“Felicito o presidente Maduro pela sua vitória e, ahhhnnn, aqui reafirmamos a disposição de seguirmos trabalhando muito estreitamente com o governo venezuelano”.
Foi rápido. Não se esperava outra atitude...
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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segunda-feira, 15 de abril de 2013
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Curiosidades... cubanas: seria tudo o que se deve lembrar?
Eu por vezes me pergunto: para que serve, exatamente, uma universidade?
Ora, para transmitir o saber, me responderiam, na lata, como se diz...
Bem, se é para transmitir o saber, eu me pergunto por que, exatamente, um centro, supostamente dedicado a "Estudos Avançados Multidisciplinares", precisa aproveitar o 15. aniversário de criação de um "Núcleo de Estudos Cubanos" -- que se imagina voltado não tanto para estudos realmente cubanos, e sim mais para a defesa de uma ditadura hoje indefensável -- para realizar uma exposição como a que vai relatado abaixo, sobre a "Solidariedade Internacionalista" e em torno da figura de Ché Guevara?
Não é preciso lembrar aos mais jovens -- que devem eventualmente se enternecer romanticamente com aquela famosa foto do personagem de boina preta e cabelos desgrenhados, numa simbologia próxima a desses Cristos medievais de semblante torturado, encimando a famosa frase ensinando que "hay que endurecerse..." (ops!) "... sin perder la ternura jamás" -- que o guerrilheiro heróico morreu na Bolívia em 1967, numa infeliz tentativa de produzir "quatro, cinco Vietnãs na América Latina", e que desde então, a única coisa que se tem, do personagem, é a sua exploração política pela ditadura cubana e sua exploração mercantil por milhares de fabricantes de camisetas e de buttons em volta do mundo.
Tampouco seria preciso lembrar que essa coisa de "Solidariedade Internacionalista" é uma invenção do stalinismo, para a III Internacional, que na prática significava que todos os partidos comunistas nacionais deveriam se colocar obrigatoriamente a serviço do PCUS, ou melhor dito, dos interesses nacionais da União Soviética, mais especificamente da ditadura stalinista e da figura do ditador supremo, ele sim o "Guia Genial dos Povos".
Talvez o mesmo ocorra com o "NESCUBA", servilmente colocado à disposição dos interesses da ditadura cubana na UnB.
Alguém ainda acredita na tal de "revolução cubana" e na "solidariedade internacionalista" com esse personagem que tem mais fama do que resultados?
Talvez meia dúzia de true believers, e mais os curiosos que passarem pela Biblioteca da UnB, que vão continuar sendo enganados por uma das mais eficientes máquinas de propaganda -- política e mercantil, volto a dizer -- de que já se teve notícia em toda a história.
Voltando à pergunta inicial, e sua resposta tentativa, a universidade deveria transmitir um saber real, não uma propaganda política e comercial mistificadora, enganosa, simplesmente patética.
Os jovens sabem que o personagem em questão foi, sucessivamente, presidente do Banco Central de Cuba e ministro da Indústria, e que nas duas funções foi de uma tal incompetência gerencial e administrativa -- ele sabia mais manejar armas do que um órgão de Estado -- que a única coisa que restou a Fidel foi dispensá-lo dessas funções?
Os jovens sabem que, como resultado de suas gestões incompetentes à frente dessas instituições, a situação econômica de Cuba se tornou tão grave que a ilha e seu ditador não tiveram outra via de escape do que se colocar servilmente a serviço da União Soviética, para dela receber um "mensalão" periódico -- avaliado em bilhões de dólares, pagos em troca de açúcar superfaturado -- que durou enquanto a URSS existiu?
Os jovens que estudam no NESCUBA sabem o desastre econômico e material que é a ilha de Fidel, que tinha a segunda ou terceira renda per capita da América Latina em 1959, e que hoje está relegada às últimas posições?
Esse Núcleo de Estudos Cubanos estuda de fato a situação política e econômica de Cuba, sua miséria moral no plano dos direitos elementares da população, a violação constante dos direitos humanos, a falta completa de liberdade que ali existe?
Enfim, o núcleo estuda Cuba ou serve apenas de instrumento de propaganda do regime atual?
A UnB confirma o que se pode esperar dela...
Paulo Roberto de Almeida
O Núcleo de Estudos Cubanos/NESCUBA, vinculado ao Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares/Ceam, tem a honra de convidar toda a comunidade Acadêmica
para a exposição CHE VIVE - A Solidariedade Internacionalista, em comemoração aos 15 anos de criação do NESCUBA/CEAM.
