

Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, em viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas.
Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org. Para a maior parte de meus textos, ver minha página na plataforma Academia.edu, link: https://itamaraty.academia.edu/PauloRobertodeAlmeida.
Algo soa familiar?
A frase do momento, ou de sempre:
"É uma verdade geralmente confessada que a população brasileira sofre de uma moléstia crônica e perniciosíssima, a empregocracia; mas poucos têm atinado com uma das causas que mais contribuem para esse mal - o sistema de instrução seguido em nossas escolas, colégios e liceus, quase exclusivamente literário. Nossos jovens... pela maior parte não aspiram senão a um título de bacharel ou doutor que lhes dê presunção de saber, e não descobrem outro meio de vida que o ofício de empregado público...
José Maria da Silva Paranhos
31a. Carta ao Amigo Ausente
Rio de Janeiro, 12 de julho de 1851
In: José Maria da Silva Paranhos, Cartas ao Amigo Ausente (Rio de Janeiro: Ministério das Relações Exteriores, Instituto Rio Branco, 1953), p. 188.
Em um ano do governo atual gerou um deficit fiscal primário real em relação ao PIB de 4,38% maior do que o último ano do governo Dilma e a estupidez coletiva brasileira repete como “papagaio de pirata” ser o atual governo da salvação nacional.
No acumulado em doze meses até junho de 2016, registrou-se deficit primário de R$ 151,2 bilhões (2,51% do PIB). No acumulado em doze meses até junho de 2017, registrou-se deficit primário de R$ 167,2 bilhões (2,62% do PIB). Aumento de déficit primário de 4,38% em relação ao PIB.
Em doze meses até junho de 2016, os juros nominais totalizaram R$ 449,2 bilhões (7,45% do PIB). Em doze meses até junho 2017, os juros nominais alcançaram R$ 440,3 bilhões (6,89% do PIB). Redução dos gastos com juros de 7,52% em relação ao PIB.
Em doze meses até junho de 2016, o deficit nominal alcançou R$ 600,4 bilhões (9,96% do PIB). Em doze meses até junho de 2017, o déficit nominal alcançou R$ 607,5 bilhões (9,50% do PIB). Redução de 4,62% em relação ao PIB. Nesse ritmo esse governo precisaria de 21,64 anos para controlar o déficit atual. Aguardem.
Política Fiscal – Fonte BCB
Base: Junho de 2017
I - Resultados fiscais
O setor público consolidado registrou deficit primário de R$ 19,6 bilhões em junho. O resultado primário do Governo Central foi deficitário em R$ 19,9 bilhões, e o dos governos regionais e das empresas estatais, superavitário em R$ 240,0 milhões e R$ 145,0 milhões, respectivamente.
No ano, o setor público consolidado registrou deficit primário de R$ 35,2 bilhões, ante deficit de R$ 23,8 bilhões no mesmo período de 2016. No acumulado em doze meses até junho, registrou-se deficit primário de R$ 167,2 bilhões (2,62% do PIB), 0,15 p.p. do PIB superior ao deficit registrado em maio.
Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, alcançaram R$ 31,5 bilhões em junho, comparativamente a R$ 36,3 bilhões em maio. Contribuíram para essa redução o menor número de dias úteis no mês e o efeito da redução da taxa Selic. No acumulado no ano, os juros nominais somaram R$ 206,6 bilhões, comparativamente a R$ 173,3 bilhões no primeiro semestre do ano anterior. Em doze meses, os juros nominais alcançaram R$ 440,3 bilhões (6,89% do PIB), elevando-se 0,14 p.p. do PIB em relação ao valor registrado em maio.
O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$ 51,1 bilhões em junho. No ano, o deficit nominal totalizou R$ 241,8 bilhões, comparativamente ao deficit de R$ 197,1 bilhões no mesmo período do ano anterior. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$ 607,5 bilhões (9,50% do PIB), aumentando 0,29 p.p. do PIB em relação ao resultado deficitário registrado no mês anterior.
