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terça-feira, 3 de junho de 2014

Itamaraty wikileaks: pois e', nao havia nada a esconder...

Atenção, este comentário jornalistico é de seis dias atrás.
Pois é, parece que tinha algo a esconder. Mas tudo suposições, claro...
Paulo Roberto de Almeida 
Parece que o ataque dos hackers ao Itamaraty se limitou mesmo aos e-mails de funcionários. Informações consideradas sigilosas pelo Itamaraty teriam sido preservadas. O problema inicial teria sido o mais simples para simplórios: supostas mensagens de colegas com anexos maliciosos — uma vez abertos, os cavalos de troia se instalam. Então tá.
Que bom a gente descobrir que informações consideradas sigilosas foram preservadas. Seria muito triste a gente constatar que o Itamaraty não tem nada a esconder. Todas as suas escolhas vergonhosas, convenham, são feitas mesmo às claras, não?
Querem um exemplo? Quando o Brasil participou da patuscada que impediu a deputada venezuelana Maria Corina de falar na OEA, a decisão não foi tomada às escondidas! Não! Foi tudo feito assim, à luz do dia. Ela foi cassada pela ditadura comandada por Nicolás Maduro sem que o Brasil desse um pio. Mais de 40 pessoas assassinadas sob o silêncio cúmplice do governo Dilma.
Pior: o Brasil tomou como sua uma nota oficial emitida pelo Mercosul — sob a presidência rotativa da Venezuela — que censurava apenas a oposição e endossava a ação repressiva do governo. E não tomou essas decisões no escurinho, não! Isso quer dizer que a nossa política externa é feita, como direi?, sem nenhuma vergonha. A gente não tem mesmo nada a esconder.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Itamaraty wikileaks: supostos telegramas resultando de uma suposta invasao por supostos hackers

O conteúdo dos telegramas também é suposto, como a própria existência de embaixadas e supostos diplomatas escrevendo supostos telegramas.
Esta postagem também é suposta, e não pode ser responsabilizada por alterações malévolas que façam supostos invasores neste suposto blog...
Paulo Roberto de Almeida

E-mails vazados expõem Itamaraty
Gabriela Valente e Eliane Oliveira
O Globo, 2/06/2014

Documentos do Itamaraty capturados por hackers e disponibilizados na internet mostram supostos conteúdos e temas dos mais variados e que envolvem relações com os mais distintos países. A Rússia pediu ao Brasil apoio para a intervenção militar na Crimeia e a Alemanha queria um acordo para desenvolvimento de equipamento militar com o Brasil e chegou a pensar em retirar o apoio à usina nuclear Angra III após o acidente em Fukushima no Japão, em 2011. Esses supostos e-mails mostram ainda que, também em 2011, foram encontradas minas de suposta fabricação brasileira em território líbio. Já um relatório sobre uma reunião de preparação para a Copa do Mundo diz que foi criado um plano de contingenciamento de protestos para proteger o aeroporto do Galeão do vandalismo.
Em um dos supostos documentos secretos, há uma lista das preferências e pedidos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em suas viagens internacionais. Entre eles, estão 12 copos de whisky, taças de vinho e até cinzeiros no banheiro. Essas mensagens são parte do rol de documentos hackeados do sistema de comunicação do Ministério das Relações Exteriores na semana passada. No entanto, o Itamaraty não confirma a veracidade e autenticidade dos documentos sob o argumento de que esses e-mails podem ter sido adulterados.
A Rússia pediu ao Brasil apoio para a intervenção na Crimeia. A informação está numa comunicação do embaixador do Brasil em Haia, Piragibe Tarragô, do dia 26 de março deste ano sobre uma reunião dos Brics realizada dois dias antes. Segundo o documento obtido pelo GLOBO, ele afirmou que o chanceler russo Sergei Lavrov contava com a ajuda do Brasil.
“O Chanceler russo ainda lamentou a ‘histeria coletiva’ que se formou na imprensa, e os discursos ‘russofóbicos’ dos países desenvolvidos, que ‘desmerecem profundos laços culturais’ com a região”.
Sobre o acordo Brasil-Alemanha, a embaixadora Maria Luiza Viotti comunicou ao Itamaraty, de acordo com o s supostos e-mails, que os alemães queriam fechar um acordo com o Brasil de desenvolvimento de um sistema antiaéreo. Ainda sobre a Alemanha, o Brasil foi comunicado que aquele país repensaria a cooperação na usina de Angra III depois do acidente da usina de Fukushima no Japão. A Alemanha resolveu desligar seus reatores nucleares por três meses para reavaliar sua matriz energética. A Simens fornece equipamento para Angra III.
“A cooperação nuclear com a Alemanha é estratégica para o Brasil. Uma reversão da cooperação representaria um lamentável retrocesso e traria consequências nefastas para o futuro da cooperação bilateral”, diz o telegrama de março de 2011.
Em novembro de 2011, o Itamaraty informou às embaixadas sobre uma reunião para tratar da questão “das minas antipessoal de suposta fabricação brasileira encontradas em território líbio, em particular na região de Misurata”. O secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Murilo Marques, sugeriu que o Brasil envie, o mais breve possível, uma missão técnica para a identificação precisa das minas encontradas.
No dia 14 de maio, segundo os supostos documentos, houve uma reunião com diversos consulados e setores do governo brasileiro — como Infraero e Receita Federal — para tratar sobre o desembarque de autoridades estrangeiras e atletas no aeroporto do Galeão para a Copa do Mundo. Um plano para conter os protestos foi arquitetado. Segundo o item número sete do relatório sobre o encontro, o planejamento para a defesa do Galeão contra a manifestações prioriza evitar o vandalismo.
No documento “orientação sobre hospedagem”, o Itamaraty lista os equipamentos para uma viagem internacional do ex-presidente Lula. Além de copos de uísque e taças de vinho, previa a presença de um barbeiro, de uma manicure e um massagista. Os cinzeiros também não poderiam faltar no quarto do hotel. A equipe tinha cuidado em manter a forma do presidente e solicitava sorvete e gelatina dietéticos.

Nos supostos e-mails, há outros relatos curiosos como o telegrama “urgentíssimo” feito pelo embaixador do Brasil no Suriname, José Luiz Machado e Costa. Em sete páginas, ele detalha a importância da aproximação dos dois países na área da defesa.

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