerda no Século XXI”). Integrado ao volume Velhos e novos manifestos: o socialismo na era da globalização (São Paulo: Juarez de Oliveira, 1999, 96 p). Relação de Trabalhos nº 604.

219. “Revista Brasileira de Política Internacional:  quatro décadas ao serviço da inserção internacional do Brasil”, seguido de “Guia sinóptico e cronológico de subsídios à pesquisa, 1954-1998”, Revista Brasileira de Política Internacional (especial 40 anos: maio de 1998, pp. 42-54 e 55-65). Relação de Trabalhos nº 605.

220. “Economia internacional e desenvolvimento econômico: a RBPI na vanguarda do pensamento brasileiro”, Revista Brasileira de Política Internacional (número especial, 40 anos: maio de 1998, pp. 85-98). Relação de Trabalhos nº 613.

225. “OCDE, UNCTAD e OMC: uma perspectiva comparada sobre a macroestrutura política das relações econômicas internacionais” in Paulo Borba Casella e Araminta de Azevedo Mercadante (coords.), Guerra Comercial ou Integração Mundial pelo Comércio? a OMC e o Brasil (São Paulo: Ltr Editores, 1998, pp. 149-198). Relação de Trabalhos nº 506.

226. Relações internacionais e política externa do Brasil: dos descobrimentos à globalização (Porto Alegre: Editora da UFRGS, 1998, 360 p.). Relação de Trabalhos n° 595.

227. Mercosul: Fundamentos e Perspectivas (São Paulo: Editora LTr, 1998, 160 pp). Relação de Trabalhos n° 628.

230. “Em busca da simplicidade e da clareza perdidas: Delgado de Carvalho e a historiografia diplomática brasileira”, in Carlos Delgado de Carvalho (1884-1980), História Diplomática do Brasil (edição facsimilar: Brasília: Senado Federal, 1998; Coleção Memória brasileira n. 13, lxx + 420 p.), p. xv-l. Divulgado, junto com a apresentação de 1989, pelo embaixador Rubens Ricupero, “Uma reedição tardia, mas ainda oportuna” (p. iii-xiv), na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/88402521/Delgado_de_Carvalho_e_a_historiografia_diplomatica_brasileira_1997_) e no blog Diplomatizzando (13/10/2022: link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2022/10/delgado-de-carvalho-e-historiografia.html). Relação de Trabalhos nº 600.

233. “O Brasil e a diplomacia do tráfico (1810-1850)”, revista de história Locus, Juiz de Fora: Núcleo de História Regional da UFJF-Editora da UFJF, ano 1998, vol. 4, nº 2, pp. 7-33. Relação de Trabalhos n° 634.

234. Velhos e novos manifestos: o socialismo na era da globalização (São Paulo: Editora Juarez de Oliveira, 1999, 96 p.). Relação de Trabalhos: nº 627 (“Prefácio); n° 604 (“Manifesto do Partido Comunista (atualizado para o século XXI)”); nº 247 (“O livre comércio e os trabalhadores”); nº 194 (“Elogio da Exploração”); nº 629 (“A parábola do marxismo no século XX”) e nº 635 (Textos para orelhas e contracapa); seguido de Nota Biobibliográfica do autor.

235. O Brasil e o multilateralismo econômico (Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora, na coleção “Direito e Comércio Internacional”, 1999, 328 p.). Nota do jornalista Alberto Tamer, no jornal O Estado de São Paulo, “Livro avalia participação do Brasil na globalização” (Segunda-Feira, 28 de junho de 1999; Link: http://www.estado.com.br/edicao/pano/99/06/27/eco950.html). Relação de Trabalhos n° 621.

236. Mercosul, Nafta e Alca: a dimensão social (São Paulo: LTr, 1999, em coordenação com Yves Chaloult). Relação de trabalhos nºs 651 (e outros).

238. “Brasileiros na Guerra Civil Espanhola, 1936-1939: combatentes brasileiros na luta contra o fascismo”, revista Sociologia e Política (Curitiba, PR; ano 4, nº 12, junho 1999, Dossiê: Política Internacional, pp. 35-66; ISSN 0104-4478; link: http://www.revistasociologiaepolitica.org.br/revista12/). Relação de Trabalhos n° 608. Efetuada versão resumida do artigo, publicada sob o título de “O Brasil e a Guerra Civil Espanhola: Participação de brasileiros no conflito” in Hispanista (Vol II, nº 5, abril-mayo-junio 2001; ISSN 1676-9058; link: http://www.hispanista.com.br/revista/artigo37esp.htm; revista eletronica da Associação Brasileira de Hispanistas). Relação de trabalhos nº 751 e de publicados nº 276.

