O que é este blog?
Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org. Para a maior parte de meus textos, ver minha página na plataforma Academia.edu, link: https://itamaraty.academia.edu/PauloRobertodeAlmeida;
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sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Estado extrator (por uma vez nao o Brasil...)
Mas o Brasil nao fica atrás desses países, apenas que o peso não recai sobre os impostos diretos e sim sobre o indiretos, ou sobre o consumo, o que termina sendo altamente regressivo, ou seja, atinge mais os pobres do que os ricos...
The Economist, October 1st 2011
Denmark has the highest rate of income tax for a person earning $100,000, according to an annual survey of effective tax rates by KPMG, an accounting firm. But employee social-security contributions in Denmark are only 0.2%. Once such contributions are taken into account, high earners in several countries, including Belgium, Greece, Germany and France, take home even less than the Danes. Belgium’s government grabs the most from earnings of $100,000: almost 48%. Between 2003 and 2009, the trend was for tax rates on high incomes to decline. But last year, as governments sought to cut deficits, they increased. Also, countries which have suffered natural disasters, like Japan, may introduce temporary levies.
O mito (e a chatice) do tal de marco teorico: um aluno escreve...
Tenho por hábito (um dos, que reputo saudável) derrubar vacas sagradas de seus pedestais.
Outro hábito (menos saudável para os true believers) é derrubar besteirol acadêmico.
Venho fazendo isso numa série apropriadamente intitulada (alguns alunos me escrevem "entitulada", mais passons) "Falácias Acadêmicas", que parece ter feito algum sucesso por aí pelas beiradas universitárias.
Ainda vou reuni-las num livro, mas a lista dos pendentes, dos próximos da fila é enorme, e não tenho encontrado tempo para me dedicar a esse esporte iconoclasta que é desmantelar bobagens acadêmicas que passam por verdades incontestáveis (eu contesto).
Fico com dó dos alunos, entregues à sanha alienada de professores idem...
Um dos que fizeram mais sucesso foi logo o terceiro da minha série, dedicado a desmantelar o tal de marco teórico. Atenção, devo dizer que não sou contra todos os marcos teóricos, só contra 95% deles.
Explico-me: 95% dos marcos teóricos são feitos apenas para cumprir exigência de algum professor carente de baboseiras teóricas, com síndrome de Foucault deslocado, algum ataque repentino de Bourdieu mal digerido, enfim, pura encheção de linguiça como gostam de dizer os alunos (e alguns professores).
Os professores têm o seu modelito prêt-a-porter de dissertação, tese, TCC ou seja lá o que for, e simplesmente dizem para os alunos: "Olha, você NÃO PODE fazer o trabalho sem um marco teórico, isso é impossível".
E o pobre do aluninho, desesperado, pergunta ao mestre: "Mas professor, o meu trabalho é sobre a estrutura estética dos anelídios marrons, não preciso de marco teórico, aliás nem sei onde vou encontrar um que se encaixe no espírito, no conteúdo e na forma do meu trabalho...".
O professor nem deixa o pobre do aluno terminar e já vai logo enfiando: "Ah não! Sem marco teórico não pode. Dá uma olhada no Foucault, no Bourdieu, no Habermas e tente encaixar alguma coisa...".
Outros, mais motivados, indicam o velho Marx, alguns mesmo o zumbi do Althusser...
Enfim, eu estou aí para isso mesmo, para chutar todo esse pessoal para a lata de lixo da salas universitárias, e libertar os alunos do terrorismo do marco teórico...
Vejam o que me escreveu um desses alunos aliviados com a minha metralhadora antibesteirol acadêmico:
Outro hábito (menos saudável para os true believers) é derrubar besteirol acadêmico.
Venho fazendo isso numa série apropriadamente intitulada (alguns alunos me escrevem "entitulada", mais passons) "Falácias Acadêmicas", que parece ter feito algum sucesso por aí pelas beiradas universitárias.
Ainda vou reuni-las num livro, mas a lista dos pendentes, dos próximos da fila é enorme, e não tenho encontrado tempo para me dedicar a esse esporte iconoclasta que é desmantelar bobagens acadêmicas que passam por verdades incontestáveis (eu contesto).
Fico com dó dos alunos, entregues à sanha alienada de professores idem...
Um dos que fizeram mais sucesso foi logo o terceiro da minha série, dedicado a desmantelar o tal de marco teórico. Atenção, devo dizer que não sou contra todos os marcos teóricos, só contra 95% deles.
Explico-me: 95% dos marcos teóricos são feitos apenas para cumprir exigência de algum professor carente de baboseiras teóricas, com síndrome de Foucault deslocado, algum ataque repentino de Bourdieu mal digerido, enfim, pura encheção de linguiça como gostam de dizer os alunos (e alguns professores).
Os professores têm o seu modelito prêt-a-porter de dissertação, tese, TCC ou seja lá o que for, e simplesmente dizem para os alunos: "Olha, você NÃO PODE fazer o trabalho sem um marco teórico, isso é impossível".
E o pobre do aluninho, desesperado, pergunta ao mestre: "Mas professor, o meu trabalho é sobre a estrutura estética dos anelídios marrons, não preciso de marco teórico, aliás nem sei onde vou encontrar um que se encaixe no espírito, no conteúdo e na forma do meu trabalho...".
O professor nem deixa o pobre do aluno terminar e já vai logo enfiando: "Ah não! Sem marco teórico não pode. Dá uma olhada no Foucault, no Bourdieu, no Habermas e tente encaixar alguma coisa...".
Outros, mais motivados, indicam o velho Marx, alguns mesmo o zumbi do Althusser...
Enfim, eu estou aí para isso mesmo, para chutar todo esse pessoal para a lata de lixo da salas universitárias, e libertar os alunos do terrorismo do marco teórico...
Vejam o que me escreveu um desses alunos aliviados com a minha metralhadora antibesteirol acadêmico:
From: Leandro Xxxxx <xxxxxxx@hotmail.com>
Date: 27 de setembro de 2011 14h45min15s BRT
To: <eu mesmo>
Gostei tanto do artigo intitulado "Falácias Acadêmicas 2: O mito do marco teórico" que resolvi citar sua resposta enviada àquele aluno de relações internacionais (com nome devidamente ocultado) em sala de aula. Muitos gostaram, mas evidentemente uma parte da turma ("petrificada", por assim dizer, pela camisa de força teórica) não deu a devida atenção ao trecho do artigo. Realmente é lamentável o nível de "idiotização" ao qual os cursos de ciências sociais vêm padecendo ao longo dos anos.
Obviamente que eu não poderia deixar passar em branco a oportunidade e resolvi fazer um trabalho de conclusão da disciplina a partir do do capítulo supracitado. Não sou partidário de jogar todos os "discursos teóricos" na lata do lixo - sei, sobretudo, que você não pensa assim -, entretanto, não os coloco num pedestal de ouro do intelecto humano como se toda a realidade fosse abarcada por eles.
Mais uma vez, obrigado por tudo.
[Leandro...]
O artigo citado está aqui:
Falácias acadêmicas, 3: o mito do marco teóricoBuenos Aires-Brasília, 30 setembro 2008, 6 p.
