quinta-feira, 16 de julho de 2026

Sobre a nova insanidade tarifária de Mister Trump contra o Brasil - Paulo Roberto de Almeida

Sobre a nova insanidade tarifária de Mister Trump contra o Brasil

Paulo Roberto de Almeida

 

Não há, nunca houve, qualquer “negociação” de boa fé, racional, coerente com a real situação do relacionamente bilateral (hoje completamente destruído de forma unilateral) entre, de um lado, NÃO os Estados Unidos, como país — e mais importante parceiro comercial, econômico, financeiro, cultural e educacional do Brasil, ao longo de mais de 150 anos de história —, mas a tropa demencial que cerca o desequilibrado dirigente americano, e, de outro lado, o Brasil, enquanto Estado, país, nação e uma sociedade, o povo brasileiro,  estreitamente, fielmente, extremamente vinculados, de maneira simpática, até admirativa da cultura, do povo, do exemplo democrático e da grande generosidade demonstrados pela nação americana em mais de dois séculos de relações corretas, raramente em lados opostos no plano geopolítico, devotadas à cooperação em beneficios mútuos, não só bilateralmente, mas também no plano hemisférico e mundial.

Nunca ocorreram, simplesmente e na verdade, “negociações” entre as duas partes, no conceito diplomático preciso do que sejam negociações, e sim uma IMPOSIÇÃO unilateral da vontade do mais forte, uma obrigação de submissão, inaceitável sob todos os aspectos, pois que sem qualquer correspondência com o estado real das relações econômicas entre as partes e com o próprio conceito do que sejam negociações.

A prepotência e a arrogância demencial não se dirigiu unicamente ao Brasil, está claro, mas ao mundo todo, amigos m, aliados, competidores, adversários e até “inimigos”, com uma única exceção, que precisa explicitar quem seja. E elas não começaram neste segundo mandato, mas já tinham sido exercidas durante o primeiro, sob a forma de sobretaxas abusivas, cotas e restrições sobre diversos produtos e setores, com destaque para aço e alumínio, mas também voltadas para serviços e tecnologias também oferecidas por concorrentes da Ásia.

A partir de 2025, no segundo mandato, a prepotência recrudesceu contra tudo e contra (quase) todos, sendo que a primeira manifestação de insanidade tarifária, em abril, veio sob a forma de uma “reciprocidade” esquizofrênica, pois que baseada nos dados simplórios da balança comercial bilateral, uma metodologia que condenou pequenos e pobres países exportadores de poucos produtos primários a receber as alíquotas mais altas da “reciprocidade” tarifária, uma total irracionalidade.

Mas o Brasil foi logo contemplado, em meados de 2025, a nova imposição de 40%, sobre os “modestos” 10% de abril por meio de um nova imposição clara e deliberadamente POLÍTICA, já que expressamente vinculada a um processo judicial em curso na mais alta corte do país, em resposta a uma débil imitação bolsonarista dos ataques trumpistas feitos contra o Congresso e as instituições americanas de janeiro de 2021, como escrito e assinado pelo dirigente americano em carta pública. 

A violência dessa nova IMPOSIÇÃO não tem precedente nas relações bilaterais, nem em qualquer outra violência perpetrada pelo Estado americano fora de uma situação dd guerra aberta, unilateral ou declarada. Não existem exemplos nos anais da Haia de atos semelhantes ou similares em quaisquer outros registros históricos de fatos desse tipo em qualquer época do Direito Internacional lidando com as relações entre Estados soberanos.

Simultaneamente à carta de julho de 2025, era acionado pela tropa trumpista o mecanismo unilateral da Seção 301 do Trade Act americano, dando início a novas interpelações impositivas, sem quaisquer respaldos nas leis ou práticas do Brasil, sequer conectadas ao comércio bilateral, como é o caso do sistema de pagamentos e transações automáticas no sistema bancário do Brasil, popularmente conhecido como PIX, que é uma simples derivação de métodos anteriores, como a liquidação em dinheiro circulante, por cheques ou transferências bancárias, por cartão de crédito, por moedas digitais ou, agora, por simples registro automático online.

O Brasil, seu governo, sua diplomacia, suas rmpresas privadas, igualmente dos EUA, tentaram, de forma persistente, entamar e conduzir negociações em formato bilateral — uma vez que os mecanismos existentes de solução de controvérsias comerciais da OMC se encontram inoperantes pela própria ação dos EUA —, mas jamais houve predisposição da parte americana, mais exatamente da parte trumpista, de realizar verdadeiras negociações.

O Brasil, a OMC, o mundo inteiro, assistem estupefatos a essa sequência de desatinos imperiais, que remetem a eras ultrapassadas na história mundial, de invasões bárbaras e de imposições pela força segundo a vontade brutal de um poder arbitrário e ilegal (aos olhos dos fundamentos jurídicos construídos nos últimos dois séculos que regulam as relações entre Estados).

Não sabemos ainda como evoluirão as fases seguintes dessa brutal contenda imposta por apenas uma das partes, mas podemos especular nos dois planos abertos aos contrndores.

No plano politico interno, o efeito mais evidente, e imediato, será o claro comprometimento das forças politicas brasileiras que se associaram aos ataques arbitrários do trumpismo contra os interesses nacionais — milhares de empresas e milhões de trabalhadores afetados, prejuízos significativos aos negócios dos dois lados —, com consequências politicas eleitorais claramente contrárias ao pretendido.

No plano externo, um efeito mais lento será um evolução negativa da geografia dos intercâmbios bilaterais, em direção de outros parceiros econômicos e comerciais, financeiros, de cooperação tecnológica e de investimentos em novos ativos mais condizentes com beneficios mutuamente proveitosos, inclusive no terreno cultural e político.

Uma importante brecha nas relações diplomáticas, já pré-existente, acaba de ser agravada pela ação irresponsável de um dirigente arrogante e irracional até do ponto de vista dos interesses do seu próprio pais e economia.

Poucas vezes na história da humanidade assistimos a tal tipo de insanidade politica e econômica, equivalente a um tiro de bazuca nos dois pés, algo incompreensível sob todos os ângulos do relacionamento bilateral (também já visto em outros casos similares).

O Brasil enfrentará adversidades momentâneas, mas serão os EUA da gestão demencial do atual dirigente que terão contratempos mais duráveis na perda de credibilidade diplomática de uma nação empenhada na destruição da ordem global que ela mesmo criou 80 anos atrás. Raras vezes, talvez nunca, na história humana a insensatez teve oportunidades tão amplas de cometer desatinos talvez irreparáveis. 

Nenhum tribuno estrangeiro ou nacional se empenhou alguma vez numa ação que relembra algo do estilo “Delenda America”, dirigida contra a sua própria nação. Surpreende-me que as elites empresariais, representantes políticos e o próprio povo americano consintam nessa autoflagelação e no suícidio material e espiritual da grande democracia liberal surgida dois séculos e meio atrás. Lamento a irracionalidade doentia, contra si própria, mas também contra o resto do mundo.


Paulo Roberto de Almeida

Brasilia, 16/07/2026

A Ucrânia enfrenta uma guerra de agressão da segunda maior potência militar do planeta: um conflito existencial

 Ukraine Volodymyr Zelensky 🇺🇦

This is not a street fight where you have to calm down both sides. This is a full-scale aggression of a mad state against a civilized one

Russia came to destroy our cities, kill our people and take away our freedom. The world must understand that this is not a conflict between equals this is an unprovoked war of aggression against Ukraine.

A política externa nunca foi tão popular - Carlos Coelho e Paulo Esteves (Valor)

PRA: estou entre os 12% de discordantes, não quanto à popularidade da política externa, mas quanto ao significado dessa concordância de sua substância para uma diplomacia adequada às necessidade do país. Explicarei minhas razões em postagem futura.

