Um aliado no Brics invade o território de um país com o qual temos relações diplomáticas normais, e não soltamos uma única e miserável nota a respeito, como se tudo fosse normal, como se os países saíssem por aí a invadir os outros, ao arrepio das convenções e do direito internacional, com a arrogância típica dos impérios em construção...
Outro aliado começa a restringir os direitos democráticos, que ainda existem, na sua província especial, ex-colônia britânica, que teve a sorte de ter todas as liberdades democráticas da metrópole-mãe, e mais liberdades econômicas do que a própria metrópole, que derivou para o fabianismo e foi para uma gloriosa decadência, antes de ser recuperada por uma estadista clarividente. Agora, o mais velho império do mundo pretende estabelecer a tirania que já existe em sua própria jurisdição. Que aliado adequado, não é?
Um outro aliado regional começa a implantar uma cartela biométrica de racionamente, só diferente da cubana pela metodologia informática, mas tão restrita quanto a cubana, uma cartela vagabunda de papel. Isso não nos impede de manter as melhores relações com a ditadura já instalada, mesmo se ela não paga pelas suas importações e serviços feitos com financiamento brasileiro.
Claro, e apoiamos mais ainda uma das mais velhas ditaduras do planeta, só mais "jovem" do que um Gulag nas antípodas...
Estamos bem de relações e de amizades, ao que parece...
Paulo Roberto de Almeida
North Platte, 1/09/2014
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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