Da série programada, com algumas criticas a filósofos famosos.
Espaço Acadêmico (n. 89, outubro 2008; arquivo em pdf); Originais: 1931
Da série programada, com algumas criticas a filósofos famosos.
Espaço Acadêmico (n. 89, outubro 2008; arquivo em pdf); Originais: 1931
Para os outros arquivos da série, ver aqui.
Teorias conspiratorias: ufa! Estava sentindo falta delas. Ainda bem que o presidente do Ipea nao me deixa carente...
Este blog, como se diz acima, é pelas ideias inteligentes. Mas de vez em quando são bem-vindas, também, algumas ideias idiotas, como forma de contraponto às primeiras, para fazer o contraste, e oferecer, como querem alguns puristas, aquilo que já foi chamado de "outro-ladismo".
Teorias conspiratorias, por exemplo, andavam fazendo falta.
Quando ainda existia o socialismo, era mais fácil: bastava culpar meia dúzia de capitalistas pelos problemas do socialismo -- que eram reais no socialismo real -- e dizer que eles se reuniam à noite, em algum hotel chic da Suíça, para conspirar com esse modo de produção sucessor do capitalismo, que acabou não sucedendo nada, fez tilt, deu dois suspiros e depois morreu, sozinho, triste e macambúzio, como se dizia nos romances de antigamente...
Vai ver que foram aqueles seis capitalistas hiper, super, megapoderosos, que complotaram de forma bem sucedida para criar todos aqueles problemas enfrentados pelos países do socialismo real.
Cuba, por exemplo: quão rica, poderosa, feliz e sobretudo livre ela não seria, se não fosse pelo embargo americano? Ianques desgraçados, vocês estão empobrecendo Cuba apenas para provar suas teorias sinistras e funestas, de que o socialismo não funciona. Só não funciona por causa de vocês, malditos capitalistas. Se vocês não existissem o mundo seria tão mais..., o quê mesmo?: feliz, rico, próspero? Enfim, menos capitalista, e portanto mais socialista. Pelo menos não haveria todos esses países neoliberais para se fazer comparação.
Pois bem, eu estava sentido falta de uma boa teoria conspiratoria, das boas, daquelas capazes de explicar tudo e um pouco mais. Explicar como, por exemplo, nosso planetinha redondo -- sim, se ele fosse quadrado não teríamos problemas de poluição capitalista, pelo menos não em direção ao Sul, que é todo subdesenvolvido e anticapitalista -- não estaria sendo poluído tanto assim, se não fosse por essas malditas companhias transnacionais, que dominam, literalmente, o planeta e a estratosfera. Basta 500 delas -- reunidas em assembleia na Batcaverna -- para decidirem sobre nossas vidas e sobretudo nossas mortes (de poeira, de fumaças tóxicas, de venenos capitalistas e defensivos multinacionais). Uma coisa horrível.
Enfim, nem sempre temos um gênio da economia como esse presidente do Ipea para restabelecer a verdade verdadeira sobre os problemas do planeta.
Estou louco para ouvi-lo na Rio+20... (para ele vão abrir uma exceção, e será Rio+1, o gênio da raça).
Paulo Roberto de Almeida
Teorias conspiratorias, por exemplo, andavam fazendo falta.
Quando ainda existia o socialismo, era mais fácil: bastava culpar meia dúzia de capitalistas pelos problemas do socialismo -- que eram reais no socialismo real -- e dizer que eles se reuniam à noite, em algum hotel chic da Suíça, para conspirar com esse modo de produção sucessor do capitalismo, que acabou não sucedendo nada, fez tilt, deu dois suspiros e depois morreu, sozinho, triste e macambúzio, como se dizia nos romances de antigamente...
Vai ver que foram aqueles seis capitalistas hiper, super, megapoderosos, que complotaram de forma bem sucedida para criar todos aqueles problemas enfrentados pelos países do socialismo real.
Cuba, por exemplo: quão rica, poderosa, feliz e sobretudo livre ela não seria, se não fosse pelo embargo americano? Ianques desgraçados, vocês estão empobrecendo Cuba apenas para provar suas teorias sinistras e funestas, de que o socialismo não funciona. Só não funciona por causa de vocês, malditos capitalistas. Se vocês não existissem o mundo seria tão mais..., o quê mesmo?: feliz, rico, próspero? Enfim, menos capitalista, e portanto mais socialista. Pelo menos não haveria todos esses países neoliberais para se fazer comparação.
Pois bem, eu estava sentido falta de uma boa teoria conspiratoria, das boas, daquelas capazes de explicar tudo e um pouco mais. Explicar como, por exemplo, nosso planetinha redondo -- sim, se ele fosse quadrado não teríamos problemas de poluição capitalista, pelo menos não em direção ao Sul, que é todo subdesenvolvido e anticapitalista -- não estaria sendo poluído tanto assim, se não fosse por essas malditas companhias transnacionais, que dominam, literalmente, o planeta e a estratosfera. Basta 500 delas -- reunidas em assembleia na Batcaverna -- para decidirem sobre nossas vidas e sobretudo nossas mortes (de poeira, de fumaças tóxicas, de venenos capitalistas e defensivos multinacionais). Uma coisa horrível.
Enfim, nem sempre temos um gênio da economia como esse presidente do Ipea para restabelecer a verdade verdadeira sobre os problemas do planeta.
Estou louco para ouvi-lo na Rio+20... (para ele vão abrir uma exceção, e será Rio+1, o gênio da raça).
