Tenho dúvidas sobre se uma universidade desse tipo que pretendem algumas "lideranças populares" pode receber o título de universidade.
Recebido de um colega que também se espantou.
Desconheço a origem exata e a autoria intelectual, mas não é difícil definir o universo mental no qual viceja este tipo de concepção.
PRA
A UNIVERSIDADE QUE QUEREMOS
1. Universidade Pública e Popular que atenda as populações da Mesorregião Grande Fronteira do Mercosul e seu entorno.
2. Estrutura multicampi, contemplando os estados da Região Sul, garantindo oferta de vagas para atender a demanda.
3. Integração do ensino, da pesquisa e da extensão com o foco voltado para a agricultura sustentável, economia solidária, preservação ambiental, ciências sociais e humanas, políticas públicas, o desenvolvimento regional e os sistemas locais de produção e serviços. Indispensável é a inclusão dos saberes e da cultura popular nos currículos dos cursos.
4. Na gestão, a nova universidade, deve romper com a lógica atual, permitindo a participação dos atores sociais e populares nos processos decisórios da instituição, adotando princípios de gestão efetivamente democráticos.
5. Acesso aos cursos com novos critérios de seleção privilegiando os estudantes oriundos das camadas sociais de baixa renda como da agricultura familiar e camponesa, trabalhadores urbanos, excluídos, micro e pequenos empresários, índios, quilombolas e outras.
6. Identificação com a região, construída na relação com a história do seu povo, que valorize a memória de sua gente e que implemente projetos coletivos visando ao desenvolvimento sustentável da região e a integração com os povos e movimento sociais da América Latina.
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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Um comentário:
Lendo este post pude confirmar o quanto estou distante dessas idéias. Na minha página tem uma seção em que ofereço algumas idéias óbvias para melhorar a UnB. Aqui vão elas:
* Tornar o campus inteiramente acessível a portadores de necessidades especiais
* Tornar todo o campus acessível à internet por rede Wi-Fi
* Financiar o Hospital Universitário (HU) com recursos atualmente empregados em planos de saúde privados (professores e servidores) e negociar a
inclusão do HU entre os prestadores de serviço de algum desses planos em troca de cobertura nacional para professores, servidores e estudantes
* Estabelecer uma política de "barulho zero" nos prédios acadêmicos: tornar a prova de som todas as salas de aula, escritórios administrativos e de
professores, auditórios e demais dependências acadêmicas; eliminar o trânsito de carros de som no interior do campus; impedir o uso de aparelhos de
som de qualquer natureza nas áreas públicas do campus (lanchonetes, CA/DCE, corredores, estacionamento, etc)
* Reformar e reequipar os apartamentos destinados a moradia estudantil, limitar o uso dessa moradia aos meses de aula e cobrar pela hospedagem
* Ampliar e reajustar o programa de Bolsa-trabalho (inclusive para financiar estudantes hospedados no campus)
* Cobrar matrícula e mensalidades de todos os alunos
* Estabelecer, junto à rede bancária, programas de financiamento de estudantes que complemente os esquemas estatais já disponíveis
* Cobrar pelo uso dos estacionamentos em troca de vigilância e seguro para os veículos
* Permitir o uso das instalações (biblioteca, Centro Olímpico, salas de aula, etc.) pelos membros da comunidade externa (cidadãos, empresas, sindicatos e
demais organizações civis)
* Construir um prédio de serviços para abrigar todas as empresas que hoje operam dentro do campus (lanchonetes, livrarias, papelarias, fotocopiadoras,
e lojas diversas), retirando-os dos prédios acadêmicos (especialmente da biblioteca)
[www.unb.br/irel/carlospio]
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