241. “Relações internacionais”, in Sérgio Miceli (org.). O Que ler na ciência social brasileira (1970-1995) (São Paulo: Editora Sumaré: ANPOCS; Brasília, DF: CAPES 1999), v. 3: Ciência Política, pp. 191-255. Relação de Trabalhos n° 684.

242. “A política externa nas campanhas eleitorais brasileiras: a experiência dos escrutínios presidenciais de 1989, de 1994 e de 1998”, Revista Internacional de Estudos Políticos (Rio de Janeiro: UERJ/NUSEG - Núcleo Superior de Estudos Governamentais, vol. 1, n° 2, agosto 1999, pp. 253-286; ISSN: 1516-5973). Relação de Trabalhos nº 680.

246. “Problemas da Integração no Mercosul: Obstáculos Estruturais e Conflitos Negociais”, in Araminta de Azevedo Mercadante e José Carlos de Magalhães (coords.). Solução e Prevenção de Litígios Internacionais, volume II (São Paulo: NECIN-CAPES; Porto Alegre: Livraria do Advogado, 1999), pp. 469-492. Relação de Trabalhos nº 686.

251. O Brasil e o futuro do Mercosul: dilemas e opções in Paulo Borba Casella (coord.), MERCOSUL: integração regional e globalização (Rio de Janeiro: Renovar, 2000, p. 13-38). Relação de Trabalhos n. 667.

256. Le Mercosud: un marché commun pour l’Amérique du Sud, Paris: L’Harmattan, 2000, 160 p. Relação de Trabalhos n. 727. 

261. O futuro do Mercosul: Os desafios da agenda interna e da liberalização hemisférica, in Marcos Costa Lima e Marcelo de Almeida Medeiros (orgs.), O Mercosul no limiar do século XXI (São Paulo: Cortez; Buenos Aires: CLACSO, 2000, p. 17-26; ISBN 85-249-0749-5). Relação de Trabalhos n. 689.

262. A Política da Política Externa: os partidos políticos nas relações internacionais do Brasil, 1930-1990, in José Augusto Guilhon de Albuquerque (org.), Sessenta Anos de Política Externa Brasileira (1930-1990), v. IV: Prioridades, Atores e Políticas (São Paulo: Annablume/Nupri/USP, 2000, p 381-447). Disponível na plataforma Academia.edu (link: http://www.academia.edu/26037730/Os_Partidos_Politicos_nas_Relacoes_Internacionais_do_Brasil_1930-1990_1993_). Reformatação completa, correção e nova inclusão na plataforma Academia.edu (23/12/2020; link: https://www.academia.edu/44759089/327_A_politica_da_politica_externa_os_partidos_politicos_nas_relacoes_internacionais_do_Brasil_1930_1990_1993_).Relação de Trabalhos n. 383. 

267. A economia internacional no século XX; um ensaio de síntese, Revista Brasileira de Política Internacional (Brasília, a. 44, n. 1, 2001, p. 112-136). Relação de Trabalhos n. 772. 

279. A diplomacia financeira do Brasil no Império, História econômica & história de empresas (São Paulo, a. IV, n. 1, 2001, p. 7-47; ISSN: 1519-3314; link: http://www.revistaabphe.uff.br/index.php?journal=rabphe&page=article&op=view&path%5B%5D=86&path%5B%5D=165). Relação de Trabalhos n. 767.

282. Dez Regras Modernas de Diplomacia, revista eletrônica Espaço Acadêmico (Maringá, a. I, n. 4, set. 2001; ISSN: 1519-6186). Relação de Trabalhos n. 800.

283. Trajetória do Mercosul em sua primeira década (1991-2001): uma avaliação política a partir do Brasil, in Luiz Otávio Pimentel (org.), Direito da Integração: Estudos em Homenagem a Werter R. Faria (Curitiba: Juruá, 2001, 2 v., ISBN 85-7394-855-8; II, p. 305-362). Relação de Trabalhos n. 793. 

285. Mercosul e Alca na perspectiva brasileira: alternativas excludentes?, in Marcos da Costa Lima (org.), O Lugar da América do Sul na Nova Ordem Mundial (São Paulo-Recife: Cortez Editora-FAPEPE, 2001, p. 53-69). Relação de Trabalhos n. 792.