Paulo Roberto de Almeida
| 26/09/2011 10:39 |
Brasil Econômico (SP): Brasil enxerga a questão ambiental pelo ângulo social
Para Pochman,do Ipea,reduzir emissão de gases é insuficiente e não tem eficácia para emergentes. A base industrial futura está em novos materiais Um dos personagens mais ativos na articulação de propostas estruturais para a Rio+20, o economista Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), acredita que o poder desmedido das multinacionais tem contribuído enormemente para fragilizar os fóruns de governança global. “Somos cada vez mais governados por 500 corporações, que respondem por 47% do PIB mundial e 4/5 dos investimentos em inovações tecnológicas. Elas financiam campanhas, partidos, pesquisas e até Ongs e aniquilam o espaço público. Fazem com que presidentes, governadores e prefeitos se transformem em seus caixeiros-viajantes”, afirma. Na visão de Pochmann,essa correlação desigual de forças gera um desequilíbrio de poder, que acaba por privilegiar decisões favoráveis à manutenção do atual padrão de produção e consumo. “As corporações decidem o quê, quando e onde tudo vai ser produzido e também o quê e quem vai ser taxado”, exemplifica. Por outro lado, elas detêm conhecimento de ponta, materiais e recursos tecnológicos que as credenciam a liderar a transição para um novo modelo de desenvolvimento. “Trabalham com inovação e não querem ser protagonistas do passado. Vivem a dialética de mirar o futuro com o olhar focado no lucro, o principal objetivo desse modelo em crise”, analisa. A questão mais relevante em jogo, no entender de Pochmann, é o esvaziamento de elementos de governabilidade que esse cenário gerou, reduzindo drasticamente o papel do Estado do ponto de vista supranacional: “O mundo atravessa a mais grave crise mundial desde 1929 e a ONU não foi capaz de fazer nenhuma conferência para discutir o assunto. Estamos vivendo um movimento de decadência dos EUA e de ascensão chinesa, que contrapõe o esgotamento das velhas formas de regulação com a imaturidade das novas. Não nos faltam modelos de desenvolvimento; faltam atores globais”. Por isso, o grande desafio da diplomacia brasileira para a Rio+20, na opinião de Pochmann, é ajudar a construir uma governança transnacional, fortalecendo entidades como o G-20 e os Brics. “Os países desenvolvidos sustentam70% da dinâmica econômica mundial e os 37 mais ricos concentram a maior parte da renda”, disse. O economista lembra que há mais de três décadas se discutem alternativas a esse modelo responsável pela desigualdade entre as nações. “Ele só é sustentável se quisermos incluir nele apenas um terço da população mundial”, frisa. O presidente do Ipea diz que não existe um único caminho para a nova sociedade que buscamos e muito menos convergência em torno de uma das três vias em pauta nas agendas internacionais. A primeira, que chama de pós-desenvolvimentista, é a mais crítica em relação ao modelo vigente. Propõe o resgate de valores perdidos, acompanhado de um profundo respeito pela natureza, um retorno à mãe-Pátria. “Apesar de ter muitos adeptos, esse modelo, rudimentar e agrário, não é viável nos dias de hoje", opina. A segunda vem ancorada na implantação da economia verde, com a perspectiva de tornar sustentável economicamente um modelo ambiental insustentável. “Essa alternativa não altera as coisas, apenas reorganiza a indústria para diminuir a emissão de gases e deter o aquecimento global”, avalia. Bastante confortável para os países ricos, que não precisam mais crescer, a proposta é pouco atraente para a maioria da população. A terceira via, nem pós-desenvolvimentista nem economicista, propõe uma base industrial e produtiva assentada em novos materiais. “Essa é a melhor saída, mas sua implantação demanda pesados investimentos, o que parece pouco provável de ocorrer com as restrições impostas pela crise fiscal internacional e num cenário em que os bens financeiros são mais atrativos do que os bens produtivos”, diz, taxativo. O lado bom é que o Brasil, ao ajudar a construir o conteúdo da Rio+20, está dando outro viés ao debate, garante Pochmann: “O país não está aceitando a visão de fora, que queria um debate sobre a economia verde. Está defendendo a visão totalizante do desenvolvimento, que considera a questão ambiental, mas do ponto vista social”. Ele não quis comentar o convite do PT para concorrer à Prefeitura de Campinas (São Paulo). |
Construa sua propria felicidade (ou tente comprar um pouco...)
Não, não tenho a receita, e desde já me desculpo com os leitores ansiosos que buscaram neste post, de título "accrocheur", a fórmula mágica para a felicidade eterna e a ausência completa de preocupações, aflições, agruras, tangos e tragédias...
Não tenho porque não li, ou ouvi, ainda, o livro e a conversa da autora deste livro que tenta medir e explicar a felicidade.
Com um pouco de (ou muito) dinheiro é sempre mais fácil, mas dizem que dinheiro não compra o amor, ou a felicidade, embora facilite o caminho...
Em todo caso, fica aqui a publicidade gratuita...
Paulo Roberto de Almeida
Não tenho porque não li, ou ouvi, ainda, o livro e a conversa da autora deste livro que tenta medir e explicar a felicidade.
Com um pouco de (ou muito) dinheiro é sempre mais fácil, mas dizem que dinheiro não compra o amor, ou a felicidade, embora facilite o caminho...
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Paulo Roberto de Almeida
On September 28, Brookings hosted a discussion with Brookings Senior Fellow Carol Graham on her new book, The Pursuit of Happiness (Brookings Press, 2011), and the concept of happiness as a national performance indicator. Panelists included David Brooks, New York Times op-ed columnist; Carol Lancaster, dean of the Edmund A. Walsh School of Foreign Service at Georgetown University; and Brookings Senior Fellow Isabel V. Sawhill. Brookings President Strobe Talbott provided introductory remarks.
Listen to audio from the event »
In The Pursuit of Happiness, Graham explores what we know about the determinants of happiness, across and within countries at different stages of development. She examines both the promises and potential pitfalls of injecting the “economics of happiness” into policymaking.
Watch Carol Graham discuss The Pursuit of Happiness on ABC News » Read a sample chapter of The Pursuit of Happiness » Purchase The Pursuit of Happiness » The Pursuit of HappinessAn Economy of Well-Being
Developing Countries, Economic Development, Economics of Happiness, Social Issues,Subjective Well-being
Carol Graham, Brookings Institution Press 2011 c. 164pp
A Brookings FOCUS Book -
"Since 1776 the 'pursuit of happiness' has been the great world question. Here, reflecting on modern survey techniques and results, Carol Graham drills deeper. What does happiness mean? For example, is it opportunity for a meaningful life? Or, is it blissful contentment? And why does it vary, as it does, across individuals and around the world? How does the perception of happiness differ in countries as disparate as Cuba, Afghanistan, Japan, and Russia? Carol Graham is opening up a whole new frontier in economic and social policy."—George Akerlof, Daniel E. Koshland Sr. Distinguished Professor of Economics, University of California–Berkeley, and 2001 Nobel Laureate in Economics In The Pursuit of Happiness, the latest addition to the Brookings FOCUS series, Carol Graham explores what we know about the determinants of happiness, across and within countries at different stages of development. She then takes a look at just what we can do with that new knowledge and clearly presents both the promise and the potential pitfalls of injecting the "economics of happiness" into public policymaking. This burgeoning field, largely a product of collaboration between economists and psychologists, is gaining great currency worldwide. One of a handful of pioneers to study this topic a mere decade ago, Graham is understandably excited about how far the concept has come and its possible utility in the future. The British, French, and Brazilian governments already have introduced happiness metrics into their benchmarks of national progress, and the U.S. government could follow suit. But "happiness" as a yardstick to help measure a nation’s well-being is still a relatively new approach, and many questions remain unanswered. The Pursuit of Happiness spotlights the innovative contributions of happiness research to the dismal science. But it also raises a cautionary note about the issues that still need to be addressed before policymakers can make best use of them. An effective