Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, em viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas.
O que é este blog?
Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org. Para a maior parte de meus textos, ver minha página na plataforma Academia.edu, link: https://itamaraty.academia.edu/PauloRobertodeAlmeida.
domingo, 31 de agosto de 2014
Eleicoes 2014: companheiros a beira de um ataque de nervos com o tsunami Marina
Que coisa heim?!
Eles vão ter de apelar para o Chapolin Colorado, mas não sei se vai dar certo.
Basta ver a quantidade de matérias contra a Marina no seu principal site "independente", inteiramente a serviço dos companheiros (e na sua lista de pagamentos, claro).
Eles estão tão desesperados, coitados, que chegam ao cúmulo de propor, no editorial do pasquim sabujo, que se anuncie desde já que o novo chefe da Casa Civil de uma soberana reeleita já está escolhido e tem nome: Lula.
Não é o desespero total?
Paulo Roberto de Almeida
Carta Maior, 31/08/2014
Editorial
Marina topa tudo. O PT topa ousar ou vai se render?
30/08/2014
O programa de Marina Silva, lançado na mesma sexta-feira em que o Datafolha lhe dava uma vantagem de 10 pontos sobre Dilma Rousseff no segundo turno, tem 242 páginas. Mas poderia ser resumido em uma linha:a nova política reserva 20% do orçamento para educação e saúde, mas entrega o comando fiscal à agenda do arrocho. Diante da fraude o PT vai ousar ou se render?
Destaques
Eleições 2014: O programa que agrada os banqueiros no Brasil
Uma thatcherista ecologicamente correta na corte da candidata Marina Silva. Desde que a dirigente ambientalista anunciou que disputará as eleições presidenciais, a única pessoa de seu entorno que deu detalhes sobre o seu programa de governo foi Maria Alice Setúbal, membro da dinastia que fundou e conduz o banco privado mais importante do país. Por Darío Pignotti, do Página/12.
Arquivo
Banqueira que coordenou programa de Marina empresta até os óculos à candidata
Jean Wyllys: Marina, você mentiu e não merece a confiança do povo brasileiro
Brasil247
As mil faces de Marina Silva: a falácia da nova política
Arquivo
Sobre o casamento gay: Marina Silva prefere Malafaia
Arquivo
A diminuição do papel do Estado ou um Estado Democrático e Cidadão
Arquivo
Marina e as Elites
Arquivo
Marina Silva, vida e morte da política
Arquivo
Por que o criacionismo é um ataque à democracia?
Blog do Emir
Plebiscito popular pela reforma do sistema político
Entre os dias 1º e 7 de setembro será realizado um plebiscito popular por uma Assembleia Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político.
Colunistas
Flávio Aguiar Flávio Aguiar
A miragem chamada Marina
A candidatura de Marina vai na direção de atrelar novamente o país ao que de mais recessivo e depressivo há no mundo em matéria de economia e política econômica
Jeferson MiolaJeferson Miola
Marina e a mística da mudança
A Marina de hoje é apenas um ramal ideológico da velha política e do conservadorismo, com uma agenda de retrocesso e uma política econômica neoliberal.
Antonio LassanceAntonio Lassance
A política maquiada de Marina
Parte dos eleitores de Marina precisa ser informada de que a pessoa em quem pretendem votar não existe mais. A Marina de hoje não é mais a mesma de tempos atrás
Não é desesperador?
Os companheiros vão aumentar ainda mais o cacife da beata da floresta com seus ataques furibundos.
Vamos nos divertir bastante, só de ver o que vão fazer para lhe trazer ainda mais votos...
Paulo Roberto de Almeida
Across the Empire (2) Second day: only the road, no more than the road..
sábado, 30 de agosto de 2014
Nunca Antes na Diplomacia: Polibio Braga recomenda...
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Dica de livro - Nunca antes na diplomacia
Eleicoes 2014: a politica externa de Marina Silva - Oliver Stuenkel
What Would a Marina Presidency Mean for Brazilian Foreign Policy?
Marina Silva and her advisers faced a formidable challenge. After Eduardo Campos' tragic death on August 13, Marina Silva, Campos' running mate, suddenly turned into the best placed candidate to defeat President Dilma Rousseff in the upcoming elections. While other candidates had months to hone their arguments, Marina's team had merely days to finalize the document that lists her policy proposals. Contrary to 2010, when she was seen as a protest candidate, she has now turned into a serious contender, and the first option for many of those who are dissatisfied with the way the country is goverrned.
