terça-feira, 25 de agosto de 2026

Heranças malditas: 2003 ou 2027? Editorial do Estadao e cartas indignadas; Edulcorando o petismo, por Marcelo Guterman

Edulcorando o petismo

Essa me escapou do noticiário, mas o editorial do Estadão recuperou: parece que o dublê de ministro da Fazenda e ponta de lança do petismo na Faria Lima, Dario Durigan, expressou seu desejo de encontrar-se com os tucanos Pedro Malan e Arminio Fraga para, supostamente, colher sugestões de como enfrentar o descalabro fiscal deixado pelo governo que o ministro representa.

Basta as eleições se aproximarem, e os petistas se convertem, tornando-se evangélicos e fiscalistas, fazendo sacrifícios pingentes aos deuses de Jerusalém e da Faria Lima. Tudo para ganhar as eleições e, no dia seguinte, voltarem alegremente ao seu paganismo religioso e econômico, fazendo troça dos crentes.

Os tucanos não existem mais como partido, mas apenas como uma ideia platônica de justiça social com base na racionalidade econômica. Na prática, no entanto, servem (ou melhor, escolheram servir) para edulcorar o petismo para consumo externo. Assim, tivemos o aperto de mão infame de FHC e Lula, e Geraldo Alckmin no ticket do petismo. Uma reunião de Durigan com Malan e Armínio, com direito a uma foto bem bonita, cumpriria a mesma missão.

Durante um certo tempo, coube a Fernando Haddad, conhecido como “o mais tucano dos petistas”, esse papel de edulcorar o petismo no ministério da Fazenda. Depois de 4 anos, todos vimos que a coisa era só para tucano ver, e a política econômica foi o desastre que vimos. Agora, Durigan quer chamar tucanos de verdade para tirar uma foto e continuar a enganar os trouxas. E é bem capaz de os economistas tucanos toparem a pantomima. 

Blog do Marcelo Guterman é uma publicação apoiada pelos leitores.

==============

 

Malan : Malan avaliou o programa Nova Indústria Brasil e constatou que “o pensamento de 15 anos atrás” perdurava. Alertou, no texto, que uma política fiscal insustentável impediria o desenvolvimento econômico e social sustentado no longo prazo.

Armínio : disse recentemente que a política fiscal do governo Lula é fraca, não facilita em nada a vida do Banco Central e cria fragilidades que afetam a saúde das empresas e do próprio Estado brasileiro. Segundo ele, o quadro é desastroso, e o País caminha para uma crise semelhante à que gerou a recessão econômica do governo de Dilma Rousseff.

  


Opinião do Estadão

Cinismo petista

Para ajudar Lula a seduzir o eleitor de centro, Durigan diz que quer se reunir com Arminio e Malan. Será útil se conversarem sobre a ‘herança maldita’ que Lula legará ao sucessor


Por Notas & Informações

25/08/2026 | 03h02


Notícia de presente

O ministro Dario Durigan informou que quer se reunir com os economistas Pedro Malan e Arminio Fraga para discutir a agenda fiscal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual quarto mandato. Chega a ser comovente a tentativa dos petistas de revestir de racionalidade e sensatez uma candidatura, a de Lula, fundada na demagogia e na presunção de que dinheiro público brota em árvore – nada mais distante, aliás, da prudente condução da economia por Malan e Arminio, respectivamente ministro da Fazenda e presidente do Banco Central nos governos de FHC.

Na hipótese de que esse encontro realmente ocorra, seria muitíssimo interessante e útil se Durigan se dispusesse a discutir a “herança maldita” – não aquela que Lula levianamente disse ter recebido de Fernando Henrique Cardoso quando chegou ao poder, em 2003, mas sim a “herança maldita” real, aquela que Lula legará a si mesmo, caso vença a eleição e permaneça mais quatro anos no poder.

Os números falam por si. A dívida bruta do governo geral – dado do Banco Central que inclui os governos federal, estaduais e municipais, além do INSS – aumentou nada menos que dez pontos porcentuais ao longo do terceiro mandato do petista, saindo de 71,38% do Produto Interno Bruto (PIB), em janeiro de 2023, para 81,9% do PIB em junho, o maior patamar dos últimos cinco anos.

