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Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org. Para a maior parte de meus textos, ver minha página na plataforma Academia.edu, link: https://itamaraty.academia.edu/PauloRobertodeAlmeida;

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sábado, 5 de dezembro de 2020

Amy Knight: da literatura russa do século XIX para o Estado policial do século XX e XXI - New York Review of Books

 Amy Knight era apenas uma apreciadora da literatura soviética, quando foi detida pela KGB. Isso lhe deu uma nova direção em suas leituras, pesquisas e livros.

Online this week

On Thursday, we published “Aleksei Navalny, Ready to Run Again in Russia,” by the historian and longtime New York Review contributor Amy Knight. She reviews the prospects for Navalny, the anti-corruption opposition politician who survived a poisoning attempt with the nerve agent Novichok, thanks to treatment in Germany, and is now planning a return to Russia to resume his mission as a thorn in the side of President Vladimir Putin.

Knight has become known as one of the West’s leading scholars of the KGB, from her first book, a study of the secret police published in 1988, through subsequent ones on Stalin’s henchman Lavrenty Beria and cold war spying, to her most recent, Orders to Kill: The Putin Regime and Political Murder (2017). Although her first love had simply been the literature of Tolstoy and Dostoevsky, which made her want to learn the Russian language, the course of her future research was set while she was studying at the University of Michigan.

“A study tour of the Soviet Union with fellow students and professors in the summer of 1967—the height of the cold war—resulted in my brief arrest by the KGB, which took a dim view of our group’s consorting with their dissident students,” she told me via email this week. “After that experience, I became fascinated with the Soviet dissident movement and the efforts of the Soviet regime to suppress it.”

She pursued graduate studies at the LSE and embarked on her career as a Soviet affairs analyst at the Library of Congress, followed by teaching positions at Johns Hopkins, George Washington, and Carleton universities. The dissolution of the Soviet Union is now some thirty years distant, but I was curious to know what those epochal events had meant at the time for a Sovietologist—was she ever worried about being out of a job? 

“On the contrary, the Soviet collapse created huge opportunities because we finally could visit Russia in person,” she replied. “And the Soviet archives suddenly opened up—a treasure trove of files and documents on the hitherto secret operations of the Communist Party leadership. I was able to travel to Russia and do research and interviews, including with a former KGB chief, several times in the early and mid-Nineties. This was the golden age for Western Russia experts and scholars.”

The halcyon era did not last long. By the latter part of the decade, she explained, the shutters were coming down again and her access to such sources ended.

“Once Putin became firmly entrenched in power it became risky for people like me, who were so critical of Putin, to visit Russia. The last time I was in Moscow, March 2008, I was well aware that I was being watched wherever I went to do interviews,” she said. “Shortly before I left Moscow, I became violently ill with what I assumed was food-poisoning from eating at the Marriot Hotel on Tverskaya Street. But in retrospect, I saw the incident as a warning and have not attempted to return to Moscow since then.”

There was no confusing Navalny’s illness with food-poisoning. Placed in a medical coma by Russian doctors, and then flown to Germany for specialist—and safe—treatment, he was lucky to survive. Until this moment, the opposition leader had faced repeated arrests and legal harassment on apparently spurious and politically motivated charges. Why had he now, I asked Knight, faced an assassination attempt that had the Kremlin’s fingerprints on it?

“Navalny addresses the single most important weakness of Putin’s regime: official corruption,” she explained. “The Russian people are suffering terribly economically, and the more they learn about the vast sums of money that Putin’s cronies are pocketing at their expense, the more receptive they are to Navalny’s calls for protest.”

Knight’s article this week read to me as relatively optimistic about what Navalny might still achieve once back in Russia, despite Putin’s iron control of the state security apparatus, the media, and an ersatz electoral process. Will the incoming Biden administration make much difference, I asked.

“Putin has made it clear in his public comments over the years that a strong NATO alliance is one of the greatest threats to his regime,” she said. “The most important thing for Biden in his strategy toward Russia is to repair our alliance with our European allies and act in concert with them in responding to the human rights abuses of the Kremlin. The sanctions that Navalny and his colleagues have advocated are a good example.