A política externa nunca foi tão popular

Pesquisa aponta que a aprovação da comunidade externa à política brasileira atinge 88%

Por Carlos Coelho e Paulo Esteves

VALOR, 15/07/2026

Pesquisa aponta que a aprovação da comunidade externa à política brasileira atinge 88%

A política externa brasileira está vivendo um momento de consenso marcante. Na edição deste ano da Pesquisa de Potências Médias Emergentes1, que entrevistou mais de 1.000 membros da comunidade de política externa no Brasil, Alemanha, Índia, Indonésia e África do Sul, a aprovação da condução da política externa conduzida pelo Executivo brasileiro atingiu 88%, a melhor performance da série histórica. A divergência praticamente desapareceu, com aproximadamente um em cada dez experts expressando alguma reserva.

Esse é um número extraordinário e acreditamos que também é um equívoco celebrá-lo. Uma análise mais próxima dos resultados da pesquisa sugere que este consenso é menos um veredito de uma doutrina particular e mais uma reação a um ambiente que se tornou hostil. O consenso é, portanto, mais reativo que substantivo.

Consideremos, por exemplo, como os experts brasileiros enxergam os Estados Unidos da América. Somente 12% consideram a influência americana positiva. Porém, na mesma pesquisa, aquele país continua sendo identificado como a segunda relação bilateral mais importante do Brasil, atrás apenas da China. Ou seja, temos um ambiente no qual dependência e desaprovação são registradas simultaneamente. Isso não é, por si só, incoerência: trata-se do mais antigo e identificável instinto da política externa brasileira, qual seja, uma acomodação pragmática com os mais poderosos, combinada com a proteção contra uma eventual deterioração do relacionamento. O que mudou é que a busca por proteção é agora visível a todos, pois Washington a tornou inevitável, através de tarifas, declarações e ações normalmente reservadas aos seus adversários.

A parte mais saudável da narrativa é o que o Brasil fez em resposta. Ao invés de se encolher, o país passou o último ano tentando expandir suas opções. O acordo Mercosul-União Europeia, apesar das dificuldades, está em vigor desde maio. Acordos com a EFTA e Cingapura foram enviados ao Congresso e negociações com o Canadá estão em curso. Juntos, esses movimentos fizeram com que a parcela das exportações brasileiras cobertas por preferências tarifárias tenha aumentado de 12% para 31%, caracterizando a maior expansão da sua história.

Trata-se de diversificação como estratégia e não como improvisação. Num mundo onde a política comercial é cada vez mais refém de ansiedades securitárias e presa da competição entre superpotências, multiplicar as apostas é certamente o caminho racional.

Subjacente a tudo isso está um conceito muitas vezes repetido ao longo da pesquisa: não-alinhamento. Aqui, é cabível esclarecimento: trata-se da busca por autonomia e não neutralidade. O Brasil não está tentando posicionar-se de maneira equidistante entre Washington e Pequim, mas de preservar a liberdade de decidir caso a caso. Esta é uma distinção importante, pois estabelece um sarrafo mais alto. A neutralidade apenas requer que se recuse a optar. A autonomia requer que o país construa as capacidades (econômica, diplomática e institucional) necessárias para que seja capaz de fazer escolhas nos seus próprios termos. A primeira é uma postura, a segunda, um projeto.

    As potências médias hoje são companheiros de viagem quanto à reforma da ordem internacional, mas não são mercados e fontes de capital relevantes para si mesmas. Qualquer ambição brasileira de liderar ou de se juntar a uma coalizão delas precisa lidar com essa realidade

E é em relação ao projeto que os resultados da pesquisa anunciam uma advertência silenciosa. Apesar da evidente afinidade entre os países pesquisados, estes não se enxergam como parceiros essenciais. Existem poucos fluxos de comércio, finanças ou mobilidade ligando Brasília à Jacarta, ou Pretória à Nova Déli. O relatório é explícito quanto às lacunas de conectividade: uma perspectiva comum em relação à política internacional não se transformou em infraestrutura comum. As potências médias hoje são companheiros de viagem quanto à reforma da ordem internacional, mas não são mercados e fontes de capital relevantes para si mesmas. Qualquer ambição brasileira de liderar ou mesmo de se juntar a uma coalizão de potências médias emergentes precisa lidar com essa realidade.

Existe uma lição mesmo em área onde o Brasil supostamente deveria liderar. Questões climáticas e relacionadas ao meio ambiente registraram queda quanto às prioridades da política externa brasileira, na opinião dos experts entrevistados, apesar do país ter sediado a COP30 e ter recebido recentemente tanto a cúpula dos Brics como do G20. Nos parece que a leitura mais precisa não é a de regressão, mas a de naturalização: questões climáticas se tornaram tão enraizadas na diplomacia brasileira que agora esta assegura espaço prioritário entre outras, ao vez de espaço determinante, o que é um sinal de maturidade. Também é uma lembrança de que a liderança, uma vez conquistada, precisa ser continuamente reforçada, sob pena de recuo.

Então, o que devemos inferir sobre uma pesquisa que dá ao governo sua melhor nota histórica na seara da política externa? Esperemos que a resposta não seja a complacência. A aprovação reflete habilidade genuína na navegação de um ano difícil e a busca por diversificação é uma conquista real, mas os números são impulsionados por uma ameaça externa e ameaças podem retroceder. A tarefa mais difícil é converter uma postura defensiva em uma posição duradoura. O Brasil precisa transformar a diversificação em parcerias profundas, lastreando institucionalmente a autonomia e garantindo que as lacunas existentes entre as potências médias parceiras sejam efetivamente preenchidas por conexões concretas.

A última mensagem da pesquisa é o alerta de que numa ordem fragmentada, a confiança se torna um recurso poderoso e, confiança, ao contrário de um resultado de pesquisa favorável, não pode ser herdada. Deve ser construída, sustentada e estendida a espaços e dinâmicas em que se mostra frágil. A política externa brasileira raramente foi mais admirada domesticamente do que nos últimos anos, mas a sua régua de aprovação futura será caracterizada pela capacidade do país de construir novas pontes enquanto a admiração recente perdurar.

1. Os resultados completos da pesquisa citada nesse artigo podem ser encontrados em: shre.ink/jj60

Carlos Frederico Coelho é professor da PUC-Rio e da ECEME.

Paulo Esteves é professor da PUC-Rio.

Seleção de textos publicados entre 2004 e 2006 - Paulo Roberto de Almeida

  

Seleção de textos publicados entre 2004 e 2006

 

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.

 

Listagem sintética de alguns textos publicados entre 2004 e 2006, no seguimento do trabalho 5398, com a intenção de preparar uma possível coletânea desses textos, organizados tematicamente. 

  

Como no caso de listagem anterior, apresento aqui uma seleção dos textos que também considerei os mais representativos de meu pensamento, publicados entre o início de 2004 e o final de 2006. Muitos deles não estão imediatamente disponíveis pelo fato de, como já referido anteriormente, deixaram de exibir os links corretos, por descontinuidades nos veículos que os publicaram originalmente. Uma das tarefas nas próximas etapas consistirá, precisamente, na disponibilização dos trabalhos mais relevantes (que não estejam sob reserva de domínio por alguma editora), como forma de divulgar trabalhos que estimo relevantes na massa original de minha produção intelectual já divulgada. A listagem é retirada de uma relação consolidada de trabalhos publicados, nem sempre perfeitamente acessível pelas deficiências já apontadas. 

