Soros foi eleito o inimigo principal desse bando de supremos idiotas que se consideram antiglobalistas, numa demonstração perfeita de como a intolerância fanática pode se unir à ignorância mais tacanha e às teorias conspiratórias mais obscuras para promover causas anacrônicas e reacionárias, como ocorre justamente em países como os EUA de Trump, a Hungria de Viktor Orban e o Brasil de Bolsonaro.
Todos eles são narcisistas, autoritários e profundamente ignorantes, o que acredito ser perfeitamente o caso de Trump e de Bolsonaro, ambos beirando o limite da mais crassa estupidez, com o mais violento e desesperado narcisismo autoritário.
Não por acaso, personalidades problemáticas, angustiadas e talvez desequilibradas como o chanceler acidental do Brasil tenham eleito esses líderes autoritários e arrogantes como os seus modelos de personalidades políticas a serem cultivadas, numa infeliz aliança do reacionarismo mais tacanho com as causas mais anti-iluministas que possam existir.
Num certo sentido, todos eles nos arrastam de volta aos tempos sombrios dos anos 1930, quando intolerância fanática, antissemitismo e totalitarismo caminhavam juntos.
Cabe, então, acionar o modo resistência, que foi a atitude mais frequente em minha vida, primeiro sob a ditadura militar do Brasil, quando passei sete anos num autoexílio europeu, depois sob o regime sectário do lulopetismo, quando fiquei 13,5 anos sem cargos na Secretaria de Estado das Relações Exteriores, agora, de volta ao limbo da Biblioteca do Itamaraty sob o execrável mandato do olavo-bolsonarismo.
Paulo Roberto de Almeida
São Paulo, 3/11/2019
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Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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