definition of well-being that goes beyond measuring income—the Gross National Product approach—could very well lead to improved understanding of poverty and economic welfare. But the question remains: how best to measure and quantify happiness? While scholars have developed rigorous measures of well-being that can be included in our statistics—as the British are already doing—to what degree should we use such metrics to shape and evaluate policy, particularly in assessing development outcomes? Graham considers a number of unanswered questions, such as whether policy should be more concerned with increasing day-to-day contentment or with providing greater opportunity to build a fulfilling life. Other issues include whether we care more about the happiness of today’s citizens or that of future generations. Policies such as reducing our fiscal deficits or reforming our health care system, for example, typically require sacrificing current consumption and immediate well-being for better long-run outcomes. Another is whether policy should focus on reducing misery or raising general levels of well-being beyond their relatively high levels, in the same way that reducing poverty is only one choice among many objectives in our macroeconomic policy. Employing the new metrics without attention to these questions could produce mistakes that might undermine the long-term prospects for a truly meaningful economics of well-being. Despite this cautionary note, Graham points out that it is surely a positive development that some of our public attention is going to better understanding and enhancing the well-being of our citizens, rather than emphasizing the roots of their divide. ADDITIONAL PRAISE FOR THE BOOK:"As acceptance of social science research on happiness continues to grow, a new question has naturally surged to the fore: Should happiness be a goal of public policy? In this eloquently written celebration of a new science, Carol Graham provides valuable new insight into the pros and cons of this issue."—Richard A. Easterlin, University Professor and Professor of Economics, University of Southern California"The Pursuit of Happiness is a consummate work of scholarship that adds important insights to the worldwide debate on economic well-being. Around the world, governments and citizens are realizing that the Gross National Product is often failing to steer our economies towards desirable ends. The search is on for more appropriate metrics and goals. Carol Graham, a pioneer in the field of 'happiness economics,' builds on a decade of her research to offer clear and careful suggestions for policymakers and scholars who aim to make happiness a central and explicit aim of public policy. With great care and judgment, and consistent clear thinking, Graham explains many of the complexities that will arise in defining, measuring, and targeting happiness in economic policy. Yet Graham urges us to persevere, and her new book will help the world to move forward on this new and promising economic course."—Jeffrey D. Sachs, Director of the Earth Institute at Columbia University, Special Advisor to UN Secretary General Ban Ki-Moon on the Millennium Development Goals ABOUT THE AUTHORCarol Graham
Carol Graham is a senior fellow in Global Economy and Development and Charles Robinson Chair inForeign Policy at the Brookings Institution. She is also College Park Professor at the University of Maryland's School of Public Policy. Her previous books include Happiness around the World: The Paradox of Happy Peasants and Miserable Millionaires (Oxford University Press, 2010) andHappiness and Hardship: Opportunity and the Insecurity in New Market Economies (Brookings Institution Press, 2001, with Stefano Pettinato).
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FIESP ganha o Premio Nobel de Economia (sort of...)
Não exatamente a FIESP, mas seu Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos, e mais exatamente por prever uma coisa quase impossível para economistas normais, que é o nível de equilíbrio do real em relação ao dólar, ou vice-versa, ou qualquer outra coisa, vocês escolhem.
Bem, se finalmente aconteceu o ajuste que a FIESP esperava, seria preciso agora descobrir a quem agradecer por tão faustoso acontecimento: o Tesouro americano, o Banco Central brasileiro, os chineses, os gregos, os goianos, enfim, alguém há de ser responsável, ou culpado, por esse fenômeno fenomenal, se ouso dizer.
Então ficamos assim: o dólar se mantém a 1,85 e ninguém reclama mais: nem a FIESP, nem o BC, nem o ministro Mantega, nem o Bresser Pereira (que ainda certo tempo atrás achava que a taxa de equilíbrio estava mais próxima de 3,5, mas enfim...).
Vamos comemorar pessoal: pode mandar abrir uma garrafa de Veuve Cliquot -- como a presidente fez em NY -- agora um pouco mais cara, mas enfim, não se pode ter tudo na vida...
Paulo Roberto de Almeida
Bem, se finalmente aconteceu o ajuste que a FIESP esperava, seria preciso agora descobrir a quem agradecer por tão faustoso acontecimento: o Tesouro americano, o Banco Central brasileiro, os chineses, os gregos, os goianos, enfim, alguém há de ser responsável, ou culpado, por esse fenômeno fenomenal, se ouso dizer.
Então ficamos assim: o dólar se mantém a 1,85 e ninguém reclama mais: nem a FIESP, nem o BC, nem o ministro Mantega, nem o Bresser Pereira (que ainda certo tempo atrás achava que a taxa de equilíbrio estava mais próxima de 3,5, mas enfim...).
Vamos comemorar pessoal: pode mandar abrir uma garrafa de Veuve Cliquot -- como a presidente fez em NY -- agora um pouco mais cara, mas enfim, não se pode ter tudo na vida...
Paulo Roberto de Almeida
| Dólar a R$ 1,85 está próximo do equilíbrio, diz diretor da Fiesp |
| Gustavo Machado DCI, 30/09/2011 |
O diretor-adjunto do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Walter Sacca, disse ontem que o atual nível do câmbio, por volta de R$ 1,80 a R$ 1,85 por dólar, está muito mais próximo do que a indústria considera uma cotação de equilíbrio. "Finalmente aconteceu o ajuste que a Fiesp tanto desejava", afirmou, ressalvando que o dólar se desvalorizou em relação a moedas reconhecidas internacionalmente.
Na avaliação de Sacca, a recente alta da moeda norte-americana em relação ao real foi "súbita e acima da média". "Como todas as mudanças bruscas, temos efeitos negativos no curto prazo, mas no longo prazo teremos efeitos bons", afirmou, referindo-se à rentabilidade das exportações da indústria brasileira. No início de setembro, em entrevisa a este DCI, João Medeiros, diretor da Corretora Pioneer, afirmou que o mercado desejava o dólar ao patamar de R$ 1,89. "Este é um consenso que existe no mercado. Esperam que neste nível, os manufaturados tenham um melhor desempenho", afirmou à época João Medeiros. Apesar disso, Sacca manteve a projeção de crescimento da indústria paulista de 3,5% neste em relação a 2010. "Não haverá melhora no crescimento da indústria até o fim do ano", disse. "A evolução da produção industrial será de acomodação com viés negativo", justificou, numa referência aos termos utilizados nos comunicados do Banco Central. Essa acomodação, na avaliação dele, pode ser observada na pesquisa Sensor divulgada no mesmo dia. Em setembro, o indicador, que varia de 0 a 100 pontos, atingiu 48,9 pontos. O valor abaixo da linha corte de 50 pontos denota uma deterioração do setor. Entre os itens que compõem o Sensor, o pior resultado foi o doe estoques, com 38,1 pontos, o mais baixo desde abril de 2009. "Os estoques da indústria de transformação têm crescido muito", diz Sacca. O diretor comparou o desempenho da indústria com o do comércio, que segundo ele deve registrar expansão de 11% neste ano. "O comércio cresce com a venda de produtos importados", afirma. Entre os destaques do Indicador de Nível de Atividade (INA), Sacca cita o setor de papel e celulose, que encolheu 0,9% ante julho, com ajuste sazonal. "Foi uma queda mais acentuada que a dos demais setores da indústria e a tendência não é positiva", afirmou. De acordo com ele, isso acontece porque o País exporta celulose e importa papel. Outro setor citado por Sacca foi o de metalurgia básica, com alta de 1,2% no nível de atividade em agosto ante julho, com ajuste. "Tivemos uma recuperação neste mês, mas não suficiente para reverter a queda dos últimos meses", disse. O setor acumula retração de 1,5% nos últimos 12 meses. O destaque positivo foi o de minerais não metálicos, com alta de 1,5% ante julho, com ajuste. |
Sumarios das revistas brasileiras: um site util e sistematico (mas nem perguntaram se podia...)