Diante desse descalabro, tanto Malan quanto Arminio já manifestaram preocupação. Em artigo publicado no Estadão por ocasião dos 400 dias deste governo Lula, Malan avaliou o programa Nova Indústria Brasil e constatou que “o pensamento de 15 anos atrás” perdurava. Alertou, no texto, que uma política fiscal insustentável impediria o desenvolvimento econômico e social sustentado no longo prazo.

Fraga, por sua vez, disse recentemente que a política fiscal do governo Lula é fraca, não facilita em nada a vida do Banco Central e cria fragilidades que afetam a saúde das empresas e do próprio Estado brasileiro. Segundo ele, o quadro é desastroso, e o País caminha para uma crise semelhante à que gerou a recessão econômica do governo de Dilma Rousseff.

É improvável que Durigan, uma espécie de estagiário ambicioso que ora ocupa a Fazenda, se abale com essas observações. Nada parece capaz de desviá-lo do objetivo de agradar ao chefe, na ânsia de ficar no cargo caso Lula vença, razão pela qual não vale um pequi roído sua tentativa de espalhar por aí que o próximo mandato do petista, caso venha, será de ajuste fiscal. É apenas a reciclagem preguiçosa da conhecida farsa de Lula para engabelar eleitores de centro.

Que ninguém se deixe enganar. Lula foi desonesto em relação a Malan, Arminio e Fernando Henrique Cardoso desde seu primeiro dia no poder. Em abril de 2004, por exemplo, declarou que recebeu da gestão tucana uma herança “pra lá de maldita”, numa referência à crise cambial e à alta da dívida pública legadas por FHC. O que Lula não disse é que boa parte dessa turbulência resultou do chamado “risco Lula”, isto é, do temor dos mercados com a perspectiva de vitória do petista. A verdadeira herança de FHC para Lula, jamais reconhecida pelo petista, foram o controle da inflação, o superávit primário consolidado e a cultura da responsabilidade fiscal, materializada pela Lei de Responsabilidade Fiscal, de 2000. Sem isso, Lula jamais teria condições de implementar sua agenda social, por meio da qual pretende ser consagrado pela História.

Mas Malan e Arminio são dois democratas, genuinamente interessados no bem do País. Por essa razão, é possível até que aceitem conversar com Durigan, ocasião em que poderiam explicar ao voluntarioso ministro que ele está simplesmente errado, por exemplo, ao dizer que a dívida pública sobe porque os juros são elevados – tentativa nada sutil de livrar o perdulário governo Lula de responsabilidade pelas escorchantes taxas. Nessa aula, Malan e Arminio poderiam ensinar a Durigan que os juros são altos porque o mercado cobra cada vez mais caro para financiar um governo que sistematicamente gasta mais do que arrecada e não demonstra compromisso com o equilíbrio fiscal.


99 Comentários


Antonio Bratos

9,5 mil pontos

Debatedor dedicado

há 2 horas

 

Esse Duran é péssimo, é muito claro que ele é o tipo de gente que acredita em terraplanismo economico, não entende nada de economia geral, o que piora a loucura heterodoxa dele... Essa questão da herança maldita, óbvia, eu fico sinceramente divido e curioso, o que o PT vai fazer no próximo mandato? Como referência temos seu último governo, que foi muito parecido até agora, o Dilma1 foi pé no acelerador e destruição do fiscal do país, terminou com a foto boa e o filme ruim, como agora estamos. O Lula 4 será um governo de problemas, de precisar por o fiscal nos trilhos, mas será que ele vai fazer? Ou vai tentar empurrar com a barriga 4 anos? É seu último mandato, será que Lula, no adeus vai fazer governo de ajuste? É difícil acreditar... E é isso que me divide, seria melhor o PT ganhar e lidar com sua bagunça? Porque o outro filme já conhecemos, PT destroi o fiscal, oposição assume, arruma, e PT volta com tudo arrumado, para destruir novamente... Eu não sei.

...