“I think that Russian democrats are very relieved to see that Trump will be out of the White House,” she added, “because Trump turned a blind eye to Putin’s human rights abuses.”

—Matt Seaton


For everything else we’ve been publishing, visit the Review’s website. And let us know what you think: send your comments to editor@nybooks.com; we do write back.

O chanceler acidental e as teorias conspiratórias (Deutsche Welle)

 Acredito, realmente, que o chanceler acidental acredita, realmente, na realidade real de uma conspiração de elites não muito bem identificadas — mas uma delas está ligada a Klaus Schwab, do Foro Econômico Mundial — que acreditam realmente na necessidade de um Grande Recomeço (Great Reset), que nada mais seria do que uma maneira dessas elites totalitárias, a pretexto de salvaguardar vidas, subtrairem nossas liberdades, ademais da soberania nacional, uma vez que elas são globalistas e querem impor uma dominação mundial. 

Acredito, realmente, que o chanceler acidental acredita realmente em tudo isso, do contrário não ousaria expor o Brasil ao ridículo de invocar teorias conspiratórias numa reunião multilateral — “oh my God, quando escaparemos disso?” —, como realmente aconteceu, e se encontra descrito nesta matéria da Deutsche Welle, que expressa realmente a realidade. 

Agora que o grande salvador do Ocidente está saindo, quem mais poderá nos salvar dessa ameaça das elites totalitárias?

Paulo Roberto de Almeida

Link para a matéria da Deutsche Welle:


Ministro Araújo evoca teoria de conspiração sobre covid

Deutsche Welle, 5/12/2020
Após discursar em conferência da ONU sobre a pandemia, ministro brasileiro das Relações Exteriores tuíta sobre um "Great Reset", suposto projeto secreto de elites para impor controle econômico e social às massas.

O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Ernesto Araújo, mencionou nesta sexta-feira (04/12), num tuíte, a teoria de conspiração do "Great Reset" (grande recomeço ou zeragem), sobre a origem da covid-19, após participar de uma conferência da Organização das Nações Unidas. 

"A pandemia não pode ser pretexto p/ controle social totalitário violando inclusive os princípios das Nações Unidas. As liberdades fundamentais não podem ser vítima da Covid. Liberdade não é ideologia. Nada de Great Reset", escreveu na rede social Twitter, acrescentando o link para um vídeo da "minha fala em sessão ONU s/ Covid".

A pandemia não pode ser pretexto p/ controle social totalitário violando inclusive os princípios das Nações Unidas. As liberdades fundamentais não podem ser vítima da Covid. Liberdade não é ideologia. Nada de Great Reset. Minha fala em sessão ONU s/ Covid: youtu.be/nikOlQVm6vc

Na véspera, Araújo participara de uma conferência extraordinária das Nações Unidas sobre a pandemia do vírus Sars-Cov-2. O encontro, visando alcançar um compromisso global face à pandemia, contou com a participação de mais de 90 chefes de Estado e governo.

Mito do "grande recomeço"

Popular em plataformas de extrema-direita, a "grande zeragem" é uma teoria da conspiração segundo a qual a pandemia da covid-19 teria se originado num projeto secreto de elites corruptas, com o fim de impor seu controle econômico e social às massas.

Em maio, a teoria tomou impulso após o fundador do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab, anunciar a intenção de reunir líderes mundiais, num encontro denominado "Great Reset", para discutir as mudanças climáticas e a reconstrução sustentável de economias prejudicadas pela pandemia. Isso deu margem a rumores sobre elites que manipulariam a economia e a sociedade mundiais.

Apesar de não citar diretamente o termo em seu discurso na ONU, o chanceler do Brasil falou de "uma armadilha" para suprimir liberdades durante a atual pandemia. Há mais de 66 milhões de casos confirmados de covid-19, em todo o mundo, resultando em 1,5 milhão de óbitos, segundo dados mais recentes da Universidade Johns Hopkins.

