O que aconteceu em Ceuta não foi uma migração espontânea e sim um episódio de guerra híbrida
Paulo Roberto de Almeida
Movimentos aparentemente de “massa” podem ser criados por organizações criminosas ou resultar da ação deliberada de governos por razões politicas ou “geopoliticas”.
Ao inicio da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, o governo de Putin induziu seu vassalo e serviçal da Belarus, o ditador Lukashenko, a pressionar a UE, na fronteira com a Polônia, pela “remessa” de pacotes de estrangeiros indocumentados, geralmente africanos ou asiáticos, que viviam na Rússia a ingressarem ilegalmente pelas fronteiras do território polonês com a Belarus.
Em Ceuta se tratou do governo Trump 2, em conluio com a monarquia marroquina, a “enviar” pacotes de jovens marroquinos e outros estrangeiros vivendo no Marrocos a pressionar o governo da Espanha, hostilizado por Trump por sua politica contrária à guerra de agressão israelo-americana contra a República teocrática do Irã.
Movimentos migratórios espontâneos não possuem as características que assumiram nas fronteiras polonesas e em Ceuta. Trata-se de “guerra híbrida”, por motivos alheios ou externos aos cenários diretamente envolvidos.
Putin e Trump, este subordinado ao primeiro, são “irmãos gêmeos” na violação do Direito Internacional e do direito humanitário.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 3/08/2026
Nenhum comentário:
Postar um comentário