International issues will not be decisive in this election, of course. Voters care most issues such as health care, education, public transport, public security, the fight against corruption and the economy. And yet, compared to previous elections, foreign policy issues are set to play a more important role in weeks leading up to the election on October 5, underlining a growing notion among voters that the way Brazil relates to the world directly impacts their well-being. While security issues such as the Crimean Crisis are unlikely to matter much, candidates will have to explain their proposals on topics around Mercosur, possible trade agreements with the EU and the US and the rise of China. The more likely a victory by Marina seems, the more will people seek to understand her ideas about Brazil's foreign policy.
The 12 pages of her program dedicated to foreign policy (pp.28-40) provide interesting insights, some of which are analyzed below.
Trade
As big regional negotiations such as one between the EU and United States advance, one cannot but notice the prospect of a world divided into trade blocs. Brazil will have to make up its mind about which strategy to pursue. In the case of the negotiations with the EU, this involves making a decision about whether to take a highly protectionist and rather unpredictable Argentina along or whether to pursue a two-speed solution, temporarily leaving Argentina behind. According to her program, Marina would opt for the latter option of the "two-speed Mercosur" to facilitate the conclusion of trade negotiations with the European Union, among others. She argues that focusing on the WTO is fully compatible with seeking other regional and bilaratal trade deals. That seems reasonable, and even Brazil's current government has been increasingly open about its willingness to negotiate without Argentina. Marina Silva is also supportive of the ongoing process to fully liberalize trade between the Pacific Alliance and Mercosur, and calls for Brazil to make regional integration its top priority.
Regional leadership
Similar to her arguments made during the campaign four years ago, when Marina Silva said that Brazil had a "key role in mediating between the different regional interests" through exercising "respectful and supportive leadership" in the region, the 2014 program reads as a commitment to play a more active role in the neighborhood. While she frequently mentions defending human rights and democracy in South America, her program does not suggest a reckless idealistic position that may endanger strategic interests. Over the coming days and weeks, she will certainly have to say how she would deal with the ongoing political crisis in Venezuela.
Global governance
Contrary to critics who argue that Marina Silva would radically change course, there are signs that she could seek to reemphasize the importance of foreign policy after a relatively lacklustre performance under Dilma Rousseff. Notably, she stresses that both Fernando Henrique Cardoso and Lula contributed to strengthening Brazil's international projection, and has repeatedly argued, since 2010, in favor of reforming the international system - such as the UN Security Council, the IMF, and the World Bank - to increase its legitimacy and provide Brazil with more responsibility. Furthermore, as globally recognized environmental leader, Marina Silva has repeatedly argued that Brazil had the potential to assume international leadership in the debate about environmental sustainability. It is in this context that her proposals are most innovative - ranging from engaging with the Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) and strengthening the Amazon Cooperation Treaty Organization (ACTO). A more sophisticated strategy in the Amazon will also please nationalists, many of whom worry about Brazil's limited capacity to control its Western borders.
Despite expressing her desire to improve ties to the United States, Marina's proposals do not imply weakening Brazil's ties to the Global South - to the contrary, the explicitly refers to the BRICS grouping and the importance of Brazil-Africa ties. That will make it difficult for supporters of Lula's foreign policy to attack her approach. Nothing suggests that Marina would seek to undo his notable achievements (or, for that matter, Dilma's main achievement, Brazil's laudable internet governance initiative).
Her proposal to promote Brazilian culture more systematically on a global scale - she mentions learning from European institutions such as the Alliance Française, the British Council and the Goethe Institute - deserve attention and hint to a welcome willingness to introduce new ideas to strengthen Brazil's international visibility. In the same way, she suggests modernizing the Rio Branco Institute, Brazil's diplomatic academy, and further strengthening the dialogue between Itamaraty and civil society.
Putting foreign policy back at the center?
Finally, and most importantly, Marina Silva argues that Dilma Rousseff did not sufficiently value Brazil's Foreign Ministry. And indeed, under no other Brazilian leader in recent history has the Foreign Ministry - historically above the political fray - been so secondary. As a result, Brazil's foreign policy under Rousseff has been far more hesitant and passive than during the presidencies of Cardoso and Lula.
Naturally, in the coming weeks Marina Silva will have to explain how some of her ideas would play out in practice. And yet, her program suggests that Marina would pursue an activist foreign policy, built on the notion that established countries' dominance in the global conversation is highly counterproductive and unlikely to produce sustainable solutions to the world's most pressing issues such as climate change, financial volatility, human rights and nuclear proliferation.
More than ever before, Brazil's stronger voice - be it in the UN Security Council, during climate change negotiations, as a mediator in Venezuela, as a defender of democracy in Guinea Bissau, or as an agenda setter on internet governance - is needed to create a richer and more balanced global debate. That requires a President unafraid of taking courageous decisions and occasionally generating international controversy.
