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terça-feira, 31 de dezembro de 2019

2019: o ano dos retrocessos - Eliane Cantanhede (OESP)

Coleção de retrocessos

Em 2019, Brasil avançou devagar na economia e recuou velozmente no resto

Eliane Catanhêde, O Estado de S.Paulo 
31 de dezembro de 2019 | 03h00 

Último dia do ano, hora de discutir o que deu certo, o que deu errado, o que poderia ser melhor. No governo Jair Bolsonaro, a economia andou devagar, mas andou. O problema foi o resto, que andou rápido, mas em marcha a ré. Uma coleção de retrocessos. 
reforma da Previdência foi o grande marco político e econômico de 2019. O grande mérito do governo foi enviar o projeto e o do Congresso foi ter encaminhado, debatido e votado com razoável rapidez e com a menor desidratação possível. Bolsonaro jogou o pacote no Congresso e lavou as mãos, deixando a condução, a negociação, os ajustes e os votos por conta de dois personagens-chave no seu primeiro ano de governo: Rodrigo Maia, do Legislativo, e Paulo Guedes, do Executivo. Com a reforma da Previdência aprovada, abriu-se uma avenida de oportunidades para novas reformas e a própria economia.  
A previsão do PIB foi ao fundo do poço em meados do ano, mas recuperou-se e é otimista neste 31 de dezembro. A inflação e os juros estão baixos como nunca e o desemprego continua dolorosamente alto, mas caindo. Logo, as condições são boas. O preço da carne precisa baixar e Bolsonaro tem de parar de atrapalhar.  
Quando se fala (ou reclama) em recuos, pensa-se logo em Meio Ambiente, que jogou o Brasil na imprensa internacional e abriu atritos desnecessários com parceiros como França, Alemanha, Suécia. E Bolsonaro também bateu de frente com China, Argentina, Chile, o mundo árabe, além de chegar no Paraguai elogiando Stroessner.  
Houve ainda recuos assustadores na Cultura, até na última semana do ano, com o veto ao projeto de incentivo ao audiovisual, e na Educação, que saiu de um ministro inútil para outro que só vê “balbúrdia” nas universidades. Cultura e Educação não são inimigas, presidente! Nem a mídia e os jornalistas.  
De tudo isso, fica o histórico de manifestações do presidente da República, ora machistas, ora homofóbicas, ora pró-ditadores sanguinários, ora acusando Paulo Freire de “energúmeno”. Para que? Ninguém sabe, mas o fato é que os filhos vão atrás. Sem citar hienas e “golden shower”, ambas de péssima lembrança.  
Por falar nisso, a ida do deputado Eduardo Bolsonaro para a Embaixada do Brasil em Washington foi um sonho de verão para ele e um pesadelo para muita gente, dentro e fora do Itamaraty. E o ano termina deixando em aberto a situação do senador Flávio Bolsonaro, alvo do Ministério Público do Rio de Janeiro e com muitas histórias mal contadas a explicar à opinião pública brasileira. Carlos Bolsonaro? Esse continua lá, tuitando.  
Se as pesquisas registram a baixa popularidade do presidente, não captaram o esforço do Legislativo, que trabalhou muito e bem ao longo de 2019. Motivo: continua “dando Ibope” falar mal do Congresso. Faz parte.  
Quanto ao Judiciário, esteve no centro da suspeita de um cerco institucional à Lava Jato. Vamos combinar que o fim da prisão em segunda instância e os meses de interrupção de investigações pautadas pelo Coaf foram ataques frontais à maior operação de corrupção, talvez, do mundo. E ambos conduzidos pelo Supremo.  
No foco, o presidente Dias Toffoli, determinado a derrubar a prisão em segunda instância e autor da canetada que feriu gravemente a atuação do Coaf e suspendeu as investigações com base na inteligência financeira. O discurso “em javanês” do ministro é um dos destaques de 2019. Cada um conclua o que quiser.  
No mais, o governo abriu tudo para os EUA, mas, até agora, ninguém sabe, ninguém viu, no que isso conta a favor dos interesses do Brasil. A olho nu, não se vê pragmatismo, muito menos reciprocidade. Só Trump ri. Não tem graça nenhuma. 

Fechando as listas de trabalhos originais e publicados - Paulo Roberto de Almeida

RELAÇÃO DE TRABALHOS ORIGINAIS, 33
Paulo Roberto de Almeida
 (Brasília, 2019: do nº 3.391 ao nº 3.559)

Trabalhos do Ano de 2019 (janeiro-dezembro 2019)
Nºs 3.391 a 3.559

Atualizada em 31 de dezembro de 2019

Alguma contabilidade rudimentar:
1) 168 trabalhos, ou seja, 14 trabalhos por mês, ou um trabalho completo a cada 2,14 dias (não estão contabilizados trabalhos incompletos ou em curso de redação).

Relação de Originais de Paulo Roberto de Almeida, 2019, 2019
Relação completa de trabalhos originais publicados ao longo do ano de 2019.
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TRABALHOS PUBLICADOS, 24
Paulo Roberto de Almeida

2019: Do n. 1.300 ao n. 1.333

Atualizada em 31 de dezembro de 2019
Número de trabalhos publicados: 33
Alguma contabilidade rudimentar:
1) 33 trabalhos, ou seja, 2,75 trabalhos por mês, ou um trabalho publicado a cada 10 dias.
Trabalhos Publicados Paulo Roberto de Almeida, 2019, 2019
Relação ainda incompleta de todos os trabalhos publicados em 2019, registrados, com alguns penden... more 
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