segunda-feira, 6 de julho de 2026

Tesouro deve rever análise para garantir novo empréstimo aos Correios após críticas do TCU - Idiana Tomazelli (Jornal de Brasília)

O governo Lula aprofunda o que melhor sabe fazer: aumentar o déficit público e agravar a situação fiscal do país, no futuro imediato e no curto, médio e longo prazo.
Copiado de Ricardo Bergamini:


Tesouro deve rever análise para garantir novo empréstimo aos Correios após críticas do TCU

No fim de dezembro de 2025, os Correios tomaram um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a cinco bancos

Redação Jornal de Brasília04/07/2026

IDIANA TOMAZELLI

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O Tesouro Nacional deverá rever procedimentos para conceder garantia soberana ao novo empréstimo dos Correios, após o órgão virar alvo do TCU (Tribunal de Contas da União) pela conduta na primeira operação de salvamento da estatal, no fim do ano passado.

A corte de contas abriu um processo para apurar a eventual responsabilidade de gestores do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por entender que a análise de risco não foi feita com a profundidade requerida em casos dessa magnitude.
No fim de dezembro de 2025, os Correios tomaram um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a cinco bancos, dois deles controlados pelo governo federal (Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil). A garantia soberana significa que a União vai assumir os pagamentos em caso de inadimplência.

Em grave crise financeira, os Correios não tinham capacidade de pagamento suficiente para fazer jus ao aval do Tesouro, e o governo precisou flexibilizar regras para permitir à empresa acessar o empréstimo com base nos resultados esperados de seu plano de reestruturação.

Como o pagamento em dia das prestações dependerá do sucesso do plano, o TCU esperava que o governo fizesse uma análise mais detalhada de sua consistência, inclusive avaliando as premissas adotadas. Na visão da corte de contas, isso não aconteceu, o que levou a União a assumir um “risco fiscal relevante”.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, a garantia foi concedida apenas dois dias após o envio formal do contrato ao Tesouro Nacional. O TCU ressaltou que a versão definitiva do plano foi encaminhada apenas três dias antes da tomada de decisão. Para o tribunal, houve apenas verificação formal da existência de fluxos de caixa, e a rapidez da análise não foi condizente com sua complexidade.

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