Read also:
Marina’s foreign policy
What would Aécio do?
Brazil’s top 10 foreign policy challenges in 2014
Oliver Stuenkel
Oliver Stuenkel is an Assistant Professor of International Relations at the Getúlio Vargas Foundation (FGV) in São Paulo, where he coordinates the São Paulo branch of the School of History and Social Science (CPDOC) and the executive program in International Relations. He is also a non-resident Fellow at the Global Public Policy Institute (GPPi) in Berlin and a member of the Carnegie Rising Democracies Network. His research focuses on rising powers; specifically on Brazil’s, India’s and China's foreign policy and on their impact on global governance. He is the author of the forthcoming IBSA: The rise of the Global South? (2014, Routledge Global Institutions) and BRICS and the Future of Global Order (2014, Lexington).
Read more
Eleicoes 2014: a bolha Marina, depois das bolhas Collor, Lula, etc - Jose Augusto Guilhon de Albuquerque
Politica externa: nao so diplomatas e economistas - Marcos Troyjo
Marcos Troyjo
Folha de S. Paulo, Sexta, 29 de agosto de 2014
O lugar do Brasil no mundo foi para o centro do debate. À medida que se aproximam eleições presidenciais, nota-se que o tema da inserção externa do País -- sua participação nos fluxos globais de poder e riqueza -- deixou de ser apenas assunto para diplomatas, militares e círculos restritos do pensamento nacional.
Empresários, jornalistas, acadêmicos, sindicalistas, ongueiros -- todos passaram a ter opinião mais ou menos bem fundada sobre alianças regionais, predileção pelo multilateralismo, parcerias comerciais, relações com EUA e Europa ou cooperação com países emergentes.
Nesse bem-vindo exercício, clara tendência salta aos olhos. Em diferentes modulações, a sociedade parece supor que nossa inserção global resulta sobretudo de duas variáveis: gestão macroeconômica e política externa.
É claro que bom manejo cotidiano de variáveis monetárias e fiscais é imprescindível. Não há dúvida que defesa da moeda e credibilidade da autoridade econômica desanuviam preocupações e ajudam a construção de horizontes de longo prazo.
Na mesma linha, a diplomacia é tanto mais eficaz se orientada e conduzida por profissionais investidos no interesse nacional, não em afinidades aparentadas ao ilusório contraste esquerda/direita ou Norte/Sul.
Nessa abordagem incompleta, entende-se que daríamos largada a uma nova inserção internacional com dois movimentos.
Por um lado, mudança de titulares na Fazenda e no Banco Central que trouxesse novos ares de confiança e competência técnica.
Por outro, rebocar o Itamaraty da atual condição coadjuvante para que não se reproduzam os recentes furos n’água -- terceiro-mundismo, liderança regional auto-atribuída, mediação do impasse nuclear no Irã, apego fundamentalista ao multilateralismo e tantos outros.
Readequações na política macroeconômica e na diplomacia não bastam, contudo, para o sucesso da inserção externa. Nosso êxito internacional só pode se dar com um modelo de "governança da estratégia" que responda de forma estruturada à nova trama global.
Nada de dirigismo -- mas o Brasil carece hoje da visão e coordenação necessárias na confluência das frentes industrial, comercial e tecnológica. Não relaciona reformas internas à melhoria de ambiente de negócios e à competitividade externa.
Resultado: padece para atrelar-se às cadeias transnacionais de valor. Não tem ideia do que fazer ante essa “China 2.0” de grande escala econômica e sofisticada tecnologia. Arrasta-se na formação de elites para o campo do conhecimento e do empreendedorismo.
Nenhum dos desafios dessa “reglobalização” em que estamos ingressando compõe o cardápio cotidiano de atribuições da dupla “Fazenda-Banco Central" ou do Itamaraty.
Apesar da hipertrofia burocrática, inexiste no organograma, na prática e no conteúdo do Estado brasileiro instância que, em interação com a sociedade, formule e articule ações estratégicas.
Pena. Nossa inserção internacional é coisa séria demais para ser atribuída tão somente a macroeconomistas e diplomatas.
mt2792@columbia.edu
Politica economica companheira: o desmantelamento da vertente cambial - Nathan Blanche
Paulo Roberto de Almeida
Descambal era o termo usado na década de 80 para classificar o descontrole da política cambial. Obviamente, estamos muito longe do risco de duas moratórias seguidas, como as de 1982 e 1987, mas os riscos para o financiamento das contas externas e a consequente depreciação da moeda têm se elevado em razão das incertezas e das intervenções do BC. Essas são inéditas e arbitrárias e pouco têm que ver com os fundamentos do balanço de pagamentos. Principalmente por se tratar de crise econômica interna (alta da inflação e baixo crescimento), e não externa.