"Aqueles que não gostam da liberdade sempre tentam se beneficiar dos momentos de crise para pregar o cerceamento da liberdade. Não caiamos nessa armadilha. O controle social totalitário não é o remédio para nenhuma crise. Não façamos da democracia e da liberdade mais uma vítima da covid-19", afirmou na ONU, sem especificar a quem se referia, o diplomata, indicado por Bolsonaro e também admirador de Donald Trump.

Conspiração à moda brasileira

"A covid-19 não pode servir como pretexto para avançar agendas que extrapolam a estrutura constitucional das Nações Unidas", insistiu Ernesto Araújo, comentando a situação da pandemia no Brasi. Com mais de 6,5 milhões de casos e quase 176 mil vítimas, o país apresenta a segunda maior mortalidade de covid-19, depois dos Estados Unidos.

Entre os que advogam o "Great Reset" conta o QAnon, um movimento surgido nos Estados Unidos em 2017, combinando várias teorias da conspiração, e que já ganhou uma versão brasileira a qual se tem espalhado rapidamente entre apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

O movimento nasceu em fóruns na internet da extrema direita americana, onde um anônimo (QAnon) passou a alegar que possuía informações secretas de agências de segurança sobre um grupo liderado por uma elite corrupta de pedófilos satanistas, os quais sequestrariam e sacrificariam crianças.

No Brasil, o QAnon adaptou-se à narrativa conspiratória local. Alegando defender valores cristãos e conservadores, seus disseminadores usam as redes sociais para espalhar falsidades contra críticos ao governo bolsonarista.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

O Cronista Misterioso do Itamaraty: o diplomata anônimo que zomba do chanceler acidental - Luigi Mazza (Piauí)

Quem desejar ler todas as crônicas disponíveis, favor consultar meu blog Diplomatizzando, onde coloquei cada uma delas (ver abaixo) e fiz uma brochura com o conjunto das recebidas até algumas semanas atrás: 

Minhas postagens: 

3736. “Um cronista secreto do Itamaraty bolsolavista: as armas da crítica sarcástica”, Brasília, 20 agosto 2020, 2 p. Introdução às crônicas de um diplomata desconhecido sobre o Itamaraty atual. Em postagem sistemática no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/08/um-cronista-secreto-do-itamaraty.html). Postagens: 01 (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/08/01-o-papel-do-asno-na-sociedade.html); 02 (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/08/02-gusmao-rendido-um-cronista-secreto.html); 03 (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/08/03-pela-restauracao-um-cronista-secreto.html); 04 (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/08/04-franjas-lunaticas-um-cronista.html); 05 (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/08/05-o-anti-barao-um-cronista-secreto-do.html); 06 (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/08/06-alienaveis-alienigenas-um-cronista.html); 07 (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/08/07-nobel-um-cronista-secreto-do.html); 08 (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/08/08-sussurram-os-corredores-um-cronista.html); 08bis (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/08/08bis-bolo-de-laranjalima-um-cronista.html); 09 (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/08/09-meu-caro-amigo-um-cronista-secreto.html); 10 (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/08/10-aosfatos-um-cronista-secreto-do.html); 11 (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/08/11-kejserens-nye-klder-andersen-roupa.html); 12 (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/08/12-era-do-radio-um-cronista-secreto-do.html). Postadas novamente no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/08/as-cronicas-secretas-do-batman-do.html).


3737. “Crônicas do Itamaraty bolsolavista”, Brasília, 21 agosto 2020, 17 p. Consolidação das crônicas de um diplomata desconhecido sobre o Itamaraty atual, com minha Introdução geral e as introduções parciais a cada uma das crônicas. Feita postagem resumo no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/08/um-cronista-misterioso-anima.html) e postagem em arquivo pdf na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/43909791/Cronicas_do_Itamaraty_bolsolavista_Cronista_misterioso_2020_). Estatísticas de acesso às postagens nas duas plataformas, postadas (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/08/o-cronista-misterioso-do-itamaraty-teve.html).