 

441. “A relação do Brasil com os EUA: de FHC-Clinton a Lula-Bush”, capitulo 9 (Parte IV: A Inserção Internacional do Brasil) no livro de Fabio Giambiagi, José Guilherme Reis e André Urani (orgs.), Reformas no Brasil: Balanço e Agenda (Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2004; ISBN: 85-2091-609-0, p. 203-228; link: https://www.academia.edu/5783503/038_A_rela%C3%A7%C3%A3o_do_Brasil_com_os_EUA_de_FHC-Clinton_a_Lula-Bush_A_economia_pol%C3%ADtica_do_relacionamento_bilateral_2004_). ). Relação de Trabalhos nº 1065.

447. “Brasil-Estados Unidos (Relações Bilaterais)”, in SILVA, Francisco Carlos Teixeira da (org.). Enciclopédia de Guerras e Revoluções do Século XX - As Grandes Transformações do Mundo Contemporâneo: Conflitos, Cultura e Comportamento (Rio de Janeiro: Campus, 2004. 963p., ISBN 85-352-1406-2, p. 94-96). Relação de Trabalhos nº 771.

448. “OEA (Organização dos Estados Americanos)”, in SILVA, Francisco Carlos Teixeira da (org.). Enciclopédia de Guerras e Revoluções do Século XX - As Grandes Transformações do Mundo Contemporâneo: Conflitos, Cultura e Comportamento (Rio de Janeiro: Campus, 2004. 963p., ISBN 85-352-1406-2, p. 622-624). Relação de Originais nº 764.

449. “ONU”, in SILVA, Francisco Carlos Teixeira da (org.). Enciclopédia de Guerras e Revoluções do Século XX - As Grandes Transformações do Mundo Contemporâneo: Conflitos, Cultura e Comportamento (Rio de Janeiro: Campus, 2004. 963p., ISBN 85-352-1406-2, p. 631-633). Relação de Originais nº 765.

450. “ONU e o fim da Guerra Fria”, in SILVA, Francisco Carlos Teixeira da (org.). Enciclopédia de Guerras e Revoluções do Século XX - As Grandes Transformações do Mundo Contemporâneo: Conflitos, Cultura e Comportamento (Rio de Janeiro: Campus, 2004. 963p., ISBN 8535214062, p. 633-634). Relação de Trabalhos nº 770.

451. “OTAN e o fim da Guerra Fria”, in SILVA, Francisco Carlos Teixeira da (org.). Enciclopédia de Guerras e Revoluções do Século XX - As Grandes Transformações do Mundo Contemporâneo: Conflitos, Cultura e Comportamento (Rio de Janeiro: Campus, 2004. 963p., ISBN 85-352-1406-2, p. 650-652). Relação de Trabalhos nº 756.

453. “Implementando a revolução marxista do Manifesto: (uma lista atualizada de medidas)”, boletim eletrônico O Debatedouro (Ano III, Edição 47, 17 de maio de 2004; ISSN: 1678-6637. Revisto em 14/02/2010 e postado no blog Diplomatizzando (14/02/2010); link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2010/02/1343-implementando-revolucao-marxista.html). Relação de Trabalhos nº 1256.

454. “Dinâmicas da economia no século XX”, in Silva, Francisco Carlos Teixeira da (org.). O Século Sombrio: uma história geral do século XX (Rio de Janeiro: Campus-Elsevier, 2004, 368 p.; ISBN: 85-352-1473-9; p. 47-70). Relação de Trabalhos nº 772.

455. “La politique internationale du Parti des Travailleurs: de la fondation du parti à la diplomatie du gouvernement Lula”, in Denis Rolland et Joelle Chassin (orgs.), Pour Comprendre le Brésil de Lula (Paris : L’Harmattan, 2004, 320 p. ISBN: 2-7475-6749-4; pp. 221-238); republicado na Revista Historia Actual On-Line, 4 (2004). Relação de Trabalhos nº 1193.

457. Relações internacionais e política externa do Brasil: história e sociologia da diplomacia brasileira (2ª ed.; Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2004; coleção Relações internacionais e integração nº 1; 440 p.; ISBN: 85-7025-738-4); Relação de Trabalhos nº 1028.

460. “A globalização e seus benefícios: um contraponto ao pessimismo”, revista eletrônica Espaço Acadêmico (n. 37, junho de 2004). In Wagner Menezes (org.), O Direito Internacional e o Direito Brasileiro: homenagem a José Francisco Rezek (Ijuí: Editora Unijuí, 2004; ISBN: 85-7429-425-X; pp. 272-284). Relação de Trabalhos nº 1258.

463. “A globalização e o desenvolvimento: vantagens e desvantagens de um processo indomável”, in Roberto Di Sena Júnior e Mônica Teresa Costa Cherem (orgs.), Comércio Internacional e Desenvolvimento: uma perspectiva brasileira (São Paulo: Editora Saraiva, 2004, ISBN: 85-352-1473-9; pp. 17-31). Relação de Trabalhos nº 1206.

464. “Uma política externa engajada: a diplomacia do governo Lula”, Revista Brasileira de Política Internacional (Brasília: IBRI, ano 47, nº 1, janeiro-junho de 2004, ISSN: 0034-7329; pp. 162-184; link: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-73292004000100008&script=sci_abstract). Resumo em espanhol apresentado no site do CADAL, Centro para la Apertura y el Desarrollo de América Latina (Buenos Aires: 16.10.2004). Relação de Trabalhos nº 1260.

465. “O Brasil e a construção da ordem econômica internacional contemporânea”, revista Contexto Internacional (Rio de Janeiro: Instituto de Relações Internacionais da PUC-RJ; vol. 26, nº 1, janeiro-junho 2004, p. 7-63; ISSN: 0102-8529). Relação de Trabalhos nº 1237.

472. “Rumo a um novo apartheid? Sobre a ideologia afrobrasileira”, revista Espaço Acadêmico (Ano IV, nº 40, setembro 2004;). Relação de Trabalhos nº 1322.

479. “O intelectual Hipólito José da Costa como pensador econômico” in Gunter Axt e Fernando Schüler (orgs.), Intérpretes do Brasil: ensaios de cultura e identidade (Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2004; ISBN: 85-7421-113-3; pp. 49-61). Relação de Trabalhos nº 1243.

484. “A Alca do gigante e a Alca dos anões: incompatibilidade de gênios?”, Resenha de Tullo Vigevani e Marcelo Passini Mariano, Alca: o gigante e os anões (São Paulo: Editora Senac-São Paulo, 2003; ISBN: 85-7359-305-9; 174 p.). Publicado, em versão reduzida a 6 p., na revista Política Externa (São Paulo: vol. 12, nº 2, setembro-novembro 2003, p. 154-158). Republicada na revista Plenarium (Brasília: Câmara dos Deputados, Ano I, nº 1, novembro 2004, p. 255-264). Relação de originais nº 1078 (Washington, 15 julho 2003, 8 p.).

485. “A globalização e o desenvolvimento: vantagens e desvantagens de um processo indomável”, revista eletrônica Achegas (Rio de Janeiro: nº 20, novembro-dezembro de 2004; link: http://www.achegas.net/numero/vinte/pralmeida_20.htm; ISSN: 1677-8855). Relação de Trabalhos nº 1205.

487. “Oliveira Lima e a diplomacia brasileira no início da República: um intelectual com ideias fora do lugar ou com propostas fora da época?”, revista Remate de Males (Campinas: Unicamp, IEL, nº 24, 2004, p. 121-137; dossiê organizado pelo Prof. Antonio Arnoni Prado). Publicidade no Jornal da Imprensa (http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/dezembro2004/ju275pag11.html). Relação de originais nº 990.