A venda de ração diária de swaps cambiais e suas rolagens já somam mais de US$ 226 bilhões, e o saldo atual é de US$ 93 bilhões. Desde 1986, quando do início do mercado de hedge cambial, a atuação recente destaca-se, inclusive, em comparação com a de 2008, na esteira da grave crise internacional. Além de as atuações anteriores não terem atingido essa magnitude, foram pontuais e cumpriram seus objetivos de controlar a volatilidade da moeda apenas, sem a intenção de influenciar o nível da taxa de câmbio.
Inexiste atualmente, no mercado de moedas mundial, paralelo em termos de intervenção no mercado de derivativos cambiais. E pelas sinalizações mais recentes do BC, a atuação continuará até o fim do ano.
Mas, a despeito da atuação do BC e da retirada de todas as medidas que haviam sido adotadas para controlar a entrada de dólares nos anos anteriores, o real é a segunda moeda mais volátil no horizonte de seis meses, só perdendo para o rand sul-africano.
O fato é que o câmbio tornou-se, para o BC, o último cachorro no mato, ou seja, o único instrumento para exercer sua função institucional de guardião da moeda. Em 2011, quando o governo Dilma Rousseff ordenou a queda dos juros e simultaneamente a desvalorização do real, privou-se dos principais instrumentos de atuação, que são a política monetária e cambial. Assim, descredenciou o BC como guardião da moeda. Mas diante do resultado óbvio - inflação mais alta - devolveu algum poder à instituição, permitindo uma elevação da taxa básica de juros de 375 pontos-base.
O ponto é que, ao vender hedge (câmbio futuro), o BC tornou viáveis as operações especulativas de carry trade (arbitragem de taxa de juros). Agentes do mercado captam dólares no exterior, vendem no mercado à vista (spot) e, simultaneamente, compram dólares no mercado futuro, obtendo ganho pela diferença das taxas de juros interna e externa. Dos US$ 93 bilhões de swaps cambiais, avaliamos que cerca de US$ 48 bilhões estão relacionados com esse tipo de operação.
Herança maldita. Seja quem for eleito nas próximas eleições, terá de pagar a conta e efetuar os ajustes no mercado cambial, dado que em algum momento esses contratos futuros vão reverter-se em demanda por câmbio no mercado à vista.
A dúvida diz respeito à forma do ajuste. O risco é de uma correção abrupta, inclusive, considerando o contexto internacional, que será marcado por processos de elevação de juros em importantes países como Estados Unidos e Inglaterra.
É fato que não é só na área cambial que há herança maldita. Nessa conta devem incluir-se os passivos fiscais, além da necessidade de realinhamento de preços-chave, como é o caso de energia elétrica, combustível e transporte público, diante das distorções criadas ao longo dos últimos anos.
Ainda há que ponderar a oportunidade perdida com a falta de interesse por acordos comerciais. A opção pelo Mercosul, em que os principais parceiros, Argentina e Venezuela, além de protecionistas, passam por grave crise, não permite a exploração do potencial do comércio exterior. Os países desenvolvidos já recuperam o crescimento e, com isso, passam a demandar mais bens importados. O Brasil, porém, segue de fora deste novo ciclo de crescimento.
Caso o atual governo, se reeleito, persista na manutenção da atual equipe econômica e na política denominada "Nova Matriz Econômica", o Brasil corre o risco de perder sua classificação de grau de investimento. Assim, o País enfrentará dificuldades no financiamento das contas externas já em 2015. Respaldam essa afirmação:
O fato de o déficit em conta corrente ter aumentado de 2,1% do produto interno bruto (PIB) para 3,6% entre 2011 e 2013. Para 2015 a projeção é chegar a 4,2% do PIB. O principal motivo é o enfraquecimento da balança comercial, cujo saldo passou de US$ 29,8 bilhões a US$ 2,6 bilhões no período.
O prêmio de risco País, medido pelo Credit Default Swap (CDS), era em 2011 inferior à média dos países do pacto do Pacífico (México, Colômbia, Peru e Chile) e hoje é o dobro.
Menor disponibilidade de liquidez externa, considerando o processo de alta de juros pelo Federal Reserve e pelo Banco da Inglaterra.
Aumento da fragilidade fiscal via redução dos superávits primários dos últimos três anos de 3,1% para 1,5% do PIB, com a agravante das manipulações criativas dos resultados fiscais.