Leia mais

 

VALDEMAR BASTOS BATISTA

4 mil pontos

Debatedor dedicado

há 2 horas

 

Que Lula vença, de maneira lícita ou ilícita, a próxima eleição e as próximas que virão. Tudo irá mudar pra melhor somente depois que seus súditos, a exemplo de Luís XVI , o decaptarem. Isto ainda levará um certo tempo, ocorrerá quando o preço da comida estiver inacessível, não tendo mais de onde tirar dinheiro com impostos e empréstimos para distribuir em forma de auxílio social. Os grandes agiotas externo estão enxergando isto, tanto que estão optando pelos 2% e 4,5% da Europa e EUA, respectivamente, aos 8% prometidos pelo governo.

...

Leia mais

 

Joao Carmo

945 pontos

Debatedor dedicado

há 5 horas

 

Os editores do Estadão em mais um surto de desonestidade intelectual. As elites econômicas lavam as mãos. Mas na real, têm seu passivo na dívida pública. 1. Contenciosos jurídicos fajutos 2. Isenções fiscais como a que o próprio Estadão tem. 3. Calotes puro e simples, como os 52 bilhões da refinaria de Manguinhos. Esses desvios têm um preço: perto de 1 trilhão de reais. Suficientes para ajustar as contas. E acabarr com a desonestidade das elites econômicas. Né não, seus ateus?!?🧐

...

Leia mais

 

JOSE CARLOS Soares Costa

1,9 mil pontos

Debatedor dedicado

há 3 horas

 

Acho que a critica quando é generica não vai na raiz do problema, o aumento da divida teria que separar os estados e muniicpios devedores que protelam ou aumentam esta divida. E o que dizer dos poderes legislativos e judiciario com suas emendas PIX e seus penduricalhos? Não se trata de achar que este governo não tenha suas mazelas, mas é uma visao que parte da sociedade concorda, é preciso mais gasto em saude e educação, e para isto precisaria reduzir despesa na gastança de subsidios criados pelo congresso e as emendas fantasmas para os amigos... ja o INSS talvez queiram que se reduzam as aposentadorias, ou quem sabe excluam alguns beneficios dos mais carentes, é preciso incluir todos os que não contribuem com a mesma parte como os militares, e ter um teto para todos , olhem so o gasto do legislativo com previdencia e plano de saude do congresso...

...

Leia mais

 

RONALD BAPTISTA

8 mil pontos

Debatedor dedicado

há 4 horas

 

Mais uma vez, o Estadão recorre ao seu roteiro econômico favorito. Transformar qualquer política que não coloque a austeridade fiscal acima de tudo em prenúncio de catástrofe. Responsabilidade fiscal é, evidentemente, importante. O problema é tratá-la como dogma e ignorar que governar exige equilibrar contas públicas, crescimento, emprego, inflação e bem-estar da população. O editorial simplifica uma questão complexa ao sugerir que aumento da dívida significa, por si só, caminho inevitável para uma crise. Todos os países, inclusive os mais ricos, enfrentam dilemas fiscais. Ajustar as contas é necessário, mas não a ponto de sufocar a economia e produzir um problema maior que o que se pretendia resolver. O próprio histórico do jornal recomenda alguma cautela com previsões apocalípticas. Quando o governo interveio para conter a alta dos combustíveis, não faltaram previsões de desastre para a Petrobras. A realidade mostrou que a medida ajudou a conter pressões inflacionárias, enquanto a empresa continuou altamente lucrativa, chegando a registrar mais de R$ 50 bilhões de lucro. Isso não transforma toda intervenção em acerto, mas mostra que economia não funciona por fórmulas simplistas. Também é exagero tratar a iniciativa de Dario Durigan de conversar com Malan e Arminio como mera encenação eleitoral. Pode haver interesse político, claro, mas ouvir quem pensa diferente também pode ser simplesmente uma tentativa legítima de encontrar caminhos. Lula e o PT têm erros graves e merecem críticas duras. O que não ajuda é substituir análise por caricatura. O editorial parece enxergar apenas duas opções. Austeridade nos moldes defendidos pelo mercado ou irresponsabilidade. A economia é mais complexa. Governar também.

...

