sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Indicadores de produtividade por país - Reginaldo Nogueira (Linkedin)

Volto a esse tema porque ele é central para o futuro do Brasil.

Indicadores de produtividade por país - Reginaldo Nogueira (Linkedin)

Produtividade é o que cada trabalhador gera de valor por hora. E o Brasil aparece muito atrás no ranking internacional, inclusive de vizinhos como Uruguai, Chile e Argentina.

📉 Enquanto países desenvolvidos produzem 3x, 4x ou até 7x mais por trabalhador, nós seguimos na faixa dos US$ 21 (PPC). Isso não é sobre trabalhar mais. É sobre produzir melhor.

💡 Países ricos pagam salários altos porque são produtivos, não o contrário. Sem ganho de produtividade, ficamos presos a crescimento baixo e renda estagnada.

👉 A discussão que importa é:
qual é o principal gargalo da nossa produtividade hoje?
"

Paulo Roberto de Almeida: Não sei responder exatamente a essa pergunta, e não depende apenas de ser economista. Seria preciso verificar a natureza e a fiabilidade das estatísticas sobre trabalho, ou sobre o número de trabalhadores cobertos pelos levantamentos numéricos. O Brasil tem uma enome quantidade de trabalhadores informais, e não se esse número está coberto pelas estatísticas, ou como ele se reflete na produção de mercado.

Outros comentários: 
Fábio Andreosi muito bom você trazer isso aqui. No Brasil tudo é simplificado e o Diabo está nos Detalhes. Somos muito bons em plantar e colher o café, exemplo perfeito do "simples e protegido" que o Fabio comentou. Porém, porque a gente não agrega valor no produto e faz a cápsula e vende por muito mais $$$ esse café??
Excelente discussão, Reginaldo Nogueira e Fábio. Acho que o ponto central é que produtividade e complexidade econômica caminham juntas, mas dependem de algo que raramente aparece no debate: capacidade de transformar conhecimento em escala.
O Brasil tem bolsões de excelência (agronegócio, fintechs, aeronáutica), mas não consegue irradiar isso para o tecido produtivo mais amplo. Sem difusão tecnológica, a produtividade média fica travada.
Em outras palavras: não basta ter ilhas sofisticadas, precisamos de pontes que conectem universidades, empresas e cadeias de fornecedores, com regras claras e competição que premie quem inova. Só assim deixamos de ser “bons em poucos nichos” e passamos a ser complexos como sistema econômico.
Reginaldo Nogueira esse também é o reflexo do desinvestimento em educação básica, profissionalização e ciência, condicionando nossa geração do PIB fundamentada em bens primários, com baixo valor agregado, e cadeia produtiva curta. Esse apagão técnico-científico já era descrito no final dos anos 90, e somente se intensificou nessas últimas duas décadas. Produzir mais, passa por dominar conhecimentos e técnicas para agregar valor em bens elaborados.
A baixa produtividade é resultado, em primeiro lugar, de uma educação deficitária. Depois temos baixos níveis de investimento em tecnologias e maquinário de ponta. E mais um detalhe, o trabalhador produz mais nos países desenvolvidos trabalhando bem menos.
1 Comment on Mauricio Pinotti Nunes’ comment
O brasileiro trabalha muito, mas gera pouco valor porque nossa produtividade está travada pelo Custo Brasil. O principal gargalo não é a falta de esforço, mas um ambiente que pune a EFICIÊNCIA. A educação técnica é de baixa qualidade, um sistema tributário que é um verdadeiro manicômio burocrático e infraestrutura precária que encarece tudo. Como a imagem bem diz, países ricos pagam salários altos porque são produtivos. Enquanto não focarmos em inovação, tecnologia e desburocratização para trabalhar melhor em vez de apenas trabalhar mais, continuaremos presos a rendas estagnadas.
Apenas analisando esse painel aqui apresentado podemos tirar algumas conclusões:
1- Nenhum dos países em destaque permite que a religião intervenha na educação. Nenhuma religião, seja ela qual for.
2- A educação desses países é resultado de um projeto de pelo menos 30 anos consecutivos, ininterruptos e focados no mesmo proposito
3- Estranhamente o quadro mostra a China como um país atrás do Brasil. Acho que esse dado merece mais aprofundamento, uma vez que não é essa a percepção que se tem dos chineses.
4- a qualificação do brasileiro é baixa devido a um propósito de baixa remuneração. A mentalidade do empresariado brasileiro é que se o funcionário dele compra um carro, ele está ganhando muito e não deveria poder comprar um bem valioso. Em consequência disso, demite-se esse para contratar outro para ganhar menos...

Em resumo, entendo os questionamentos sobre a produtividade brasileira, mas também entendo que comparamos banana com jatos intergalácticos; e dessa forma a comparação e analogia tornam-se vazias por falta de base comparativa igual ou mesmo semelhante.

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