Em suma, a atuação do Banco Central no mercado cambial tem gerado riscos no sentido de um ajuste abrupto, o que pode resultar em significativa depreciação da moeda. Adicionalmente, e não tão aparente, mas existente, o câmbio sobreapreciado causa distorções na formação de preços relativos que agravam os desequilíbrios nas contas externas do País, o que traz risco inflacionário, redução nos investimentos e também do crescimento econômico.
*Nathan Blanche é sócio-diretor da Tendências Consultoria
Across the Empire (1) First day: boring roads, sempre mais do que o planejado...
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Podcast do Instituto Mises - entrevista com Paulo Roberto de Almeida
Eu preparei um texto antecipando essa entrevista, mas que é, obviamente, diferente do que foi falado.
Neste registro:
Texto dividido em seis partes para divulgação no blog Diplomatizzando, em 23/08/2014, segundo o esquema a seguir: 1) Diplomacia e política externa: quão diferentes? (http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/08/nunca-antes-na-diplomacia-entrevista.html); 2) Nunca Antes na Diplomacia: ideias boas e menos boas (http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/08/nunca-antes-na-diplomacia-entrevista_23.html); 3) A diplomacia profissional e a engajada (http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/08/nunca-antes-na-diplomacia-entrevista_93.html); 4) Existiria uma diplomacia liberal e outra menos liberal? (http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/08/nunca-antes-na-diplomacia-entrevista_5.html; 5) Os estragos da diplomacia amadora sobre a política externa (http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/08/nunca-antes-na-diplomacia-entrevista_95.html); 6) Ruptura de padrões e deterioração institucional na era do Nunca Antes (http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/08/nunca-antes-na-diplomacia-entrevista_97.html). Consolidado em postagem sintética (23/08/2014: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/08/nunca-antes-na-diplomacia-alguns.html).
Politicas economicas no G7: os ortodoxos viraram keynesianos...
Lo bueno de Jackson Hole es que, de alguna manera, los responsables de la política monetaria encuentran en aquel idílico paisaje un salvoconducto temporal para expresarse con mayor libertad de lo que habitualmente pueden hacer. Apuntando no sólo la visión de largo plazo de sus instituciones, sino también su perspectiva y matices personales. Dado que la urgencia aprieta, a Draghi se le notó algo más suelto de lo habitual y, sin perder rigor académico, envió mensajes contundentes que pueden marcarle, una vez más, como game changer en la eurozona. En dos niveles.
El primero se refirió a su mandato y situó la preocupación por la deflación en un plano de gravedad que hasta ahora no se había mostrado. De hecho, apeló de forma extraordinaria a combinar dos grandes medidas para relanzar la recuperación económica en el área del euro: ampliar las acciones extraordinarias de política monetaria y coordinar las políticas fiscales. Respecto a lo que queda dentro de su capacidad, se avanzó que el estímulo programado del crédito mediante los TLTRO desde septiembre podría verse complementado con compras de activos. En relación con las políticas fiscales, Draghi cambió las tornas con una petición dura a los Gobiernos europeos para realizar una de las pocas acciones fiscales que es compatible con la austeridad: la coordinación de acciones de estímulo, tanto de demanda como de oferta.
El segundo nivel del discurso de Draghi fue el más técnico, pero igualmente crudo. Se trataba de la situación del mercado de trabajo en la eurozona. El desempleo se presentó como un problema extraordinariamente desigual a lo largo de la geografía europea, achacable tanto a factores cíclicos como estructurales y en el que España aparecía como una de las realidades más preocupantes, a pesar incluso de los esfuerzos realizados, lo que supone una apelación a mayores reformas. De forma general, lo que Europa se está jugando es si entrar en una tercera recesión —la dimisión en bloque del Gobierno francés ayer confirma esta encrucijada— con la que se encontraría con la deflación absolutamente de cara y aunque el BCE actúe, las reformas pueden ser el único puntal de crecimiento a largo plazo.
Por el lado estadounidense, el mensaje más claro era digno de envidia al otro lado del Atlántico. Yellen admitió que la recuperación se estaba acelerando y que existía un consenso al respecto y anticipó subidas de tipos de interés. En todo caso, teniendo en cuenta la inflación en Europa, es posible que los tipos de interés reales no sean muy diferentes durante algún tiempo. Pero aunque eso pueda hacer que la ensalada monetaria parezca similar, la realidad es que ambos lados del Atlántico el aderezo es muy distinto. En Estados Unidos sabe dulce y en Europa es muy agrio.