Direita e Esquerda possuem algum significado maior?
Leio este “ensinamento” no Threads:
“Durante a Revolução Francesa, na assembleia:
Os defensores da MONARQUIA e da tradição se sentavam à DIREITA do presidente da assembleia.
Os revolucionários que queriam MUDANÇAS profundas se sentavam à ESQUERDA.”
PRA: Pois bem, imaginemos que poderia ter ocorrido o contrário, isto é, que os conservadores, reacionários, defensores dos privilégios de classe, de estamento, dos “direitos” da aristocracia, dos títulos de nobreza, e da isenção de impostos para os membros da elite, tivessem por acaso se sentado À ESQUERDA do presidente da Assembleia Nacional, e que os revolucionários, progressistas, defensores de direitos iguais, independentemente de educação, condição social, status de origem, posição politica na sociedade e no Estado, abolição de quaisquer privilégios e distinções, enfim que todos fossem tratados exatamente iguais em direitos e obrigações, que estes tivessem se sentado À DIREITA do presidente da Assembleia, que diferença isso faria?
Aparentemente NENHUMA: a Direita (isto é a ESQUERDA atual) seria reacionária, atrasada etc., e a chamada Esquerda, ou mutatis mutandis, a DIREITA, seria progressista e avançada.
Serviu para alguma coisa este exercício?
Aparentemente NADA, apenas para confirmar certos preconceitos e clichês arraigados na sociedade e na política.
Pois bem, leio também no Threads que o recentemente falecido filósofo alemão Jürgen Habermas, tinha chamado a atenção para o “FASCISMO DE ESQUERDA”, uma realidade mais comum do que se pensa, o que significa que representantes da Esquerda atual, isto é, da DIREITA trocada no exercício que fizemos, estão tendo um comportamento que seria, teoricamente, do outro “lado”, compreenderam? Isso é mais possível do que se pensa.
Mas isso não tem nada a ver com o outro “exercício” que tinha sido feito por aquele “chanceler acidental” (lembram-se dele?) que, acompanhando a visita de um nefando presidente (por ser reacionário, negacionista, inimigo de indígenas, quilombolas etc.) a Israel, tinha dito que o Nazismo era de Esquerda, o que obrigou até a Embaixada da Alemanha no Brasil a soltar uma nota dizendo que o Nazismo era de Direita, e que partidos nazistas estavam PROIBIDOS na Alemanha, ao contrário, por exemplo, dos EUA, onde é perfeitamente possível ser nazista, fazer propaganda nazista, fundar um Partido Nazista e defender TODAS as ideias e medidas NAZISTAS, em total conformidade com o Hitlerismo factual e histórico.
Desculpem se confundi vocês um pouco, mas foi intencional, apenas para mostrar que a realidade por vezes é mais complexa do que se pensa e que certas coisas se confundem e se misturam entre si.
O que as separam?
Conhecimento histórico, reflexão ponderada e julgamento MORAL.
Grato pela atenção.
“Durante a Revolução Francesa, na assembleia:
Os defensores da MONARQUIA e da tradição se sentavam à DIREITA do presidente da assembleia.
Os revolucionários que queriam MUDANÇAS profundas se sentavam à ESQUERDA.”
PRA: Pois bem, imaginemos que poderia ter ocorrido o contrário, isto é, que os conservadores, reacionários, defensores dos privilégios de classe, de estamento, dos “direitos” da aristocracia, dos títulos de nobreza, e da isenção de impostos para os membros da elite, tivessem por acaso se sentado À ESQUERDA do presidente da Assembleia Nacional, e que os revolucionários, progressistas, defensores de direitos iguais, independentemente de educação, condição social, status de origem, posição politica na sociedade e no Estado, abolição de quaisquer privilégios e distinções, enfim que todos fossem tratados exatamente iguais em direitos e obrigações, que estes tivessem se sentado À DIREITA do presidente da Assembleia, que diferença isso faria?
Aparentemente NENHUMA: a Direita (isto é a ESQUERDA atual) seria reacionária, atrasada etc., e a chamada Esquerda, ou mutatis mutandis, a DIREITA, seria progressista e avançada.
Serviu para alguma coisa este exercício?
Aparentemente NADA, apenas para confirmar certos preconceitos e clichês arraigados na sociedade e na política.
Pois bem, leio também no Threads que o recentemente falecido filósofo alemão Jürgen Habermas, tinha chamado a atenção para o “FASCISMO DE ESQUERDA”, uma realidade mais comum do que se pensa, o que significa que representantes da Esquerda atual, isto é, da DIREITA trocada no exercício que fizemos, estão tendo um comportamento que seria, teoricamente, do outro “lado”, compreenderam? Isso é mais possível do que se pensa.
Mas isso não tem nada a ver com o outro “exercício” que tinha sido feito por aquele “chanceler acidental” (lembram-se dele?) que, acompanhando a visita de um nefando presidente (por ser reacionário, negacionista, inimigo de indígenas, quilombolas etc.) a Israel, tinha dito que o Nazismo era de Esquerda, o que obrigou até a Embaixada da Alemanha no Brasil a soltar uma nota dizendo que o Nazismo era de Direita, e que partidos nazistas estavam PROIBIDOS na Alemanha, ao contrário, por exemplo, dos EUA, onde é perfeitamente possível ser nazista, fazer propaganda nazista, fundar um Partido Nazista e defender TODAS as ideias e medidas NAZISTAS, em total conformidade com o Hitlerismo factual e histórico.
Desculpem se confundi vocês um pouco, mas foi intencional, apenas para mostrar que a realidade por vezes é mais complexa do que se pensa e que certas coisas se confundem e se misturam entre si.
O que as separam?
Conhecimento histórico, reflexão ponderada e julgamento MORAL.
Grato pela atenção.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5245, 15 março 2026, 2 p.
Divulgado no blog Diplomatizzando (15/03/2026; link: ).
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