288. O candidato do PT e a loucura agrícola europeia, O Estado de São Paulo (9 out. 2001; seção política). Relação de Trabalhos n. 815. 

290. “Ricos e arrogantes”: Especialista em relações internacionais diz que os países desenvolvidos agem de forma desleal com seus parceiros pobres, Revista Veja (Entrevista PRA, Páginas Amarelas, São Paulo, Editora Abril, n. 1.723, 24 out. 2001, p. 11 e 14-15). Relação de Trabalhos n. 820. 

292. As duas últimas décadas do século XX: fim do socialismo e retomada da globalização, in José Flávio Sombra Saraiva (org.), Relações internacionais: dois séculos de história, v. II: Entre a ordem bipolar e o policentrismo, de 1947 a nossos dias (Brasília, IBRI/ FUNAG; Coleção Relações Internacionais, 2001, Capítulo 3, p. 91-174). Relação de Trabalhos n. 749. 

296. Formação da diplomacia econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império (São Paulo: Editora Senac, 2001, 680 p., ISBN: 85-7359-210-9). Relação de Trabalhos n. 794. 

298. Contribuições à história diplomática do Brasil: Fernando de Mello Barreto, ou a volta ao fatual de qualidade, [Resenha de Fernando P. de Mello Barreto Filho, Os Sucessores do Barão: relações exteriores do Brasil, 1912-1964 (São Paulo: Editora Paz e Terra, 2001, 364 p; ISBN: 85-219-0389-8)], Revista Brasileira de Política Internacional (Brasília, IBRI, a. 44, n. 2, jul/dez. 2002, p. 174-177) Relação de Trabalhos n. 801. 

305. O Brasil e as crises financeiras internacionais, 1929-2001, Cena Internacional (Brasília, v. 3, n. 2, dez. 2001, p. 89-114). Relação de Trabalhos n. 812.

309. “A esquerda jurássica marca encontro em Porto Alegre”, O Estado de São Paulo (Sábado, 26 janeiro 2002, seção “Espaço Aberto”; link: http://www.estado.estadao.com.br/editorias/02/01/26/aberto001.html). Relação de trabalhos nº 854.

313. Os primeiros anos do século XXI: o Brasil e as relações internacionais contemporâneas (São Paulo: Editora Paz e Terra, 2002; 286 p.; ISBN: 85-219-0435-5). Relação de Trabalhos nº 781.

320. O Brasil dos Brasilianistas: um guia dos estudos sobre o Brasil nos Estados Unidos, 1945-2000 (co-edição, com Marshall C. Eakin e Rubens Antônio Barbosa; São Paulo: Editora Paz e Terra, 2002; ISBN: 85-219-0441-X). Reportagem publicada na revista VEJA (http://veja.abril.com.br/010502/p_128.html). Relação de Trabalhos nº 830.

328. “Ministério das Relações Exteriores” in Carlos Valder do Nascimento e Geraldo Magela Alves (coords.), Enciclopédia de Direito Brasileiro, 2º volume: Direito Comunitário, de Integração e Internacional (Rio de Janeiro: Editora Forense, 2002; ISBN 85-309-0860-0), pp. 207-211. Relação de Trabalhos nº 722.

329. “Objetivos do Tratado de Maastricht” in Carlos Valder do Nascimento e Geraldo Magela Alves (coords.), Enciclopédia de Direito Brasileiro, 2º volume: Direito Comunitário, de Integração e Internacional (Rio de Janeiro: Editora Forense, 2002; ISBN 85-309-0860-0), pp. 212-214. Relação de Trabalhos nº 721.

330. “Euro: a moeda européia” in Carlos Valder do Nascimento e Geraldo Magela Alves (coords.), Enciclopédia de Direito Brasileiro, 2º volume: Direito Comunitário, de Integração e Internacional (Rio de Janeiro: Editora Forense, 2002; ISBN 85-309-0860-0), pp. 214-219. Relação de Trabalhos nº 719. \

331. “OTAN: a Organização do Tratado do Atlântico Norte” in Carlos Valder do Nascimento e Geraldo Magela Alves (coords.), Enciclopédia de Direito Brasileiro, 2º volume: Direito Comunitário, de Integração e Internacional (Rio de Janeiro: Editora Forense, 2002; ISBN 85-309-0860-0), pp. 219-223. Relação de Trabalhos nº 720.\

342. Une histoire du Brésil : pour comprendre le Brésil contemporain, avec Katia de Queiros Mattoso (Paris: Éditions L’Harmattan, 2002, 144 p. ISBN: 2-7475-1453-6). Relação de Trabalhos 853.