O deficit nominal de junho foi financiado mediante expansões de R$ 28,3 bilhões na dívida mobiliária, R$ 22,5 bilhões nas demais fontes de financiamento interno, que incluem a base monetária, e R$ 4,0 bilhões na dívida bancária líquida, contrabalançadas, parcialmente, pela redução de R$ 3,8 bilhões no financiamento externo líquido.
II - Dívida mobiliária federal
A dívida mobiliária federal interna fora do Banco Central, avaliada pela posição de carteira, totalizou R$ 3.233,7 bilhões (50,6% do PIB) em junho, registrando acréscimo de R$ 103,5 bilhões em relação ao mês anterior. O resultado refletiu emissões líquidas de R$72,2 bilhões, acréscimo de R$ 0,3 bilhão em razão da depreciação cambial, incorporação de juros de R$ 22,8 bilhões e ajuste patrimonial de R$ 8,2 bilhões.
Destacaram-se as emissões líquidas de R$37 bilhões em LFT; de R$ 25,1 bilhões em LTN; de R$ 5,7 bilhões em NTN-B e de R$ 4,5 bilhões em NTN-F.
A participação por indexador registrou a seguinte evolução, em relação ao mês de maio: a porcentagem dos títulos indexados ao câmbio permaneceu em 0,3%; a dos títulos vinculados à taxa Selic elevou-se de 22,9% para 23,8%, pelas emissões líquidas de LFT; a dos títulos prefixados evoluiu de 26,4% para 27,1%, pelas emissões líquidas de LTN e NTN-F; e a dos títulos indexados aos índices de preços passou de 23,3% para 23,5%, pelas emissões líquidas de NTN-B. A participação das operações compromissadas reduziu-se de 26,8% para 25%, apresentando compras líquidas de R$76 bilhões.
Em junho, a estrutura de vencimento da dívida mobiliária em mercado foi a seguinte: R$ 190,4 bilhões, 5,9% do total, com vencimento em 2017; R$ 465,4 bilhões, 14,4% do total, com vencimento em 2018; e R$ 2.577,8 bilhões, 79,7% do total, vencendo a partir de janeiro de 2019.
No final de junho, a exposição total líquida nas operações de swap cambial alcançou R$ 91,7 bilhões. O resultado, no regime caixa, dessas operações no mês (posição passiva em taxa Selic e posição ativa em taxa de câmbio mais cupom cambial), foi desfavorável ao Banco Central em R$ 0,5 bilhão.
III - Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG)
A DLSP alcançou R$ 3.112,9 bilhões (48,7% do PIB) em junho, aumentando 0,6 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. No ano, a elevação de 2,5 p.p. na relação DLSP/PIB decorreu da incorporação de juros nominais (aumento de 3,2 p.p.), do deficit primário (aumento de 0,6 p.p.), do reconhecimento de dívidas (aumento de 0,1%), do efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 0,9 p.p.), da desvalorização cambial acumulada de 1,5% (redução de 0,2 p.p.) e do ajuste de paridade da cesta de moedas da dívida externa líquida (redução de 0,2 p.p.).
A DBGG (Governo Federal, INSS, governos estaduais e municipais) alcançou R$ 4.674,6 bilhões em junho (73,1% do PIB), elevando-se 0,6 p.p. do PIB em relação ao mês anterior.
O estoque dívida líquida da União (interna mais líquida externa) em junho de 2017 era de R$ 4.959,3 bilhões (78,21% do PIB).
Arquivos oficiais do governo estão disponíveis aos leitores.
Ricardo Bergamini
www.ricardobergamini.com.br
Today's selection -- from Aurangzeb by Audrey Truschke. For as long as there have been governments, there have been attempts to curb the use of alcohol and other drugs by the masses. They have invariably failed. Aurangzeb, who presided over the greatest territorial expansion of the Mughal empire in India, was one of those who tried:
"Aurangzeb's attempt to reduce the consumption of alcohol across his empire was one of the more spectacular policy failures of his reign. Alcohol was widely condemned as un-Islamic, and Mughal kings had long been lauded across religious lines for encouraging temperance. For example, the Jain monk Shanticandra wrote around 1590 about how Akbar 'banned liquor, which ought to be universally reviled.' Jahangir also claimed to have proscribed alcohol (despite being a prolific drinker himself). The repeated appearance of this ban signals that it was ineffective.
