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terça-feira, 1 de maio de 2012

Tourada na Bolivia: soldados como bandarilheiros

Parece que a moda pegou: depois da corrida em Buenos Aires, agora temos nova pegada de touros bravos na Bolívia. Normalmente o touro morre ao final, mas de vez em quando ele também espeta o toureiro...
Vamos ver o que vai dar...
Paulo Roberto de Almeida

Após Argentina, Bolívia expropria empresa espanhola de energia

A TDE é responsável por 73% das linhas de transmissão do setor elétrico da Bolívia 

01 de maio de 2012 | 13h 20
 
Texto atualizado às 13h49
SÃO PAULO - O presidente da Bolívia, Evo Morales, nacionalizou nesta terça-feira, 1º, a Transportadora de Electricidad SA (TDE), distribuidora de energia controlada pela espanhola Red Eléctrica Internacional. Morales ordenou a ocupação da empresa pelas Forças Armadas.
"Hoje, como nós homenageamos aos trabalhadores e aos cidadãos da Bolívia que lutaram para a recuperação dos recursos naturais e serviços básicos, nós estamos nacionalizando a provedora de transmissão de energia elétrica", disse Morales.
O anúncio foi realizado em solenidade do Dia do Trabalho no Palácio de Quemado, em La Paz. A TDE foi fundada em 1997 e é responsável por 73% das linhas de transmissão do sistema elétrico da Bolívia.
De acordo com o site da TDE, 99,94% de seu capital pertence à Red Eléctrica Internacional, enquanto a outra fatia (0,06%) é de propriedade dos trabalhadores da empresa.
A medida é uma resposta aos pedidos dos trabalhadores, que exigem reajustes salariais maiores. Desde que chegou ao poder, Morales já nacionalizou outras empresas no Dia do Trabalho, em setores como o de petróleo e eletricidade.
Uma porta-voz do governo espanhol procurada pela agência Dow Jones disse que a Espanha está analisando a situação de perto e poderá divulgar um comunicado ainda hoje.
Em abril, a Argentina anunciou a expropriação de outra companhia espanhola, a petrolífera YPF, de propriedade da Repsol.
(Com informações da AFP, Dow Jones e Efe)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Bolivia: como se descontroi um pais (deixando-o no escuro e sem energia...)

Aviso preventivo aos comentaristas anônimos (ver post anterior):
só vou postar comentários que se refiram ao objeto mesmo da matéria aqui postada.
Acredito que a maioria de meus leitores, inteligentes como são, não gostariam mais de ler comentários idiotas que visam apenas ofender gregos e goianos, ignorando the crux of the matter...
Se ouso fazer um comentário preliminar, seria este:
assim como já ocorreu na Argentina, e vem ocorrendo na Venezuela, os bolivianos devem enfrentar apagões em menos de um ano. Alguém quer apostar comigo?
Vale a coleção completa das obras de Lênin (no joke...).
Paulo Roberto de Almeida

Bolívia nacionaliza quatro empresas de energia elétrica
Marcia Carmo
BBC Brasil, 1 de maio, 2010

Sedes das empresas amanheceram cercadas por soldados

Buenos Aires - O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou, neste sábado, em Cochabamba, no centro do país, a estatização de quatro empresas do setor de energia elétrica.

Uma das companhias tinha maioria acionária da francesa GDF e outra era controlada pela britânica Rurelec. As outras duas eram bolivianas, mas com capitais americano, espanhol e suíço.

Após assinar os decretos, na presença de soldados do Exército e da polícia, Morales disse que o Estado passa assim a “controlar 80% da produção de energia elétrica” do país.

“Estamos recuperando a luz para todos os bolivianos e bolivianas. O Estado Plurinacional controla agora 80% da energia produzida em toda a Bolívia. Mais cedo ou mais tarde, serão 100%”, afirmou.

Evo Morales prometeu ainda a redução em 20% nos preços das tarifas para os consumidores.

'Incertezas'
Segundo o analista e ex-secretário de energia boliviano Carlos Alberto López, as empresas estatizadas foram “capitalizadas” pelo então governo do ex-presidente Gonzalo Sanchez de Lozada, em 1994.

Na ocasião, 49% do pacote acionário foi destinado aos fundos de pensão e aposentadorias.

No ano passado, ao fazer o primeiro anúncio sobre a nacionalização, Evo Morales tinha aberto a negociação com as empresas privadas, que controlam essas companhias com a maioria acionária.

Para López, tudo indica que não houve entendimento.

“Não está claro se o governo vai ficar com o percentual que falta para ter a maioria acionária dessas companhias ou se estatizará tudo”, disse o analista à BBC Brasil.

Segundo ele, os anúncios têm “gerado incertezas” entre investidores e ainda podem provocar queda nos investimentos.

“Depois da nacionalização do setor petroleiro (em 2006), por exemplo, importamos gasolina e diesel da Venezuela, e gás de cozinha da Argentina. Eram produtos que antes exportávamos”, afirmou.

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Comentário final (PRA):
Aliás, não preciso dizer nada, apenas repetir o que disse o último entrevistado:
Depois da nacionalização do setor petroleiro (em 2006), por exemplo, importamos gasolina e diesel da Venezuela, e gás de cozinha da Argentina. Eram produtos que antes exportávamos.”

Como se diz das demonstrações: CQD...

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