343. “O Mercosul e a Alca na perpectiva do Brasil: uma avaliação política sobre possíveis estratégias de atuação”, in Marcos Cintra e Carlos Henrique Cardim (orgs.), O Brasil e a Alca: seminário (Brasília: Câmara dos Deputados, Coordenação de Publicações: Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais, 2002; ISBN: 85-7365-188-1, pp. 97-110. Publicado na versão original no livro Wagner Menezes (org.), O Direito Internacional no Cenário Contemporâneo (Curitiba: Editora Juruá, 2002). Republicado na revista Aldea Mundo (San Cristóbal, Venezuela: Centro de Estudios de Fronteras e Integración (CEFI) da Universidad de los Andes, 1995; ISSN: 1316-6727; ano VI, nº 12, noviembre 2001-abril 2002, pp. 85-95). Relação de Trabalhos nº 798.

350. “Benjamin Franklin jornalista: Mini-tratado das grandes virtudes”, Observatório da Imprensa (nº 182, 24/07/2002; Seção “Armazém Literário”; link: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/al240720021.htm); Postado no blog Diplomatizzando (14/07/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/07/mini-tratado-das-grandes-virtudes.html). Relação de Trabalhos nº 923.

352. “A educação de Maurício Tragtenberg (depoimento pessoal sobre um método político-pedagógico)”, revista eletrônica Espaço Acadêmico (Maringá: Ano II, nº 15, Agosto de 2002). Relação de Trabalhos nº 910.

367. “Hipólito José da Costa, reporter”, Observatório da Imprensa (nº 191, 25/09/2002). Publicado como “Um Tocqueville avant la lettre: Hipólito da Costa como founding father do americanismo”, Meridiano 47: boletim de análise de conjuntura em relações internacionais (Brasília: ISSN: 1518-1219, n. 28-29, novembro-dezembro/2002, p. 13-15; link para o boletim: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/issue/view/558; link para o artigo: http://periodicos.unb.br/index.php/MED/article/view/4423/3702). Relação de Trabalhos nº 947.

380. “A Política Externa do novo Governo do Presidente Luís Inácio Lula da Silva: retrospecto histórico e avaliação programática”, Revista Brasileira de Política Internacional (Brasília: ano 45, nº 2, julho-dezembro 2002; pp. 229-239; disponível em Scielo, link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-73292002000200011&lng=en&nrm=iso&tlng=pt). Relação de Trabalhos nº 977.

381. “O Barão do Rio Branco e Oliveira Lima: Vidas paralelas, itinerários divergentes”, in Carlos Henrique Cardim e João Almino (orgs.), Rio Branco, a América do Sul e a Modernização do Brasil (Brasília: Comissão Organizadora das Comemorações do Primeiro Centenário da Posse do Barão do Rio Branco no Ministério das Relações Exteriores, IPRI-Funag, 2002, ISBN: 85-87933-06-X, p. 233-278; disponível: ). Relação de Trabalhos nº 936.

385. “O nascimento do pensamento econômico brasileiro” in Hipólito José da Costa, Correio Braziliense, ou, Armazém Literário (São Paulo: Imprensa Oficial do Estado; Brasília, DF: Correio Braziliense, 2002; reedição facsimilar, volume XXX, pp. 323-369). Reproduzido no Observatório da Imprensa (nr. 232, 8 de julho de 2003). Relação de Trabalhos nº 834.

398. A Grande Mudança: consequências econômicas da transição política no Brasil (São Paulo: Editora Códex, 2003, 200 p.; ISBN: 85-7594-005-8). Relação de Trabalhos nº 975.

404. “As relações econômicas internacionais do Brasil na primeira fase da era republicana (1889-1945)” in Estevão Chaves de Rezende Martins (org.), Relações Internacionais: Visões do Brasil e da América Latina (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais, 2003; ISBN: 85-88270-11-0; coleção “Relações Internacionais”, vol. 9, pp. 153-186), em homenagem ao Prof. Amado Luiz Cervo Relação de Trabalhos nº 838.