"While he personally declined to consume alcohol, Aurangzeb knew that few of his imperial officers followed his example. Niccoli Manucci --unleashing his characteristic weakness for gossip and exaggeration -- wrote that Aurangzeb once exclaimed in exasperation that only two men in all of Hindustan did not drink: himself and his head qazi, Abdul Wahhab. Manucci, however, divulged to his readers: 'But with respect to 'Abd-ul-wahhab [Aurangzeb] was in error, for I myself sent him every day a bottle of spirits (vino), which he drank in secret, so that the king could not find it out.'
"Aurangzeb's other attempts at censorship, such as curbing the production and use of opium, met with similarly dismal results."
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Author: Audrey Truschke
Publisher: Stanford University Press
Copyright 2017 by Audrey Truschke
Pages 72-73
If you wish to read further please click through to our website: www.delanceyplace.com
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Por que a esquerda, a direita e os ecologistas são sempre contrários ao livre comércio? Uns e outros do extremo do espectro político são soberanistas equivocados, e os ecologistas simplesmente se alinham com os mesmos, todos eles desconhecendo economia e os benefícios da liberalização para a criação de riqueza.
Paulo Roberto de Almeida
Le Conseil constitutionnel juge le CETA compatible avec la Constitution française
Par Marie Charrel
Le Monde, 31 juillet 2017
Saisi par des députés de gauche, le Conseil constitutionnel a estimé, lundi 31 juillet, que l’accord commercial de libre-échange entre l’Union européenne et le Canada n’implique pas de réviser la Constitution française.
C’est une décision particulièrement attendue par les organisations non gouvernementales (ONG), une partie de la gauche, et tous ceux s’inquiétant des excès du libre-échange. Lundi 31 juillet, le Conseil constitutionnel, saisi en février par plus de soixante députés de gauche, a statué à propos de l’accord de libre-échange entre l’Union européenne (UE) et le Canada (AECG, soit CETA en anglais). Résultat : les membres du Conseil constitutionnel estiment que ce dernier n’est pas contraire à la Constitution française.
« Au terme de son analyse, et dans le strict cadre de son examen de constitutionnalité d’un accord qui, pour une large partie, relève de la compétence exclusive de l’Union européenne, le Conseil constitutionnel a jugé que celui-ci n’implique pas de révision de la Constitution », indique le communiqué publié lundi.
Cette décision est inédite, car c’est la première fois que le Conseil constitutionnel se saisit d’un traité commercial signé par Bruxelles, et dont l’essentiel porte sur des compétences exclusives de l’UE. En la matière, c’est donc à la Cour de justice de l’Union européenne (CJUE) de se prononcer.
Mais les discussions autour de ce traité de « nouvelle génération » sont politiquement sensibles. Il va en effet bien au-delà des traités de libre-échange classiques, en visant à réduire les barrières « non tarifaires » entre le Canada et l’Europe. Pour ses promoteurs, il offre l’opportunité de gonfler de 25 % les échanges entre l’UE et le Canada. Pour ses contempteurs, notamment les ONG et une partie de la gauche qui le vouent aux gémonies, il représente le risque d’une régression en matière de standards sociaux et environnementaux.
Dans le détail, le Conseil s’est penché sur quatre grandes questions, en distinguant ce qui relève des compétences exclusives de l’UE – soit l’essentiel du traité –, des compétences partagées avec les Etats. Sur le premier volet, il a vérifié que l’accord, dans son ensemble, ne remet pas en cause « l’identité constitutionnelle de la France ». Un principe fort, sur lequel le conseil se garde le droit de se prononcer, à l’avenir, à propos des prochains traités commerciaux signés par l’Europe.
Tribunal d’arbitrage
Le Conseil s’est en outre penché sur le sulfureux mécanisme institué par le CETA pour régler les différends entre les investisseurs et les Etats membres. C’est ce point, qui relève des compétences partagées, que les ONG et la gauche dénoncent vigoureusement. Ce tribunal d’arbitrage permettra en effet à des entreprises canadiennes d’attaquer des Etats européens en justice si elles estiment que des décisions publiques sont contraires aux obligations du traité. Dans une note rédigée par des juristes, l’ONG Foodwatch, en collaboration avec l’Institut Veblen et la Fondation pour la nature et l’homme (FNH, ex-Fondation Hulot), estiment que cela rompt le principe constitutionnel d’égalité, puisque les entreprises françaises n’auront pas accès à ce tribunal.