Leia mais

 

EDUARDO S

5,9 mil pontos

Debatedor dedicado

há 5 horas

 

O pessoal da esquerda tem mania de crucificar a Faria Lima. Sim, o Brasil seria melhor sem ela, né? De onde viria o $ para investimentos, empreendimentos, etc? Dos funcionários públicos, que só destroem o País? Dos políticos, que só roubam? Das elites nordestinas protegidas pelo PT, que não ajudam em nada? Não apoio os Bostonaros nem qualquer vagabundo da política nacional, mas o fato é que o Lula quebrou o Brasil com sua estupidez e seu populismo voltado à massa ignorante. Só uma revolução, uma Bastilha tem chance de mudar as coisas. Já chegamos ao ponto em que apenas reações drásticas nos salvarão.

...

Leia mais

 

PAULO AUGUSTO

18,5 mil pontos

Debatedor dedicado

há 2 horas

 

QUEM PODERIA IMAGINAR QUE O PT DESTRUIRIA A ECONOMIA NOVAMENTE? O histórico das gestões do PT na economia federal é marcado por profundos desequilíbrios fiscais e crises estruturais. Nos primeiros mandatos de Lula, o cenário internacional favorável pelo boom das commodities impulsionou o crescimento, mas mascarou o aumento rígido dos gastos públicos estruturais. Posteriormente, no governo Dilma Rousseff, a implementação da chamada "Nova Matriz Econômica" intensificou o intervencionismo estatal na economia. Essa estratégia baseou-se em subsídios de crédito via bancos públicos, controle artificial de tarifas e desonerações fiscais seletivas para setores específicos. O resultado dessa política foi o desajuste das contas públicas e o represamento inflacionário, culminando na recessão de 2014-2016. Esse período registrou uma forte contração do PIB, disparada do desemprego e perda do grau de investimento do país. O uso de manobras contábeis fiscais, conhecidas como "pedaladas", comprometeu a credibilidade das estatísticas oficiais da época. No retorno do partido ao poder a partir de 2023, o foco macroeconômico voltou a priorizar a expansão de gastos e a busca pelo aumento da arrecadação via tributos, em detrimento do corte de despesas. A resistência em adotar reformas administrativas profundas mantém a trajetória de crescimento da dívida pública em relação ao PIB. A persistência em discursos contra a autonomia do Banco Central e o teto de gastos gera volatilidade no mercado de câmbio e mantém os juros em patamares elevados para conter riscos inflacionários. Assim, as gestões do PT deixam um legado maldito de instabilidade fiscal e baixo crescimento de longo prazo. Além disso tudo, o DESGOVERNO LULA produziu um novo rombo bilionário nas contas das empresas estatais federais, o que reflete um histórico de fragilidade institucional e forte ingerência política. Na década passada, esquemas sistemáticos de corrupção petista foram desmascarados pela Operação Lava Jato. Os desvios e superfaturamento de obras causaram prejuízos astronômicos a gigantes como a Petrobras. A recente flexibilização das regras de governança reabriu espaço para indicações políticas e o loteamento de cargos estratégicos nas estatais. Em 2024, o deficit dessas empresas atingiu R$ 6,73 bilhões, e o primeiro semestre de 2026 bateu o recorde histórico de R$ 7,8 bilhões em perdas, impulsionado por companhias como os Correios. O retorno de práticas do PT de aparelhamento infla os custos operacionais e destrói a eficiência dessas corporações, transferindo o prejuízo diretamente ao contribuinte, que precisa financiar os aportes do Tesouro para cobrir os rombos fiscais do PT.

...

Leia mais

 

PAULO AUGUSTO

18,5 mil pontos

Debatedor dedicado

há 2 horas

 

