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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Novo livro: História e Historiografia das Relações Internacionais do Brasil: dos descobrimentos ao final do Império - Paulo Roberto de Almeida (Appris)

Meu próximo livro está no forno, por assim dizer:


História e Historiografia das Relações Internacionais do Brasil: dos descobrimentos ao final do Império
Paulo Roberto de Almeida

Índice
Prefácio - embaixador Sérgio Florêncio
Apresentação

Introdução:
Visão Geral sobre a Construção da Nação

1. Quatro séculos de relações internacionais do Brasil
1.1. Uma periodização tentativa da história brasileira
1.2. A construção do Estado independente e sua diplomacia
1.3. Um lento crescimento econômico no século XIX
1.4. A República não transformou estruturalmente o Brasil
1.5. A diplomacia brasileira, do Império à República

Parte I:
Da Colônia à Independência
2. A diplomacia dos descobrimentos: de Colombo a Tordesilhas

2.1. O ato fundador da história moderna
2.2. O monopólio pontifício das relações internacionais
2.3. Da arbitragem papal à negociação direta
2.4. Tordesilhas: a primeira partilha do mundo
2.4. Do condomínio ibérico à balança de poderes
2.6. O nascimento da diplomacia permanente
2.7. A formação territorial do Brasil

3. A formação econômica brasileira antes da autonomia política
3.1. A colônia, até a vinda da família real
3.2. Situação econômica do Brasil colônia, até 1808
3.3. Transformações econômicas a partir do decreto de abertura dos portos
3.4. Efeitos do tratado de comércio de 1810
3.5. Mudanças econômicas a caminho da independência
3.6. O contexto econômico desfavorável das independências ibero-americanas
Quadros e tabelas

4. O nascimento do pensamento econômico brasileiro: Hipólito da Costa
4.1. A economia política pelo método empírico: a missão na América
4.2. A economia política pelo método teórico: leituras de Hipólito
4.3. A abertura dos portos e as indústrias do Brasil: olhando o futuro
4.4. Relações comerciais com a Grã-Bretanha: antecipando o prejuízo
4.5. O tratado de 1810 e o interesse nacional: impacto na historiografia
4.6. A separação de Portugal e o problema da mão-de-obra
4.7. Influência de Hipólito no debate econômico do século XIX
4.8. O legado de Hipólito: humanismo, educação, clarividência econômica

5. As revoluções ibero-americanas e o constitucionalismo luso-brasileiro
5.1. A evolução constitucional na Europa e nas Américas
5.2. Da Constituição de Cádiz (1812) à Revolução do Porto (1820)
5.3. O mundo restaurado e novamente turbulento: ascensão do liberalismo
5.4. O constitucionalismo português e a recolonização do Brasil
5.5. A constituição portuguesa de 1822 e seus efeitos no Brasil

6. A revolução do Porto, o Correio Braziliense e a independência do Brasil
6.1. Primeiras notícias: do lado dos constitucionalistas
6.2. A preocupação com as “coisas” do Brasil
6.3. As Cortes se “esquecem” do Reino Unido do Brasil
6.4. Começam as divergências constitucionais entre os dois reinos
6.5. A revolução do Porto finalmente chega ao Brasil
6.6. O Brasil “decide” ser constitucional
6.7. A separação refletida nas páginas do Correio Braziliense

7. A censura política no momento da independência
7.1. Censura, uma prática estatal, desde a mais remota antiguidade
7.2. A censura política contra o “armazém literário” de Hipólito
7.3. O Correio Braziliense como bastião da liberdade de imprensa

8. A hipótese de um império luso-brasileiro: um ‘imenso Portugal’?
8.1. Poderia o Brasil ter sido o centro de um império luso-brasileiro?
8.2. A importância do Brasil para a economia da metrópole
8.3. Situação de Portugal e Brasil na fase anterior à independência
8.4. A hipótese da união imperial no período joanino e na independência
8.5. Hipólito da Costa e a manutenção da unidade luso-brasileira
8.6. Um império luso-brasileiro a partir de uma unidade americana?
8.7. O Brasil poderia assumir a direção de um império multinacional?

