segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Nulla dies sine linea - Paulo Roberto de Almeida

Nulla dies sine linea

Não é apenas a minha divisa, ou minha frase preferida: ela é sobretudo minha prática contínua, desde que comecei a escrever com certa desenvoltura, ainda na infância ou mais exatamente na primeira adolescência. Muita coisa se perdeu, obviamente, e os primeiros escritos preservados correspondem a textos diversos, esparsos, a partir dos 14 ou 15 anos.

Tenho dezenas de cadernos de notas, de vários tamanhos, e milhares de arquivos digitais, menos de um terço impresso e arquivado. Nunca pretendi ser escritor; sou apenas um escrevinhador de coisas que me motivam intelectualmente. E se escrevo muito é porque leio muito, intensamente, sem parar, em qualquer tempo e lugar, os temas os mais diversos, com ênfase nas ciências sociais, nas humanidades, a história em especial.

Retiro da Wikipedia:

Nulla dies sine linea é uma frase latina que significa "nem um dia sem uma única linha".

Encontra sua fonte em Plínio, o Velho (História Natural, XXXV, 84), onde a ideia se aplica ao pintor grego Apeles, que não ficou um dia sem desenhar pelo menos uma linha. Mas é apenas no Proverbiorum libellus de Polydore Vergil (1470-1555) que a frase em si é atestada pela primeira vez.

Em latim clássico, linea literalmente significa um "fio de linho", daí uma "linha", e designa figurativamente uma linha (desenhada com uma pena ou um pincel); a palavra não se aplica a uma linha de texto. No entanto, muitos escritores levaram essa frase à sua própria, aplicando-a à escrita.”

Em um determinado momento, em torno de 1985, com mais de cem textos acumulados, comecei a numerá-los, cronologicamente e retroativamente.

Em 2025, já passei de cinco mil. Este aqui, por exemplo, é o trabalho número 5.092.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 19/10/2025

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