O DESGOVERNO LULA ESTÁ QUEBRANDO O BRASIL A atual conjuntura da economia brasileira enfrenta uma série de graves problemas estruturais e macroeconômicos que afetam diretamente o poder de compra da população e a estabilidade do país. Entre as principais dificuldades destacam-se a inflação persistentemente desancorada, a desaceleração contínua do Produto Interno Bruto (PIB) e os juros básicos excessivamente elevados. Além disso, o país lida com um endividamento alarmante das famílias, um rombo crescente nas contas das empresas estatais e a severa desvalorização do real frente ao dólar, o que encarece o custo de vida e afasta investidores globais. Essa crise generalizada está diretamente vinculada à má gestão do desgoverno Lula, caracterizada pelo descontrole fiscal crônico e pela ausência de responsabilidade orçamentária. Ao priorizar gastos puramente eleitoreiros e expandir de forma desenfreada a máquina pública, a atual administração levou a dívida pública a patamares insustentáveis, aproximando o país de um rombo equivalente a 100% do PIB. A incapacidade do governo de gerar superávits e sua postura hostil ao mercado geram uma profunda desconfiança fiscal, forçando a manutenção de juros altos para conter a inflação provocada pelos próprios excessos estatais. Diante desse cenário de deterioração acelerada dos fundamentos econômicos, o futuro do país está seriamente ameaçado. Caso o atual presidente seja reeleito, a insistência no modelo de endividamento, aumento de impostos e intervencionismo estatal tornará a crise fiscal irreversível. O alerta de especialistas e instituições financeiras é claro: sem uma mudança radical de rumo, o Brasil vai quebrar inevitavelmente, sepultando qualquer chance de crescimento sustentável e arrastando a população para a falência institucional.

...

Leia mais

 

Priscila Ferro

691 pontos

Debatedor dedicado

há 2 horas

 

"Legado ao sucessor"?? Estadão, está admitindo publicamente que está a favor de Flávio?? "vendendo a alma" a interesses espúrios e inconfessáveis? Apoiando o que há de mais nocivo e prejudicial ao país em nome de quem?? O desserviço ao leitor é imenso, sórdido, perverso, ignóbil, asqueroso, vergonhoso... Arminio Fraga e Pedro Malan são os "país do Real" que trouxe estabilidade econômica e melhor desenvolvimento ao pais; economistas respeitados e reconhecidos, principalmente na Faria Lima. Ambos APOIARAM Lula na eleição passada pois sabiam o que os Bolsonaro & seus asseclas / apoiadores representavam ( e continuam representando ) o que havia de PIOR PARA O BRASIL principalmente politicamente. E vocês, da grande mídia jornalística corporativa, são os GRANDES CULPADOS pela polarização que o Brasil se encontra atualmente, impedindo inclusive o crescimento de uma alternativa política/econômica a estes candidatos. Mas a busca incessante pelos likes e engajamento não mede consequências...

...

Leia mais

 

Ademir Dias

279 pontos

Debatedor dedicado

há 25 minutos

 

O ruim de ficar velho e manter a memória, é ver sempre os mesmos atores agindo da mesma forma. O Estadão é um ótimo jornal mas tem opiniões que não tem lógica. Foi censurado e defende a extrema direita, viu o fracasso econômico da ditadura (com seus ministros liberais) e insiste em não reconhecer políticas melhores atuais, depende de consumo das pessoas e defende reformas que cortam direitos e renda... dá pra continuar mas é só estranho essa coisa. Parece a empresa estatal que abre capital, nem atende o povo nem agrada o acionista pois não tem uma linha e sofre com dupla personalidade. Sou de centro esquerda, do bom e antigo MDB que originou o bom PSDB, destruído por dentro por direitistas e liberais como Doria. Agora, restou apenas o PT frente ao obscurantismo de direita. Logo, por falta de oponentes, teremos uma sequência de governos de direita como os 21 anos de ditadura. O que ocorrerá? Mais concentração de renda, pessoas se culpando por não prosperarem mesmo seguindo o pastor ou o coach pois a culpa é delas, salários caindo sem nenhum direito social pois o Estado é mal, escolas piores, aposentadorias arrochadas e, certamente, SUS sucateado pra benefício dos planos de saúde e setores inteiros da economia entregues a investidores dos EUA. Tudo isso é o passado e o futuro. Guardem pra daqui a 10 anos. Foi assim e será assim. Puro resultado de uma forma de pensar que nasceu na colônia e que insistimos a não largar.


Nenhum comentário:

Postagem em destaque

Debate eleitoral e entrevistas individuais: Lula vs Flavio

 Lula e Flavio Bolsonaro na TV Globo, quinta e sexta feira, 27 e 28/08/2026 === No primeiro debate eleitoral de 2026 entre os candidatos à P...