Precisamos estar preparados para a nova onda de maniqueísmo que vai assolar o país: os 50 anos do golpe de 1964 (em 31 de março ou 1ro de Abril, como preferirem) e o julgamento peremptório da maior parte dos historiadores no sentido mais convergente com a historiografia corrente, ou seja, de que o golpe foi uma armação da direita brasileira -- ai confundidos capitalistas, ou burguesia nacional, latifundiários, militares e, sobretudo, os perversos imperialistas americanos -- e do Império, para derrocar um governo democrático empenhado em reformas.
Creio que vou escrever algo a respeito, para tentar restabelecer a balança...
Paulo Roberto de Almeida
Do site Café História, 7/01/2014
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Golpe de 1964 e ditadura militar: 50 anos - comeca o maniqueismo (Cafe Historia)
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2 comentários:
Escreva, pelo amor de Deus. Os escritos de nós, pobres mortais, quase ou nenhuma repercussão recebe na mídia. Não dá para competir, por favor!
Vai ser tedioso. De um lado, o vitimismo brasileiro, o espírito de conspiração por toda a parte tentando justificar o descalabro do governo Goulart. (Leia Nos Tempos do João Goulart de Alberto Deodato). De outro lado, a defesa do regime por parte dos que hoje querem os militares de volta. No meio do fogo cruzado, ninguém para lembrar os milhões entrincheirados dos dois lados, que se um regime não tivesse falhado (o populismo de Goulart), não haveria o regime militar, e se este não tivesse igualmente falhado, não haveria o petismo. Vá em frente Almeida. Na falta de Inspiração, ouça o bolero Fracasso com Nelson Gonçalves no Youtube.
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