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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Programa espacial brasileiro: fracassa um lancamento de satelite com a China

O programa espacial brasileiro, que tem várias vertentes, inclusive este da cooperação bilateral Brasil-China, vem sofrendo contínuas frustrações, o que parece normal em qualquer programa.
Mas existe um motivo maior para que ele tenha, até aqui, produzido muitos gastos e poucos resultados: a preferência por cooperação com a China e outros parceiros ditos estratégicos e a recusa em permitir um acordo de salvaguardas tecnológicas com os EUA, de maneira a habilitar lançamento de satélites com foguetes americanos a partir da própria base de Alcântara, em lugar de fazer com chineses, russos, ucranianos ou quaisquer outros países.
Essa recusa se deve a fatores essencialmente ideológicos, e o partido no poder é responsável por esses atrasos e prejuízos no programa.
Paulo Roberto de Almeida

FALHA NO LANÇAMENTO
Fracassa tentativa de colocar em órbita satélite feito por Brasil e China
Presidente Dilma, que já tinha discurso pronto, foi avisada do fracasso da missão por telefone
Opinião e Notícia, 9 de dezembro, 2013

Falhou a tentativa de colocar em órbita o satélite CBERS-3, construído pelo Brasil em parceria com a China. O CBERS-3 é o quarto satélite de observação da Terra lançado em parceria entre os dois países.
Nesta segunda-feira, 9, informações divulgadas pela China apontam que uma falha no foguete que efetuou o lançamento causou o problema. O foguete foi lançado na base de Taiyuan, norte da China, à 1h26 (horário de Brasília) desta segunda-feira.

A princípio, a equipe chinesa responsável pelo lançamento afirmou que tudo correra bem, mas, cerca de uma hora depois, um comunicado informou que o satélite não conseguiu entrar em órbita e caiu no polo sul.

Errou no script
A presidente Dilma já tinha preparado um comunicado para parabenizar o sucesso da missão, mas foi avisada por telefone do fracasso.
O clima é de desolação na comitiva brasileira que viajou a Taiyuan para acompanhar o lançamento, entre eles o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e o ministro de Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp.
O custo do lançamento foi de US$ 15 milhões. Segundo o ministro Raupp, a meta agora é antecipar para o ano que vem o lançamento do CBERS-4, inicialmente previsto para ser lançado em 2015. Apesar de ter todos os equipamentos prontos, técnicos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) acham improvável concluir a integração da parte chinesa à brasileira em menos de 14 meses.
O programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite, na sigla em inglês) foi lançado em 1988 com o objetivo de desenvolver um conjunto de satélites de observação da Terra. No Brasil, o Inpe é responsável pelo programa.

Fontes: Folha-Fracassa lançamento de satélite brasileiro em parceria com a China, O Globo-Satélite CBERS-3 feito em parceria entre Brasil e China não consegue contato com a Terra
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Satélite foi para o espaço... e levou R$ 300 milhões

O governo terá dificuldades de mapear o desmatamento no Brasil nos próximos anos. Uma trapalhada sino-brasileira mandou para o espaço, literalmente, R$ 300 milhões investidos pelo Brasil no Satélite Chinês-Brasileiro de Vigilância Remota, lançado na madrugada de ontem, na China. O Cbers-3 teve problemas no foguete, não entrou em órbita e cairá em algum ponto da Terra. Além de gastar para fabricar o quarto aparelho, já contratado, o governo ficará refém de aluguel milionário de satélites de outros países.
Fora de órbita. Em Pequim para comemorar o lançamento, os ministros Paulo Bernardo (Comunicações) e Marco Raupp (Ciência e Tecnologia-MCT) sumiram do mapa.
Mapeamento. Segundo o MCT, o satélite faria ‘zoneamento agrícola e acompanhamento de alterações da cobertura vegetal’ na Amazônia. Ajudaria o Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Mais gastos. O MCT soltou nota discreta. O MMA finge que não é com ele. Mas todos perdem. Com o nacional em órbita, o governo teria economia futura de compra de imagens.

sexta-feira, 2 de março de 2012

"Brasil declara guerra cambial" - Contra si mesmo???

