Pensando fora da caixinha (como é meu hábito desde que ingressei no Itamaraty):
O BRICS é uma espécie de Frankenstein de um inexistente Sul Global, começando pelo fato de que, dos cinco países do acrônimo, só dois são (ou seriam) desse Sul não global; os outros três são do Norte, todos eles nucleares, à diferença dos outros dois.
Como é que o Brasil foi se meter numa encrenca dessas, e para o quê, exatamente?
Deve ser de gente muito necessitada de palanque para tornar uma proposta de oportunidade de investimentos financeiros de retornos interessantes para grandes fundos institucionais em um bloco diplomático sem qualquer convergência doutrinal ou interesses comuns, a não ser o desejo de chutar o pau da barraca do velho G7.
Paulo Roberto de Almeida
Brasilia, 12/03/2026
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