Acabo de descobrir, por puro acaso (bem, não foi exatamente por acaso, mas graças ao Google Reader), que existe uma "coisa" -- perdão, um empreendimento utilíssimo -- que se chama:
Sumário de revistas brasileiras
http://www.sumarios.org/
E como eu descobri?
Bem, o Google Reader me avisou, me alertou, que meu nome estava sendo citado, não em vão, mas a propósito de artigos publicados em revistas brasileiras, neste link:
http://www.sumarios.org/autores/paulo-roberto-de-almeida
E o que aparece nesse link? O que vai abaixo, assim mesmo, com pdfs linkados e tudo o mais. Curioso que o site se "reserva todos os direitos", sem jamais ter pedido autorização (ao que eu saiba) para divulgar esse material.
Mundo, mundo, vasto mundo, e eu não me chamo Raimundo...
Sumário de revistas brasileiras
http://www.sumarios.org/
E como eu descobri?
Bem, o Google Reader me avisou, me alertou, que meu nome estava sendo citado, não em vão, mas a propósito de artigos publicados em revistas brasileiras, neste link:
http://www.sumarios.org/autores/paulo-roberto-de-almeida
E o que aparece nesse link? O que vai abaixo, assim mesmo, com pdfs linkados e tudo o mais. Curioso que o site se "reserva todos os direitos", sem jamais ter pedido autorização (ao que eu saiba) para divulgar esse material.
Mundo, mundo, vasto mundo, e eu não me chamo Raimundo...
PAULO ROBERTO DE ALMEIDA
O Fim da História, de Fukuyama, vinte anos depois: o que ficou?
Ano: 2010 - Volume: 11 - Número: 11
PAULO ROBERTO DE ALMEIDA
A Arte de NÃO Fazer a Guerra: novos comentários à Estratégia Nacional de Defesa
Ano: 2010 - Volume: 11 - Número: 11
PAULO ROBERTO DE ALMEIDA
A diplomacia do governo Lula em seu primeiro mandato: um balanço e algumas perspectivas
Ano: 2007 - Volume: 2 - Número: 1
PAULO ROBERTO DE ALMEIDA
Seria o Mercosul reversível? Especulações teóricas sobre trajetórias alternativas concretas
Ano: 2011 - Volume: 9 - Número: 1
PAULO ROBERTO DE ALMEIDA
Estratégia Nacional de Defesa: comentários dissidentes
Ano: 2009 - Volume: 10 - Número: 10
PAULO ROBERTO DE ALMEIDA
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Radio France Culture: Economie du Bresil (moi meme, PRA)
Bem, eu já tinha dado essa entrevista há mais tempo, mas um radio-ouvinte em Paris me avisou que ela foi ao ar nesta quinta-feira 29 de setembro de 2011. A única informação incorreta se refere à Universidade de Brasília. Na verdade eu sou professor de Economia Política no programa de mestrado e doutorado do Centro Universitário de Brasília (Uniceub). Vamos ouvir agora:
29.09.2011 - Les Enjeux internationaux
12 minutes
Écouter l'émission: http://www.franceculture.com/emission-les-enjeux-internationaux-bresil-les-ressorts-d%E2%80%99une-economie-emergee-apres-trois-ans-de-cri
--Quelles méthodes adoptées pour affronter les conséquences de la crise surgie en 2007-2008 ?
Transcrevo aqui abaixo as notas que eu tinha preparado com base em perguntas formuladas pelo jornalista.
29.09.2011 - Les Enjeux internationaux
Brésil. Les ressorts d’une économie émergée, après trois ans de crise mondiale
12 minutes 


Paulo Roberto de Almeida est diplomate et universitaire (Université de Brasilia)
Écouter l'émission: http://www.franceculture.com/emission-les-enjeux-internationaux-bresil-les-ressorts-d%E2%80%99une-economie-emergee-apres-trois-ans-de-cri
Le Brésil a ressenti d’emblée les effets de la crise et de la récession mondiale dès 2009 (zéro pour cent de croissance), mais s’est ressaisi d’une façon remarquable (7,5 % de croissance en 2010).
Comme pour l’Inde et pour la Chine, la demande intérieure a servi de coussin. Le Brésil sortait aussi d'une période économique faste (depuis 2002), avec notamment un cours très favorable des matières premières.
D’où, quelques questions simples :--Quelles méthodes adoptées pour affronter les conséquences de la crise surgie en 2007-2008 ?
Aujourd’hui, il a comme premier partenaire la Chine, qui a dépassé en 2010 les États-Unis
--L’état des lieux économique.
--Les ressorts internes et externes de la croissance.
--Les secteurs forts et faibles de l’économie.
--Les grands aléas pour les prochaines années.
Paulo Roberto de Almeida est diplomate et universitaire (Université de Brasilia)
Transcrevo aqui abaixo as notas que eu tinha preparado com base em perguntas formuladas pelo jornalista.
Paulo Roberto de
Almeida
journaliste Thierry Garcin, le
16/09/2011, 11h15hs
pour l'émission quotidienne “Les Enjeux
internationaux”.
Radiodiffusée le 28/09/2011 ; link :
1) Quelles méthodes
adoptées pour affronter les conséquences de la crise surgie en 2007-2008 ?
Le président Lula a
d’abord essayé d’ignorer la crise, en disant qu’il ne s’agissait que d’une
petite vague, incapable de provoquer de grandes secousses au Brésil. Tout de
suite après, avec une chute remarquable de la production industrielle et la
plongée des prix de matières premières exportées par le Brésil, le gouvernement
s’est finalement réveillé et a commencé à adopter des mesures classiques de
style keynésien. La Banque Centrale a réduit les taux d’intérêt tout comme les
réserves obligatoires des banques (au Brésil à des niveaux anormalement élevés,
de 45% des dépôts à vue). Le ministère des finances, de son côté, a réduit
certains impôts – mais seulement les impôts fédéraux, ceux qui sont répartis
avec les états et municipalités, pas les contributions qui sont détenues
exclusivement par le Exécutif fédéral – et a permis beaucoup d’opérations de
crédits par les banques d’État (Banque Nationale de Développement, Banco do
Brasil et Caixa Econômica Federal), qui sont responsables d’une part
considérable du marché financier.
Des allégements
spéciaux ont été concédés à des secteurs privilégiés par Lula, comme
l’industrie automobile, et du même coup son cher ancien syndicat des métallurgistes.
Le raisonnement était classiquement keynésien : maintenir le niveau de la
demande et de l’emploi. Sauf que beaucoup d’autres mesures n’étaient pas
exactement anticycliques, comme l’augmentation des salaires des fonctionnaires d’État
– qui provoquent des effets durables dans les dépenses publiques – ou la
correction du salaire minimum au-dessus de l’inflation, ainsi que l’offre
généreuse des crédits consignés, tous provoquant une augmentation exagérée de
la demande, en suscitant donc des pressions inflationnistes.