Le Conseil constitutionnel, lui, juge qu’il n’y a rien de contraire à la Constitution. Il rappelle que le tribunal « ne peut ni interpréter ni annuler les décisions prises par les Etats », que ses pouvoirs sont « limités au versement de dommages pécuniaires et à la restitution de biens », et que suffisamment de règles d’éthique encadrent son fonctionnement. Dans ces conditions, il considère que le « principe d’égalité » n’est pas enfreint, et que l’accord « ne méconnaît pas les conditions d’exercice de la souveraineté nationale ».
Les membres du Conseil constitutionnel se sont également prononcés sur le principe de précaution. Là encore, les opposants au CETA regrettent l’absence de toute mention à ce principe dans l’accord, pourtant consacré dans la Constitution française depuis 2005 (par le biais de la Charte de l’environnement). Mais le Conseil constitutionnel estime néanmoins que le principe de précaution est garanti, puisque celui-ci est protégé par le droit de l’Union européenne s’appliquant dans ce cadre.
Commission contestée
Dernier point sensible : l’application provisoire. Après un processus de négociations long de sept ans, retardé par l’opposition de certains Etats membres, le CETA, a été validé le 15 février dernier par le Parlement européen. Même s’il doit encore obtenir l’assentiment des trente-huit Parlements nationaux et régionaux des pays membres pour entrer en vigueur, le feu vert des eurodéputés permettra son application partielle à partir du 21 septembre.
Là encore, cette mesure est vivement contestée par les opposants au CETA. Elle portera uniquement sur les dispositions relevant de la compétence exclusive de l’UE (soit plus de 90 % du traité), comme celles concernant l’accès au marché. Le très controversé volet sur l’arbitrage, avec des tribunaux privés censés trancher des différends entre multinationales et Etats, n’en fera pas partie. Dès lors, le Conseil, qui ne s’oppose pas à cette application, rappelle que l’accord n’est pas « irrévocable », qu’il ne touche pas un domaine « inhérent à la souveraineté nationale » et surtout, qu’il est possible « d’interrompre cette application provisoire en cas d’impossibilité d’une partie de le ratifier ». A savoir, les Parlements nationaux qui devront valider le texte.
« Cette décision porte uniquement sur la constitutionnalité de l’accord, et non pas sur son bien-fondé ou son intérêt pour l’Europe et la France, décrypte un fin connaisseur de la prose constitutionnelle. Le risque est que les partisans, comme les opposants à cet accord, lui donnent une portée politique qu’elle n’a pas. »
Il faudra encore plusieurs années avant que l’ensemble des Parlements nationaux et régionaux valident à leur tour le CETA. Que se passera-t-il si l’un d’eux vient à dire non ? Difficile à dire, car cela ne s’est jamais produit. En France, le traité est vivement critiqué de l’extrême gauche à l’extrême droite en passant par les écologistes, une partie de la droite et de la gauche. Début mai, le président Emmanuel Macron, qui défend le CETA, s’est néanmoins engagé à reconsidérer sa position si son impact était jugé négatif par une commission d’experts nommée pour l’occasion.
Sa composition a été détaillée le 6 juillet par le premier ministre Edouard Philippe. Ses neufs experts, spécialistes de l’environnement, de l’agriculture ou de la santé, ainsi que des juristes spécialisés dans le droit international, seront présidés par Katheline Schubert, économiste de l’environnement et professeur d’université à l’Ecole d’économie de Paris. Ils rendront leur rapport début septembre.
A peine créée, la commission est déjà contestée. La FNH et l’Institut Veblen, qui réclamaient sa création, estiment que les « conditions d’une évaluation utile et impartiale ne sont pas réunies », et réclament son ouverture à des profils différents.
Marie Charrel
Le 31 juillet 2017 à 11h23
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