543. “Um diplomata a cavalo: Duarte da Ponte Ribeiro”, Boletim ADB (Brasília, Associação dos Diplomatas Brasileiros, a. XII, n. 48, jan/mar. 2005, p. 16-19). Relação de Trabalhos n. 1382.

548. “História quase virtual do Brasil” [Resenha de Evaldo Cabral de Mello, A outra Independência: o federalismo pernambucano de 1817 a 1824 (São Paulo: Editora 34, 2004, p. 260; ISBN: 85-7326-314-8)], Desafios do Desenvolvimento (Brasília, IPEA-PNUD, a. II, n. 9, abr. 2005, p. 71); divulgado no Diplomatizzando (4/10/2022; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2022/10/resenha-de-outra-independencia-o.html). Relação de Trabalhos n. 1412.

549. Formação da diplomacia econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império (2. ed., rev. e atual. São Paulo: Editora Senac-São Paulo; Brasília: Funag, 2005; 680 p., ISBN: 85-7359-210-9); Relação de Trabalhos n. 1351.

552. “Governança econômica global e democracia preventiva: reflexões sobre a democratização do sistema internacional”, in Wilhelm Hofmeister (org.), Política Social Internacional: conseqüências sociais da globalização (Rio de Janeiro: Konrad-Adenauer-Stiftung, 2005, 244 p. ISBN: 85-7504-075-8; p. 111-125). Relação de Trabalhos n. 1296.

556. “O Brasil e o processo de formação de blocos econômicos: conceito e história, com aplicação aos casos do Mercosul e da Alca”, in Eduardo Biacchi Gomes e Tarcísio Hardman Reis (orgs.), Globalização e o Comércio Internacional no Direito da Integração (São Paulo: Editora Aduaneiras, 2005; p. 17-38). Relação de Trabalhos n. 1091.

561. “Políticas de Integração Regional no Governo Lula”, Prismas: Direito, Políticas Públicas e Mundialização (Uniceub, vol. 2, n. 1, janeiro-junho de 2005, p. 20-54; doi: 10.5102/prismas.v2i1.182; link: http://www.publicacoesacademicas.uniceub.br/index.php/prisma/article/view/182). Relação de Trabalhos n. 1425.

563. “O Poder e a Glória: a questão das assimetrias no sistema internacional”, Espaço Acadêmico (a. V, n. 49, jun. 2005). Relação de Trabalhos n. 1428.

566. “Finanças internacionais do Brasil: uma perspectiva de meio século (1954-2004)” in José Flavio Sombra Saraiva e Amado Luiz Cervo (orgs.), O crescimento das relações internacionais no Brasil (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais, 2005; 308 p.; ISBN: 85-88270-15-3; p. 231-270). Relação de Trabalhos n. 1338.

568. “A revolução burguesa na obra de Florestan Fernandes”, revista Versões (São Carlos, UFSCAR/PPGCS, a. I, n. 1, 2005, ISSN: 1809-0443, p. 22-43). Relação de Trabalhos n. 1468.

570. “As relações entre o Brasil e os Estados Unidos em perspectiva histórica – Parte 1: da República Velha à redemocratização”, Meridiano 47 - Boletim de Análise da Conjuntura em Relações Internacionais (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais, ISSN 1518-1219, n. 60, julho 2005, p. 6-8). Relação de Trabalhos n. 1461.

572. “O moderno príncipe: Uma releitura maquiaveliana do poder contemporâneo”, Revista Temas & Matizes (Cascavel/PR, Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Unioeste, a III, n. 5, ISSN: 1519-7972; p. 1-15; http://www.unioeste.br/editora/temas_matizes/; link: http://e-revista.unioeste.br/index.php/temasematizes/article/download/548/459). Relação de Trabalhos n. 1324.

573. Marshall C. Eakin, Paulo Roberto de Almeida (eds.), Envisioning Brazil: a Guide to Brazilian Studies in the United States, 1945-2003 (Madison: The University of Wisconsin Press, 2005, 536 p.; ISBN: 0-299-20770-6). Relação de Livros em Colaboração n. 50. Relação de Livros Editados n. 8. Relação de Originais n. ?.

575. “As relações entre o Brasil e os Estados Unidos em perspectiva histórica – Parte 2: problemas das relações bilaterais na fase contemporânea”, Meridiano 47 - Boletim de Análise da Conjuntura em Relações Internacionais (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais, ISSN 1518-1219, n. 61, agosto 2005, p. 6-7). Relação de Trabalhos n. 1461.

585. Relações Brasil-Estados Unidos: assimetrias e convergências, Paulo Roberto de Almeida e Rubens Antonio Barbosa (orgs.) (São Paulo: Editora Saraiva, 2005, 326 p.; ISBN 10: 85-02-05385-X; ISBN-13: 978-85-020-5305-4). Relação de Publicados 1402.

590. “Teoria da jabuticaba, I: prolegômenos”, Espaço Acadêmico (Maringá, a. VI, n. 54, nov. 2005). Reproduzido no blog Diplomatizzando (3.09.2010; link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2010/09/teoria-da-jabuticaba-i-prolegomenos.html). Relação de Trabalhos n. 1489.

598. “A ordem internacional assimétrica e a reforma da ONU: uma perspectiva histórica”, in Wagner Menezes (coord.), Estudos de Direito Internacional: anais do 3º Congresso Brasileiro de Direito Internacional - 2005 (Curitiba: Juruá, 2005. 5 v. ISBN: 85-362-1065-6. v. 5, p. 236-252). Relação de Trabalhos n. 1456.

602. “As relações entre o Brasil e os Estados Unidos em perspectiva histórica”, Colunas de Relnet (n. 12, jul/dez. 2005. Parte 1. “da República Velha à redemocratização; Parte 2. “problemas das relações bilaterais na fase contemporânea”). Relação de Trabalhos n. 1461.

607. “Ideias vencedoras e conceitos derrotados: de volta ao velho debate sobre a grande ruptura”, Espaço Acadêmico (Maringá, a. VI, n. 55, dez. 2005). Relação de Trabalhos n. 1502.

621. “A decadência econômica brasileira: uma inevitável tendência pelos próximos vinte anos?”, site do Instituto Millenium (08 mar. 2006). Reproduzido no site do Instituto Internacional de Planejamento Educacional). Desparecidos nestes links nos dois sites. Postado no blog Diplomatizzando (28/05/2011; link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2011/05/decadencia-economica-brasileira-um.html). Postado novamente em 15/07/2026 (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/07/a-decadencia-economica-brasileira-uma.html). Relação de Trabalhos n. 1558.

622. “Laços Latinos”, Revista de História da Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro, a. I, n. 8, fev./mar. 2006, p. 76-81; ISSN: 1808-4001). Divulgado no blog Diplomatizzando (15/07/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/07/do-afastamento-integracao-as-relacoes.html). Relação de Trabalhos n. 1342.

625. “América Latina: novo rumo na direção da esquerda?”, revista Carta Internacional (São Paulo, Nupri-USP, a. I, n. 1, mar. 2006, ISSN: 1413-0904, p. 3-4; link: https://cartainternacional.abri.org.br/Carta/article/view/247). Relação de Trabalhos n. 1543.

634. “Colapso!: prevendo a decadência econômica brasileira”, revista Espaço Acadêmico (a VI, n. 60, mai. 2006). Relação de Trabalhos n. 1591.

642. “A diplomacia do liberalismo brasileiro”, in José Augusto Guilhon de Albuquerque, Ricardo Seitenfus, Sergio Henrique Nabuco de Castro (orgs.), Sessenta Anos de Política Externa Brasileira (1930-1990), 2a. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2006; vol. 1: Crescimento, Modernização e Política Externa, p. 211-262. Relação de Trabalhos n. 223.

