Nem tanto assim: o Google não vai fazer nada para ajudar dissidentes sob ditaduras ou Estados orwellianos.
Ele apenas vai mostrar quem está censurando o que, quando...
Apenas isso.
Já é alguma coisa: tirar os funcionários kafkianos da sombra e mostrar o que os seus chefes estão pedindo...
Paulo Roberto de Almeida
Googling the Censors
Editorial - New York Times
September 28, 2010, page A28
In most repressive countries, government censors like to toil in the shadows, maintaining a cover of deniability as they block citizens’ access to information. It is gratifying to see that the Internet and Google are making their job tougher.
Four months ago, Google unveiled a tool that allows users to monitor the requests received from governments to take down material or report data on the users of their search engine and other services. This month, it released another tool that will expose less overt attempts by governments to curtail its various services, including YouTube and Gmail.
The new tracker shows how traffic on YouTube in Iran fell to zero after the disputed presidential election last year. And how YouTube traffic collapsed in Libya in January after it aired videos of demonstrations by families of murdered prisoners and videos of partying relatives of Col. Muammar el-Qaddafi, the Libyan leader.
The tracker shows the ebbs and flows of traffic but not the cause of disruptions — whether a government directive or a cut cable. Still, it adds an important new source of information.
For starters, it suggests that repressive governments are most fearful of YouTube — an effective vehicle to disseminate dissenting views and evidence of government repression.
Google reports that the service has been blocked in at least 17 countries since 2007. China, for example, has blocked YouTube since March of last year after a video appeared on the site showing Chinese police beating Tibetans in Lhasa in 2008.
Once researchers start poring through the data, they will be able to track more precisely governments’ efforts to clamp down on information. Google officials say this could even deter censorship, perhaps by embarrassing authorities into changing their ways. That may be too optimistic. Even exposing where censorship is most rampant should be a victory for freedom of expression.
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Big Brother e os dissidentes: Google to the rescue...
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