3762. “Novas crônicas do Itamaraty bolsolavista – Cronista Misterioso”, Brasília, 25 setembro, 1 p. Postagem agrupada das novas crônicas recebidas recentemente. Postadas individualmente, depois agrupadas nesta postagem do Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/09/novas-cronicas-do-itamaraty_76.html). Postagens individuais: 13) Era uma vez na Arábia um homem chamado Abu (Semana 13 - Parte 01) (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/09/novas-cronicas-do-itamaraty.html); 14) ABU V, o heterônimo (Semana 14 - Parte 02) (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/09/novas-cronicas-do-itamaraty_25.html); 15) O estranho caso de Abu (Semana 15 - Parte 03) (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/09/novas-cronicas-do-itamaraty_43.html); 16) A jornada do herói (Semana 16) (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/09/novas-cronicas-do-itamaraty_19.html); 17) Rumo à Idade Média (Semana 17) (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/09/novas-cronicas-do-itamaraty_70.html); 18) Patriotas? (Semana 18) (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/09/novas-cronicas-do-itamaraty_57.html); 19) Os leitões de Niemöeller (Semana 19) (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/09/novas-cronicas-do-itamaraty_81.html ); 20) Receita contra o globalismo (semana 20) (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/09/novas-cronicas-do-itamaraty_58.html).


3789. “Um Ornitorrinco no Itamaraty: crônicas do Itamaraty bolsolavista”, Brasília, 5 novembro 2020, 35 p. Compilação de 24 crônicas do cronista misterioso, um diplomata aposentado que se apresenta como “ministro Ereto da Brocha”, publicadas individualmente no blog Diplomatizzando, e agora reunidas em uma brochura. Postado na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/44437505/Um_Ornitorrinco_no_Itamaraty_cronicas_do_Itamaraty_bolsolavista_Ereto_da_Brocha_2020_); disseminado via Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/11/um-ornitorrinco-no-itamaraty-cronicas.html).


quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Academia.edu: página de Paulo Roberto de Almeida: países mais presentes, trabalhos mais acessados

E o vencedor é... o pessoal dos serviços de inteligência! 

Enfim, pode ser qualquer outra coisa, mas o fato é que desconhecidos são campeões de acesso a meus trabalhos em todos os tempos, passando inclusive à frente dos visitantes do Brasil, que, no entanto, mantêm uma boa média conjuntural. 

Quanto aos trabalhos mais acessados (na segunda tabela, abaixo), eles são estes aqui: 

1297) Contra a antiglobalização: Contradições, insuficiências e impasses do movimento antiglobalizador (2004) 

22) Prata da Casa: os livros dos diplomatas (Edição de Autor, 2014)

Acessos à página de Paulo Roberto de Almeida

página em Academia.edu, em 3/12/2020, em 30 dias


30-Day Views

All-Time Views







United States


















United Kingdom


















Russian Federation





















Estatísticas de acesso, em 3/12/2020



Trabalhos mais vistos e mais acessados na página de 

Paulo Roberto de Almeida em Academia.edu, em 3/12/2020


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All-Time Downloads

1297) Contra a antiglobalização: Contradições, insuficiências e impasses do movimento antiglobalizador (2004)



22) Prata da Casa: os livros dos diplomatas (Edição de Autor, 2014)



1462) O Brasil e a nanotecnologia: rumo à quarta revolução industrial (2005)



A politica externa brasileira em debate: Ricupero, FHC e Araujo



A Constituicao Contra o Brasil: Ensaios de Roberto Campos



054) As duas últimas décadas do século XX: fim do socialismo e retomada da globalização (2006)



107) A diplomacia brasileira perante o potencial e as pretensões belgas (2014)



19) Integração Regional: uma introdução (2013)



16) O Moderno Príncipe: Maquiavel revisitado (2010)



039) Enciclopédia de Guerras e Revoluções do Século XX (2004)



056) Planejamento no Brasil: memória histórica (2006)



14) O Estudo das Relações Internacionais do Brasil (2006)



Marxismo e Socialismo (2019)



24) Codex Diplomaticus Brasiliensis: livros de diplomatas brasileiros (2014)



091) Teoria das Relações Internacionais – Apresentação (2012)



A Destruicao da Inteligencia no Itamaraty (Edição do Autor, 2019)



1378) O desenvolvimento na era da globalização (2005)



005) Os Anos 80: da nova Guerra Fria ao fim da bipolaridade (1997)