Alguns acham que eu reclamo demais do nosso Estado caro e ineficiente, e da estatais, enfim, nosso não, delles, pois eles se apropriaram de tudo e de todas...
Pois bem, posso acrescentar mais um absurdo.
Acabo de receber, para pagar, claro, a conta de eletricidade do apartamento de minha filha, que não gastou muito no mês passado, entre outros motivos porque estava conosco.
Agora vejam sua fatura, que detalho abaixo:
Energia elétrica (incluindo impostos, tributos, taxas, etc): 15,56
Contribuição de "Iluminação Pública" (sic, três vezes): 14,53
Multa por atraso : 3,62
Total: 35.96
Agora percebam o tamanho do roubo: se trata de um apartamento, num prédio de 20 andares, com vários outros prédios semelhantes ao redor: são dezenas e dezenas de apartamentos, centenas ao total nessa rua em impasse (ou seja, terminando por uma pracinha sem saída), com talvez 4 ou 5 postes de iluminação pública, no máximo.
Ainda vou calcular o tamanho do roubo que signifa cobrar quase 15 reais de cada apartamento, "n" vezes, para a iluminação pública, que custa quase tão cara quanto a própria eletricidade.
Roubo puro, pois não?
Esses são os absurdos que existem no Brasil.
Na minha quadra acontece o mesmo: um bloco de edifícios com no mínimo 36 apartamentos por bloco (e são mais de dez blocos), cada um pagando em torno de 16 reais para "iluminação pública", quando a minha conta de luz não passa de 50 reais...
Roubo, puro roubo.
Ainda acham que eu reclamo muito?
Paulo Roberto de Almeida
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Pagando a conta da "iluminacao publica" (e sendo roubado...)
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Estado extrator,
roubo organizado
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