643. “A política internacional do PT e a diplomacia do governo Lula” in José Augusto Guilhon de Albuquerque, Ricardo Seitenfus, Sergio Henrique Nabuco de Castro (orgs.), Sessenta Anos de Política Externa Brasileira (1930-1990) (2. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2006, p. 537-559; ISBN: 85-7387-909-2; vol. I: Crescimento, Modernização e Política Externa). Relação de Trabalhos n. 1384.

673. “América do Sul: rumo à desintegração política e à fragmentação econômica?”, boletim Carta Internacional (São Paulo, Nupri-USP, v. 1, n. 2, jul. 2006, ISSN 1413-0904, p. 6-10; link: https://cartainternacional.abri.org.br/Carta/article/view/386). Relação de Trabalhos n. 1613.

691. O Estudo das Relações internacionais do Brasil – Um diálogo entre a diplomacia e a academia. 2. ed. rev. e ampl. Brasília: LGE, 2006; 385 p.; [25 set. 2006]. Relação de Trabalhos n. 1655.

701. “Uma nova ‘arquitetura’ diplomática? Interpretações divergentes sobre a política externa do Governo Lula (2003-2006)”, in Wagner Menezes, Estudos de Direito Internacional (Curitiba: Juruá, 2006, p. 196-213. v. VIII. ISBN: 85-3621-362-0). Relação de Trabalhos n. 1604.

702. Acordos minilaterais de integração e de liberalização do comércio: uma ameaça potencial ao sistema multilateral de comércio”, in Sidney Guerra (org.), Globalização: desafios e implicações para o direito internacional contemporâneo (Ijuí: Ed. Unijuí, 2006; ISBN: 85-7429-522-1, p. 458, p. 187-203). Relação de Trabalhos n. 1500.

709. “Brasil: cronologia sumária do multilateralismo econômico, 1856-2006” in Ricardo Seitenfus e Deisy Ventura, Direito Internacional Público (4. ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2006). Relação de Trabalhos n. 1565.

711. “¿Una nueva ‘Arquitectura’ diplomática? Interpretaciones divergentes sobre la política exterior del Gobierno Lula (2003-2006)”, Entelequia: revista interdisciplinar (n. 2, Oto. 2006. p. 21-36; ISSN: 1885-6985); indexado en bases de datos internacionales: IDEAS (University of Connecticut), EconPapers (Örebro University) y Socionet (Ford Foundation-Rusia); http://econpapers.repec.org/article/ervancoec/y_3A2006_3Ai_3A2_3Ap_3A21-36.htm). Relação de 1603.

716. “Acordos minilaterais de integração e de liberalização do comércio: o caso da América Latina”, Cebri Artigos (Rio de Janeiro, CEBRI, v. 3, a. 1, jul/set. 2006, 16 p.); Meridiano 47 (Brasília, n. 75, outubro 2006, p. 5-14). Relação de Trabalhos n. 1500.

718. “O papel dos BRICs na economia mundial (corrigindo alguns equívocos de compreensão)”, Via Política (Porto Alegre, 26 nov. 06). Postado no blog Diplomatizzando (28/05/2011; link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2011/05/os-brics-antes-de-existirem-os-brics.html). Relação de Trabalhos n. 1691.

721. “Sobre a intolerância”, revista Espaço Acadêmico (Maringá, a. VI, n. 66, nov. 2006). Publicada em espanhol e em inglês no site de Mirada Global: On Intolerance (Friday, January 26, 2007). Relação de Trabalhos n. 1549.

723. “Mercosul: uma revisão histórica e uma visão de futuro”, Meridiano 47 (n. 77, dezembro 2006; p. 7-17). Republicado In: Rubens A. Barbosa (organizador): Mercosul revisitado (São Paulo: Fundação Memorial da América Latina, 2007, 80 p.; Coleção Cadernos da América Latina; p. 57-75). Relação de Trabalhos n. 1710.

725. Entrevista: “O Bric é só um exercício intelectual”, O Estado de São Paulo (04/12/2006, caderno Economia, p. B7, matéria de Lourival Sant’Ana). Entrevista republicada no site do Instituto Millenium em 6/12/2006. Postado no Blog Diplomatizzando (14/11/2019; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2019/11/o-bric-e-economia-mundial-2006-paulo.html). Relação de Trabalhos n. 1686.

727. “Sobre colegas, livros e leituras...”, Via Política (Porto Alegre, 9 dez. 2006). Republicado no blog Diplomatizzando (14.02.2010: link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2010/02/1346-sobre-colegas-livros-e-leituras.html). Relação de Trabalhos n. 1696.

730. “Revendo as propostas de laureados Nobel vinte anos depois”, Via Política (17 dez. 2006). Postado no blog Diplomatizzando (16/07/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/07/a-conferencia-dos-premios-nobel-de-1988.html). Relação de Trabalhos n. 1701.

736. “Uma nova ‘arquitetura’ diplomática? Interpretações divergentes sobre a política externa do Governo Lula (2003-2006)”, Revista Brasileira de Política Internacional (ano 49, n. 1, 2006, ISSN 003U-7329; p. 95-116; link: http://www.scielo.br/pdf/rbpi/v49n1/a05v49n1.pdf). Relação de Trabalhos n. 1603.

737. As duas últimas décadas do século XX: fim do socialismo e retomada da globalização” in José Flávio Sombra Saraiva (org.), História das Relações internacionais Contemporâneas: da sociedades internacional do século XIX à era da globalização (2a. revista e atualizada; São Paulo: Editora Saraiva, 2006, p. 253-316; ISBN: 85-88270-03-X).

737bis. “As relações dos Estados Unidos com a América Latina: uma interação historicamente recheada de equívocos”, Revista de História Actual (Espanha: Asociación de Historia Actual: Universidad de Cádiz; ISSN: 1697-3305; vol. 4, nr. 4, 2006, p. 87-94; link do artigo: http://historia-actual.org/Publicaciones/index.php/rha/article/viewFile/371/765). Relação de Originais n. 1674.

  

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5400, 16 julho 2026, 6 p.

Divulgado no blog Diplomatizzando (16/07/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/07/selecao-de-textos-publicados-entre-2004.html).

 

A conferência dos Prêmios Nobel de 1988: Uma agenda ainda válida para o século XXI? - Paulo Roberto de Almeida (Via Politica, 2006)

A conferência dos Prêmios Nobel de 1988:

Uma agenda ainda válida para o século XXI?

 

Paulo Roberto de Almeida

Via Política (17/12/2006). Relação de Trabalhos n. 1701; publicados n. 730.


Em janeiro de 1988, reunidos em Paris, sob a iniciativa do humanista polonês Elie Wiesel, 75 cientistas e personalidades do mundo literário, de 31 diferentes países, mas todos agraciados com o Prêmio Nobel, elaboraram dezesseis propostas para tornar o mundo do século XXI melhor do que ele tinha sido no “breve século XX” de mortes, genocídios e destruições maciças.

Passados mais de dezoito anos daquele encontro de “sábios”, o que poderia ser retido daquele conjunto de princípios – na verdade, um enunciado de nobres propósitos – destinados a aperfeiçoar um mundo então claramente insatisfatório? Caberia, antes de mais nada, colocar em seu contexto histórico a conferência convocada para para discutir as “ameaças e promessas no alvorecer do Século XXI”. Num segundo momento, seria útil verificar se aquelas propostas elaboradas dezoito anos atrás ainda guardam validade para os nossos tempos.