Parte II:
Os Grandes Desafios da Diplomacia Imperial
9. A diplomacia brasileira da independência: heranças e permanências

9.1. A diplomacia e a política externa na independência do Brasil
9.2. A conquista da autonomia no Arquivo Diplomático da Independência
9.3. A outra independência: uma construção alternativa do Estado
9.4. A Bacia do Prata e a Cisplatina: a primeira guerra do Brasil
9.5. A diplomacia do tráfico escravo: defendendo o indefensável
9.6. A lenta conformação de uma diplomacia profissional

10. O reconhecimento internacional da independência do Brasil
10.1. Antes da Independência, o manifesto às “nações amigas”
10.2. Finalmente o Império do Brasil: as primeiras missões
10.3. A defesa do país exigia uma monarquia unitária
10.4. Sem concessões aos imperialismos europeus
10.5. Estabelecimento de relações com as principais potências
10.6. A primeira diplomacia americanista do Brasil
10.7. Os retardatários da Santa Aliança: Áustria e Espanha
10.8. A diplomacia brasileira na construção do Estado

11. A construção da diplomacia imperial por seus “pais fundadores”
11.1. Um Estado com política externa, mas sem diplomacia
11.2. Construindo a instituição: caminhos da profissionalização
11.3. O papel do Parlamento na condução da diplomacia
11.4. As bases intelectuais da diplomacia imperial: Paulino
11.5. A burocratização da diplomacia imperial: Visconde do Rio Branco

12. A diplomacia da imigração: contornando o escravismo
12.1. A diplomacia da imigração e a competição estrangeira
12.2. A Lei de Terras: uma contrarreforma agrária
12.3. Os diplomatas à cata de imigrantes europeus
12.4. Argentina e Estados Unidos ganham no recrutamento
12.5 A escravidão forçada contra a imigração espontânea
12.6. Os diplomatas e a abolição
Tabela estatística

13. Uma geopolítica avant la lettre: Varnhagen e a reforma do Império
13.1. Um historiador que também foi um pensador geopolítico
13.2. Varnhagen possuía um pensamento estratégico?
13.3. O pensamento estratégico na época de Varnhagen
13.4. Qual era o pensamento estratégico de Varnhagen?
13.5. As propostas de Varnhagen se refletiram no Estado imperial?
13.6. O legado desse pensamento na construção do Estado brasileiro
13.7. Existe uma modernidade em Varnhagen?

Parte III:
Historiografia e História das Relações Internacionais do Brasil
14. A historiografia da independência: uma revisão da literatura
14.1. Os principais trabalhos sobre a história da independência
14.2. Qual historiografia, qual independência?
14.3. A historiografia da independência: seus principais historiadores
14.4. As fontes, os fatos e a historiografia da Independência
14.5. Historiadores estrangeiros dos “sucessos” da independência
14.6. O patrono da historiografia, Varnhagen, e seu crítico: Oliveira Lima
14.7. O Arquivo Diplomático da Independência e o Projeto Resgate

15. A historiografia diplomática até a primeira metade do século XX
15.1. A historiografia: uma quase esquecida na história das ideias
15.2. A historiografia das relações exteriores e seus representantes
15.3. Varnhagen, o pai da historiografia, o legitimista da corte
15.4. João Ribeiro inaugura a era dos manuais de história do Brasil
15.5. Oliveira Lima: o maior dos historiadores diplomatas
15.6. Pandiá Calógeras: a sistematização da história diplomática
15.7. Interregno diversificado: trabalhos até o início do século XX
15.8. Os manuais de história diplomática: Vianna, Delgado e Rodrigues

16. A historiografia econômica do Brasil
16.1. Temas, agendas, historiadores
16.2. Da reconstituição do passado colonial às crises financeiras
16.3. O nascimento de uma história econômica nacional
16.4. O nacionalismo e o papel econômico do Estado
16.5. O grande esforço da industrialização: Celso Furtado
16.6. Os desequilíbrios do crescimento: os novos historiadores
16.7. Progressos na pesquisa em história econômica

Anexos:
Cronologia e Documentos Históricos
1. Cronologia histórica até a independência do Brasil
2. Documentos fundadores da nação brasileira

a) Tratado de Tordesilhas, 1494
b) Carta de El-Rei de Portugal D. Manuel aos Reis Católicos, 1501
c) Tratado de Madri, 1750
d) Tratado de comércio de 1810
e) Elevação do Brasil a Reino Unido, 1815
f) Manifesto aos governos e às nações amigas, 1822

Referências bibliográficas
Notas sobre os trabalhos
Nota sobre o autor

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