Tout de même, la
croissance est chuté a zéro en 2009, avant de rebondir a 7,5% en 2010 ;
dans la moyenne, la croissance pendant les années Lula n’a pas dépassé, en
moyenne, 4%, fruit d’un taux d’investissement inférieur à 20%, ce qui est le
résultat d’un taux d’épargne très médiocre, entre 17 e 18% seulement, étant
donné le très haut niveau de la charge fiscale au Brésil, à prés de 35% du PIB,
équivalent à celle de l’OCDE (dont les pays, pourtant, exhibent un revenu par
tête qui est cinq ou six fois supérieur au revenu moyen des Brésiliens).
2) L’état des lieux
économique.
Le Brésil, en dépit
de taux de croissance relativement modestes par rapport aux pays dynamiques
d’Asie, a été énormément bénéficié par la croissance globale entre 2002 et
2008, compte tenu surtout de son insertion dans les circuits internationaux
d’offre de produits de base, dont il continue à être, encore et toujours, un
très grand exportateur. Il a aussi profité de l’exceptionnelle croissance
chinoise, pays qui est devenu son premier partenaire commercial, devançant les
États Unis dès 2009 – ainsi que d’autres
pays émergeants qui ont pris de l’importance dans ses relations commerciales
extérieures.
Certains économistes
calculent la demande externe comme étant responsable pour au moins un tiers de
la croissance brésilienne – les autres sources étant l’expansion du crédit
interne à la consommation, ainsi que les investissements et les achats
gouvernementaux, y compris les entreprises d’État, comme Petrobras, aujourd’hui
une des cinq premières dans l’exploitation pétrolifère. Il est vrai que
l’augmentation des exportations est due beaucoup plus à la hausse de prix des
produits – donc la valeur – qu’à l’expansion des volumes, compte tenu de la
valorisation significative de la plupart des commodities exportées par le Brésil, qui ont atteint des prix
records entre 2003 et 2008 (surtout les produits alimentaires, dont le Brésil
est un champion mondial).
En effet, beaucoup
d’économistes au Brésil – et même certains observateurs étrangers – commencent
à parler de la « réprimarisation » de l’économie brésilienne, étant
donné l’importance accrue des exportations de produits de base, ainsi que d’une
« désindustrialisation », vue la diminution de la part de l’industrie
dans la formation de la valeur ajoutée. Il s’agit, en fait, d’un phénomène
complexe, qui combine des facteurs positifs – soit, la grande demande internationale
pour des produits dont le Brésil est exceptionnellement bien placé pour
fournir, sur la base de ses avantages comparatifs – et des facteurs négatifs,
comme le poids absurde des impôts sur les industries – et les consommateurs, en
général – et la valorisation de la monnaie brésilienne par rapport au dollar et
autres monnaies du commerce international.
Il est vrai qu’il y
a, actuellement, un processus administré de dévaluation du dollar, mais la
valorisation du Real est bien plus importante, étant provoquée par le niveau
excessivement élevé du taux d’intérêt au Brésil, pratiquement le double ou le
triple des moyennes internationales, et cela – tout comme le poids des tributs
– par la faute exclusive du gouvernement, qui dépense toujours plus que les
recettes disponibles. Le déficit budgétaire ainsi que la dette publique sont
relativement en ligne avec les critères de Maastricht (autour de 3% et 75% du
PIB, respectivement), mais leur coût de financement est anormalement élevé, tout
comme l’augmentation des dépenses publiques, qui se fait à un niveaux deux à
trois fois plus élevé que celui du PIB, toujours en dessous de 4% annuels (pour
une expansion des recettes publiques d’au moins 10%).
3) Les ressorts,
internes et externes, de la croissance.
Pour ce qui est des
sources externes de la croissance, cela ne fait pas de doute : le Brésil,
comme une bonne partie de l’Amérique Latine, est devenu dépendant de la demande
chinoise, la plus importante du monde pour tous ses produits d’exportation,
sauf pour les manufacturés, dont la concurrence des produits chinois est
brutale pour l’industrie brésilienne et un peu partout ailleurs dans la région.
La Chine est devenue le premier partenaire commercial du Brésil et c’est elle
qui maintient les prix des commodities
agricoles et minières à de niveaux historiquement élevés (sauf dans la brève
plongée de 2008). Ce qu’il faut remarquer, donc, c’est que le Brésil a été
beaucoup plus « acheté », qu’il n’a vendu à l’extérieur. Une
décroissance chinoise, dans ce cas, risque de mettre à mal l’économie
brésilienne, ainsi que d’autres ailleurs. Même si la Chine n’est pas encore la
locomotive de la croissance mondiale, elle l’est certainement en ce qui
concerne le Brésil et d’autres pays latino-américains (et asiatiques,
vraisemblablement).
En ce qui touche les
sources internes de la croissance brésilienne, il y a tout d’abord l’expansion
du crédit, dont l’importance est passée de moins de 20% du PIB à plus de 35%
dans les années Lula, avec le risque d’endettement des familles pour ne rien dire
des pressions inflationnistes qui sont déjà là : les indicateurs officiels
d’inflation ont tous dépassé le but officiel de 4,5% annuel, touchant déjà le
toit de 6,5%, ce qui pourra précipiter un retour aux temps malheureux de
réalimentation automatique des prix et des salaires.
Mais le Brésil a
aussi reçu des apports significatifs d’investissements étrangers, en partie
pour profiter des intérêts élevés des titres gouvernementaux, mais aussi pour
des projets de nouvelles compagnies, vue l’expansion et l’ampleur naturel du
marché interne. De même, des capitalistes brésiliens ont accéléré leur
mouvements en direction de nouvelles opportunités dans les pays voisins, qui
sont les plus grands consommateurs de produits manufacturés brésiliens (pour le
moment, au moins). Tout cela dit, il faut rappeler que le Brésil, pendant la
phase de haute croissance de l’économie mondiale, entre 2002 et 2008, a vu son
PIB s’accroître en dessous de la moyenne mondiale, et trois fois moins que les
émergeants dynamiques d’Asie. Actuellement, il est dans la moyenne mondiale, et
au dessus des pays avancés – naturellement – mais toujours la moitié moins que
les nouvelles « locomotives » économiques. Cela est toujours dû a ses
taux d’épargne insuffisants pour soutenir un taux d’investissement compatible
avec une croissance à plus de 4 ou 5%, et la raison fondamentale est, encore et
toujours, le crowding-out provoqué
par le gouvernement, soit, la pression des recettes publiques sur les revenus
privés. Si tous les recueillements obligatoires du gouvernement – notamment
liés au travail et à la sécurité sociale, ainsi que d’autres impôts spécifiques
– étaient alloués à l’épargne et à l’investissement, les taux du Brésil
pourraient s’approcher de ceux de certains pays asiatiques.
4) Secteurs forts et
faibles de l'économie brésilienne.