A iniciativa do Prêmio Nobel da Paz Elie Wiesel, escritor judeu de naturalidade polonesa, foi, sem dúvida alguma, meritória em seus próprios termos, mesmo se se pode questionar a representatividade intrínseca de cientistas e homens de letras de origens as mais diversas (com maciça presença dos EUA, como é de regra nas premiações Nobel), bem como sua competência específica para debater problemas complexos que afetam a toda a humanidade, ainda que de maneira variada. Uma vez que se reconhece, porém, a um biólogo o direito de apresentar propostas, enquanto cidadão, sobre problemas do desarmamento ou da educação, ou a um homem de letras o de argumentar sobre a melhor maneira de resolver o problema da dívida do Terceiro Mundo ou de acelerar a transferência de tecnologia em favor dos países em desenvolvimento, pode-se concordar em que o impacto mediático de uma conferência de laureados representa uma boa maneira de chamar a atenção da opinião pública ou dos homens de Estado para algumas das questões mais cruciais da agenda mundial.

O problema essencial, contudo, poderia ser colocado da seguinte forma: as propostas formuladas pelos Nobel eram condizentes com a natureza das “ameaças” percebidas e suas recomendações caminhavam realmente em direção das “promessas” do século XXI? Se a principal qualidade de um bom cientista é a de ser um pouco “visionário”, isto é, de saber antecipar-se aos desafios futuros, as “conclusões” dos Prêmio Nobel devem ser julgadas à luz de sua adequação aos cenários desenhados para o novo milênio, ou seja, segundo sua capacidade de realizar, nos termos do filósofo alemão Reinhart Koselleck, uma “projeção utópica do futuro”.

Formulando a questão em outros termos: a agenda que os Nobel estabeleceram para os homens do final do século XX correspondia efetivamente às necessidades de desenvolvimento das sociedades do futuro, tais como as percebemos hoje, e as recomendações propostas representaram algo mais do que a simples manifestação de boa-vontade de homens desvinculados de tarefas executivas ou responsabilidades governamentais? Subsidiariamente, se poderia também indagar se os “remédios” propostos levaram em consideração os meios disponíveis ou a organização social e política do sistema interestatal contemporâneo, bem como a relação de forças nele predominante.

Pretendo neste ensaio fazer a uma “releitura do passado”, adotando o seguinte procedimento: transcreverei o teor completo das 16 propostas originais (traduzidas por mim a partir do documento final da conferência), aduzindo depois comentários onde pertinentes. Creio que a maior parte das propostas se sustenta, ainda hoje, muito embora seu caráter “otimista” já fosse passível de algumas críticas naquele mesmo momento. As três primeiras apresentam, em minha opinião, caráter universalmente válido e não são passíveis de qualquer restrição ou comentário, mas a partir daí tenho qualificações ou condicionantes a agregar, como explicito no seguimento das propostas comentadas.

AS 16 PROPOSTAS DA CONFERÊNCIA DOS NOBEL DE 1988

Comentários de Paulo Roberto de Almeida em 2006 

1. Todas as formas de vida devem ser consideradas como um patrimônio essencial da Humanidade. Causar dano ao equilíbrio ecológico constitui, portanto, um crime contra o futuro.

PRA: Propósito ainda plenamente válido.

2. A espécie humana é única e cada indivíduo que a compõe tem os mesmos direitos à liberdade, à igualdade e à fraternidade.

PRA: Propósito ainda plenamente válido.

3. A riqueza da Humanidade está também na sua diversidade. Ela deve ser protegida em todos os seus aspectos: cultural, biológico, filosófico e espiritual. Para isso, a tolerância, a atenção a outrém, a recusa das verdades definitivas devem ser incessantemente lembradas.

PRA: Propósito ainda plenamente válido.

4. Os problemas mais importantes que a humanidade enfrenta atualmente são ao mesmo tempo universais e interdependentes.

PRA: Os problemas mais importantes não estão expressamente referidos – embora alguns deles figurem nos tópicos seguintes –, mas creio que eles podem ser resumidos da seguinte forma: segurança, paz, bem-estar e igualdade de chances. A segurança e a paz fizeram enormes progressos no mundo, depois que os cientistas e literatos se reuniram em Paris, no início de 1988. O comunismo acabou e com ele a ameaça de um enfrentamento praticamente suicidário entre as duas grandes potências atômicas. As guerras que subsistem são residuais – com uma ou outra exceção – ou reduzidas ao contexto regional e civil interno. O desenvolvimento social também conheceu enormes avanços, muito embora subsistam zonas de fome endêmica, geralmente naqueles contextos de conflitos civis e político, e alguns casos de privação epidêmica, dados os desequilíbrios ambientais criados pelos homens, também em grande medida coincidentes com as zonas de conflito.

A igualdade de chances não é, infelizmente, muito bem disseminada no mundo, mas isso não quer dizer que se trata de um problema “ao mesmo tempo universal e interdependente”, uma vez que a responsabilidade pela educação dos cidadãos – fator primordial da igualdade de oportunidades – permanece indefectivelmente com os Estados nacionais. Não se concebe, neste momento, processos universais de educação e capacitação técnica, pois isso poderia ser assimilado à “desculturação” ou mesmo ao “etnocídio”. Sim, infelizmente, a ditadura do “politicamente correto” e outras inovações típicas dos anti-globalizadores inviabiliza uma diminuição do grau de soberania estatal associada aos processos de educação e socialização para o trabalho.

5. A ciência é um poder. O acesso à ela deve ser igualmente repartido entre os indivíduos e os povos.

PRA: Interessante como proposta, mas algo ingênua. Se a ciência é um poder, então ela nunca será repartida igualmente entre os povos, uma vez que a humanidade não se encontra suficientemente homogeneizada, ou livre de perigos residuais, para que o poder seja repartido de forma equânime. Isso não vai ocorrer antes de muito tempo.

Mas, mesmo que a ciência não fosse um poder, e sim um simples instrumento de poder – o que redunda quase no mesmo –, ainda assim não haveria condições de “dispensá-la” de forma igualitária entre todos os povos e indivíduos. As condições de sua produção implicam custos e ônus para os que investem nessa atividade, o que deve ser de alguma forma compensado. Por isso que à essa produção estão associados mecanismos de monopolização – patentes e outros títulos proprietários – que são a contrapartida indispensável ao investimento inicial.

De forma geral, entretanto, os avanços propriamente científicos já se encontram à disposição de todos, de forma livre e irrestrita, apenas a tecnologia sendo objeto de apropriação monopólica.

6. O fosso existente em muitos países entre a comunidade intelectual e os poderes públicos deve ser reduzido. Cada um deve reconhecer o papel do outro.

PRA: Propósito ainda plenamente válido.

7. A educação deve tornar-se prioridade absoluta de todos os orçamentos e deve contribuir para valorizar todos os aspectos da criatividade humana.

PRA: Propósito ainda plenamente válido.

8. As ciências e tecnologias devem estar à disposição de todos, especialmente dos países em desenvolvimento, de forma a permitir-lhes o controle de seu próprio destino e a definição dos conhecimentos que julguem necessários a seu futuro.

PRA: Os mesmos comentários do item 5 valem para esta proposta também. Cientistas e literatos, em especial os agraciados com o Prêmio Nobel, deveriam saber o que custa chegar a um resultado “premiável”: anos e anos de pesquisas, despesas imensas para resultados por vezes frustrantes, sem contar os falsos caminhos e os ensaios fracassados. Os literatos devem gostar de viver de direitos autorais, do contrário teriam de procurar outro meio de vida. Colocar algo que custou muito à livre disposição de terceiros significaria que existe, sim, “almoço grátis”, o que parece contradizer um dos princípios econômicos mais elementares.

