Participei, esta semana, de um semináreio na Universidade de Brasília, a propósito do que foi chamado de "20 anos da queda do muro de Berlim" (e que eu chamo de derrubada).
Apresentei, em formato ultra-resumido, o trabalho que se encontra publicado, com estas referências:
“Outro mundo possível: alternativas históricas da Alemanha, antes e depois do muro de Berlim”, Paris-Digne-Asti-Veneza-Torino-Lisboa, 25 setembro-6 outubro 2009, 18 p. Ensaio preparado como texto guia para o seminário “Além do Muro” (UnB, 12 de novembro de 2009). Revisto em 25.10.2009. Revista Espaço Acadêmico (ano 9, n. 102, Novembro 2009, ISSN: 1519-6196, p. 25-29).
Tenho de corrigir dois erros que permaneceram nessa publicação:
a) em lugar de Erich Honecker, o ridiculo dirigente barba-de-bode da finada DDR, escrevi Edward, por puro cochilo, literalmente, posto que escrevi esse trabalho ao longo de um périplo europeu, em aeroportos e hoteis, desde Paris a Lisboa, passando por Digne, Asti, Veneza e Torino;
(b) no caso da famosa frase de John Kennedy -- Ich bin ein Berliner -- eu escrevi que ele corria o risco de ser confundido com uma salsicha, quando, na verdade, numa versão corrigida, mas em outro computador, desse texto, eu queria escrever delicatessen (trata, de fato, de um sonho).
Desse seminário também participou o historiador alemão Edgar Wolfrum, professor de História Contemporânea na Universidade de Heidelberg, cujo trabalho, lido originalmente em alemão e traduzido no ato, eu possuo em arquivo Word. Quem desejar, pode me pedir.
Ele assina um artigo, "Sept questions sur un mur", publicado na revista francesa L'Histoire (n° 346 - 10/2009), da qual sou assinante; mas ainda não disponho artigo completo em formato digital (estou pedindo acesso). Reproduzo aqui sua parte inicial...
Article
Sept questions sur un mur
Par Edgar Wolfrum
L'Histoire (n° 346 - 10/2009)
En 1989, le mur de Berlin semble solidement installé. Vingt ans plus tard, ses vestiges sont devenus des reliques. Récit d'une construction stupéfiante et d'une destruction non moins inattendue.
En près de trente ans d'existence, le mur de Berlin a symbolisé la coupure entre les deux Allemagnes et la division de l'Europe. Mais c'est d'abord une construction, le premier mur de l'histoire à encercler la moitié d'une ville : 155 kilomètres de béton qui seront détruits dans la joie après le 9 novembre 1989. Comment le mur de Berlin a-t-il été construit ? Pourquoi s'est-il écroulé si vite ? Qu'en reste-t-il ? 1. QUI A VRAIMENT DÉCIDÉ SA CONSTRUCTION ? Berlin était divisé depuis 1948.
Mais jusqu'en août 1961, on pouvait aisément passer d'un secteur à un autre d'une ville qui formait encore un tout. Rappelons les faits. Depuis la fin de la Seconde Guerre mondiale, et conformément aux dispositions prises par les alliés américain, britannique et soviétique, lors de la conférence de Yalta et à Potsdam en 1945, l'Allemagne nazie vaincue était occupée par les vainqueurs. Le pays a été découpé en quatre zones : une zone soviétique à l'est, des zones américaine, britannique et française à l'ouest. Dans ce découpage très arbitraire, la volonté de maintenir l'unité du pays est première : la capitale de l'ancien Reich, Berlin, située en zone soviétique, a elle aussi été divisée en quatre zones. En juin 1948, les Occidentaux ont pris la décision d'introduire à Berlin une nouvelle monnaie, le Deutsche Mark. Celui-ci était déjà en circulation dans les trois zones alliées dont on avait décidé par commodité l'unification monétaire quelques jours plus tôt.
Pour empêcher la constitution de ce qui apparaissait de plus en plus clairement comme une...
(vou providenciar postagem do artigo completo)
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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