Sobre esta entrevista, meus comentários abaixo:
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-52733746
A propósito da entrevista feita pela jornalista Mariana Sanches (BBC-Brasil, Washington) com o Rasputin de subúrbio, o subsofista da Virgínia que possui preeminência total sobre o chanceler acidental— que ele indicou e sustenta politicamente, para maior rebaixamento da política externa brasileira— meus comentários indignados já feitos em transcrição dessa matéria dolorosa de ser lida, e que posto novamente, com a seguinte pergunta: até quando os cidadãos de bem serão obrigados a conviver com o cenário deprimente que nos é oferecido diariamente pelo desgoverno instalado em Brasília?
Paulo Roberto de Almeida
“Uma entrevista CONSTRANGEDORA, para quem fez, para quem prestou, para quem lê, para TODOS os personagens PÚBLICOS citados, para TODOS os brasileiros e também para a imagem do Brasil no mundo. Ela revela, se ainda fosse necessário, a que grau de INDIGÊNCIA MENTAL, a que nível de REBAIXAMENTO MORAL, a que escala de INDIGNIDADE VERBAL, e a qual BAIXEZA CONCEITUAL o Brasil dos Bolsonaros foi levado, pela ação deletéria, influência perversa e instintos doentios promovidos por um tresloucado sem quaisquer condições para servir de CONSELHEIRO PRESIDENCIAL, em especial na área de POLÍTICA EXTERNA.
A imagem do Brasil no mundo, já ridicularizada no mais alto grau, sofre mais um rude golpe com o espetáculo HORROROSO que está sendo oferecido por um sujeitinho sem qualquer qualificação ética ou política para servir como referência à formulação de políticas para o país.
Inquieta-me saber que os mais altos escalões da sociedade brasileira, os demais dirigentes políticos, os líderes empresariais, os oficiais de alta patente permaneçam INDIFERENTES à demonstração de INDIGNIDADE que transparece a cada linha desta entrevista com personagem tão nefasto para o presente e o futuro do Brasil.
Assusta-me que continuem passivos ante esta descida desastrosa da nação ao precipício de uma decadência intelectual jamais vista em nossa história.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 22/05/2020”
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Postagem em destaque
Assédio, ‘capangas’ e ameaças: bolsonaristas fazem ofensiva contra diplomatas - Jamil Chade (ICL)
Colunistas ICL Assédio, ‘capangas’ e ameaças: bolsonaristas fazem ofensiva contra diplomatas Fontes nos bastidores do Itamaraty revela...
-
Minha entrevista desta sexta-feira 25/02/2022, sobre a dramática situação da Ucrânia no canal +BrasilNews. 1437. “ Entrevista sobre a Ucrân...
-
Quo Vadis , Itamaraty? Paulo Roberto de Almeida, professor, diplomata Interrogações sobre uma conjuntura histórica d...
-
Stalin era um intelectual! Desculpem a afirmação, mas é o que se pode deduzir do livro de Geoffrey Roberts: Stalin’s Library, The Dictator a...
-
O Brasil desmoralizou a corrupção (Ricardo Bergamini) Prezados Senhores Qualquer que seja o presidente eleito, não terá força políti...
-
Apresente uma lista com as 40 frases mais marcantes que foram ditas e/ou escritas pelo diplomata PRA. Em cada frase, cite: a data, o local (...
-
Madame IA copia meus argumentos e posicionamentos sobre a política e a economia do Brasil, no longo prazo dos últimos 70 anos, desde 1960. P...
-
O que a liderança de Flávio no 1º turno muda para a política externa do Brasil ...
-
Madame IA interpreta razoavemente bem, embora com certo exagero nas adjetivações, minha postura em relação aos dois carcomidos projetos de...
-
O fantasma da Cleptocracia Simon Schwartzman O Estado de S. Paulo, 9/10/2026 Dois resultados do primeiro turno me impressionaram mais: o m...
-
Economia e democracia podem sobreviver; mas e a soberania? Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor. Sobre uma escolha ...
Um comentário:
Para intelectuais como o senhor, admitir não digo nem a veracidade, ou a probabilidade, ou sequer a verossimilhança, mas a simples possibilidade da existência de determinados problemas filosóficos abordados por Olavo de Carvalho é também admitir o equívoco que foi toda a vida intelectual deles próprios. O pavor trazido pela idéia de aceitar a expansão do debate em direção aos termos propostos pelo professor, e aceitar a pertinência das discussões por ele propostas, equivale, para intelectuais como o senhor, àquilo que deve sentir um passarinho que, tendo passado toda a sua vida dentro da gaiola, se vê perdido e confrontado por todo um novo universo que se abre a sua volta.
Postar um comentário