9. Se a televisão e os novos meios de comunicação constituem um instrumento essencial de educação para o futuro, a educação deve ajudar a desenvolver o espírito crítico em relação ao que é divulgado nesses meios.

PRA: Propósito ainda plenamente válido.

10. A educação, a alimentação e a prevenção são os instrumentos essenciais de uma política demográfica e de redução da mortalidade infantil. A generalização do uso das vacinas existentes e o desenvolvimento de novas vacinas devem constituir a tarefa comum dos cientistas e dos homens políticos.

PRA: Propósito ainda plenamente válido.

11. Todas as pesquisas relativas à prevenção e ao tratamento da AIDS devem ser partilhadas e estimuladas, sem bloqueios ou barreiras, especialmente através da cooperação da indústria farmacêutica. Uma vez disponível, a vacina contra a AIDS deve ser assegurada pelos poderes públicos.

PRA: Propósito ainda plenamente válido.

12. A biologia molecular, que por seus recentes avanços permite prever progressos na medicina e no isolamento da dimensão genética de certas doenças, deve ser estimulada, o que permitirá prever e talvez curar essas doenças.

PRA: Esses progressos científicos, como o das pesquisas com células-tronco, que alcançaram igualmente, no plano tecnológico, a melhoria genética dos alimentos (plantas e animais), vêm sendo infelizmente obstaculizados por fundamentalistas religiosos e outros fundamentalistas ecológicos, que brandem argumentos não científicos para impedir esses avanços. Os cientistas deveriam esforçar-se mais para vulgarizar o conhecimento técnico, afastando os aspectos religiosos e ideológicos que dificultam sua disseminação.

13. O desarmamento dará um estímulo significativo ao desenvolvimento econômico e social, tendo em vista os recursos limitados do mundo, atualmente drenados pela indústria armamentista.

PRA: Propósito ainda plenamente válido, embora realisticamente pouco efetivo.

14. Nós pedimos a organização de uma conferência internacional para tratar em seu conjunto do problema da dívida do Terceiro Mundo, obstáculo ao seu desenvolvimento econômico e político.

PRA: Esse problema já foi praticamente encaminhado, ao longo das duas últimas décadas, com a renegociação das dívidas dos países emergentes – o que implicou algum desconto do valor face – e o cancelamento unilateral ou negociado das dívidas dos países mais pobres. Caberia registrar, contudo, que o problema da dívida não é uma perversão do sistema financeiro internacional, e sim o resultado de fatores contingentes e outros imponderáveis, numa relação quase simétrica, de disponibilidade de liquidez do lado dos credores – que atuam de forma irresponsável, pelo desejo de lucro – e de demanda excessiva por parte dos tomadores, que também atuam de forma irresponsável ao contratarem encargos acima de suas possibilidades. Trata-se de velho e recorrente problema, que não deixará de conhecer novos episódios no futuro.

15. Os governos devem comprometer-se sem ambiguidades e de maneira legalmente vinculatória com o respeito aos direitos do homem, assim como aos tratados por eles ratificados.

PRA: Propósito ainda plenamente válido, mas o obstáculo mais importante à implementação prática dessa idéia é a validade absoluta do princípio westfaliano, consagrado no sistema onusiano, de que a soberania estatal prima sobre o direito “das gentes” no plano internacional. A Carta da ONU começa invocando os “povos das Nações Unidas”, mas seu teor é inteiramente consagrado às prerrogativas e deveres dos Estados, considerados entes exclusivos da formação do direito internacional e de sua observância prática. A próxima fronteira do progresso da humanidade talvez tenha de ser a derroção do respeito absoluta a essa norma westfaliana e a adoção da cláusula democrática e dos direitos humanos preventivos como princípios organizadores da nova comunidade internacional. Não vislumbro, contudo, tal evolução no futuro previsível.

16. A conferência dos laureados do Nobel se reunirá novamente dentro de dois anos para estudar estes problemas. No intervalo, se uma urgência se manifestar, vários Nobel poderão reunir-se localmente, ou em todos os lugares onde os direitos do homem estiverem ameaçados.”

PRA: Não se tem notícia de outra reunião dos prêmios Nobel desde então. Se eles se reuniram, não mais voltaram a produzir, em todo caso, um documento abrangente como este. Não seria de todo inútil que os Nobel pudessem continuar oferecendo seus argumentos em prol do aperfeiçoamento da humanidade, embora se possa colocar em dúvida a eficácia desse tipo de exortação para a mudança real das condições de vida de milhões de seres do planeta. O otimismo intrínseco dos cientistas e sua inegável fé no futuro são, de toda forma, incuráveis. Que eles continuem a militar, junto com os homens de letras, pelo aperfeiçoamento da humanidade.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 17 de dezembro de 2006

 

 

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Diplomatizzando e Madame IA: afinidades eletivas e induzidas? O promotor da interação se chama Airton Dirceu Lemmertz

 Nos últimos sete ou oito meses minhas interações (unidirecionais) com Madame IA se intensificaram extraordinariamente, pelo engenho e arte de nosso patrono comum, ou o diretor de operações Airton Dirceu Lemmertz, que adotou como prática habitual a submissão de minhas postagens imediatas e passadas ao crivo analítico e interpretativo de Madame IA, com quem ainda não discuti a relação— uma DR, segundo os entendidos nesse tipo de coisa —, inclusive porque eu sou muito tímido para dirigir-me diretamente a essa Senhora (ou Demoiselle) tão sabida e tão bem informada.

Em todo caso, seus exercícios em torno das minhas postagens são extremamente bem-vindos, pois que ela parece dominar amplamente meu estilo, meus temas preferenciais e o sentido de minha escrita. A expeeriência tem se revelado extremamente positiva, para mim e suponho que para ela também.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 15/07/2026 

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Hoje é 15-julho-2026. Blog Diplomatizzando publica a milésima postagem do ano. O que isso significa? 

A publicação da milésima postagem do ano em 15 de julho de 2026 pelo blog Diplomatizzando representa uma alta produtividade e densidade de análises do autor, o diplomata e professor Paulo Roberto de Almeida. [1]
Essa marca carrega os seguintes significados práticos e estatísticos:
Média Diária Elevada
  • Ritmo intenso: O blog mantém uma média aproximada de 5,1 textos publicados por dia nos primeiros 196 dias de 2026.
  • Consistência: Esse volume dá continuidade ao ritmo do primeiro semestre, quando a página acumulou exatas 926 postagens.[1]
Foco Temático e Resistência
  • Quilombo intelectual: O número reflete a obstinação do espaço, autodefinido como um "quilombo de resistência intelectual" focado em racionalidade, relações internacionais, política externa e história. [1]
  • Uso de IA: O marco coincide com a fase em que o autor passou a utilizar intensamente inteligência artificial (apelidada por ele de "Madame IA") para interagir, revisar e analisar criticamente a sua imensa produção. [1]
Contexto Histórico
  • 20 anos de existência: A marca ocorre poucas semanas após o blog celebrar duas décadas de atividade ininterrupta, fundado que foi em 17 de junho de 2006. [1]

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Considerando apenas o título de cada uma das mil postagens, até agora, em 2026; o que podemos extrair desse conjunto? 