En dépit d’un
formidable effort d’industrialisation dans le dernier demi siècle, le Brésil
est un cas typique du modèle « ricardien », soit le succès par la
spécialisation lié à ses avantages comparatifs notoires, qui sont tous situés
dans le secteur primaire et basés sur des ressources naturelles. En effet,
l’agrobusiness capitaliste est aujourd’hui responsable de la plupart des
recettes en devises dans la balance de payements et concentre beaucoup des innovations
techniques qui font du Brésil un très puissant concurrent international dans la
plupart des produits tropicaux et même tempérés.
Evidemment,
l’industrie est aussi très puissante au Brésil, mais dans les dix dernières
années elle a été victime d’une mauvaise conjonction de facteurs, qu’il faut
séparer par ordre de responsabilité. Tout d’abord, le processus
d’industrialisation a été conduit beaucoup plus avec accent sur le marché
interne qu’en tenant compte des pressions de la compétition étrangère, tenue à
l’écart par une politique commerciale résolument protectionniste : quand
le Brésil – dans le Mercosur, il est vrai – a réduit modérément les tarifs à
l’importation, la concurrence de produits bon marché a commencé a éroder la
confortable situation des industriels brésiliens.
Certes, comme pour
tout autre pays au monde, la concurrence chinoise est implacable, mais cela
n’explique pas tous les problèmes de la perte de vitesse, et d’importance, de
l’industrie au Brésil. D’après les indicateurs de « liberté
économique » dans le monde, la Chine est, économiquement parlant, un pays
plus libre que le Brésil, toujours dirigiste et régulateur à outrance, presque
socialiste en le comparant avec la Chine dans cet aspect. En plus des chaînes
bureaucratiques, l’industriel brésilien se bât contre un niveau d’imposition
fiscale qui est 50% plus élevé de celui enregistré en Chine : plus de 40%,
en moyenne, contre un peu plus de 20% (surtout en charges du travail, mais
aussi un jungle cumulative de tributs qui ne sont pas seulement lourds, mais
aussi exigeants en matière de procédures et déclarations). Il faut ajouter à
cela une infrastructure précaire, des services de communications très chers et
toute sorte d’entraves aux entrepreneurs, comme on peut le constater par les
rapports annuels Doing Business de la Banque Mondiale. Les services associés à
l’industrie sont aussi défaillants ou trop chers, étant donné le peu de
concurrence du fait de la fermeture à l’extérieur.
À tout cela,
s’ajoute le coût du capital, en partie compensé par les emprunts subsidiés de
la Banque Nationale de Développement, mais qui vont de préférence aux plus
grandes compagnies seulement. Beaucoup de micro et petites entreprises restent
dans le secteur informel et ne se bénéficient donc de certaines largesses
gouvernementales à l’industrie, qui existent, mais sont plutôt marquées par un
esprit défensif et frileux de la concurrence étrangère. Finalement, il y a le
problème du taux de change, spécialement défavorable dans les dernières années,
mais cela est aussi dû, en partie, à la politique gouvernementale de taux
d’intérêt élevés, en fonction des constants déficits budgétaires et d’autres
déséquilibres dans les comptes publics.
5) Les grands aléas
pour les prochaines années.
Le plus grand défi
brésilien, actuellement et dans les prochaines années, est celui de résoudre,
en bases permanentes, le déséquilibre fiscal, qui menace de provoquer une crise
domestique, vue la croissance toujours démesurée des dépenses publiques par
rapport à une expansion somme toute très modeste du PIB. Pour cela, le
gouvernement est « obligé » de extraire une fraction toujours
croissante des revenus privés, processus qui a conduit la charge fiscale à
augmenter continuellement depuis les années 1990. Un exemple est donné par les
dépenses avec les serviteurs d’État pendant la période Lula : le coût
total du personnel fédéral est passé de 75 milliards de Reais, en 2002 , à 200
milliards en 2011, soit une augmentation de 166% par rapport à 2002.
À cela s’ajoute une
inégalité frappante entre les revenus du personnel public, de 8.000 Reais en
moyenne, contre seulement 1.500 Reais dans le secteur privé, quand c’est
celui-ci qui produit les richesses et le revenu qui sert à payer les premiers. Le
fait est que le secteur public est en train d’étouffer le secteur privé au
Brésil, et cela constitue le plus grand danger pour son avenir, en plus de
certains problèmes structurels, tous liés à des défaillances dans le
fonctionnement de l’État. Par exemple : il n’est un secret que la qualité
– si le mot s’applique – de l’éducation au Brésil est une des pires au monde,
et les scores des étudiants brésiliens en lecture, sciences et mathématiques
dans les examens internationaux du programme Pisa de l’OCDE se situent toujours aux cinq dernières places, parmi
une cinquantaine d’autres pays.
Cette situation est
terrible pour l’avenir du pays, car le Brésil a déjà accompli sa transition
démographique dès les années 1980 – soit, des taux de croissance, de mortalité
et d’espérance de vie assez satisfaisants – et que le nombre de vieux s’accroît
maintenant à des taux soutenus. Mais le Brésil va disposer encore, pour une
génération à peu près du phénomène connu comme « bonus
démographique », c’est-à-dire, la plus haute proportion de population
active par rapport au nombre de dépendants. Mais, du fait de la qualité
déplorable de son système éducationnel, le Brésil ne va pas accumuler des gains
de productivité suffisants pour augmenter rapidement son revenu moyen par tête,
de manière à pouvoir payer les cotisations sociales et les frais de santé pour
sa population de vieillards d’ici 20 ou 30 ans. Cela sera dramatique sur le
plan économique et social.
6) Les priorités
actuelles de la nouvelle présidence.
Les priorités ne
sont pas différentes de celles d’un ordre du jour normal, de tout gouvernement
désireux de se faire réélire et de disposer du soutien populaire :
croissance économique, augmentation du nombre d’emplois, expansion des revenus,
diminution de la pauvreté, du chômage, de gains de compétitivité
internationale, combat à l’inflation et précaution envers les menaces venant d’une
crise extérieure. En cela, le gouvernement Dilma Rousseff ne se distingue pas
de l’antérieur – d’ailleurs entièrement responsable pour l’élection d’une
personne qui n’avait jamais disputé aucune – ou d’un quelconque autre
gouvernement : il s’agit de conduire les affaires courantes et d’imprimer
sa marque par quelques politiques nouvelles.
Son début,
néanmoins, a été marqué par une espèce d’« héritage maudit », qui est
constitué par l’augmentation irresponsable des dépenses publiques conduite de
manière systématique pendant toute l’administration Lula, à la fin plus encore,
précisément pour pouvoir élire sa dauphine. La présidente est alors obligé de
couper dans le budget, ce qui affecte surtout les services de santé et
d’éducation, ainsi que les investissements publics, déjà très réduits en dehors
de ceux de Petrobras, qui a reçu des apports formidables du Trésor national,
via Banque Nationale de Développement (y compris au moyen des manipulations
comptables, pour cacher l’expansion de l’endettement public).
