Existem patrulheiros a soldo, mercenários partidários, militantes enraivecidos, alguns pilantras, vários oportunistas e certamente muitos ingênuos, que pensam que este blog, totalmente livre, está a serviço de algum partido, de algum movimento, de algum interesse setorial.
Eles se enganam redondamente, mas isso eu nem precisaria dizer.
Esses abutres da liberdade pensam que todos devem servir suas causas mais do que duvidosas, e ficam furiosos -- alguns são pagos para fazer esse tipo de trabalho sujo -- quando lêem ou quando vêem algo que não está conforme sua ideologia totalitária, quando não seus interesses materiais, dos mais mesquinhos, sejam eles políticos, econômicos, de prestígio ou de poder.
Em qualquer hipótese, não me interessa qual causa fétida eles defendem, mas o fato de escreverem em tom raivoso para este blog significa apenas que estou incomodando consciências culpadas, com algum remorso interior, pois está claro que quem se pauta por um comportamento democrático, pelo debate aberto, não pode pretender determinar a ninguém o que se deve pensar, o que se tem vontade de dizer, o que postar, enfim.
Isso revela de modo cristalino o caráter desonesto, para não dizer a falta de caráter, desse tipo de gente que acha que o mundo deva servir ao chamado pensamento único.
Apenas espíritos totalitários pretendem, desejam, querem policiar o que os outros têm a dizer.
Esse tipo de gente só merece o meu desprezo.
Por isso mesmo, vou continuar a fazer o que sempre fiz: ler, refletir, expressar o que penso ser pílulas de conhecimento úteis para o meu próprio crescimento intelectual, e que eventualmente possa servir igualmente ao enriquecimento de todos aqueles que frequentam ou simplesmente passam por este blog.
A todos os leitores de boa vontade, minhas desculpas por estes incômodos eventuais, por este tipo de distração no meio de tanta coisa interessante para reportar e discutir. Sempre se aprende com o caráter (ou a falta de) que exibem certas pessoas.
Aos mercenários, patrulheiros, inimigos da liberdade de pensamento e de expressão, não preciso sequer dizer o que penso desse tipo de escória humana.
Paulo Roberto de Almeida
28/12/2011
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
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