406. “Mercosul e Alca na perspectiva do Brasil: uma avaliação política sobre estratégias de atuação diplomática”, in Wagner Menezes (org.), O Direito Internacional no Cenário Contemporâneo (Curitiba: Editora Juruá, 2003, ISBN 85-362-0281-5, 326 p.), pp. 199-215. Relação de Trabalhos nº 798.

411. “Um Tocqueville avant la lettre: Hipólito da Costa como founding father do americanismo”, Achegas, revista de ciência política (Rio de Janeiro, nº 9, 16.05.03; ISSN 1677-8855; http://www.achegas.net/numero/nove/paulo_almeida_09.htm). Relação de Trabalhos nº 946.

412. “Contra a corrente em relações internacionais: treze idéias fora do lugar”, in Thiago de Oliveira Domingues, Mauri Luiz Heerdt e Marcel Alexandre Negherbon (orgs.), Relações internacionais: temas contemporâneos (Florianópolis: Feneri, 2003; ISBN: 85-89649-01-6; pp. 9-45). Relação de Trabalhos n° 1032.

415. “Os investimentos estrangeiros e a legislação comercial brasileira no século XIX: retrospecto histórico”, revista Justiça & História (Porto Alegre: Tribunal de Justiça do RS; Vol. 3, nº 5, 2003; ISSN: 1676-5834; pp. 73-127; link: http://www.tj.rs.gov.br/institu/memorial/RevistaJH/vol3n5/03-Paulo_Almeida.pdf). Relação de Trabalhos nº 991.

419. “O nascimento do pensamento econômico brasileiro”, Observatório da Imprensa (nº 232; em 8.07.03). Reprodução do trabalho publicado (372ter) em Hipólito José da Costa, Correio Braziliense, ou, Armazém Literário (São Paulo: Imprensa Oficial do Estado; Brasília, DF: Correio Braziliense, 2002; reedição facsimilar, volume XXX, pp. 323-369). Relação de Trabalhos 834.

422. “A política internacional do Partido dos Trabalhadores: da fundação do partido à diplomacia do governo Lula”, revista Sociologia e Política (Curitiba: UFPR; ISSN: 0104-4478; nº 20 junho 2003, pp. 87-102; Dossiê Relações internacionais: organização Rafael A. D. Villa); disponível online na página do Scielo (http://www.scielo.br/pdf/rsocp/n20/n20a8.pdf). Relação de Trabalhos nº 1009.

424. “A Alca e o interesse nacional brasileiro: doze questões em busca de um debate racional”, revista Espaço Acadêmico (Maringá: ano 3, nº 27, agosto 2003; ISSN: 1519.6186). Relação de Trabalhos nº 1086.

428. “O Brasil e o terrorismo: o atentado contra o escritório da ONU em Bagdá e as reações no Brasil”, revista Espaço Acadêmico (Maringá: nº 28, setembro 2003; ISSN: 1519.6186). Relação de Trabalhos 1100.

432. “Roberto Campos: dois anos sem bons combates de ideias”, Jornal do Brasil (6.10.03, Seção Opinião). Relação de Trabalhos nº 1127.

433. “5. O debate internacional” in Fabio Giambiagi e Paulo Roberto de Almeida, “Morte do Consenso de Washington? Os rumores a esse respeito parecem muito exagerados”, Rio de Janeiro: BNDES, Textos para Discussão 103, outubro de 2003, pp. 22-29; postado na Academia.edu (link: http://www.academia.edu/17492192/Morte_do_Consenso_de_Washington_Os_rumores_a_esse_respeito_sao_muito_exagerados). Relação de Trabalhos nº 1114.

440. “A Alca e o interesse nacional brasileiro: doze questões em busca de um debate racional”, in Wagner Rocha D’Angelis (org.), Direito Internacional do Século XXI: integração, justiça e paz (Curitiba: Ed. Juruá, 2003, 388p.; pp. 127-154); Relação de livros em colaboração n. 36. Relação de Trabalhos nº 1086.

 

Concluo, temporariamente, esta seleção ao final do ano de 2003, depois de já ter concluído minha estada como ministro-conselheiro em Washington e já estar de volta em Brasília. A seleção seguinte começará a contemplar minha produção publicada a partir de 2004, também uma fase muito intensa de minha produção intelectual, mas numa situação funcional de ostracismo na Secretaria de Estado, justamente em função de minhas publicações menos aceitáveis para a diplomacia lulopetistas.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5398, 14 julho 2026, 10 p.

Divulgado no blog Diplomatizzando (14/07/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/07/selecao-de-alguns-textos-publicados.html).

 

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