Período: 22 de novembro a 02 de dezembro
Local: Biblioteca Central - BCE da Universidade de Brasília/UnB
Atenciosamente,
Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares/Ceam
Universidade de Brasília/UnB
Ora, para transmitir o saber, me responderiam, na lata, como se diz...
Bem, se é para transmitir o saber, eu me pergunto por que, exatamente, um centro, supostamente dedicado a "Estudos Avançados Multidisciplinares", precisa aproveitar o 15. aniversário de criação de um "Núcleo de Estudos Cubanos" -- que se imagina voltado não tanto para estudos realmente cubanos, e sim mais para a defesa de uma ditadura hoje indefensável -- para realizar uma exposição como a que vai relatado abaixo, sobre a "Solidariedade Internacionalista" e em torno da figura de Ché Guevara?
Não é preciso lembrar aos mais jovens -- que devem eventualmente se enternecer romanticamente com aquela famosa foto do personagem de boina preta e cabelos desgrenhados, numa simbologia próxima a desses Cristos medievais de semblante torturado, encimando a famosa frase ensinando que "hay que endurecerse..." (ops!) "... sin perder la ternura jamás" -- que o guerrilheiro heróico morreu na Bolívia em 1967, numa infeliz tentativa de produzir "quatro, cinco Vietnãs na América Latina", e que desde então, a única coisa que se tem, do personagem, é a sua exploração política pela ditadura cubana e sua exploração mercantil por milhares de fabricantes de camisetas e de buttons em volta do mundo.
Tampouco seria preciso lembrar que essa coisa de "Solidariedade Internacionalista" é uma invenção do stalinismo, para a III Internacional, que na prática significava que todos os partidos comunistas nacionais deveriam se colocar obrigatoriamente a serviço do PCUS, ou melhor dito, dos interesses nacionais da União Soviética, mais especificamente da ditadura stalinista e da figura do ditador supremo, ele sim o "Guia Genial dos Povos".
Talvez o mesmo ocorra com o "NESCUBA", servilmente colocado à disposição dos interesses da ditadura cubana na UnB.
Alguém ainda acredita na tal de "revolução cubana" e na "solidariedade internacionalista" com esse personagem que tem mais fama do que resultados?
Talvez meia dúzia de true believers, e mais os curiosos que passarem pela Biblioteca da UnB, que vão continuar sendo enganados por uma das mais eficientes máquinas de propaganda -- política e mercantil, volto a dizer -- de que já se teve notícia em toda a história.
Voltando à pergunta inicial, e sua resposta tentativa, a universidade deveria transmitir um saber real, não uma propaganda política e comercial mistificadora, enganosa, simplesmente patética.
Os jovens sabem que o personagem em questão foi, sucessivamente, presidente do Banco Central de Cuba e ministro da Indústria, e que nas duas funções foi de uma tal incompetência gerencial e administrativa -- ele sabia mais manejar armas do que um órgão de Estado -- que a única coisa que restou a Fidel foi dispensá-lo dessas funções?
Os jovens sabem que, como resultado de suas gestões incompetentes à frente dessas instituições, a situação econômica de Cuba se tornou tão grave que a ilha e seu ditador não tiveram outra via de escape do que se colocar servilmente a serviço da União Soviética, para dela receber um "mensalão" periódico -- avaliado em bilhões de dólares, pagos em troca de açúcar superfaturado -- que durou enquanto a URSS existiu?
Os jovens que estudam no NESCUBA sabem o desastre econômico e material que é a ilha de Fidel, que tinha a segunda ou terceira renda per capita da América Latina em 1959, e que hoje está relegada às últimas posições?
Esse Núcleo de Estudos Cubanos estuda de fato a situação política e econômica de Cuba, sua miséria moral no plano dos direitos elementares da população, a violação constante dos direitos humanos, a falta completa de liberdade que ali existe?
Enfim, o núcleo estuda Cuba ou serve apenas de instrumento de propaganda do regime atual?
A UnB confirma o que se pode esperar dela...
Paulo Roberto de Almeida
O Núcleo de Estudos Cubanos/NESCUBA, vinculado ao Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares/Ceam, tem a honra de convidar toda a comunidade Acadêmica
para a exposição CHE VIVE - A Solidariedade Internacionalista, em comemoração aos 15 anos de criação do NESCUBA/CEAM.
Período: 22 de novembro a 02 de dezembro
Local: Biblioteca Central - BCE da Universidade de Brasília/UnB
Atenciosamente,
Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares/Ceam
Universidade de Brasília/UnB
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