sexta-feira, 13 de março de 2026

Revista Será?, n. 701, 13/03/2026, Índice

ANO XIV Nº701 - A SEMANA NA REVISTA SERÁ?
Revista Será?
Desde 2012 acompanhando o fluxo da história.
ANO XIV Nº701

Recife, 13 de março de 2026.
Caro leitor,

Nesta nova edição da Revista Será?, reunimos reflexões que atravessam a política internacional, os dilemas da democracia brasileira e os impasses morais do nosso tempo. São textos que convidam o leitor a pensar com independência, a duvidar das narrativas fáceis e a confrontar as tensões que moldam o presente. Entre guerras distantes, crises diplomáticas, polarizações domésticas e memórias políticas, nossos autores ajudam a iluminar os fios que conectam poder, verdade e responsabilidade pública.

Abrimos com “O alucinado no Salão Oval”, editorial da Revista Será?, que examina os impactos da política externa de Donald Trump sobre a ordem internacional, destacando o desmonte de acordos multilaterais, o aumento das tensões geopolíticas e as implicações dessas escolhas para a América Latina e para o Brasil.

Em “A Guerra Distante”, Johnny Jara Jaramillo mostra como conflitos aparentemente remotos — como um ataque ao Irã — revelam as engrenagens do sistema internacional, expondo a fragilidade das instituições globais e os efeitos econômicos e estratégicos que alcançam países periféricos como o Brasil.

Em “O Brasil precisa de uma alternativa à mediocridade”, Sérgio C. Buarque analisa como a polarização entre lulismo e bolsonarismo empobrece o debate público e bloqueia reformas estruturais necessárias ao desenvolvimento, defendendo a construção de uma agenda política mais ousada, capaz de recolocar o país no caminho da educação, da inovação e do crescimento.

Em “A submissão ao império: da envergonhada à declarada”, Paulo Roberto de Almeida revisita a história das relações entre Brasil e Estados Unidos, discutindo as ambiguidades do alinhamento brasileiro e os riscos de uma política externa capturada por lideranças personalistas e interesses alheios à soberania nacional.

No ensaio “A Excitação das Guerras e a Frase de Clausewitz”, Paulo Gustavo retorna à famosa tese de que a guerra seria a continuação da política por outros meios para questioná-la à luz da experiência humana, sugerindo que os conflitos armados frequentemente negam a própria política ao substituir o diálogo pela força.

Em “A Arte de Mentir”, José Paulo Cavalcanti Filho examina a mentira em suas dimensões ética e jurídica, tomando o escândalo Watergate como referência para discutir como a falsidade no poder corrói instituições e pode tornar um governante indigno do cargo.

Já em “Triste Sina do Partidão”, Abraham B. Sicsú percorre a trajetória do histórico PCB, o “Partidão”, entre memória pessoal e reflexão política, iluminando sua influência sobre intelectuais e movimentos sociais e os dilemas enfrentados pela esquerda brasileira após o colapso do comunismo soviético.

Última Página, a Charge de Elson

Sobre o barril,
dois sorrisos se equilibram —
o mar guarda mortos.

Boa leitura.
Os Editores

Índice

O alucinado no Salão Oval - Editorial
A Guerra Distante - Johnny Jara Jaramillo
O Brasil precisa de uma alternativa à mediocridade - Sérgio C. Buarque
A submissão ao império: da envergonhada à declarada - Paulo Roberto de Almeida
A Excitação das Guerras e a Frase de Clausewitz - Paulo Gustavo
A Arte de Mentir - José Paulo Cavalcanti Filho
Triste Sina do Partidão - Abraham B Sicsú
Última Página, a charge de Elson

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