Curiosas essas matérias de imprensa, e curiosos esses jornalistas, que acham que o Brasil vai começar, e ganhar, uma "guerra cambial", ou seja lá o que isso queira significar...
Quem fala em "guerra cambial" -- um termo absolutamente inapropriado e totalmente equivocado -- é o próprio governo, que distraído, parte em guerra contra ele mesmo...
Pois é, o governo provoca a valorização do real, ao manter juros estratosféricos (que mesmo a 10% são o triplo, ou o quádruplo da média mundial), e depois diz que vai lutar contra a "guerra cambial", como se esta nos fosse imposta por americanos -- que despejam, isso é certo, dólares no mundo -- e por chineses -- que espertamente colam sua moeda à divisa americana para não perder partes de mercado.
Mas vocês já se deram conta da imensa bobagem proclamada por Mantega e outros neófitos da "guerra cambial"?
Os EUA estão ficando mais pobres, ao desvalorizar sua moeda, e eles o fazem por absoluta necessidade, já que de outro modo o ajuste seria ainda mais brutal. Os chineses apenas defendem seu modelo exportador, fazendo ajustes cambiais dirigidos, algo que o Brasil praticou durante 40 anos seguidos (e o mundo não nos acusou de fazer "guerra cambial", ainda que manipulássemos o câmbio).
O governo é absolutamente risível, ou patético, ao falar de guerra cambial.
Deveria cuidar das suas contas, o que ele não faz...
Paulo Roberto de Almeida

Jornais estrangeiros veem nova ‘guerra cambial’

Blog Estadão, 2 de março de 2012 | 7h00
Sílvio Guedes Crespo
Os dois principais jornais de economia e finanças do mundo, o americano “Wall Street Journal” e o britânico “Financial Times”, publicaram reportagens nesta sexta-feira, 2, a respeito das medidas tomadas pelo governo brasileiro para tentar conter e valorização do real.
O primeiro diz no título da reportagem que o “Brasil intensifica a batalha para frear a alta do real”, enquanto o segundo afirma que
o País “declara uma nova guerra cambial”.
Ambos reforçaram a informação, já comentada em sites na quinta-feira, de que a mudança no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) tem pouco efeito no mercado, mas vale como um sinal de que o governo está disposto a usar suas munições para conter a apreciação do real.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem que a taxa de 6% de IOF sobre empréstimos no exterior, que incidia apenas as operações com vencimento de até dois anos, passaria a valer também para aquelas com prazo de até três anos.
Paralelamente, o Banco Central vem atuando no mercado de câmbio, por meio da compra de dólares à vista e no mercado futuro.
O governo argumenta que a política de afrouxamento monetário dos países ricos (o que inclui emissão de moeda) faz aumentar a quantidade de recursos nas mãos dos investidores, que, por sua vez, levam parte desse capital para países emergentes, como o Brasil, de forma especulativa.
“O ministro da Fazenda do Brasil e a presidente estão defendendo a moeda deles”, afirma o “Journal”.
No “FT”, o texto da versão impressa limita-se a descrever e explicar as medidas do governo brasileiro. Mas um artigo no blogBeyondBrics, do mesmo jornal, traz uma opinião sobre o caso. Recomenda que os investidores não ignorem “retórica belicista” de Mantega porque “desta vez a presidente se envolveu com a questão”.
Além disso, “Mantega sabe que tem grande parte do mundo emergente do seu lado”. O Peru e a Coreia do Sul também adotaram medidas de controle de capital.
China
Em outra reportagem, o “Journal” diz que a China está diversificando seus ativos, de modo a reduzir a participação do dólar em suas reservas, “uma tendência que pode significar menor fluxo de capital oriundo de Pequim e um possível aumento dos custos de empréstimos na economia americana”.

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