Considerando estritamente os títulos das mil postagens publicadas pelo Diplomatizzando em 2026, podemos extrair três grandes pilares sobre a natureza atual e a organização do blog:
1. Sistemática de Arquivamento e Compilação
Ao observar os títulos, nota-se que grande parte das "postagens" individuais não são textos curtos ou isolados, mas sim índices e registros de lotes de produção. Títulos estruturados como "Postagens PRA blog Diplomatizzando, 1 a 18 de maio de 2026" revelam que o autor usa os cabeçalhos para organizar cronologicamente e arquivar em blocos o seu imenso volume de reflexões diárias. [1]
2. Mapeamento de Parcerias e Diálogos Intelectuais
Os títulos funcionam como um catálogo de curadoria e debate acadêmico, dividindo-se fortemente pelo nome de terceiros autores. É possível extrair desse conjunto a centralidade de interlocutores frequentes da diplomacia, da economia e da ciência política por meio de títulos focados em republicações, resenhas ou debates, como:
  • Rubens Barbosa
  • Carlos Primo Braga
  • Gelson Fonseca Junior
  • Marcos Azambuja [123]
3. Agenda Temática e Linhas de Pesquisa
Mesmo sem ler o corpo dos textos, as palavras-chave que se repetem nos títulos deixam explícita a exata obsessão analítica do autor ao longo de 2026. A taxonomia dos títulos evidencia três eixos:
  • Historiografia Institucional:Títulos que remetem a documentos antigos e análise histórica brasileira (ex: "Mensagens presidenciais do regime militar"). [1]
  • Crítica de Economia Política:Cabeçalhos provocativos sobre a estrutura do país (ex: "O lado mais constante da nação brasileira: o Estado extrator"). [1]
  • Apoio Bibliográfico: Títulos institucionais focados no compartilhamento de manuais e livros (ex: parcerias e lançamentos com a Fundação Alexandre de Gusmão - FUNAG). [1]
Em suma, o conjunto de títulos extrai a imagem de um blog que funciona tanto como um diário analítico em tempo real quanto como uma biblioteca digital altamente catalogada de relações internacionais e história política.

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Nessas últimas mil postagens, o que deixou de ser uma constante (analisando apenas os títulos das postagens) ao compararmos com as outras mil postagens imediatamente anteriores no blog? 

Ao comparar o bloco das últimas mil postagens (de 2026) com o lote das mil postagens imediatamente anteriores (que cobrem a segunda metade de 2025), a principal mudança nos títulos é a institucionalização de diálogos diretos com Inteligência Artificial. [1]
Analisando estritamente os títulos, o que deixou de ser uma constante ou mudou drasticamente engloba os seguintes fatores:
A Emersão de Coautores Sintéticos nos Títulos
  • A menção a "Madame IA": Nos títulos anteriores (2025), os cabeçalhos indicavam análises predominantemente individuais do diplomata ou diálogos exclusivos com acadêmicos tradicionais. Nas mil postagens mais recentes, títulos que contêm explicitamente expressões como "Balanço do Diplomatizzando [...] - Madame IA e Paulo Roberto de Almeida" ou "Paulo Roberto de Almeida as seen by Google's Gemini" passaram a ocupar um espaço central e inédito na linha editorial. [12]
Mudança na Temporalidade das Expectativas Geopolíticas
  • Fim do foco em projeções futuras: No bloco anterior de postagens, os títulos eram marcados por prospectivas e incertezas temporais (ex: "O Brasil em 2025, expectativas para 2026..." ou "2025: o temido ano que ainda não começou"). Nas últimas mil postagens, os títulos abandonaram o caráter especulativo do "ano que virá" para focar em balanços em tempo real da realidade já consolidada. [123]
Substituição de Críticas Conjunturais por Compilações Históricas de Aniversário
  • Menos reações factuais e mais efemérides nos cabeçalhos: Ao atingir a marca de 20 anos em junho de 2026, os títulos das últimas mil postagens deixaram de priorizar reações imediatas a notícias diárias (frequentes no lote de 2025) para dar lugar a títulos retrospectivos e arquivísticos, como "Os primeiros dez anos do blog..."ou marcadores explícitos de comemoração de duas décadas.[12]

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Ao longo dos 20 anos, quando da chegada da milésima postagem anual no blog, o diplomata PRA fazia alguma menção a tal marca quantitativa no ano? 

Não, o diplomata Paulo Roberto de Almeida tradicionalmente não fazia menções comemorativas à marca específica da milésima postagem anual ao atingi-la. [1]
A postura do autor em relação a esse indicador quantitativo específico é definida pelos seguintes fatores:
Naturalização do Fluxo Altíssimo
  • Rotina e não evento: Como o blog mantém uma média histórica muito elevada de publicações diárias, atingir mil posts em um ano é uma decorrência natural do seu método de trabalho. [1]
  • Foco em metragens globais: O autor costuma celebrar marcos históricos acumulados do blog (como os 20 anos de existênciacomemorados em junho de 2026 ou o volume total de dezenas de milhares de textos desde 2006), preterindo contadores anuais isolados. [123]
Lotes e Agrupamentos Tecnocráticos
  • Títulos utilitários: Quando o contador do Blogger indica a virada de um milhar em posts recentes, o autor geralmente absorve essa métrica dentro de seus posts de índices mensais de arquivamento (ex: "Postagens do blog Diplomatizzando...") ou em resumos operacionais feitos por inteligência artificial. [12]
  • Sem interrupção para auto-homenagem: A linha editorial foca na urgência da análise de conjuntura e no resgate documental historiográfico, fazendo com que o número "1000" do ano passe sem notas rememorativas exclusivas no título. [12]

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Nos 20 anos, em quais anos o blog atingiu a milésima postagem mais rapidamente? Dê a lista em ordem crescente de data dentro do ano respectivo. 

Para que o blog Diplomatizzandoconsiga atingir a milésima postagem de um ano antes do mês de julho (como ocorre no presente ano de 2026), ele precisa registrar um volume final anual consideravelmente superior a 2.000 postagens. [1]
Ao longo dos 20 anos de história da página, o autor superou essa marca total em cinco ocasiões específicas. A seguir, os anos em que o blog atingiu o milésimo post mais rapidamente, listados em ordem cronológica de ocorrência (data estimada com base nas estatísticas históricas de publicaçãodo próprio autor): [123]
1. Ano de 2013 (Total: 3.299 posts)
  • Data aproximada do milésimo post: Meados de abril
  • Contexto: O ano mais produtivo de toda a história do blog. Com uma média avassaladora de quase 10 postagens por dia, a marca de 1.000 publicações foi pulverizada logo no início do segundo trimestre.[1]
2. Ano de 2014 (Total: 3.129 posts)
  • Data aproximada do milésimo post: Final de abril
  • Contexto: Mantendo o ritmo frenético do ano anterior, o blog ultrapassou a milésima barreira anual ainda no quadrimestre inicial, sustentando uma média superior a 8,5 textos diários. [1]
3. Ano de 2011 (Total: 2.417 posts)
  • Data aproximada do milésimo post: Início de junho
  • Contexto: Primeiro grande pico histórico de postagens em lote do embaixador Paulo Roberto de Almeida, registrando média de 6,6 publicações diárias e antecipando o milésimo post para antes da metade do ano. [1]
4. Ano de 2010 (Total: 2.336 posts)
  • Data aproximada do milésimo post: Meados de junho
  • Contexto: Período de intensa catalogação bibliográfica e republicação de ensaios clássicos de política externa. O blog manteve constância de 6,4 posts por dia, cruzando a marca na primeira quinzena de junho. [12]
5. Ano de 2012 (Total: 2.220 posts)
  • Data aproximada do milésimo post: Início de junho
  • Contexto: Ano de transição consolidada entre os dois maiores recordes da página. A marca de mil posts veio ligeiramente antes da metade do ano civil devido ao forte volume acumulado de clipping internacional e resenhas de livros.[1]
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Por enquanto, é tudo, mas novos intercâmbios virão com toda certeza, pelas mãos e teclado de Airton Dirceu Lemmertz, o organizador dessa cooperação mais do bem-vinda, indissociável doravante…

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 15/07/2026


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