L’autre problème –
qui n’est pas une priorité du gouvernement, mais auquel il est contraint par
l’opinion publique – et le combat à la corruption dans la sphère
gouvernementale (Exécutif et Législatif, surtout, mais aussi dans le
Judiciaire), qui s’est disséminé énormément avec la tolérance démontrée par
Lula envers se phénomène par ailleurs commun au Brésil, surtout dans le secteur
public. Les ministres déchus jusqu'à présent étaient tous hérités du
gouvernement Lula, mais des nouveaux cas se présentent. Cela est le reflet d’un
système politique sclérosé, qu’il faudrait réformer à fond, mais le gouvernement
n’a pas vraiment un programme de réformes consistantes. La réforme fiscale,
avec un allégement des impôts serait la première à être entreprise, mais il est
douteux que le gouvernement réussisse dans ce domaine ; le plus probable,
d’ailleurs, sera la création d’une nouvelle contribution, cumulative,
soi-disant pour financer les dépenses de santé.
Les priorités
conjoncturelles, imposées en partie du dehors, sont la lutte contre la crise
internationale, qui peut affecter le Brésil par les canaux commercial et
financier, et le maintien de l’activité interne, pour soutenir la croissance et
l’emploi. La croissance exagérée des dépenses publiques est plutôt un problème
pour la société, qui paye la facture, que pour le gouvernement, qui cherche
toujours des nouvelles sources de financement (y compris par des nouveaux
impôts ou au moyen des recettes du pétrole du pré-sel, qui vont tarder encore
quelques années à venir). Le gouvernement continue à travestir le peu
d’efficacité dans la gestion publique au moyen de beaucoup de publicité autour
de quelques programmes officiels d’accélération de croissance (PAC I et PAC
II), ainsi que dans la construction de logements sociaux, même quand l’expérience
précédente n’a pas eu le succès escompté ; en cela aussi, le nouveau
gouvernement ne fait qu’imiter l’antérieur.
Sur le plan
structurel, le gouvernement Dilma veut réduire la pauvreté extrême, aujourd’hui
limité à moins de 16 millions de personnes, selon les statistiques
officielles ; dans ce domaine, il n’y a pas vraiment de nouveauté, sauf
confirmation des programmes de distribution de subsides aux plus pauvres, qui
ont commencé avec une nette inclinaison électorale, pour devenir, selon le
gouvernement, le plus grand programme social au monde. Il se peut qu’il soit
cela, mais il représente aussi une dérivation populiste du Parti des
Travailleurs, qui avait toujours condamné, avant d’arriver au pouvoir, ce genre
de pratique « assistancielle ». Aujourd’hui cela lui garantit
quelques millions de votes, et dans le Brésil arriéré de l’intérieur, le PT
s’est substitué aux anciens oligarques, tout en pratiquant une politique
économique dite « néolibérale » mais la critiquant dans les discours
et documents officiels.
7) Quelles
interactions entre politique économique et politique étrangère ? Comment se
renforcent-elles l'une l'autre ?
De l’aveu même de
ses dirigeants, la politique étrangère n’a pas vraiment changé, si ce n’est
pour une question de style ; certaines inflexions ont été observées dans
la question des droits de l’homme, mais les tests véritables restent encore à
venir. Du reste, la politique tourné vers le Sud doit continuer, tout comme l’accent
mis sur l’intégration sud-américaine, en essayant de faire du Mercosur une
plateforme pour le renforcement de l’Union des Nations Sud-Américaines, une
création de l’administration Lula, même si Hugo Chávez a influencé quelque peu
son contenu et ses institutions. Il est peu probable que la personnalité de la
présidente la pousse à entreprendre les mêmes initiatives dont Lula avait le
goût : sommets avec les leaders africains et arabes, « paix »
dans le Moyen Orient, « bons offices » dans la question nucléaire
iranienne, ou d’autres encore.
Le moment est
d’ailleurs délicat, avec la perspective d’une nouvelle récession ou de croissance
lente dans les principaux marchés, ce qui recommande une bonne coordination
entre les politiques extérieure et économique, précisément. À ce titre, il faut
attendre pour voir si les négociations commerciales multilatérales vont
vraiment reprendre, ce qui est douteux, mais le Brésil, comme beaucoup d’autres
pays, a adopté une politique commerciale plutôt défensive dernièrement, compte
tenu de la perte de compétitivité de ses produits, non seulement dans de
marchés externes, mais dans le marché brésilien lui-même. Cette caractéristique
inquiète beaucoup industriels et technocrates ; les uns et les autres
attribuent les problèmes au taux de change défavorable – et le ministre des
finances s’est référé à une hypothétique « guerre cambiale », en
suggérant qu’elle venait des Etats-Unis, non de la Chine – ou à la
« concurrence prédatrice » de la Chine, maintenant visée par tous. Aucun
responsable gouvernemental ne se réfère à la lourde charge d’impôts ou au rôle
des taux d’intérêt dans la valorisation du Real, et pour cause : ce serait
condamner les pratiques et politiques officielles.
Il est peu probable
que les politiques économiques brésiliennes soient radicalement changées dans
l’avenir prévisible, tout comme il est peu probable que le G20 financier soit
capable de proposer des solutions miracles à la crise actuelle, ou même
simplement d’opérer ce qui justifie son existence : la coordination des
politiques économiques nationales des pays membres. Le Brésil a toujours
insisté, au sein du G20, pour la « réforme des institutions économiques
internationales », en entendant par là l’élargissement des instances de
décision dans les deux organisations de Bretton Woods, en concédant plus de
pouvoir à des pays comme le Brésil. Il est connu que l’un des principaux
obstacles à une réorganisation du pouvoir de vote est constitué par des petits
pays européens, qui ne veulent pas perdre leurs privilèges, qui ne
correspondent plus aux réalités économiques du monde actuel. Or, à la première
opportunité pour que des changements réels soient accomplis, lors de la
désignation du successeur du directeur-gérant du FMI Dominique Strauss-Kahn, le
Brésil a, contradictoirement, choisi d’appuyer la candidate française, au lieu
de soutenir le candidat mexicain, qui pouvait somme toute représenter une
chance de transformation de la structure politique de l’organisation. On peut
se demander, ainsi, si l’interaction entre politique étrangère et politique
économique existe effectivement, et si le Brésil est prêt pour assumer des
nouvelles responsabilités sur le plan mondial.
Dans un autre
chapitre, mais toujours dans ce domaine, le nouveau ministre de la Défense
brésilien, l’ex-ministre des affaires étrangères Celso Amorim, a annoncé – avant
même de prendre la charge du ministère – qu’il avait l’intention de retirer les
troupes brésiliennes de l’opération de stabilisation de l’ONU en Haïti,
la Minustah, vraisemblablement pour des raisons économiques, puisque le même
ministre, quand il était à la tête de l’Itamaraty, imaginait que cette
opération pouvait donner au Brésil le billet d’entrée au Conseil de Sécurité de
l’ONU. Il est vrai que l’Armée brésilienne a appuyé l’engagement en Haïti, mais
quelques centaines des millions de dollars après, elle doit réviser les pertes
et profits de l’opération, surtout dans un moment de coupes budgétaires et de
restrictions sévères aux dépenses de cette force. C’est là encore un exemple
des problèmes de coordination interne entre les secteurs diplomatique et
économique au Brésil.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 7/09/2011
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